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CORTES NA DESPESA – II

8 Setembro, 2012

Este Governo, pela voz dos dois partidos que o compôem, mesmo antes da vitoria eleitoral, manifestaram a intenção de «libertar a sociedade do peso do Estado»,  «reduzir despesa do Estado» «reformas estruturais« e outras manifestações de vontade plenas de razoabilidade.  No seu programa de governo algumas continuavam a constar.

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O Governo tem maioria absoluta. O Governo controla e gere o Estado. Tem todos os meios para o conseguir realizar, se assim tivesse vontade. Mas manifestamente, não é o caso.

O Estado continua a consumir mais 13 mil milhões de euros do que o que consegue arrecadar.

Seria de esperar que os ditos cortes de despesa partissem da iniciativa do Governo, por forma a cumprir os bonitos propósitos que elencou. Alguma ideia concreta haveriam de ter. Ou não?

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Daí que a pergunta «que cortes seriam esses, em concreto?» seja na verdade aquela que diariamente continua a ser feita ao governo, sem que ainda exista resposta.

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Infelizmente, temos assistido a uma governação que perante qualquer assunto recorre a mais impostos e a mais confisco do rendimento dos portugueses.

Para quê? Para suportar a despesa que alegadamente queria cortar, mas que o não faz e a todos os meios recorre para suportar a despesa. .

De forma regular os portugueses são brindados com notícias de injecção de milhões em empresas falidas; em programas ocupacionais para desbaratar mais uns tantos milhões;  em subsídios a empresas ineficientes  fomentando a concorrência  desleal, a ineficiência económica, o desemprego e a pobreza. Os sucessivos aumentos de confisco tem servido para essas práticas predatórias.

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Assim, não é inteiramente correcto dizer-se que «a margem para os cortes na despesa, com os resultados imediatos exigíveis numa situação de emergência financeira pública, será muito reduzida» .  Pelo contrário, a margem é mais do que conhecida: 13 mil milhões.

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Começo mesmo a pensar que quando o anterior ministro dos finanças reconheceu o estado de bancarrota a que tinha levado o país, dizendo que apenas havia financiamento para mais um mês , nunca estivemos tão perto de ter os necessários cortes na despesa.

E que o financiamento que se arranjou então e que se continua a almejar prolongar no futuro apenas servirão para manter o estado de coisas. Talvez sem financiamento não se pudesse mesmo gastar mais do que se recebe.  E se entrasse nos eixos. Seriam as reformas forçadas. Porque pela vontade política, mesmo de uma maioria, já se viu que não se vai lá.

37 comentários leave one →
  1. VFS's avatar
    VFS permalink
    8 Setembro, 2012 14:53

    Caro Gabriel,
    o que afirma será regra por muito tempo, principalmente porque nenhum partido com assento parlamentar irá alterar o enquadramento vigente.

    Sobre a(s) liberdade(s)


    Quando aos eleitores, é uma pena perceber que a grande maioria das pessoas não está disposta a trabalhar para a mudança e que apenas prefere alguém para culpar.
    Felizmente, ainda existe uma minoria que almeja o inverso!

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  2. Me's avatar
    8 Setembro, 2012 15:01

    o problema deste país é político e de políticos. não têm qualquer respeito pelas pessoas e vão governar naquela : “logo se vê , e depois quem vier atrás que feche a porta” , e por isso dizem tudo e mais alguma coisa nas campanhas.

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  3. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    8 Setembro, 2012 15:33

    .
    Gabriel Silva,
    Quando você escreve »Começo mesmo a pensar que quando o anterior ministro dos finanças reconheceu o estado de bancarrota…» está a, finalmente, a admitir que começou a “pensar” muito tarde”?
    .

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  4. blitzkrieg's avatar
    blitzkrieg permalink
    8 Setembro, 2012 15:38

    Depois das péssimas notícias de ontem, um post cruamente certeiro…

    Em boa verdade, eu tinha preferido que depois do descalabro de Sócrates, o Estado lhe tivesse rebentado nas mãos, falido. E que a entrada de dinheiro da Troika limitasse seriamente o défice… mas parece que vamos viver em agonia lenta por muitos mais anos.

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  5. blitzkrieg's avatar
    blitzkrieg permalink
    8 Setembro, 2012 16:00

    Justo, mas justo mesmo era terem cortado na despesa. Gostava de ouvir anunciar que:
    – As reformas foram cortadas em 20% (excepto valores abaixo de 350 euros)
    – As freguesias reduzidas a 1/3
    – O Ministério da Economia reduzido a 1/5, assumindo um papel de regulador e pouco mais
    – O Ministério da Agricultura reduzido a 1/5, entregando parte das funções a privados
    – O RSI – rendimento de reinserção social – extinto
    – 90% das fundações extintas
    – Os horários e funções dos professores revistos, libertando 1/3 dos actuais professores, claramente em excesso depois de 35 anos de micro-medidas exigidas pelos sindicados que conduziram ao engordar absurdo do Ministério da Educação
    – Encerramento de escolas secundárias redundantes (na sequência da redução da população escolar que já levou ao encerramento de tantas escolas primárias)
    – Redução das forças armadas a 50%, e redução das estruturas de comando em 75%
    – Redução dos salários da função pública em mais 10%
    – Remoção do aval estatal aos empréstimos das empresas de transportes públicos.
    – Venda do Grupo RTP e das suas licenças de emissão
    – Renegociação das condições das parcerias publico-privadas por tribunal arbitral internacional
    – Encerramento ou redução drástica de meios humanos na maioria das conservatórias do IRN, reduzidas – e bem! – a tão pouco depois de tantos serviços se tornarem electrónicos
    – Redução drástica dos benefícios da segurança social (subsídio de desemprego e restantes dezenas de subsídios)
    – Corte em 25% das estruturas dos restantes Ministérios.
    Causa desemprego? Sim. Mas o caminho actual vai levar à disrupção da sociedade ou à entrega total da gestão de Portugal ao estrangeiro. Uma mera província incompetente e incapaz por si de gerir a casa, malgrado quase 900 anos de História.

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  6. blitzkrieg's avatar
    blitzkrieg permalink
    8 Setembro, 2012 16:05

    O comentário acima não é apenas um desabafo mal informado. Tenho uma boa dose de inside information sobre o Estado Português que me permite afirmar com confiança muitos dos desejos acima expressos. Porque não criamos uma lista mais extensa, que se torne um Manifesto Liberal (no sentido Libertário), uma exigência da Sociedade Civil a este governo dito de direita, mas esquerdalho nas acções?

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  7. Vivendi's avatar
    vivendipt permalink
    8 Setembro, 2012 16:06

    – Redução dos salários da função pública em mais 10% » coloque no mínimo 30%

    o resto tudo ok.

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  8. blitzkrieg's avatar
    blitzkrieg permalink
    8 Setembro, 2012 16:09

    Poderão os Blasfemos promover tal acção em pleno blogue? Houve o tempo das micro-causas. Esta parece-me ser a maior causa que podemos almejar nos próximos anos – Um Manifesto da Sociedade Civil a requerer que o Estado encolha 30%. E apontando o caminho… estou cansado que me tomem por parvo, quando dizem que não conseguem cortar mais!

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  9. Carlos Ferraz's avatar
    Carlos Ferraz permalink
    8 Setembro, 2012 16:35

    O senhor tem propostas concretas e fundamentadas para apresentar?
    Porque dos comentários generalistas de comentadores de mesa de café já estou farto…

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  10. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    8 Setembro, 2012 16:36

    Blitz, com essa vintena de medidas precisamos de mais terrenos para cemiterios, onde a banca, a galp, a edp, jmartins, sonae, etc… Nos iriam facturar.

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  11. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    8 Setembro, 2012 16:55

    Se o partido do governo fosse afastar da gamela do estado os seus eleitores,
    esvaziava o seu eleittorado.

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  12. Paulo's avatar
    Paulo permalink
    8 Setembro, 2012 16:57

    Blitz
    Oh homem não se acanhe, mande logo fuzilar 2 ou 3 milhões de reformados e pensionistas e acabamos com o problema da despesa actual.
    Depois feche o Estado, entregue a defesa aos espanhóis, a justiça (curioso, não vi nada sobre estes!) aos marroquinos, a agricultura aos franceses, a economia aos alemães e a educação aos suecos.
    Com isto até podemos acabar de todo com os impostos.
    As empresas publicas de que se esqueceu venda-as aos angolanos, pois os chineses não apreciam essas coisas socialistas qu dão muito prejuízo (porque será que não falou nestas?).
    .
    Depois disto tudo agarre lá na sua inside information e vá levar …

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  13. Paulo's avatar
    Paulo permalink
    8 Setembro, 2012 17:00

    Vivendipt
    Porquê 30%, eu diria mesmo que não deveriam receber nada e ainda pagar alguma coisa que possam ter poupado, como casas e carros.

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  14. tric's avatar
    tric permalink
    8 Setembro, 2012 17:01

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  15. Jartelhos's avatar
    Jartelhos permalink
    8 Setembro, 2012 17:21

    Lido com muito trolls de esquerda. … Mas de vez em quando tenho que vir aqui ao Blasfémias para me lembrar que existem trolls de direita que fazem qualquer troll de esquerda parecer um menino de coro!

    O pateta do blitzkrieg ainda acha que disse alguma coisa de jeito!

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  16. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    8 Setembro, 2012 17:24

    Pelos vistos não há imaginação para mais. As propostas do Blitz reproduzem as conversas de café e repetem as asneiras que têm sido feitas. Costato que não encontra nenhuma poupança possível na Justiça e que os únicos ministérios (estrutura administrativa) que ataca são os da Economia e os da Agricultura (na Educação limita-se à velha receita de eficácia nunca provada de bater nos profs, sem tocar em nenhuma estrutura central e intermédia de administração). Só para lhe dar uma ideia dos resultados de cortes assim feitos, recordo-lhe o que foi feito no Ministério da Agricultura no tempo do Sócrates que teve como “grande resultado” acabar com o apoio de proximidade aos agricultores. Depois, lá vem a velha demagogia sobre as freguesias. Então e os concelhos? Corta-se nos trocos para deixar passar o grosso da manada? Quem lhe disse que as fundações têm que ser encerradas em 90%? O governo nas poucas que atacou com critérios cegos desse género, já fez asneira e não se aproximou desses números. Porque o problema é, também, esse: limitam-se a medidas reativas, sem qualquer ideia do que está a mais ou do que falta. A contradição das afirmações do Crato antes de ir para o governo, com o que está a fazer é um bom exemplo disso.

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  17. Arnaldo Madureira's avatar
    Arnaldo Madureira permalink
    8 Setembro, 2012 17:32

    http://dx.doi.org/10.1787/888932391792

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  18. jojoratazana's avatar
    jojoratazana permalink
    8 Setembro, 2012 17:41

    Como eu estava enganado.

    Sim reconheço, ao longo de trinta e cinco anos culpei o PS, PSD e CDS ( vulgo União Nacional dos Tachos) de todos os males e malfeitorias, que infligiram ao país.
    Muitas vezes perguntava a mim próprio, como é que esta gente conseguia sempre tudo o que queria, e não encontrava explicação, enfim ontem fez-se luz, sim afinal estava a esquecer-me da Associação Nacional dos Asnos, acérrimos apoiantes desta gente e cúmplices destes criminosos.
    Por outro lado nem tudo são coisas más neste cemitério á beira mar plantado.
    Por exemplo abriu o época de caça, já podemos caçar patos ,tordos, galinholas, coelhos, pombos, bem como ladrões, corruptos, aldrabões e terroristas.

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  19. ora porra's avatar
    ora porra permalink
    8 Setembro, 2012 17:44

    “Este Governo (…) manifestaram”
    Será esta a concordância a que obriga o acordo ortográfico?

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  20. jonas's avatar
    jonas permalink
    8 Setembro, 2012 17:55

    Este governo é sem vergonha e trolha, uma anedota .

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  21. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    8 Setembro, 2012 18:13

    Vivendipt e blitzkrieg:
    Expliquem lá à malta qual a V/ profissão.
    Sim!
    O que fazem na vida?
    Só para a gente perceber.

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  22. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    8 Setembro, 2012 18:16

    Blitz:
    um manifesto da sociedade civil???
    Deixe que lhe explique que, para tipos com ideias como as suas, até já genéricos existem.
    E, se estrebuchar muito, um comprimido de 9mm na tola.

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  23. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    8 Setembro, 2012 19:12

    No meio desta hecatombe, massacre, morticínio, deste desastre inenarrável, parece impossível não se darem conta dos problemas que pode estar a causar ao emigrado o facto de sua mãezinha ir ser gravemente prejudicada na sua magra reforma no meio deste furacão neo liberal. Será que à mesa deixará de haver caviar? Hélas!

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  24. pedro's avatar
    pedro permalink
    8 Setembro, 2012 20:01

    não podemos deixar de apertar o governo para cortar na despesa ,caso contrário ,vem aí o caos e a revolta total. Face a estas medidas e outras que estão implícitas ,como seja:alteração dos escalões e reduções nas deduções no irs vai ser uma trancada no rendimento disponível, que as pessoas nem imaginam. Devemos exigir ao governo as seguintes reduções : corte dos subsídos de representação a todas as entidades;corte das ppp,corte nas fundações ,corte nas associações ,corte na frota de carros obscena,corte nas mordomias da Assembleia da república e da presidência,proposta de eliminação do tribunal contitucional,reestruturaçaõ nas forças armadas ,reduzindo a componente terreste e reforçando a aero-naval.Caso o governo não faça corte de 2/3 no lado da despesa e o anuncie num prazo reduzido ,após este castigo ao trabalho ,penso que estão criadas as condições para o demitir .Será muito complicado sr Passos começar por dar o exemplo e deixarem de proteger a sua corja de boyada igual à do sócrates?. Não conhecem o país ,não era por acaso que os primeiros presidentes da repúlica pagavam do seu bolso as rendas da casa e água e luz que tinham de arrendar e Salazar fazia o mesmo .Cuidado Passos ,a coisa pode rebentar e nem tempo tens de chegar ao helicóptero. Votei neste governo e gostava que ele acabasse a legislatura.

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  25. Pinto's avatar
    Pinto permalink
    8 Setembro, 2012 20:34

    Parece-me que, à excepção do João Miranda, há por aqui muito radicalismo e muito esquecimento:
    a redução de 40 mil professores contratados não foi um corte na despesa? A (anunciada) suspensão das admissões para as forças armadas e de segurança, sem colmatar as saídas para a aposentação, não é um corte efectivo na despesa? A redução das horas extraordinárias e dos seus valores, dos valores das comissões de serviço, etc. não representa um corte na despesa? A suspensão das grandes obras públicas não representou um corte numa despesa que já era previsível?
    Caramba, nem 8 nem 80. Não digo que seja suficiente mas também não podemos dizer que não se fez nada.

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  26. Vivendi's avatar
    vivendipt permalink
    8 Setembro, 2012 20:40

    A maior estupidez e ignorância de um povo, não está na incapacidade em eleger um qualquer representante, mas sim na capacidade que tem em aceitar e tolerar de ânimo leve as medidas erradas de um qualquer representante.

    Como português não se esqueça, que uma parte substancial da dívida portuguesa foi construída na corrupção e despesismo, e a obrigação moral dos portugueses é assim limitada para o cumprimento integral dessa mesma dívida…

    http://vivendi-pt.blogspot.com

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  27. jonas's avatar
    jonas permalink
    8 Setembro, 2012 20:40

    “Caramba, nem 8 nem 80.” Pinto
    As fundações, observatórios, os institutos e empresas, além das parcerias em que os boys da famelga comem do pote mafioso, à trolha e portuguesa… é fundamental, caramba .

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  28. jonas's avatar
    jonas permalink
    8 Setembro, 2012 20:45

    Estas medidas são um erro.
    http://vivendi-pt.blogspot.pt/2012/09/estas-medidas-sao-um-erro.html
    Por outra, é abominável como gente, na aparência honesta, tipo mota soares, passos, crato, é capaz de qualquer maldade, em chegando ao pote .

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  29. pedro's avatar
    pedro permalink
    8 Setembro, 2012 20:52

    Pinto: foram cortados 5147 professores ,os restantes não estava a exercer. E mesmo estes 5147 não precisavam de ser cortados se o governo tem cortado por exemplo na rtp. O valor da taxa é mais ou menos equivalente ao valor dos vencimentos durante um ano :140 milhões. O resto que fala é só cosmética; dou~lhe um exemplo :vá a uma cerimónia oficial com representãção de estado e depois diga-me o que lhe parece centenas, talvez milhares de viaturas parqueadas com os condutores na conversa á espera qua a cerimónia acabe .As entidades podiam ir as mais importantes, talvez as 20 primeiras da hierarquia em carros do estado, as restantes nos seus carros ,com despesas pagas como qualquer empresa faz. Se nos castigam tanto porque não cortam nos subsídios de representação ,eu não quero ser favelado e ver os meus governantes passarem nos modelos maîs caros do mercado e a maior conquista do regime foi o banco alimentar contra a fome. Quero que os ajudantes leiam estes desabafos ele faça o que prometeu, para mentirosos já me chegou o outro !

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  30. jonas's avatar
    jonas permalink
    8 Setembro, 2012 20:59

    Ora, e já alguém ontem fez as contas, Pedro Guerreiro ou o Metello, que na prática o trabalhador por conta de outrem, trabalha, hoje, em Portugal, sete meses e meio a oito para o pote da máfia e quatro a quatro e meio, apenas, para a família e si mesmo .

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  31. Slint's avatar
    Slint permalink
    9 Setembro, 2012 01:28

    blitzkrieg:
    Adorei ler as suas propostas! Mas na minha opinião devia ser feito o seguinte:
    Fechar todos os hospitais, escolas, tribunais, prisões, repartições de finanças,quarteis de bombeiros, policia e forças armadas, edificios de segurança social, museus, universidades, registo civil etc.
    E depois construir assim um edificio assim muito grande está a ver? mesmo enorme! em Vila de Rei que é o centro de Portugal e quem precisar desses serviços ter que se deslocar para lá.
    ah! também se deveria cobrar um imposto pelas pessoas que circulam no passeio e pelo oxigénio que respiram.

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  32. Fean Rolo's avatar
    Fean Rolo permalink
    9 Setembro, 2012 02:07

    Mas, por que raio, havíamos de despedir os coitados dos motoristas e tirar o emprego aos vendedores de carros, para poder manter os professores – que ainda por cima nem dão aulas?
    Devemos cortar em todos os que não fazem falta. Tal como acontece nos privados. Não é o Cavaco que fala em equidade?
    Para pagar os motoristas, para comprar os carros e para pagar a professores, extorque-se dinheiro em impostos às famílias. Se as famílias pudessem ficar com esse dinheiro, poderiam, por exemplo: ir mais vezes ao cinema, ao restaurante, comprar livros, pagar o explicador para os filhos, comprar carro, etc. São actividade que criam emprego, mas emprego real onde o cliente é exigente com o serviço e onde há um real controlo de custos.
    Corte-se nas despesas do Estado. Eu acrescentava à lista:
    a) Extinção dos Observatórios – com despedimento imediato dos seus quadros de pessoal
    b) Horário de trabalho da função pública passaria de 35 para 40 horas – como toda a gente. Implicando o despedimento imediato de 13% dos FP
    c) Cessação da requisição de Funcionários do Estado para funções sindicais com manutenção do vencimento. Só professores ainda temos 300 nos sindicatos sem fazer nenhum.
    d) Redução do nº de deputados
    e) Serviços camarários como a recolha de lixo, limpeza de jardins, etc. atribuídos a privados por concurso público
    f) Militares com menos de 65 anos que estejam na reserva ou na reforma, ou regressam ao activo ou são exonerados. Alguns já estão na reserva aos 40 e poucos anos.
    g) Extinção das férias judiciais de 3 meses
    h) Cessação dos preços bonificados de refeições para os reformados da função pública – que paguem do próprio bolso como qualquer outro reformado
    i) Redução dos valores das reformas milionárias, nomeadamente dos valores em acumulação. Reformas deveriam ter um tecto máximo de 3000€ líquidos.
    j) Cessação imediata de mordomias, como por exemplo direito a carro e motorista, para Oficiais do Exército e Quadros da função pública.
    k) Venda imediata da TAP, RTP, CP e outras
    l) Por o Mário Soares a pagar a próprias multas

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  33. Pinto's avatar
    Pinto permalink
    9 Setembro, 2012 07:37

    Jonas,
    As fundações, observatórios, os institutos e empresas, além das parcerias em que os boys da famelga comem do pote mafioso, à trolha e portuguesa
    .
    pedro,
    As entidades podiam ir as mais importantes, talvez as 20 primeiras da hierarquia em carros do estado, as restantes nos seus carros ,com despesas pagas como qualquer empresa faz
    .
    Quanto se pouparia com estas medidinhas folclóricas?

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  34. silva's avatar
    silva permalink
    9 Setembro, 2012 09:24

    “As entidades podiam ir as mais importantes, talvez as 20 primeiras da hierarquia em carros do estado, as restantes nos seus carros ,com despesas pagas como qualquer empresa faz”

    Podem ser medidinhas folclóricas ! Pouco relevantes financeiramente , porém , não se vive só de matéria !
    Os exemplos , os bons , os ùteis , têm um efeito nas pessoas incomensurável !
    Qué deles ?
    .

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  35. amador's avatar
    amador permalink
    9 Setembro, 2012 15:46

    Gabriel Silva ao Governo, ja!!!!!!!

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  36. blitzkrieg's avatar
    blitzkrieg permalink
    9 Setembro, 2012 17:23

    Vejo com simpatia que quase todos os que referiram o meu comentário preferem continuar a pagar mais impostos do que beliscar a vaca sagrada do Estado. Tenho encontrado 3 tipos de pessoas nos últimos anos:
    – A voz autónoma. Não precisa do Estado para praticamente nada. Tem o seu negócio ou uma competência reconhecida no mercado de trabalho. Lamenta profundamente a intromissão do Estado nos seus rendimentos. Quer menos Estado, mesmo que seja um pior Estado.
    – A voz comprometida. Alguém na família ou uma parte do seu negócio dependem do Estado. Dão uma no cravo e outra na ferradura.
    – A voz submissa. Trabalha para o Estado ou depende em larga medida do Estado. Detestam impostos mas querem que o Estado continue a fazer o que faz, quiçá corrigindo alguns pequenos desmandos (alguma pequena corrupção, etc.). Insultam quem lhes queira mexer no queijo.

    Proponho às vozes submissas que acima criticaram o meu post que se mudem para a Grécia – vale a pena ver ao vivo os resultados do caminho que defendem. E que fiquem por lá. Ou isso ou que paguem os meus impostos por mim, porque eu prefiro cortar violentamente no Estado do que pagar mais impostos.

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