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O que faria Hayek?

8 Setembro, 2012

Ok, toda a gente concorda que a solução é cortar na despesa. Mas como se corta então na despesa?

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O governo tem uma estratégia para isso que se baseia essencialmente em cortar 15% dos salários e pensões até que estes sejam comidos pela inflação (o que implica que os salários ficariam congelados 4 ou 5 anos). Esta estratégia tem a vantagem de produzir um corte de 2000 milhões de euros líquidos por ano a começar logo no primeiro ano. É também a única forma possível de cortar nas pensões, que constituem uma parte significativa da despesa. A medida cria ainda condições para desincentivar a procura por empregos na Função Pública e aumenta a procura por empregos no sector privado reduzindo dessa forma a pressão política para se criarem mais empregos públicos.

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Esta medida do governo é frequentemente criticada por não ter efeitos estruturai pelo que o governo devia tomar medidas com esse efeito. Como é que se poderia conseguir o mesmo efeito com outras medidas?

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Porque não encerrar instituto e universidades? Porque não fechar escolas e substituir a rede pública de escolas por um sistema de cheque ensino? Porque não  fazer algo semelhante com o SNS? Porque não passar a segurança social para um sistema privado?

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Este tipo de medidas têm em comum o mesmos problema: como o principal custo envolvido é sempre o dos salários dos trabalhadores, a desvinculação destes trabalhadores do Estado tem um custo inicial muito superior às poupanças do primeiro ano. Ou seja, o Estado teria que aumentar temporariamente a despesa para poder despedir os funcionários.

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No caso da saúde e da educação existem limitações constitucionais que tornam algumas destas ideias pouco viáveis como instrumento de poupança uma vez que o Estado continuaria a manter uma rede própria e teria ainda que assegurar a compra de serviços a entidades privadas.  Quanto à Segurança Social, qualquer mudança para um sistema privado teria custos de transição incomportáveis na actual situação das contas públicas e provavelmente em qualquer outra situação.

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A título de exemplo, para substituir a medida de corte dos subsídios da função pública e dos pensionistas, seria necessário despedir cerca de 100 mil funcionários públicos. Mesmo que estes sejam contratados em final de contrato, a poupança não é imediata. Estes passam a subsídio de desemprego passando a auferir uma fracção do salário, que seria um custo do Estado.  O mesmo problema ocorre com os funcionários que passam à reforma. Se forem funcionários do quadro, para alem do subsídio de desemprego o Estado tem que pagar elevadas indemnizações, isto no pressuposto que chega a acordo com o trabalhador.

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Portanto, quando se diz, ah e tal, não gosto desta medida, o Estado devia era fazer reformas estruturais e cortar na despesa, convém que se indique uma solução para despedir trabalhadores sem lhes pagar indemnizações ou subsídios de desemprego. Não basta alegar que se deve fechar institutos e fundações porque os custos não salariais não contribuem significativamente para reduzir a despesa. Convém também que se indique como se contornam os obstáculos legais e constitucionais  e que se quantifiquem as poupanças.

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Recordo ainda as limitações que existem: o Estado está falido e é financiado por uma entidade externa que quer cortes no défice em poucos anos, não dispondo por isso de liquidez para financiar reformas, a Constituição é socialista e é necessário o voto de um partido socialista com uma ala esquerda radical para a mudar.

49 comentários leave one →
  1. rr's avatar
    8 Setembro, 2012 23:57

    tem a noção, de na pratica estar a dizer que as reformas estruturais tão cedo nao serão feitas?Que afinal todos os governos que tivemos , não reformaram que nao puderam, e nenhum poderá reformar alguma vez portugal? Começo a ficar com a sensação que teria sido melhor o pec IV ter sido passado, e o sócrates ter ficado no governo.
    JM, para que é que serviu votarem noutros, se até o ps podia implementar estas soluções? Ninguém entende a diferença

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  2. MJRB's avatar
    9 Setembro, 2012 00:07

    JMiranda
    anda a beber bagaço do anti-comuna depois de almoçar e jantar com António Borges.

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  3. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    9 Setembro, 2012 00:10

    rr,
    .
    O que eu estou a dizer é que um Estado falido não tem capacidade para cortar 10 mil milhões de euros de despesa anual em menos de 3 anos através de métodos diferentes dos que o governo está a usar. Reforma do Estado não substitui nem é desculpa para não se tomarem as medidas que o governo tem tomado.

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  4. MJRB's avatar
    9 Setembro, 2012 00:11

    “O que faria Hayek ?” — esta Hayek aqui colocada para “ilustrar” Hayek, nem sequer olharia para o avental proto-maçónico de JMiranda !

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  5. MJRB's avatar
    9 Setembro, 2012 00:14

    …E porque é que o governo dum estado falido não vai colher receitas a quem Vc., JMiranda, defende sempre ? — os quase absolutamente intocáveis ? Ou VC. não sabe a quem me refiro ?

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  6. Anti-anti.ac's avatar
    Anti-anti.ac permalink
    9 Setembro, 2012 00:15

    JM, no tempo do governo ps voce não dizia nada disso! Tem razão devia-se ter ido mais longe

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  7. MJRB's avatar
    9 Setembro, 2012 00:18

    Vc., JMiranda, ainda não se apercebeu que a recuperação económica e financeira do país, para além de não conseguir cumprir prazos previstos e anunciados,e financeira já falhou ? Por causa deste afinal imberbe, servil e desumano governo ?

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  8. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    9 Setembro, 2012 00:32

    já fiz esta sugestão em outro post:
    o “governo socialista de Passos” – como os liberais conservadores gostam de tratar o governo de Passos – deveria começar a pensar em adquirir terrenos para construir cemitérios.
    Por aqui no Blasfémias, e para poupar uns trocos, há muita malta que podia ajudar no cálculo do VAL e do Break-Even, antes de ser enterrado juntamente com a lista de dívidas com que vai sair no fim deste programa de “ajuda” da troika.

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  9. MJRB's avatar
    9 Setembro, 2012 00:33

    Hoje, surgiu a incipiente máquina de propaganda do governo (se compara da com a de Sócrates) “confortar”, distrair os tugas, prometendo que o Ministério das Finanças vai averiguar quem indevidamente foi contartado por este governo e lançar concursos públicos…

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  10. BorNot2B's avatar
    9 Setembro, 2012 00:36

    E se a economia continuar a “atrofiar”? Não terá sido o “desprezo” pelo mercado interno um erro? E se as exportações perderem velocidade? E se as falências mantiverem a tendência crescente? E se o desemprego chegar aos 25%? E se as condicionantes externas não melhorarem? — Resta acrescentar um “se” porque não pode ser posto de parte… E se os portugueses se chatearem a sério? Parece que tanto assalariados como empregadores começam a dar sinais disso…
    P.S.: Boa tentativa de enriquecimento da prosa com imagens. Eu sei que é difícil trocar a Selma por um gráfico reflectindo o “ataque” efectivo às gorduras do Estado… Elas continuam a viver da carne alheia na boa tradição que alguns diriam “socialista”!…

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  11. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    9 Setembro, 2012 01:05

    Ouvi dizer que o BE vai abrir uma curso de desobediência civil especialmente dedicada aos nossos liberais de pacotilha, que gostem de hayek. Diz-se até que um dos formadores vai ser aquele gajo que andava por aí a lutar contra o transgénico no milho, no Algarve. Está visto que o BE abriu uma nova campanha de angariação de militantes. Gajos que estão contra a baixa na despesa publica, perdão, aumento da carga fiscal sobre os funcionários públicos. ehehehehehh
    .
    .
    Ao que chegaram os nossos liberais de pacotilha. Já não sabem ao que agarrar-se. O raio dos resultados das suas políticas em Inglaterra estão a dar o berro, eles agora viraram-se para a escola bloquista. lolol

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  12. MJRB's avatar
    9 Setembro, 2012 01:10

    O marido de Salma Hayek será o magnata/industrial ideal para conversar com JMiranda sobre a situação na Europa e em Portugal.

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  13. MDN's avatar
    MDN permalink
    9 Setembro, 2012 01:13

    Falsa semântica.

    Não temos dinheiro para isso, então a solução é retirar salários e levar o cidadão comum, pobre, ao desespero. Baixando inclusive o salario minimo nacional….Poupem-me.

    “O que eu estou a dizer é que um Estado falido não tem capacidade para cortar 10 mil milhões de euros de despesa anual em menos de 3 anos através de métodos diferentes dos que o governo está a usar. Reforma do Estado não substitui nem é desculpa para não se tomarem as medidas que o governo tem tomado.”

    Se não tem .renogoceie-se a divida…com a Itália e Espanha no mesmo saco, a conversa Europeia mudou substancialmente.

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  14. Joaquim Amado Lopes's avatar
    Joaquim Amado Lopes permalink
    9 Setembro, 2012 01:16

    LuisF,
    “Não terá sido o “desprezo” pelo mercado interno um erro? E se as exportações perderem velocidade?”
    O “mercado interno” não compensa as fracas exportações. Pelo contrário, amplia o problema. “(pedir ainda mais dinheiro emprestado para) consumirmos mais porque vendemos menos” é um imenso disparate.
    .
    “E se as falências mantiverem a tendência crescente?”
    As falências são o resultado natural e inevitável da criação de empresas. Nem todas são suficientemente competitivas para vingar e, portanto, devem falir para libertarem recursos que podem e devem ser melhor utilizados e darem lugar a empresas melhor organizadas e mais eficazes, eficientes e produtivas.
    Manter empresas improdutivas à custa das empresas que criam valor é desincentivar a criação de valor, fomentar a improdutividade e destruir o futuro.
    .
    “E se os portugueses se chatearem a sério?”
    Chatearem-se com o quê?
    Com os políticos que acham que o aumento da dívida pública para pagar investimento improdutivo é bom e com os idiotas (pior que in)úteis que os apoiam?
    Ou com quem tenta resolver (ou pelo menos atenuar) os problemas criados pelos mencionados acima?

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  15. MJRB's avatar
    9 Setembro, 2012 01:20

    Os “cursos de desobediênciacivil”, os coktails do BE contra as “medidas” deste governo não passarão de “ilustrações” sobre Molotov colocadas no Arrastão.
    Disseram-me que Daniel Oliveira, num programa em que participa aos sábados na SIC, ao atacar PPCoelho/VGaspar, tem-se esquecido da ainda recente existência do governo de Sócrates/Teixeira dos Santos…

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  16. rr's avatar
    9 Setembro, 2012 01:21

    Que soluções o joaquim tem em mente posso saber? Aumentar impostos é o mesmo que descer despesa?

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  17. rr's avatar
    9 Setembro, 2012 01:22

    AC: eu nao sou de intrigas, mas os gajos do be também acreditam que aumentar impostos aos ricos também aumenta a receits.Como voce.Afinal voce nao passa de um louçã!

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  18. HG's avatar
    9 Setembro, 2012 01:25

    “o Estado devia era fazer reformas estruturais e cortar na despesa, convém que se indique uma solução para despedir trabalhadores sem lhes pagar indemnizações ou subsídios de desemprego” Preocupa-se com a necessidade de se encontrar uma qualquer fórmula mágica para se despedir trabalhadores sem indemnizações e subsídios de desemprego (ao menos seriam reembolsados do que descontaram durante anos na expectativa de poder receber esse subsídio, não?) e nem lhe merece uma palavra as consequências que poderiam advir do facto de centenas de milhar de pessoas ficarem nessa situação? Que se faria depois a toda essa gente, tem alguma solução? A sua frieza arrepia-me e assusta-me. Gostava mesmo que me respondesse.

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  19. HG's avatar
    9 Setembro, 2012 01:27

    Ou então interpretei mal o que escreveu, após nova leitura.

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  20. jif's avatar
    jif permalink
    9 Setembro, 2012 01:32

    não se pode voltar ao escudo e despachar logo os salários com inflação a 30% ao ano?
    não se pode ou ainda não nos deixam?
    ficávamos logo carbono zero como diz a mensagem via malato público

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  21. MJRB's avatar
    9 Setembro, 2012 01:36

    Enquanto praticamente toda a sociedade tuga continuar CONECTADA por interesses, desde o mínimo “favorsinho” ao negócio dos submarinos, passando pelos aventais e pelos BanquEiroS, não esquecendo certa comunicação social & etc, este país não mais se equlibrará e recuperará !
    “A não ser” que surja chapada da grossa, seja ela por crescente revolta popular até ao m omento em que uns tipos com tomates tomem conta disto com governantes inimputáveis e veerdadeiramente capazes.
    A sociedade tuga está toda ela interdependente-DE, e MINADA !

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  22. BorNot2B's avatar
    9 Setembro, 2012 01:38

    @ Joaquim Amado Lopes — Ajude-me a entender:
    O “mercado interno” não cria valor?
    Num ambiente de “colapso” (como este) apenas as empresas ineficientes vão à falência? (cenário ainda mais assustador se considerado o “tecido” empresarial que temos…). Onde é que o estado irá buscar dinheiro num país de empresas falidas e desempregados?
    O que me preocupa mais é saber quando é que os sacrifícios terão retorno. E terão? Ou o Estado irá continuar a alimentar-se permanentemente das pessoas (gosto da palavra) num ciclo vicioso de austeridade, depressão, mais austeridade, mais depressão. Onde se situa o break even desta “estratégia”? Mais do que “mandar bocas”, ironizar, ou estar aqui com preconceitos ideológicos (que nada me dizem venham de onde vierem), confesso a minha autêntica e profunda apreensão…
    Nota: — Quando os povos se “chateiam” a racionalidade é a última coisa que lhes passa pela cabeça… Normalmente são animados pelo estômago vazio.

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  23. Zé's avatar
    permalink
    9 Setembro, 2012 01:39

    “O que eu estou a dizer é que um Estado falido não tem capacidade para cortar 10 mil milhões de euros de despesa anual em menos de 3 anos através de métodos diferentes dos que o governo está a usar. “

    Usam o argumento da falência estatal para tentarem justificar a implementação da vossa política de empobrecimento e todo e qualquer atropelo à lei. Vamos lá clarificar os termos: se o Estado está falido, age-se como tal. Há mecanismos próprios na lei. Assim, decreta-se o estado de bancarrota, audita-se a dívida (limpando tudo o que seja dívida odiosa, corrupção, juros usurários, etc.), reestrutura-se ou renegoceia-se a dívida, e corta-se numa das maiores rúbricas do Orçamento de Estado: “despesas de capital”. Adoro ler e ver esta conversa da inevitabilidade de cortar em salários, empregos (nunca justificando-se com dados reais de que há empregos a mais e salários a mais), serviços estatais, etc, sem nunca roçar o óbvio: temos uma dívida gigantesca, impagável (tendo em conta a evolução da economia, os juros e os prazo impostos) e intratável. Chama-se a isso “esconder a realidade”. O dia virá em que estes liberais de pacotilha descerão à terra e a única de Hayek que acreditarão será as ditas cujas que a imagem em destaque, “destaca”.

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  24. jif's avatar
    jif permalink
    9 Setembro, 2012 01:39

    Não basta alegar que se deve fechar institutos e fundações porque os custos não salariais não contribuem significativamente para reduzir a despesa. …bom despesas de representação deslocação e fornecimentos abusivos são uns centos de milhões ao ano…é poucochinho mas sempre dava para deixar uns trocos a alguém para consumir mangas importadas pela SONAE que andam a apodrecer à tonelada

    e comprar carros alemães em 2ª mão que o tempo de os comprar novos está a 18% de distância
    e despedir 100 mil funcionários com idades entre os 40 e os 55 é cruel
    porque nem sabem viver fora do estado tirando os das finanças…nem emigram
    não se pode fuzilar uma parte da população?
    aqueles que contribuem pouco para o PiBe

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  25. MJRB's avatar
    9 Setembro, 2012 01:42

    Luís F,
    Exacto : as pessoas massacradas, desesperadas e com restrições alimentares e outras, não querem saber nadinha de promessas, elocubrações, projectos, análises, de quem as enganou, espoliou e estrangulou !

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  26. BorNot2B's avatar
    9 Setembro, 2012 01:43

    Realmente o Zé tem alguma razão. Qualquer dia as pessoas vão ver com melhores olhos a bancarrota do que a continuação desta “estratégia”…

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  27. jif's avatar
    jif permalink
    9 Setembro, 2012 01:44

    inda hoje aqui nas praias do deserto estiveram a convite do serviço público da rTPê 15 gajos e gajas que só em despesas de deslocação e similares mandam em meio-milhão de eurros

    Ê sê qué pouquinho e valha-me deus estragar as férias a tanta boa gente
    mas seguro seguro mesmo é que isto vai ser fatal pra muito negociozinho de restauração e hipermercado da sonae e auchan

    felizmente vamos voltar ao tribalismo e temos guerra da secessão lá pró ano
    temos poços suficientes para meter os paisano tutti lá dentro?

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  28. jif's avatar
    jif permalink
    9 Setembro, 2012 01:57

    Assim, decreta-se o estado de bancarrota, os supermercados e as lojas de bairro voltam aos níveis do Verão quente de 75 ou 77 e só os silos da EPAC agora outra coisa qualquer, têm trigo para fazer bolinhos para os lisboetas
    felizmente no deserto ainda há 4 carcaças por pessoa nos supermercados delta e meio litro de leite na leiteira de alumínio para quem quer pagá-lo ao dobro
    pitroil acaba-se e gasolina e gasoil temos para umas semanas de açambarcamento

    audita-se a dívida (limpando tudo o que seja dívida odiosa, corrupção, juros usurários, etc.), 179 mil milhões dela
    e volta-se aos juros de 30% ao ano…que esses não eram usurários

    se bem me lembro a Argentina teve de pagar juros de 12% após a bancarrota de 2000 e uno dos tres

    O Magyar Nemzeti Bank cortou a sua taxa de juro de referência em 25 pontos base para 6,75%, a primeira redução desde Abril de 2010….estes são juros usurários pós bancarrota

    reestrutura-se ou renegoceia-se a dívida, e corta-se numa das maiores rúbricas do Orçamento de Estado: “despesas de capital”. …claro foi o que faz o zimbabué e o haiti…não precisam de pagar juros pelos empréstimos porque já não tem crédito né?

    Adoro ler e ver esta conversa….este vê a conversa?

    bolas bando de alucinados…o ideal era voltarmos às pensões congeladas
    antes do cavaca as ter posto todas igualzinhas
    a 15% de desvalorização anual em 6 anos ficamos finos..nem todos

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  29. miguelmadeira's avatar
    9 Setembro, 2012 01:57

    “Porque não fechar escolas e substituir a rede pública de escolas por um sistema de cheque ensino? Porque não fazer algo semelhante com o SNS??”

    Além do que o JM escreve no post, mesmo que essas medidas fossem implementadas não significariam necessariamente poupança – em vez de o estado fornecer directamente o serviço, dava dinheiro aos utentes para eles escolherem a escola ou hospital, mas continuava a haver despesa pública.

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  30. Zé's avatar
    permalink
    9 Setembro, 2012 02:24

    @jif estamos ou não estamos em bancarrota? Com tanta conversa catastrofista, esqueceu-se de mencionar os maiores “defaults” e alguns dos países de “primeiro mundo” envolvidos: Alemanha, Áustria, Itália, Espanha, Portugal, Rússia, Ucrânia, México, Brazil, etc. já passaram pelo mesmo (e até várias vezes). Tentam de pintar de negro o que ainda não aconteceu e branqueiam a política miserabilista que está a ser aplicada. Truques, portanto.

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  31. Carlos Ferraz's avatar
    Carlos Ferraz permalink
    9 Setembro, 2012 02:31

    Quase que descobriu a pólvora mas continua a não acertar no alvo
    O senhor João Miranda não faz parte da solução, definitivamente.

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  32. Carlos III's avatar
    Carlos III permalink
    9 Setembro, 2012 06:08

    Arrepia-me o que aqui leio. Não vivo em Portugal, mas se as coisas aí são como pintam parece que estão a dar razão ao Darwin: uma guerra civil total, o quadro de direitos, liberdades e garantias pulverizado e depois quem sobreviver contará como foi!

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  33. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    9 Setembro, 2012 08:26

    “O que eu estou a dizer é que um Estado falido não tem capacidade para cortar 10 mil milhões de euros de despesa anual em menos de 3 anos através de métodos diferentes dos que o governo está a usar”.
    Ora aqui está o princípio orientador de quem defende as medidas deste governo. É um princípio de cumprimento de ordens, nada interessado em ir à origem dos problemas e no combate ao “polvo”. O Dr. Silva Lopes disse, ontem, o que havia para dizer a este respeito: não é verdade que este governo seja liberal. Apenas é um governo que usa o Estado para beneficiar grupos”.

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  34. Rogério's avatar
    9 Setembro, 2012 11:42

    Tenho de concordar com o João Miranda. O encargo seja com salário ou com subsídio de desemprego é um fantasma que a Constituição socialista criou.
    R.

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  35. José Dinis Pinto's avatar
    José Dinis Pinto permalink
    9 Setembro, 2012 13:44

    Só falam em acabar com o estado social (para o qual nós contribuimos com impostos elevadissimoa) para entregar de mão beijada o nosso dinheiro aos senhores do capital e para manter as mordomias dos políticos corruptos.
    Os Institutos, as Fundações, os Observatórios e as empresas municipais continuam intocáveis para garantir tachos chorudos aos boys do partido(s).
    … E os gestores nomeados “que competência” continuam com as mordomias e salários escandalosos. Não há nehum escrivinhador de serviço que se atreva a falar disso…

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  36. Madeira de Oliveira's avatar
    9 Setembro, 2012 14:35

    «Porque não encerrar instituto e universidades? Porque não fechar escolas e substituir a rede pública de escolas por um sistema de cheque ensino? Porque não fazer algo semelhante com o SNS? Porque não passar a segurança social para um sistema privado?»

    Não é “porque”, mas sim “por que”, como se fosse “por que razão” e não “porque sim!”. O que neste espaço se opina em matéria de economia é risível, mas, enfim, provavelmente será o resultado de uma reunião de amadores fora da sua actividade profissional a escrever para outros amadores ou maus economistas. Se fosse apenas isso, não passariam de meros cabotinos. Porém, junte-se a isso constantes erros básicos de português e manifestas dificuldades em utilizar, com um mínimo de qualidade, a nossa língua, e temos uma reunião diária de analfabetos. Pergunto-me o que serão os que debatem e se aconselham com estes…

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  37. José Dinis Pinto's avatar
    José Dinis Pinto permalink
    9 Setembro, 2012 14:46

    Porque é que não seguimos o exemplo da Islândia?
    A Islãndia está em forte crescimento depois de ter prendido os políticos responsáveis e os banqueiros fraudulentos. Até já estão a perdoar os créditos às famílias que não conseguiram pagar os empréstimos bancários.
    Porque será que os escrinhadores de serviço não falam da Islãndia e nos tentam sempre intimidar com o exemplo da Grécia?

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  38. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    9 Setembro, 2012 14:58

    Ao ver a imagem do post julguei que iriam dissertar sobre lacticínios.

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  39. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    9 Setembro, 2012 15:00

    Eu acabei de cortar na despesa.
    Estive cinco minutos a olhar para a Salma Hayek e bebi menos uma bica.
    Poupei 60 cêntimos.

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  40. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    9 Setembro, 2012 15:02

    Atenção:
    Isto é tudo culpa da constituição socialista.
    O governo está de pés e mãos atadas. Uma pena.
    Rapazes tão cultos, informados e bem intencionados.
    Coitaditos.

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  41. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    9 Setembro, 2012 15:05

    A rapaziada do governo só agora é que reparou que havia uma Constituição?
    O que é que andaram a fazer este tempo todo?
    Costuma dizer-se que “a quem não sabe f**** até os pelos da púbis estorvam”.

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  42. A. Trigueiro's avatar
    A. Trigueiro permalink
    9 Setembro, 2012 16:44

    Mal começo a ler o post e dou logo com um disparate de todo tamanho…
    O governo quer baixar ordenados e salários em 15%, esperando que esse corte seja comido pela inflacção ??
    NO caso dos reformados e função publíca esse corte já se verificou com o confisco dos subsídios e não esperaram por inflacção nenhuma..
    Se cada um falasse do que sabe não se leriam tantas idiotices…

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  43. Joaquim Amado Lopes's avatar
    Joaquim Amado Lopes permalink
    10 Setembro, 2012 13:24

    LuisF,
    “Onde é que o estado irá buscar dinheiro num país de empresas falidas e desempregados?”
    Se se chegar a isso, o Estado necessitará de “ir buscar” muito menos dinheiro do que o necessário para manter uma economia que importa a maior parte da energia e matérias-primas de que necessita e que só vende para o mercado interno.
    Mas isto é Economia 101, matéria claramente demasiado básica para o LuisF, que já avançou para “é o consumo próprio que cria riqueza” e “o dinheiro aparece sempre”, com especialização em “as dívidas não são para pagar”.

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  44. BorNot2B's avatar
    10 Setembro, 2012 16:37

    @ Joaquim Amado Lopes — Fiz-lhe algumas perguntas com toda a cortesia. Optou por as “comentar” em vez de lhes responder… Enfim, talvez não se sinta confortável para isso. Quanto à parte final do seu comentário, em que me brinda com ironia, digamos que, insultuosa, recomendo-lhe um pouco de atenção ao que se lê nos jornais e passa nas TVs. Lá encontrará opiniões de gente conhecida e credível, DE TODOS OS QUADRANTES, (e não de um “anónimo” comentador blasfemo) manifestando as mesmas apreensões, perplexidade, ou até, revolta…
    Ultima nota: as “deduções” que faz no último parágrafo, são fruto estrito da sua imaginação, ou talvez vontade de me denegrir. Não me incluo no sector “filosófico” em que – vá-se lá saber porquê -, me pretendeu incluir… Acha que a bonomia é incompatível com a discussão de ideias mesmo que contrárias? Já não se pode conversar com decência e boa educação? A brutalidade virou moda? — E eu que pensava apenas termos défice financeiro…

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  45. Joaquim Amado Lopes's avatar
    Joaquim Amado Lopes permalink
    11 Setembro, 2012 22:45

    LuisF,
    Em primeiro lugar, há pessoas de todos os quadrantes, “altamente qualificadas”, muito “conhecidas” e “credíveis”, com opiniões para todos os gostos. Há até aqueles que vão mudando de “quadrante” consoante o que lhes interessa defender a cada momento. Na generalidade, são esses os maiores responsáveis pela estado a que chegámos.
    Veja lá que há até um “senhor professor de Economia”, (ainda) líder partidário, que não consegue falar sobre economia sem fazer afirmações absolutamente cretinas, ao nível dos “anónimos” mais ignorantes e desinformados que se passeiam pelas caixas de comentários dos blogs.
    Se credenciais académicas fossem atestado de ter razão, os “académicos” estavam sempre de acordo.
    .
    Quanto às perguntas que me fez no comentário a que respondi anteriormente, as respostas são absolutamente óbvias.
    “O “mercado interno” não cria valor?”
    O “mercado interno” só cria valor quando (sem apoios públicos) substitui importações de bens e/ou serviços indispensáveis a custo mais baixo do que os importados. E subsidiar a produção interna (à custa de endividamento público ou de retirar ainda mais dinheiro às empresas que realmente criam valor) para “compensar” a baixa nas exportações é um verdadeiro crime económico.
    A produção interna de bens não indispensáveis (passe a dupla negativa) obriga a importar energia e matérias-primas, ocupa recursos que de outra forma estariam disponíveis para produzir bens exportáveis e alimenta um “estilo/nível de vida” insustentável e progressivamente mais difícil de corrigir (no sentido de aproximar do que pode ser sustentado sem endividamento crescente).
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    “Num ambiente de “colapso” (como este) apenas as empresas ineficientes vão à falência? (cenário ainda mais assustador se considerado o “tecido” empresarial que temos…).”
    Por definição, uma empresa que só sobrevive à custa de financiamento público (e, portanto, de endividamento público ou de dinheiro retirado a outras empresas), directo ou através de subsídios aos consumidores, não é eficiente. É isso que causa o colapso e essas empresas desaparecerem é um passo essencial para fugir ao colapso total.
    Caso não perceba o que quero dizer com “subsídios aos consumidores”, refiro-me simplesmente ao facto de que, quando o dinheiro não custa a ganhar, as decisões sobre o que comprar com ele são muito pouco racionais. Isso aplica-se aos consumidores, aos empresários e aos políticos.
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    “Onde é que o estado irá buscar dinheiro num país de empresas falidas e desempregados?”
    Não vai. Ajusta-se a essa situação.
    O Estado só deve “ir buscar dinheiro” às empresas para manter os serviços básicos e essenciais. Se as empresas existentes não puderem sustentar o Estado que existe, este reduz-se até que isso seja possível. O que o LuisF escreve dá a entender que defende que, quanto maiores forem as dificuldades das empresas, mais dinheiro o Estado deve tirar às que produzem valor para o dar às que não o produzem.
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    “O que me preocupa mais é saber quando é que os sacrifícios terão retorno. E terão?”
    O LuisF ainda(?) não entendeu a situação em que estamos.
    Aquilo a que chama “sacrifícios” mais não é do que o começo do ajuste necessário para que deixemos de consumir mais do que produzimos. Só será um estado transitório se a improdutividade crónica da nossa economia também o fôr.
    O “retorno” dos “sacrifícios” será menos desperdício, menos “fingir de rico com o dinheiro dos outros”, cada vez mais empresas a prosperarem por mérito próprio (e não por dinheiro retirado às outras empresas) e mais realismo dos cidadãos, que assumirão a responsabilidade pelas suas decisões e deixarão de esperar que o Estado lhes resolva todos os problemas.
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    Por acaso julga que o endividamento crescente é sustentável? Que o dinheiro dos outros continuará a fluir para cá mesmo quando deixarmos de pagar o que devemos? Parece que sim.
    O discurso “isto é insustentável e temos que pensar nas pessoas” é o equivalente a um doente com cirrose crónica que, levado para o hospital, se queixa dos médicos que não o deixam continuar a beber cerveja, vinho e aguardente aos litros. Afinal, ele até se sente bem quando bebe.
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    Sentiu-se de alguma forma insultado com o tom do meu comentário anterior? Eu sinto-me pessoalmente atingido por todos aqueles que, nas caixas de comentários dos blogs ou na televisão e sempre com as melhores das intenções (“temos que pensar nas pessoas”) mas sem um mínimo de senso comum, “exigem” ao Governo que gaste cada vez mais do dinheiro que não temos.
    O Estado pensar nas pessoas é pensar a longo-prazo, nas próximas gerações, e não apenas naqueles que reclamam a manutenção de “direitos adquiridos” que já estão a ser pagos por quem não irá beneficiar deles.
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    Pode escrever disparates irrealistas com a cortesia que quiser mas toda a cortesia do mundo não fará com que deixem de ser disparates irrealistas nem fará com que deixe de merecer que lhe respondam com ironia.
    E se não defende aquilo a que respondi então a falha é minha (que não terei entendido o que escreveu) e peço desculpa por isso ou é sua (que não se exprimou tão bem quanto devia).

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  46. antonio rodrigues-lo's avatar
    antonio rodrigues-lo permalink
    15 Setembro, 2012 16:51

    A questão da crise nacional é, como a crise mundial, uma questão de justiça, acrescida da questão de politicas que se revelaram erradas; questão de justiça, porque á ganância de uns, os que governam, contrapõe-se a confiança de outros, os governados, numa pseudo democracia de interesses e desumanidades. Claro que a consequência destas contradições será a revolta dos que se sentem enganados.

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