um mundo maravilhoso
Corrigindo as deficiências naturais do mercado e «os desequilíbrios estruturais da economia portuguesa», um simples aumento das «contribuições dos trabalhadores» (não, «a medida não pode ser vista como um aumento de impostos: como um todo, a economia não fica mais sobrecarregada com impostos/contribuições e isso é que é importante!»), decidido pelo governo português, terá como resultado «reduzir os desincentivos à contratação de trabalhadores», diminuirá «a pressão para os despedimentos», aumentará «a competitividade das empresas» e «o investimento nacional e estrangeiro», tornará «as nossas empresas mais competitivas», «aliviará o esforço das empresas», «reequilibrará as contas da Segurança Social, preservando o futuro, pensões, reformas, acesso aos mais desprotegidos da sociedade, e reforço das verbas para o desemprego», «promoverá o aumento da arrecadação fiscal», «desendividará as empresas portuguesas» e, consequentemente, abrir-lhes-á «o acesso ao crédito bancário». Tudo este imenso mundo de felicidade intervencionista social-democrata e muito mais numa cábula à sua disposição.

Como é possível esperar que alguém tenha o mínimo respeito por gente como esta, chame-se esse alguém Ricardo Salgado ou tenha outro nome qualquer.
Ouvir antes que seja apagado!
http://www.youtube.com/watch?v=gNu5BBAdQec
E se exportássemos mentirosos.
Um já foi para Paris, este terá lugar em qualquer país «decente», dada a sua refinada qualidade…
Quando temos gente desta a (des)governar-nos, cada um amanha-se.
A ocasião faz o ladrão, diz o povão.
Primeiro, os homens da finança aproveitaram-se ao fazer contratos leoninos das PPP com o anterior mentiroso, irresponsável e lunático do desenvolvimento através das obras públicas, sem se preocupar quem as iria pagar.
Agora aproveitam-se para evitar a perda dos rendimentos garantidos nos contratos leoninos com o actual mentiroso, pois sabem que diz uma coisa e faz outra, que põe a pagar sempre os mesmos.
E porque acontece isto? Porque não tocam no essencial? Porque eles próprios e os seus amigos fazem parte da rede clientelar que fez os contratos das PPP, como consultores (que comem 7% do custo das obras) ou como advogados que estabelecem os contratos blindados. É ver os nomes do figurões dos escritórios de advogados.
Dados de estudos sobre as PPP, apresentados ontem nos «Olhos nos olhos» pelo Prof. Avelino de Jesus, do ISEG, que nem sequer é «esquerdalho», antes pelo contrário, foi indicado pelo PSD para a Comissão que iria estudar as PPP no tempo do anterior mentiroso, mas se demitiu por falta de elementos, sonegados por Teixeira dos Santos:
Rendimentos das PPP em Portugal: entre 14 a 16%
PPP na Inglaterra (discussão na ordem do dia no Parlamento): têm 53 mil milhões de euros neste momento e custam 47% mais do que as obras feitas directamente pelo Estado.
PPP em Portugal: temos cerca de 80 mil milhões de euros (valor estimado, pois os anexos têm até agora sido escondidos, até por este governo). Custam 80% mais do que as obras feitas directamente pelo Estado.
Obras directamente feitas pelo Estado: custam 34% mais do que o orçamentado (as famosas derrapagens).
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maravilhoso, estou siderado face à mestria desta governança!
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alguém lhes explicou que o que as empresas eventualmente poupariam será levado pela edp e pela galp que não param de subir os preços ( supoho que a pedido , para poder arrecadar mais imposto..)?
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