Comunicação
13 Setembro, 2012
É coisa que o governo não sabe decididamente fazer. Isto de anunciar medidas a conta-gotas, todas elas gravosas, mais parece tortura chinesa.
Menezes veio ontem em seu auxílio e o “facto político” que constitui a sua candidatura permite desviar as atenções. Mas Manuela Ferreira Leite, figura de proa de uma das troikas oposicionistas, tratou de fazer o contra-ponto logo a seguir, incitando à “rebelião” dos deputados da maioria.
Os media estão divididos, mas aposto que darão mais destaque a MFL: é da oposição laranja e figura grada da Corte, que nunca como agora sentiu tanto a crise.
10 comentários
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o que MFL deveria ter questionado é quantos IP’s e Fundações são mesmo indispensáveis. Mas, talvez porque a “boyzada” de ambos os principais partidos esteja aí alojada, com as prebendas habituais, não se toca muito nesse assunto. E também questionar quais são as funções indispensáveis do “poder local”. Mas aí tb não se toca que vêm os autarcas dos partidos à trolha.
Depois há fazer as contas, como as fez um economista ontem num programa da manhã: o grosso da despesa pública não é com os ordenados dos médicos, professores e polícias.
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esse economista, que não me recordo agora o nome, tb questionou para que vai servir o aumento do imposto sobre imóveis, que vai ficar em posse do ” poder local”. Vai servir para construir mais rotundas?
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O governo decididamente não saber governar. Erraram na política escolhida, erraram nas contas do desemprego, erraram na previsão do défice, erraram na avaliação do impacto das medidas no PIB… Não há habilidade comunicativa que salve quem erra tanto.
E é sintomático disso mesmo que sejam precisas artimanhas como o anúncio da candidatura de Menezes ou os discursos em dia de futebol.
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MFL, numa parte tem razão, mas quem é o governo para achar que pode mandar nas empresas privadas, retendo o valor da redução da TSU numa conta da contabilidade…???
Mas afinal as empresas são privadas, semi públicas, públicas?
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Certo-certo : este governo falhou ! Infelizmente, as “medidas” que impôs e estrangulou as classes sociais mais débeis (pobres, assalariados com ordenado mínimo, reformados e pensionistas com pouco dinheiro) e incapazes de reestruturar as suas vidas (classes médias), falharam !
Hoje, não duvido que terá já fortíssima contestação independente de “troykas oposicionistas”. Ou seja, a população atingida já não reage segundo cartilhas partidárias ou opiniões de “analistas”.
Quanto às autárquicas no concelho do Porto, o P”S” que se cuide, porque o P”SD”-com-LFMenezes é vitória quase certa. Excepto se o PP nada quiser com LFM e surgir um candidato agregador por si apoiado — Rui Moreira, por exemplo !?
(Prevejo enorme contestação no próximo dia 15. O governo que tire ilações).
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LR, é preciso lembrar-lhe que ela em 2009l,foi uma das poucas figuras que alertava contra o caminho de precipicio que estavamos a seguir,e abria uma posição de grande firmeza contra as obras publicas enquanto o passos coelho e outros boys do partido, não só apoiavam o projecto do tgv, como preferiam passar o tempo a fazer oposição a ela do que sócrates.O LR devia lembrar-se disso
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rr,
.
Lembro-me perfeitamente disso tudo. Como tb me lembro de uma questão que lhe coloquei pessoalmente sobre os mega-projectos na campanha eleitoral – cancela-os ou não? A resposta foi “nim” para quase todos, excepto para o aeroporto “que tinha de se fazer por esgotamento da Portela”.
Meu Caro, MFL e toda essa plêiade de figuras ilustres do grande centrão que agora se manifestam muito chocados com a austeridade, estão acima de tudo a defender interesses. Curiosamente, interesses de sectores não transaccionáveis que estão agora a ser penalizados. Mas esse é o mais virtuoso objectivo do (doloroso) ajustamento que estamos a sofrer.
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eheheh
Como se as medidas do governo não estivessem também a defender interesses.
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Claro que estão, Caro Piscoiso. Os interesses dos sectores transaccionáveis. Que, se não agora, a longo prazo serão também os seus.
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Obrigadinho pelo paternalismo.
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