Saltar para o conteúdo

A importância das alternativas à TSU

20 Setembro, 2012

Pedro Braz Teixeira usa as seguintes ideias para rejeitar a alteração à TSU:

1. A alteração à TSU deverá ter um contributo muito reduzido nas contas públicas;

2. A economia portuguesa corrigiu o défice externo de forma muito  rápida em 2012 e não precisamos da TSU para a corrigir mais;

3. A TSU destrói emprego ou pelo menos produz pouco emprego;

4. Existe o risco de reversão da TSU por governos futuros o que elimina a sua eficácia.

Ora nenhuma destas frases é verdadeira. A TSU permite tornar constitucionais cortes de 2000 milhões de euros, logo é um contributo para as contas públicas. A alternativa à alteração da TSU é aumentar os impostos sobre o sector privado, logo prejudicará as exportações através do aumento dos custos laborais. Esta alternativa à TSU destruirá emprego. Analisar a TSU como se a alternativa à TSU fosse ficar tudo como em 2012 não faz qualquer sentido. Muito menos a alternativa poderá ser voltar à situação de 2011 devolvendo 2 salários à FP. Aí teríamos problemas com o défice e voltaríamos a ter o consumo a subir e o défice externo a aumentar. Quanto ao risco de reversão da TSU por um futuro governo, nenhum governo o poderá fazer sem agravar o desemprego e aumentar impostos ao sector privado, o que na prática torna a medida irreversível.

192 comentários leave one →
  1. 7anaz's avatar
    7anaz permalink
    20 Setembro, 2012 14:14

    Toda a gente por aqui insulta de alto a subida da TSU, mas após vários textos aqui expostos com a mensagem nua e crua da inevitabilidade da medida, porque ninguém aceita a sua única alternativa válida; despedir em massa na função pública, continuo pacientemente à espera das milagrosas e não dolorosas alternativas dos detractores.

    Gostar

  2. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    20 Setembro, 2012 14:18

    Digamos que se não for “voi” é “baca!” Como sempre, em economia é possível dizer e justificar uma coisa e o seu contrário. É por isso que a economia está ao nível da bruxaria.
    A grande diferenças é que antigamente atiravam as bruxas para a fogueira. Agora, como temos liberdade de expressão, as bruxas, perdão, os economistas do regime podem defender o que lhes apetecer.
    Só que eu fico um bocadito irritado quando utilizam o termo “ciências económicas”. É preciso “paciência”s!

    Gostar

  3. Ricciardi.b's avatar
    Ricciardi.b permalink
    20 Setembro, 2012 14:19

    Caro JM,
    Depois de mais estas noticias, ainda defende a TSU?

    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=579751

    Rb

    Gostar

  4. zazie's avatar
    zazie permalink
    20 Setembro, 2012 14:24

    Por acaso não percebi corno desse artigo. O título diz uma coisa, lá dentro não o confirma.
    .
    Depois nem se percebe quem disse isso, se foi o tal BNP Paribas (?) se foi um tal Ricardo Santos (who the fuck is Ricardo Santos?)

    Gostar

  5. zazie's avatar
    zazie permalink
    20 Setembro, 2012 14:26

    Já foste censurado, ó morgadinho?
    .
    ehehe
    Não me admirava nada

    Gostar

  6. Gonçalo's avatar
  7. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    20 Setembro, 2012 15:14

    Bastava ter ouvido o tal Moedas, para percebermos o tpo de gentinha que nos governa. O homem parecia um puto mimado a fazer birra por lhe terem tirado o brinquedo. E no Excel a coisa ficava tão bonita… Há quem nunca vá perceber os problemas em torno da TSU (e de várias outras medidas deste governo e do anterior), porque entende o país como um balão de ensaios, onde todas as experiências são possíveis. O raio da realidade teima em destruir-lhes o brinquedo e, ainda por cima, berra como o caraças, enche ruas, rebenta com maiorias absolutas mais depressa do que os experimentadores carregam no “enter”. Mas eles- os experimentadores- teimam em não perceber. Quando entraram na universidade, ouviram dizer que a Economia era uma ciência, mas, como já não ouviram “social”, pensaram logo que era coisa certinha como a matemática. Por isso mesmo, já por aí há quem trate os economistas abaixo de cão. Como sempre, penso que não se deve generalizar e por isso, aqui deixo este link: http://sicnoticias.sapo.pt/opinionMakers/jose_gomes_ferreira/2012/09/16/jose-gomes-ferreira-contra-a-tsu-pela-austeridade
    Se quiserem ouvir a entrevista que esse homem fez a Silva Lopes, também vale a pena.

    Gostar

  8. zazie's avatar
    zazie permalink
    20 Setembro, 2012 15:16

    «Quando entraram na universidade, ouviram dizer que a Economia era uma ciência, mas, como já não ouviram “social”, pensaram logo que era coisa certinha como a matemática.»
    .
    Nem mais. Disse tudo nestas palavras.

    Gostar

  9. helder's avatar
    helder permalink
    20 Setembro, 2012 15:25

    “O aumento dos descontos dos trabalhadores de 11% para 18% pode agravar o défice. O alerta parte do Conselho Económico e Social (CES), o órgão consultivo do Governo composto por sindicatos, patrões e organizações da sociedade civil.

    Num parecer sobre as Grandes Opções do Plano para 2013, a que o «Público» teve acesso, o CES adverte que a subida da TSU vai penalizar «fortemente» a procura interna, fazer baixar as receitas fiscais e, como consequência, o país corre «o risco de uma espiral recessiva» durante os próximos anos.

    O CES critica o facto de não ter sido apresentado «nenhum impacto» da subida da TSU na procura interna, pelo que não está a ser levado em consideração o seu impacto na receita. Logo, «consequentemente no défice das administrações públicas» “

    Gostar

  10. Lionheart's avatar
    Lionheart permalink
    20 Setembro, 2012 15:27

    A besta no Ministerio das Financas que se lembrou de entupir as Tesourarias por todo o pais, por causa da porcaria do selo do carro de 2008, numa altura em que muitos servicos tem falta de pessoal, merecia levar um murro nas trombas. INCOMPETENTES!! Uma medida desproporcionada, por causa de uma receita pequena, mas que transtorna a vida de quem tem assuntos para tratar nas Financas, para nao falar nos outros. I-N-C-O-M-P-E-T-E-N-T-E-S!!!

    Gostar

  11. carlos's avatar
    20 Setembro, 2012 15:39

    Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão.

    Gostar

  12. Paulo's avatar
    Paulo permalink
    20 Setembro, 2012 16:09

    Miranda
    Deixe lá ver se desta consegue ouvir.
    Náo foram dois subsídios que foram tirados à FP, foi isso em cima da redução 3,5-10% do ano anterior, e do meio subsidio de Natal em sede de IRS, mais todos os vencimentos e carreiras congelados desde a Ferreira Leite (com um bónus eleitoral do Sócrates pelo meio, 0,4% acima da inflação).
    Enquanto isso, no privado assobiavam para o ar e ficaram apenas com o meio subsidio, em que descontou o habitual esquema de vencimento por fora, carros de serviço et al (e para os mais cépticos vejam o que se passa com os vendedores de Audi e BMW, agora que as empresas estão a trocar menos que o habitual).
    Na pratica, 7% da população ativa fez 90% da austeridade.
    Perante isto o tribunal constitucional concluiu o obvio.
    Pode continuar a distorcer a realidade, mas quando trata a FP como indigentes vai ter de explicar onde e quem, ou então bardamerda que gestores sem terem gerido temos cá de sobra.

    Gostar

  13. fredo's avatar
    fredo permalink
    20 Setembro, 2012 16:23

    A TSU permite tornar constitucionais cortes de 2000 milhões de euros
    JM, no post

    Acha então que, após outras reduções, tirar 2 meses de salário à FP, roubar 2 meses de reforma aos idosos e inválidos, tirar 1 mês ao privado e dá-lo aos empresários, é equidade???
    Quem lhe disse que a TSU torna isto constitucional?

    Gostar

  14. PMP's avatar
    PMP permalink
    20 Setembro, 2012 16:49

    JM,
    .
    Com o PIB a descer novamente e a divida a aumentar qual a vantagem de alterar a TSU ?
    .
    O que o governo deve fazer é aldrabar a troika e manter o deficit nos 6%, valor minimo para que não exista um crash generalizado da economia privada.

    Gostar

  15. José Silva's avatar
    José Silva permalink
    20 Setembro, 2012 16:50

    O biólogo Miranda e o sabujo Camilo Lourenço contra todos os economistas do reino, da esquerda à direita. Quem terá razão?

    Gostar

  16. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 16:59

    José Silva,
    .
    Perante o estado da economia do reino, não creio que as soluções que os ditos economistas da esquerda à suposta direita preconizaram, e nos levaram até a este buraco nos levem alhures.
    .
    E embora não me entusiasme o corte na TSU, será que o João Miranda e o Camilo Lourenço têm razão?

    Gostar

  17. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 17:04

    PMP,
    .
    O que o governo deve fazer é aldrabar a troika
    .
    Aldrabar a Troika foi a solução grega. Não acho que essa solução tenha levado a Grécia na direcção correcta.

    Gostar

  18. Carlos's avatar
    Carlos permalink
    20 Setembro, 2012 17:05

    Venho por este meio convidar o autor deste post a viver com 485.00 € mensais, com renda de 250.00 € para a habitação mais água, luz, despesas para a alimentação, etc.

    É muito fácil falar quando se fala de barriga cheia!

    Cumprimentos,
    Carlos

    Gostar

  19. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 17:06

    Trinta e Três,
    .
    já por aí há quem trate os economistas abaixo de cão
    .
    Tem razão.
    .
    Para comida e festas, tenho os meus dois cães. Economistas e socialistas devem ser, na minha opinião, capazes de prover a si próprios.

    Gostar

  20. PMP's avatar
    PMP permalink
    20 Setembro, 2012 17:20

    Francisco Colaço,
    .
    Reduzir a divida em 50% como a Grecia fez dava-nos um jeitaço !
    .
    Manter a histeria da austeridade á custa da queda do PIB durante 3 anos é palermice total.
    .
    Os racios pioram e o capital privado é destruido.
    Não existe alternativa ao crescimento do PIB como é óbvio !

    Gostar

  21. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    20 Setembro, 2012 17:21

    A economia portuguesa precisa de fazer toda uma série de ajustamentos. Quanto mais depressa os fizer, melhor. A baixa da TSU sem recurso ao Orçamento, com a transfrencia de rendimentos dos assalariados para as empresas, vai certamente na boa direcção.
    A grande questão é saber se esta medida vai ou não passar politicamente.
    As resistencias são muitas e fortes. O maior problema não é a massa da população. Ninguém gosta que lhe diminuam o rendimento disponivel mas, no fim de contas, com mais ou menos descontentamento, com mais ou menos manifestações, uma confortavel maioria dos portugueses ainda pensa que não ha alternativa para a politica de austeridade e que nenhum outro governo faria melhor do que o actual. O grande problema são os interesses instalados no publico e no privado, com destaque para as respectivas “elites”. Que não querem que o modelo economico vigente seja alterado e estão a fazer tudo para que este governo recue e, consequentemente, caia, mais cedo do que tarde. Conseguirão ?

    Gostar

  22. PMP's avatar
    PMP permalink
    20 Setembro, 2012 17:32

    FC,
    .
    Um corte de 7% nos salários vai reduzir o PIB, reduzir as receitas fiscais, aumentar o desemprego, aumentar a despesa pública, reduzir o investimento privado, reduzir as receitas fiscais outra vez.
    .
    Ou seja o racio Divida Publica / PIB vai aumentar !
    .
    É asneira da grossa e vai abrir caminho a uma vitoria estrondosa da esquerda !
    .
    Solução : manter o deficit nos 6% ou um pouco mais , cortando a despesa publica superfula através da redução de pelo menos 30% do numero de entidades e chefias em todo o sector publico.
    .
    E Cortar 7% nos consumos intermédios !

    Gostar

  23. Zé Paulo's avatar
    Zé Paulo permalink
    20 Setembro, 2012 17:34

    O Governo tem de cair. Independentente de estar a traçar o caminho correto ou não, tem de cair.
    Cair por uma mera questão de credibilidade.
    Afinal, que alma ainda acredita nele?

    Gostar

  24. malpica's avatar
    malpica permalink
    20 Setembro, 2012 17:37

    O arranjo deste Orçamento de Estado, mais parece a construção da Torre de Babel. Os construtores vieram do estrangeiro, falam línguas diferentes, não há mensagem inteligível, não conhecem a realidade nem o idioma de comunicação nacional.
    Aém do mais esta gente não tem fé e sem fé não se vais a lado nenhum. Logo estamos sujeitos ao sofrimento de um castigo divino, por haver-mos votado neles. Há pois é!
    .

    Gostar

  25. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 17:40

    Fernando,não é verdade que sejam só empresarios de nao transacionáveis os criticos dessa medida, até porque as exportações nunca chegaram para colmatar a queda do cosnsumo.Vou lhe deixar deixar aqui 2 artigos do jornal de negocios para voce ler Adianto-lhe já que existe a oposição do dono da logoplaste, e do dono da fly london, do presidente da Cip(que engloba todas as empresas, incluindo de transacionáveis) e da grande parte dos economistas
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=579401
    Mais outro sobre o assunto:http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=579551
    E do DE:http://economico.sapo.pt/noticias/estrategia-e-coesao_152146.html

    Gostar

  26. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    20 Setembro, 2012 17:43

    Só os setores resguardados da nossa economia, os que não têm concorrência (energia, telecomunicações, etc.) são as únicas que beneficiam com a baixa da TSU. Só quem não conhece a sociedade portuguesa e o tecido empresarial português, se pode contentar com silogismos do 1º grau. Algo completamente diferente, era apoiar mais as empresas comprovadamente exportadoras, situação absolutamente possível, apesar das restrições da UE.

    Gostar

  27. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    20 Setembro, 2012 17:46

    Mais: só por ignorância se pode continuar a dizer que a parcela mão de obra, é a maior preocupação das médias empresas nacionais. Neste aspeto, pelo contrário, essas empresas começam a ter problemas, isso sim, em segurar os trabalhadores com níveis mais elevados de formação. Aqui, a concorrência já não é entre empresas nacionais, mas sim com o que esses técnicos conseguem noutros países para onde estão a ir aos magotes.

    Gostar

  28. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 17:51

    O milagre económico português através de uma imagem sugestiva, criada a partir dos dados publicados pelo Ministério da Economia:
    .
    http://tinyurl.com/bujj4jv
    .
    .
    Agora importa erradicar o défice estrutural do Estado para completar o ajustamento. E Portugal terá um novo modelo económico para as próximas décadas.
    .
    .
    O que é notável é que este ajustamento está-se a fazer num tempo recorde, talvez inédito na história contemporânea europeia e mundial. Os portugueses estão a dar uma lição ao resto do mundo. Tenho muito orgulho nos portugueses. eheheheheheh

    Gostar

  29. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 17:55

    Exacto, anti-comuna.Os nossos empresarios, são os nossos verdadeiros primeiro-ministro, não o nosso governo lisboeta

    Gostar

  30. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 18:00

    Os empresários portugueses, os gestores e os trabalhadores. 😉
    .
    .
    Mas ao contrário do que a generalidade dos que opinam pensam, o governo tem um modelo económico e está a implementar esse modelo. Não o pode é dizer. 😉 Mas segue um modelo. Se é intencional ou não, deveras que não o sei.

    Gostar

  31. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 18:01

    Trinta e Três, RR,
    .
    Mais uma vez, e até à exaustão, suponho: o dinheiro não vai sair da economia. Reentra em pensões e prestações sociais. Se eu não o gasto, outro o gastará. A desvalorização de 7% dos salários é completamente igual a uma desvalorização do novo escudo em 7%.
    .
    Eu compreendo a medida, mas acho que a culpa dela não é do Governo de Portugal. É de Portugal. Até ao momento, pagamos em impostos a dívida não de 38 anos, como andam aí a propalar, mas de meros 17: desde 1995 até agora. O Estado Cavaco-Guterres-Sócrates nunca deixou de crescer e de se tentacularizar, e o seu peso é incomensurável, porém em 1995 tínhamos uma dívida externa líquida menor que 10% do PIB. Em termos homólogos era melhor do que a dívida deixada em 74 após os 48 anos do Estado Novo.
    .
    Adiar decisões à la Passos ou empurrar com a barriga para a frente à la Seguro & Escardalhada Ilimitada não nos vai fazer ficar melhores. Cada défice, cada dívida, cada despesa inútil dá uma machadada no Estado. Repare que não falei em Estado Social (todos sabem o que é, mas ninguém o sabe descrever). Falei em Estado. Ordem social, se quiser. A prevalência da lei e o poder da moral. É isto que 17 anos de esbulho à tripa forra nos colocam à frente.

    Gostar

  32. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 18:09

    Trinta e Três,
    .
    Neste aspeto, pelo contrário, essas empresas começam a ter problemas, isso sim, em segurar os trabalhadores com níveis mais elevados de formação.
    .
    Queixa-se!? Porquê!? Trinta e Três, é exactamente nestas épocas de escassez de mão de obra que o salário real sobe. É fantástico que isto esteja a acontecer. O mal seria se as empresas tivessem de aturar os «trabalhadores com níveis mais elevados de formação» porque não têm trabalho para eles.
    .
    A questão real que o Trinta e Três deveria colocar: «Como é que eu posso pertencer aos segmentos mais desejados pelas empresas? O que é que tenho de saber, que competências devo adquirir?» e, num registo mais pessoal: «Dentro do que sei e gosto de fazer, o que é que devo desenvolver para ter uma profissão bem remunerada?»

    Gostar

  33. José Pinto's avatar
    José Pinto permalink
    20 Setembro, 2012 18:10

    É extraordinário como alguém consegue suspender toda a razão, deixando de acreditar em dezenas de especialistas em economia que já disseram que a medida da TSU é péssima, apenas por razões de clubite partidária. Extraordinário, repito. É a negação total do bom senso e a activação da mais rasteira saujice, no caso dos espertos, ou da estupidez pura, dos adeptos do Governo que não conseguem pensar pela sua própia cabeça.

    Gostar

  34. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    20 Setembro, 2012 18:14

    Não francisco, porque esse aumento não se vai repercutir no aumento dos rendimentos dos pensionistas e no auemnto de prestações sociais.Portanto é insuficiente
    De qualquer forma francisco, se o estado gastou de mais, a culpa é dele.Ele fez a sua cama, vai ter que durmir dentro dela.Ou seja, nós trabalhadores e empresários, não temos que sustentar a gordura do estado, este é que tem de fazer dieta.
    Eu não me oponho á reducao da tsu! Oponho-me é que sejam os proprios trabalhadores a terem que pagar os empregos

    Gostar

  35. PMP's avatar
    PMP permalink
    20 Setembro, 2012 18:15

    Sim , é um recorde o aumento do desemprego para de 12 para 16% em 18 meses !
    .
    Um sucesso este Passos ! 450 mil portugueses sem subsidio de desemprego !
    .

    Gostar

  36. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    20 Setembro, 2012 18:17

    Os economistas andam a masturbar-se com a TSU.

    Gostar

  37. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    20 Setembro, 2012 18:21

    Francisco Colaço:
    “A questão real que o Trinta e Três deveria colocar: «Como é que eu posso pertencer aos segmentos mais desejados pelas empresas? O que é que tenho de saber, que competências devo adquirir?» e, num registo mais pessoal: «Dentro do que sei e gosto de fazer, o que é que devo desenvolver para ter uma profissão bem remunerada?»
    .
    Lamento desiludir, mas o meu problema é mais básico e resume-se a isto: como vou conseguir segurá-los, quando recebem propostas, quer no que diz respeito a vencimentos, quer no que diz respeito a estabilidade, muito superiores às que, neste momento, posso oferecer. Continuamos a pensar o país em diminutivo, como ironizava o O’Neill…

    Gostar

  38. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 18:21

    O novo modelo económico português é uma espécie de neo-mercantilismo, devido à própria existência do euro, nesta actual configuração.
    .
    .
    A forma como hoje está o euro implementado (sua arquitectura, suas influências políticas e banco central independente) obrigou que os países eliminem os dois défices gêmeos, um palavrão antigo no jargão económico. No euro, défice orçamentais são pouco tolerados e défices comerciais e na balança de pagamentos impraticáveis. Se estes défices gêmeos provocaram a crise no euro e da dívida soberana, são estes défices que há que erradicar. Em cada economia integrante do euro. Isso obriga a uma competição económica enorme dentro da área euro e um excedente da área euro com o resto do mundo.
    .
    .
    O novo modelo económico português está assente numa espécie de novo mercantilismo, que é uma decorrência de de sistemas económicos baseados no antigo padrão-ouro. O euro é hoje o novo padrão-ouro do mundo. E dentro de uma área monetária com as caracteristicas do padrão-ouro, os governos não podem enganar os cidadãos, usando a inflação nem estímulos artificiais da procura interna. E é obrigatório ter uma política económica e orçamental assente na filosofia do supply-side economics. Portugal (como os demais membros do euro) é obrigado a seguir este novo modelo económico.
    .
    .
    Quando uma economia está inserida numa área económica do género do padrão-ouro, não pode ter balanças de pagamentos deficitárias por muito tempo, pois o crédito externo desaparece e gera uma carestia de liquidez. O tal credit crunch. E dentro de uma área monetária desta género, não apenas o credit crunch emerge muito rapidamente, como a única forma de o erradicar e impedir o colapso da eocnomia, é essa economia deixar de se endividar face ao exterior e acumular capitais para providenciar a liquidez necessária ao normal funcionamento, pois nem a ajuda dos bancos centrais consegue erradicar este credit crunch. Daí que o ajustamento é mais rápido e automático. Os governos não podem erradicar o credit crunch sem eliminar as suas duas principais causas: os défices na balança de pagamentos e orçamentais. Dentro do euro e com uma configuração semelhante ao padrão-ouro, estes processos são muito mais rápidos que em economias onde a política monetária pode financiar estes dois défices. Nestas últimas economias, o processo de ajustamento é mais lento, mais longo e potencialmente mais caótico, se os mercados perderem a confiança nessas moedas e economias. (Ver a propósito as declarações desta noite de Richard Fisher, membro da Reserva Federal americana e como esles não conseguem compreender as causa da continuação do credit crunch e forma de o erradicar.)
    .
    .
    Portugal está com um novo modelo económico. Segue-o mesmo que inconscientemente. E este novo modelo económico é… Neo-mercantilista por natureza. Quer os seus povos e governos saibam ou não, eles são obrigados a serem neo-mercatilistas. Tal como o padrão-ouro o sempre defendeu, na prática.

    Gostar

  39. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    20 Setembro, 2012 18:27

    E, historicamente, o anti-comuna sabe no que deu o mercantilismo, não sabe?

    Gostar

  40. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 18:34

    Neste novo modelo económico português, notem a espectacular coincidência do alivio das condições de crédito internas com os excedentes comerciais. Ao passo que em situação semelhante de crise, Espanha não consegue ainda aliviar o crédito interno, pois a sua balança comercial ainda não o permite. O crédito ás empresas em Portugal começou a subir, a poupança a subir, mas em Espanha ainda não o conseguem e tão pouco conseguem evitar a fuga de capitais. Portugal, ao invés, já consegue atrair capitais externos e reter outros, derivado de um excedente comercial.
    .
    .
    Poucos estão a compreender esta crise e a própria forma de a resolver. Portugal é a prova provada, que a generalidade dos comentadores e analistas económicos continuam a ver navios e não compreendem o quanto o mundo mudou, nos últimos 5 anos. Ainda estão atrasados em termos mentais, para compreender uma nova economia mundial, o próprio milagre económico português e o que isso significa em termos de futuro para todos nós. Todos, em todo o mundo.
    .
    .
    Não é mera coincidência o fim do credit crunch em Portugal com os saldos comerciais de bens e serviços. Nem é coincidência a quebra nas taxas de juro. Nem é coincidência o novo QE americano. É mesmo uma decorrência de uma nova ordem económica mundial. 🙂 E Portugal está na linha da frente nesta nova ordem económica mundial. E é um país líder. E é um exemplo prático desta nova ordem económica mundial. 🙂

    Gostar

  41. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 18:36

    “E, historicamente, o anti-comuna sabe no que deu o mercantilismo, não sabe?”
    .
    .
    Sei. Esse é o novo desafio do mundo. Penso que não deverá repetir os anteriores problemas. Vamos ver. Mas a Europa mostra que este neo-mercantilismo só se resolve dentro de casa e não através das armas.

    Gostar

  42. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    20 Setembro, 2012 18:40

    Estamos bem, mas o desemprego aumenta, os impostos aumentam, a pobreza aumenta.A classe media diminui.Mas está tudo bem

    Gostar

  43. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 18:42

    São bons principios anti-comuna.A questão que nem voce nem ninguém respondeu foi: qual a receita para diminuir os défices? As pessoas conseguem suportar isso?

    Gostar

  44. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    20 Setembro, 2012 18:44

    Alguem, com uma folha de excel, calcule a reduçao em 2 pp% dos juros pagos à troika e ofereça o resultado aos blasfemios.

    Gostar

  45. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 19:09

    “.A questão que nem voce nem ninguém respondeu foi: qual a receita para diminuir os défices? As pessoas conseguem suportar isso?”
    .
    .
    Conseguem.
    .
    .
    O mais importante é que os erros do passado serão mais difíceis de repetir. E não haverá este novo sofrimento outra vez.
    .
    .
    Mas tenha em conta o seguinte. É o próprio credit crunch o principal agente corrector dos erros do passado. Ou seja, é como eu ser gastador e, de repente, me tiram o cartão de crédito. Aqui aconteceu o mesmo mas em termos agregados. No estrangeiro cortaram o cartão de crédito à economia portuguesa e o ajustamento é automático. O caso português é notável pela capacidade de corrigir tanto, em tanto pouco tempo e com menos custos do que seria de supôr. (Tendo em conta o stock da dívida e o endividamento crónico anual.)
    .
    .
    Nas demais economias, usem a inflação ou não, a dor pode não se sentir tanto, mas sofrem. Basta ver a queda no nível de vida do povo americano, nos últimos 30 anos. Ou inglês, nos últimos 6 anos. No caso inglês, o povo está anestesiado com a inflação, mas a perda de poder de compra é elevada.
    .
    .
    No Japão já vão no QE8, os americanos ainda no QE3. E em ambos os casos, não conseguem resolver os problemas. Usem QE ou não, usem políticas keynesianas ou não. O Fisher, há quase 80 anos, tinha explicado que a correcção acontece sempre. Pode é ser mais ou menos rápida. Pode ser mais ou menos dolorosa. Mas ela acontecerá sempre. Os países que souberem se adaptar rapidamente a esta nova realidade, desalavancagem, serão os que menos sofrerão e os que mais rapidamente voltarão a crescer. Portugal está na linha da frente. 🙂

    Gostar

  46. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 19:17

    Anti-Comuna: Mas os EUA aumentaram o estado e nao o diminuiram.Aumentaram impostos em vez de os terem descido nesta legislatura.Por alguma razão, apareceu os tea party e por alguma razão os republicanos estão contra obama.Como é que podem liberais esses paises?
    O que eu queria dizer, é que tenho duvidas que as empresas e as familias consigam sustentar o estado por muito mais tempo

    Gostar

  47. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 19:24

    Anónimo,
    .
    Duvido que no Blasfémias encontre alguém que diga que tudo está bem. Ou que estamos bem. Ou, fora o João Miranda, (talvez ;-), quem acredite que Passos Coelho não é um socialista, por mais que se diga liberal. A coisa pública não anda bem. Mas nenhum dos tipos à esquerda fará melhor.
    .
    Chegado o Seguro ao poder, das duas uma: ou dá o dito por pouco dito, à la Hollande, e afinal a austeridade passa a ser boa (sempre culpando o antecessor, apesar de Passos Coelho nºao ter tido culpa nas PPP e no regabofe dos funcionários públicos).; ou faz exactamente o que diz a primeira opção, pressionado pelo tipo lá fora que lhe diga «juizinho ou não passamos o cheque».
    .
    Mesmo que conseguisse hoje ter défice zero (despedindo trezentos mil funcionários públicos), ainda assim Portugal não se despedia dos credores: necessita deles para ir rolando dívida. Portugal deve pagar esta dívida até ela chegar ao zero. Não tenha dúvidas que dívida zero é bem melhor que dívida 10%. Isso não pode realisticamente ser feito nem em dois nem em dez anos. Vai demorar várias décadas, e sugiro que, a bem dos meus filhos, se comece prontamente.
    .
    Se os e-krok-no-mis-tas fossem tão bons, diga-se lá por que carga d’água estaríamos nós onde estamos? Muitos dos que criticam as medidas andavam a propalar o TGV como essencial para a economia e não deixavam de querer uma auto-estrada até ao pé da porta. Fossem bons economistas e talvez tivessem tido o juízo de 1) calar-se e 2) falar contra a despesa em betão e festarolas.
    .
    Se tivéssemos investido em panelas, podíamos vender as panelas . Ou derretê-las e vender o metal. Se fosse em trigo, poderíamos hoje ter vendido farinha ou pão. Se em ouro, vendíamos o ouro. Como investimos em betão, sugiro aos economistas que que nos puseram neste buraco que tentem vender uma auto-estrada usada barata ao Amigo Chavez, com dez ou vinte Migalhães de brinde.

    Gostar

  48. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 19:25

    “Por alguma razão, apareceu os tea party e por alguma razão os republicanos estão contra obama.”
    .
    .
    O Tea Party é o mais antigo dos partidos que referiu. Tem é agora mais visibilidade fora dos USA. E é natural que o partido republicano esteja contra o democrata e vice-versa. É isso que se espera deles. Mas como bem refere, as diferenças são menores do que se pensa. É como em Portugal haver o PPD e o PSD, dentro do mesmo grupo parlamentar. ehhehehhe
    .
    .
    Mas por causa do Estado continuar a engordar e a adiarem decisões dolorosas, é que os USA estão em profunda decadência e ser-ao cada vez mais parecidos com os países latino-americanos.

    Gostar

  49. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 19:26

    “Como investimos em betão, sugiro aos economistas que que nos puseram neste buraco que tentem vender uma auto-estrada usada barata ao Amigo Chavez, com dez ou vinte Migalhães de brinde.”
    .
    .
    ahahahahaahaah

    Gostar

  50. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 19:27

    Anti-Comuna:
    .
    O nosso problema não é a dívida, mas o défice. Preferiria mil vezes ter superavite com uma dívida de seiscentos por cento do PIB do que défice crónico com metade da dívida que temos.

    Gostar

  51. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 19:33

    O próprio Japão, que foi temido como nunca há cerca de 30 anos (quando eles andavam pelo mundo a comprar tudo e mais alguma coisa, até a Sony comprou estúdios de Hollywood), quanto menos admitiu corrigir os seus erros e quanto mais tentou evitar a dor da correcção dos seus problemas, apenas piorou ainda mais os seus problemas económicos.
    .
    .
    O resultado está aí para todos verem. Os japoneses continuam dependentes dos americanos para a sua defesa. Destruíram grande parte da sua economia produtiva, entraram em declínio demográfico acentuado, têm uma dívida colossal que não se vê forma de a pagarem.
    .
    .
    O declinio japonês é tanto, que hoje produzem menos carros que a Espanha e a França, apesar de terem o maior construtor mundial de automóveis. Porquê? Imitaram os pataratas americanos. E seguiram os maus conselhos monetários destes. Hoje o Japão é uma pálida imagem do que eram há apenas 30 anos. Os USA vão pelo mesmo caminho. Já cairam para a 18º posição na liberdade económica. Depois de anos e anos, no topo. E o declinio está a acentuar-se ainda mais. Um dia destes, nêm dinheiro têm para manter as bases fora dos USA, quanto mais o próprio Estado. E sem economia forte não há poderio militar forte. É tão velho isto como o vinho do Porto.

    Gostar

  52. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 19:35

    “O nosso problema não é a dívida, mas o défice.”
    .
    .
    Mas está a ser resolvido. Está e não vos parece. Poderia é ser melhor e mais rápido. Mas as condições económicas também não são fáceis, devido ao credit crunch e tudo o que ele provoca, tanto em termos recessivos como até em termos de despesa pública e cobrança de receitas. Com o fim do credit crunch, o próprio défice melhorará.

    Gostar

  53. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 19:38

    Anti-Comuna,
    .
    Não menostreze o Romney. Ele salvou a Bain Capital da falência, quando os sócios seniores fzeram porcaria, as olimpíadas de inverno de 2002 e o estado do Massachussets, neste último contra um senado estadual democrata. O homem, conquanto moderado, já deu mostras de apanhar o problema de frente e de saber dar a volta às situações.
    .
    Não sei se irá vencer as eleições (a meu ver, depende do mês de Outubro e das surpresas outubrinas que possam suceder), mas digo-lhe que com Obama os Estados Unidos não duram mais quatro anos. E quando digo os Estados Unidos digo expressamente o dólar. O homem em três anos e meio já tinha metido cerca de 50% a mais na dívida, e em quatro anos a percentagem irá acima dos 60%.
    .
    Como sempre, a propaganda suja democrática e socialista está em forte vigor a mentir, distorcer e desviar a verdade. O Freitas do Amaral deve bem saber mais que ninguém do que se fala aqui, e se o Mário Soares foi presidente, deve-se a uma torpe mentira que ele ou alguém por ele propalou a três dias da eleição sobre uma empresa que o Freitas afinal não tinha.
    .
    O Obama neste momento está em queda (pela Gallup e pela Rasmussen) e no empate técnico. Espere Outubro.

    Gostar

  54. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 19:42

    Anti-Comuna: mas a receita que estamos a por em pratica, é a dos EUA: pouca ou nenhuma despesa temos reduzido, e aumentámos impostos como eles

    Gostar

  55. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 19:53

    ” pouca ou nenhuma despesa temos reduzido, e aumentámos impostos como eles”
    .
    .
    Olhe que nos USA também têm reduzido no Estado. Mas a nível estadual e não federal. Os Estados lá vivem sem poder imprimir e a Reserva Federal não lhes compra dívida. E têm limitações legais a défices. Por isso, a nível estadual, há um encolher do Estado enorme.
    .
    .
    Antes do Nixon, os liberais defendiam que a cada despesa estatal o seu imposto. Portanto, estamos a voltar ao bons velhos tempos. É a única forma de impedir que os défices cresçam. Os liberais defendiam que a dívida deveria apenas servir despesa militares, emergências, etc. Só depois é foram infectados pelo vírus estatatista e keynesiano.
    .
    .
    E cuidado com a questão da fiscalidade. A fiscalidade na Suécia é elevada e continuam a ter uma forte economia, não é verdade? Convém não ter tantas certezas quanto a impostos. O que é mesmo crucial é que o Estado roube menos do que a economia consegue criar. E conta menos o que o rouba quando a dinâmica está do lado da economia e não do Estado.
    .
    .
    Há um credo antigo que diz assim: défice hoje são impostos amanhã mas com juros. Portanto, se Vc. eliminar o défice hoje, está a libertar recursos amanhã.
    .
    .
    O segundo importante credo. Cortes no défice pelo lado da Despesa são melhores e mais duradoiros do que pelo lado da receita. E por isso é que a Troika manda os tais 1/3 nas receitas e 2/3 nas despesas. E sim, o Estado está a cortar na despesa. Não tanto como devia, mas está. E tanto o está, que os próprios mercados já percepcionam que o défice estrutural está a baixar e que a dívida pode ser sustentável. Daí a queda nas taxas de juro e afluências de capitais externos a Portugal.

    Gostar

  56. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 19:58

    RR,
    .
    Já sabe então porque digo que é imperativo redimensionar o Estado. As funções essenciais (política externa, defesa nacional, segurança interna, justiça e legislação) são inerentes ao Estado e não podem ser asseguradas por mais ninguém. Nem, e especialmente não como hoje são, por escritórios de advogados de rapina. (pleonasmo intencional!)
    .
    Há funções desejáveis (chame-lhes opcionais) do Estado.
    .
    Deve o Estado ter escolas públicas? Digo-lhe que não precisa e não deve ter. Pode no entanto continuar a custear a educação das crianças por aluno dentro da instituição que os pais desejarem. A competição entre escolas melhorará a qualidade.
    .
    Deve o Estado ter hospitais públicos? Os funcionários públicos acham que não, e acorrem, sob a ADSE, maioritariamente aos hospitais privado (confira!). Deve, na minha opinião, custear o tratamento de todos, ricos e pobres, porventura através de um sistema de segurança social (esta é a minha opinião), mas exigindo a contribuição de todos os que quiserem beneficiar desses tratamentos gratuitos.
    .
    Deve o Estado ter meios de comunicação para além dos diários legislativos e publicações técnicas? Não, não deve. Não deve também haver restrições de frequência, que são restrições de capacidade de dcomunicar. Se o Grupo Folclórico Picha (perto de Figueiró dos Vinhos, existe mesmo, e até para mais rir não muito longe da Rata!) quiser criar uma televisão, deve-lhe ser alocada uma frequência sem grandes perguntas. Enquanto a PichaTV puder pagar a licença, que emita. Se emitir mentiras, há leis para isso. Se chamar à sedição, há leis para isso. Se apelar ao assassinato, há leis que o condenam.
    .
    Quem quer este governo fora é a SIC e a TVI por causa da RTP e do mercado da publicidade. Se as frequências fossem abertas, como foram as da rádio aquando das rádio piratas nos anos 80, pode crer que os média de hoje perderiam o poder que têm, para benefício de todos nós.

    Gostar

  57. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 20:01

    Anti-Comuna,
    .
    Sobre a Suécia, nenhuma das grandes empresas suecas foi criada depois dos anos 70. Os cortes de impostos são neste momento a moda.

    Gostar

  58. Sebastien De Vries's avatar
    Sebastien De Vries permalink
    20 Setembro, 2012 20:04

    Vá, para tudo ficar em PAZ, 4% de aumento dos salários públicos e privados e reformas… e acabaram-se definitivamente os subsidios de Natal e de férias. Contas simples, tudo às claras.
    Corte de 1.5% a 5% nas reformas acima dos 2500 eur líquidos.
    ——————————————————————–Que tal?

    Gostar

  59. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 20:05

    “E cuidado com a questão da fiscalidade. A fiscalidade na Suécia é elevada e continuam a ter uma forte economia, não é verdade? Convém não ter tantas certezas quanto a impostos. O que é mesmo crucial é que o Estado roube menos do que a economia consegue criar. E conta menos o que o rouba quando a dinâmica está do lado da economia e não do Estado.”
    Meu caro, espero que não esteja a comparar a suécia com o nosso pais! Tem industria para dar e vender, tem salario suficientemente altos para aguentaram o estado que teem
    Mas não se deixe enganar pela “alta fiscalidade” da suécia: no incio dos anos 90, estiveram em crise.Tiveram que baixar a fiscalidade, racionalizar o estado social, liberelizar a economia e o mercado de trabalho.E desde 2006, que tem havido um esforço reformista nesse sentido, com o governo conservador

    Gostar

  60. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 20:06

    Anti-Comuna: o pais que considero um modelo é a suiça.Impostos baixos, boa industria,.É um pais chato, mas é o mais prospero da europa neste momento

    Gostar

  61. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 20:07

    RR,
    .
    COmo já escrevi, e tenho de o repetir, é claro que serão sempre beneficiários líquidos e protegidos pelo Estado 1) crianças, 2) idosos, 3) deficientes, 4) doentes crónicos graves e 5) pessoas que por um desvio na vida (acidente, doença grave, acontecimento traumático). Essas pessoas não podem, momentanea ou permanentemente cuidar de si próprias e bastar-se e devem ser uma despesa social assumida e da qual nos devemos orgulhar.
    .
    Fora destes grupos a conversa é totalmente diferente.

    Gostar

  62. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    20 Setembro, 2012 20:08

    Jornalista: Confia em PPortas?
    Relvas: claro!

    Gostar

  63. josr silva's avatar
    josr silva permalink
    20 Setembro, 2012 20:09

    Jmiranda, ac, fcolaco, o comentador que assinou com o meu pseudonimo jose silva nao corresponde a pessoa que vocea conhecem. Eu defendo as medidas de austeridade, a ttoika a economia transaccionavel, o norte de portugal.

    Gostar

  64. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 20:12

    Sebastien De Vries,
    .
    Faça antes um limite superior de 6 salários mínimos na totalidade das reformas. A medida é simbólica, pois as poupanças nesse grupo não são por aí além.
    .
    Indexe os ordenados dos políticos e dos funcionários públicos ao salário mínimo nacional, baixando os índices no caso de anos de défice público em 5% do seu valor, e pode crer o défice desaparece em um ano.

    Gostar

  65. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 20:13

    Francisco, em certa medida tem razão em tudo,
    A unica questão que coloco é se os privados prestarão os serviços com a mesma qualidade que o estado presta, porque se houve alguma coisa de positivo do portugal dos ultimos anos foi o SNS.Além de que isso seria os privados dependerem do estado.Também é preciso criar condições para que o doente não seja deixado a porta do centro hospital por nao ter dinheiro para financiar os tratamentos, e os seguros só financiam com condições..Mas prefiro o alargamento da ADSE, do que as pessoas terem de pagar os proprios tratamentos.Há que reflectir

    Gostar

  66. Sebastien De Vries's avatar
    Sebastien De Vries permalink
    20 Setembro, 2012 20:13

    Os modelos dos outros SÓ são para olhar QUANDO não estivermos a 3 meses sem Combustiveis e sem salários do Estado, é o q acontece caso Não VENHA O GUITO….

    Gostar

  67. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 20:15

    RR,
    .
    A Suiça pode dar-se ao luxo de manter impostos baixos. Não gostam de défices e mantêm superavites crónicos. Mais um argumento a favor da pura e rápida eliminação do défice em vez de «ajustar» e pagar dobrado depois.

    Gostar

  68. Sebastien De Vries's avatar
    Sebastien De Vries permalink
    20 Setembro, 2012 20:15

    Francisco: Não Passa no TC

    Gostar

  69. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 20:15

    Francisco; depende do rendimento de cada um.Mas ai os hospitais terão que baixar os preços..

    Gostar

  70. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 20:16

    Francisco, também se pode dar ao luxo de ter impostos baixos, se se tiver despesas baixas

    Gostar

  71. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 20:16

    “Sobre a Suécia, nenhuma das grandes empresas suecas foi criada depois dos anos 70. Os cortes de impostos são neste momento a moda.”
    .
    .
    Mas continuam com uma economia forte.

    Gostar

  72. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 20:17

    “Anti-Comuna: o pais que considero um modelo é a suiça.Impostos baixos, boa industria,.É um pais chato, mas é o mais prospero da europa neste momento”
    .
    .
    Mas é um bom país. E ao lado, tem as alemãs, as francesas, as italianas (entãoas do Vale de Aosta…) e até as austriacas. eheheheheheheeh
    .
    .
    Chato? Eu acho um bom país. 🙂

    Gostar

  73. Sebastien De Vries's avatar
    Sebastien De Vries permalink
    20 Setembro, 2012 20:17

    Meus caros, no dia em que uma decisão do TC, como de qq outro tribunal estiver a ser violada, PODEM ter a CERTEZA que está LEGITIMADA a REAÇÃO/REBELIÃO/REVOLUÇÂO

    Gostar

  74. Ricciardi.b's avatar
    Ricciardi.b permalink
    20 Setembro, 2012 20:18

    AC,
    .
    Epá, vc está numa viagem inter-galactica e nao diz nada. Mande lá um postal de Orion o poiso de Deus nosso senhor.
    .
    Nós por cá, lá nos vamos conformando. Derrapagens MILAGROSAS; Endvividamentos Milagrosos; Defices Milagrosos; Produção Industria Milagrosa; VolUme de Noegocios Da INDUSTRIA milagrosa; Desemprego Recorde Milagroso; CREDITO MAL PARADO no TOP 3 mundial (Milagre); numeros de falencias milagrosos…. olhe, passe pela VIA LACTEA e peça um MILAGRE que o outro que VC encomendou há us tempos não chegou.
    .
    Rb

    Gostar

  75. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 20:20

    Sobre a Suécia, nenhuma das grandes empresas suecas foi criada depois dos anos 70. Os cortes de impostos são neste momento a moda.”
    Porque fizeram as reformas que tinham de fazer,seguindo a receita que lhe disse ha pouco

    Gostar

  76. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 20:23

    AC: é chato porque teem a mania de inventar proibições que nao lembram ao diabo.Fora isso, quem nos dera como eles.
    Mas com o fmi cá, não seremos como eles

    Gostar

  77. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 20:25

    Caro RR, eu gosto imenso da Suiça. Tirando as pancas deles, como todos os povos, o sistema deles prova que é possível ter um Estado a sério, com pouca fiscalidade e uma economia muito livre. Tiveram sorte no passado, também. Mas aquilo mostra que funciona e bem.
    .
    .
    Se há país modelo para os Liberais, esse é a Suiça. 😉

    Gostar

  78. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 20:26

    RR,
    .
    A unica questão que coloco é se os privados prestarão os serviços com a mesma qualidade que o estado presta
    .
    As dez melhores escolas no «Ranking» são privadas. Dez em Dez. No publicíssimo ministério da educação não se conhece a palavra Série ou Classificação, o que mais enfatiza o meu argumento.
    .
    Os funcionários públicos acreditam tanto no SNS que usam o ASDE nos… hospitais privados. No único incidente em que me lembro pessoalmente de ter usado a ADSE (uma pneumonia em 2001 ou 2002) foi num hospital público. A mulher que me atendeu perguntou, ao ver o meu cartão «ah, mas não foi ao privado?»
    .
    Em casa de ferreiro há espeto de pau. A sua dúvida é respondida pelos próprios funcionários públicos, os acéfalos da inducaçon e os malades da administraçon.

    Gostar

  79. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 20:29

    Anti-Comuna,
    .
    Mas é um bom país. E ao lado, tem as alemãs, as francesas, as italian…
    .
    Pois, deve ser ao lado. Pelo menos para os lados de Genebra, a única coisa que me lembro da mulher suiça é fazer as vacas parecerem desejáveis.

    Gostar

  80. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 20:34

    Em Genebra tem as portuguesas, algumas italianas e até as de leste. Vc. tem que ir com tempo e vai ver que até as vacas são jeitosas por lá. ehehheehehe

    Gostar

  81. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 20:35

    Francisco Colaço, nos supermercados e lojas, tambem ja fui atendido por funcionarios tao maus ou piores que esses.Mas enfim, nao discuto muito esse ponto
    Mas as escolas privadas não estão disponiveis para todo o tipo de alunos,são selectivas.
    E quanto á saude, bem, os hospitais privados atendem sobretudo casos de baixa e média gravidade, isto é, quando as coisas pioram os doentes são enviados para o sistema publico.Quando falamos de pessoas em risco de vida, os hospitais publicos estão neste momento mais preparados para resolver essa situação
    Tem que se ter em conta esses pormen.. pormaiores , porque as situações dos doentes diferem

    Gostar

  82. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 20:36

    Sebastien de Vries,
    .
    O problema é que temos uma constituição de duzentas páginas que diz garantir tudo a todos sem que seja para se levar a sério. Prefiro uma carta de direitos clara, que qualquer pessoa possa ler e compreender sem que lhe pesem as pálpebras, e que seja para ser seguida à risca. Quatro, cinco páginas bastavam.

    Gostar

  83. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 20:37

    Anti-Comuna: estou de acordo com a Suiça, completamente! Mas é minha impressão ou zurique é melhor que genebra? ahaha

    Gostar

  84. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 20:37

    RR,
    .
    nos supermercados e lojas
    .
    Suponho que as comparou com as lojas do Estado.

    Gostar

  85. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 20:39

    Anti-Comuna,
    .
    Eu tive tempo. Eu estive meses no CERN, quando terminei o curso, no projecto da electrónica do LHC, em 1996.

    Gostar

  86. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 20:40

    “Mas é minha impressão ou zurique é melhor que genebra? ahaha”
    .
    .
    É melhor. Mas para comer, não. Come-se melhor do lado latino.
    .
    .
    A Suiça é um bom país. Um bom modelo. E um país em que se pode inspirar para ter uma boa sociedade sem termos o Estado a lixar-nos sempre a vida. 😉

    Gostar

  87. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 20:40

    Disse que isso de funcionários bons e maus não depende do tipo juridico de patrão.Foi isso só.Mas sim.No publico, já fui bem atendido e mau atendido, e no privado, também já fui bem atendido e mau atendido

    Gostar

  88. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 20:41

    RR,
    .
    Zurique é suposto ser melhor do que Genebra. Contudo, quem me deu a opinião foi um suiço de Zurique que trabalhava na nossa equipa. E tomo cum cranis sale a opinião em causa própria, especialmente quando o tipo estava casado com uma francesa.

    Gostar

  89. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 20:43

    E não gostou do gado? 😉

    Gostar

  90. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 20:45

    Francisco Colaço e Anti-Comuna: qual as melhores faculdade de economia em portugal neste momento?

    Gostar

  91. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 20:47

    Anti-Comuna: Mas olhe, que a holanda,dinamarca e suécia não ficam nada atrás.E concordará comigo, que mesmo o canadá e a austrália são as suiças dos seus continentes.

    Gostar

  92. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 20:47

    RR,
    .
    .No publico, já fui bem atendido e mau atendido, e no privado, também já fui bem atendido e mau atendido.
    .
    Foi o RR, fui eu e foi toda a gente. No entanto são os funcionários públicos que acedem em manada aos serviços privados de saúde, através dos malfadasdos acordos com a ADSE, e aí reside o contrassenso.
    .
    Não seria lógico que os funcionários PÚBLICOS que tanto defendem a causa PÚBLICA e demonizam o sector privado escolhessem o sistema PÚBLICO de saúde, quando podem escolher entre o público e o privado? Eu vou ao público (felizmente muito raramente) e não me queixo nem nunca tive razão para me queixar (a minha esposa teve, mas isso foi ela).
    .
    E não seria lógico que quem tem na sua boca a excelência e a necessidade da escola pública não matriculasse os seus filhos nos colégios privados, os tais que fazem o percentil superior das seriações?

    Gostar

  93. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 20:48

    “qual as melhores faculdade de economia em portugal neste momento?”
    .
    .
    Não faço a minima ideia. Talvez a Nova.

    Gostar

  94. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 20:52

    Nunca cheguei a ir a Zurique. Fui de bicicleta com alguns tipos da minha igreja numa volta ao lago, mas ficámos a meio caminho de Zurique porque a um de nós deu uma cãimbra e tivemos de encurtar a viagem. Não posso por isso saber se lá há vacas charolesas ou limusinas.

    Gostar

  95. Sebastien De Vries's avatar
    Sebastien De Vries permalink
    20 Setembro, 2012 20:56

    Francisco Colaço: é a que temos. E é à luz dela que temos que seguir, certo?
    Qt à suiça, POR agora, MARIMBO-ME…nem daqui a dez anos somos a Suiça. Logo, MARIMBO_ME.
    O que importa nao sao os OUTROS MODELOS.
    O que IMPORTA é menos Conversa. Chamem o que quiser, autoritarismo, autismo, reu beu beu. OUVE-SE UMA VEZ.
    E DECIDE-SE.
    Por isso, esta panelei….de vir à TV dizer uma medida…sem o conjunto é de GENTE DEMENTE. É no Parlamento que se discute o OGE…
    Ai a troika, e tal…era DIZER meus caros vinde cá daqui a 15 dias, All right? Richtig? Wamahutu Wamakawele?

    Gostar

  96. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 20:56

    RR,
    .
    Cuidado com as universidades privadas. Estas nunca foram nem universidades nem concorreram verdadeiramente no mercado. Durante muitos anos tiveram a aproveitar as sobras do sistema: quem não entrava na universidade pública. Especializaram-se nisso. E como corolário tivemos um abaixamento do padrão de ensino nessas universidades. Porque não concorreram com as universidades estatais, nem desejaram concorrer.
    .
    O seu mercado era outro: dar graus a quem queria graus, mesmo se fosse a martelo. E aí foram excelentes, com todas as socratices e relvices que sabemos.
    .
    Compare com a Universidade Católica Portuguesa, que está na liga das melhores, sempre nas dez melhores em todos os cursos que faz. E, para lhe dizer que não casei com uma francesa, licenciei-me em engenharia pela Universidade Católica Portuguesa.

    Gostar

  97. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 21:03

    Sebastien de Vries,
    .
    é a que temos. E é à luz dela que temos que seguir, certo?
    .
    Não concordo consigo. A Constituição é uma imbecilidade, mas não é uma fatalidade. É um contrato, que pode ser rescindido por acordo de 75% e substituído por um novo contrato, operante e ideologicamente neutro, e que seja para cumprir.
    .
    Quanto à Suíça, não discutimos modelos, pelo menos modelos económicos. De qualquer forma, será a quem levantou a Suíça na discussão, o RR, que o Sebastien poderá fazer as suas críticas. A menos que queira dizer bem ou mal do património genético da Confederação Helvética. 😉

    Gostar

  98. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 21:09

    Francisco Colaço,dou-lhe razão em quase tudo.
    Mas se permite dize-lo o binomio factorial publico/privado, não é o unico explicativo de os melhores colegios serem os privados.Eu diria que a situação económica e social do aluno é um factor ainda mais importante do que o tipo de escola,e portanto o cerne desta questão é mais complexo do que voce coloca.Vou lhe dar dois exemplos de situações: Eu resido em setubal, e vou lhde falar de 3 escolas secundárias: Existe uma, que é a O st peter´s school, frequentada por alunos de classe media-alta,filhos de politicos e empresários.Deste tipo também lhe destaco uma publica, a secundaria do bocage.Por outro lado, existe uma chamada D.João II, frequentada por familias de classe media-baixa.As primeiras teem uma boa posição em termos de ranking, A segunda não.
    Porque? Eis a explicação: porque os alunos de classe media-alta dispoem de mais tempo, e mais meios (explicacoes)para estudarem com todo o empenho e rigor.Mas quem é de classe media-baixa, bom,muita sorte já se tem em não ir logo trabalhar.Quer queiramos quer não, o ensino nao depende só dos professores e das escolas, também depende em grande medida dos recursos economicos dos alunos.Mas dir-me-á: o ensino ai é melhor.Mais ou menos, os professores no privado são muitissimo melhor pagos.
    É isso que acontece com o colégio s.joão de brito e demais colégios

    Gostar

  99. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 21:13

    “Compare com a Universidade Católica Portuguesa, que está na liga das melhores, sempre nas dez melhores em todos os cursos que faz. E, para lhe dizer que não casei com uma francesa, licenciei-me em engenharia pela Universidade Católica Portuguesa.”
    Tem mais prestigio que o iscte ehehe, mas o iseg e a do porto são boas tambem
    Então, o IST também era é consta ainda que é muito bom na área de engenharia.Não foi para lá porque razão?

    Gostar

  100. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    20 Setembro, 2012 21:15

    Colaço:
    Deixe-se de fantasiar com a ida dos funcionários públicos ao serviços privados de saúde e ao ensino privado.
    Onde é que foi buscar essa?
    Resolva a sua má experiência no funcionalismo público – no privado há excelentes psicólogos.

    Gostar

  101. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 21:29

    RR,
    .
    O que disse classifico-o na categoria de inocentes tretas. A desculpa de que os pobres coitados não conseguem ser nada na vida é verdadeiramente falsa. Os valores familiares são independentes da situação económica (atiro o sócio-económica para a senhora mãe do tipo que em desoras cunhou o termo) da família. São os valores familiares e a ética dos pais que colocam um aluno acima ou abaixo, logo após o valor individual. Mas acima de tudo é o professor.
    .
    Tive sempre os piores alunos de uma universidade, os do curso de Engenharia Mecânica. Os que entravam com 9,5 valores e apareciam-me no segundo ano chumbados a matemática. Como sou professor lixado, carreguei na matemática e na resoluçãod e problemas e nas aulas práticas fomos partir material. Quatro anos seguidos. Podia ter desistido deles, como os outros professores, mas isso implicava não valer o meu sal.
    .
    Quer saber uma coisa? Tinha que justificar em relatórios as notas que dava porque era eu o professor que dava mais 14 e acima na Universidade. Fui publicamente acusado de tudo durante quatro anos: de corrigir os testes, de fazer testes fáceis, de dar as respostas. Os meus testes eram mais difíceis do que os das outras universidades. Quem me conhece sabe que não dou respostas (posso quando muito a um aluno mais nervoso relembrar-lhe uma fórmula), e que sou lixado quanto a copianço.
    .
    O teste vinha sempre após o semestre ter terminado. Chamava-se David, e era o professor assistente da cadeira seguinte (eu regia as minhas). Ele disse a quem quis ouvir que os meus alunos eram os melhor preparados, os que melhor resolviam problemas e os que mais de desenvencilhavam no laboratório. Esses mesmos, aqueles que me diziam que nada conseguiria fazer deles.
    .
    Se lhe dissesse que ainda ontem à noite se sugeriu que eu desse uma série de seminários (pro bono, mas pronto) na universidade onde outrora ensinei, tendo como base a experiência empresarial que entertanto adquiri, e como usar capacidades e conhecimentos técnico para resolver problemas recorrentes nas empresas e tomar decisões de gestão, imagina o RR melhor elogio do que isto?
    .
    Disciplina. Programa. E, acima de tudo, nunca baixar o padrão. O meu tempo enquanto professor é dos alunos. A minha obrigação é cumprir e exceder o programa mínimo, e prepará-los para uma profissão. Quem não sabe motivar alunos, venham de onde venham, não é professor; é quando muito debitador de acetatologia e monitor,
    .
    Pois é, se eu fosse director de uma escola e um professor viesse queixar-se dos alunos eu dava-lhe alguns bons conselhos e seguimento, com a certeza de que ele nunca se viria queixar uma terceira vez (imagina o que lhe faria à segunda).

    Gostar

  102. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 21:30

    Cáustico,
    .
    Visão de Junho (uma delas).

    Gostar

  103. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    20 Setembro, 2012 21:33

    rr (Posted 20 Setembro, 2012 at 17:40),
    .
    Não disse que os criticos destas medidas são apenas empresarios de nao transacionáveis. Até os ha, como o Presidente da EDP, que ve o partido que pode tirar delas.
    Também não espero que todos os empresarios exportadores as apoiem. Cada um ve e percebe à sua maneira os efeitos que elas podem ter sobre as respectivas actividades e sobre a situação geral do pais.
    Mas é evidente que os empresarios que se tem mais visto a criticar as medidas são os do sector não transaccionavel. Compreende-se que assim seja porque são as empresas deste sector que mais teem sofrido com a queda do consumo publico e privado e receiam um agravamento adicional em resultado destas medidas. Em parte teem razão para estar inquietos porque estas medidas tendem efectivamente a alterar o nivel e o padrão do consumo. Em parte estão equivocados porque não percebem que a situação anterior é insustentavel e irrecuperavel, que o interesse bem compreendido dos empresarios é o de ajustarem rapidamente os seus porojectos e modelos de negocio às novas condições nos mercados, e que a baxa da TSU lhe da uma margem para o poderem fazer em melhores condições.
    Não me espanta que os representantes das principais organizações patronais se pronunciem como o fizeram. No fim de contas estas organizações são controladas pelas empresas de maior dimensão dos não transaccionaveis.
    Mas os criticos não são apenas, nem principalmente, empresarios. Esta o “Bloco Central” politico, esta a esquerda comunista e bloquista, estão os sindicatos, estão os Funcionarios Publicos, estão as “eleites culturais”, estão os médias, estão todos aqueles que, de um modo ou de outro, sentem ter alguma coisa a perder, não tanto com a austeridade (no fim de contas muitas das pessoas que mais protestam de modo visivel teem situações economicas suficientemente confortaveis para poderem suportar a austeridade sem grandes problemas), mas sim com a reforma do modelo economico portugues, assente no Estado e numa vasta clientela a ele encostada.
    .
    Quanto aos economistas …
    Também grande parte apoiou e implementou o modelo economico que esta agora em crise … e a maior parte defende agora que não se mexa em nada a sério … Não são um exemplo a seguir !…
    Mas, mesmo assim, ha também muitos economistas, em Portugal e no estrangeiro, desde a Troika até aos mercados passando pelos membros dos governos que melhor governaram e governam as respectivas economias, que reconhecem e defendem a necessidade de uma desvalorização fiscal e salarial e que consideram que o programa da Troika e a politica do governo vão na boa direcção e estão a dar resultados.
    A existencia de muitas opiniões abalizadas que apoiam ou não são hostis ao actual governo e à sua politica não é muito visivel nem perceptivel por uma parte da opinião publica menos bem informada e avisada porque os médias nacionais, em particular as televisões, com interesses directos no debate em curso, e servidos por uma classe jornalista desde ha muito formada e orientada à esquerda, são actores e instrumentos importantes na campanha de descredibilização do actual governo.
    .
    Para sua informação, e como suponho ser o caso de toda a gente que por aqui anda, eu também leio regularmente o Jornal de Negocios e o Diario Economico !…

    Gostar

  104. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 21:37

    RR,
    .
    Tinha nota para entrar no Técnico (e o meu irmão mais velho até aprendeu e ensinou lá). Mas em 1991 a elite era a Católica, de tal forma que desisti de entrar em Física ou Engenharia para entrar na Católica. Foi quando soube que havia Engenharia Industrial na Católica que senti sem dúvidas que o de lá de cima tinha criado um curso para mim.
    .
    O engraçado é, sempre que tiro um certificado de habilitações (tem sido sempre noutro pólo), ouvir um funcionário perguntar-me porque é que não fiquei a ensinar na Católica. Se eles, os funcionários, soubessem… o reitor do meu pólo sabia bem. Posso-lhe dizer que envolveu patos, telemóveis e a Catedral de Vitemberga.
    .
    Tempos!!!

    Gostar

  105. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    20 Setembro, 2012 21:42

    Vou tentar encontrar a dita.
    Mas desconfio dessas tendências.
    Não me parece que haja significância estatística no fenómeno (excluindo, como é óbvio, a questão da ADSE).
    Mais: o caso que relatou da sua experiência docente, não retira razão ao rr. As explicações de ambos não são mutuamente exclusivas.

    Gostar

  106. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 21:44

    Fernando S.,
    .
    Preferia desvalorizar o trinómio energia-comunicações-transportes que o salários, salvo na função pública (neste não se pode pagar tanto ou a tantos, que se escolha). O que em Portugal pesa realmente nas empresas é as PPP da energia, das comunicações e dos transportes e os seus custos nas empresas, especialmente naquelas que dependem de processos energéticos e que são grandes consumidoras de energia (empresas de transportes, químicas, de panificação, de distribuição e logística, têxtil).
    .
    O problema de Portugal não está nos salários (como vê, os nossos licenciados podem dar o frosque porque os encontram melhores fora de portas), mas nos custos correlatos, que dependem da infeliz gestão socratina e guterrina, encamisados em concessões e blindagens legislativas e burocráticas para proteger o incumbente do surgimento de desafiantes.

    Gostar

  107. JCA's avatar
    JCA permalink
    20 Setembro, 2012 21:45


    Pois,mas ainda não vi nenhum desses altos quadros, “insubstituiveis”, emigrar. Porquê ? Iam se calhar ganhar metade do que ganham em Portugal. Tretas
    .
    “O euro é hoje o novo padrão-ouro do mundo” foi por essa boca que morreram alguns peixes. No limite o saddam, o cadafi das tendas da libia e o que por aí virá. Se calhar até culpa dalguns europeus que discretamente lhes venderam miragens de receberem em Euros o petroleo que vendiam e por aí fora.
    .
    Eu acredito que o eixo-atlantico pode ser o motor da civilização e a vanguarda do Mundo. Mas se a Europa não quere deixemos andar a Asia … que tem muitas contas a ajustar com a Europa dos seculos de antanho. E a paciência asiatica é um bocado complicada ….. para mais se gerida por areas europeias que de ‘colinialismo’ sabem népia, nunca lá tiveram, na frente.
    .
    É um suponhamos nesta roda ‘munta grande’ que é o Planeta que às vezes encandeia muitos com os faróis nos ‘maximos’
    .
    recuemos ao nosso canto, Governo de Reconstrução Nacional, cortes transversais salomonicos em todas as rybricas do Orçamento de Estado unica via para garantirmos a sustentabilidade do pagamento dos juros dos empréstimos internacionais sem a DESTRUIÇÃO em curso de Portugal.
    .
    O resto são exercicios académicos muito bonitos para ler debaixo dum chapeu de sol ou ouvir alapado fofamente no anfiteatro ‘lindissimo’ mas nque não são mais que isso. E gosto dos ler e ouvir na parte da Vida do tempo livre para divagar o espirito. Mas na outra parte onde é a doer, a parte do tempos a sério, a conversa é outra radicalmente diferente quiçá muitas vezes até totalmente oposta a modelos, teorias, estudos, conclusões catedraticas etc e tal.
    .
    Por até hoje não ter sido assim é a razão de estarmos assim nesta capicua. Com mais mega manifestações transversalmente inorganicas ou sem elas a Politica atual perdeu o País, os Portugueses e aquela palavra que as elites odeiam: o Povo. Para não falar no termo ‘indignação’ versão de aviário, por isso auto hipnotica, para tentar substituir a trivial que o Povo usa: revolta por mais soprar nos ouvidos com essa tal de ‘indignação’
    .
    E só aceitando e percebendo isto é que os da Situação estariam no lago onde não se afogassem sem fantasias e tretas de sebentas.
    .
    Como podem apreciar nem sou anarquista, nem populista, nem fundamentalista, nem clubista, nem ‘diretorista’ partidário, nem extremista, nem taliban politico mas simplesmente um Democracia-Direitos Humanos-Propriedade-Liberdade Individual de Direitos e Responsabilidades. No caso limito-me ao trivial, ser fiel ao ‘SER’ Português respeitando o que é ‘SER’ Português que nada tem a ver com as versões de plastico que tantos dirigentes se auto convenceram do que apenas eles pensam. O porquê nem vale a pena estar a perder tempo agora, é um pormenor nano-micro no problçema gigantesmo que a alma portuguesa tem de vencer sem cometer os mesmos abusos de tantos abusadores atuais. Vulgo ‘chico espertos’ ou mais nas ruas ‘gatunos’, é o que ouve a bandeiras despregadas.
    .

    .

    Gostar

  108. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 21:48

    Cáustico,
    .
    Se a achar, não só lerá o que eu disse, mas também verá o presidente da associação que representa os hospitais privados contra o fim da ADSE. Não acha delicioso?
    .
    Já agora, penso que era 13 de Junho, mas talvez esteja errado. Já agora, não leio o pasquim da Visão, mas estava na mesa enquanto esperava na fila do correio na Junta de Freguesia da minha aldeia. (Era isso ou a Maria ou a Caras, e a decisão é imediata).

    Gostar

  109. Nuno's avatar
    20 Setembro, 2012 21:53

    Ver aqui uma alternativa muito séria à TSU: http://ucv.uc.pt/ucv/podcasts/universo-uc/abertura-solene-das-aulas-20122013-discurso-do-rei (discurso ontem do reitor da UC, começa aos 3min 28s)

    Gostar

  110. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 21:54

    “O que disse classifico-o na categoria de inocentes tretas. A desculpa de que os pobres coitados não conseguem ser nada na vida é verdadeiramente falsa. Os valores familiares são independentes da situação económica (atiro o sócio-económica para a senhora mãe do tipo que em desoras cunhou o termo) da família. São os valores familiares e a ética dos pais que colocam um aluno acima ou abaixo, logo após o valor individual. Mas acima de tudo é o professor.”
    Francisco, eu não disse que os “pobres” nunca são nada na vida.O que eu disse é que é mais dificil de conseguir.Vou lhe dar uma dica: grande parte dos nossos alunos necessita de explicações para ter boas notas, e os explicadores convenhamos, são caros.
    Contudo, não estou a dizer que não haja excepcoes ou uma minoria que consegue.Afinal todos teem acesso ao ensino.Mas é mais dificil

    Gostar

  111. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 22:01

    JCA,
    .
    Pois,mas ainda não vi nenhum desses altos quadros, “insubstituiveis”, emigrar.
    .
    Os ditos insubstituíveis são-no de facto. Como é que os partidos iriam substituir quem lhes é tão querido, a quem eles devem tanto?
    .
    Não são esses os que emigram. São aqueles que não são partidariamente insubstituíveis, mas que são uma real perda para o país.
    .
    Quando uma costureira que gosta do que faz aqui ganha EUR 700,00 vai para a Suiça ganhar EUR 3000,00 nas limpezas, aturar má educação ocasional; fazendo o que não gosta para ganhar qualidade de vida no futuro, a definição de sacrifício; aí não perde nada a pessoa, mas perde Portugal.
    .
    Não tem nada de mágico saber porque é que um suiço pode pagar EUR 3000,00 a uma empregada de limpeza enquanto em Portugal ela ganharia pouco mais que o ordenado mínimo. Tem a ver com a margem que as empresas suíças dão aos seus produtos.
    .
    Felizmente estamos em margem crescente no sector exportador, ao que me é dito. Aposto que as empresas «de vão de escada» que exportam, salvo alguma grande catástrofe nacional, irão expandir-se e contratar mais e a maior preço — porque efectivamente o poderão pagar e precisarão da mão de obra. É assim que convergimos com a Europa. Não é a contratar PPP com rendas futuras ou a fazer a décima autoestrada regional porque se tem de dar algum à Mota e ao Engil.
    .
    Anti-Comuna, confirma-se a margem crescente no sector exportador?

    Gostar

  112. JCA's avatar
    JCA permalink
    20 Setembro, 2012 22:07

    .
    e para aliviar tanta DESTRUIÇÃO um intervalzito, uma voltinha à outra parte da Vida, a dos ocios de tempos Livres …. longe do da nossa ‘cara’ da Europa, Portugal:
    .
    -Beijing hints at bond attack on Japan
    A senior advisor to the Chinese government has called for an attack on the Japanese bond market to precipitate a funding crisis and bring the country to its knees, unless Tokyo reverses its decision to nationalise the disputed Senkaku/Diaoyu islands in the East China Sea.
    http://www.telegraph.co.uk/finance/china-business/9551727/Beijing-hints-at-bond-attack-on-Japan.html
    .
    -Chinese General: Prepare for Combat
    http://freebeacon.com/chinese-general-prepare-for-combat/
    .
    ou esta da ‘bicharada’ que anda por áí ….
    .
    -Endangered species tables and charts
    http://rainforests.mongabay.com/endangered/charts/
    .
    -New “Geo Fence” Technology Lets and Apple Command Your Phone’s Camera and Microphone
    http://www.shtfplan.com/headline-news/new-geo-fence-technology-lets-dhs-fbi-and-apple-command-your-phones-camera-and-microphone_09042012
    .
    a ver o mundo ‘inteletualmente cor de rosa’ (dizem, como é bom voar, à falta de branquinha ou genebra mete prozac …. ):
    .
    -Taking Prozac? Don’t drive: Pills raise risk of you having an accident by 70%
    Read more: http://www.dailymail.co.uk/health/article-2202434/Taking-Prozac-Don-t-drive-Pills-raise-risk-having-accident-70.html#ixzz26Vg4J0JC
    .

    Gostar

  113. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 22:12

    JCA,
    .
    A senior advisor to the Chinese government has called for an attack on the Japanese bond market to precipitate a funding crisis and bring the country to its knees, unless Tokyo reverses its decision to nationalise the disputed Senkaku/Diaoyu islands in the East China Sea.
    .
    Vou ver se leio qualquer coisa na imprensa chinesa disponível na Internet e, se quiser, digo depois qualquer coisa.

    Gostar

  114. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    20 Setembro, 2012 22:21

    Trinta e três (Posted 20 Setembro, 2012 at 17:43) : “Só os setores resguardados da nossa economia, os que não têm concorrência (energia, telecomunicações, etc.) são as únicas que beneficiam com a baixa da TSU. (…) Algo completamente diferente, era apoiar mais as empresas comprovadamente exportadoras, situação absolutamente possível, apesar das restrições da UE.”
    .
    Todas as empresas em todos os sectores podem beneficiar de uma redução do respectivo custo e de uma melhoria da respectiva tesouraria.
    Ao contrario do que se tem dito por ai, os efeitos da medida sobre a TSU sobre o consumo e a procura das empresas deve ser globalmente neutro. Certo, a procura de muitos sectores virados para o consumo interno,em particular de bens e serviços relativamente superfluos, vai diminuir. Os empresarios mais dinamicos e reactivos vão aproveitar os ganhos da TSU para baixar preços e/ou para restruturar. Mesmo assim muitas empresas vão reduzir o volume de actividade e muitas, sobretudo pequenas e médias, vão fechar. Mas a procura interna noutros sectores de actividade, nomeadamente os que substituem importações e fornecem bens intermédios e de equipamento para a industria, deve voltar a crescer. As empresas destes sectores podem aproveitar a margem da TSU para investir, recrutar, crescer. Com custos mais baixos as empresas exportadoras vão poder oferecer preços mais competitivos e investir mais na qualidade, o que deve aumentar a procura externa e favorecer o crescimento da produção e do emprego neste sector.
    .
    De um ponto de vista estritamente macro-economico seria efectivamente mais logico baixar impostos apenas para as empresas do sector dos transaccionaveis, com destaque para as exportadoras, deixando na mesma as restantes empresas ou aumentando mesmo a fiscalidade nalguns sectores mais protegidos ou mais superfluos (no fim de contas é o que sugerem muitos, da esquera à direita).
    Mas este tipo de descriminação entre sectores e empresas, que no fundo é o que sempre foi sendo feito, acaba por ter efeitos contraproducentes. O Estado deve ser imparcial e deve tender para dar às empresas, a todas as empresas e em todos os sectores, as mesmas condições legais e fiscais para o exercicio das respectivas actividades. As procuras nos mercados e as capacidades das empresas para responderem as essas procuras é que devem determinar em que medida algumas empresa teem mais sucesso e outras menos. O Estado não deve intervir e deve deixar que os mercados definam livremente de que maneira os recursos dos agentes economicos são alocados a diferentes consumos e a diferentes produções.
    Nestas condições, tendo em conta a situação actual da economia portuguesa, a tendencia natural sera para um ajustamento entre o sector dos não transaccionaveis e o sector dos transaccionaveis que deve ser globalmente favoravel ao desenvolvimento e crescimento deste ultimo e a um relativo redimensionamento do primeiro. Pelo menos até as condições gerais evoluirem para um novo patamar.

    Gostar

  115. rr's avatar
    20 Setembro, 2012 22:29

    “Não disse que os criticos destas medidas são apenas empresarios de nao transacionáveis. Até os ha, como o Presidente da EDP, que ve o partido que pode tirar delas.
    Também não espero que todos os empresarios exportadores as apoiem. Cada um ve e percebe à sua maneira os efeitos que elas podem ter sobre as respectivas actividades e sobre a situação geral do pais.
    Mas é evidente que os empresarios que se tem mais visto a criticar as medidas são os do sector não transaccionavel. Compreende-se que assim seja porque são as empresas deste sector que mais teem sofrido com a queda do consumo publico e privado e receiam um agravamento adicional em resultado destas medidas. Em parte teem razão para estar inquietos porque estas medidas tendem efectivamente a alterar o nivel e o padrão do consumo. Em parte estão equivocados porque não percebem que a situação anterior é insustentavel e irrecuperavel, que o interesse bem compreendido dos empresarios é o de ajustarem rapidamente os seus porojectos e modelos de negocio às novas condições nos mercados, e que a baxa da TSU lhe da uma margem para o poderem fazer em melhores condições.”

    Pois, mas eu estava a falar dos transacionáveis.O frederidco fortunato, henrique neto, entre outros,já vieram a publico desmentir os supostos ganhos da medida.E isso para mim não é despiciendo.
    De qualquer forma, mais uma vez lhe digo: O que é preciso e aumentar as exportações,não diminuir as importações.E diminuir o consumo das familias, não vai adiantar nada para resolver os problemas.A questão consumo é uma cortina de fumo, uma questão inútil, pelo que as familias consumiram tanto quanto os seus salários permitiam.Isto é, os produtos mais dispendiosos,foram adquiridas pelas classes mais altas, e não pelos pobres.O sector publico é que cresceu mais do que os rendimentos dos portugueses.
    E uma coisa,entrar nesse exercicio de vitimização politica que voce entra não leva a lado nenhum.Voce insiste em meter todas as criticas no mesmo saco, do tipo, ou gostas do governo , ou gostas da oposição, quando há oposição do lado da esquerda, que pede mais estado e mais impostos,e oposição á direita de menos impostos e mais corte de despesa.Agora, fazer essa falácia de falso dilema, parece-me pouco sério.

    “Também grande parte apoiou e implementou o modelo economico que esta agora em crise … e a maior parte defende agora que não se mexa em nada a sério … Não são um exemplo a seguir !…
    Mas, mesmo assim, ha também muitos economistas, em Portugal e no estrangeiro, desde a Troika até aos mercados passando pelos membros dos governos que melhor governaram e governam as respectivas economias, que reconhecem e defendem a necessidade de uma desvalorização fiscal e salarial e que consideram que o programa da Troika e a politica do governo vão na boa direcção e estão a dar resultados.
    A existencia de muitas opiniões abalizadas que apoiam ou não são hostis ao actual governo e à sua politica não é muito visivel nem perceptivel por uma parte da opinião publica menos bem informada e avisada porque os médias nacionais, em particular as televisões, com interesses directos no debate em curso, e servidos por uma classe jornalista desde ha muito formada e orientada à esquerda, são actores e instrumentos importantes na campanha de descredibilização do actual governo.”
    Está com azar.Desta vez as grandes criticas vieram também de economistas afectos ao governo, como por exemplo,o Medina Carreira(o fernando deste não pode de maneira nenhuma desvalorizar,ele tem toda a moral para criticar ) o João Duque,Mira Amaral,António Pires de Lima,Tavares Moreira(veja o texto dele sobre a tsu no 4ºrepublica),e até o incondicional Miguel Beleza.Resultados? Luzes e sombras: melhorou o défice comercial, mas o défice derrapou 2% Essa desculpa dos jornalistas serem de esquerda,parece-me a logica do treinador que culpa o arbitro pela derrota no jogo., Eu penso exatamento o contrário: a maior parte dos pivos são de direita.Por exemplo , só que nao ve o noticiário do Mário Crespo pode dizer que ele é de esquerda,pelo contrário, é um programa para mim demasiado parcial e a favorecer o PSD sobretudo.Depois o José Gomes Ferreira, também não lhe detecto simpatias á esquerda.A Judite de Sousa também não é de esquerda.Mesmo nos jornais,salvo alguns do jornal de negocios, não há muitos dessa orientação politica

    Gostar

  116. JCA's avatar
    JCA permalink
    20 Setembro, 2012 22:43

    .
    Colaço sobre “Pois,mas ainda não vi nenhum desses altos quadros, “insubstituiveis”, emigrar.”.
    .
    Obviamente que não me referia aos Empresários reais deste País a lutarem pela sobrevivência através da exportação mesmo com dumping de preços para despachar ‘monos’ e ‘stocks’ em armazem; ou à exportação de ouro sem minas dos aneis e broches das velhotas ou dos pensionistas que têm repartir a Pensão para a sobrevivencia de ‘filha-genro-netos’ atirados para o desemprego; ou aqueles sucessos ‘self made man’ que começaram na ‘garagem’
    .
    mas incluo os dos monopolios na energia que dirigem tipo ‘espingarda de carregar pela boca’ etc por aí fora
    .
    Ou seja o imediatamente a seguir das exportadores é o naturalmente trivial. Vão aprender muito depressa com o mundo internacional e farão comparações. Terão acesso natural à informação e aconselhamento tipo ‘guilda’ inter pares. A carga fiscal e as ‘proibições’ à livre inciativa com que a terra onde nasceram os amordaça e se encarregará de enxotar simplesmente os levará como qualquer humano a sedearem-se EMIGRANDO TAMBÉM para as Holanda’s, Luxemburgo’s etc.
    .
    De facto os problemas teluricos de Portugal são muito diferentes das guerras de alecrim e manjerona que diversos politicos estão a servir à mesa da Comunicação Social.
    .
    Portanto as exportações são um fogo fatuo. É a Vida e lei natural da vida.
    .

    Gostar

  117. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    20 Setembro, 2012 22:48

    JCA,
    .
    Pois enquanto dura o fogo, o fogo é nosso. Que vivam os fogueiros.

    Gostar

  118. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 22:59

    “Anti-Comuna, confirma-se a margem crescente no sector exportador?”
    .
    .
    Só o cego não quer ver.
    .
    .
    Mas o problema maior até continua a ser cobrar mesmo lá fora. A começar pelo sector do Calçado, tá mal-amado pelos nossos espertos do costume. Mas sempre foi assim. Santos da casa não fazem milagres, não é? 😉

    Gostar

  119. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Setembro, 2012 23:21

    Há em Portugal uma espécie de pessoas bota-abaixistas. Dizem sempre mal e de tudo o que é português. Do que os seus conterráneos fazem e do mérito dos demais portugueses. Bons, bons, são eles. Eles é que são bons. O povo não presta e é incapaz de fazer algo de jeito que se veja.
    .
    .
    Sempre foi assim. Há sempre os que nunca são capazes de admitir que a sua galinha até é melhor que a vizinha.
    .
    .
    Um sector português que continua a crescer bem em Portugal e é o mais importante sector exportador português é o dos bens de capital. Máquinas e quipamentos é o grupo de produtos que Portugal mais exporta. Este tipo de produtos para competir exige mais que não-de-obra barata. Ou mais que espetar com monos lá fora. (Espetar monos nos mercados externos? Só se for aos ciganos da Roménia. ehehhehehh) Exige know-how e até tecnologias portuguesas. Este sector português que exporta máquinas e quipamentos industriais é o mais forte de Portugal e dos que mais cresce nas exportações. Só em 2012, as exportações deste tipo de produtos subiram 13,5%. Em valor absoluto quase 500 milhões de euros a mais, isto nos primeiro sete meses do ano.
    .
    .
    Que tipo de exportações são estas? Efacec, Adira, Petrotec, etc. E muitas outras, muitas vezes perfeitas desconhecidas do público, mas que estão a crescer bastante, sobretudo para os mercados fora da Europa. Contra os dólares destes mundo. As exportações deste tipo de produtos estão a crescer 28,7% para fora da Europa. E são exportações que cada vez mais chegam a mercado muito diversificados.
    .
    .
    São exportações de alta tecnologia, as mais da vezes, mas não tidas como tal em termos estatísticos. É engenharia de ponta, as mais das vezes. Máquinas para cortar pedra, transformadores, robots para armazéns industriais, máquinas de cortar papel até bombas de gasolina se contam entre este tipo de exportações. Mas podiamos incluir nestas exportações, máquinas de controlo de pessoas e bagaens, para aeoroportos, de alta tecnologia, que já estão instaladas em países como a Holanda (Schipol), Inglaterra (Stansted, Birminghan), Dinamarca (Copenhaga) ou até mesmo no Brasil.
    .
    .
    Em Portugal nunca sabem dar valor ao que de bom se vai fazendo pelo país fora. Isto faz-me lembrar o que se passou com o José Mourinho. Enquanto andava por Portugal era cuspido e menosprezado. Agora já o têm como um dos melhores treinadores do mundo, senão o melhor. É sempre assim. Em Portugal, o mérito é raramente reconhecido. Só quando no estrangeiro reconhecem o mérito ao que é português é que acabam por reconhecer o mérito de um seu conterrâneo.
    .
    .
    Desde sempre que em Portugal foi assim. Nunca são capazes de reconhecer o bom que se faz em Portugal. Bom, bom, é quando é feito no estrangeiro, se possível até com palavras em língua alheia, pois lá é que está a dita civilização. Tão velho isto em Portugal…

    Gostar

  120. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    20 Setembro, 2012 23:30

    Francisco Colaço (20 Setembro, 2012 at 21:44),
    .
    Todos esses custos contam. Varia naturalmente consoante os sectores e as empresas. Portugal tem um longo caminho a percorrer e é por isso indispensavel atacar em todas as frentes.
    Certamente que a frente dos custos de contexto que refere é importante. Mas atenção, não é assim tão facil, mesmo que a politica de aumento da concorrencia nesses sectores seja bem sucedida, leva o seu tempo, e a margem de redução desses custos não é assim tão grande (apesar de tudo ha ineficiencias que são inerentes ao atraso geral do pais, em particular no que se refere à produtividade). De qualquer modo, o redimensionamento de algumas areas do sector dos bens e serviços não transaccionaveis devera traduzir-se por uma redução progressiva destes custos.
    O custo do trabalho é uma componente mais facil de ajustar a curto prazo. Varios estudos teem mostrado que o custo médio do trabalho em Portugal é elevado relativamente à produtividade média e que isto pesa sobre a competitividade. Na ultima década verificou-se uma forte correlação entre o aumento do custo unitario do trabalho e a degradação da competitividade (sem excluir outros factores, como a entrada no Euro). O ajustamento global da economia portuguesa não pode dispensar uma desvalorização do salario médio. Essa desvalorização ja estava em curso antes da medida sobre a TSU. Mas não se trata de reduzir todas as remunerações de modo homogéneo, em todos os sectores, todas as empresas, todas as categorias (como acontecia com as desvalorizações monetarias do antigamente). O mais importante é que o mercado de trabalho ganhe em flexibilidade e que que cada empresa tenha a possibilidade de ajustar em função das suas condições de actividade. Com esta flexibilidade o ajustamento até pode ser para cima nalgumas empresas e nalgumas categorias. Como o JM referiu aqui varias vezes, a medida sobre a TSU pode ser vista não tanto como uma descida inevitavel do rendimento liquido dos trabalhadores e uma subida da margem das empresas mas sim com um reset do mercado de trabalho em patamares de remunerações mais baixos. Nada obriga a que esses patamares sejam praticados em todos os casos e é o mercado que acaba por fixar as remunerações efectivas.

    Gostar

  121. Ricciardi.b's avatar
    Ricciardi.b permalink
    20 Setembro, 2012 23:52

    «O euro é hoje o novo padrão-ouro do mundo» AC
    .
    ahahahah
    .
    Esta gente emborracha-se pelos ouvidos e depois sai disto.
    .
    Ponha a nave inter-glactica no modo pausa. Desça à terra.
    .
    E veja. A massa monetária em expansão…. desde 2005 até hoje quadriplicou.
    .
    EURO- padrao- ouro ahahahah
    .
    Rb

    Gostar

  122. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    21 Setembro, 2012 00:54

    rr (20 Setembro, 2012 at 22:29) : “Pois, mas eu estava a falar dos transacionáveis.”
    .
    Respondi-lhe sobre isto. Ha opiniões para tudo. Não é por acaso que se mediatizam mais as criticas ao governo e à medida sobre a TSU. É o que esta a dar ! Mas se se fizesse uma sondagem junto dos empresarios exportadores estou convencido que seria diferente. De resto, até penso que seria diferente com a generalidade dos empresarios. Os que desprezam a TSU teem muitas vezes uma outra agenda. Ja me referi longamente a este respeito noutros comentarios.
    .
    .
    rr : ” O que é preciso e aumentar as exportações,não diminuir as importações.”
    .
    Essa é boa !!… As importações não agravam a balança comercial e não concorrem com a industria nacional ?!… É preciso criar as condições para que a industria nacional seja mais competitiva. Sem discriminação nem proteccionismos.
    .
    .
    rr : “os produtos mais dispendiosos,foram adquiridas pelas classes mais altas, e não pelos pobres.”
    .
    Depende do que é que entende por “classes mais altas” e por “pobres”. Os desequilibrios na nossa economia, em particular entre o consumo e a produção nacionais, não podem resumir-se aos gastos de luxo dos mais ricos. Estamos a falar de biliões. Foram todas as classes, com destaque para as diferentes “médias”, que consumiram mais do que o pais produziu. Claro que o Estado contribuiu fortemente para estes consumos excedentarios. Directamente, porque também é consumidor de bens intermédios e de consumo. E, sobretudo, indirectamente, pagando salarios, pensões, subsidios, serviços, rendas, e investindo em obras e equipamentos. Mas, no final da linha, foi o conjunto da população portuguesa que consumiu mais. Não é nenhum crime mas é uma realidade objectiva que não se deve ignorar.
    .
    .
    rr : “Voce insiste em meter todas as criticas no mesmo saco, do tipo, ou gostas do governo , ou gostas da oposição, quando há oposição do lado da esquerda, que pede mais estado e mais impostos,e oposição á direita de menos impostos e mais corte de despesa.”
    .
    Não meto todas no mesmo saco. Tanto não meto que distingo as criticas e os sectores que as fazem.
    Na verdade nem me preocupo muito com as criticas que o rr chama de “direita, de menos impostos e mais cortes de despesa.” Estas criticas são politicamente insignificantes, não teem expressão social. Constato apenas que se juntam ao coro de protestos e contestação vindos da esquerda do actual governo e que, no fim de contas, tal como estes sectores, anunciam o falhanço da politica do governo e desejam ardentemente a sua queda. Também considero que estas criticas, supostamente “liberais”, revelam uma grande incompreenção sobre o funcionamento das economias e das sociedades (uma espécie de “doença infantil” do liberalismo). “Liberais” que combatem sem moderação o governo mais liberal que é possivel ter actualmente emPortugal !… Mas, repito, nada disto tem verdadeiramente relevancia para o actual confronto entre o governo de Passos Coelho e os sectores politicos e representantes de interesses que na pratica boicotam a implementação do programa da Troika e trabalham para a descredibilização e queda do actual governo.
    Eu não sou um apoiante incondicional do actual governo e acho salutar que possam existir criticas e certos aspectos da sua acção. Mas uma coisa é o apoio critico e outra coisa é a oposição sistematica.
    .
    .
    rr : “Desta vez as grandes criticas vieram também de economistas afectos ao governo, como por exemplo,o Medina Carreira (… ), o João Duque,Mira Amaral,António Pires de Lima,Tavares Moreira(…),e até o incondicional Miguel Beleza.”
    .
    Como ve não são nem afectos nem incondicionais …
    .
    .
    rr : “a maior parte dos pivos são de direita.Por exemplo , só que nao ve o noticiário do Mário Crespo pode dizer que ele é de esquerda”
    .
    Eu não disse que o Mario Crespo é de esquerda nem que todos os jornalistas são de esquerda. Mas não me parece que o Mario Crespo seja representativo da sensibilidade ideologica e politica de grande parte dos jornalistas, em particulr os que estão nos noticiarios das principais televisões. Mas se o rr acha que os jornalistas até são maioritariamente de direita !!…
    Seja como for, no actual debate politico o mais importante não é a distinção entre a direita politica tradicional e a esquerda politica tradicional mas sim a oposição de varios sectores politicos da direita à esquerda e de varios interesses corporativos e empresariais à politica do actual governo, que vai no sentido de uma mudança substancial no modelo economico que trouxe o nosso pais para a situação critica em que se encontra.
    Pelos vistos o rr, apesar de parecer reclamar para si um estatuto de “liberal” (ou nem isso ?…), identifica-se e sente-se confortavel com toda a campanha destinada a por fim à politica de austeridade e reformas do governo actual, e que apenas pode dar lugar a uma solução politica mais à esquerda, reunindo a velha classe politica responsavel pelas politicas despesistas e intervencionistas dos governos anteriores e suportada por uma coligação de interesses variada que vai dos empresarios dos não transaccionaveis mais ou menos protegidos até aos sindicatos das areas PS e PCP passando pelas televisões publica e privadas e por tudo o que é função publica e categorias subvencionadas pelo Estado.

    Gostar

  123. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 02:11

    “Respondi-lhe sobre isto. Ha opiniões para tudo. Não é por acaso que se mediatizam mais as criticas ao governo e à medida sobre a TSU. É o que esta a dar ! Mas se se fizesse uma sondagem junto dos empresarios exportadores estou convencido que seria diferente”
    Mas até se fazer essa sondagem, fica registado que os mais importantes dos transacionaveis discordam das medidas.

    “Depende do que é que entende por “classes mais altas” e por “pobres”. Os desequilibrios na nossa economia, em particular entre o consumo e a produção nacionais, não podem resumir-se aos gastos de luxo dos mais ricos. Estamos a falar de biliões. Foram todas as classes, com destaque para as diferentes “médias”, que consumiram mais do que o pais produziu. Claro que o Estado contribuiu fortemente para estes consumos excedentarios. Directamente, porque também é consumidor de bens intermédios e de consumo. E, sobretudo, indirectamente, pagando salarios, pensões, subsidios, serviços, rendas, e investindo em obras e equipamentos. Mas, no final da linha, foi o conjunto da população portuguesa que consumiu mais. Não é nenhum crime mas é uma realidade objectiva que não se deve ignorar.”
    Voce está apenas a atirar hipótses para o ar á toa.A experiência que tenho leva-me a uma conclusão diferente, 1º porque a classe media em portugal ao contrário do que voce e outros dizem, vive há anos com dificuldades,portanto acho pouco verosimil a sua versão.Pela experiencia que tenho,até porque esse é o grupo social de maior proveniencia das pessoas com quem me dou,e também por relatos de pessoas amigas que trabalham no comércio,quem consumiu esses TINHA dinheiro para adquiri-los,ou seja gastaram dentro das suas possibilidades.Portanto a sua objectividade é para mim muito mais subjectiva.Acho uma generalização oca.O estado é que geriu mal os seus recursos.Como diz medina carreira, a culpa é dos governantes.

    “Estas criticas são politicamente insignificantes, não teem expressão social. Constato apenas que se juntam ao coro de protestos e contestação vindos da esquerda do actual governo e que, no fim de contas, tal como estes sectores, anunciam o falhanço da politica do governo e desejam ardentemente a sua queda. Também considero que estas criticas, supostamente “liberais”, revelam uma grande incompreenção sobre o funcionamento das economias e das sociedades (uma espécie de “doença infantil” do liberalismo). “Liberais” que combatem sem moderação o governo mais liberal que é possivel ter actualmente emPortugal !… Mas, repito, nada disto tem verdadeiramente relevancia para o actual confronto entre o governo de Passos Coelho e os sectores politicos e representantes de interesses que na pratica boicotam a implementação do programa da Troika e trabalham para a descredibilização e queda do actual governo.”
    Voce de facto não me consegue analisar 😀 Eu vou-lhe explicar a minha posição,para voce compreender de uma vez por todas: eu não desejo a queda do governo,mas não acredito que o caminho seje o estado tornar-se um robin dos bosques ao contrário, acredito que o estado deve reduzir mais despesa que tem feito(socrates aposto que faria a mesma coisa.Voce está a praticar um discurso muito semelhante ao que os apoiantes de sócrates praticavam, do ataque dos partidos da esquerda e dos partidos da direita, e acho isso uma politiquice .
    Eu estou aonde sempre estive.Estou ao lado do psd dos ultimos anos que protestou e muito bem contra o despesismo de socrates, contra o aumento de impostos deste,que exigia p+oliticas contra as ppp,e ao contrário do que voce diz, eu só peço o cumprimento do que estava no programa do partido.Mais nada
    Portanto não sou eu que me radicalizei, o psd e muitos comentadores e bloggers deste pais é que viraram costa ao eleitorado: e ao praticarem o contrário do que propuseram mostraram a sua enorme hipocrisia e oportunismo.

    “que vai no sentido de uma mudança substancial no modelo economico que trouxe o nosso pais para a situação critica em que se encontra.”
    Pelo contrário, vejo cedencia ás construtoras , bancos, e á edp e endesa.Não foi por acaso que o henrique gomes se demitiu.

    “Pelos vistos o rr, apesar de parecer reclamar para si um estatuto de “liberal” (ou nem isso ?…), identifica-se e sente-se confortavel com toda a campanha destinada a por fim à politica de austeridade e reformas do governo actual, e que apenas pode dar lugar a uma solução politica mais à esquerda, reunindo a velha classe politica responsavel pelas politicas despesistas e intervencionistas dos governos anteriores e suportada por uma coligação de interesses variada que vai dos empresarios dos não transaccionaveis mais ou menos protegidos até aos sindicatos das areas PS e ”
    Não é me sentir confortável, simplesmente não acredito em teorias da conspiração.Porque será que quando as coisas começam a correr mal, começa-se logo a dizer que a culpa é do sistema?
    Mas porque carga de agua o governo havia de se demitir por culpa desses oh fernando? O governo tem maioria.Se cair é por sua culpa própria,é responsável tanto dos seus bons resultados como dos maus.Se o governo cairá ou não, terá que perguntar isso ao paulo portas !

    Gostar

  124. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 02:32

    “E veja. A massa monetária em expansão…. desde 2005 até hoje quadriplicou.”
    .
    .
    Ricciardi, Vc. ainda tem que beber muito vinho para perceber disto a sério. Não é a ler o Farangel que se safa. eheheheheheh
    .
    .
    Eu volto a chamar à atenção para esta imagem: http://tinyurl.com/bujj4jv
    .
    .
    Portugal conseguiu atingir o seu excedente comercial e agora irá resolver o problema do credit crunch. Mas isto acontece, não apenas pela mão de um governo ou Estado. É da natureza económica das coisas. É assim que funciona a mecánica de uma sociedade.
    .
    .
    Salvo algum imprevisto de maior e um colapso nas exportações portuguesas (o risco existe e os sinais são um bocado contraditórios e alguns preocupantes), a economia portuguesa prepara-se para começar a resolver o problem do credit crucnh. (Alguns que leiam isto bem, que não é a ler enlatados ingleses ou americanos que o irão aprender. ahhahahhh )
    .
    .
    Um credit crunch tem duas principais causas, a maior delas a solvabilidade e só depois a falta de liquidez. Quando se atinge a insolvabilidade ou a sua percepção, os credores simplesmente secam a liquidez. Ou seja, param de emprestar ao falido (ou lá perto) e fogem com os seus capitais de economias nessa situação. Os bancos centrais tentam remediar a falta de liquidez com injecções monetárias. Todavia, por muito que se injecte dinheiro numa economia, se a solvabilidade não for restabelecida, essa liquidez não chega aos ditos agentes económicos mais aflitos. É o que se passa am algumas economias do mundo. De nada vale criar massa monetária se a sua velocidade cai. (Esta é para o vendedor de vinhos que segue o Farangel. ehehehehh)
    .
    .
    De nada vale criar triliões de dólares por parte da Reserva Federal, se quem tem solvabilidade tem excesso de liquidez e quem está fortemente endividado, devido ao risco de insolvência, não consegue crédito. Isto é o que se passa nos USA. E por isso, por muita impressão monetária feita pelas autoridades competentes, os efeitos são cada vez mais fracos (armadilha da liquidez, tal como o Japão) e o dinheiro criado não dinamiza a economia e apenas gera, ou taxas de juro muito reduzidas para quem não precisa (e por isso os detentores de liquidez pagam para que o seu dinheiro tenha segurança, ver vendas de obrigações alemãs com taxas de rendibilidade negativas) e o dinheiro fica “parado”. Ou seja, a massa monetária sobe mas a sua velocidade cai, gerando riscos deflacionistas, se houver algum cataclismo económico. (A implosão do euro, por exemplo.)
    .
    .
    Portugal, fruto desta forte crise que está a viver, começou a eliminar insolvabilidades. (Por isso o crédito mal-parado sobe e gera perdas nos balanços, sobretudo da banca.) Mas se está a eliminar agentes económicos insolventes continua a viver uma crise de liquidez. Ou melhor da falta dela. Como se resolve esta falta de liquidez? A começar por gastar menos e ganhar mais. A nível de um país, a exportar mais e a importar menos. (E pode importar menos, ou cortando nos gastos ou substituindo importações, porque ninguém no exterior vende a crédito aos portugueses.)
    .
    .
    A partir do momento que Portugal começa a gerar excedentes comerciais, não apenas para de se endividar junto do estrangeiro, como começa a reter capitais. E liquidez. (Ou seja, começa a poupar, porque gasta menos do que ganha.) Este efeito de correcção do défice comercial é estimulado, não apenas pelas exportações, como queda nas importações, que acaba por gerar poupanças maiores entre os agentes económicos. Agentes esses, a maioria familias, fruto de uma subida nas taxas de juro em Portugal, devido á falta de crédito, começam a emprestar, tanto a bancos como às próprias empresas. (A última grande colocação de dívida corporativa foi da RENE, que conseguiu colocar 300 milhões de euros junto dos particulares.)
    .
    .
    Estas poupanças dos portugueses, começam a providenciar liquidez ao investimento. E por outro lado, também contribuem para uma queda no consumo privado (logo menos receitas fiscais, por exemplo, assim como importações), o que permite que se acumule ainda mais liquidez na economia portuguesa. É um ciclo virtuoso. Menos consumo, mais poupança, esta direcciona-se para a banca e para as empresas, que por sua vez começa a providenciar liquidez aos mais aflitos agentes económicos. E com menos riscos. As empresas maiores. E assim, com menos importações e mais exportações, o credit crucnh começa a desapaercer. Aos poucos, mas já começou.
    .
    .
    Ora, a partir do momento que Portugal exporta mais do que importa, acumula capitais. Mas os efeitos não são apenas esses. Á medida que o desiquilibrio do comércio externo é corrigido, ainda durante a vigência do credit crunch, as taxas de juro internas como subiram começam a atrair capitais externos. Primeiro, sob a forma de remessas de emigrantes portugueses, que aproveitam as altas taxas de juro em Portugal (com um spread maior face aos seus países de acolhimento) e colocam as suas poupanças. Ou seja, durante a correcção do desiquilibrio comercial a liquidez que estava a ser secada começa a abrandar, pois menos endividamento externo e mais remessas de imigrantes. (Ver http://economico.sapo.pt/noticias/remessas-de-emigrantes-atingem-maximos-de-2008-neste-verao_152261.html )
    .
    .
    Agora que Portugal tem o seu comércio externo a deixar de secar a liquidez interna, mas pelo contrário, a providenciar mais liquidez, após os emigrantes, outros investidores externos começam a ter menos medo do risco de insolvabilidade de Portugal e começam também a investir em Portugal. Sob várias formas. Mas a principal, através da compra de dívida pública portuguesa. A segunda, com a compra de dívida corporativa, com a EDP a mostrar a enorme apetência de capitais externos por dívida portuguesa, aos preços oferecidos. E a liquidez da economia portuguesa começa a normalizar-se. Não apenas Portugal acumula liqudez porque exporta mais do que importa, como atrai investimentos e capitais de fora, sob várias formas. Depósitos, venda de obrigações ou mesmo compra de participações sociais em empresas a privatizar, como a EDP, a RENE, etc. Daí que é fundamental que se privatizem empresas. (Coisa que os gregos não querem e, por isso, mais dificl lhes é sair do credit crunch.)
    .
    .
    A partir do momento que Portugal começa a gerar excdentes comerciais, a reter capitais e até a atrair capitais, os problemas de solvabilidade da banca portuguesa começam a ser resolvidos. Como a sua solvabilidade estava ameaçada por terem nos seus balanços demasiada dívida portuguesa, sujeita a um default como a grega, a banca portuguesa, não apenas tinha dificuldades em se financiar no exterior, como precisou de capitais excepcionais para garantir a sua sobrevivência financeira. Daí os empréstimos estatais á banca, porque ela sofria o risco de falir, devido precisamente a esta lhe ter emprestado dinheiro. Um erro fatal europeu e português, que nunca deveria ter ocorrido. Mas ocorreu e gerou ainda mais problemas graves a Portugal e à sua economia.
    .
    .
    Mas a partir do momento em que o Estado começa a cortar nos seus défices orçamentais, na sua despea pública e começa a ganhar credibilidade externa, e fruto da própria correcção dos desiquilibrios externos portugueses, através das exportações, de um momento para o outro, a dívida portuguesa começa a atrair compradores e investdiores. Que por sua vez, fazem com que as taxas de juro pagas pelo Estado comecem a cair. Estas taxas de juro em queda, fruto da credibilidade portuguesa (a par do importante empurrão da Alemanha e do BCE), fazem com que a banca portuguesa, que tinha problemas de solvabilidade, os perca. E a dívida estatal que a banca detém em balanço, ao invés de gerar perdas como até há pouco tempo o gerou, pelo contrário, começa a gerar ganhos para a banca. E bons ganhos:
    .
    “Desde final de Junho, a dívida pública portuguesa, a mais de um ano, valorizou-se no mercado em mais de 15%.

    A carteira de dívida pública portuguesa dos bancos nacionais, a mais de um ano, valorizou-se, em menos de três meses, em mais de cinco mil milhões de euros. Esta evolução, ainda que potencial, reflecte a positiva reacção dos mercados nas últimas semanas às decisões tomadas pelo Banco Central Europeu (BCE) no início do mês. A subida do valor das obrigações portuguesas de médio/longo prazo no mercado vai, não duvidam os analistas, trazer frutos para o sector na melhoria dos seus níveis de capitais próprios.”
    .
    in http://economico.sapo.pt/noticias/bancos-ganham-mais-de-cinco-mil-milhoes-com-divida-portuguesa_152259.html
    .
    .
    A banca portuguesa, com estes potenciais ganhos, não apenas pode pagar parte dos empréstimos que recebeu do Estado, como até pode aumentar ainda mais os seus capitais próprios e eliminar ainda mais risco de insolvabilidade. Esta melhoria da solidez da banca portuguesa, além de importantes reflexos na própria percepção de risco sobre a economia portuguesa (o chamado risco sistémico), também irá dar um importante folego á banca para atrair capitais externos. Que por sua vez, ajudará ainda mais a providenciar liquidez aos demais agentes económicos, fruto da sua intermediação financeira.
    .
    .
    Ou seja. Fruto do elevado esforço português em exportar, ajudado pelas medidas do Memorando com a Troika, para além de uma melhoria visivel no risco sistémico português e até sectorial, em especial da banca, o credit crunch vai ser eliminado. E as taxas de juro internas irão cair, assim como as do próprio Estado. E o credit crunch, que tem improtante efeitos na procura interna, em especial no investimento, vai deixar de ser um gravíssimo problema e abrandará, aliviando até a própria opressão recessiva sobre a economia portuguesa.
    .
    .
    Não foi o governo que foi crucial para normalizar a economia portuguesa e eliminar o credit crucnh. Ele tem o seu papel, mas é mais secundário do que se pensa. Foram os portugueses, ao exportarem mais e a importarem menos, que começaram a gerar as condições para que o credit crunch venha a ser eliminado nos próximos meses. Não foi o BCE que foi crucial, embora ajude. Não foi a Troika. Não foi nada desta gente. Foram os portugueses, com o seu esforço, suor e até dor, que conseguiram eliminar o principal cancro da economia portuguesa: o défice da balança comercial. Que gerava insolvabilidade. Insolvência esta que secou a liquidez na economia portuguesa, quando no exterior cortaram o crédito a Portugal. Os verdadeiros herois foram os portugueses, anónimos, trabalhadores, gestores e empresários, que fruto do seu enorme esforço e até dedicação, conseguiram em pouco tempo, aquilo que quase todos no mundo diziam que era impossível. O famoso prémio Nobel Krugman até afiançou, do alto da sua catedra teórica, que sem uma desvalroização nominal saalrial em cerca de 20%, Portugal nunca conseguiria acabar com o seu défice comercial. Mas falhou. Falhou ele como a generalidade dos que se debruçam sobre estas coisas. Vivem demasiado de sebentas e analisam parcialmente estes fenómenos.
    .
    .
    E não haja dúvidas nenhumas em Portugal. Não foi o governo. Não foram os políticos. Nem a Troika ou o Vendedor de Vinhos, foram todos os portugueses. Mas todos os portugueses que fizeram este milagre económico. O povo anónimo. Aquele que muitos detestam, mas eles é que foram os herois. Foram eles que fizeram este milagre económico, contra quase todas as opiniões deste mundo. E do outro.
    .
    .
    O facto de Portugal ter conseguido eliminar o seu défice comercial vai agora permitir eliminar o credit crunch. Que é coisa que ainda não conseguiram fazer no Japão, em Inglaterra ou nos USA. Cada qual com os seus problemas, mas que não conseguem e até nem sabem como eliminar os problemas de um credit crunch. Porque, para o fazer, é preciso sofrer imenso e não estar sempre a adiar a dor. Porque, adiar a dor, pode até gerar ainda mais dor no futuro, como se vê pelo Japão, a braços com uma crise longa e com mais de duas décadas.
    .
    .
    Com o fim do credit crunch, o investimento voltará a normalizar-se como até parte do consumo. E com eles o emprego, mais receitas fiscais, menos despesa pública, etc. E com o risco sistémico mais baixo, até as taxas de juro baixarão, assim como baixarão os custos para as empresas, que poderão investir mais. Poderão exportar mais. E até poderão gerar ainda mais lucros, devido aos menores custos financeiros, o que gerará ainda mais receitas fiscais.
    .
    .
    Até agora Portugal viveu o ciclo infernal das economias em implosão. Devido sobretudo ao credir crunch. Mais a este que aos próprios cortes do Estado. Agora estão reunidas as condições para o ciclo virtuoso, em que a cada melhoria na economia portuguesa, puxa por uma nova e por aí adiante. O ciclo virtuoso alimenta-se e gera o seu próprio momentum económico. O risco sistémico cai, caem as taxas de juro cai o défice orçamental, o défice da balança de pagamentos (ou aumenta o excendente se tal acontecer), sobe o investimento, o consumo e até o emprego. É evidente que a o ciclo virtuoso é mais lento que o infernal e destruidor. Mas a partir do momento que o ciclo virtuoso ganha solidez, até eventuais choques adversos do exterior poderão ser absorvidos.
    .
    .
    É pena que os portugueses não tenham verdadeira consciência do que fizeram nos últimos dois anos. Um gigantesco milagre económico, que poucos o foram capazes de prever e tão pouco acreditar. Eu, pessoalmente, só me sinto orgulhoso de ser português. E de saber que sou um dos que nasceu junto deste maravilhoso povo. 🙂

    Gostar

  125. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 03:20

    Anti-Comuna: Como é que se pode sentir a economia quando nenhum dos portugueses está a beneficar financeiramente disso?

    Gostar

  126. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 09:02

    “Como é que se pode sentir a economia quando nenhum dos portugueses está a beneficar financeiramente disso?”
    .
    .
    Leia o texto outra vez, duas ou três vezes. As vezes que forem preciso para entender como funciona na prática o que se está a passar, o que se passou e o que se irá passar. Penso que está acessível a qualquer pessoa, interessada em entender. 😉

    Gostar

  127. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    21 Setembro, 2012 09:10

    rr (21 Setembro, 2012 at 02:11) : “Mas até se fazer essa sondagem, fica registado que os mais importantes dos transacionaveis discordam das medidas.”
    .
    O que é isso dos “mais importantes” ?… O rr referiu apenas meia duzia de empresarios, que por sinal não são apenas exportadores e realizam igualmente uma parte significativa do respectivo volume de negocios no mercado interno. “Mais importantes” são as centenas de empresas essencialmente exportadoras a quem os médias não teem por enquanto dado qualquer voz.
    Desde ha muito que os empresarios, de todos os sectores, mas em particular os que exportam, teem dito que uma das principais dificuldades com que se defrontam é precisamente a elevada carga fiscal e a falta de tesouraria. A medida da TSU responde directamente a estas dificuldades. Muitas das empresas que actualmente dependem exclusivamente do mercado interno de bens transaccionaveis e não transaccionaveis teem agora a possibilidade de utilizar a margem permitida pela medida da TSU para reorganizarem as suas actividades no sentido de concorrerem com a importação dos mesmos ou de outros bens e de realizarem uma parte do seu volume de negocios na exportação.
    Mas mesmo que, por hipotese, a tal sondagem desse uma opinião desfavoravel à medida da TSU, o que seria espantoso, isso significaria apenas que esses empresarios teriam então uma percepção deformada e errada da situação macro-economica e do real impacto deste tipo de medidas. Chama-se a isto “interesse proprio mal compreendido”.
    De resto, no que se refere às opiniões dos empresarios, convém não perder de vista que são sobretudo conhecedores das suas realidades micro e sectoriais e não teem necessariamente e sempre uma percepção adequada da realidade macro-economico. Isto é ainda mais verdade num contexto excepcional de crise como é o actual. Um bom empresario não é necessariamente um bom Ministro das Finanças (e vice versa) !

    Gostar

  128. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    21 Setembro, 2012 09:35

    Fernando S,
    .
    Chama-se TSU à RTP. A TSU serve apenas como instrumento para derrubar o governo que quer privatizar a RTP. Ponto. É isto mesmo. Instrumental.
    .
    Tem tudo a ver com o mercado da publicidade. Eu suponho que uma medida do tipo: «queres emitir? pagas uma taxa de mil euros por ano e arranjamos-te uma frequência na TDT, a partir d’hoje e sem retrocesso.» faz mais pelo fim da crise da TSU que todos os argumentos.
    .
    Lembra-se do que foi a resistência das rádios incumbentes às rádios-pirata dos anos 80? Lembra-se do que disseram os comunistas e os socialistas, tão amigos que eram da informação controlada pelo Estado? Lembra-se do que disseram quando nasceu o Público e o Independente, que seria o descalabro na qualidade informativa?
    .
    Quem lia jornais e não lia o Pravda teria de ler o Izviestia, os Dupont e Dupond. Hoje, porém, existem milhares de títulos informativos na Rússia. Estavam melhores antes?
    .
    É isto que eu, o Fernando e todos os que sabem minimamente pensar têm de defender: que a liberdade de emitir opinião e informação nas ondas hertzianas ou nas plataformas digitais tem de ser assegurada pelo Estado e utilizada pelos cidadãos.

    Gostar

  129. Ricciardi.b's avatar
    Ricciardi.b permalink
    21 Setembro, 2012 09:45

    AC, homem de Deus, também a Balança Comercial da Grécia melhorou bastante e isso não é motivo para grandes alegrias.
    .
    Vc fala como um Comunista do comité central sovietico. Chega até a dizer que o pessoal sem salarios ou poder de compra é coisa muito boa porque reduz importações. Vc quer chegar a um objectivo e escolhe um caminho por onde vai dinamitando tudo ao seu redor. Vai chegar lá, não duvido, mas chega lá morto.
    .
    Balance AC san. Focus AC san.
    .
    As exportações são o que são eisso não tem mérito algum do Governo. O governo só teve mérito em reduzir as importações atraves de cortes salariais e aumento de impostos sobre o consumo. O resto é conversa. Aliás era vc que apreciava muito o Jose Socrates. Dizia bem dele. Que ele era um must. Que as exportacoes no tempo dele estavam a subir. E tal como naquela altura vc continua com a pala.
    .
    Mas o AC, inadvertidamente segue os flautistas. Como os ratos segue a musica de fundo, rumo ao precipicio.
    .
    Entao vc acha que um trolha vai reconverter por milagre e iniciar negocio de exportacao. Um pasteleiro, um restaurante, enfim vc acha que esta gente de repente fecha a pastelaria e abre uma fabrica de exportacao. Vc está maluco. Sinceramente. Maluco. Nao leve a mal, isso pode ser do Bagaço.
    .
    O que vc nao diz é outra coisa. Vc nao diz que nao estamos a substiutuir IMPORTACOES. Estamos apenas a ADIA-LAS. Elas virao com força, mal aja abertura dos mercados. Com mais força do nunca. Porque os governos nunca pensam na economia. Pensam em contabilidade como o caro AC flaustista.
    .
    As importacoes diminuiram pelos motivos ERRADOS.
    .
    O que Vc nao diz é que o ajustamento do defcie comercial só pode ser considera BOM quando é feito em crescimento economico. Até lá é apenas um ajustamento TEMPORARIO.
    .
    Rb

    Gostar

  130. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 09:51

    Ricciardi, beba mais um bocadinho de vinho e aprenda. Olhe, o bagacinho é mesmo bem melhor pela manhã que sopas de cavalo cansado. lololol

    Gostar

  131. Ricardo Monteiro's avatar
    Ricardo Monteiro permalink
    21 Setembro, 2012 09:59

    São as pessoas, estúpidos!

    Gostar

  132. Ricciardi.b's avatar
    Ricciardi.b permalink
    21 Setembro, 2012 10:04

    O Flautista de Hamelin,
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=c7xyls0nlsw&feature=related
    .
    Rb

    Gostar

  133. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    21 Setembro, 2012 10:14

    Sugestão para o fim de semana: (fartei-me de rir quando vi estes anúncios, e fazem sentido)
    .

    Gostar

  134. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 10:43

    Esta noticia é dedicada aos papa-hóstias dos ingleses. Aprendam que eu nao duro sempre. eheheheheh
    .
    .
    “UK borrowing running more that 25pc over target
    .
    Government borrowing in the first five months of the financial year is running at more than 25pc above target, official figures showed as the deficit in August hit a record high, casting further doubt over the Chancellor’s debt reduction goals.”
    .
    in http://www.telegraph.co.uk/finance/economics/9557329/UK-borrowing-running-more-that-25pc-over-target.html
    .
    .
    Os papa-hóstias que se revêm no “maravilhoso” governo inglês, que ponham os olhos ao colapso das Ilhas. Não é a ler sebentas Hayek na sede do partido que se fazem bons ministros das finanças. ahahahhahahhahh O gajo aprendia mais a ver filmes da gostosona hayek. Ou wallpapers dela: http://tinyurl.com/curhbbp

    Gostar

  135. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 11:28

    O CCZ chamou á atenção para esta noticia: http://www.vidaeconomica.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ve.stories/84924 (Ver http://tinyurl.com/d8jhrju )
    .
    .
    Olhem que coisa interessante:
    .
    “Exportação têxtil lusa para França cresce 88%
    .
    A França é um dos maiores mercados para os produtos têxteis e de vestuário portugueses, com as exportações nos primeiros seis meses de 2012 a registarem um aumento de 88,5% em comparação com o período homólogo de 2011, revela a ATP. Feitas as contas, o negócio atingiu os 252,9 milhões de euros.
    .
    O vestuário e acessórios em malha são a principal exportação lusa para o Hexágono (39% de todas as exportações da ITV para o país) e, no primeiro semestre, cresceram 97,7%, para mais de 98,6 milhões de euros, revelando a confiança crescente na produção “made in Portugal”. Os tecidos de malha (mais 91,6%) e os tecidos especiais, tufados, rendas e bordados (mais 212,2%) foram outras duas categorias com forte procura na primeira metade de 2012.
    .
    “Crescemos mais de 25% em França no primeiro semestre relativamente a igual período de 2011”, revela Ana Vaz, gestora de mercado da Riopele, uma das empresas portuguesas especializadas em tecidos que expõe na Première Vision. Para continuar na senda do crescimento no mercado francês e no mundo, a Riopele aposta numa coleção para o outono/inverno 2013-2014 que tem como grande novidade os tecidos jacquard e onde ainda ganham destaque tecidos duplos e tecidos muito elásticos, duas tendências em voga na estação fria do próximo ano. De igual forma, a inovação dá o mote nas novas propostas de tecidos da Teviz, tanto no design como na tecnologia de processos e produtos, destacando-se “uma flanela com acabamento de aloé vera, misturas de algodão/lã e algodão/modal e tecidos com fios de fantasia como bocolet e borboto”, enumera o diretor comercial Paulo Loureiro. ”
    .
    Ver link acima.
    .
    .
    Cá está. E como bem aponta o CCZ, a economia francesa está sob pressões recessivas mas mesmo assim as exportações de têxteis portugueses sobem para França. É até curioso que as exportações portuguesas estão a subir para a generalidade dos países europeus em recessão. Porque será?
    .
    .
    Agora no mesmo jornal, outra noticia interessante:
    .
    “VE – Em relação a 2012, o Montepio tem orçamentados 1600 milhões de euros para financiamento a micro e pequenas empresas. Como está a evoluir a procura?
    .
    ATC – Está a evoluir bem. Gostaríamos que houvesse mais procura de crédito, mas, infelizmente, muitas empresas estão receosas e não investem, pois vivem num quadro de incerteza. De qualquer modo, nós continuamos a crescer no financiamento às empresas. Espero que a procura de crédito por parte de empresas com boa capacidade de colocação dos seus produtos no mercado cresça para que o Montepio atinja o objetivo de distribuir, através de crédito, esses 1600 milhões de euros à economia.
    .
    VE – Os empresários comentam que há falta de financiamento à economia.
    .
    ATC – Os bancos, desde que tenham uma boa base de capital e uma boa liquidez, podem devolver à economia essa mesma liquidez através de crédito. O Montepio tem todas as condições para fazê-lo, porque tem liquidez excedentária, tem uma boa base de capital, pode acomodar o crescimento correspondente aos 1600 milhões de euros fixados e, portanto, o que precisamos é de ter boas empresas, bons projetos, para poder devolver esse dinheiro à economia através de crédito. ”
    .
    in http://www.vidaeconomica.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ve.stories/81815
    .
    .
    Cá está o problema da solvabilidade e sua percepção. Empresas que vivem para o mercado interno têm dificuldades em comprovar aos seus financiadores que conseguirão sobreviver nas actuais condições. Mas empresas que vivam dos bens transaccionáveis, que exportem e tenham capacidade de convencer actuais e futuros credores, que têm projectos de investimento viáveis, conseguem crédito. A palavra mágica aqui é esta: solvabilidade. Risco de insolvência e sua percepção. Liquidez começa a haver, falta é convencer quem tem dinheiro disponível que tem solvabilidade e capacidade para realizar bons projectos de investimento realizáveis.
    .
    .
    As coisas que se podem ver a olho nú na imprensa económica portuguesa… ehehheehhe

    Gostar

  136. PMP's avatar
    PMP permalink
    21 Setembro, 2012 11:39

    Com o PIB a diminuir 1,5% em 2011, 3% em 2012, 1,5% em 2013 e a divida publica a aumentar, como é que podemos dizer que estamos melhor ?
    .
    Qualquer governo que faça com que o PIB decresça é incompetente !
    .
    As medidas têm de ser calibradas para que o PIB seja zero ou crescente , de forma a não piorar os racios e a não desencaderam falência e desemprego elevado, porque desse modo a recita desce e a despesa sobe.
    .
    Qualquer economista nos anos 50 e 60 sabia isto , mas agora com os neotontos a mandarem a asneira é o normal.

    Gostar

  137. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 11:43

    “Qualquer economista nos anos 50 e 60 sabia isto , mas agora com os neotontos a mandarem a asneira é o normal.”
    .
    .
    Quase que apostava que o PMP é mesmo economista formado em Portugal. lololol
    .
    .
    Como diria o outro: tudo tem uma explicação. Quem só tem um martelo, todos os problemas lhe parecem pregos.
    .
    .
    Ó PMP, tem que me explicar porquê que os americanos já vão no QE3, as taxas de juro nos mínimos e estão em pânico. Segundo as suas mirabolantes teorias (são da década de 50, 60? ehhehehh ) isto não deveria estar a acontecer. Mas está. Tanto nos USA como na Inglaterra. O PMP tem que explicar as suas teorias melhor, porque o que Vc. defende está a arruinar-se pela natureza das coisas.
    .
    .
    Quem busca o crescimento rápido (ou enrqiquecimento rápido) e a todo o custo, costuma epsetar-se contra uma parede. Como as suas mirabolantes teorias económicas. lolol

    Gostar

  138. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 11:51

    Desde que surgiu esta palhaçada, que muita gente aderiu ao neo-marxismo do séc. XXI.
    .
    A maior fraude económica dos dias de hoje: http://tinyurl.com/cj954tn
    .
    .
    Fraude tão grande ou maior que a marxista, que também já foi vendida ao mundo, como a única teoria económica cientifica. 🙂
    .
    .
    Falta-lhes enquadrar o risco e a sua percepção. Falta-lhes entender que a alavancagem é uma espada de dois gumes. Coisa que é perceptível para qualquer homem prático, mas que estes utópicos não chegam lá. Vivem no mundo das núvens.
    .
    .
    Se a religião é o ópio do povo, utopias é o ópio dos intelectualoides. ahhahhahahha

    Gostar

  139. ricciardi's avatar
    ricciardi permalink
    21 Setembro, 2012 11:58

    AC, entao só fala da inglaterra? Entao na Bocholandia as taxinhas tambem nao subiram? Parece que até já teem qe pagar juros pelos emprestimos, veja lá.
    .
    os EUA vao no QE3 e o DOLAr fortaleceu-se em relacao ao EURO. Mas q grande confusao que isto faz nessa sua cabeca, nao AC?
    .
    Os EUA estao a crescer mais do que a Alemanha. O resto é conversa.
    .
    Vc devia era falar e denunciar outra coisa qe nao vejo ninuem a falar. Que é a inflacao REAL em Portugal apos a adesao ao euro. O IPC acumulado nese ultimos DEZ aos foi de 27,5%, mas na realidade os precos aumentaram mais de 80%. Se m cafe me custava 30 escudos, hije custa-me 0,6 euros, que sao 120 escudos. A electricidade aumentou neste periodo 300%. os combustiveis cerca de 150%. Os imoveis cerca de 50%. porque é que o IPC ofical é de 27,5%?
    .
    Alguem me pode explicar?
    .
    Rb

    Gostar

  140. PMP's avatar
    PMP permalink
    21 Setembro, 2012 11:59

    Ó AC,
    .
    Já viu que os EUA estão a crescer 1,7% ao ano e a UE 0% ?
    .
    Já viu que nos EUA o desemprego é de 8% e na UE 11% ?
    .
    Já viu que o dolar tem subido gradualmente contra a EURO apesar dos QE ?
    .
    Pense lá um bocadinho em vez de debitar lengalengas !

    Gostar

  141. ricciardi's avatar
    ricciardi permalink
    21 Setembro, 2012 12:02

    Bem AC e PMP, gostava mesmo que alguem me pudesse elucidar acerca da disparidade entre as estatisticas oficiais do IPC e a realidade dos precos.
    .
    Rb

    Gostar

  142. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 12:03

    “os EUA vao no QE3 e o DOLAr fortaleceu-se em relacao ao EURO. Mas q grande confusao que isto faz nessa sua cabeca, nao AC?”
    .
    .
    O dólar fortaleceu-se? caiu contra o euro em poucos dias. Hello? Eu bem digo que o amigo está aos zigue-zagues e pesca mais de vinhos e cebolas. ehehehheh

    Gostar

  143. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 12:04

    “Alguem me pode explicar?”
    .
    .
    Queixe-se ao INE. eheheheheeh

    Gostar

  144. ricciardi's avatar
    ricciardi permalink
    21 Setembro, 2012 12:05

    Pronto AC, deixe lá isso. Vc é teimoso. Mas o meu avô sempre me disse que umteimoso nao teima sozinho eghehe.
    Enfim. Mas olhe, é capaz de me acha justificacao para o IPC. Precisava mesmo de encontrar resposta a isso.

    Rb

    Gostar

  145. ricciardi's avatar
    ricciardi permalink
    21 Setembro, 2012 12:07

    Ja queixei ao INE. Mas responderam-me que os artigos considerados no calculo do IPC, bem como os estabelecimentos comerciais de onde retiram os precos é materia de segredo estatistico. Nao me dizem que porra de produtos estao a considerar.
    .
    Rb

    Gostar

  146. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 12:07

    “Já viu que os EUA estão a crescer 1,7% ao ano e a UE 0% ?”
    .
    .
    Eu não sei se é asim. Olhe que não, olhe que não. A coisa está tão preta que eles tiveram que lançar mão do novo QE3 para evitar o colapso. Se Vc. diz que eles estão a crecser tanto assim, eu até me rio que se crie tanta dívida para crescer tão pouco. ahahhahahah
    .
    .
    O pior é quando tiverem que pagar a dívida. Aí o PIB. Como é aquela coisa do limite automático ao défice que pode provocar uma queda “automática” no PIB americano de 4%?
    .
    .
    É. Quem busca o enriquecimento rápido a qualquer preço costume espetar-se contra uma parede. Leverage a magical qord to the anglo-saxon world. ehheehehhhe

    Gostar

  147. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 12:08

    ” Mas responderam-me que os artigos considerados no calculo do IPC, bem como os estabelecimentos comerciais de onde retiram os precos é materia de segredo estatistico. ”
    .
    .
    Aí Vc. tem razão em queixar-se. Não faz sentido não haver forma de auditar uma métrica económica que é fundamental para o bem-estar das populações.
    .
    .
    Mas olhe que eles até podem ter alguma razão, mas entendo bem a sua posição. E penso que Vc. tem toda a razão em exigir uma auditoria a esta problemática.

    Gostar

  148. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 12:24

    Entretanto, o fim do credit crunch à vista:
    .
    “No período de janeiro a julho de 2012, o défi ce conjunto das balanças corrente e de capital desceu €7344.9 milhões comparativamente com igual período do ano anterior, situando-se em €279.1 milhões. Esta evolução resultou fundamentalmente de uma redução do défi ce da balança corrente (em €6422.8 milhões) e, adicionalmente, de um aumento do excedente da balança de capital (em €922.0 milhões). A contração do défi ce da balança corrente resultou sobretudo, da redução do défice da balança de bens mas também, de um aumento do excedente da balança de serviços e transferências correntes e da redução do défi ce da balança de rendimentos.”
    .
    in http://www.bportugal.pt/pt-PT/EstudosEconomicos/Publicacoes/IndicadoresConjuntura/Publicacoes/ind_set12_p.pdf
    .
    .
    E a imagem da página 13 do mesmo boletim continua catita. Sim, aquela dos indicadores coincidentes. Engraçada, não é?

    Gostar

  149. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 12:33

    Ricciardi, olhe o que os brasileiros andam a dizer por aí: http://tinyurl.com/d3jvp73
    .
    .
    Claro que o QE3 foi lançado na altura em que as exportações americanas tiveram um colapso e o euro já cotava pelos 1,20 contra o dólar. Em poucos dias, el subiu quase 10%, graças aos rumores e depois confrmação deste novo QE3.
    .
    .
    Os brasileiros, como são umas das princcipais vítimas destas guerras comerciais (não totalmente mas estão no meio da batalha), queixam-se. E com razão. Os americanos precisam de uma moeda fraca para evitar que se estatelem ao comprido. Utópicos como o PMP acham que é para baixar as taxas de juro. Cof! Cof! Cof!

    Gostar

  150. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    21 Setembro, 2012 12:56

    rr : “… a classe media em portugal ao contrário do que voce e outros dizem, vive há anos com dificuldades,(…) ,quem consumiu esses [bens] TINHA dinheiro para adquiri-los,ou seja gastaram dentro das suas possibilidades.”
    .
    A perspectiva historica do rr esta a completamente errada. Tirando os nostalgicos do Salazarismo e a esquerda mais ortodoxa, que acham que a maioria das pessoas vive hoje pior do que antes (o que varia é o timing do “antes”), toda a gente sabe que o nivel de vida médio dos portugueses subiu muito ao longo das ultimas décadas. As estatisticas, o rendimento per capita, os indicadores de consumo e qualidade de vida, mostram-no bem. Mas é também a percepção empirica de quem tem idade suficiente para se lembrar como era a vida em Portugal há vinte ou trinta anos e como é agora. Os emigrantes portugueses e os estrangeiros que conheceram o Portugal dos anos 70 e 80 são disto testemunhas com a distancia que convém.
    Toda a gente sabe também, pelo menos desde há uns anos, quando a crise nacional e internacional começou a fazer-se sentir, que uma parte importante destas melhorias se deveu ao endividamento crescente do pais face ao exterior, o endividamento do Estado (que distribuiu internamente rendimentos que aumentaram o consumo privado), o endividamento dos Bancos (em grande parte para alimentar crédito interno), o endividamento de muitas empresas (que investiram e distribuiram mais rendimento sem contrapartida equivalente no aumento da riqueza produzida), o endividamento de muitas familias (exclusivamente para consumo). O endividamento externo global do pais é de cerca de 220% do PIB, sendo metade por via do Estado (mas os gastos do Estado alimentaram a economia e, consequentemente, o consumo privado).
    Mas não foi apenas o endividamento externo que alimentou artificialmente o consumo. Devido sobretudo ao crescente peso do Estado e às politicas publicas despesistas e intervencionistas, a economia portuguesa seguiu um padrão que favoreceu os consumos privados e os investimentos em infra-estruturas e em sectores não transaccionaveis em prejuizo dos investimentos produtivos, em particular em sectores transaccionaveis. Ou seja, globalmente, os recursos mobilizados pelo pais, internos e externos, foram canalizados mais para o consumo e para o investimento improdutivo e menos para o investimento produtivo. Também a este nivel o pais consumiu mais do que deveria ter feito para manter um crescimento sustentavel da economia. Esta circunstancia acentuou ainda mais a divergencia estrutural entre o consumo e a produção nacionais.
    Dito isto, é verdade que nos ultimos 2-3 anos as dificuldades de financiamento da economia nacional puseram um ponto final neste processo e obrigaram à adopção de uma política de austeridade que começou a ter os seus efeitos sobre os rendimentos médios dos portugueses. A situação tornou-se mais dificil para quase toda a gente. Mas não faz sentido exagerar estas dificuldades. Os cidadãos que mais teem sofrido são naturalmente os das categorias socio-economicas mais baixas e vulneráveis. Em primeiro lugar os que estão agora desempregados e os que dependem dos apoios do Estado. Em boa medida também os empregados e trabalhadores com salários mais baixos do comércio, serviços e industria e os reformados com pensões modestas. Mesmo assim, as medidas de austeridade têm sido modeladas para afectar o menos possível estes sectores. A “classe média”, que em sentido lato, cresceu muito nas ultimas décadas e engloba hoje uma parte muito significativa da população, tem sido naturalmente mais atingida pelas medidas de austeridade. Mas, exceptuando talvez uma parte dos novos desempregados, o nivel de rendimentos e a situação patrimonial das famílias teem permitido enfrentar a situação sem grandes dramas. Não há “médios” na miséria, com fome e sem casa !!.. Apenas para se ter uma ordem de grandeza, o rendimento per capita médio dos portugueses duplicou em 3 décadas (+ 100%) enquanto que as perdas médias de rendimento do conjunto dos portugueses desde a crise de 2008 podem ser hoje estimadas em cerca de 10%. Com as medidas adicionais poderá mesmo aproximar-se dos 15%. É duro, é de lamentar, mas não é o fim do mundo. E, sobretudo, é algo de inevitável tendo em conta os enormes erros de política económica do passado. Hoje os portugueses têm de apertar o cinto para corrigir aqueles erros e, esperemos, se criarem as condições para uma retoma da actividade económica, mas desta vez em bases mais sãs e sustentáveis. A situação é dificil mas a culpa não é do actual governo e as medidas de austeridade que estão a ser tomadas são inevitáveis e necessárias.

    Gostar

  151. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 13:13

    “rr referiu apenas meia duzia de empresarios, que por sinal não são apenas exportadores e realizam igualmente uma parte significativa do respectivo volume de negocios no mercado interno. “Mais importantes” são as centenas de empresas essencialmente exportadoras a quem os médias não teem por enquanto dado qualquer voz.
    Desde ha muito que os empresarios, de todos os sectores, mas em particular os que exportam, teem dito que uma das principais dificuldades com que se defrontam é precisamente a elevada carga fiscal e a falta de tesouraria. A medida da TSU responde directamente a estas dificuldades. Muitas das empresas que actualmente dependem exclusivamente do mercado interno de bens transaccionaveis e não transaccionaveis teem agora a possibilidade de utilizar a margem permitida pela medida da TSU para reorganizarem as suas actividades no sentido de concorrerem com a importação dos mesmos ou de outros bens e de realizarem uma parte do seu volume de negocios na exportação.”
    Já percebi que para si, quando as coisas correm mal a culpa é dá oposição,do cds, da teevisão, etc etc.
    Nem eu estou contra a baixa da tsu.Oponh-m é que isso seja feito ás custas dos trabalhadores, além disso represetar um aumnto(sim já sei que vai dier que ja havia) da intromissõ nas decisões das empresas
    No que toca á sua dicotomia micro/macro, isso parece-me um verdadeiro rasgo de soberba e arrogância intelectual(não que voce seje sempre assim mas acabu dese-lo) é uma frase de uem não tem argumentos.Recordo-me de ferraz da costa ter dito algo parecido
    Mas é verdade que muitos dos nossos empresarios teem a chamada faculdade da vida, isto é,foram aprendendo á medida que iam desenvolvendo a empresa.Sabe como? Observando a realidade.
    Realidade económica que grande parte dos economistas “macro”assim formados em universidades chiques como a católica não conseguem perceber, sendo prisioneiros das folhas de excel, e dos modelos econométricos.Só que os modelos académicos e o excel nem sempre chega para resolver.
    Pelo contrário, acho que foi por termos ministros académicos que portugal falhou e está a falhar orçmentalmente.Um empresário que todos os dias meta a mão na massa e empreendedor, percebe muito mais de economia e de gerir uma entidade do que qualquer intelectual académico macro

    Gostar

  152. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 13:30

    “A perspectiva historica do rr esta a completamente errada. Tirando os nostalgicos do Salazarismo e a esquerda mais ortodoxa, que acham que a maioria das pessoas vive hoje pior do que antes (o que varia é o timing do “antes”), toda a gente sabe que o nivel de vida médio dos portugueses subiu muito ao longo das ultimas décadas. As estatisticas, o rendimento per capita, os indicadores de consumo e qualidade de vida, mostram-no bem. Mas é também a percepção empirica de quem tem idade suficiente para se lembrar como era a vida em Portugal há vinte ou trinta anos e como é agora. Os emigrantes portugueses e os estrangeiros que conheceram o Portugal dos anos 70 e 80 são disto testemunhas com a distancia que convém.
    Toda a gente sabe também, pelo menos desde há uns anos, quando a crise nacional e internacional começou a fazer-se sentir, que uma parte importante destas melhorias se deveu ao endividamento crescente do pais face ao exterior, o endividamento do Estado (que distribuiu internamente rendimentos que aumentaram o consumo privado), o endividamento dos Bancos (em grande parte para alimentar crédito interno), o endividamento de muitas empresas (que investiram e distribuiram mais rendimento sem contrapartida equivalente no aumento da riqueza produzida), o endividamento de muitas familias (exclusivamente para consumo). O endividamento externo global do pais é de cerca de 220% do PIB, sendo metade por via do Estado (mas os gastos do Estado alimentaram a economia e, consequentemente, o consumo privado)”
    Não fernando, a minha perspectiva não está errada não.Houve uma melhoria de condições de vida, porque a produção das pessoas aumentou, e consequentemente isso fez que os seus salarios fossem aumentados,não porque gastassem acima das suas possibilidades.Portanto, isso que voce diz é apenas a sua opinião respei´tável, mas subjectiva

    “Dito isto, é verdade que nos ultimos 2-3 anos as dificuldades de financiamento da economia nacional puseram um ponto final neste processo e obrigaram à adopção de uma política de austeridade que começou a ter os seus efeitos sobre os rendimentos médios dos portugueses. A situação tornou-se mais dificil para quase toda a gente. Mas não faz sentido exagerar estas dificuldades. Os cidadãos que mais teem sofrido são naturalmente os das categorias socio-economicas mais baixas e vulneráveis. Em primeiro lugar os que estão agora desempregados e os que dependem dos apoios do Estado. Em boa medida também os empregados e trabalhadores com salários mais baixos do comércio, serviços e industria e os reformados com pensões modestas. Mesmo assim, as medidas de austeridade têm sido modeladas para afectar o menos possível estes sectores. A “classe média”, que em sentido lato, cresceu muito nas ultimas décadas e engloba hoje uma parte muito significativa da população, tem sido naturalmente mais atingida pelas medidas de austeridade. Mas, exceptuando talvez uma parte dos novos desempregados, o nivel de rendimentos e a situação patrimonial das famílias teem permitido enfrentar a situação sem grandes dramas. Não há “médios” na miséria, com fome e sem casa ”
    Aahahahahahaha.Então as pessoas perdem o seu emprego, ficam com casa para pagar, e ás vezes veem se obrigados a ter de sair de casa,o governo aumenta os impostos com essa brutalidade, e voce vem-me dizer que isso não afecta quase nada?Bolas, voce vive mesmo noutr planeta alheio da realidade, sem noção nenhuma!.Eu ainda tinha consideração por si…mas acho que se está a acabar.Isso é uma gaffe autentica
    #

    Gostar

  153. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    21 Setembro, 2012 13:39

    rr : “eu não desejo a queda do governo”
    .
    Ainda bem. Mas não parece. Faz praticamente as mesmas criticas e usa os mesmos agumentos que todos aqueles que desejam e trabalham para a queda do governo.
    .
    .
    rr : “acredito que o estado deve reduzir mais despesa que tem feito(socrates aposto que faria a mesma coisa.”
    .
    Pode não ser tanto quanto desejariamos. Mas a verdade é que o actual governo reduziu mais despesa do que qualquer outro governo desde pelo menos ha décadas. Como é possivel dizer que Socratas faria a mesma coisa quando se sabe que ele aumentou sempre os gastos do Estado, mesmo com a crise em curso, levando o pais para perto da bancarrota ?!… Os noticiarios das principais televisões nacionais, que o rr parece apreciar e achar objectivos e imparciais, passam grande parte do tempo a falar do que seriam as consequencias sobre o pais e as pessoas de todos os cortes que o governo tem feito, na saude, na educação, na cultura, nos vencimentos, nas pensões, nos subsidios,… e o rr ainda acha pouco ?!…
    .
    .
    rr : “p+oliticas contra as ppp”
    .
    O actual governo ja reduziu estes encargos em 1,2 bilhões de Euros, preve uma redução de 250 milhões para 2013, e reduções adicionais nos anos seguintes. Sabendo-se que os custos totais com todas as PPPs são 26 bi brutos e 15 bi liquidos, que correm ao longo de cerca de 3 décadas, que uma parte significativa refere-se ao custo das obras ja feitas, que as PPPs contrairam financiamentos bancarios, em grande parte externos, que existem contratos que não podem nem devem ser desrespeitados, que a margem de renegociação é limitada … Mas como o rr diria … ainda é pouco … e o Socrates faria a mesma coisa !!…
    .
    .
    rr : “eu só peço o cumprimento do que estava no programa do partido.Mais nada”
    .
    Em termos de cortes nas despesas o programa do PSD, bastante genérico com são normalmente estes programas, previa bem menos do que tem vindo a ser feito pelo actual governo. Não nos esqueçamos que o PSD não ganhou as eleições prometendo desmantelar o Estado Social, despedir funcionarios publicos, reduzir vencimentos e pensões, desrespeitar os contratos das PPPs , etc, etc.
    É verdade que o programa não previa aumentos de impostos. Nem o do PSD nem o de qualquer outro partido. Eu sempre disse que PPC deveria ter sido menos optimista e menos categorico relativamente a estas matérias concretas. Mas também é verdade que PPC e o PSD prometeram sobretudo aplicar o acordo com a Troika, que previa austeridade e aumentos de impostos, e prometeram tomar as medidas necessarias para resolver a crise financeira e reformar a economia. Na altura sabia-se ja que a situação era dificil, com o programa de ajuda ja assinado, mas não se tinha ainda a exacta noção da extrema gravidade da situação. A situação continuou a evoluir para pior, o contexto internacional e europeu (a crise das dividas soberanas, etc) degradou-se consideravelmente. Nestas condições um governo que se limitasse a aplicar à letra um mero programa eleitoral seria completamente irresponsavel e insensato.

    Gostar

  154. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    21 Setembro, 2012 13:54

    Francisco Colaço (21 Setembro, 2012 at 09:35),
    .
    Concordo com muito do que diz. Lembro-me bem desses acontecimentos e ainda bem que as resistencias da altura não conseguiram impedir a liberalização daqueles sectores e o aumento do numero de operadores.
    Mas não sei se percebi bem até ao fim qual é a sua posição relativamente à RTP…
    Por mim, é de privatizar (totalmente) a RTP e aumentar a livre concorrencia no sector !

    Gostar

  155. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 13:59

    “Por mim, é de privatizar (totalmente) a RTP e aumentar a livre concorrencia no sector !”
    .
    .
    O problema é que se o governo vender a RTP, o défice… Sobe! Numa altura que é contra-indicado. (Até podia ser que não, se fosse negociado com a Troika.)
    .
    .
    Mas isso foi o que devia ter sido feito logo quanto tomaram posse.

    Gostar

  156. PMP's avatar
    PMP permalink
    21 Setembro, 2012 14:50

    O AC continua a bater na mesma tecla de que o dinheiro vem das minas ou de algum lugar sagrado.
    .
    Os EUA estão cheiinhos de dolares para pagar as suas dividas em dolares, senão arranjam mais uns dolares .
    .
    Da mesma maneira o BCE está cheiinho de Euros , basta só carregar na tecla dos Euros !.
    .
    O AC gosta de inventar ou então gosta de entreter a malta com lengalengas que ele sabe que são conversa da treta !

    Gostar

  157. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 14:55

    “Ainda bem. Mas não parece. Faz praticamente as mesmas criticas e usa os mesmos agumentos que todos aqueles que desejam e trabalham para a queda do governo”
    Não seja desonesto.As criticas que faço são diferentes.O choro vitimista fica-lhe muito mal.

    “Pode não ser tanto quanto desejariamos. Mas a verdade é que o actual governo reduziu mais despesa do que qualquer outro governo desde pelo menos ha décadas. Como é possivel dizer que Socratas faria a mesma coisa quando se sabe que ele aumentou sempre os gastos do Estado, mesmo com a crise em curso, levando o pais para perto da bancarrota ?!… Os noticiarios ”
    Não pinte os numeros.É verdade que socrates portou-se mal em 2009.Mas as receitas que usou entre 2005 e 2007, e nos pec I ao IV, são semelhantes ás deste governo.Mais aumentos de impostos.As medidas do governo são uma continuação dos pecs.

    Em termos de cortes nas despesas o programa do PSD, bastante genérico com são normalmente estes programas, previa bem menos do que tem vindo a ser feito pelo actual governo. Não nos esqueçamos que o PSD não ganhou as eleições prometendo desmantelar o Estado Social, despedir funcionarios publicos, reduzir vencimentos e pensões, desrespeitar os contratos das PPPs , etc, etc.
    É verdade que o programa não previa aumentos de impostos. Nem o do PSD nem o de qualquer outro partido. Eu sempre disse que PPC deveria ter sido menos optimista e menos categorico relativamente a estas matérias concretas. Mas também é verdade que ”
    Era um programa genuinamente liberal.
    Mas o que aconteceu não foi um desviozinho.Foi como se houvesse um programa para as eleicoes e outro para o governo,ou seja o que se faz agora é o opostodo que se disse.Isso é enganar os eleitores.É descredibilizar as criticas que se fez a sócrates.Mas eu compreendo.Foi preciso enganar para vencer.Essa desculpa da herança anterio já é um classico que nao pega…

    Gostar

  158. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    21 Setembro, 2012 15:21

    rr (21 Setembro, 2012 at 13:13) : “Já percebi que para si, quando as coisas correm mal a culpa é dá oposição,do cds, da teevisão, etc etc.”
    .
    Não vejo o que querdizer com isso … Não falei sequer no CDS … O que digo é que não nos podemos apenas fiar naquilo que é transmitido nos noticiarios das televisões porque estão claramente empenhadas em manipular a informação e em transmitir para o publico a ideia de um pais completamente contra o governo e as medidas anunciadas. Sei que ha muita gente que não se reconhece nesta campanha vergonhosa e que ha muitas outras opiniões que teem sido ignoradas.
    .
    .
    rr : “Nem eu estou contra a baixa da tsu.Oponh-m é que isso seja feito ás custas dos trabalhadores, além disso represetar um aumnto(sim já sei que vai dier que ja havia) da intromissõ nas decisões das empresas”
    .
    A baixa da TSU sem o aumento da contribuição dos trabalhadores para a SS seria impossivel porque agravaria consideravelmente o déficit orçamental. Ao contrario do que diz o rr e a esmagadora maioria dos criticos desta medida, da direita à esquerda, nenhum corte viavel e aceitavel das despesas seria suficiente para a financiar. As alternativas são ou outros aumentos de impostos (TVA, IRS,…) ou o abandono da medida.
    No que é que a baixa da TSU representa uma interferencia do governo nas decisões das empresas ?… Pagam menos impostos e podem utilizar a margem assim obtida como quizerem. A unica coisa que o governo anunciou é um possivel agravamento da fiscalidade sobre a distribuição de dividendos. Mas isto é uma competencia fiscal do Estado, não é nenhuma interferencia nas decisões das empresas. O rr parece partir do principio que a situação fiscal anterior era ideal e que qualquer mudança na fiscalidade significa mais intervencionismo do governo. Por essa ordem de ideias o intervencionismo existe mesmo quando o governo baixa impostos ou liberaliza os mercados !!…
    .
    .
    rr : “Um empresário que todos os dias meta a mão na massa e empreendedor, percebe muito mais de economia e de gerir uma entidade do que qualquer intelectual académico macro”
    .
    Isto é uma generalização sem fundamento. Não ha nenhuma regra a este respeito. Ha empresarios melhores e piores, ha macroeconomistas (não me refiro apenas nem principalmente aos académicos) melhores e piores. O que é certo é que uma empresa não se gere do mesmo modo que um pais (mas um empresario ganha em conhecer bem o contexto macro-economico em que se move) e que um pais não se gere como uma empresa (muito embora os governantes devessem por vezes aprender com o mundo das empresas). São expertises diferentes.
    Efectivamente, é lamentavel que muitas vezes os governantes e burocratas ministeriais pretendam saber melhor do que os empresarios como é que se devem gerir as suas empresas e interfiram abusivamente nas actividades destas e nos mercados onde actuam.
    O que eu pretendi dizer no comentario anterior é que um empresario, por melhor e mais bem sucedido que seja na sua actividade, não tem necessariamente razão em tudo o que diz respeito ao mundo dos negocios e, ainda menos, à governação de uma economia e de uma sociedade. Tanto é assim que no seio dos empresarios existem as mais diversas opiniões sobre esta matéria. Além de que, como acontece com toda a gente, um empresario pode muito bem analisar a situação a partir de um prisma particular e em função dos seus proprios interesses imediatos, não necessariamente comuns e coincidentes com os de outros empresarios e de outras pessoas. Por isso mesmo, não é de modo nenhum conveniente que um pais e um Estado sejam governados apenas em função dos pareceres e das solicitações de certos grupos de interesses, empresariais ou outros. No caso concreto de Portugal, e no passado recente e longinquo, varias politicas economicas dos governos tenderam a beneficiar certos sectores e certos interesses empresariais em prejuizo de outros sectores e do “interesse publico”. Ao contrario do que afirmam praticamente todos os detractores do liberalismo, os liberais não pretendem defender interesses empresariais particulares mas antes uma efectiva neutralidade do Estado relativamente a todos os interesses, empresariais e outros.
    Isto traz-nos para o assunto principal desta nossa conversa. Muitas das opiniões que teem sido ouvidas nos mass médias representam apenas o ponto de vista de uma parte dos empresarios e , em varios casos, compreendem-se também como uma tentativa de defesa de interesses economicos instalados e que podem ser afectados pelas medidas anunciadas pelo governo. Curiosamente, ou talvez não, muitos dos comentadores que agora destacam a lucidez e a “sensibilidade social” destes empresarios a proposito da medida sobre a TSU, no passado quase sempre tenderam a desconfiar das acções e afirmações dos mesmos e a acusa-los de apenas defenderem interesses proprios.

    Gostar

  159. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    21 Setembro, 2012 15:50

    “As alternativas são ou outros aumentos de impostos (TVA, IRS,…) ou o abandono da medida”

    Obviamente, o abandono da medida.

    Gostar

  160. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    21 Setembro, 2012 16:04

    rr (21 Setembro, 2012 at 13:30) : “Houve uma melhoria de condições de vida, porque a produção das pessoas aumentou, e consequentemente isso fez que os seus salarios fossem aumentados,não porque gastassem acima das suas possibilidades.”
    .
    Bom, pelo menos reconhece que houve uma melhoria das condições de vida das pessoas…
    Mas, precisamente, o ponto é mesmo que essa melhoria não se deveu apenas ao aumento da produção nacional. Deveu-se também, demasiado, ao desvio de recursos do investimento para o consumo, e à aquisição no exterior de bens e serviços a crédito sem produção suficiente para o reembolso.
    O que esta aqui em causa não é as familias terem gasto individualmente acima dos seus rendimentos. Também aconteceu, em resultado do enorme crescimento do crédito, para a habitação, para a compra de equipamentos domésticos, para o consumo em geral. Mas a maioria até gastou apenas o que ganhou honestamente com o seu trabalho ou com a sua actividade. O problema é que muitas pessoas ganharam mais do que a economia, as empresas, o Estado, estavam em condições de pagar, tendo em conta a produção interna. Acresce ainda que, através do Estado, foram fornecidos, mais ou menos gratuitamento ou abaixo do preço de custo, bens e serviços que foram produzidos desviando recursos do investimento produtivo interno ou adquiridos a crédito no exterior.
    Sim, os portugueses viveram acima do que o seu pais estava em condições de lhes garantir e agora não ha outra solução que não seja apertar o cinto !!
    .
    .
    rr : “Então as pessoas perdem o seu emprego, ficam com casa para pagar, e ás vezes veem se obrigados a ter de sair de casa,o governo aumenta os impostos com essa brutalidade, e voce vem-me dizer que isso não afecta quase nada?”
    .
    Claro que afecta as pessoas nestas situações mais dificeis. Eu nunca disse o contrario. Os casos mais graves são precisamente os associados a situações de desemprego e de endividamento excessivo (ca estão algumas das familias que gastaram e se endividaram acima do que era prudente).
    Ja associar o argumento do aumento dos impostos a estes casos limite me parece inapropriado. Os aumentos de impostos isentaram as pessoas com rendimentos mais baixos, por maioria de razão os desempregados. Como foi varias vezes recordado, nem os desempregados nem a esmagadora maioria dos pensionistas foram directamente afectados pelo aumento de impostos (apenas parcialmente pela subida no IVA).
    Este discurso sobre “as vitimas da austeridade” ja cansa, exagera deliberadamente as consequencias da crise, abusa da desinformação, é profundamente demagogico, e não apresenta nenhuma solução alternativa realista e viavel que permita evitar ou minorar as dificuldades das pessoas mais afectadas. No que se refere ao assunto da TSU, que afecta unicamente pessoas empregadas e com rendimentos acima de um determinado nivel, é uma instrumentalização manifesta.

    Gostar

  161. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 16:06

    “Sei que ha muita gente que não se reconhece nesta campanha vergonhosa e que ha muitas outras opiniões que teem sido ignoradas”.
    Pois eu sei que há gente que concordacm as critcas, e eu não acredito em teorias da conspiação nem tenho a mania da perseguição.Digo que culpar os meda é um tradição já

    “baixa da TSU sem o aumento da contribuição dos trabalhadores para a SS seria impossivel porque agravaria consideravelmente o déficit orçamental. Ao contrario do que diz o rr e a esmagadora maioria dos criticos desta medida, da direita à esquerda, nenhum corte viavel e aceitavel das despesas seria suficiente para a financiar. As alternativas são ou outros aumentos de impostos (TVA, IRS,…) ou o abandono da medida.”
    E porqu não cortar gasto em vez de substituir o gasto por outro?Porque é que tem de ser sempre os desgraçados dos cidadãos a pagarem?.E há ainda esta proposta d Tavares Moreira :http://quartarepublica.blogspot.pt/2012/09/guerra-da-tsu-nao-havera-alternativa.html

    “No que é que a baixa da TSU representa uma interferencia do governo nas decisões das empresas ?… Pagam menos impostos e podem utilizar a margem assim obtida como quizerem. A unica coisa que o governo anunciou é um possivel agravamento da fiscalidade sobre a distribuição de dividendos. Mas isto é uma competencia fiscal do Estado, não é nenhuma interferencia nas decisões das empresas. O rr parece partir do principio que a situação fiscal anterior era ideal e que qualquer mudança na fiscalidade significa mais intervencionismo do governo. Por essa ordem de ideias o intervencionismo existe mesmo quando o governo baixa impostos ou liberaliza os mercados !!…”
    Porque reduz a margem de lucrro.Porque aumenta a intervenção no consumo.Porque essa decisão força as empresas a exportarem.Como já vi alguém dizer, “A desvalorizaçõ fiscal é uma intervenção no mercado”

    “Efectivamente, é lamentavel que muitas vezes os governantes e burocratas ministeriais pretendam saber melhor do que os empresarios como é que se devem gerir as suas empresas e interfiram abusivamente nas actividades destas e nos mercados onde actuam.
    O que eu pretendi dizer no comentario anterior é que um empresario, por melhor e mais bem sucedido que seja na sua actividade, não tem necessariamente razão em tudo o que diz respeito ao mundo dos negocios e, ainda menos, à governação de uma economia e de uma sociedade. Tanto é assim que no seio dos empresarios existem as mais diversas opiniões sobre esta matéria. Além de que, como acontece com toda a gente, um empresario pode muito bem analisar a situação a partir de um prisma particular e em função dos seus proprios interesses imediatos, não necessariamente comuns e coincidentes com os de outros empresarios e de outras pessoas. Por isso mesmo, não é de modo nenhum conveniente que um pais e um Estado sejam governados apenas em função dos pareceres e das solicitações de certos grupos de interesses, empresariais ou outros. No caso concreto de Portugal, e no passado recente e longinquo, varias politicas economicas dos governos tenderam a beneficiar certos sectores e certos interesses empresariais em prejuizo de outros sectores e do “interesse publico”. Ao contrario do que afirmam praticamente todos os detractores do liberalismo, os liberais não pretendem defender interesses empresariais particulares mas antes uma efectiva neutralidade do Estado relativamente a todos os interesses, empresariais e outros”
    Sim, ninguem é perfeito, e toda a gente erra.Mas mesmo assim, o sector empresarial é um sector que vive mais da realidade do que de modelos economicos academicos,e há coisas que os modelos nao preveem, o que acontece com a observaçõ da realidade.
    Mas nem é essa as minhs objeccos ao qu disse: Em 1ºlugar os sectores favorecidos por socrates foram as renovavei e as contrutoras, não o comercio e a industria.Pelo que me consta , belmiro e soares do sanos nunca se sentira confortaveis com socrates, pelo contrario, soares dos santo sempre foi um acerrimo critico de socrates.
    E depois, vc diz que o governo toca em interesses, mas o qu eu vi foi um governo com medo da endesa e da edp, e das construtoras

    .

    Gostar

  162. Carlos's avatar
    Carlos permalink
    21 Setembro, 2012 16:21

    Exmos. Srs.

    Em vários posts, coloco as minhas questões.

    Sendo que neste post, parecem apostados em responder um ao outro, proponho a qualquer um dos estimados arguentes que se digne a dar-me uma opinião fundamentada a estas perguntas:

    1. Partindo do pressuposto (real, a julgar pela generalidade de toda a opinião pública) de que esta alteração na TSU implicaria uma imensa quebra no mercado interno e aumento do desemprego (numa economia tão fechada à internacionalização como a nossa), em sua opinião, estaríamos ou não à beira de uma maior recessão? Em que medida é que esta recessão permitiria tirar Portugal da Crise? Não será o crescimento do PIB absoluta condição para nos tirar da crise?

    2. Será justo sacrificar toda a massa trabalhadora por erros cometidos sucessivamente pelos diferentes Governos? Não seria, por ventura, mais justo condenar judicialmente todos os governantes que nos conduziram a esta situação? O povo não pode dizer com justiça “eu não devo nada a ninguém”?

    3. Parece que as PPP estão “praticamente blindadas”. Assistimos à privatização em massa de empresas públicas. Assistimos ao aumento generalizado dos serviços públicos (educação, passes, taxas moderadoras, etc.) Considera que esta alteração na TSU resolveria o problema do déficit e não seriam necessárias novas medidas de austeridade para 2013? E o que seria necessário fazer para o déficit em 2014? E para 2015, em que o déficit teria de ser inferior a 2,5%? Novos aumentos de impostos?

    4. Alguém que defenda a alteração da TSU tem alguma noção da imensa despesa realizada por toda a Administração Pública onde seria possível cortar os excessos?

    5. Alguém que defenda a alteração da TSU leu o relatório da Rede Europeia Anti-Pobreza, de Agosto de 2012, que coloca Portugal como um dos países mais pobres da UE-27 e com maiores desigualdades entre mais ricos e mais pobres?

    6. No panorama económico mundial, verificamos que os países que mais crescem e mais se desenvolvem apostam no incremento das qualificações e na potenciação do crescimento económico através de remunerações elevadas, veja-se o caso da Alemanha. Será o custo do fator trabalho em Portugal assim tão relevante? Como é possível, se somos dos países da UE-27 em que este é menor? Não estará a nossa produtividade seriamente afetada pelo fosso entre os 20% mais ricos e os 20% pobres na casa dos 5,6 (dados de Agosto do relatório referido)?

    7. Existe alguém que defenda a alteração da TSU cujo rendimento acumulado familiar não ultrapassa os 1200.00 €, pagando 400.00 € de renda, trabalhando a 2 horas de casa (de transportes públicos, porque o carro obrigaria a uma despesa fixa de 300.00 € por mês), alguma vez passou por dificuldades de querer comer, querer pagar a prestação da casa, querer pagar o consumo da eletricidade, da água, comprar algo para comer e chegar ao fim do mês e não lhe sobrar um cêntimo?

    Gostar

  163. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 16:28

    “Mas, precisamente, o ponto é mesmo que essa melhoria não se deveu apenas ao aumento da produção nacional. Deveu-se também, demasiado, ao desvio de recursos do investimento para o consumo, e à aquisição no exterior de bens e serviços a crédito sem produção suficiente para o reembolso.
    O que esta aqui em causa não é as familias terem gasto individualmente acima dos seus rendimentos. Também aconteceu, em resultado do enorme crescimento do crédito, para a habitação, para a compra de equipamentos domésticos, para o consumo em geral. Mas a maioria até gastou apenas o que ganhou honestamente com o seu trabalho ou com a sua actividade. O problema é que muitas pessoas ganharam mais do que a economia, as empresas, o Estado, estavam em condições de pagar, tendo em conta a produção interna. Acresce ainda que, através do Estado, foram fornecidos, mais ou menos gratuitamento ou abaixo do preço de custo, bens e serviços que foram produzidos desviando recursos do investimento produtivo interno ou adquiridos a crédito no exterior.
    Sim, os portugueses viveram acima do que o seu pais estava em condições de lhes garantir e agora não ha outra solução que não seja apertar o cinto ”
    As empesas quer transacionaveis quer não-transacionaveis, tiveram lucros, isso repercutiu nas remuneracosdos trabalhadores,e estes viveram como puderam.Agora culpar a população pela incompetencia dos governantes é uma deturpação da históia.Aconteceu que guterres,cavaco,durão, e socrates, não estiveram á altura das circunstancias.Portanto o sector publico é qu deve submeter-se´austeridade.Ponto

    “Ja associar o argumento do aumento dos impostos a estes casos limite me parece inapropriado. Os aumentos de impostos isentaram as pessoas com rendimentos mais baixos, por maioria de razão os desempregados. Como foi varias vezes recordado, nem os desempregados nem a esmagadora maioria dos pensionistas foram directamente afectados pelo aumento de impostos (apenas parcialmente pela subida no IVA).
    Este discurso sobre “as vitimas da austeridade” ja cansa, exagera deliberadamente as consequencias da crise, abusa da desinformação, é profundamente demagogico, e não apresenta nenhuma solução alternativa realista e viavel que permita evitar ou minorar as dificuldades das pessoas mais afectadas. No que se refere ao assunto da TSU, que afecta unicamente pessoas empregadas e com rendimentos acima de um determinado nivel, é uma instrumentalização manifesta.”
    Não me parece verdadeio o que voce diz, e se foram isentado , então ninguem deu por isso porque as queixas ee aumentado.Eu sei daqilo que falo, porque já testemunhei casos, vá por mim
    Sempre qu atacam os nossos idolos politicos é desagradável não é? Mas olhar a realidadecom um olhr neutro e não cm um olhar rosa ou laranja, não agrada a nenhum lado politico.Mas engraçado, os apoiantes de socrates dizem o mesmo: que socrates era atacado pela esquerda e pela direita.Já o berluconi culpava a RAI e o la reppublica da tal “desinformação” e “demagogia”
    .

    Gostar

  164. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    21 Setembro, 2012 16:37

    Fernando S,
    .
    Extinção da RTP, pura e simples. Abertura das frequẽncias para quem quiser emitir. As rádios-pirata permitiram a TSF e as rádios segmentadas. Ninguém é obrigado a ouvir a TSF, a Rádio Amália, a Rádio Arganil ou a Rádio Pimbalhada. Mas tem escolha de o fazer ou de não o fazer, e já poucos comem as porcarias da Antena 1 e da Antena 3. Há mais por onde escolher.
    .
    Se os comunistas acham que a SIC e a TVI apenas emitiriam aos interesses dos respectivos grupos (provavelmente teriam razão), pois façam a PravdaTV e emitam a sua versão da realidade pouco realista.
    .
    No tempo da Internet, o que custa a RTP dava para pagar ligações à Internet a um milhão de lares portugueses. Extinguir a RTP e desbandar aquele exército de imbecis seria o melhor que Portugal poderia fazer. Ao contrário da privatização, isso poderia ser feito amanhã (basta extinguir a taxa compensatória na electricidade e declarar falência na RTP).

    Gostar

  165. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 16:52

    “O AC gosta de inventar ou então gosta de entreter a malta com lengalengas que ele sabe que são conversa da treta !”
    .
    .
    Exacto, PMP. Conversas da treta. Mas olhe o que disse o líder da Reserva Federal: nós vamos imprimir para gerar o efeito de sensação de riqueza. Como? Comprando activos e vaorizando-os, para que o povo americano se sinta mais rico e comece a gastar dinheiro. E a consumir. (Não é a trabalhar, claro. Agora o que interessa consumir.)
    .
    .
    E aqui nesta declaração do Bernanke, líder da Res. Federal, temos expostos um novo tipo de fascismo económico, numa conjugação de interesses, entre os milionários americanos (que controlam verdadeiramente a riqueza americana, detentores dos tais títulos a serem comprados e valorizados pela Reserva Federal) e as autoridades governamentais e monetárias. Porque, como os ricos são quem detém a maior dos portfólios e detentores das riquezas do país (uma pequenissima parte controla mais de 80% desta riqueza), eles serão ainda mais ricos, efectivamente. Os pobres terão a sensação de riqueza, já que os seus parcos portfólios que valorizam não chegam sequer para pagar o custo de vida que também sobe: gasolina, aquecimento, comida e até tabaco.
    .
    .
    Esta declaração do Bernanke não apenas confirma políticas monetárias erradas. Eu até penso que, sendo grave, ainda é possível discutir os méritos e deméritos desta política monetária. Mas o que não se pode dicutir, de forma alguma, é a legitimidade de roubar a população mais pobre, roubar o resto do mundo, para enriquecer as elites americanas. Isto é fascismo económico. É a mistura dos poderes do Estado com os negócios e as oligarquias políticas e económicas, que dominam o sistema político americano. Compreendeu? Ou quer que lhe faça um desenho?
    .
    .
    Ele vai imprimir para enriquecer os ricos á custa dos pobres. E á custa do mundo, como Portugal, que já paga a gasolina, por exemplo, aos mais altos valores de sempre. Cortesia do sistema fascista americano. E de tótós por esse mundo fora, que acreditam em… Cocanhas. lololol

    Gostar

  166. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    21 Setembro, 2012 16:58

    RR,
    .
    Durante estes anos o país viveu acima do que produzia, e daí os défices. O défice do Estado significa que o Estado gasta mais do que aquilo que colecta à ponta d’arma aos cidadãos. Ora, se o RR gasta mais do que produz e vai à falência, é entre si e os seus credores. Quando o Estado gasta, pode aumentar o preço sobre os seus supostos e impostos serviços (taxas) e aumenta a contribuição devida por cada cidadão pelo simples facto de estar na sua existência terrena.
    .
    Quanto à TSU, eu sou a favor de que tudo se transfira para o trabalhador, com o aumento do salário mínimo (a referência para a economia) do mesmo valor (portanto, seria 23,75%). A preparação da reforma é uma coisa dos trabalhadores, não das empresas. E embora isto fosse neutro para as empresas, mostrava aos trabalhadores o valor da responsabilidade individual. Vamos a factos:
    .
    1) A China está morta. A contracção da mão de obra disponível (população entre os 18 e os 65 anos), que se esperava iniciar-se em 2015, iniciou-se. A Rússia já está em contracção desde 2006 e o Japão desde 2005. Portugal está também já em contracção populacional.
    .
    2) Uma taxa de 36% para a Segurança Social não é suficiente para assegurar as reformas, se a idade de reforma se mantiver aos 65 anos. As pessoas vivem quase 20 anos após a idade de reforma, e em cerca de 13 anos as contribuições são gastas.
    .
    3) Pior, com o sistema pagar para as os reformados presentes que temos, pouco depois 2020 não haverá cheta disponível na Segurança Social, devido à pirâmide invertida.
    .
    4) Mesmo no curto prazo, basta um espirro da Troika que lhes leve a dizer não emprestamos, e estou a ver os manifestantes que andaram a falar tão mal dela darem cabeçadas na parede mais próxima. Se a Troika diz não, só o mês imediato será pago no Estado, e veremos a somalização da economia e da sociedade.
    .
    5) Se os Estados Unidos cairem no dim de 2012 ou no primeiro semestre de 2013 (uma possibilidade real) por causa da sua dívida e das cautelas dos investidores e, principalmente, de uma mais que possível guerra China vs. Japão + Filipinas + Vietename + Taiwan + Índia, não haverá quem compre qualquer dívida. Os investidores irão guardar o seu dinheiro, à cautela.

    Gostar

  167. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 17:01

    Penso que o PMP devia ler isto: http://tinyurl.com/6un84af
    .
    .
    Conversa da treta, não é PMP? Vc. é outro dos tótós que são bem enganados por truques ilusionistas monetários. ehehhehehhheh

    Gostar

  168. Gonçalo's avatar
    21 Setembro, 2012 17:20

    O Público de hoje coloca a possibilidade de um recuo na TSU poder ser compensada com uma taxa sobre os bens financeiros (poupanças, depósitos).
    Assim, ficamos a saber que o casal do andar de baixo que foi ao Brasil, de férias, nos últimos 3 anos é que estava certo…
    Pois o casal do andar de cima, que ficou por cá e criou uma caderneta de poupança-educação com vista às propinas das suas crianças, na universidade dentro de alguns anos, é que vai pagar o buraco…
    É a justiça da esquerda a funcionar em pleno.

    Gostar

  169. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 17:31

    “Durante estes anos o país viveu acima do que produzia, e daí os défices. O défice do Estado significa que o Estado gasta mais do que aquilo que colecta à ponta d’arma aos cidadãos. Ora, se o RR gasta mais do que produz e vai à falência, é entre si e os seus credores. Quando o Estado gasta, pode aumentar o preço sobre os seus supostos e impostos serviços (taxas) e aumenta a contribuição devida por cada cidadão pelo simples facto de estar na sua existência terrena”
    Francisco, foi o estad, não os privados, ou seja, o estado tem que fazer a sua dieta.E quanto menos o estado meter a mao nos nossos bolsos, melhor viveremos.Pensava que voce francisco, estivesse de acordo com este principio

    Gostar

  170. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    21 Setembro, 2012 17:48

    RR,
    .
    Eu estou de acordo. E até digo que a dieta passa por menos 250.000 funcionários públicos (vinte e poucos da força de trabalho do Estado, mais ou menos). O RR não está?

    Gostar

  171. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 17:55

    100% por centro francisco.Mas as vezes voce hesita um bocadinho lol

    Gostar

  172. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    21 Setembro, 2012 17:57

    rr (21 Setembro, 2012 at 14:55) : “Não seja desonesto.As criticas que faço são diferentes.O choro vitimista fica-lhe muito mal.”
    .
    rr, a sua linguagem está a resvalar para o insulto gratuito … Tenho tolerado o seu tom por vezes excessivamente desinvolto … Mas se continua por este caminho eu não estarei disponivel para continuar a conversa consigo !!
    .
    As criticas que o rr faz não são assim tão diferentes. Pelo menos na minha modesta opinião …
    Digamos que insiste mais no corte de despesas publicas. Mas, quem é que hoje, da direita à esquerda, não critica o governo por não cortar o suficiente nas despesas públicas ?… Como diz bem o João Miranda num post recente aqui no Blasfémias, “[] o único consenso que alguma vez existiu e continua a existir pode ser resumido da seguinte forma: todos concordam que o governo deve cortar na despesa para que não seja necessário cortar na saúde , na educação, nas segurança social, nos salários, no investimento e na cultura.”
    Todos os criticos são também unanimes contra aumentos de impostos. Mesmo aqueles, à esquerda, que sempre defenderam e praticaram aumentos de impostos para financiar um Estado pletórico e despesista. Mesmo aqueles que aprovaram o memorando com a Troika e a necessidade de medidas pelo lado das receitas para reduzir o déficit orçamental. Também aqui o rr está em boa companhia. O argumento “técnico” utilizado é básicamente o mesmo : o aumento de impostos faz baixar o consumo que por sua vez acentua a recessão e, consequentemente, acaba por fazer baixar as receitas fiscais. A este argumento “técnico” acrescenta-se a “sensibilidade social” e o choradinho sobre os “pobres” e a “classe média” que ficam na miséria. O argumento “técnico” é práticamente a visão keynesiana da economia, que dá o primado à procura e não à oferta. O argumento “social” não está longe da “filosofia social” das Igrejas e da tese marxista da “pauperização absoluta” reabilitada.
    O rr diz ser a favor da baixa da TSU para as empresas. Mas não aceita que essa baixa seja financiada por outros impostos. Não estando este governo em condições de reduzir drásticamente e rápidamente a despesa pública (considere isto um dado de facto), e existindo uma situação orçamental muito difícil e sem qualquer folga, esta sua posição é um mero voto pioso. No final o rr, mesmo com a melhor das intenções, acaba por juntar a sua voz aos que procuram fazer recuar o governo nesta matéria criticando precisamente a modalidade de financiamento. Deste modo as empresas não terão tão cedo qualquer baixa de impostos.
    Sim, honestamente, claro que há diferenças, mas neste momento contam mais as semelhanças !!

    Gostar

  173. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 18:51

    “a sua linguagem está a resvalar para o insulto gratuito … Tenho tolerado o seu tom por vezes excessivamente desinvolto … Mas se continua por este caminho eu não estarei disponivel para continuar a conversa consig”
    Eu limitei me a dizer o óbvio: voce mente e manipula os factos.Não estou a insultar, estou a dizer que voce está a fazer spin politico,nõ fazendo a diferença entre a direita liberal e a esquerda demagógica.Voce diz que não é um apoiante incondicional do governo,mas a verdade é que voce age como tal. É a minh opinião sincera.

    “Todos os criticos são também unanimes contra aumentos de impostos. Mesmo aqueles, à esquerda, que sempre defenderam e praticaram aumentos de impostos para financiar um Estado pletórico e despesista. Mesmo aqueles que aprovaram o memorando com a Troika e a necessidade de medidas pelo lado das receitas para reduzir o déficit orçamental. Também aqui o rr está em boa companhia. O argumento “técnico” utilizado é básicamente o mesmo : o aumento de impostos faz baixar o consumo que por sua vez acentua a recessão e, consequentemente, acaba por fazer baixar as receitas fiscais. A este argumento “técnico” acrescenta-se a “sensibilidade social” e o choradinho sobre os “pobres” e a “classe média” que ficam na miséria. O argumento “técnico” é práticamente a visão keynesiana da economia, que dá o primado à procura e não à oferta. O argumento “social” não está longe da “filosofia social” das Igrejas e da tese marxista da “pauperização absoluta” reabilitada.”
    Eu não estou ao lado da visão da esquerda.Estou ao lado do que o psd e cds proclamaram durante as legislaturas passadas.A menos qu o fernando considere que esses partidos fossem de “esquerda” e que passos coelho portas ha um ano e meio fossem keynesianos no passado, ai não posso fazer nada.Tenho a visão economica que os republicanos teem na américa, que o partido moderado da suécia tem, que qualquer partido conservador da europa tem.
    Voce tem falado de um dicotomia opções do governo/contra o governo.Esse prisma pelo qual voce ve é errado.
    As dferenças entre esquerda e direita no mundo, é que a esquerda para resolver as crises economicas, nao acredita em baixar despesa, ou que esta tem que ser baixada muito lentamente.Acredita em mais impostos sobre os rendimentos e produtos, e que o estado te que ser generoso e prestador de serviços sociais.Esta é a visão keynesiana na economia.
    Por outro lado há a visão de direita, a liberal, que acredita que , em vez de aumentar as bases de financiamente, deve por sua vez reduzir os gastos do financiamento.Se há menos gastos, logo deixa de ser necessário menos financiamento.A diferença entre mim e a esquerda, é que a esquerda mente e a prova diss é que não oferece alternativas.Na direita, teem dado.É essa a diferença.
    No caso do ps,
    Vc acredita que numa situação de défcie, a unica solução é espalhar impostos.Eu acredit em baixar despesa.
    Quanto á sensibilidade social, essa não é um reduto do pcp nem dos restantes partidos da esquerda, nem deve passar por mais estatismo.A sensibilidade socia também pode ser praticada pela direita e pela igreja.A menos qu o fernando ache que a igreja é de esquerda.

    “O rr diz ser a favor da baixa da TSU para as empresas. Mas não aceita que essa baixa seja financiada por outros impostos. Não estando este governo em condições de reduzir drásticamente e rápidamente a despesa pública (considere isto um dado de facto), e existindo uma situação orçamental muito difícil e sem qualquer folga, esta sua posição é um mero voto pioso. No final o rr, mesmo com a melhor das intenções, acaba por juntar a sua voz aos que procuram fazer recuar o governo nesta matéria criticando precisamente a modalidade de financiamento. Deste modo as empresas não terão tão cedo qualquer baixa de impostos.
    Sim, honestamente, claro que há diferenças, mas neste momento contam mais as semelhanças !”!
    Também devo então registar que desde 2005 até ao ano passado, que os partidos da coligação, um rol de bloggers da internet, entre outras figuras, criticaram violentamente o governo do ps, por ter aumentado impostos entre outras coisas, mas que quano subiram ao governo, fizeram a mesma coisa.Afinal a vossa visão de curto prazo e a do ps não é tão diferente quanto isso pois não? Disseram-nos até á exaustão, que não iam aumentar impostos, que iam cortar rendas da energia,e renegociar ppp.Mal chegaram ao governo, trairam as palavras que disseram antes.
    Sabe a difereça é que voce compara com ps pc e be desta legislatura.Eu acho muito mais util comparar com o ps pcp e be das anteriores legislaturas
    Não digo que não haja diferenças.mas as semelhanças aqui também contam mais.Agora se voce não gosta do ue lhe digo.. pois, é a minha opiniao.Voce te a sua visão e eu tenho a minha

    Gostar

  174. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    21 Setembro, 2012 18:54

    Fernando S.,
    .
    Apenas vou tolerando o Passos Coelho porque qualquer outra alternativa, salvo imposta por ditadura (como a nomeação presidencial), é pior do que o que lá está.
    .
    Não duvido da honestidade do Passos Coelho e sei que ele governa no fio da navalha. Sei, e tenho sido atacado por isso, que as PPP são uma armadilha juridico-económica que convém desmontar etapa a etapa. Quem acha que isso se faz à bruta obviamente nunca teve de negociar um campo de minas ou de ir buscar parafusos a uma carcaça de tanque supostamente minada (e estava).
    .
    Tenho poucas dúvidas acerca do ministro das finanças e sei que nenhum faria melhor dadas as nossas circunstâncias e, isto é que é mau, a impossibilidade de o Governo conseguir desmontar os ardis do tribunal constitucional, funcionários públicos a proteger funcionários públicos.
    .
    Tenho ainda menos dúvidas de que há um milagre económico em curso. Já tive oportunidade de dizer que acho que Portugal será um farol na Europa. Agora, pela razão contrária, tenho a certeza: se recuarmos um centímetro que seja, seremos, tal como a Grécia, um aviso do que acontecerá a quem pensar em persistir no erro.
    .
    Há quatro coisas que têm de ser desmontadas com luva de veludo e mão de ferro: a RTP, os brinquedos estrangeiros para os militares, o poder dos sindicratas (grafia intencional!) e as escolas sem alunos e sem cursos com empregabilidade e utilidade social e laboral. Cada um destes’é um campo de minas, e até a RTP se transveste de TSU quando é conveniente, com a SIC e a TVI à cabeça.

    Gostar

  175. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    21 Setembro, 2012 19:10

    Alternativas à TSU:
    negociar a dívida e baixar juro pagos à troika.
    200 pontos base a a menos em juros seriam próximo de 4.000 milhões de euros (quase 2,5% do pib)… mais do que suficiente.

    Gostar

  176. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 19:27

    “Não duvido da honestidade do Passos Coelho e sei que ele governa no fio da navalha. Sei, e tenho sido atacado por isso, que as PPP são uma armadilha juridico-económica que convém desmontar etapa a etapa.”
    Eu também achava isso, mas quem diz uma coisa ao longo de vários anos e pratica outra , bem… no minimo causa duvidas.Quanto ao ministro gaspar é um académico sem contacto com a realidade da economia e com as empresas,que falhou as previsoes.Eu para o lugar dele tinha escolhido um gestor de empresas.Já li num orgão informativo que o ministro da saude é candidato a substitui-o.E tenho grande admiração pelo ministro da saude.É uma area complicada e tem feito um trabalho muito decente na minha opiniao.E é uma pessoa que sabe ouvir

    Gostar

  177. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 19:35

    Já agora:”Não estando este governo em condições de reduzir drásticamente e rápidamente a despesa pública (considere isto um dado de facto),”
    E estará em condicoes de subir rapidamente os impostos?

    Gostar

  178. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 19:49

    Eu não quero me meter nas vossas discussões. Mas o RR continua enganado sobre o que a Direita defendia durante anos:
    .
    .
    “Por outro lado há a visão de direita, a liberal, que acredita que , em vez de aumentar as bases de financiamente, deve por sua vez reduzir os gastos do financiamento.Se há menos gastos, logo deixa de ser necessário menos financiamento.A diferença entre mim e a esquerda, é que a esquerda mente e a prova diss é que não oferece alternativas.Na direita, teem dado.É essa a diferença.”
    .
    .
    Até á emergência da chamada direita liberal põs-Nixon, a Direita, tanto liberal como conservadora, sempre foram a a favor dos aumentos de impostos para financiar défices. Até, mais ou menos, à chegada ao poder do Reagan e das chamadas reagonomics, a Direita, por todo o lado, era contra o défice e era a favor da austeridade e de aumentos de impostos para financiar défices orçamentais. Até que a Direita conservadora americana muda e adopta precisamente o keynesianismo do corte da carga fiscal para expandir a economia e a procura.
    .
    .
    Já poucos se lembram porquê que a Thatcher perdeu a a popularidade e o poder em Inglaterra, mas foi precisamente por causa de um aumento de impostos, que ela tudo fez para impôr aos ingleses. E porquê? Precisamente pela crença da direita até então, que um défice orçamental hoje eram impostos com juros amanhã. Só com Reagan é que a direita americana mudou de opinião e preconizou a baixa de impostos antes do défice para expandir a procura interna. (E desde então passou a ser esse credo, excepto na chamada direita europeia mais antiga e liberal, como no caso alemão, por exemplo, que ainda hoje defende que só se deve baixar a carga fiscal depois de baixar a despesa ou aumentar o excedente orçamental.
    .
    .
    A dita direita liberal que Vc. diz que defender, é apenas uma recente mudança de opinião, mais baseada na crença, errada, que a carga fiscal baixando, automaticamente aumenta o crescimento económico, o que nunca foi provado por nenhum autor sério, a nível económico. Se se pode invocar em termos filosóficos essa ideia, em termos económicos, a baixa da carga fiscal tem menos influência na oferta da economia que outros factores, tão ou mais importantes que a carga fiscal. Dependendo muito do ciclo económico, por exemplo, para que essa carga fiscal seja benéfica em vez de prejudicial.
    .
    .
    O Fernando S aponta bem a importância da oferta em vez da procura, porque, historicamente (e volto a relembrar como a Thatcher perdeu o poder), a direita sempre foi contra défices orçamentais financiados com juros. Preferiu sempre a austeridade e a aumentos da carga fiscal para combater défices orçamentais. Desde a direita alemã á francesa, passando pela inglesa ou até mesmo a portuguesa, a direita sempre foi contra défices orçamentais e dívida pública, excepto quando há guerras ou emergências nacionais.
    .
    .
    Depois dos Anos 70, basta ver que, quase todos os países ocidentais, começaram a acumular elevada dívida pública, mais dívida privada para financiar a procura e défices orçamentais, porque renderam-se às fiolosofias de neo-Keynesianos, que dão importância elevada á procura. (Basta ver o próprio Krugman.)

    Gostar

  179. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    21 Setembro, 2012 20:26

    rr (21 Setembro, 2012 at 18:51)
    “Eu limitei me a dizer o óbvio: voce mente e manipula os factos.Não estou a insultar,…”
    .
    Acabou. Passe bem !

    Gostar

  180. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 20:51

    “Até á emergência da chamada direita liberal põs-Nixon, a Direita, tanto liberal como conservadora, sempre foram a a favor dos aumentos de impostos para financiar défices. Até, mais ou menos, à chegada ao poder do Reagan e das chamadas reagonomics, a Direita, por todo o lado, era contra o défice e era a favor da austeridade e de aumentos de impostos para financiar défices orçamentais. Até que a Direita conservadora americana muda e adopta precisamente o keynesianismo do corte da carga fiscal para expandir a economia e a procura.
    Caro Anti-Comuna, o seu discurso exige uma revisão de toda a história economia do seculo XX.Vamos a isso:
    Voce refere e bem que a direita europeia(inglesa,americana,francesa,alemã) acreditava eu aumentos de impostos.Mas faltou-lhe dizer tres coisas: Não digo que voce esteja a contar a história económica ao contrário, isto é ao avesso, mas o keynesianismo não consistia em baixar impostos.Muito pelo contrário, para o keynesianismo existir, tinha que haver um estado grande e presente nos sectores estrategico da economia, e tinha que haver muitos impostos.E falta-me perguntar uma coisa:Se altos impostos e estao grande são bons, então como explica que a itália ,espanha, e frança tenham défices,se a fiscalidade é alta??s.Se me permite dize-lo, o que existiu até á década de 80 foi precisamente o keynesianismo.O keynesianismo manifestava-se no poder de intervir na taxa de juros, manifestava-se na manutenção de um modelo mixto de economia, em que o estado financiava generosas prestacoes sociais ás pessoas.Mas isso sobreviveu até á crise do petroleo de 1973.
    O que aconteceu então? Em inglaterra, em 1979, a inglaterra estava mergulhada numa crise economica, e sofria de um estado grande e altos impostos.O que a thatcher fez foi reverter esta situação.Na america, o reagan baixou impostos.Mas o défice aconteceu porque ele não diminuiu a despesa!

    “Precisamente pela crença da direita até então, que um défice orçamental hoje eram impostos com juros amanhã. Só com Reagan é que a direita americana mudou de opinião e preconizou a baixa de impostos antes do défice para expandir a procura interna. (E desde então passou a ser esse credo, excepto na chamada direita europeia mais antiga e liberal, como no caso alemão, por exemplo, que ainda hoje defende que só se deve baixar a carga fiscal depois de baixar a despesa ou aumentar o excedente orçamental.”
    Então como é que explica que a frança e a itália, tendo altos impostos como voce gosta, tenhas défices orçamentais altos.Há ai uma contradição no seu discurso

    o,” automaticamente aumenta o crescimento económico, o que nunca foi provado por nenhum autor sério, a nível económico. Se se pode invocar em termos filosóficos essa ideia, em termos económicos, a baixa da carga fiscal tem menos influência na oferta da economia que outros factores, tão ou mais importantes que a carga fiscal. Dependendo muito do ciclo económico, por exemplo, para que essa carga fiscal seja benéfica em vez de prejudicial.”
    Quais Factores? Já lhe contei ontem o que a suécia e a finlandia fizeram nos anos 90.Então como voce explica que o canadá,austrália, suiça , holanda tenham impostos baixos e sejam os paises mais ricos do mundo? E como é que explica que as empresas tenham.se deslocalizado, tendo mudado de portugal para paises como a polónia ou a republica checa?
    E quanto ao krugman, voce simplesmente desconhece o que ele pretende: a grande defesa dele não são as baixas de impostos.Pelo contrário, ele tal como voce, pelos vistos, que os défices se resolvem com mais impostos

    Por ultimo, relativamente á procura, uma coisa muito basica: se eu cumprir o meu dever de trabalhar, tenho o direito de ser remunerado pelo trabalho que faço, logo tenho o direito de investir esse dinheiro da forma que entender.
    A procura interna e a externa, são os empresarios e trabalhadores que definem a sua existencia

    Gostar

  181. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    21 Setembro, 2012 20:52

    as discussões sobre sexo dos anjos normalmente acabam assim.
    com todo o respeito, 1/2 dúzia de linhas numa caixa de comentário é suficiente para explanar um ideia, defender um política ou arrasar com um governo; há muito que me deixei de impressionar com “discursos à fidel ou à chávez” por aqui no blasfémias, sejam sobre milagres da exportação ou faróis de economia europeia.

    Gostar

  182. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 20:55

    Fernando s,se eu entendo que voce está a mentir quando me põe é pé de igualdade,logo não posso dizer que voce está a dizer a verdade nao é? Factos são factos..

    Gostar

  183. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    21 Setembro, 2012 21:20

    Anti-Comuna,
    .
    Espero que Portugal não venha a ser conhecido como o “Lil’ n’ cute country that almost could.”

    Gostar

  184. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    21 Setembro, 2012 21:28

    Francisco Colaço, Anti-Comuna, Portela + 1, Carlos,…
    Agradeço os vossos comentarios aqui em cima e se tiver ainda tempo e oportunidade procurarei comentar, aqui ou algures.

    Gostar

  185. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 21:57

    “Não digo que voce esteja a contar a história económica ao contrário, isto é ao avesso, mas o keynesianismo não consistia em baixar impostos.Muito pelo contrário, para o keynesianismo existir, tinha que haver um estado grande e presente nos sectores estrategico da economia, e tinha que haver muitos impostos.E falta-me perguntar uma coisa:Se altos impostos e estao grande são bons, então como explica que a itália ,espanha, e frança tenham défices,se a fiscalidade é alta??”
    .
    .
    Nos vários keynesianismos, Vc. esquece-se de um ponto fundamental. Enquanto os keynesianos advogavam o foco na procura a direita liberal mais na oferta e no equilibrio orçamental. É que Vc. tem que reconhecer que as ideias de keynes são repescadas do fascismo italiano e das ideias do Paretto. E os desecndentes de Keynes começam então a dar enfase na procura gerada a partir do Estado. Era e sempre foi o credo dos vários keynesianos. De várias tendências e credos.
    .
    .
    Mas a direita dá enfase é á oferta e ao controlo do défice. Porque, em termos de controlos de sectores estratégicos da economia, sempre houve na direita quem o defendesse, como reacção aos excessos ocorridos com o chamado capitalismo dos baron robbers. Desde os conservadores alemães, aos franceses e até alemães, o controlo da economia era uma naturalidade derivada da chamada Segurança Nacional. E a direita liberal também aceitou controlos de parte de sectores económicos em nome da Segurança Nacional. Pode não parecer, mas se Vc. pensar nestas coisas, não do ponto de vista económico mas da Segurança Nacional, Vc. vai ver que todos os nossos pontos de vista mudam sobre esta problemática. E isso aconteceu, desde o Gladstone ao próprio Reagan.
    .
    .
    Repare nisto. O que defendeu o Reagan? Supply-side economics mas misturado com aumento da despesa pública, sobretudo militar, aumentos de impostos com cortes de impostos, e até defesa da procura interna e do consumo privado. A dada altura, a confusão ideológica era tal, que os opositores chamavam aos defesnores do reganomics “voodoo economics”. eheheheheh E tinham razão. Porque, aquilo foi uma confusão danada, porque, defendiam e bem que havia limites á carga fiscal, mas por outro lado, o Estado gastava que se farta. E por um lado defendiam a desinflação e por outro, odiavam o Volcker. eheehehh Não queriam bancos centrais independentes.
    .
    .
    Já a Thatcher, ao mesmo tempo que defendia a liberdade económica, nunca abdicou da velha ideia do equilibrio orçamental e do aumento de impostos para o conseguir. E ela tinha razão e, por isso, la nunca foi muito adepta de hayeks e outros novos pensadores que entraram no mainstream. Ela defendia Friedman, mas não por causa da carga fiscal, mas por causa do exxcessivo crescimento do Estado que tolheu as forças produtivas. E, daí, assumiu que ia ser necessária uma grave recessão para recuperar a economia inglesa, mas do lado da oferta. E consegui-o até certo ponto. Mas foi corrida do poder por causa dos impostos.
    .
    .
    Um dos maiores erros do nosso tempo é este. Durante anos tivemos a percepção que a carga fiscal pode ajudar a aumentar a produtividade. Mas esta baixa carga fiscal só ajuda, no médio e longo prazo, se o Estado baixar a despesa e o défice, porque de outro modo, nunca o Estado baixará a despesa, porque, tal como os defensores dos estímulos expansionistas defendem, se Vc. baixar a carga fiscal, eventualmente a actividade económica melhora e o próprio Estado cobra mais receitas fiscais. Mas isso sempre foi o que defenderam os keynesianos. Estimula-se a procura, através do Estado (originalmente o Keynes defendia o investimento para colmatar quedas na procura), e depois o Estado recolhe os luvros desse investimento. Os liberais de direita cairam no mesmo engano. Se se baixar a carga fiscal, o Estado mais tarde cobra mais receitas, devido ao maior crescimento económico. Foram os liberais que se colaram aos keynesianos, nesta questão. Não foi ao contrário.
    .
    .
    Repare nisto. O Reagan aumentou a dívida pública, pouco alterou os défices, aumentou a carga fiscal aos mais pobres mas aliviou aos mais ricos. A única coisa que se pode dizer que eles melhoraram foi no crsescimento da tendência da produtividade da economia americana.
    .
    .
    O Bush Jr. caiu no mesmo erro. Baixou a carga fiscal mas os défices dispararam assim como a dívida pública. Os resultados foram péssimos.
    .
    .
    Os conservadores ingleses estão a cair no mesmo erro. Porquê? Porque, preocupados com o crescimento a qualquer preço, não têm coragem de admitir que as recessões fazem parte do ciclo económico e que as recessões até podem servir para melhorar a tendência de longo prazo de uma economia. E por isso, nem fazem reformas económicas do lado da oferta, como são incapazes de cortar na despesa pública. Para cereja no bolo, pensam que baixando os impostos mas aumentando défices, não irá ter importantes reflexos no próprio crescimento económico.
    .
    .
    É por isso que eu considro a actual direita inglesa o maior logro de que há memória. Por um lado, são racistas como sempre foram algumas facções do Tory. (A começar no próprio Churchill.) Por outro, dizem que seguem austriacos mas não reconhecem o maior contrubuto da escola austriaca para o pensamento económico: aceitar os ciclos económicos e usar esses mesmos ciclos para elevar a tendência de crescimento ao longo do tempo. E até em Portugal se nota que há para aí gente que pretensamente defende o pensamento austriaco mas são incapazes de ver as crises como curas e estão obcecados com resultados económicos de curto prazo, em vez de analisarem isto em termos infraestruturais.
    .
    .
    havia mais algumas questões suas que não são importantes pela incapacidade de provarmos que foi por causa da fiscalidade que houve deslocalizações industriais. Qause sempre são por questões de custos de produção ligados à mão-de-obra. E não á fiscalidade, embora ela tenha a sua importância.
    .
    .
    A fiscalidade é importante mas o mais importante é a sua dinâmica. De que me vale baixar os impostos hoje, estimulando o consumo, se vou aumentar o endividamento externos e levar ao colapso a economia portuguesa? Está a ver a coisa. O Sócrates também baixou o IVA e hoje paga-se bem caro a coisa.

    Gostar

  186. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 22:40

    Anti-comuna: vou sintetizar o meu discurso,antes de discutir ponto a ponto:Se o estado não tiver gastos, então qual é a necessidade de financiá-lo.Nesse cenário, os impostos deixam de ser impostos: passam a ser um desperdicio , passam a ter a lógica de um assalto.Então para que eé que vou ganhar dinheiro se nao o posso consumir de seguida? Isso é uma decisão do ambito de cada um de nós

    Gostar

  187. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Setembro, 2012 23:01

    “:Se o estado não tiver gastos, então qual é a necessidade de financiá-lo.Nesse cenário, os impostos deixam de ser impostos: passam a ser um desperdicio , passam a ter a lógica de um assalto.”
    .
    .
    Então, comece-se por taxar os gastos e a população deixa de pedir gastos públicos para gerir melhor os seus próprios rendimentos. Vc. acaba por concluir o mesmo que eu. Mas de outra forma.
    .
    .
    Se Vc. pretende menos impostos, corte-se no Estado. Mas se tem os gastos, aumente-se os impostos. Quando o cidadão compreender que, quanto mais despesa pública, mais impostos presentes e futuros, menos Estado pedirá e exigirá que o Estado seja mais pequeno, que gaste menos e melhor.
    .
    .
    O erro de alguns é pensar que, baixando a carga fiscal, isso fará diminuir o peso do Estado. O investimento público está para alguns da esquerda como a carga fiscal para a direita. Tudo a pedir gastos (no fundo, baixar a carga fiscal é aumentar a despesa pública, quando nao existe excedente orçamental), uns pedem menos impostos, outros obras faraónicas. Mas o objectivo é o mesmo: estimular a procura interna crentes que ela depois fará subir os cofres do Estado. Mas se são austriacos, deviam saber que as recessões são parte integrante do ciclo e que, baixando a carga fiscal sem ter excedentes orçamentais, durante a recessão, o défice e a dívida pública aumentam. E na prática tem sido assim, nos últimos 40 anos. Tem dúvidas? Olhe para os défices orçamentais ao longo dos últimos 40 anos. A cada nova recessão, um défice mais pronunciado. eheheheeheh

    Gostar

  188. rr's avatar
    21 Setembro, 2012 23:22

    “Nos vários keynesianismos, Vc. esquece-se de um ponto fundamental. Enquanto os keynesianos advogavam o foco na procura a direita liberal mais na oferta e no equilibrio orçamental. É que Vc. tem que reconhecer que as ideias de keynes são repescadas do fascismo italiano e das ideias do Paretto. E os desecndentes de Keynes começam então a dar enfase na procura gerada a partir do Estado. Era e sempre foi o credo dos vários keynesianos. De várias tendências e credos.”
    Eu não discuto o fim.O que ponho em questão é se aumentavam impostos e mantinham os gastos, ou desciam os gastos e mantinham/desciam impostos~

    “Repare nisto. O que defendeu o Reagan? Supply-side economics mas misturado com aumento da despesa pública, sobretudo militar, aumentos de impostos com cortes de impostos, e até defesa da procura interna e do consumo privado. A dada altura, a confusão ideológica era tal, que os opositores chamavam aos defesnores do reganomics “voodoo economics”. eheheheheh E tinham razão. Porque, aquilo foi uma confusão danada, porque, defendiam e bem que havia limites á carga fiscal, mas por outro lado, o Estado gastava que se farta. E por um lado defendiam a desinflação e por outro, odiavam o Volcker. eheehehh Não queriam bancos centrais independentes.”
    Reagan ao contrário do que voce diz não pode ser considerado esquerda nem pode ser de direita.Era confuso de facto.Mas o mal dele não foi descer os impostos, o mal dele foi ter aumentado a despesa militar.Aumentar a despesa é que estragou a coisa.Se fosse menos esquerdista nos gastos, a coisa até podia ter resultado.
    .
    “Já a Thatcher, ao mesmo tempo que defendia a liberdade económica, nunca abdicou da velha ideia do equilibrio orçamental e do aumento de impostos para o conseguir. E ela tinha razão e, por isso, la nunca foi muito adepta de hayeks e outros novos pensadores que entraram no mainstream. Ela defendia Friedman, mas não por causa da carga fiscal, mas por causa do exxcessivo crescimento do Estado que tolheu as forças produtivas. E, daí, assumiu que ia ser necessária uma grave recessão para recuperar a economia inglesa, mas do lado da oferta. E consegui-o até certo ponto. Mas foi corrida do poder por causa dos impostos.”
    Não sendo grande conhecedor de thatcher, ela fez o equilibrio orçamental, através dos gastos, não das receitas

    “Um dos maiores erros do nosso tempo é este. Durante anos tivemos a percepção que a carga fiscal pode ajudar a aumentar a produtividade. Mas esta baixa carga fiscal só ajuda, no médio e longo prazo, se o Estado baixar a despesa e o défice, porque de outro modo, nunca o Estado baixará a despesa, porque, tal como os defensores dos estímulos expansionistas defendem, se Vc. baixar a carga fiscal, eventualmente a actividade económica melhora e o próprio Estado cobra mais receitas fiscais. Mas isso sempre foi o que defenderam os keynesianos. Estimula-se a procura, através do Estado (originalmente o Keynes defendia o investimento para colmatar quedas na procura), e depois o Estado recolhe os luvros desse investimento. Os liberais de direita cairam no mesmo engano. Se se baixar a carga fiscal, o Estado mais tarde cobra mais receitas, devido ao maior crescimento económico. Foram os liberais que se colaram aos keynesianos, nesta questão. Não foi ao contrário”
    Meu caro, há liberais e liberais de varios tipos.Mas desde logo contrariamente aos keynesianos, os liberais nao teem como objectivo, que o estado arrecade o maior numero possivel de receitas.Começa logo por ai.
    Repare, indepentemente de nós acreditarmos nos efeitos positivos ou negativos de baixar impostos, se voce baixar x de impostos, significa que faltará x financiamento para x gasto, o que causa défice,portanto tem de se baixar a despesa.Foi isso que o reagan e o bush não fizeram.Mas quanto aos beneficios da fiscalidade, lembro-lhe que o objectivo das empresas é aumentar os seus lucros.Repare no seguinte: voce trabalha para ganhar dinheiro, para poder aplicá-lo da forma que quiser.Essa é a logica de um empresario.E depois é a nossa justiça, é o nosso complexo sistema fiscal.Enfim, se voce alguma vez viu as entrevistas do medina carreira verá que esta é uma das causas pelas quais ninguém investe em portugal.Mas neste momento não há dinheiro que financie novos impostos em portugal.Atingimos o limite.

    “Os conservadores ingleses estão a cair no mesmo erro. Porquê? Porque, preocupados com o crescimento a qualquer preço, não têm coragem de admitir que as recessões fazem parte do ciclo económico e que as recessões até podem servir para melhorar a tendência de longo prazo de uma economia. E por isso, nem fazem reformas económicas do lado da oferta, como são incapazes de cortar na despesa pública. Para cereja no bolo, pensam que baixando os impostos mas aumentando défices, não irá ter importantes reflexos no próprio crescimento económico.”
    Cá está,baixaram os impostos, mas esqueceram–se de descer a despesa.A logica é esta.Quanto mais gastos , mais receitas sao precisas, quanto menos gastos, menos receitas necessarias.Clarinho como agu

    “havia mais algumas questões suas que não são importantes pela incapacidade de provarmos que foi por causa da fiscalidade que houve deslocalizações industriais. Qause sempre são por questões de custos de produção ligados à mão-de-obra. E não á fiscalidade, embora ela tenha a sua importância.”
    Então porque razão os milionarios franceses, estão doidos para ir para a belgica ou para a suiça.E porque é que o anti-comuna acha que tantos teem sede fiscal no mónaco ou em gibraltar?
    .

    Gostar

  189. rr's avatar
    22 Setembro, 2012 00:08

    “O erro de alguns é pensar que, baixando a carga fiscal, isso fará diminuir o peso do Estado. O investimento público está para alguns da esquerda como a carga fiscal para a direita. Tudo a pedir gastos (no fundo, baixar a carga fiscal é aumentar a despesa pública, quando nao existe excedente orçamental), uns pedem menos impostos, outros obras faraónicas. Mas o objectivo é o mesmo: estimular a procura interna crentes que ela depois fará subir os cofres do Estado.”
    Permita-me só corrigir um ponto: 1º os ditos “liberais” não teem como objectivo , subir os cofres do estado.
    E não me parece que seje uma questão de estimular a procura.O que se pretende é o que voce ou qualquer pessoa normal pretende: amealhar a maior quantidade possivel de dinheiro.E o desempenho da procura, está indexado ao nivel de disponibilidade financeira que as tiverem.Isto é, se a procura é alta ou baixa não é função do estado decidir, mas sim das familias e empresas.
    Em poucas palavras, a procura não é um meio, mas antes um fim.

    Gostar

  190. Fenris's avatar
    Fenris permalink
    22 Setembro, 2012 09:24

    A partir de agora, quando ler TSU em qualquer post neste blog vou passar à frente.
    Nunca tive prazer em que me chamassem burro.

    Gostar

  191. Steph's avatar
    Steph permalink
    2 Outubro, 2012 21:33

    Dizem que a mexida na taxa de TSU permitiria tornar Portugal mais competitvo nas exportações e que agora é impossivel arranjar uma medida que tenha o efeito equivalente. Este governo anda a gozar certo? É tão simples! É so descer os preços dos custos enegéticos (Luz, Combustiveis) que são dos mais altos da Europa sem razão aparente! Ah esperem lá isso não pode ser pois os amiguinhos da Galp, PT e EDP já não lhes dariam um tacho depois de deixarem de ser governo. Cambada de gananciosos que só pensam no seu umbigo e não no país.

    Gostar

Trackbacks

  1. O delírio bovinotécnico do João Miranda e a TSU « perspectivas

Deixe uma resposta para rr Cancelar resposta