Do número
Os números dos presentes nas manifestações são em Portugal a melhor prova de que o uso do número enquanto fantasia simbólica é uma idiossincrasia nacional que aliás remonta a esse extraordinário livro chamada Peregrinação que se devia ler e reler nas escolas. Esta lógica exponencial do número de manifestantes serve para legitimar uma lógica do poder da rua face ao poder das instituições. Essa lógica de rua começa por fazer valer a rua como a realidade enquanto lança um manto de infâmias sobre os representantes das instituições. Nessa fase a alarvidade generaliza-se. Todos os outros são gatunos, ladrões… (Pobre Eanes ter de ouvir isto vindo duma gente que não lhe chega aos calcanhares!) Os que falam pela rua exigem para si o maior respeito e mesmo subserviência. Se alguém questiona a razoabilidade das suas propostas ou discorda delas imediatamente é adjectivado com gatuno, ladrão etc etc Como é óbvio o uso político da rua não visa hoje derrubar a democracia parlamentar mas sim desprestigiá-la para desse modo conseguir dela mais benesses e respeitinho institucional. Esta estratégia funciona bem sobretudo com governos PSD. Com os do PS o feitiço às vezes vira-se contra o feiticeiro.Mas no que aos números da rua respeita e ao livro de estilo que vigora na hora de descrever a rua não há nada melhor que ir à origem: algumas das grandes manifestação de 1975 narradas no Diário de Lisboa.
Manifestação de 27 de Agosto de 1975 – Esquerda Unida: Não à social-democracia Costa Gomes:”Ninguém quer sociais-democracias”
Manifestação de 16 de Novembro de 1975 – A Esquerda não cabe no Terreiro do Paço
Obs. Já agora vale a pena ver como foi narrada a manifestação de apoio ao VI Governo promovida por aquilo que a rua de esquerda chamava direita: só confusão, divergências e ataques à Polícia Militar

Mas esta espécie de criatura continua com a história dos números das manifestações? Patética..
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Bem, na minha humilde opinião, não me parece que o desprestigio da democracia parlamentar não está na rua mas no parlamento e em algumas empresas que contratam ex-parlamentares com quem negociaram quando ainda o eram.
Enfim, wannabe spin doctors.
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«em algumas empresas que contratam ex-parlamentares com quem negociaram quando ainda o eram.» – só as ditaduras não se confrontam com casos desses. Ou porque não têm parlamentos dignos dese nome ou pq não se podem noticiar esses casos.
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Ah, então se assim é, Helena, não há problema algum!
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Recordo que nos States a mãe de um militar morto no Iraque começou por se manifestar sozinha e acabou em manifs por todo o país de mães nas mesmas condições.
Nas manifs, conta por vezes mais a qualidade do que a quantidade.
As manifs não se medem com manifestómetros.
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É com medidas destas que se grangeia respeitinho institucional. Por cá, nada parecido…
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=579821
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Tontinha Matos:
Quem já não tem outros argumentos senão desenterrar cenas tristes do defunto PREC, podia derivar para outros assuntos bem mais importantes, real e simbolicamente, e dissertar sobre eles perguntando:
E quantos manifestantes gostam deste artigo?
onde se diz:
The people who receive the disproportionate share of government spending are not big-government lovers. They are Republicans. They are senior citizens. They are white men with high school degrees.
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O Outono vem acompanhado da tristeza dos posts; até parece que a alteraçao à TSU tinha como autores da ideia os 3 estarolas do Blasfemias.
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Portela Menos 1,
LOL!!!…
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Portela Menos 1:
Três estarolas?
A Matemática já deixou de ser uma ciência exacta?
Que contas faz, eu conto muitos mais.
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Por falar em ladrão…
Atine porra
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Ignorar o número de pessoas que se manifestam nas ruas é sinal de ditadura totalitarista do “eu é que sei”, do “quero, posso e mando”, do “o país é meu”…
Pouco democrático este post, quer-me parecer…
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Ou será que o povo só serve para colocar os políticos nos postos de governação, pagar os impostos, comer e calar?
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@ Helena, — em matéria de manifestações não é apenas o tamanho que conta! É preciso ler a “mensagem” do momento em que acontecem. E neste caso a tónica está no sentimento de desespero e abandono…
Desespero face à degradação da situação económica das famílias, desespero face ao ambiente depressivo do estilo de governação do PM (que em nada procura motivar as pessoas…). E abandono, por ausência de comunicação perceptível (pelo “povo”) do estado actual do país, e da estratégia para ultrapassar o problema… A que se junta, claro está, a sensação de que foram enganados por “promessas” ilusórias a que se sucede uma governação desajeitada, ou mal intencionada em termos de modelo de desenvolvimento… Anormal seria o povo não reagir.
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Eu estou com a Helena, que os números dos participantes nas manifestações não passam de algum truque virtual e as ditas pessoas não pôem lá os pés e nem as ditas garrafas e pedras existem, são miragens, que ainda ontem, diz a Polícia, dos cinco gajos levados à esquadra, lá chegados, viu-se que era mera fantasia e foi como se os ditos desaparecessem no éter, comummente dito no ar.
E essa mulher é um veneno, despeitada, não pensa em mais que nada que a vingança, que tentar desfazer qualquer feito alheio, se não lhe bastar negar.
Ai, fulana mais mesquinha, e porém, diz Sagan, da mesma massa, matéria, das estrelas, como qualquer de nós, vejam bem !
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HMatos,
de vez em quando discordo de si, mas reconheco que tem razao com este post.
Porque efectivamente nas manifs do dia 15 / 11, protestaram nas ruas 21 pessoas em Faro, 55 em Braga; 92 em Coimbra; 280 no Porto ; 440 em Lisboa.
Vc. sabe bem que os editores nas tv’s podem manobrar/multiplicar, sobrepor imagens para enganar incautos… Foi o que aconteceu. Uns malandros (incluindo reporteres) a soldo da esquerda…
(O absinto ‘made in Passos’ que Vc. sorve diariamente para carpir magoas, afinal clarifica-lhe ideias, ajuda-a a contar pessoas e a remexer em jornais publicados em 1975 para justificar o injustificavel. Parabens, aproveite enquanto dura o efeito).
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hmf,
Não seria melhor deixar a análise histórica do PREC para o Rui Ramos que poderia fazê-la na apresentação do próximo livro de PPC.
Sugere-se um título: em vez de ‘mudar’ (tout court como o primeiro) poderia ser ‘os 15 minutos que mudaram o País’…
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MJRB:
Absinto?
O absinto fez o F. Pessoa escrever uma obra prima.
O que não é o caso desta tontinha apparatchick.
Talvez efeito de ácido sulfúrico, tanto veneno só o ácido sulfúrico o permitiria.
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Pensava que a Helena Matos tinha formação em História.
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Antonio Pedro Pereira,
O absinto ‘made in Passos’ eh diferente, muito diferente do absinto normal e do bebido por FPessoa…
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Trinta e três:
A Helena Tontinha Matos é formada em Histórias da Carochina, tirou o curso com o José Manuel [As Armas de Destruição Maciça Existiram] Fernandes no tempo das passagens administrativas (assim do género das equivalências do Relvas, mas nos tempos do PREC).
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Ha ‘coisas’ no territorio tuga que por mais que me expliquem, nao consigo entender : LFilipe Menezes eh Conselheiro de Estado !…
(Porra, ja vale tudo e quase todos ‘valem’…).
Recentemente pensei que estava equivocado, mas hoje por acaso via net, tive a confirmacao.
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NUM ACHO a nossa militarada nunca exagerou nos números
fernão mendes pinto desperdiçou mesmo tanta pólvora e pelouros só para matar uns centos de chins e jaus?
até afonso de albuquerque meteu 2000 ao fundo de uma vez depois de ter tomado os cabedaes cerca de ormuz
e meter dois mil com mulheres e creanças junto é cousa pouca em 1500 e tal
DA CRISE DE CABEDAES E CABIDOS E CABINDAS NO EXÉRC…A 5 DE OUTUBRO SEGUE-SE O 6, O 666 VEM LOGO A SEGUIR
agora qualquer junquilho cheio de refugiados sem nada de valor se afunda com metade disso lá dentro
quanto aos ataques ao COPCON em 16 de novembro foram o prelúdio à sua extinção a 25…
e a polícia militar era apenas uma fracção do copcon que foi atacado no dia 16
e talvez nã se lembre mas era a força mais opressiva de então…desde bloqueios de estrada a requisição de bens açambarcados…foram muy peores que a ASAE
e o latifúndio começava nos 8 hectares e às vezes até chegava a um bezerro para fazer em bifes
bons tempos
espero sinceramente que voltem
ou então as FP-25
ou 24 ou 26 mim num é esquisito
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de resto se eram 500 mil ou meio milhão tanto faz
uma revolução só necessita de um fernão mendes pinto e 800 piratas ao saque
nem precisam de ser sipaios jaus e escravos negros
na realidade nem precisam de ser 800
mas se forem uns milhares como nas festas de anos holandesas
já é meio caminho andado…
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Os militares e as moscas dos seus cavalos mandam avisar que o golpe para salvar a demo da kracia tá já aí à esquina e só precisa de 500 deles
claro que inda é nego cia ável…
mas nenhum homem de armas ou bispo militar é exagerado
os números são o que são mais milheiro menos milhão
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A manifestação continuou a mostrar como toda a gente gosta de festas em defesa de interesses particulates e ninguém se rala com a defesa do interesse colectivo!
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Incrível.
Helena Matos apresenta páginas de jornais e os outros apresentam fantasias e deliram sobre as ideias dela.
Quando é que a esquerda aprende e contrata o senhor Wiston Smith de “1984” para fazer o que ele tão bem fazia no livro que os esquerdistas tanto gostariam de queimar de vez.
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Só um governo sem vergonha, vendo milhares e milhares de pessoas, em luta por uma vida digna, não se tenha demitido. Com um governo péssimo, qualquer outro é bom.
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Mas afinal qual o modelo de manifestação que gosta?
A cores ou a PB, grande ou pequena, com silêncio ou barulho, com ou sem panelas, com ou sem cartazes, com ou sem políticos…
VIVA PORTUGAL
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