Transferência privado–>público
3 Outubro, 2012
Essas contas estão erradas. Não é possível, mantendo o corte no défice, devolver um salário à Função Pública sem que o sector privado pague mais impostos. A diferença entre o pacote de austeridade de 7 de Setembro e este é que este tem que cobrar mais cerca de 750 milhões de euros de impostos agregados ao sector privado para ajudar a pagar 1 salário a funcionários públicos e pensionistas.
46 comentários
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Estamos f…
agora que o TC deu em ter um departamento de economia.
De 13 juízes e 13 BMW topo de gama.
Agradeçamos aos PM Dr Cavaco,
ter solto o sistema remuneratório dos juízes.
A corporação lapa por excelência.
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Errado! A TSU vinha acompanhada de mais medidas que seriam apresentadas no OE. A medida tsu só contribuia com 500milhoes para o OE.
É preciso sermos precisos.
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Então no outro pacote, de 7 de Setembro, como é que se pagava a devolução do subsídio à função pública e reformados? É que o valor da TSU que ia para os cofres do Estado atingia o valor de 500 milhões de euros. O actual aumento de IRS chega a milhares de milhões. Há aqui qualquer coisa muito estranha.
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««Então no outro pacote, de 7 de Setembro, como é que se pagava a devolução do subsídio à função pública e reformados? »»
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Era cortado directamente. Não se devolvia.
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««Errado! A TSU vinha acompanhada de mais medidas que seriam apresentadas no OE. »»
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É pouco relevante se vinha ou não. Este pacote tem que ter o mesmo efeito e ADICIONALMENTE tem que pagar 1 salário a FP e pensionistas.
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(…) Este pacote tem que ter o mesmo efeito e ADICIONALMENTE tem que pagar 1 salário a FP e pensionistas.(…)
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repito, existiam dois (2!) pacotes, sendo um deles a tsu que só contribuia com 0,5 mil milhoes para o OE13 e outro pacote sobre irs e outras medidas; eram 500milhoes que chegavam para atingir 4,5% de defice em 2013?
se o TC considerou inconstitucional os cortes de subsidios teria que haver um pacote para cobrir os pagamentos dos subsidios (pagamentos que deveriam ser dos dois subsidios e não de 1 e 0,9)
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sobre os subsídios:
a palavra “devolver” só se aplicaria ao ano de 2012 (se o TC não tivesse a ideia original de suspender a constituição em 2012) ; em 2013 a palavra certa é REPOSIÇÃO.
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Portela menos 1,
Até podiam ser 10 pacotes. A diferença entre o que foi anunciado a 7 de Setembro e o que foi anunciado hoje tem que ser cerca de 750 milhões de impostos sobre o sector privado porque esse é o dinheiro necessário para devolver 1 salário.
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Já agora, o o TC não considerou inconstitucional os cortes de subsidios. Considerou que havendo cortes desta dimensão os privados teriam que contribuir com uma parte (embora menor).
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«Era cortado directamente. Não se devolvia.»
Ah! Agora percebi! Nunca houve intenção de devolver os subsídios aos funcionários públicos! Não tinha percebido nada! Faz sentido. Obrigado pela explicação.
Declaração de interesses: trabalho no sector privado.
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António Parente,
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Na versão de 7 de Setembro não era devolvido nada. Nesta versão é deolvido menos de meio salário.
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JM, não vou insistir com o nº de pacotes mas pode responder a isto:
“eram 500milhoes que chegavam para atingir 4,5% de defice em 2013?”
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Portela menos 1,
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Nas medidas de 7 de Setembro esses 500 milhões serviam para pagar créditos fiscais. O défice era reduzido com um corte de 2 pensões + 1 salário à FP + TSU sobre a função pública. No total teria que se arrecadar 2000 milhões de euros.
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sem comentários…
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João Miranda
Este aumento brutal de impostos vai ter um impacto colossal na economia. Fico feliz se no próximo ano Vítor Gaspar anunciar que valeu a pena, isto é, que o objectivo do défice foi cumprido sem muitos efeitos colaterais em termos de emprego, falências. e com acesso aos mercados financeiros internacionais. No entanto, parece-me que em Outubro de 2013 estaremos muito desiludidos. Oxalá me engane.
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António Parente,
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Claro que vai. Consequência do veto do TC.
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TSU volta, estás perdoada…
O tiro saiu pela culatra.
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“Nas medidas de 7 de Setembro esses 500 milhões serviam para pagar créditos fiscais.”
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E quedas na arrecadação de impostos indirectos, tipo IVA.
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O Conselho da Revolução pediu equidade. Ora toma! Agora muita gente ainda vai ter saudades da TSU. Que era neutra em termos fiscais e CORTAVA NA DESPESA PÚBLICA.
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O lado bom das noticias é que a ignorância vai pagar imposto.
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http://tinyurl.com/8amw8to
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1. O Avantar ( ou lá como se escreve) de certeza que é um blog de um FP;
2. Há agora uma cobrança ENORME de impostos, que comcerteza permitirá, dentro de alguns meses, anunciar uma redução de TSU para as empresas, conforme ESTAMOS OBRIGADOS, pelo MoU (ou já se esqueceram?) – basta calcular quanto é que o montante de imposto a mais nos privados (6 a 7% dos ordenados) permititá reduzir na TSU das empresas.
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Economista,
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Acho que não há folga para tanto. Se houver folga será para baixar TSU a algumas empresas (ex, as que criam empregos)
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A-C : “O Conselho da Revolução pediu equidade. Ora toma! Agora muita gente ainda vai ter saudades da TSU. Que era neutra em termos fiscais e CORTAVA NA DESPESA PÚBLICA.”
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PELO MENOS PODIA LER ISTO JoaoMiranda Posted 3 Outubro, 2012 at 21:16 ANTES DE DIZER ASNEIRAS
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A TSU cortava despesa pública? Onde chega a clubite… Aquilo que já ficou totalmente claro é que, com a aplicação das anteriores medidas, teríamos DOIS pacotes de medidas e não um. Declaração de “voto”: as medidas agora anunciadas, continuam sem mexer no fundamental.
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Trinta e três.
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A TSU aumentava para os funcionários públicos. 1 salário era cortado.
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A gestão política de todo o processo foi um desastre total, e apenas por isso o Governo merece levar nas orelhas.
Deveriam saber que os Portugueses privilegiam a Forma sobre a Substância (resquícios da Monarquia, a importância dos títulos, a diplomacia, etc.), e até aceitam o sofrimento, desde que com muita vaselina.
Este Governo, eleito mediante a apresentação de um projecto Neo/Ultra/Radical Liberal, em linha com o consenso de Washington, apresenta agora o orçamento de Estado mais socialista de que há memória, capaz de fazer inveja a François Hollande.
E tudo por sua culpa, por sua incapacidade política de gerir a relação entre a Rua (as Manifs) e os grandes lóbis instalados (Juízes, Conselho de Estado, Presidente da República e seus cães de fila – MFL e ACapucho).
Descobri ontem que vivo numa República Socialista Soviética, em que existem eleições, mas no final quem decide é o Politburo.
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JM,
E o hoje anunciado corte nas despesas publicas de 4 mil milhões de Euros até 20014 (incluido ?) … é para completar o Orçamento de 2013 com a meta dos 4,5% ou é uma eventual folga para (1) uma eventual baixa da TSU ou (2) uma atenuação do previsto agravamento do IRS (como parece agora sugerir o CDS) ?
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Fernando S,
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Para cumprir a meta do défice de 2013 o corte na despesa terá que ser de uns 1500 milhões e outros 2500 milhões em 2014. Acho que não há folga. Para haver folga teriam que cortar mais.
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E não há o risco do TC voltar a declarar tudo isto (moralmente) inconstitucional?
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JM,
Suponho que estes 4 mil milhões de cortes na despesa são para além dos cortes nos vencimentos e pensões.
Realisticamente, com o actual governo, e no contexto politico e social existente, até onde poderiam ir estes cortes (fora vencimentos e pensões) na despesa publica em 2013 e 2014 ?
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Você é mesmo rasteirinho, “pagar 1 salário a funcionários públicos e pensionistas”, parece a voz do dono a falar, porque não coloca a questão como ela verdadeiramente é: o governo vai continuar a roubar um salário a funcionários públicos e rouba do mesmo modo em impostos tanto no sector público como no privado, ou esquece-se que aqueles pagam os mesmos impostos que o sector privado?
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Quero o corte via TSU de volta!
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Its the same old story…
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ESTE GOVERNO É UMA NÓDOA!!!
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Até o tão gozado Galamba da Alfama School of Economics arrebenta com estes energumenos.
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“A TSU cortava despesa pública? Onde chega a clubite…”
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Caro 33, quase um mês depois do anúncio das medidas anteriores, ainda não compreendeu do que se tratava?
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Olhe, amigo, se ainda não sabe, também não vai ser agora que lá vai chegar. O IRS é que convém pagar, mais o IMI, etc.
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É a vida!
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O espantoso é ninguém ter começado a afirmar que os brutais esbulhos planeados para incidir sobre o trabalho vão aumentar a produtividade e a competitividade…
A partir de ontem temos de acreditar que, cá dentro, vale tudo. Entretanto, continuaremos a endereçar ‘melodias’ para os mercados.
De facto, chegamos ao cúmulo de considerarmos moratórias sobre a dívida pública um êxito… esquecendo que, logo a seguir (à moratória), vem o incumprimento.
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Fernando S,
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Realisticamente dá para cortar coisas do tipo: 100 milhões na RTP, 200 nas PPP, 100 milhões em fundações, 500 milhões despedindo contratados, 100 milhões reduzindo subsídio de desemprego, 500 mihões não substituindo os funcionários que saem da FP …
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Para chegar aos 4000 milhões vai ser difícil.
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Ó Flautista, tu gostas do Galamba, não gostas? Ou és amigo do Galamba? Para ti, aquele discurso monocórdico é música celestial. Confessa, que isso não é vergonha…
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É isso!
Falta dizer que os tais 4000 milhões (e o que está para vir) são a consequência do acórdão do TC.
Tudo o resto – o planeamento, a orçamentação, a tributação, a distribuição, os cortes, etc. – estava certo.
O imponderável, no meio disto tudo, será a existência de um Tribunal Constitucional. Que de facto deu azo a que o falhanço da receita aplicada se esfumasse…nas brumas da memória.
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A teoria do JM é a seguinte : como não dá para chegar aos 4 mil milhões de cortes no despesismos, deixa-se andar e aumenta-se os impostos em 4 mil milhões.
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Se se cortasse 2 mil milhões na despesa inutil, o aumento de aumentos seria só de 2 mil milhões.
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O Passos vai para casa mais cedo porque vem nestas cantigas .
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Caros blasfemos, vamos a contas?
1. Quanto é que o Estado pouparia com “um corte de 2 pensões + 1 salário à FP + TSU sobre a função pública”?
R: 2.000 milhões de euros?
2. Quanto é que o Estado ganharia com 1.25% da diferença da TSU?
R: 500 milhões de euros?
3. Quanto vai arrecadar para o ano em IRS com a medida tomada?
R: 2.500 milhões de euros?
4. Se é assim, porque é que o Sr. Vitor Gaspar afirma que esta medida é ligeiramente melhor para os cidadãos que a anterior?
R: Porque já estava prevista, além desta medida, uma diminuição do número de escalões e consequente acréscimo dos valores cobrados na máquina fiscal.
5. Então, mas o défice obriga a uma receita de 4.900 milhões de euros e assim só se conseguem 2.500 milhões de euros?
R: Oops!
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“(…) se ainda não sabe, também não vai ser agora que lá vai chegar. O IRS é que convém pagar, mais o IMI, etc”.
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Caro A-C, pelos vistos a clubite também já se lhe chegou. Com as anteriores medidas, também levávamos com estas (ou parecidas). Saiam da frente do Excel e estudem o país real.
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João Miranda,
“Já agora, o o TC não considerou inconstitucional os cortes de subsidios. Considerou que havendo cortes desta dimensão os privados teriam que contribuir com uma parte (embora menor).”, diz o senhor.
Tem a certeza que leu o acórdão?
O TC considerou inconstitucional os cortes nos rendimentos do trabalho, por violação do artº 13º, ou seja falta de equidade entre titulares do mesmo tipo de rendimento, no caso, trabalhadores do sector público e trabalhadores do sector privado. Em lado nenhum diz que “os privados teriam de contribuir com uma parte (embora menor).”
Digo-lhe que a manterem-se as medidas anunciadas vai haver violação do acórdão do TC.
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@ Como Disse:
Isso já não é um problema, esta semana já mudaram os juízes.
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Carlos,
penso que parte da resposta é que o governo “mantém” ( cenário base – antes do TC ) o corte de um salário na FP e 0.9 de.pensões.
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Mas eu nao entendo a crítica ao post no aventar.Tirando a omissão de que a medida TSU permitiria redução na despesa( via redução dos salários líquidos) o.post parece-me correcto.
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JoaoR,
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Tirando uma omissão de 1000 milhões de euros, o post está correcto. Note que a TSU permitia não apenas cortar 1 salário no público mas também cortar uma pensão (por equidade).
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Essa omissão de 1000 milhões de euros obriga a aumentar o IRS pelo menos 3,5%.
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Digam:
Corte de 2 salários FP + 2 Pensões
=
Corte 1 FP + 2 Pensões + TSU público
=
Corte 1FP + 0.9 Pensões + IRSagravado
.
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???
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