Quais as despesas que se podem cortar?
6 Outubro, 2012
Segundo um especialista ouvido pelo Público, fechar linhas de comboio que dão prejuízo não pode ser. A CP está falida, mas o que é prioritário é ter duas linhas de comboio para Sines ou 2 linhas independentes para Espanha (nenhuma das quais viável).
52 comentários
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Não foi bem isso que o tal especialista disse mas não vou ser eu a explicar-to
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na União Bancária!!! Portugal vai apoiar a União Bancária !!?? a III-Republica vai transferir oficialmente a sua soberania para uma União Bancária…o ouro português vai ser transferido para que país !!??
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Um serviço público é por natureza “não viável”.
O desafio do transporte público ferroviário é (quanto a mim) interligar 18 capitais de distrito do País da forma mais eficiente possível e encontrando sempre que possível a melhor forma de o financiar sem sobrecarregar demasiado os contribuintes. Não é propriamente preciso um Einstein para montar uma rede eficiente…
Descontadas as receitas (bilheteira, publicidade, rentabilização das linhas junto das indústrias dos vários locais que as podem utilizar comercialmente, etc.) os restantes custos devem ser controlados e suportados pelos contribuintes.
Nota: a palavra “eficiente” encerra obviamente cortar muitíssimos desperdícios que existem na Refer e na CP.
Se tudo isto tem que ser desenvolvido exclusivamente pelo Estado ou com concessões a privados é outro debate. Mas duma perspectiva histórica o roubo ao contribuinte costuma ser maior com concessões e tratanto-se de um Serviço Público na primeira hipótese sempre temos o voto para o avaliar.
Cumps
Buiça
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Buiça,
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Que tal manterem a rede ferroviária (as linhas e estruturas) no Estado (eventualmente com capital privado) e os privados (como a CP[em nova gestão]) que quisessem usá-la tivessem de pagar as taxas como se pagam nos aeroportos?
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(Sim, é irónico.)
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Um serviço público que o público não parece querer é ainda um serviço público?
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quanto é que vai custar a Portugal a União Bancária !!?? Portugal tem dinheiro para investir na União Bancária !!?? uma coisa é certa, o Banco Europeu de Investimentos em Portugal só fez porcaria…andou a apoiar a famosas e blindadas parcerias publico privadas e que revelam a visão estratégica do BEI…
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Amendoins…
Já agora e mais uma vez, quais são as propostas concretas que tem para cortar a Despesa Pública??
É tão fácil ser liberal de bancada…
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Os Deuses não estão mesmo loucos?!!!!!!!
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Francisco,
é-me verdadeiramente indiferente desde que seja eficiente, sirva as populações e potencie o desenvolvimento e mobilidade dentro do território nacional todo.
Desde que haja pessoas sérias e competentes a fazê-lo.
Todos os países da nossa dimensão que são desenvolvidos e ricos há muito que deixaram a macrocefalia da capital.
Só alerto para um privado costumar ser um pouco mais “cego” na maximização do seu lucro e que no limite uma gestão pública poderia fazer o mesmo usando qualquer “lucro” para baixar a factura do contribuinte.
Mas é tão difícil controlar o privado como a boa gestão pública.
Sobre o que parece ou não parece prefiro nem comentar…
Cumps
Buiça
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O Tão deve ser um daqueles que pertencia a uma daquelas Comissões para o Estudo não sei de quê, onde ganhava mais uns cobrezitos e que agora viu o lugarzito extinto pela vaga dos primeiros “fechos” de grupos de trabalhos (e coisas dessas)
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Quando o preço da gasolina não permitir alimentar o pópó, vai-se até à estação dos comboios e encontra-se uma placa:
DESACTIVADA
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Como não vale a pena chorar sobre as autoestradas sem carros, o que precisamos é de uma ferrovia a servir os portos de Sines, Lisboa e Setúbal de bitola europeia, bem como para as mercadorias de Leixões, Matozinhos e Aveiro. Atravessando a Espanha em bitola europeia e ligando à europa. Estas duas linhas são fundamentais.
Ou vamos construir linhas paralelas às autoestradas sem carros? Na europa a estratégia foi o contrário por causa do preço do petróleo que vai crescer sempre.
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Diz o Buiça que “Um serviço público é por natureza ‘não viável’”. Apetece dizer: acabe-se, pois, com os serviços públicos…
Não lhe parece, Buiça, que exagerou?
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Luís Moreira, concordo consigo. Mas, quando é que arranjaremos dinheiro para fazer “uma ferrovia a servir os portos de Sines, Lisboa e Setúbal de bitola europeia, bem como para as mercadorias de Leixões, Matozinhos e Aveiro, atravessando a Espanha em bitola europeia”? Quer arriscar um prazo?
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A ferrovia é por natureza serviço de utilidade público, logo, tem de ser mantida, mesmo que não seja viável, nem toda a gente tem automóvel.
Agora, projetos megalómanos não, isso não…
O que parece estar a ser feito é: encerrar, avaliar e reabrir, se for isto tá tudo bem.
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JN: médicos com doentes em espera no Estado, a ganharem 57000 euros no privado! (isto deve ser o liberalismo à moda tuga)
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no Estado onde têm ordenados de mais de 5000 euros/mês (e eu pensava que quem ganha 5000 ou mais por mês estaria em exclusividade “de facto”, enganei-me…)
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assim se percebe os gastos do SNS: mas a culpa não é do SNS em si, mas da falta de escrúpulos dos médicos e farmacêuticos.
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“O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, defendeu hoje a eleição direta do presidente da Comissão Europeia como um “passo decisivo” para uma maior identificação dos cidadãos com a Europa.”
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é que não sai uma de jeito…basta verificar a abstenção nas eleições europeias, para chegar à conclusão que a União dos Estado Europeus se está a transformar numa fantasia…aliás, em Portugal a abstenção vai ser nas próximas eleições deste regime vai ser avassaladora…e vai-se para eleições directas para presidente da Comissão Europeia…
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fechar mais linhas ferrovias !!?? quando Portugal vai ter que fazer uma deslocação macissa de pessoas para o interior de Portugal…pois o modelo económico de Portugal passa por ruralizar novamente Portugal, a fim de combater a fome e a miséria que já estão a acontecer nas Grandes Cidades…
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Aproveite-se as autoestradas sem utilização e converta-se duas vias em ferrovia.
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na inglaterra vão presos:
http://uk.news.yahoo.com/dentist-jailed-1-4m-nhs-fraud-145422435.html
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Depois da criação de um novo sobressalto que não consegue esconder uma nova (ou a continuação) crise governamental começaram os exercícios sobre cortes na despesa…
Mas como sentimos veem tarde, Inês é morta!
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E pôr a CP a funcionar? Compreende-se que numa cidade com comboio ligado à capital, tenha camionetas expresso de meia em meia hora, mais baratas e mais rápidas que o comboio?
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Gostava de saber em que é que se baseia o Miranda para dizer que a linha Sines-Espanha não é viável?
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Nao tenho estudos nem contas, mas se há via de comunicação que faz sentido é essa a ligar a porta de entrada marítima atlântica à Europa em ferrovia.
Duvido mesmo que algum dos investimentos em scuts seja alguma vez tão rentável como essa via.
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Mas venham de lá mais coisas para cortar, talvez se aproveite alguma ideia.
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Manter as linhas no Estado e privatizar a CP parece-me bem. E nao é por razoes conceptuais, é mesmo por causa dos infinitos sindicatos da CP, que tornam impossível gerir a empresa.
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Com estes políticos não vamos lá. Passos Coelho ri-se de Paulo Portas. Ninguém quer cortar na despesa.
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Alguém não consegue compreender que o mundo não acaba na fronteira com Espanha, e que Sines é um bocadinhozinho mais importante que isso.
E os chineses sabem isso muito bem, não tivessem eles tomado conta do porto de Sines.
http://www.todayszaman.com/newsDetail_getNewsById.action?newsId=277360
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” Compreende-se que numa cidade com comboio ligado à capital, tenha camionetas expresso de meia em meia hora, mais baratas e mais rápidas que o comboio?”
então n percebe que há que pagar os ordenados dos administradores da CP? Não é para isso que serve a CP e outras EP’s que nós subsidiamos? É que quando há que ir à concorrência a sério, quando não há subsídios e compensação e rendas garantidas, a história é outra.
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há pois, já me esquecia,,, tb há os ordenados dos condutores,,, como na TAP os dos pilotos,,, lembro-me que a Ryanair tinha um slogan pintados em alguns aviões, que dizia “não precisamos dos pilotos da tap para nada”.
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Tiro ao alvo,
o sentido de “viável” era o de se pagar a si próprio.
Já que pergunta e estou de gesso e com tempo:
1-Justiça, Defesa, Educação, Saúde e Administração Interna não dão propriamente lucro, mas são funções de soberania e devem ser proporcionados a toda a população em igualdade. Na medida em que os impostos as possam pagar, claro.
2-Economia (incluindo sectores primário, secundário e terciário), Ambiente e Ordenamento do Território não devem ser centros de custo para o contribuinte, apenas funções reguladoras, idealmente financiadas pelas actividades que regulem.
3-Eu acrescentaria nos “custos” uma rede pública de transportes (e prefiro que sejam ferroviários), uma agência noticiosa e canal de TV e Radio (cada vez mais mais também funções de soberania na aldeia global, se pensarmos que as eleições se disputam nos media não se pode correr o risco de uma conjugação de interesses privados, que podem até ser estrangeiros, interferir decisivamente no nosso acesso à informação) e uma rede mínima de infraestrutura cultural baratinha (onde incluo toda a programação não noticiosa do canal de tv e radio, mais uns quantos cine-teatros a manter apresentáveis para quem os quiser usar).
4-Finanças servem só para cobrar, gerir dívida e materializar num orçamento as opções de quanto gastar em quê.
5-Segurança Social por mim cada um tem a sua, o gestor pode ser público ou privado desde que as regras não lhe permitam arriscar com o dinheiro das pensões não é preciso nenhum Einstein para guardar com rentabilidade acima da inflação prestações obrigatórias regulares de dinheiro… E cada um descontaria para a sua reforma em estrita segregação de dinheiros, não para um “bolo” sempre a levar trincas. No máximo admito que a partir de um tecto (alto) de contribuições acumuladas de cada um parte das contribuições possam reverter a favor dos mais desfavorecidos. Mas tem que ser um tecto BEM alto, a “justiça redistributiva” para mim é exclusivamente feita nos escalões de IRS.
Admito que cada um tenha a sua opinião pessoal sobre os pontos 3 e 5, os restantes deviam ser pacíficos, mas infelizmente nem isso.
Cumps
Buiça
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A receita mágica do neoliberalismo radical: o que dá prejuízo fecha-se, o que dá lucro privatiza-se.
E o último que fece a porta…
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As linhas de apoio aos portos (Sines, Lisboa e Setúbal e Leixões, Aveiro e Matozinhos) são fundamentais para viabilizar aqueles portos que têm grandes potencialidades. São linhas que irão substituir 15 000 camions /mês de transporte de mercadorias de exportação/importação .
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“Justiça, Defesa, Educação, Saúde e Administração Interna não dão propriamente lucro, mas são funções de soberania e devem ser proporcionados a toda a população em igualdade. Na medida em que os impostos as possam pagar, claro.”
por isso o ensino superior devia sair fora das necessidades elementares e passar a ser pago na totalidade pelos estudantes, fechando-se os cursos estúpidos, como cc da educação, e os cursos redundantes (assim de repente, há 3 instituições de ensino público que, na cidade de lisboa, formam em antropologia; em sociologia deve haver uma meia dúzia…) exceptuando a formação dos profissionais que o país necessita de facto, como médicos, dentistas, químicos e outros investigadores para a área da farmacêutica (devia-se desenvolver o ensino de outras medicinas, como a chinesa e a tibetana, quando possível…), e outros vitais para as pessoas e para o desenvolvimento do país.
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quanto à “justiça”,,, se não houver um governo que em conjunto com um PR tenham capacidade para a reformar de cima a baixo,,, só espero que aquelas magistradas que andavam a espiar para um burlão tenham sido despedidas com justa causa e condenadas a prisão efectiva. Espero,,,
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e só espero que o “sistema” tenha capacidade para detetar outros casos do género,,,
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Nos não temos nada que cortar despesas. O mário já disse que o dinheiro vem sempre ter connosco (com ele tem vindo). Nós temos é que despedir a troika e depois esperar calmamente para ver o que acontece. Eu sou optimista.
Nós somos fortes e temos o apoio formidável da esquerda. Assim vão se favas contadas. Eu estou optimista.
Não há-de ser nada, esses malditos neo liberais querem dar cabo de nós, eles vão ver como não precisamos de ninguém para prosperar e para sermos um modelo de desenvolvimento, tenho a certeza que até o A-C concorda comigo.
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«O dinheiro fabrica-se quando é preciso.»
Mário Soares, DN, 2-10-2012
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Diz o Luís Moreira que “as linhas de apoio aos portos (Sines, Lisboa e Setúbal e Leixões, Aveiro e Matozinhos) são fundamentais para viabilizar aqueles portos que têm grandes potencialidades. São linhas que irão substituir 15 000 camions /mês de transporte de mercadorias de exportação/importação” e eu concordo.
Mas o que lhe pergunto é: no estado de penúria em que nos encontramos, quando julga que uma obra dessas se pode tornar realidade?
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Tiro ao Alvo,
Talvez tenha chegado o tempo de deixar de ser ingénuos.
A sabotagem dos portos portugueses é ponto assente no cardápio de alguns “patriotas”.
Noutra linha de intervenção estão os incêndios:
O Diretor do Serviço Federal de Segurança da Rússia, Alexander Bortnikov, afirmou que o terrorismo internacional está atuando de outras formas, algumas até inusitadas, sem ter que gastar muito dinheiro. Segundo ele, a Al-Qaeda, tem contribuído para a expansão dos incêndios florestais na Europa. O objetivo é causar danos à agricultura e à economia dos países do continente, o que abala os mercados internos e externo.
Bortnikov afirmou que sites extremistas ensinam a provocar os incêndios, o chamado por eles jihad florestal.
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Quem escreveu este post aqui no blog não percebeu nada do que o Manuel Tão disse, nem percebe patavina de economia internacional, transportes internacionais, logística e portos, mas…. a boa da posta essa sai sempre, à portuguesa ! É pena, se lessem e estudassem sabiam mais, e isso era bom, pois não lhes saia sempre a cassete do ataque ao Estado, que de tão usada já começa a não ter crédito nenhum. Uma ferrovia moderna para Portugal em algumas zonas era uma excelente alternativa a palhaçada das PPP´s e das auto-estradas e do transporte rodoviário caro e altamente subsidiado, mas não vou continuar, o postador do blasfémias que vá estudar, – como o Relvas….
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Javitudo
O Mário e o Tozé, que leram a mesma cartilha.
E se o Portas bater com a porta, o Cavaco faz o favor de levar o PS ao colo como é habitual nos nossos presidentes, e depois temos de novo o 5out, crescimento à grande e à francesa, menos deputados (esta foi para responder às moções do PC e do BE, que assim ficavam reduzidos a 3 ou 4), os juros baixam e até somos capazes de ir ajudar os gregos e os espanhóis tal a pujança que vamos ter.
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Todas as criadas pelo modelo de Estado socialista.
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Paulo,
Sim, muita pujança, sim senhor.
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O argumento para acabar com os comboios, sempre foi a suposta falta de rendibilidade da exploração, sem nunca se falar na melhoria das condições do serviço prestado. Mas também é preciso dizer, que o encerramento das linhas deu muito dinheiro a ganhar, desde empresas de camionagem, até aos “alcatroeiros” que, assim, arranjaram argumentos fáceis para encher o paí de estradas. Pelo que vemos, o desordenamento do território (ainda mais!) continua a ter adeptos. E, possivelmente, negócios encapotados…
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Sabe, não vou falar sobre nenhuma das linhas que referiu, vou falar da linha do oeste. Uma linha com automotoras até ao Cacém, com duas estações no concelho que mais cresceu nos últimos dez anos. No entanto, o que é que a CP faz. Em vez de fazer comboios que vão até Lisboa para levar as pessoas que vivem no concelho de Mafra até Lisboa, a CP diminuiu o tráfego na linha.
Convem notar que a opção de transportes públicos naquele concelho é a Mafrense, uma empresa privada de transportes com passes de 146€ até Lisboa. Sim, acredito que aquela linha seria perfeitamente viável e lucrativa se tivesse comboios que não fossem só até ao Cacém. Mas não, a CP prefere ter buracos a investir, no entanto, queixa-se que está falida.
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Para a Segurança Social a solução é fácil: Cada um recebia aquilo que descontou, acrescido de um juro, como se de um depósito a prazo se tratasse. Assim as “senhoras desesperadas” que invadem as cerimónias e que depois são sempre tema de notícia já sabiam com o que contavam: recebes pouco? tivesses descontado mais. O que se passa é que há otários que passam mais de 50 anos a descontar sobre TUDO o que ganham e depois levam cortes e tectos para ficarem mais ou menos iguais aos que descontaram metade ou menos. A maior injustiça são os tectos desde que não haja plafonamento. É obvio que quem descontou para ter uma pensão de 1500 € acha muito bem que esse seja o tecto.
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Buiça,
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«no limite uma gestão pública poderia fazer o mesmo usando qualquer “lucro” para baixar a factura do contribuinte.»
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Esse limite deve ser um limite para o mais infinito, nunca atingível.
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Nunca vi qualquer serviço público ser mais acessível para a mesma qualidade que um privado, se o utente tiver de pagar a sua totalidade.
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Tiro ao Alvo,
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«Mas o que lhe pergunto é: no estado de penúria em que nos encontramos, quando julga que uma obra dessas se pode tornar realidade?»
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Faça uma PPP 😉
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A sério, se essa linha é viável e tem retorno económico esperado (esperado, não manietado!) positivo, bem se poderia pedir emprestado para fazê-la. Se eu recebo 70 de margem após pagar 30 de juros e as amortizações em cada 1000 que pedir, o empréstimo é virtuoso.
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É para ISSO que serve o crédito. Ou que deve servir. Fazer obra para keynesiar (neologismo que pretendo tornar num verbo de conjugação regular, embora bastante irregular) é empurrar com a barriga até ao desastre.
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FColaço,
Entendi o que quer dizer, mas, parece-me que uma linha a ligar Sines à Europa, em bitola europeia, traria para Portugal muitas vantagens indirectas, vantagens que não se ajustam a uma PPP. Mas, dou-lhe razão, os investimentos públicos devem, por regra, proporcionar um retorno económico positivo, pelo menos a médio prazo.
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Francisco, o limite era teórico. Mas os comboios Alemães e Suiços são públicos, geridos com eficiência, rigor e universalidade da oferta. Quer isto dizer que não haja quem se queixe de custarem muito? Não, mas quando são identificados casos de despesismo ou de falta de investimento, são corrigidos. Com seriedade e rigor fica-se menos refém das eternas demagogias que deixam todos piores.
Pegando no exemplo entretanto citado da linha do Oeste, se o compararmos com os milhões já gastos entretanto no chamado “metro do mondego” que 15 anos depois ainda não está sobre carris, dava para demitir todos os responsáveis públicos por política de transportes da última década.
Se eles prestassem contas…
No fundo vai tudo dar ao mesmo: desde que os responsáveis sejam os melhores e nem por isso deixem de ter que prestar contas e serem responsabilizados por elas, qualquer coisa pode ser gerida com eficiência.
É de uma revolução cultural que precisamos.
Cumps
Buiça
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Há uns dias vi uma “reportagem” no Daily Show em que, no congresso dos Republicanos, foi feita, primeiro, uma pergunta no sentido de saber se o país deveria ser dirigido como uma empresa: a esta resposta recebeu-se um ressonante SIM. A segunda parte, que já não se revestia de questão mas de afirmação, foi sendo dito aos delegados dos Estados que apresentavam deficit, e que eram Republicanos, que não restava outra solução senão despedi-los porque, afinal, eles davam prejuízo e isso não é maneira de gerir uma empresa.
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Na altura pareceu-me algo exagerado mas quando vejo posts destes começo a achar que há quem acredite nisso: que, tal como uma empresa, o Estado deverá, antes de mais, gerar lucro.
Ridículo!
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