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Técnicas de agit-prop

21 Outubro, 2012

Prestige: modelo para armarla: El desastre ambiental ocasionado por el petrolero Prestige vuelve a la actualidad diez años después por la apertura del juicio en La Coruña. Pero, al margen del asunto judicial, el plan de agitación y propaganda que provocó el suceso en su día merece estar destacado en los temarios de las escuelas de negocios, marketing y sociología política del planeta.

Los ingredientes del plan son los siguientes: un intelectual mediático progre, afecto a la prensa socialdemócrata y mayoritaria; gobiernos autonómico y central de derechas, presididos ambos por líderes con carácter, y en consecuencia, objetivos de combate de toda la izquierda y el nacionalismo radical (juntos y revueltos); y un desastre medioambiental con mucho chapapote. Con estos imprescindibles ingredientes se arma en todo el país un “agit prop” fenomenal: el intelectual utiliza las incontables terminales mediáticas con que cuenta y denuncia la falta de escrúpulos de la “insensible derecha” ante la magnitud de la tragedia (el medioambiente, además, siempre ha sido patrimonio de la izquierda); inmediatamente la llama de la indignación prende en todas la redacciones del país y la alarma social ya está montada; enfatizada por los sindicatos, asociaciones ecologistas y los partidos de la oposición. Todos ellos no podían tener mejor escenario para radicalizarse e intentar crear una profunda crisis en los gobiernos de Fraga y Aznar, culpándolos del desastre. Y lo ensayaron con tal demagogia y exageración que, ayudados por los medios más afines y creando plataformas como Nunca Máis, simularon la conversión de Galicia en un país sin futuro, arrasado por una catástrofe telúrica, a los ojos del resto de los españoles y del mundo entero.

La totalidad de los medios de comunicación se contagiaron de esta hipérbole; una desmesura, una histeria social, que inducía a pensar que el Finisterre gallego había sido barrido por un tsunami y la muerte y el hambre se adueñaban de la región. Paquetes de ayuda alimentaria, mantas, voluntarios, etcétera, se movilizaron en toda España. Los políticos aullaban, los intelectuales predicaban las doce plagas de la derecha y los periodistas seguían, avezados, el espectáculo del chapapote. Mientras tanto, en La Coruña, en la zona siniestrada y en toda Galicia la vida transcurría con normalidad, solo perturbada por las noticias del barco y la marea negra. Al final, el barco se hundió, se iniciaron los trabajos de recuperación de la costa, hubo dinero para indemnizar muy bien a los pescadores y ayuntamientos afectados; y Galicia superó la catástrofe ambiental del Prestige. »

Mas o sucesso da agit-prop não é só agigantar o que combate mas sobretudo evitar que se fale do que não lhe interessa: Por exemplo quem ouviu falar de  Aznalcóllar e Guadalajara?

17 comentários leave one →
  1. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    21 Outubro, 2012 11:03

    N.S.Fatima evitou um desatre na nossa costa, PPortas dixit (+-) !
    Nessa altura era o partido na não-agit/prop.

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  2. Euro2cent's avatar
    Euro2cent permalink
    21 Outubro, 2012 11:18

    Um bom rufar de tambores e grande vozearia sempre foi boa técnica para conduzir estampidas de gado. Inúmeros indivíduos alegadamente “inteligentes” participam alegremente no exercício, com o sentido crítico de uma batata. (Estou a olhar para o V.P.V. na ululação contra o governo do Santana Lopes.)

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  3. jojoratazana's avatar
    jojoratazana permalink
    21 Outubro, 2012 11:35

    Não esquecer o arrastão da Praia de Carcavelos.

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  4. balde-de-cal's avatar
    balde-de-cal permalink
    21 Outubro, 2012 13:31

    ‘és siempre la misma mierda’

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  5. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    21 Outubro, 2012 13:54

    Não há pachorra para ler esse lençol em castellano.
    Se estivesse escrito em galego, ainda o descascava.

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  6. xico's avatar
    xico permalink
    21 Outubro, 2012 14:48

    A direita que aprenda a fazer o trabalho de casa.

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  7. Vasco's avatar
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    21 Outubro, 2012 14:49

    A HM não se importa de pedir à sua amiga Fátima Campos Ferreira da RTP que remova aquele vídeo que passa sempre nos intervalos do Prós e Contras, aquele que mete manifestantes, cães e polícias, com música de Chopin?

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  8. Zé's avatar
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    21 Outubro, 2012 15:59

    Bem lembrado jojoratazana, a Helena Matos não quer fazer um post sobre o embuste que foi o “Arrastão de Carcavelos”? Já agora, também um sobre a invasão de 70 “extremas-direitas” a uma mesquita em fase de construção?

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  9. Zé's avatar
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    21 Outubro, 2012 16:00

    “Era uma vez um arrastão”

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  10. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    21 Outubro, 2012 16:36

    Toda a gente que lá esteve viu um arrastão, e arrastões já houve vezes nos comboios da linha de Sintra e Cascais…mas a extrema esquerda vai continuar a mentir descaradamente.

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  11. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    21 Outubro, 2012 17:08

    Vicente Jorge Silva. Actual.
    PS: em busca da honra perdida 19 Fev.10
    “Ao longo das últimas semanas, tenho resistido à tentação de regressar à memória do meu percurso como deputado e (também) militante do PS entre 2002 e 2004. A razão dessa resistência é simples: não queria confundir uma experiência pessoal, marcada pelas circunstâncias do tempo e pela subjectividade das minhas expectativas, com as actuais perturbações internas do PS (na sequência das suspeitas de interferência do chefe do partido e do Governo no controlo de meios de comunicação social, reveladas nas últimas edições do SOL).
    Dei-me conta, porém, que as opiniões que tenho publicado sobre o assunto não são de todo alheias a essa minha experiência. Por outras palavras: não posso fingir que aquilo que agora se vai tornando público é uma surpresa absoluta para mim, muito embora me confesse ultrapassado pela vertigem dos acontecimentos.
    Deixei de ser militante do PS no Outono de 2004 e já anunciara ao então líder parlamentar, António José Seguro, o meu propósito de renunciar ao cargo de deputado, quando o Presidente Sampaio decidiu dissolver o Parlamento em Novembro desse ano. Antes disso, não concordara com a demissão de Ferro Rodrigues de secretário-geral do PS depois de Sampaio ter aceite a substituição de Durão Barroso por Santana Lopes como chefe do Governo e recusado, na altura, a antecipação das eleições. Mas, entretanto, já assistira ao frenesim conspirativo de José Sócrates e dos seus fiéis para preparar a sucessão de Ferro (na eventualidade de António Vitorino não se candidatar à liderança, o que viria a confirmar-se).
    O caso Casa Pia tinha abalado profundamente o PS e chegou a pôr em causa a honorabilidade de Ferro Rodrigues e outros dirigentes socialistas, com base em testemunhos que nunca se confirmaram. Partilhei – e exprimi publicamente – a indignação que se vivia dentro do partido, mas pronunciei-_-me contra a tentação censória como forma de prevenir a histeria inquisitorial e irresponsável de alguns media.
    Numa reunião entre o grupo parlamentar e a direcção do PS, na sede do Largo do Rato, argumentei, em abono dessa posição: «Sabe-se como começa a censura, mas não se sabe como acaba». Ferro, apesar de visado pessoalmente na campanha difamatória, concordou comigo, mas, logo que terminei a minha intervenção, um deputado saltou da cadeira de dedo em riste e advertiu–me severamente: «Não concordo nada com aquilo que você disse!». Era José Sócrates. Retorqui que era a opinião dele, não a minha, e propus debatermos o assunto. Passámos longas horas a discutir pela noite dentro, num bar de Lisboa, esgrimindo as nossas razões, mas sem ser possível chegarmos a um acordo. Creio que foi aí que percebi definitivamente que o instinto autoritário de Sócrates e a sua desconfiança visceral em relação aos jornalistas – com excepção dos jornalistas alinhados e ‘amigos’– eram traços essenciais da sua personalidade.
    Mal tinha eu arribado a São Bento, José Sócrates foi, entre os meus colegas de bancada, daqueles que manifestaram maior cordialidade e simpatia para comigo. Durante um período inicial, não fui insensível a essas atenções, presumindo que Sócrates estaria suficientemente informado sobre as minhas ‘idiossincrasias’ pouco ortodoxas ou domesticáveis e que não haveria nenhum comércio espúrio em perspectiva. Relacionava-me, aliás, de forma excelente com outras pessoas do círculo próximo de Sócrates, como Pedro Silva Pereira. Mas, à medida que o tempo foi passando, os equívocos que pudessem existir sobre a minha hipotética adesão a esse círculo de incondicionais socráticos dissiparam-se por completo. E é hoje claro para mim que foi a iminência de Sócrates suceder a Ferro Rodrigues como líder socialista (eu cheguei a apostar em António Costa que, no entanto, rejeitava liminarmente essa hipótese) o pretexto final para encerrar uma experiência política que, certamente por imperdoável ingenuidade minha, eu encetara com genuína convicção, mas se viria a revelar verdadeiramente frustrante.
    Sempre me senti socialista (ou, se quiserem, social-democrata à maneira nórdica), apesar do meu esquerdismo libertário juvenil. Foi, de resto, esse grão de irreverência anarquista que nunca consegui extirpar – talvez por uma vocação natural de rebeldia – o motivo maior da minha aversão às amarras do partidarismo ou do seguidismo tribal. Mas isso não impede que me reconheça na grande nebulosa da esquerda democrática. É essa a minha família política.
    Embora tenha arriscado fazer uma parte do meu caminho político como militante e deputado do partido de que me sentia mais próximo – recordo, por exemplo, a alegria e o entusiasmo com que participei na campanha eleitoral de 2002 em Lisboa – nunca mantive grandes ilusões sobre as pequenas misérias e mentiras da vida partidária ou qualquer suposta ‘superioridade moral’ do PS.
    Onde estão as vozes inconformadas que não se fazem ouvir ou se escondem cobardemente atrás do reposteiro das conveniências, pactuando com a mentira, o cinismo, os negócios escuros e a promiscuidade dos interesses?
    Como é possível que aquilo que se mete pelos olhos dentro como punhais possa ser negado e mistificado em nome de embustes e hipocrisias formais? Como poderá a fidelidade servil ao chefe ser colocada acima dos ideais, princípios e convicções que inspiram a verdadeira fidelidade moral e política? Perdida a honra, que restará ao PS?”

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  12. pctpmrpp's avatar
    pctpmrpp permalink
    21 Outubro, 2012 17:17

    Isso é tudo falso. Também estás ao serviço do imperilismo e do capitalismo.
    Na próxima revolução não vão ter tanta sorte.
    Temos que nacionalizar todas as empresas. Confiscar o dinheiro nos bancos dos ricos. Abaixo os fascistas e capitalistas. Morte aos ricos e aos empresários.

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  13. Zé's avatar
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    21 Outubro, 2012 17:32

    @lucklucky, você é parvo? Tira de lá as palas, veja o documentário em que várias entidades se retratam e confirmam que o dito “Arrastão de Carcavelos” foi um teatrinho montado pela extrema-direita com a conivência de muitos jornalistas e jornaleiros. Chiça, que fanatismo ideológico.

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  14. jojoratazana's avatar
    jojoratazana permalink
    21 Outubro, 2012 17:52

    Olha um arrastão, olha outro, já passaram.
    Estremo esquerdo não sou, pois não jogo futebol.
    E por favor não te esqueças de tomar os medicamentos.
    O teu mal não tem cura, mas melhora-te os sintomas.

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  15. J.J.Pereira's avatar
    J.J.Pereira permalink
    21 Outubro, 2012 22:41

    Nuñez Feijoo acaba de repôr as coisas no seu devido lugar…

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  16. Golp(ada)'s avatar
    Golp(ada) permalink
    21 Outubro, 2012 23:48

    recebido por mail:
    A INSUSTENTABILIDADE DA SEGURANÇA SOCIAL
    >
    > A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas
    > as Caixas de Previdência existentes, feita pelos Governos Comunistas e
    > Socialistas, depois do 25 de Abril de 1974.
    >
    > As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas
    > (23,75%) e dos seus Empregados (11%).
    >
    > O Estado nunca lá pôs 1 centavo.
    >
    > Nacionalizando aquilo que aos Privados pertencia, o Estado apropriou-se do
    > que não era seu.
    > Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser “mãos
    > largas”!
    >
    > Começou por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos (Domésticas,
    > Agrícolas e Pescadores).
    > Ao longo do tempo foi distribuindo Subsídios para tudo e para todos.
    >
    > Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres (1995/99) criou ainda
    > outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido), em 1997, hoje chamado RSI.
    >
    > E tudo isto, apenas e só, à custa dos Fundos existentes nas ex-Caixas de
    > Previdência dos Privados.
    > Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para
    > contemplar estas necessidades.
    > Optaram isso sim, pelo “assalto” àqueles Fundos.
    >
    > Cabe aqui recordar que os Governos do Prof. Salazar, também a esses Fundos
    > várias vezes recorreram.
    > Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou. É a diferença entre
    > o ditador e os democratas?
    >
    >
    > Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários
    > especialistas, entre os quais os Profs. Correia de Campos e Boaventura de
    > Sousa Santos, que em 1998, publicam o “Livro Branco da Segurança Social”.
    >
    >
    > Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao
    > Montante que o Estado já devia à Segurança Social, ex-Caixas de
    > Previdência, dos Privados, pelos “saques” que foi fazendo desde 1975.
    >
    > Pois, esse montante apurado até 31 de Dezembro de 1996 era já de 7.300
    > Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões ?.
    > De 1996 até hoje, os Governos continuaram a “sacar” e a dar benesses, a
    > quem nunca para lá tinha contribuído, e tudo à custa dos Privados.
    >
    > Faltará criar agora outra Comissão para elaborar o “Livro NEGRO da
    > Segurança Social”, para, de entre outras rubricas, se apurar também o
    > montante actualizado, depois dos “saques” que continuaram de 1997 até hoje.
    >
    > Mais, desde 2005 o próprio Estado admite Funcionários que descontam 11%
    > para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE.
    >
    > Então e o Estado desconta, como qualquer Empresa Privada 23,75% para a SS?
    >
    > Claro que não!…
    > Outra questão se pode colocar ainda.
    >
    > Se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite, descontam para a
    > Segurança Social, como e até quando irá sobreviver a CGA e a ADSE?
    > Há poucos meses, um conhecido Economista, estimou que tal valor, incluindo
    > juros nunca pagos pelo Estado, rondaria os 70.000 Milhões?!
    > Ou seja, pouco menos, do que o Empréstimo da Troika!…
    >
    >
    > Ainda há dias falando com um Advogado amigo, em Lisboa, ele me dizia que
    > isto vai parar ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
    > Há já um grupo de Juristas a movimentar-se nesse sentido.
    >
    > A síntese que fiz, é para que os mais Jovens, que estão já a ser os mais
    > penalizados com o desemprego, fiquem a saber o que se fez e faz também dos
    > seus descontos e o quanto irão ser também prejudicados, quando chegar a
    > altura de se reformarem!…
    >
    >
    > Falta falar da CGA dos funcionários públicos, assaltada por políticos sem
    > escrúpulos que dela mamam reformas chorudas sem terem descontado e sem que
    > o estado tenha reposto os fundos do saque dos últimos 20 anos.
    >
    > *Quem pretender fazer um estudo mais técnico e completo, poderá recorrer ao
    > Google e ao INE.
    >
    > SEM COMENTÁRIOS… mas com muita revolta….
    > *
    >
    > RECEBI E CÁ ESTOU A REENVIAR !!!
    >
    >
    > Sabem que, na bancarrota do final do Século XIX que se seguiu ao ultimato
    > Inglês de 1890, foram tomadas algumas medidas de redução das despesas que
    > ainda não vi, nesta conjuntura, e que passo a citar:
    >
    > A Casa Real reduziu as suas despesas em 20%; não vi a Presidência da
    > República fazer algo de semelhante.
    >
    > Os Deputados ficaram sem vencimentos e tinham apenas direito a utilizar
    > gratuitamente os transportes públicos do Estado (na época comboios e
    > navios); também não vi ainda nada de semelhante na atual conjuntura nem nas
    > anteriores do Século XX.
    >
    >
    > SEM COMENTÁRIOS.
    … e agora o Exmo. Sr. Deputado Francisco Assis, diz que não era correcto um eleito pelo povo andar de “Clio” e vai daí o PS comprou-lhe um Audi A5 pago, por quem ??? Se acertarem digam-me (Manuel Alves)

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  17. pm's avatar
    22 Outubro, 2012 10:18

    Por exemplo quem ouviu falar de Aznalcóllar e Guadalajara?
    Ouvimos falar todos o que vivemos em Espanha e lemos os jornais. Ah. a Sr Matos só fala do que lhe interessa, por isso faz perguntas tontas.

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