Para o que estávamos guardados!
Desde o 25 de Novembro de 1975 que se lhes compram os sorrisos e a condescendência com subsídios, um teatrinho aqui, uma exposição acolá. Incensam os autarcas que os convidam para os espectáculos de Verão. Os menos talentosos até conseguiram um posto no munícipio, uma assessoria cultural num instituto. Muitos deles dependem do estado como seu grande contratador. E estão no seu legítimo direito. Mas convém que fique claro que o espectáculo na Praça de Espanha foi um dos raros em que alguns deles actuaram que não foi pago pelos contribuintes. E por fim mas não por último a ser verdade o que escreve Alberto Gonçalves declamaram e cantaram versos deste teor “O que é preciso é gente/gente com dente/gente que tenha dente/que mostre o dente//Gente que não seja decente/nem docente/ /nem docemente/nem delicodocemente” (aqui fica numa outra versão mas pese a autoria é fraquito) ou “Disparamos uma bala de ternura defendendo a cultura portuguesa/e outra bala mais acesa e mais dura contra a troika vai dizer não à tristeza“ eu por mim estou disposta a pagar mais IRS, mais IVA e mais taxas para que os façam todos funcionários públicos como muitos deles almejavam nos idos de 75 desde que eles se comprometam a não cantar nem declamar textos destes. A Pátria já tem sofrimento que baste. Mas sofrer ouvindo Camões é uma coisa. Agora em cima do napalm fiscal ser transformado em espectador de jogos florais é que NÃO.

PRONTO, JÁ PERCEBI.
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FUI CENSURADO NO BLASFÉMIAS.
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O ESTADO DE BOVINIDADE ABSOLUTA PELOS VISTOS VINGOU. BRAVO!
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TENTEI DE NOVO POSTAR O CONTEÚDO QUE TENTEI 4 OU 5 VEZES POSTAR E NÃO APARECE! É IMPRESSIONANTE.
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TRATA-SE DA NOTÍCIA DO DN QUE DÁ NOTA DA QUANTIDADE DE DINHEIRO QUE O ESTADO ANDA A GASTAR COM A PROTECÇÃO DO ASSASSINO QUE É PAI DE UMA JUÍZA.
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Queria dizer do JN.
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“Só em despesas com jurados e segurança do arguido, o julgamento do pai da juíza da Mamarrosa que matou a tiro o ex-genro, em fevereiro de 2011, já custou mais de 44 mil euros ao erário público. (JN)
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a pouco e pouco lá consegui… deve ter sido um problema técnico ou o assassino, o bandido, o matador, que é engenheiro, contratou um hacker para tentar impedir que apareçam comentários sobre ele nos blogues.
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é vergonhoso num país onde há fome o Estado gastar dinheiro na protecção de um assassino só porque é filho de uma juíza. A justiça chegou a este pântano de água podre e mal cheirosa.
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só porque é pai de uma juíza (mas se fosse filho seria o mesmo…)
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Acabou a impunidade, disse ela…
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Os poemas com balas dentro são hipérboles cómicas. Normalmente esses poemas chegam tarde. A Troyka, que é quem, no meio deste caos e desta rapina instituída até aqui, menos culpa tem, apanha com todas as balas poéticas.
Eu, por mim, acho que era preciso pelo menos concretizar uma prisão. Acusar e prender um dos causadores do estado em que estamos e a que chegámos, seria absolutamente redentor. Foi para isso que empobreci literalmente a pagar os meus impostos sem fugir nem saltar. A minha vida sem o baraço do Fisco Sacana teria sido e continuaria a ser outra música. Simplesmente não sobrevivo com pouco mais de quatrocentos euros.
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«um posto no munícipio, uma assessoria cultural num instituto»
Quase tudo no post é importante ou correcto.
Tal como as invasões periódicas dos gabinetes ministeriais
em cada mudança de governo.
Como nas Autarquias & Fundações,
agora que as EP estão a definhar.
Com isto,a derrota é certa,
ao contrário do slogan das lutas a sério.
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Balas certeiras do Jorge de Sousa Braga (c0m a devida vénia ao próprio)
“Um dia destes
vou-te matar
Uma manhã qualquer em que estejas (como de
costume)
a medir o tesão das flores
ali no Jardim de S. Lázaro
um tiro de pistola e…
Não te vou dar tempo sequer de me fixares o rosto
podes invocar Safo, Cavafy ou S. João da Cruz
todos os poetas celestiais
que ninguém te virá acudir
Comprometidos definitivamente os teus planos de
eternidade
Adeus pois mares de Setembro e dunas de Fão
Um dia destes vou-te matar…
Uma certeira bala de pólen
mesmo sobre o coração”
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Concordo com tudo menos com a parte “pagar mais IRS, mais IVA e mais taxas para que os façam todos funcionários públicos”.
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Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura…
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Só faltava mesmo agora o ministro
Depois de nos apertar os c.lhões
Para mitigar a dor
Recitar Camões.
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Cá na paróquia , a coisa é mais “cóltura” , lamúria de chico(a) – esperto(a) de mão estendida para o subsidiozinho…
O grande objectivo é ser avençado(a) à conta do orçamento.
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Sabe, acho que há despesas piores. Por exemplo, a presidência da república gasta mais sozinha do que uma escola secundária. Ou a presidência do conselho de ministros que gasta ainda mais do que o primeiro órgão. Ou a assembleia com aqueles gastos exurbitantes. Ou alguns ministérios que até nem teriam muita despesa conseguem ter gastos fenomenais. Isso é bastante mais dramático do que a cultura.
No entanto, outro dia fui passear ao Terreiro do Paço (na verdade fui às compras, mas como estava bom tempo resolvi dar um passeio ao Cais das Colunas). Fiquei espantado com três artistas que levavam uns quadros muito abstratos que conseguiam não simbolizar nada e davam bastantes vómitos. Aí, lembro-me de ter comentado com a minha mãe “mais vale não terem subsídios, para fazerem m… daquelas”. Mas isso não significa que o Estado não deva apoiar as escolas artísticas do país (mais a nível camarário, se possível).
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Diz-me que nacional-conservador citas e saberei o que defendes.
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Jorge Sousa Braga é um bom poeta e ponto. A transcrição está truncada. Falta a dedicatória, essencial para podermos entender o poema, a dedicatória a Eugénio de Andrade. Se era a isto que o portela socretino se referia alegre-se lendo De Manhã Vamos Todos Acordar Com Uma Pérola No Cu. Deve cair-lhe bem.
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Sim. Foram trinta e oito anos que levaram a gozar com a cara dos trabalhadores portugueses. Gozaram, passearam e ainda continuam a gozar. Aqueles que atiçam o povo para a desordem mas que enquanto o pau vai e vem o meu imposto e o dos outros 2 000 000 dá para que eles se passeiem, av da República abaixo. Dá para lhes pagar as ditas reformas, bem chorudas enquanto outros não têm pão para dar aos filhos. São os donos da democracia, que falam
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Para pagar IRS não é preciso trabalhar, ou ter trabalhado?
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