Quem recebe está mais perto do que quem paga
«A questão é simples, confirmada por estes meses de troika: o poder político dos grupos à volta do Estado é maior que o poder político dos contribuintes. Quem recebe está mais perto do que quem paga e isso faz toda a diferença. Não é abuso e corrupção (que há mas não chega para isto). São muitas pessoas boas que vivem à custa do Estado. Seja expresso em leis ou negociações de ministério, através das queixas de funcionários, polícias e médicos ou por pressão de câmaras, construtoras e fundações, vendo-se no crescimento de pensionistas e desempregados ou no apoio à agricultura e PME, o que é indiscutível é que a despesa pública arranja sempre maneira de subir. Isto significa, ao contrário do que tantos dizem, que o Ministério das Finanças não é culpado, mas vítima. Aliás foi o Tribunal Constitucional que desgraçou o país. Impedindo o corte de salários e pensões, 70% da despesa, obrigou a subir impostos. Isso estrangula a economia, que paga os salários e pensões. Enquanto alguém lá fora empresta, as coisas parecem ir bem. O problema, em 2011 como em 1890, 1978 ou 1983, surge quando os credores internacionais perdem a paciência com o nosso desregramento. Face ao seu ultimato inevitável, a única alternativa, hoje como no século XIX, é subir impostos. E os impostos sobem sempre. Repetir sucessivamente que esta receita não funciona é como o bêbado dizer que tem de beber para esquecer a bebedeira.» César das Neves

é… olhem só o corpo docente de uma faculdade pública:
http://www.fba.ul.pt/portal/page?_pageid=401,975058&_dad=portal&_schema=PORTAL
bués… sendo a fbaul uma das duas faculdades onde a percentagem de alunos vindos de camadas ricas da sociedade é a mais elevada, não será que deviam ser os alunos a pagar estes profs todos?
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e depois todos esses cursos repetidos nas universidades públicas em lisboa… quantos profs, quantos auxiliares, quantas instalações para manter… e o resultado? A montanha pariu um boi. Curiosamente a artista tuga mais conhecida internacionalmente nem sequer saiu da fbaul…
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que eu saiba a constituição diz que o Estado tem de garantir o ensino obrigatório, não o superior.
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Hoje é dia de missa, A HM não se importa de pedir à sua amiga Fátima Campos Ferreira da RTP que remova aquele vídeo que passa sempre nos intervalos do Prós e Contras, aquele que mete manifestantes, cães e polícias, com música de Chopin?
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Tudo isso é verdade . Mas os governantes deveriam governar e não ceder aos lobys mais fortes .
Conclui-se , portanto, que o governo é não só fraco como incompetente , porque mesmo aumentando impostos poderia fazer trabalho estruturante imprescindível , a saber :
1) colocar a justiça a funcionar , em tempo útil e sem influência de sociedades secretas com intuitos subterrâneos (maçonaria).
2) Reformulação de todo o tecido legislativo criado pelas elites corruptas dominantes , no sentido da simplicidade , clareza e universalidade .
3) Retirada de todos os impedimentos legislativos à actividade económica , nomeadamente regulações extremas , taxas impeditivas assim como os organismos estatais parasitários que delas se ocupam, conduzindo assim a maior liberdade económica , imprescindível à criação de riqueza e à criatividade e inovação .
4) Incentivo forte à poupança criando mecanismos de protecção e remuneração dos aforradores.
5) Incentivo e louvor ao trabalho ( precisamente o contrario do que se tem feito ).
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Já dizia um conhecido empresário da área do PSD: «Para uma empresa como a minha vale 5M de euros/ano ter acesso directo ao governo e ao PM.»
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Lá vem a desculpa para o governo continuar a ser piegas.
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Se o governo não sabe governar deve sair pelo seu pé !
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Que grande novidade. Mas o Ministério é vítima por ceder a pressões? Fantástico.
Claro que os malandros dos médicos, professores, etc. quando eram apertados por Sócrates eram meninos de coro.
Que existem lobbys todos sabemos. Mas se o Governo não quer resistir-lhes resta admitir a sua incompetência. Se não é por incompetência é por falta de vontade, e a coisa agrava-se.
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Essa dos 70% está certa, conforme podem ver no gráfico que disponibilizamos no PDF deste artigo:
http://www.pouparmelhor.com/noticias/graficos-do-orcamento-de-estado-2013/
Quando se olha para esta imagem que representa as Despesas do Estado, rapidamente podemos tirar conclusões…
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Mas quais cortes?
Tanto a Helena como o professor Neves começam pela despesa do Estado e rapidamente chegam ao salário dos funcionários públicos.
O outro chega até a dizer que o TC desgraçou o país !!!
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Enfim, a Helena tem lá uma ideia definida na cabeça e organiza todos os argumentos para lhe dar razão. É mais ou menos como o Arménio da CGTP, primeiro anunciou a greve geral, depois arranjou os argumentos e foi levar o pré-aviso ao ministro, e para a semana começam os plenários para os trabalhadores “decidirem” o que vão reivindicar.
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Mas o outro consta que é professor destas coisas, podia ser menos ignorante (já que imbecil é aos quilos!)
Se o Estado tirar salário aos funcionários ou despedir alguns vai reduzir a produtividade ou contratar serviços ao privado. Mostrem lá a poupança que eu gostava de ver. Se a conversa é despedi inúteis, que os há no Estado e no privado (por exemplo nos bancos privados que vivem à custa o Estado), tragam a lista sff.
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Baixar pensões e reformas é poupar de facto, mas estou em crer que uma parte significativa dos afectados são oriundos do privado, ou esses nao recebem reforma?
Nas dezenas de anos que levo de trabalho já ouvi esse argumento muitas vezes, normalmente de quem desconta há menos de 5 anos. Depois de pagarem mais de 30 anos a visão muda em quase todos.
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De resto as despesas do Eatado são saúde e educação. Só quem esteja muito distraído ou de má fé é que pode dizer que nao se fez nada!
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De resto vamos lá aos cortes.
Como alguém diz aí para cima, podiam ir já diretos aos institutos da Católica que andam há anos a chular o Estado. Se calhar vão encontrar financiamentos ao tal das Neves. Depois passar pela universidade do Louçã, que pelas vezes que aparece na TV um pouco por todo o país, mais as vezes que vai ao Parlamento, se der 4 horas de aulas por semana já é muito.
A seguir podiam ir ver como é que o Professor Gaspar antes de ser ministro conseguia dar aulas na escola Naval, na Católica, e ainda ser técnico no Banco de Portugal. Se uma é privada as outras não, como é que os funcionários públicos que recebem 500€ estão em dedicação exclusiva obrigatória e o artista não?
E continuando neste velho hábito de procurar apenas no quintal dos outros lá vamos destruindo a nação até não sobrar nada.
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“Impedindo o corte de salários e pensões, 70% da despesa, obrigou a subir impostos”
Como assim?
Aos FP é devolvido um salário -> aumenta a despesa nesse equivalente (1 salário)
Mas pelos novos escalões de IRS, pagam próximo de 2 salários a mais do que pagaram em 2011 -> aumenta a receita nesse equivalente (perto de 2 salários)
Onde está o propalado aumento de despesa?
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* 2011 deve ler-se 2012
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Aliás foi o Tribunal Constitucional que desgraçou o país. Impedindo o corte de salários e pensões
Nada de mais falso.
Aos Pensionistas, Reformados e FP que ganham mais de 1,530 (a fatia grossa das receitas) continuam a ser cortados de 2 a 3 salários.
Espero que o TC, volte a chumbar esta iniquidade, mas desta vez com efeitos imediatos.
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“Quem recebe está mais perto do que quem paga”, traduzido: centralismo.
onde é preciso cortar é em organismos inúteis na capital.
Por ex.: faz algum sentido que a maioria dos funcionários do ministério da agricultura esteja em Lisboa?
Faz algum sentido que na sede do min. da educação estejam milhares de professores a “acotevelarem-se” e entretidos a a trocar papeis entre si?…
estas organizaçoes, preenchidas pelo “topo” da função pública, em vez de representarem mais valias pela prestação de serviços públicos aos cidadãos, são mais um “peso morto” suportado pelos impostos dos portugueses. Mas cortar no “estilo de vida” da capital é mto complicado, já que qq corte tem um eco enorme nos media (afinal os meios de comunicação tmb já só existem na capital).
Ministérios, direções gerais, fundações, observatórios, institutos, etc.. São a corte com o rótulo de “ética republicana” que temos que sustentar …
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fredo,
Espero que o TC, volte a chumbar esta iniquidade, mas desta vez com efeitos imediatos
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Acaso o TC afirmou que o contributo devesse ser igual entre público e privado?
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O primeiro passo para resolver um peoblema, é reconhecer que ele existe.
Infelizmente, há muita gente que não quer reconhecer apenas porque o tratamento iria afectá-las directamente.
Isto já só vai com uma ditadura…
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“O outro chega até a dizer que o TC desgraçou o país ”
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Qual a dúvida. Ainda não percebeu que o défice e a dívida é por causa dos gastos do estado?
O TC não se chateou quando o publico recebia aumentos/promoções e os impostos aumentavam sobre os privados.
Pode-se aliás dizer que a Constituição desgraçou o País.
É impossível Portugal continuar com o Estado que tem se quiser sair do definhamento.
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HFMatos também deve estar indignada:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=585685
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