Não foi não ter “ousado tocar”. Criou-o num 28 de Maio
6 Novembro, 2012
«Chegou a dizer que nem Salazar tinha ousado tocar no Inatel. Acha que a sua demissão ficou decidida nesse momento?» – Pergunta o I a Vítor Ramalho como se no estrambólico dessa frase estivesse a explicação para esta demissão.
Há só um problema de base: Salazar não ousou tocar no INATEL porque o INATEL não existia antes de Salazar. Salazar criou o INATEL. Chamou-lhe FNAT. Foi num dia 28 de Maio. Em 2012, certamente em honra a esse dia o Estado mantém uma rede hoteleira ao certo não se sabe para quê. Ou quando se sabe era melhor não saber.
16 comentários
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É de tachos como este e outros que o Estado está cheio.
De tacho em tacho pululam “perús recheados”, do amiguismo partidário. Pode ser que um dia se queimem dentro da “panela”.
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http://notaslivres.blogspot.pt/2012/11/crise-qual-crise-ou-refundamos-ou.html
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A Helena Matos está a precisar de umas férias.
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Tal como a antiga FNAT, dita fascista, também o INATEL, dito democrático, nunca esteve ao alcance das bolsas proletárias. Uns e outros foram e são elitistas, o que (como diria alguém) … apenas mudaram as moscas.
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Entao se estamos a falar da INATEL e dizemos FNAT. E o mesmo? Nao estamos errados?
…
O Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres MH M ou INATEL, é a instituição que sucedeu, após a revolução de 25 de Abril de 1974, à Fundação Nacional para Alegria no Trabalho ou FNAT, que tinha sido fundada em 1935 (pelo Decreto-Lei n.º 25 495 de 13 de Junho. Criada no seguimento dos modelos dos fascismos italiano e alemão, Dopolavoro e Kraft durch Freude. A FNAT, fundada pelo então chefe do governo António de Oliveira Salazar, tinha como objectivo o turismo social e o preenchimento dos tempos livres. A FNAT foi pioneira num novo conceito de férias e lazer, ao encontro da recomendação de 1924 da Organização Internacional do Trabalho de “aproveitamento útil do tempo livre dos trabalhadores”.
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Em 2008, através do Decreto-Lei n.º 106/2008 de 25 de Junho, deixa de integrar a administração central do Estado, passando a fundação privada de utilidade pública – Fundação INATEL. É uma fundação portuguesa com carácter social, tutelada pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.
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A acção do INATEL desenvolve-se em diversas áreas:
turismo social e sénior;
termalismo social e sénior;
organização dos tempos livres, da cultura e do desporto populares;
com profundas preocupações de humanismo e de qualidade.
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A FNAT era só para quem fosse salazarista.
A INATEL é só para amigos do Partido.
A diferença é que na FNAT só havia um Partido.
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O INATEL, tal como a FNAT, nada tem de social. Basta ver os preços que praticam.
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Faz parte do leque de convidados que o Mário Crespo trabalha e que cá em casa leva à mudança imediata de canal. Há dias resisti, até o ouvir dizer que a solução era o presidente intervir e arranjar um governo feito dos “homens bons” de Portugal. Com jarros destes não há país que se alevante.
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A FNAT era uma versão pobrezinha do Dopolavoro e da Kraft Ddurch Freude, que por sua vez foram inspirados pelo “Young Men’s Christian Association” .
A Kraft Ddurch Freude era grandiosa, para alem dos hoteis, tinha navios de cruzeiro, e fez o Volkswagen.
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O “i” é o rebotalho do jornalismo, pior ainda (como se isso fosse possível!) do que o Público e o DN.
Só “churnalistas” de mer** se esqueceriam de referir que o mandato do Ramalho à frente do INATEL terminara há coisa de um ano…
Chiça, penico!
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Para Helena Matos os remediados e ricos podem ter quartos de hotel nas férias, para os pobres bastam os estábulos dos animais ou loja dos bois.
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Um lambe-botas, sabujo e ignorante, de fidelidade paradoxalmente canina ao dono que lhe garanta a manjedoura – um verdadeiro “SUCIAlista” , evidentemesnte.
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Este post não será uma reminiscência daqueles saudosos ‘serões para trabalhadores’ abrilhantados pela fadista Maria Pereira?
Intressante também esta ‘chicana existencial’: Salazar não tocou no Inatel porque o criou. A inusutentável leveza deste ser. Depois concede que a gestação de 1935 foi baptizada de FNAT.
Ficamos sem saber se ao criar (a FNAT) concupiscentemente lhe terá ‘tocado’ ou se tudo isto foi ‘obra’ do divino espírito santo, i. e., concebida sem pecado?
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a FNAT era uma organização sinistra que obrigava o operariado e os mangas de alpaca a irem a banhos
o In vatel dá para amis de soares para amis de cunhal para amis de sá carneiro
é uma organização democrática e pluripartidária
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A acção do INATEL desenvolve-se em diversas área e montados de sobro e de sobrass:
turismo social e sénior para amis de partei e velhotes sexagenários e octagenários avulsos;
curiosamente leva pouca velharia que vive com 170 ou 200 por mês mas paciênciA
termalismo social e sénior; Medicinas alternativas ao sns
o qué bom que espera-se menos tempo pela morte
organização dos tempos livres, da cultura e do desporto pa pulares; o mesmo que o preço certo com o gordo que dá parA 60 milhões de férias virtuais por menos de 10 cêntimos por cliente
com profundas preocupações de hu man ismos e de quaqual idade….para alzheimer é bom
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É a qualidade do jornalismo tuga em todo o seu esplendor.
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Ainda há tempos numa caixa de comentários noutro blogue um dos esquerdistas de serviço dizia que privatizar ou acabar com a RTP era um regresso ao salazarismo, quando foi o Estado Novo e Salazar que a criou…
EMS a Kraft durch Freude fez cruzeiros à Madeira.
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