um sensato português
Presumindo-se que António José Seguro é um «português com bom senso», logo, disponível para chegar a um «consenso mínimo» com o governo sobre o futuro do país, seria talvez muito sensato da sua parte, ele que é o líder da oposição e do partido que até há pouco tempo nos governou, que fosse já adiantando qual o «minimo do consenso» para que está disponível, evitando a ladaínha costumeira de que está farto – todos estamos! – da austeridade imposta pelo governo. Se, como diz, a via do PS «é crescimento, crescimento, crescimento – a única fórmula capaz de gerar riqueza, capacidade para pagarmos as nossas dívidas e consolidarmos as nossas contas públicas» (o que também nos parece muito acertado), ele já terá descoberto o segredo da «fórmula» para nos tirar imediatamente da austeridade, o que só por egoísmo não partilhará connosco e com o governo também. Ele, certamente, não nos condenará a semelhante castigo.

Confiemos no seguro mas não deixemos de lembrar que o seguro morreu de velho. Ele é bom, mas o “outro” ainda era melhor. Se o seguro não se segurar o outro reaparece. Nós fazemos bastante por merecer. Desde o marquês ainda não apareceu outro melhor, pelo menos é o que soa das bandas dum tal pinto de matosinhos:
“”O …. será um dia avaliado nas páginas da história e, ao contrário do que as pessoas pensam, vai ser muito bem avaliado, porque os indicadores dirão que tudo estava a correr muito bem até à crise e quando a crise eclodiu fomos traídos em termos internacionais por aquilo que aconteceu e depois houve aquele acontecimento nefasto, o chumbo do PEC IV”. Faço dele as minhas palavras sem deixar de verter uma lágrima de emoção. O que é que eu sou menos que o queniano?
Isto de estarmos assim foi tudo uma tramóia montada pelos neo liberais. Eles segredaram em bruxelas:
“Olha angela não lhe dês mais abraços e beijinhos que ele já não tem guita para fazermos o tgv e o aeroporto!”.
“E o próximo? respondeu ela”. “O próximo logo se vê!”.
Está-se a ver mal. Pode ser que o seguro desencante alguma coisinha. Quando ele for 1º ministro, na outra encarnação como dizia a tia lucrécia do picoiso, é que vai ser. Eu estou ansioso por votar no seguro. Ele foi afinal um dos professores (da Universidade Lusófona) que assinou a falsa Licenciatura do relvas. Boa malha biográfica.
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o rui a. insiste em escrever “um sensato português” em lugar de “um português sensato”, enfim, nada a fazer.
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Por amor de Deus, tirem-me o seguro deste filme, o gajo não gosta de governar com pouco dinheiro, só fala em crescimento crescimento crescimento…das dívidas. Então ele quer acabar tudo na 2ª feira, e depois? De que é que ele vai falar nos dias seguintes?…
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Anda distraído. Seguro já se dignou revelar 2 medidas da sua fórmula mágica: imposto sobre as PPP (vamos ter que esperar porque ninguém no seu staff consegue dizer no que consiste) e uma boa ideia (copiada do BE, para cair quando for governo) fim da isenção do IMI para as certas classes de proprietários. Não espere vir a saber muito mais. Se com a repetição dos slogans do bloco comunista já está à frente nas sondagens, para consolidar só necessita manter o suspense. A isto parece que estamos condenados, uns enganaram o eleitorado com o “corte das gorduras”, outros vão fazê-lo com o “crescimento”.
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Então o Passos Coelho não é seguro?
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“…ele já terá descoberto o segredo da «fórmula» para nos tirar imediatamente da austeridade…”
Na verdade, uma ‘fórmula’ tem sido repetidamente apresentada – e não só por AJ Seguro, sendo olimpicamente ignorada e mecanicamente esmagada pelo ‘custe o que custar’.
É passível de síntese essa ‘fórmula’ que une já vastos e diversificados sectores da sociedade portuguesa: ‘renegociar o Memorando de Entendimento’ com os credores que manifestamente começam a exibir preocupação e insegurança em relação às actuais ‘fórmulas’ – ver últimas noticias vindas do FMI e da CE/UE). Proliferam, no contexto internacional, perplexos sentimentos em relação à viabilidade do ‘resgate’ que podem ser interpretado como uma evidente preocupação pelo estado de saúde da ‘galinha dos ovos de ouro’. Todos sabem que nada é pior para um credor do que a morte do devedor. E mais problemático ainda é se morrer arruinado.
O estado de negação do actual Governo em relação à inevitabilidade de ‘renegociação’ do memorando começa a exibir uma característica muito ‘gaspariana’: ‘tem uma margem de manobra muito esteita’. Isto é, sejamos claros, a renegociação – nos termos e na dimensão que não tem sido possível abertamente discutir nos meios políticos e partidários – só é possível com a queda do actual Governo… o que pode configurar, no actual equilíbrio institucional dos poderes, num ‘cul-de-sac ‘…
E vamos ser realistas, honestos e ‘sensatos’: ninguém pode aparecer a anunciar quevai ‘tirar imediatamente da austeridade um País’. Isso ‘funcionou’ em Junho de 2011, mas será difícil, depois a experiência em curso, voltar a ter êxito.
O que é imperioso, manifestamente urgente e, portanto, se passa a exigir é que – para se encontrar pacificamente as indispensáveis ‘fórmulas’ – se alivie o garrote…, caso contrário o senso e a fórmula morrem arrastando na avalanche tudo e todos…
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Ora, deixem cá ver… Quando é que foi assinado o pedido de ajuda? Pouco depois alguns disseram que o memorando não tinha ponto por onde se pegasse e que as metas não eram alcançáveis. Parece que os que tal diziam, eram uma cambada de comunas. Hoje, esta fileira tem mobilizado cada vez mais gente. Quer-me parecer que o memorando se arrisca a fazer dos tais comunas uma corrente maioritária.
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Parece-se que este não vai formoso nem seguro.
Do que me é dado a entender, sofre de dois medos aterradores: o Costa de Lisboa e a queda do Governo.
Em qualquer um dos casos, está perdido e não sabe o que fazer.
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mas para quê tanta análise ? Todos sabemos que o lema dos socialistas é : a republica é dos portugueses mas o estado é nosso. Eles acham-se divinamente designadas para governar o estado e consequentemente a torneira dos cofres públicos . O mal de Portugal é esta elite burocrática / estatista socialista que sempre dominou o poder.
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Seguro tem consciência que, com esta maralha liberal, não é possível qualquer tipo de governação, tendo em vista o futuro dos portugueses, porque querem o poder apenas para distribuir benesses pelos amigos e fazer negociatas com os bens do Estado, como se tem visto na prática dos últimos 17 meses.
Seguro tem que estar preparado para eleições e ganhá-las. O afastamento desta troupe da área da governação é fulcral. Ao próprio Cavaco, Seguro deveria ter a coragem de pedir que se demitisse, face à triste figura que tem vindo a fazer e à evidência de que não consegue fazer algo de diferente.
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parece a anedota do maluco que pretendia saber se os homens crescem para cima ou para baixo
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Desafiado pela sabedoria deste paragrafo de Balde de Cal “Parece a anedota do maluco que pretendia saber se os homens crescem para cima ou para baixo.”,
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a proposta politica de renegociação a fazer à Troika é muito simples,
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corte cego transversal a eito das despesas publicas, incluindo nos juros, de 0,5% por ano durante 10 anos ou 0,25% por ano durante 20 anos, para reduzir o deficit de 7% para 2% no fim de 10 ou 20 anos.
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A Saude, a Educação, as Pensões e Idade de reforma, a Solidariade com os desempregado e o fim da DESTRUIÇÃO EM CURSO no nosso País, não estão dependentes de “Constituições”, supostos “Estados Sociais ou Socialistas”, ou de chantagens com dividas,
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são DIREITOS CIVILIZACIONAIS IRREVERSIVEIS de Portugal e do modelo Europeu de Civilização no Mundo, o verdadeiro poder europeu entre os povos e culturas a nivel planetário.
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Podiam aproveitar para esta 2ª feira falarem ao ouvido de Merkel durante a visita que não hostilizo.
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Já se sabe há quasi meio milenio que “A simplicidade é o maximo da sofisticação, Da Vinci”,
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a) agarrar na trapalhada do ‘legalês’ fiscal e no labirinto de ‘milhões’ de taxas e impostos para de facto SOFISTICAMENTE SIMPLIFICÁ-LOS num unico (all in one, cobrado sobre o Consumo),
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b) deitar para o lixo as ‘toneladas’ de papelada, de powerpoints, e de excels que já escrevinharam em acordos, alterações, subacordos, reuniões, viagens, ajudas de custo, honorários, ajudas decusto etc etc que nada resolveram nem resolverão.
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Encerro com a sabedoria do paragrafo de JDGF “Todos sabem que nada é pior para um credor do que a morte do devedor. E mais problemático ainda é se morrer arruinado.”
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Perdi, por uma justa causa, a conferência de Vitor Bento em Coimbra! No jornal apanha-se pouco, mas consegue-se o óbvio e que entra pelos olhos dentro. No entender de Vitor Bento, a elevada dívida pública e o futuro hipotecado do país têm na base um modelo político que, nos últimos 40 anos, assentou na “venda de promessas a crédito”. “Alargàmos as funções do Estado, criàmos uma série de direitos sociais, mas fugimos ao seu pagamento”, comparando a situação do país à de pais que vão ao mealheiro dos filhos. Para Vitor Bento seria desejável aproximar mais a Constituição ao entendimento actual, mas apenas se a sua revisão reunisse um consenso amplo. Já o Estado Social deve, no seu entender, “ser discutido com racionalidade”, porque os seus “maiores inimigos são aqueles que defendem opções insustentáveis que vão levar à sua ruptura”. “Se não houver dinheiro, há muitas funções sociais que vão ficar para trás, de forma atribulada e arbitrária”. O Estado Social está demasiado entranhado na cultura europeia e não é eliminável, ainda que se deva discutir a sua extensão e sustentabilidade, frisou o economista. “Não estou muito optimista porque a algazarra em toda a discussão que tem lugar, sobretudo na praça pública, não augura nada de bom, mas tenho sempre a esperança que se consiga dar a volta à situação e o bom senso prevaleça”! Deus o oiça!
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Sensato ? Nunca mais aprendem a lição de Brito Camacho ?
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Esmeralda, discordo,
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“No entender de Vitor Bento, a elevada dívida pública e o futuro hipotecado do país têm na base um modelo político que, nos últimos 40 anos, assentou na “venda de promessas a crédito”. “Alargàmos as funções do Estado, criàmos uma série de direitos sociais, mas fugimos ao seu pagamento”,
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Interrogue-se e encontra onde se põe o dedo na ferida. Sibilinamente deixo-lhe a pista, quem tem mais olhos que barriga ……. e não foram os utentes …..
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não se preocupe porque de facto beneficiados com os lucros de estadão da coisas ao fim do mês … já andam por aí a berrar de grande porque nem PPP’s nem Privatizações os salvam …
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vão chegar à conclusão que o que se pdiu emprestado foi para dar teta aos abusos e tangas que ‘venderam’, a tal coisa dos ‘apartniks’ e das ‘nomenklaturas (o tal pessoal dos sovietes partidários de Direita, Centro e Esquerda) que mamar no aparelho (sistema) é que é bom,
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tome nota vão ser eles a implorar que lhe reduzam os lucros sejam os sob a forma de vencimentos ou remuneração de investimento e risco empresarial, porque mesmo baratucho ficam melhor que sob a liderança pura e dura dum Empregador que não pode dar ‘abebias’ sob pena de nem ele nem Empregados sobreviveram,
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deixe-os pousar,
que pousarão em terreiro bem longe do quintal governança (chamam-lhe arco de poder) que nao aufere tais objetivos, andam noutra.
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Esmeralda, tem duvidas ? Vista a ‘camisola deles’ e o que faria ? Não era isto ? Só se fossem burros que mamavam com dentes ..
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E é mais depressa do que parece embora de fonte segura seja um ‘dano colateral’ que o governar da governança nunca sonhou, andam noutra sem pés nem cabeça.
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Aproveitem que disto e à borla não é todos os dias, mas atenção que ‘nem tudo o que brilha é ouro’ para provincianos (esta dos provincianos é mesmo só para despejar àcido …)
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Político que é político, nunca revelará gratuitamente qualquer suposta cura milagrosa para os nossos males!!
Aprogoa e valoriza a suposta cura milagrosa até ao infinito, para cobrar mais tarde, com juros, dividendos e atualizações (leia-se vitória nas Legislativas e jobs for the Boys)!
O pior é quando o comprador, que somos nós, descobrirmos que afinal a cura milagrosa que compramos a preço de ouro, não passa de banha da cobra!
Então já será demasiado tarde…
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