a empresa a quem a trabalha
16 Novembro, 2012
O que é que explica que a Constituição permita, incondicionalmente, que os trabalhadores possam paralisar uma empresa e a sua produção, e proíba o correlativo direito da parte contrária, isto é, a paralisação da empresa pelos empresários? A visão marxista das relações de trabalho, para a qual os verdadeiros proprietários do capital são os trabalhadores, os únicos que verdadeiramente o produzem, e não os empregadores, que mais não são, nesta triste interpretação do mundo, do que exploradores que vivem à custa daqueles. «A terra a quem a trabalha», lembram-se?…
20 comentários
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Não é incondicionalmente. Haja um pouco de decoro!
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Hoje tiraram o dia para tentar convencer + alguem que é preciso uma nova constituiçao…sem direitos para o trabalho. Bem podem marrar.
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Ah, ah, ah. Os patrões que são explorados pelos trabalhadores… que pândegos… continuem a mandar cartas, talvez um dia deixem de ser ridículos.
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O lockout: esse instrumento precioso de desenvolvimento económico e industrial.
Enfim… até os liberais que temos são os liberais que mercemos.
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Acho que o Rui A está a bater na tecla errada. A adesão à greve no sector público foi muito elevada, no privado residual. Hoje em dia a greve funciona como forma dos funcionários públicos chantagearem a sociedade para que os privados lhe paguem privilégios.
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Rui, infelizmente é mesmo assim porque a maioria dos empresários deste país não presta! E empresário que não presta só pode ter trabalhadores que não prestam. Pergunte aos poucos empresários de sucesso neste país como tratam os seus trabalhadores e vai ver a diferença. Essa treta da constituição já foi chão que deu uvas, e para mais porque razão um patrão haveria de fazer greve? Contra si próprio? Contra os seus trabalhadores? É simples, despeça-os a todos e contrate novos ao preço da uva mijona, as leis actuais permitem isso. Depois não se queixe da pouca produção e da falta de qualidade…
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«e para mais porque razão um patrão haveria de fazer greve? Contra si próprio? »
E contra quem fazem greves os trabalhadores, se o resultado final pode ser a falência da empresa, como, de resto, acontece, em Portugal, com a «empresa estado», contra a qual se rebelam os funcionários públicos?
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Rui, você tocou na tecla certa ao referir-se à “empresa-estado”. A meu ver o estado nunca pode nem deve ser gerido como se de uma empresa se tratasse. É suposto o estado ser gerido de modo a utilizar da melhor maneira possível os nossos impostos. Uma empresa tem de dar lucro para sobreviver, para investir, para dignificar os seus accionistas e empregados, criar riqueza. O função do estado não é dar lucro, é apenas e só “gerir bem” e para gerir bem tem de ter pessoas competentes em postos chave. Sabe tão bem como eu que não é isso que acontece, o estado tem servido para os carreiristas partidários arrecadarem mordomias e essa é também uma das razões de estarmos onde estamos. Percebo onde quer chegar, o dinheiro já não chega e há que cortar, mas os cortes acontecem nos salários, e em tudo o que contribui para a dignificação de quem trabalha e dá o melhor de si. De resto as mordomias por lá continuam e quem faz uso delas pouco se rala com as greves. Concordo que algumas greves prejudicam mais quem delas se serve, mas isso sucede ou por má informação ou por impossibilidade de outras formas de pressão. Quando se cortam direitos sociais mínimos que permitam uma vida digna não é de estranhar que as coisas descambem para formas cegas de contestação com conclusões que podem dar em catástrofe. Mas ficar sentadinho em casa a ver a banda passar também pode dar em catástrofe.
E sempre é melhor parecer vivo do que ficar morto.
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e as contas meus senhores?quando houve ocupações das empresas durante o prec ao fim de pouco tempo era ver a apresentar ao estado a factura.quanto custou a reforma agrária?alguem tem numeros?
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Se não fossem as greves ainda estávamos na era neo-esclavagista Vitoriana. Ou pensam que se não tivessem existido greves, manifestações e revoluções estávamos onde estamos hoje?
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Aqui deixo, dedicado ao Rui que parece muito saudoso do PREC:
http://www.flickr.com/photos/jal2684/2940502973/
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Por palavras simples:
O patrão, se estiver de saco cheio, sempre pode fechar a empresa ou, então, passá-la.
Contudo, penso que é perfeitamente possível decretarem greve contra o governo, esta instituição que paga tão bem a tempo e horas…
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A foto que deixou para o Rui A. é muito interessante mais nao é menos a que segue a continuaçao:
http://www.flickr.com/photos/jal2684/2941370196/in/photostream/
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O que o Rui está a tentar dizer é que na China, na antiga União Soviética, em Cuba, na Coreia do Norte, e mais uns quantos, não há (houve) uma visão marxista nas relações de trabalho? Ou trata-se de outras maneirsa de haver visões marxistas? E nos EUA a visão também é marxista? Se assim for, só pr’ai na Lua (gaita, na Lua também não pode ser, já lá estiveram americanos!) e mais além é que não há essa visão. 🙂
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O cerne desta questão chama-se Luta de Classes (e não são umas pedradas que, só por si, a identificam).
Ela existe, está aí aos olhos de toda a gente e o Blasfémias não lhe dedicaria tanta palavra se não acreditasse na sua existência.
.
ps:
deprimente a intervenção de Relvas a negar que tenha havido pagamento de subsídios a 1500 boys … ou outros.
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Não pude deixar de fazer post de mais esta. Cartaz do PCP com Mao e Stalin à cabeça, em frente camaradas…
http://www.flickr.com/photos/jal2684/2941370458/in/photostream/
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Na continuação, do cartaz do Mao e do Stalin. “Quem tem medo do comunismo? … O Inimigo da Liberdade. O Inimigo do Progresso.”. Viu-se.
http://www.flickr.com/photos/jal2684/2941371780/in/photostream/
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Para se questionar o direito à greve, direito fundamental dos trabalhadores assim como todos os outros subsequentes e por eles conquistados no capitalismo neoliberal só há uma forma.
Instituir um regime da verdadeira esquerda em que todos os direitos passem a ser privilégios da burguesia e as greves passem a ser reaccionárias instigadas por parasitas.
Depois já nem se questiona.
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O Tiradentes não coloca sequer a hipótese de as greves a que temos assistido actualmente serem reaccionárias? É que a gastar mais do que o que produzimos estamos nós à 30 anos, e mesmo de quem se manifesta pacificamente (como é o seu legitimo direito), e das centrais sindicais, oiço muito pouco para além do baixar impostos e apostar no keynesisanismo que nos colocou nesta situação… Portanto quem é que é reaccionário?
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MNeves:
Era do PCP, mas ML. Era outro. Muitos destes estão no governo.
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