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Uma ideia perigosamente enganadora

10 Dezembro, 2012

PAULO MORAIS “A corrupção é que nos trouxe a austeridade” Paulo Morais cita os casos da “Expo 98, Euro 2004, BPN, BPP, submarinos “Não é justo que neste Natal muita gente não tenha comida em casa porque outros vivem com dinheiro da corrupção que tiraram a toda uma população” A corrupção é um problema moral. Mesmo que não existisse crise a corrupção seria um problema. Mas infelizmente a dimensão da nossa crise não resulta da corrupção nem muito menos da adição dos casos citados:  “Expo 98, Euro 2004, BPN, BPP,  submarinos Não tivéssemos tido    “Expo 98, Euro 2004, BPN, BPP, submarinos e a nossa crise seria o que é. A nossa crise resulta sobretudo daquilo que nos foi legalmente prometido e “dado” pelos governantes. Muitas vezes até em nome do cumprimento do que estará constitucionalmente inscrito. Por mais baixas fraudulentas que existam na Segurança Social não é essa a razão da sua temida falência. Por mais corruptos e desorganizados que sejam os procedimentos em alguns serviços de saúde não é isso que determina os crescentes custos na saúde…. A corrupção gera injustiças e degrada moralmente uma sociedade mas está longe de nos ter trazido a esta crise. E esta ideia de que foi a corrupção que nos trouxe até à austeridade  tem um reverso perigoso numa sociedade que acabou a confundir o que não é criminalizado com o que é moralmente possível pois leva a acreditar que bastaria prender meia dúzia de pessoas e resolver uns quantos casos em tribunal para que a crise acabasse. Infelizmente não é assim. O que nos trouxe a esta crise foi um discurso absolutamente legal e na verdade consensual sobre um estado que tudo podia e devia. A não ser que se entenda por corrupção prometer-se aos eleitorados o que não é sustentável não vejo como terá sido a corrupção a trazer-nos até à austeridade.

Obs. A esta discordância com o Paulo Morais junto uma dúvida: ao nível das actividades com rentabilidade muito baixas – passar a ferro; trabalhos de jardinagem; alguns trabalhos domésticos.. – devia ou não equacionar-se o estabelecimento à semelhança do que acontece com certos ganhos na agricultura a isenção fiscal. Não tenho certezas na matéria mas perante os ganhos obtidos a complicação fiscal pode ser o argumento determinante para se decidir que não vale a pena trabalhar.

86 comentários leave one →
  1. CA's avatar
    10 Dezembro, 2012 09:08

    Está a esquecer-se das PPPs e múltiplas obras de necessidade mais do que duvidosa. É que a corrupção é muito mais do que um caso isolado. Pode mesmo ser um incentivo a que os governantes gastem o mais possível, como se não houvesse amanhã. Neste aspecto acho que o Paulo Morais está a ver melhor do que a Helena Matos.

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  2. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    10 Dezembro, 2012 09:15

    As PPP foram legais. O problema é precisamente esse: aquilo que legalmente nos foi prometido em nome da anti-austeridade; em nome da prosperidade.

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  3. Wall Streeter's avatar
    Wall Streeter permalink
    10 Dezembro, 2012 09:22

    Helena,

    escapa-lhe algo de avassalador: o que é ROUBADO ao Estado anualmente, enquanto comunidade abstracta portuguesa, pela fuga ao fisco (~25% do PIB) e outras formas mais de corrupção com impacto nas contas do Estado, seria mais do que suficiente para Portugal viver com todos os «desvarios» de que é acusado e ainda assim apresentar um crónico SUPERAVIT, e sem qualquer necessidade de um ENORME aumento de impostos, de malogradas experiências TSU e similares afins.

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  4. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    10 Dezembro, 2012 09:27

    Mesmo que esses 25% do PIB estivessem bem estimados não resolveria o problema de um Estado que se habituou a gastar acima das suas possibilidades e de uma classe política que baseia o seu discurso na promessa: esses mais 25% apurados apenas permitiriam que prometessem logo que nos endividássemos uns furos acima

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  5. neotonto's avatar
    neotonto permalink
    10 Dezembro, 2012 09:30

    o que é ROUBADO ao Estado anualmente.

    Melhor sería aquí confesar já e abertamente aquele lema seu de “quem rouba a um ladrao…”

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  6. JCardoso's avatar
    JCardoso permalink
    10 Dezembro, 2012 09:43

    Estou de acordo.
    A filosofia de que havia dinheiro para tudo ou quem viesse a seguir que arcasse com os calotes, está bem espelhada na capa de hoje do Público. Até o Tiago Monteiro reclama milhões do Estado por promessa do expedito Sócrates. Isto foi um fartar vilanagem.
    http://noticias.sapo.pt/banca/nacional/#4090

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  7. Zé Paulo's avatar
    Zé Paulo permalink
    10 Dezembro, 2012 09:54

    Não subestimaria o papel que a corrupção teve no nosso atual cenário.
    Querem- me convencer, por exemplo, que o dinheiro usado no BPN não permitiria uma atenuação das medidas de austeridade tomadas?

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  8. balde-de-cal's avatar
    balde-de-cal permalink
    10 Dezembro, 2012 09:56

    convenceram os parvos que se podia ter tudo ‘gratuitamente’
    à custa de empréstimos, porque o saque aos contribuintes não chegava
    para metade das desprezas do ‘estado monstro’

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  9. Monti's avatar
    Monti permalink
    10 Dezembro, 2012 10:08

    NÃO É CO…RU…RUPÇÃO?
    É licenciada em Direito (1980) e Mestre em Ciências Político-Jurídicas pela Faculdade de Direito de Lisboa (1989). Assunção Esteves é membro da Sociedade Portuguesa de Filosofia. [4]
    Foi a primeira Juíza Conselheira do Tribunal Constitucional de Portugal, (AOS 33 ANOS) função que exerceu entre 1989 e 1998. Está neste momento reformada desse cargo :
    (9 ANOS DE SERVIÇO = REFORMADA).[5] ======================7.255 euros/mês (TC) +
    (NÃO RECEBE O SOLDO DO CARGO DA AR PARA RECEBER A CHORUDA REFORMA DE 9 ANOS DE TRABALHO NO TC) +
    Despesas de Representação na AR===de Quê?=======+ 2.135 euros/mês (AR)
    NÃO É CO…RU…RUPÇÃO?

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  10. helenafmatos's avatar
    helenafmatos permalink
    10 Dezembro, 2012 10:19

    NÃO É CO…RU…RUPÇÃO? – Exactamente. Não é corrupção. É legal. Foi isso mesmo que quis dizer no meu post. São medidas tomadas em nome da solidariedade….

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  11. lucklucky's avatar
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    10 Dezembro, 2012 10:27

    PAULO MORAIS ”A corrupção é que nos trouxe a austeridade”
    .
    Pois é. Mais um que não sabe fazer contas.
    .
    “Querem- me convencer, por exemplo, que o dinheiro usado no BPN não permitiria uma atenuação das medidas de austeridade tomadas”
    Sim mas o Estado só usou o nosso dinheiro no BPN porque quiz. Deveria ter falido que é o que acontece a empresas incompetentes.
    Segundo o caso BPN afecta o défice num ano. Os outros anos todos continuam com défice por outras razões.
    Este ano já vai em 18 mil milhões de nova dívida http://www.igcp.pt/fotos/editor2/2012/Boletim_Mensal/11_BM.pdf
    passou de 174 mil milhões para 193 mil milhões. Muito mais que todo o BPN…

    E vai piorar porque este Governo, Oposição e a Constituição destroem toda a vontade de criar, enriquecer.

    “ROUBADO ao Estado ”
    hahahah!

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  12. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    10 Dezembro, 2012 10:32

    Cara Helena, creio que tanto a Senhora como Paulo Morais tem razão, cada um à sua maneira.
    A corrupção não deixa de ser o cancro da democracia.
    A análise de fenómenos complexos como a passagem de país a protectorado, não se compadece com visões parciais.
    Claro que embora a história não se repita, é bom lembrar como perdemos a soberania após o reinado de um destrembelhado chamado D. Sebastião. Os recursos foram totalmente exauridos numa guerra de antemão perdida em Marrocos. O resultado não se fez esperar.
    Recentemente, até 2011 tivemos outro destrembelhado a repetir a façanha à conta de tecnologias de ponta, parques escolares, corrupção em cima de corrupção, aviltamento intencional de leis por conta de escritórios de advogados amigos, distribuição de benesses de modo a conseguir apoios sólidos , a mediocridade erigida ao altar das vacuidades, a mais pútrida versão de goebbels nos mídia difícil de extirpar. O resultado está à vista.
    Estes desastres não são recuperáveis em tempo útil. Os governantes que vêm a seguir, sejam eles quem forem, padecem naturalmente de alguma inexperiência face ao que vão encontrar. O que se passa na tugolândia não é fácil de compreender para quem passa muito tempo nos gabinetes. Mesmo contrafeitos têm que pactuar tempo demais com uma cultura rasca enraizada, deparam-se com uma ignorância geral de tugas incapazes de ver a luz à frente do nariz.
    Os treinadores de bancada apoiados pelos meios de informação pervertidos, com destaque para a rtp, aproveitam para lançar a confusão. As forças ocultas, hoje engravatados, amanhã descamisadas, com os do avental escondido atrás, desencadeiam os processos mais infames para bloquear o normal funcionamento de uma sociedade em crise.
    Vai ser difícil, mas iremos lá com ajudas nem sempre desinteressadas.
    Afrontar a corrupção importa, mesmo com riscos redobrados (Medina Carreira foi só um exemplo, Manuela Moura Guedes já foi há muito). Os biltres a ameaçar “O povo não existe para o primeiro-ministro e para o seu Governo. Tenha, pois, cuidado com o que lhe possa acontecer. Com o povo desesperado e, em grande parte, na miséria corre imensos riscos” , os cães a ladrar e a caravana enlameada e desengonçada a passar numa UE à procura de rumo.
    Se a nossa fronteira fosse impenetrável como alguns queriam, ombrearíamos com a Coreia do Norte para gaúdio de alguns que aqui postam e outros que prezam os totalitarismos. “As dúvidas assumidas pelo líder parlamentar do PCP quanto à existência de um regime ditatorial na Coreia do Norte já suscitaram algumas contestações no seio do partido. Lino de Carvalho reagiu à posição de Bernardino Soares afirmando não ter qualquer dúvida de que o Governo de Pyongyang não é democrata”. Isto está mau! Já nem no partido das paredes de vidro existe unanimismo.
    Para quem tem dúvidas sobre onde se iria buscar o dinheiro o camarada louçã antes de sair do palco já explicou, a maior parte das pessoas não percebeu. “Vai-se aos bancos e tiram-se de lá as economias dos clientes, simples!”. Isto depois dos amigos porem os euros a salvo, tal como os endinheirados já fizeram há muito.
    É bom entender o que está por detrás do discurso de Julho de 2012 que foi ampliado à saída em Novembro:
    “Na opinião de Louçã, o Estado “tem de mandar” nesses bancos “para fazerem o que a banca tem de fazer numa recessão, ajudar a economia, proteger empresas que deem emprego, proteger as exportações e a substituição de importações, dar vida às pessoas, responder com aquilo que têm e que foram tirar à economia”. Topam?

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  13. J. Raposo's avatar
    J. Raposo permalink
    10 Dezembro, 2012 10:40

    Perdoem o simplismo , mas creio que a natureza do regime que nos ” governa”
    , aliada á natureza do povo que somos, produz fatalmente este estado de coisas – algumas perfeitamente legais, como já acima foi apontado.
    Quanto às “naturezas” atràs referidas, observe-se a diferença de comportamento, enquanto emigrantes, na Europa trans-pirenaica ou em países latino – americanos,por exemplo…

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  14. 1berto's avatar
    1berto permalink
    10 Dezembro, 2012 11:03

    Creio que Paulo Morais tem razão, existe corrupção, só que a Helena também tem razão quando refere a “legalidade”. Não esquecer que quem faz as leis são escritórios de advogados comprometidos com o poder, Paulo Morais já falou disso. A corrupção, ou chamem-lhe o que quiserem , toma forma “legal”. Mas para além das falcatruas citadas, não podemos esquecer as condições em que aderimos à UE, ao euro, com os ricos da Europa a obrigar-nos a destruir a agricultura, pescas, indústria, e com governantes tugas cegos pelos fundos europeus sem pensar nas consequências futuras. Fomos obrigados a destruir o tecido económico para os países do norte venderem aqui os seus produtos, e para tal havia que conceder crédito barato ao sul mais pobre, e o resultado está à vista. Tanto crédito, dinheiro nicles. Os políticos que passaram pelo poder em Portugal foram culpados da situação, mas os países que agora nos querem estrangular têm a sua cota parte na loucura.
    E o que é mais triste é ver um governo de incapazes, completamente à deriva, a tentar safar e a safar-se através dos mesmos esquemas “legais” que Paulo Morais classifica de corrupção. E se antes as coisas eram feitas às escondidas agora são feitas à vista de todos, sem um pingo de vergonha.

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  15. ruben morais's avatar
    ruben morais permalink
    10 Dezembro, 2012 11:14

    acho q outro texto q bem reflecte o estado do pais e’ este:

    http://joao.blogs.ondatechnology.org/2012/12/o-meu-pais-pt.html

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  16. A. Pereira's avatar
    A. Pereira permalink
    10 Dezembro, 2012 11:21

    O número de corruptos em Portugal é insuficiente para explicar tamanho colapso! O problema maior é outro. Basta olhar para o Governo do Sócrates para sabermos onde está o problema.

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  17. alberto's avatar
    alberto permalink
    10 Dezembro, 2012 11:26

    O bodo aos pobres é a alavancagem (termo que não pode deixar de ser utilizado) que permite a corrupção. Veja-se a austeridade vigente. A populaça está com mil olhos sobre os gastos do Estado. Se não se promoverem obras, como podem acontecer “derrapagens”. E é na derrapagem que está o ganho.
    O mesmo Paulo Morais, já declarou que o chumbo no TC da legislação sobre enriquecimento ilícito (ou sem suporte legal), foi cozinhada no Parlamento. E tudo o que a Ministra da Justiça apresentar, será “mexido” para ter o mesmo destino. Porque – segundo ele – o Parlamento, é o “berçário” de toda a corrupção… incluindo a legal.

    E o homem tem razão.

    Só não entendo – ou entendo – porque as organizções “e tendencias de esquerda) sempre com o povo na boca, e que promovem manifestações por dá cá aquela palha, não se manifestam a favor de tal lei. Na Irlanda, ao que sei, enriquecimento sem razão, reverte a favor do Estado.

    Ou será que para o PCP e BE – na linha das teorias leninistas de conquista do poder – é quanto pior melhor?

    Para quando, por intermédio das redes sociais – já que os aparelhos partidários resistem e sabotam – o “levantamento” – na Irlanda resultou – a favor de leis que punam o enriquecimento ilicito?

    E os pruridos constitucionais e democráticos não existem, quando é para publicitar dívidas fiscais, ou “fugas” ao fisco dos mija- na-escada e o grande combate fiscal se limita aos barbeiros e tasqueiros.

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  18. economista's avatar
    economista permalink
    10 Dezembro, 2012 11:29

    Uma ideia verdadeiramente acertada . O contrário só para quem não sabe somar e não sente a corrupção …
    Pelo menos , faço a leitura de que os custos directos e indirectos da corrupção são superiores aos custos desta austeridade . E que continuará porque nela estão envolvidos (em proveito próprio…) os próprios corruptos …
    P.S.
    Vejam o caso da TAP que até me faz lembrar os empreiteiros da Estradas de Portugal !….

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  19. Zé Paulo's avatar
    Zé Paulo permalink
    10 Dezembro, 2012 11:29

    “Sim mas o Estado só usou o nosso dinheiro no BPN porque quiz. Deveria ter falido que é o que acontece a empresas incompetentes.
    Segundo o caso BPN afecta o défice num ano. Os outros anos todos continuam com défice por outras razões.”
    Concordo com o primeiro ponto. A questão é: Por que razão não o deixou falir? Pensa nisso.
    Quanto ao segundo ponto, penso que afeta sempre, pois, a não ser que já tenha sido reposto por quem de direito, está acumulado não? De qualquer forma, seria mais do que suficiente para poupar, por exemplo, os cortes dos subsídios dos reformados e da FP, não?

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  20. faff's avatar
    10 Dezembro, 2012 11:36

    “Islândia triplicará seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros”, – corruptos, digo eu. http://forum.pplware.com/showthread.php?tid=12622. Que tal fazer o mesmo por aqui, para acabar com as dúvidas?

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  21. pedro's avatar
    pedro permalink
    10 Dezembro, 2012 11:38

    Excelentes comentários do javitudo,raposo e 1berto e está quase tudo dito. Penso que com as previsões para o próximo ano a nível económico , e considerando 0 aumento da dívida atrás referido(18000milhões) para este ano e que aumentará no próximo, prevejo novo resgaste .Em alternativa, Portugal passa de protectorado a um não estado e deixará de assegurar as funções principais como saúde,educação e parcialmente as funções de soberania.Existem países em áfrica onde se vive e os estados não asseguram as funções acima referidos ,o nosso horizonte é de facto, muito negro.Relativamente ao post se a dra Helena adicionar as roubalheiras conhecidas ,mais as derrapagens das obras públicas,mais as obras públicas feitas(inúteis )para se receberem as percentagens, chegará a um valor astronómico que subtraindo à dívida pública levaria a mesma ,a valores aceitáveis.

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  22. fado alexandrino's avatar
    10 Dezembro, 2012 11:41

    Até o Tiago Monteiro reclama milhões
    Coitado acreditou na palavra do “engenheiro” e não tem um contrato assinado.

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  23. Contumaz's avatar
    Contumaz permalink
    10 Dezembro, 2012 11:42

    Os escritos desta tonta só me dão para rir.
    Leio duas ou três linhas, reconheço o estilo e a substancia e ponho de lado.

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  24. tric's avatar
    tric permalink
    10 Dezembro, 2012 12:00

    o Srº Paulo Morais esqueceu-se da “venda” das 300 toneladas de Ouro…e tambem se esquece que a verdadeira “corrupção” se está passar pela venda da TAP aos Israelitas…foi ao desbarato que os Judeus retiraram de Portugal metade do ouro existente em 2006…é ao desbarato que os Judeus vão passar a controlar das estratégicas rotas aéreas dos portugueses…é um autêntico roubo judaico! enfim…
    .
    “Ricardo,
    .
    É incrível que a nossa imprensa diga que o empresário se propõe assumir o passivo. O passivo da TAP é assumido pelos activos da TAP. Ou seja o Germán Efromovich nunca irá assumir os 1,2 mil milhões de passivo (note-se que a dívida líquida é 1,05 mil milhões) nem os 0,9 mil milhoões de restante passivo. Este será sempre assumido pelo balanço da TAP. O Germán Efromovich irá manter a TAP com a maior alavancagem possivel para conseguir o melhor retorno possivel no capital investido. Nesse sentido é preocupante que só proponha injectar €300 milhões para tornar os capitais próprios positivos e não pagar nada ao accionista estado.
    .
    Uma empresa não precisa de ter capitais próprios positivos. Precisa é da liquidez (i.e., fluxos de caixa)
    .
    Assumindo que a TAP utiliza metade desses 300 milhões para aumentar o seu fundo de maneio e a outra metade para abater à divida estamos a falar de uma melhoria dos custos (financeiros) de cerca de €9 milhões por ano (ou seja 0,4% dos custos totais da TAP). Os custos financeiros (leasing e juros) representam uma pequena parte dos custos da TAP, i.e., a divida da TAP não é tão grande assim face às suas receitas e despesas e está estabilizada. A empresa está actualmente numa situação em que com ligeiras melhorias operacionais conseguirá melhorar a sua posição financeira por si só. Um aumento de receitas de 5% e uma redução de despesas de 5% melhorias operacionais de €250 milhões por ano, ou seja um montante anual comparável ao que Efromovich se propõe injectar.
    .
    Andamos a brincar neste país com coisas sérias. Esta é uma das maiores empresas exportadoras do país numa das principais industrias exportadoras do país. O amadorismo é assustador.
    .
    Um abraço,
    Ricardo Cabral”
    http://oinsurgente.org/2012/12/08/tap-pagar-para-vender-nao-ha-outro-caminho/#comments
    .
    os Judeus a celebrarem o controle das Rotas Aérias dos Portugueses …
    .

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  25. Ajom Moguro's avatar
    Ajom Moguro permalink
    10 Dezembro, 2012 12:30

    Avante com a cruzada da Ministra da Justiça. Sem inverter seja o que for quanto a ónus de prova, saiam a terreiro governantes e políticos deste arraial foleiro, para a responsabilização dos CRIMES DE EMPOBRECIMENTO ILÍCITO. Infrinjam severa auto punição por falta de cumprimento da nossa constituição que tão zelosamente insistem em preservar no armário bolorento de relíquias sem valor.

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  26. O SÁTIRO's avatar
    10 Dezembro, 2012 12:33

    Mais uma da GESTÃO RUINOSA E CRIMINOSA
    xuxa-sókas-maçónica-jacobina
    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=605799
    repare-se bem
    promessas do corrupto sókas
    têm k ser cumpridas pelo “ESTADO” português agora

    perante isto.(mais uma a acrescentar a muitas mais.)
    o k espera a PGR
    a Cândida
    van Dunem
    Mizé
    etc…
    etc..
    etc…

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  27. O SÁTIRO's avatar
    10 Dezembro, 2012 12:36

    o tric não tem vergonha dos seus traumas neo-nazis?
    não quer ir passar uma quarentena à faixa de GAZA…….ou ao Irão
    para DEFINITIVAMENTE e SEM QUAISQUER DÚVIDAS
    ficar a saber o que é selvajaria….barbárie……..tirania..que nem na idade da pedra
    e conhecer a escumalha do planeta?
    abra os olhos

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  28. JP Ribeiro's avatar
    JP Ribeiro permalink
    10 Dezembro, 2012 12:39

    UM problema de Portugal é a corrupção. E depois? Não é nem único nem o maior.
    Só para dar um exemplo tirado do portadaloja.blogspot.pt. Ainda não vi o demagogo moralista Paulo Morais a falar sobre isto:

    “O governante José Sócrates, actualmente fugido em Paris a estudar não se sabe bem o quê, deixou este rasto de brilho intenso na sua governação, segundo uma mensagem de correio electrónico recebida:
    – Dívida Pública aumentou 90.000 milhões de euros entre 2005 e 2010.
    – Nacionalizou o BPN, com o contribuinte a pagar, aumentando o seu buraco em 4.300 milhões em 2 anos, e fornecendo ainda mais 4.000 milhões em avales da CGD que irão provavelmente aumentar a conta final para perto de 8.000 milhões, depois de ter garantido que não nos ia custar um euro.
    – Derrapagem de 695 milhões nas PPPs só em 2011.
    – Aumentou custo do Campus da Justiça de 52 para 235 milhões.
    – A CGD emprestou 300 milhões a um amigo do partido para comprar acções de um banco privado rival, que agora valem pouco mais que zero.
    – Injectou 450 milhões no BPP para pagar salários dos administradores.
    – Desbaratou 587 milhões do OE de 2011 em atrasos e erros de projecto nas SCUTs Norte.
    – Desapareceram 200 milhões de euros entre a proposta e o contrato da Autoestrada do Douro Interior.
    – Anulou e deixou prescrever 5.800 milhões em impostos.
    – Perdeu 7.200 milhões de fundos europeus pela incapacidade do governo de programar o seu uso.
    – Enterrou 360 milhões em empresas que prometeu extinguir.
    – Contratou 60.000 milhões em PPPs até 2040.
    – Usou Reformas para financiar a dívida de SCUTs e PPPs.
    – Deu de mão beijada 14.000 milhões aos concessionários das SCUTs na última renegociação.
    – Deixou agravar o passivo da Estradas de Portugal em 400 milhões em 2009.
    – Deu 270 milhões às Fundações em apenas dois anos.
    – Pagou à EDP, em rendas excessivas, 3.900 milhões tirados à força da vossa factura da electricidade.
    – Deixou os sindicatos afundar as EPs em 30.000 milhões de passivo para os camaradas sindicalizados com salários chorudos e mordomias, pagos pelo contribuinte.
    – Aprovou um TGV que já nos custou 300 milhões só em papelada, e vai custar outro tanto em indemnizações
    – Mais todos os milhões enterrados no Aeroporto fantasma de Beja, totalmente inoperacional, inaugurado à pressa antes das eleições para fechar logo de seguida.”

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  29. António Almeida's avatar
    António Almeida permalink
    10 Dezembro, 2012 12:42

    Paulo Morais, Fala, Fala !
    Só que uma vez foi chamado à PGR para indicar os nomes dos corruptos e não disse NADA !
    É um Ressabiado, desde que foi afastado de Vereador da Câmara M. do Porto, por Rui Rio !

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  30. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    10 Dezembro, 2012 12:56

    Há aqui gente que precisa se decidir.
    Chamam roubo à cobrança de impostos e depois chamam o mesmo a quem foge deles. Chamam corrupção àquilo que se passou no BPN mas não chamam corrupção à sua nacionalização, ou seja atirar para cima dos contribuintes a roubalheira.
    Chamam corrupção às PPPs mas ainda faz menos de dois anos o poder fazia PPPs por tudo e por nada (só o “inginheiro” 56) e anteriormente ninguém dizia nada e ainda queriam pelo menos mais duas ou três que seriam o TGV , a nova ponte e o aeroporto, aliás votadas na assembleia de república pelos socialistas, comunistas e bloquistas.
    Vocês “adicidam-se” pá!!!

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  31. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    10 Dezembro, 2012 12:57

    Paulo Morais conseguiu colocar o escândalo da corrupção na agenda. Não fosse ele e andava tudo caladinho, exceptuando alguns comentários em caixas de blogues. Que nunca lhe doa a língua! E eu acredito no que ele diz por várias razões. Uma delas é que são muitos os casos que chegam a tribunal e, felizmente, são também muitas as histórias que os jornais contam. Apesar de se conhecerem telefonemas e outros dados nunca desmentidos, as leizinhas lá arranjam maneira de não ser possível provar. E qualquer coisinha parece servir para anular provas e o diabo a sete.
    Mas as consequências da percepção deste tipo de criminalidade são arrasadoras. Basta ver a simplicidade com que se foge ao IVA que remete para a clandestinidade 25% da economia. Se não houvesse uma percepção terceiro-mundista da economia, para a qual a corrupção contribui quase na totalidade, a fuga não teria esta dimensão. Porque é que nestes casos só uma elite que não gosta de corruptos é que recorda sempre os nórdicos?
    Mesmo o que a Helena refere de promessa aos eleitorados como a principal razão do estado das finanças, realmente, deveria ser inserido num contexto de corrupção. A oferta de dinheiro barato e de crédito facilitado generalizado por parte de instituições, muitas das mesmas que agora acham que vivemos acima das nossas possibilidades, deverá ser inserido em quê? Em honestidade nos negócios? É legal? Pois é! O Goldman Sachs também faz tudo legal. E quem é que faz as leis para que seja tudo legal?

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  32. Rogério's avatar
    10 Dezembro, 2012 13:27

    Estes cabrões da CP estão há 3 dias em greve total.
    Aos Portela e aos Piscoito deste país, vão à merda. Vão comer no rabo. Dão cabo da vida às pessoas.
    R.

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  33. confucius's avatar
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    10 Dezembro, 2012 13:31

    a reflexão sobre o que é que “trouxe” o quê pode ser longa e abrir frentes de desacordo pouco produtivas para resolver o estado em que nos encontramos.
    em vez de pormos o que é “legal” de um lado e o que é “corrupção” do outro, que tal pensarmos como a “legalidade” que temos continua a escancarar as portas à corrupção e a inviabilizar o funcionamento minimamente racional de todo o aparelho do estado? e portanto a prolongar as principais causas da austeridade.

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  34. Tiro ao Alvo's avatar
    Tiro ao Alvo permalink
    10 Dezembro, 2012 13:36

    Javitudo,
    Sem ofensa, penso que hoje estava inspirado. O seu post acima merece a minha inteira concordância.

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  35. André's avatar
    André permalink
    10 Dezembro, 2012 13:59

    Helena, a austeridade seria evitável se quem andou a roubar (através das leis por eles criadas) os portugueses agora fosse obrigado a repor todo o dinheiro com juros. A austeridade seria evitável se tudo o que é pago “debaixo da mesa” pagasse impostos. A austeridade seria evitável se pessoas como a Helena produzissem e não passassem o tempo a escrever posts bárbaros neste blog. Eu, por exemplo, estou com uma média de 17, estou prestes a acabar o 12.º ano e nunca interrompi o meu trabalho para aqui comentar, simplesmente, não aqui venho quando trabalho. No entanto, espero que a D.ª Helena faça algo de produtivo na sua vida profissional. Talvez, fabricar sapatos pelo ordenado mínimo numa fábrica do norte do país… ou palntar batatas para exportar. Sentir-me-ia constrangido se a D.ª Helena passasse todo o seu tempo a escrever em jornais e blogs, que, diga-se de passagem, são lidos por pessoas que vivem acima das suas possibilidades.

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  36. Elso Ferreira's avatar
    Elso Ferreira permalink
    10 Dezembro, 2012 14:00

    Não contesto que não é só a corrupção que nos levou a estes estado de coisas. Agora não tenho dúvidas que são afirmações e posições como Passos Coelho e Cª teve e tem que a Helena Matos apoia que levaram o país a esta situação.

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  37. pedro's avatar
    pedro permalink
    10 Dezembro, 2012 14:18

    Sr andré: o senhor vem escrever e lêr à borla, as opiniões livres dos comentadores e ataca dessa forma o mensageiro ,sem conhecer nada das pessoas . Eu não concordo,algumas vezes, com a dra Helena e manifesto-o com respeito . Pondere no seu comentário ,se assim o desejar.Parabéns por ser um bom aluno .

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  38. economista's avatar
    economista permalink
    10 Dezembro, 2012 14:22

    HelenafMatos
    “non omne quod licet honestum est”

    faff
    O encerramento da Maternidade Alfredo da Costa ou
    a falta de planificação relativamente
    à “exportação” de SERVIÇOS de SAÚDE de Qualidade
    no desenvolvimento do TURISMO de elevado valor acrescentado

    FRASES LAPIDARES
    Para um Governo competente e responsável , a EDUCAÇÃO , a Saúde e a Segurança Social , são intocáveis(excepto para melhorar …) .
    “NÃO TEMOS MEDO DOS MERCADOS , ELES QUE PAGUEM A CRISE”
    E ninguém há-de morrer de fome num País com mais ovelhas que Gente e mais canas de pesca que telemóveis” .
    (OLAFUR GRIMSSON – Presidente da ISLÂNDIA)
    E deixa o aviso :
    Não será encerrada nenhuma Escola , um Infantário ou um HOSPITAL para pagamento das “ aventuras e cowboiadas” da Banca e da Bolsa” .
    N.B. E quando se insulta os mercados o resultado é 4 anos após a crise ,é o País que mais está a crescer na Europa , tendo o Desemprego caido e 14% para 7% e a Divida Externa desceu apenas para 30% do PIB !…

    “Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência.”
    – Henry Ford

    António Almeida
    Em Portugal , o denunciante é confrontado com o seguinte : antes de qualquer investigação , o denunciado é notificado para se pronunciar sobre a denuncia. É óbvio que o denunciado tem mais que tempo para eliminar qualquer prova . O denunciante é então sujeito a processo crime por denuncia caluniosa e está metido num enorme sarilho ..Entendeu . agora Paulo Morais ? Ou não vive em Portugal ? .

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  39. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    10 Dezembro, 2012 14:26

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  40. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    10 Dezembro, 2012 14:55

    Concordo com o primeiro ponto. A questão é: Por que razão não o deixou falir? Pensa nisso.
    -Não deixou falir porque em Portugal só a economia livre pode falir. Os bancos que são economia política.
    Que a maioria dos portugueses querem.
    Pode incluir isto na no dossier da corrupção mas eu acho que é muito mais, é uma manifestação de cultura dos portugueses, por isso é que o nosso regime é assim uma mistura de soci@lismo com corporativismo salazarento.
    A corrupção é naturalmente parte da Democracia Social, aliás vota-se no político X para ele tirar dinheiro ao nosso vizinho e nos dar a nós não é? Logo se um político tem esse enorme poder qual é a admiração pelo estado das coisas?
    .
    ” Quanto ao segundo ponto, penso que afeta sempre, pois, a não ser que já tenha sido reposto por quem de direito, está acumulado não? De qualquer forma, seria mais do que suficiente para poupar, por exemplo, os cortes dos subsídios dos reformados e da FP, não?”
    -Eu disse que afectava durante um ano. Depois de os X mil milhões serem pagos o défice do ano a seguir já não entra com esse valor como é óbvio. Pode no entanto incluir no défice do ano seguinte os juros do empréstimo para pagar os X mil milhões. Mas isso são peanuts.
    .
    “Islândia triplicará seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros”
    .
    Uma coisa não tem que ver com outra.
    Os Islandeses perderam muito mais riqueza que os portugueses e tiveram uma terapia de choque. Não conheço os detalhes mas olhando para o crescimento da Dívida aparenta que o crescimento islandês é provavelmente artificial só possível com a subida da dívida tal como Portugal tem feito. Eles podem fazê-lo porque tinham dívida baixa.

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    • economista's avatar
      economista permalink
      10 Dezembro, 2012 19:43

      lucky lucky … reformados e funcionários públicos só têm poder nas vésperas das eleições !… porque razão aqueles (verdadeiros) reformados não vão para o Tribunal Internacional ? pois há já 35 anos que entraram sem querer em mais um jogo do tipo daquele da D. Branca e toda a gente sabe ou devia saber o que isto vai dar ? E a propósito de Ditaduras com ou sem(?) corrupção saiba que segundo as recentes teses da Teoria Politica , Democracia(o que é?) e Corrupção (o que é ?) são faces da mesma Moeda !… E quer queiram ou não , em 1973 , o rendimento disponível do Português , segundo o nosso mui querido luso-canadiano Alvarinho era superior à média europeia . E hoje ? Em 1973 , 2/3 viviam bem (1/3 extraordinariamente BEM…) e 1/3 vivia mal ; 43 anos depois , 1/3 vivem bem (1/9 extraordinariamente BEM) ;
      e 2/3 vivem mal (onde 1/3 sobrevive extraordinariamente mal…) . A nossa danosa história económico-financeira mais recente resume-se na equação : Cavaco + Sócrates + Cavaco = Bancarrota
      E já não nos falta o “CCangalheiro” para o Funeral porque já o temos… E temos o “padreca” do PPC e o seu “sacristão” P.P. . Já em 2002 Cavaco(e em 2005 foi eleito PR !:::) dizia relativamente aos f.p. que o melhor é deixá-los morrer … os reformados já estão mortos e com funeral para enriquecimento dos cangalheiros…)
      Os f.p. estão mortos como cavaco sugeriu mas com funeral adiado até ver …
      P.S.
      Falar de PS ou PSD é como tinta borrada… Reparem que a divida contraída no consulado de Cavaco como PM mais a divida contraída já no consulado de PPC , já excede a divida contraída no louco consulado de Sócrates com o beneplácito de Cavaco Silva como PR !!! …
      PISCOISO
      Gostei do filme .Agradecido

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  41. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    10 Dezembro, 2012 14:56

    A lista seria muito maior retirada de jornais de hoje, mas acho que chega para se ter uma ideia de que nao é o estado o diabo e o mercado o santo redentor.

    Google duplica el desvío de dinero a las Bermudas
    evitó pagar en impuestos 2.000 milones de dólares (unos 1.550 millones de euros), al trasladar a una sociedad ficticia de las Bermudas 9.900 millones de dólares, el doble de los tres años anteriores, según ha informado la agencia Bloomberg.

    Bruselas ultima su denuncia para la manipulación del euríbor
    Los ministros de Justicia de los Veintisiete la semana pasada alcanzaron un acuerdo para que todos los Estados miembros introduzcan sanciones penales, incluida la cárcel para los casos más graves, para quien manipule los tipos de interés de referencia que se aplican en Europa a los préstamos que se realizan entre bancos. La Unión reacciona así al reciente escándalo del Libor, que ha desembocado en una fuerte multa al banco británico Barclays (454 millones de dólares).

    Una sociedad opaca para saquear la CAM
    Dos exdirectivos de la caja financiaron proyectos turísticos ruinosos a través de Valfensal, una empresa con cuentas en paraísos fiscales. El FROB cree que lo hicieron en su propio beneficio

    Santiago Calatrava traslada su fortuna a Suiza
    El arquitecto valenciano Santiago Calatrava ha decidido dejar de pagar impuestos en España, llevando a Suiza su sociedad de inversiones, según ha comunicado al Registro Mercantil.

    Llega el oxígeno europeo para la banca
    El sistema financierio español comienza esta semana una nueva vida, otorgada por el dinero de los contribuyentes: primero los españoles, más tarde de los europeos que la han tenido que rescatar a causa de la mala gestión de sus directivos, según ha acusado el comisario europeo Joaquín Almunia. Esta semana llegarán los casi 40.000 millones del MEDE.

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  42. jonas's avatar
    jonas permalink
    10 Dezembro, 2012 15:23

    Não, Helena Matos, por mais que estejamos a pagar acima do que nos têm dito de roubos do BPN, aí oito a 10 mil milhõesde euros, tirando os mais casos que enuncia, não é isso, diz ela, nem o açambarcamento de quanto dinheiro veio da CEE e entrou na portuga, diariamente, para uns quantos espertos, tipo relvas, coelho e o resto, se apropriarem logo dele, nada disso é que conta para a crise, i. é. pagamos isso tudo, mas não é o que pagamos, diz Helena, ao menos eu não pago, isenta, a mando do relvas, meu amigo…
    E então que é a crise, Dra Helena? Não li, mas presumo, foi a desgraça do pinocres, foi o gasto dos socialistas. E ora isso a mim não me deixa sossegado, cara dona senhora, se xuxas e laranjas são os mesmos ladrões, incompetentes, às vezes assassinos e os mesmos mânfios .

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  43. jonas's avatar
    jonas permalink
    10 Dezembro, 2012 15:36

    “Concordo com o primeiro ponto. A questão é: Por que razão não o deixou falir? Pensa nisso.” lucklucky
    -Não deixou falir porque em Portugal a maltosa do poder, com os capitalistas (até o Jasus do Benfika), que tinham dinheiro a render no banco à toa, de sucesso, tipo cavaco, não aceitaram perdê-lo, dizendo, aventurámo-nos, é certo, mas temos o seguro do contribuinte, como o disse teixeira, esse buraco socrático de roubalheira e desperdício, rais o parta, que um dia terá lugar, o espero, no inferno dos trolhas, junto ao trono do mestre mamona de pedreiros, asqueroso lúcifer .

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  44. neotonto's avatar
    neotonto permalink
    10 Dezembro, 2012 15:57

    tiveram uma terapia de choque.

    Terapia de choque, terapia de choque. Agora chamam-lhe “terapia de choque”. hehehe

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  45. castanheira antigo's avatar
    castanheira antigo permalink
    10 Dezembro, 2012 16:32

    A corrupção “tout-court” e a corrupção legal são efectivamente um mal que nos afundou e continua a afundar retirando qualquer esperança aos portugueses que trabalham ou gostariam de trabalhar se fosse possível.
    O grande mal que afecta Portugal é efectivamente o excesso de poder que têm os políticos uma vez eleitos . É-lhes permitido fazer tudo mas tudo de tal maneira que tratam os portugueses como um rebanho de ignorantes e irresponsáveis. É a total falta de democracia de quem tem tido o poder que nos fez chegar aqui.
    Não faltam exemplos de abuso de poder , sim porque endividar-me sem o meu consentimento é abuso de poder. Assim como negociar enquanto governante com a empresa A e anos depois ser administrador dessa mesma empresa é tambem no minimo abuso de poder.etcetcetc

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  46. JDGF's avatar
    JDGF permalink
    10 Dezembro, 2012 16:36

    Uma das piores corrupções é a da própria democracia. Do sistema democrático implantado e capturado pelos partidos políticos do ‘arco do poder’.
    Os governos (todos!) continuam a achar que conseguem ganhar as próximas eleições à custa de obras públicas (rodoviárias, desportivas, de lazer, etc.), de prestações financeiras ‘dedicadas’ (apoio a tudo o que é da ‘cor’), de benesses sociais enviesadas (subsídios vitalícios, prémios, apoios, etc.), de compra de serviços ao exterior, … Tudo somado torna-se significativo.
    Para manterem a ‘chama acesa’ os diferentes governos não hesitam em endividar-se até à medula. O folclore, o caciquismo e o nepotismo dominam. E se hoje estamos encostados à parede foi porque de fora nos fecharam a torneir, caso contrário continuávamos alegremente a endividar-nos.
    A ‘pressa’ em regressar aos mercados que tem ‘justificado’ uma austeridade severa e dramática só será aceitável se trouxer – a breve prazo – possibilidades de financiamento às empresas (que produzem para o mercado interno e para o exterior), em condições verdadeiramente competitivas. De resto, destruído todo o tecido económico e por arrasto falido o sistema financeiro, uma sociedade pobre, sem força nem criatividade, imobilizada pelo desemprego rapidamente estiola e a corrupção só tem 2 caminhos: ou muda de poiso ou afunda-se (…com o País).

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  47. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    10 Dezembro, 2012 17:05

    Cuidado Paulo a helenafmatos nao gostou e achou perigoso.

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  48. Zé Carioca's avatar
    Zé Carioca permalink
    10 Dezembro, 2012 17:20

    “A não ser que se entenda por corrupção prometer-se aos eleitorados o que não é sustentável” – não, não é corrupção, é bem pior, é CRIME (apesar de não o ser ? legalmente); “não vejo como terá sido a corrupção a trazer-nos até à austeridade” – se não vê, então minha senhora vê muito mal, ou só o que lhe interessa, sabe o que diz o povo ( aquele que votou nas mesmas quadrilhas de escroques nos últimos 30 anos), que o pior cego é aquele que NÃO quer ver.

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  49. vivendipt's avatar
    vivendipt permalink
    10 Dezembro, 2012 17:37

    A HM passou-se hj.
    N percebe que a estupidez combina com corrupção. Sócrates n governava sozinho. A decisão final era dele, mas muitos lhe davam as palmadinhas nas costas na hora de afundar o país a troco de distribuir milhões.
    Ou aja que estamos apenas perante estupidez natural? Criminalizem o enriquecimento ilícito e vai ser só tordos a cair.

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  50. Vivendi's avatar
    vivendipt permalink
    10 Dezembro, 2012 17:41

    A Helena dá um exemplo… Mas não olha para o resultado. A que se fez a tanto dinheiro. Como terminou o Sócrates? Parece a história de um qualquer governo 3º mundista africano. Mas n estamos a falar em corrupção. Oh minha nossa. Se não há corrupção em Portugal é pq não há justiça. Até no Brasil já existe mais separação de poderes. Corrupção até na Alemanha há. E lá é julgada. Abra os olhos.

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  51. O SÁTIRO's avatar
    10 Dezembro, 2012 18:06

    Conclusão:
    a quase bancarrota de portugal
    esteve a TRINTA DIAS de isso acontecer em JUNHO DE 2011
    deve-se a:
    1º GESTÃO RUINOSA E CRIMINOSA XUXA-MAÇÓNICA-COELHONE-JACOBINA
    2º CORRUPÇÃO DESCARADA DOS AMIGALHAÇOS XUXAS-MAÇÓNICOS-JACOBINOS das PPPs, Rui Pedro Soares, Varas, TGVs, SCUTs…..
    etc
    etc
    grande erro
    ERRO GRAVÍSSIMO
    foi este governo não ter iniciado as funções com uma AUDITORIA GERAL AO ESTADO
    mostrando ao povo
    a TODO O POVO
    a bancarrota –a falência provocada pela gestão ruinosa e criminosa xuxa-maçónica
    começar por DEMITIR sem rodeios o PGR Pinto Monteiro….e a Cândida….descarados defensores da corrupção xuxialista……..
    ainda agora a Cândida ressabiada por não ser PGR (quem lhe deu esperanças??????????——-quem a levou a castelo de vide??????.é preciso ser muito NABO…TÓTÓ…..AZELHA…..para fazer crer a essa incompetente esquerdóide arquivadora de crimes q podia ser PGR)
    arquivou sem investigação
    a FUGA dos 300 milhões de €uros para paraísos fiscais da família sókas

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  52. O SÁTIRO's avatar
    10 Dezembro, 2012 18:08

    ora qqer pessoa q conheça alguém na
    covilhã
    sabe q os sinais exteriores de riqueza da família SÓKAS
    são de luxo topo de gama
    descarados
    com desprezo pelo povo
    por quem paga impostos
    pq?
    pq alguém arquivou os fortes indícios de crime
    e esse alguém devia ser indiciado tb

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  53. Portela Menos 1's avatar
  54. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    10 Dezembro, 2012 18:30

    Parece-me que a drª Helena Matos ainda não percebeu que a legalidade está profundamente corrompida. Para quê invocar a legalidade nestas condições?

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  55. Basto_eu's avatar
    Basto_eu permalink
    10 Dezembro, 2012 18:38

    A corrupção é, tal como a prostituição, a mais antiga profissão do Mundo…
    tentar acabar com esses dois flagelos é demasiado utópico.
    Mas é claro que a HelenaFMatos tem razão, só quem não conhece o MOU é que pode dizer o contrário.
    É claro que a troica “mancou” logo onde é que estava o mal…
    .
    O Estado cobra 25 a – (menos).
    E gasta 200 a + (mais).
    E, contra este facto, não há argumento nenhum!
    .
    Donde: a receita é 75 + 1/3 = 100.
    A despesa é 300 – 2/3 = 100.
    .
    Os dois pratos da balança só podem equilibrar-se, como é lógico, tirando num e pondo no outro…
    .
    Como o Governo não quer cortar nas despesas 200, ( porque o social dá à rabeta) logo, tem de aumentar nas receitas 225 que…
    vai sacar aos contribuintes. O Seguro bem pode berrar a plenos pulmões que não vai adiantar nenhum, porque é precisamente isto que o espera quando ele se chegar à frente, se é que chega, não há mé nem meio mé.
    E PRONTES.

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  56. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    10 Dezembro, 2012 19:30

    A pouco e pouco ou a todo o vapor este governo vai pondo tudo no prego a preços de saldo
    Quanto vale a TAP, afinal?
    Ricardo Cabral, professor de Economia na Universidade da Madeira, fez as contas e diz que Germán Efromovich deveria oferecer mais 680 milhões de euros pela TAP, além dos 20 milhões anunciados na semana passada.

    Ler mais: http://expresso.sapo.pt/quanto-vale-a-tap-afinal=f772866#ixzz2Eg9pnsFQ

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  57. JDGF's avatar
    JDGF permalink
    10 Dezembro, 2012 19:52

    Duarte,
    A TAP para este governo não vale nada. É facilmente substituída pela Lufthansa…
    Para já qualquer consórcio, empresa ou grupo que apareça a cobrir o défice fica com ela… Daqui a dias talvez nem isso seja necessário. Ainda acabamos por entregá-la e ficar com o défice acumulado.
    A época parece de saldos. Mas, na realidade, será pior. Acho que o Gooverno devia mandar colocar na porta do CA da TAP aquela fatídica tabuleta que começa a aparecer por todo o lado: “LIQUIDAÇÃO TOTAL!” (por motivos de saúde dos actuais proprietários ou por mudança de ramo…). Qualquer justificação serve.

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    • Duarte's avatar
      Duarte permalink
      10 Dezembro, 2012 20:02

      Pois, mas a confirmar-se esta avaliação , não é crime?
      Onde esta o estudo elaborado pelo governo ou seus consultores que avaliam a TAP? quais sao os critérios, os pressupostos? isto nao devia ser publico e transparente? Nao devia estar acessível aos Portugueses?
      Já nao discuto a necessidade de privatização .

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  58. trill's avatar
    trill permalink
    10 Dezembro, 2012 20:36

    é evidente que em países atrasados como a Grécia e Portugal foi a corrupção que os levou à falência. Não seria preciso vir o embaixador da Alemanha dizer que os biliões que Portugal recebeu principalmente da Alemanha) não serviram para nada. Serviram… para os boys e péssoal “empresas amigas” comprarem casas e carrões. Agora tenta-se dizer que foi e Estado Social que os faliu. Tivessem os biliões que choveram no lugar sido usados para formação a sério que conduzisse à inovação e à criação de empresas produtivas e agora Portugal estaria ao nível da Irlanda (sem a falência que foi devida às jogadas financeiras dos bancos, ao contrário do que aconteceu no lugar).

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  59. trill's avatar
    trill permalink
    10 Dezembro, 2012 20:44

    o estranho é já ser só o PS que se opôe à criminalização do enriquecimento ilícito… Até prometeram 6 milhões ao condutor de carros de corrida, que agora vai colocar o Estado em tribunal porque quer os 6 milhões que lhe foram prometeram. Deve ser “condutor amigo”… como as empresas do sucateiro eram “empresas amigas”. E como o artrista a quem dão os ajustes directos da CML. Em Lyon tb há luzes (França apesar de tudo não tem gente a passar fome), mas lá foram vários os artistas convidados, não deram tudo a um só. É a diferença entre um Estado apesar de tudo avançado e um Estado totalmente corrupto e em decadência irreversível.

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  60. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    10 Dezembro, 2012 20:45

    É fantástico o que por aqui se vai chamando de “estado social”. Tudo o que é vigarice, incompetência de gestão, erros estratégicos, dão-lhe o nome de… “estado social”. Boa sorte.

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  61. trill's avatar
    trill permalink
    10 Dezembro, 2012 20:49

    as empresas de formação em Portugal , como a do Passos a quem Relvas dava a fatia de leão, só serviram para estourar os fundos comunitários. Essa formação que ministraram não serviu para nada. Nem era suposto que servisse porque foi inventada exclusivamente para sacar os dinheiros europeus. E a dona Helena tem a lata de vir para aqui dizer que a culpa da falência destes estados mais atrasados e corruptos do sul da Europa não é devida à corrupção?

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  62. trill's avatar
    trill permalink
    10 Dezembro, 2012 20:56

    o problema destes países atrasados como a grécia e portugal, que esbanjaram os biliões que lhes foram dados para se modernizarem e evoluirem, em formações inúteis, que todos tinham a consciência que não eram sérias e não serviriam para nada, é exactamente a corrupção. Aliás o nytimes recentemente publicou uma excelente peça sobre isso, que contraria a tese das dona Helena que tenta fazer passar o gato de que a falência destes lugares mal frequentados se deveu ao “Estado Social”, demonstrando com números e exemplo isto que eu aqui afirmei.

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  63. trill's avatar
    trill permalink
    10 Dezembro, 2012 21:07

    aliás no post de abaixo (E o SOS Racismo onde está? E os advogados não protestam?) a dona Helena esteve bem e tem (boa) razão. Os mafiosos de Estado tugas estão irritados com a Dilma por ela ter aberto o precedente de meter os grandes corruptos de Estado na prisão. Onde já se viu uma coisa destas em paises endemicamente corruptos como a grécia e portugal, onde os mafiosos fazem a leis, transformando todas as suas mafioseiras em pura legalidade? Imagine-se (daí a tremenda irritação) que olham para o Brasil e que alguém se lembra de fazer o mesmo por cá…

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  64. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    10 Dezembro, 2012 21:17

    Jonas
    Em vez de dizer “boutades” piscoisais e porteladas quando quiser saber sobre o facto da “não falência” do BPN vá investigar o que se passou com o fundo de garantia da segurança social disponivel para os governos poderem valorizá-lo que era de 1/3 do valor total do mesmo, ou seja, no valor de cerca de 3 mil milhóes de euros.
    Surpreendentemente este fundo estava no BPN. Não é surpresa nenhuma mas tudo bem.
    È um crime de lesa estado cometido por três responsáveis politicos a saber um “ingineiro” de nome filósofo, um ministro das finanças que em maio só tinha dinheiro para mais mês e meio e um senhor zarolho chamado vieira.
    Na Parvaloren devem estar os registos que agora devem ser segredo de estado que dirão onde e em quê estavam “investidos” esses tais 3 mil milhões.
    Depois relacione isso com a fal~encia da especulação na Lemmon Brothers.
    E deixe essas patacoadas que nada dizem nem concretizam.
    Elas não servem para tapar nem os buracos da estrada.

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  65. trill's avatar
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    10 Dezembro, 2012 21:27

    “È um crime de lesa estado cometido por três responsáveis politicos a saber um “ingineiro” de nome filósofo, um ministro das finanças que em maio só tinha dinheiro para mais mês e meio e um senhor zarolho chamado vieira.”

    nos EUA estariam na prisão, cá é tudo legal. Depois a culpa é da Estado Social, não da corrupção de Estado…

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  66. trill's avatar
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    10 Dezembro, 2012 21:32

    pelo menos a Argentina chegou a emitir um mandato internacional de captura contra o Menen que fez os contratos ruinosos com a Repsol, que agora resultaram na justa nacionalização do que a Repsol detinha via esses contratos de Estado criminosos. A Espanha ameaçou a Argentina, falou em legalidade, respeito do que foi contratado, e essas tetras todas, mas a Espanha está falida e mundialmente ridicularizada e a parte da Repsol que foi (e bem) nacionalizada já teve um comprador que se compromete a reinvestir os lucros (coisa que a Repsol não fazia).

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  67. Duarte's avatar
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    10 Dezembro, 2012 23:41

    O Que nos trouxe a esta crise – ALVARO CUNHAL I

    Em 6 de Novembro passado ( 1997)teve lugar no Instituto de Defesa Nacional um debate entre Álvaro Cunhal e Mário Soares.
    O debate teve como tema: “A União Europeia e a crise da independência/identidade nacional/soberania «finis Patriae»?”. Ele fez parte de um colóquio internacional, intitulado “Portugal na Transição do Milénio” e realizado pelo Pavilhão de Portugal na Expo 98, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e pelo Instituto de Defesa Nacional.
    Publicamos a seguir a intervenção inicial feita pelo camarada Álvaro Cunhal.

    O tema proposto para este debate – com a interrogação final: “o fim da pátria?” – envolve tantos, tão variados e complexos problemas que o escasso tempo disponível não dá mais do que para aflorar aspectos que se considerem essenciais.
    Assim farei, dividindo a exposição em cinco pontos.

    1º – A divisão internacional de trabalho, a internacionalização dos processos produtivos e a criação de zonas de integração económica constituem o sentido e uma necessidade objectiva do desenvolvimento económico na época que vivemos. O desenvolvimento económico não se pode encontrar em soluções autárcicas, mas em sistemas de cooperação internacional.
    Entretanto, a tendência verificada nos processos de integração entre países com níveis de desenvolvimento muito diferenciados é para a hegemonização das decisões pelos países mais desenvolvidos e poderosos em defesa dos interesses próprios com sacrifício dos interesses e com obstáculos ao desenvolvimento económico dos países mais atrasados.
    A efectiva dependência destes em relação àqueles tem sido a realidade da proclamada interdependência.
    A experiência torna indispensável a luta de cada povo para assegurar a defesa dos seus interesses nacionais, do seu direito de definir a própria política, da sua independência e soberania nacionais.

    2º – A adesão de Portugal à CEE estava já na ordem do dia no tempo da ditadura fascista. Um cuidadoso estudo do PCP feito nos anos 60 concluiu , por um lado, em termos gerais, que a CEE era um instrumento dos grandes grupos económicos e dos países mais desenvolvidos e de submissão e absorção económica dos países menos desenvolvidos. E que, para Portugal, dado o atraso relativo da sua economia e a consequente falta de capacidade de concorrência num mercado único, a integração teria consequências desastrosas para o aparelho produtivo e graves limitações à independência e soberania nacionais.
    Daí a oposição a tal hipótese e a advertência das suas consequências.
    Após o 25 de Abril um novo e aprofundado estudo realizado em 1980 confirmou as
    conclusões dos estudos anteriores.
    Pelo seu atraso relativo, Portugal não estava em condições de aderir à CEE. As
    consequências da adesão seriam ruinosas para a economia portuguesa, nomeadamente para a indústria, a agricultura e as pescas.
    Como razão para contrariar a adesão, acresciam as profundas transformações democráticas resultantes da Revolução de Abril.
    Com a nacionalização da banca e de sectores básicos da economia e uma reforma agrária na principal zona do latifúndio e com outras conquistas democráticas, extinguiram-se os grandes grupos monopolistas dominantes e realizou-se uma radical mudança da estrutura socio-económica do país.
    Essa nova realidade foi consagrada, aliás como princípios insusceptíveis de revisão, na Constituição da República elaborada e aprovada em 1976 pela Assembleia Constituinte eleita por sufrágio universal. A nova estrutura económica abria possibilidades de desenvolvimento económico e a melhoria das condições de vida do povo português.
    A integração de Portugal na CEE passou a ser defendida pelos governos anos depois, inseparavelmente ligada ao objectivo de destruir as novas estruturas económicas resultantes da revolução de Abril e de adaptar Portugal às estruturas dos outros países da Comunidade. Ou seja, de restaurar em Portugal o capitalismo monopolista.

    3º – A análise e as previsões das consequências desastrosas que teria a integração
    confirmaram-se inteiramente.
    Com a adesão de Portugal à CEE em 1986, acompanhando a reconstituição e restauração dos grandes grupos monopolistas e sacrificando os interesses nacionais aos interesses, decisões e imposições dos países mais ricos e poderosos, o aparelho produtivo nacional foi sendo desorganizado e destruído e a dependência externa tornou-se quase universal.
    Na indústria, a resultante da integração pode caracterizar-se como um processo de
    desindustrialização. Indústrias básicas e estratégicas foram sacrificadas à imposição hegemónica (na divisão internacional do trabalho) dos países mais desenvolvidos.
    Siderurgia e metalomecânica praticamente liquidadas.
    Construções navais gravemente reduzidas em quantidade e qualidade.
    Indústrias tradicionais, como têxteis e conservas de peixe, condenadas a uma crise
    profunda.
    Milhares de empresas industriais reduziram drasticamente a produção, muitas faliram, encerraram as portas, atiraram os trabalhadores para o desemprego.
    Ao mesmo tempo, mesmo antes das privatizações da EDP, Telecom e transportes, já o capital estrangeiro toma importantes posições, não só em grandes bancos privatizados, como em empresas básicas e estratégicas do sector público, entretanto privatizadas ou em vias de privatização.
    O apossamento da produção industrial por empresas estrangeiras tornou-se avassalador na metalurgia e metalomecânica, nas indústrias químicas, nas bebidas e tabaco, nas indústrias de alimentação. É significativo que caiba a empresas estrangeiras parte significativa das exportações de produtos industriais.
    No sector mineiro, em vez do aproveitamento dos recursos nacionais e da firme invocação do princípio da “preferência comunitária”, entregam-se as reservas às grandes transnacionais, encerram-se minas, atiram-se milhares de trabalhadores para o desemprego.
    No comércio, grupos estrangeiros e nacionais da grande distribuição de bens de consumo e de bens industriais, ganham posições dominantes com a falência e liquidação de numerosas pequenas e médias empresas comerciais e o agravamento da situação de sectores produtivos (agrícolas e industriais) aos quais esses grupos, em posições quase monopolistas, impõem condições leoninas de preços, de prazos e de pagamentos.
    A agricultura portuguesa foi forçada a um retrocesso e a uma crise permanente.
    A integração significou: a redução importante da produção, com o estabelecimento de quotas, subsídios para não se produzir e multas para casos de se excederem as quotas; com a invasão do mercado nacional por produtos importados, tanto dos outros países da UE como de países terceiros, impedindo o escoamento e forçando à destruição dos produtos nacionais, que nuns casos nem sequer são colhidos, noutros condenados à lixeira, noutros a receberem miseráveis indemnizações para que sejam enterrados.
    A integração vertical internacional dos hiper e supermercados é um instrumento poderoso deste desastroso processo.
    Daqui resultou a queda vertical da quota de auto-abastecimento que anteriormente era quase total em relação a alguns produtos (caso dos hortícolas) e determinante ou considerável noutros (frutos, cereais, carnes).
    Pôs-se assim em causa o nível de segurança alimentar do país, elemento do próprio conceito de segurança nacional.
    Isto significou o veloz agravamento da balança agro-alimentar e a correspondente quebra vertical da taxa de cobertura.
    A nova reforma da PAC, pretendendo impor a baixa dos preços dos cereais, do leite, da carne de bovino, representa para Portugal a perda de muitas dezenas de milhões de contos.
    A imposição de novas regras para a Organização Comum do Mercado (OCM) do vinho, azeite, produtos hortícolas e frutícolas penaliza fortemente Portugal.
    Em consequência, de 1986 a 1995, foram liquidadas mais de 100 mil das 500 mil pequenas e médias explorações agrícolas anteriormente existentes.
    Neste processo, as assimetrias regionais sofreram rápido agravamento.
    Nas pescas, aí estão também os resultados: quebra acentuada da descarga do peixe em lota; subida em flecha das importações de peixe e seus derivados; abate de centenas de embarcações, sem se efectuar a renovação da frota; distribuição de quotas penalizadoras para Portugal; insuficiente aproveitamento das águas territoriais e pesca ilegal por embarcações estrangeiras; diminuição do número de trabalhadores, não abrangidos aliás por direitos gerais dos trabalhadores portugueses; e ainda acordos da UE com países terceiros, nomeadamente no Atlântico Norte (bacalhau e palmeta), com quotas discriminatórias e lesivas para Portugal.
    A destruição de importantes sectores e sub-sectores do aparelho produtivo teve como elemento e consequência o agravamento das condições de trabalho e de vida, a liquidação de direitos fundamentais dos trabalhadores, a generalização da precarização e a revelação de que o desemprego atinge mais dia menos dia, se é que não atingiu já, meio milhão de portugueses.
    Não se trata de opiniões. Trata-se de dados e factos incontestáveis da real situação.
    De tal forma evidentes e sentidas, que muitos, que tinham só certezas, adiantam agora interrogações, dúvidas e discordâncias; e onde se anunciava a harmonia e conciliação de interesses, surgem crescentes contradições, divergências e conflitos.

    4º – A situação agravou-se e agrava-se com o Tratado de Maastricht e sua precipitada ratificação.
    À “cooperação” dos países membros, conforme formulação anterior da Comunidade
    Europeia, sucedem-se, como elementos formativos de uma federação europeia, as “políticas comuns” em todos os sectores fundamentais da acção própria dos Estados. Políticas comuns na área económica (agricultura, indústria, pescas); políticas comuns na área financeira (monetária, cambial, fiscal, orçamental); política externa comum; política de defesa e segurança comum.
    Às políticas comuns, decididas por orgãos supranacionais dominados pelos países mais desenvolvidos e poderosos, se devem submeter as respectivas políticas dos países membros.
    Trata-se de uma renúncia a que se chamou transferência de soberania dos Estados menos desenvolvidos.
    Trata-se da tentativa de instaurar uma Europa concebida como um bloco político-militar, com um poder político central (estabelecido de facto ou institucionalizado) nas mãos dos países mais poderosos.
    A União Económica e Monetária (UEM) (moeda única, banco central) e a integração militar (UEO) representam importante papel neste processo de natureza federalista.
    Ao objectivo de alcançar a Moeda Única – que aliás é uma miragem armadilhada de consequências ainda imprevisíveis e incalculáveis – já o Governo, sem ter em conta a actual situação específica da economia portuguesa e a rigidez das imposições externas, submete Portugal a graves limitações do défice orçamental, da dívida pública e das taxas de inflação e de juros (convergência nominal).
    Com a aprovação e institucionalização no Tratado de Maastricht do Pacto de Estabilidade, Portugal poderá ficar amarrado de futuro a tais orientações impostas do exterior pelo Banco alemão, impeditivas do seu desenvolvimento económico e geradoras de desemprego, da liquidação de direitos sociais e do descartar de obrigações do Estado nos domínios da saúde, da educação e da segurança social.
    Por sua vez, a integração militar (UEO), que nenhum preceito dos tratados tornava obrigatória, significa renunciar Portugal a ter a sua própria política de defesa nacional e integrarem-se as forças armadas portuguesas (incluindo a orgânica, as armas, as missões) na estratégia militar e objectivos militares específicos dos países mais poderosos.
    Portugal perde, neste quadro, aspectos fundamentais da sua independência e soberania nacionais e torna-se um Estado apendicular e periférico submetido ao estrangeiro.
    Não é este, certamente, nem o presente nem o futuro que Portugal possa aceitar.
    Nem tão pouco a Europa assim concebida é um sistema final. Mais que ilusão, é perigosa aventura querer construir uma Europa federativa, com um efectivo poder político central, chame-se ou não governo, dominado pelos países mais ricos e poderosos.
    Perigosa ilusão e aventura também conceber uma Europa, potência económica, política e militar, com uma Moeda Única e forte, uma política externa e forças armadas comuns para afrontar os Estados Unidos.
    Um tal projecto, a ir por diante, tem como perspectiva não a paz social e a fusão numa imaginária nação europeia, mas o desencadear de grandes lutas sociais, de explosões violentas de nacionalismos, de intervenções militares, conflitos e guerras.
    O bom caminho para a Europa é o de cooperação internacional e não de um bloco político-militar.

    5º – Por tudo quanto se acaba de referir, o tema proposto para este debate – “A unidade europeia e a crise da independência/identidade nacional/soberania: finis patriae?” – tem rigorosa formulação e é de extrema importância e actualidade para Portugal.
    Porque, na União Europeia, a independência e a soberania de Portugal, valores inalienáveis da nação e do Estado, estão a ser tão gravemente comprometidas que se convertem em laços de dependência e submissão.
    Porque uma Europa política, com órgãos supranacionais dominados pelos países mais desenvolvidos e pelos interesses dos grandes grupos económicos e das transnacionais, atinge profundamente os interesses de Portugal, trava o seu real desenvolvimento, agrava o desemprego e as condições de trabalho e de vida do povo.
    Porque, por muito que insistam algumas teorizações, a União Europeia não apaga nem pode apagar a identidade das nações, antes cria novos motivos para reforçar, particularmente nos países cujos interesses são sacrificados, o amor do povo pela sua nação, pela sua pátria, e a consciência da sua identidade e dos seus direitos.
    No que respeita à organização política da Europa, é imperativo lutar contra soluções que não só mantenham mas reforcem ainda mais o real e quase absoluto poder político dos países mais ricos e poderosos. Concretamente, que Portugal diga não às novas imposições supranacionais que o Tratado de Maastricht comporta.
    Imperativo também lutar para que venham a prevalecer na Europa ideias e soluções de cooperação e efectiva solidariedade de Estados independentes e soberanos.
    É necessário lutar no concreto para que os objectivos de coesão económica e coesão social não sejam letra morta desmentida pelo aumento das distâncias e por diferentes velocidades de desenvolvimento.
    É necessário insistir em invocar os interesses vitais e as situações específicas, bem como a regra da unanimidade em questões fundamentais, princípios da livre associação e cooperação, que estão desde já a ser comprometidos e correm o perigo de perder qualquer sentido dadas conhecidas propostas de aumento de número de votos a favor da Alemanha, França e Reino Unido em órgãos supranacionais.
    Isto não basta porém. Para assegurar o futuro de Portugal na complexa situação criada como membro da União Europeia – e (importa sublinhá-lo) é neste quadro que actualmente se impõe considerar soluções -, é um imperativo a definição e adopção de uma política que sirva os interesses e direitos nacionais, uma política de desenvolvimento económico com a sua vertente social, política de mobilização de recursos e potencialidades, de defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo em geral, de solução dos graves problemas sociais e de fortalecimento da democracia política e que Governo e Povo, reagindo contra imposições externas lesivas dos interesses portugueses, se unam na luta pela sua realização.
    Conclusão referente ao tema proposto para este debate. A União Europeia não põe termo às pátrias nem ao patriotismo, antes pelo contrário, nomeadamente no que respeita a Portugal, coloca a necessidade imperativa para os portugueses de afirmar o seu patriotismo e lutarem na defesa dos interesses nacionais, para garantir a independência e a soberania do nosso Estado-nação, da nossa pátria, da pátria portuguesa.

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  68. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    11 Dezembro, 2012 00:08

    para HFMatos & Tiradentes desta vida:
    .
    http://www.donosdeportugal.net/

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  69. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    11 Dezembro, 2012 08:15

    Vejam como o portelita reage ao simples facto de ter apontado a situação dos dinheiros da segurança social “manejados” pela esquerda filosófica na banca especulativa. Como rapidamente passam a ser defensores daquilo que apregoam ser contra lançando cortinas de fumo, tentando desviar a atenção para os factos concretos de um determinado assunto.
    A dialectica marxiana (jamais chamaria marxista a geração de esquerdistas nike/Macd) é isso mesmo.
    Se for um “dos seus” ou aproximado tudo é desculpável/justificável ou não se deve discutir em concreto.

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  70. jonas's avatar
    jonas permalink
    11 Dezembro, 2012 09:35

    Fodido é o tiradentes, bruto, sem curso de ter maneiras, arranca o dente a quem o deixa, que diz ele a novidade de uns milhões da sigurança que havia naquele banco… e eu sabia, mas que direito teria quem tinha à sua guarda o dinheiro que lhe amandram os pobres para o jogar assim na roleta, açambarcadores, eu acho, como ainda há pouco se deu, um rombo de mil milhões e quinhentos perdidos, alançados ao ar como artifício de fogo dessa mesma sigurança, que me faz pensar esse outro, anda a malta a descontar, hoje já poucos descontam, desempregados, e os zarolhos da massa pôem-na a render, já sabe, se ganho, fico com ele, se perco, é somente a sigurança, pois é dinheiro alheio, faço bem o que eu entendo. No caso do BPN, é claro, teixeira disse, salva-se o dinheiro, pá, pede-se de novo ao pobre que já o deu, contribuinte, e safas-te comigo e o sokras, mais os amigos psd, mesma máfia. Mas não tinham que andar a jogar o dinheiro da segurança, se não assegurá-lo bem assegurado a prazo ou em investimentos de mínimo risco. Mas se não se diferenciam de atuais larápios, tipo coelho da relva, quando assaltam dinheiros da europa para aplicações fantasma, de modo a metê-lo todo ao saco. E está o povo lixado entre as duas seitas de irmãos já maçons e também mânfios, que o roubam de toda a maneira, já sabe. E diz Helena que não é disso a crise, de negócios de mentira e roubalheira .

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  71. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    11 Dezembro, 2012 12:51

    Então o jonitas também sabe, mas por via das dúvidas vai lançando as tais boutades para ver se desvia as atenções, assim a ver se cola, a ideologia de quem como ele apesar de dizer que são diferentes também pertencem à dita cuja máfia.
    Isto tudo só para não pôr o nome aos bois, porque incomoda que seja um gajo de esquerda, o relvas feito pm, não deve ser associado a tal desmando. Quem jogou na roletinha foi o teixeirinha amais o filosofo que clamava como o jonas contra os especuladores sendo que especulava e fritou-se, com apostando o dinheiro dos pobres na roleta do Lemons dando até entre estas e outras apostas para poder viver em paris de frança sem rendimentos lançando a despesa para os pobres.
    São todos muito sérios e não pertencem à máfia até pertencerem. Aliás acho que é exactamente esse o desígnio deles, pôr a mão na massa. Senão um dos opinadores do documentário sugerido a ser coerente devia ter recusado a herança imobiliária do pai fássista essa primeira e horrivel forma de injustiça marxiana.
    Mas prontes não se pode esperar mais de camisas de seda e destes brutificados marxianos nike/Macd.

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  72. Fenris's avatar
    Fenris permalink
    11 Dezembro, 2012 13:23

    Cara Leninha,
    quantos subsídios vale o BPN?
    é certo que não resolveria todos os problemas mas ajudaria, seguramente.
    A corrupção roubou e rouba subsídios, é evidente. E só porque não explica tudo não é motivo para nos esquecermos dela.

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  73. neotonto's avatar
    neotonto permalink
    11 Dezembro, 2012 13:28

    Porque nunca vi comentar que quém andava em subastas e compras de submarinos sabia muito bem o que fazia e olhava nao tanto para o seu pressente como para um futuro colectivo?
    Glub. Glub.Glub.Peanuts.

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  74. Xico Cabaço's avatar
    Xico Cabaço permalink
    11 Dezembro, 2012 13:49

    Ponto 1) Nada disso. A culpa da crise é dos portugueses, que viveram acima das suas possibilidades. Isso está mais do que adquirido.
    .
    Ponto 2) Pequenas actividades a pagar impostos? Ó Flatos, em que sistema solar vives tu, minha anã retardada?

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  75. Wall Streeter's avatar
    Wall Streeter permalink
    11 Dezembro, 2012 13:50

    IDEIA PERIGOSA é a que JONET veicula no I de hoje: «Prefiro a CARIDADE à Solidarieade Social.»

    Bem avisava Pacheco Pereira:

    «SUBSTITUIR DIREITOS PELA ASSISTÊNCIA
    Para esses portugueses, há que substituir direitos, essa coisa dos proto-comunistas, mal habituados ao seu salário e ao seu contrato, por caridade púbica, assistência social e comida do Banco Alimentar. É assim que eles estão bem, impossibilitados de se defenderem, face a um governo que quebra os contractos unilateralmente com os mais fracos, usa o seu dinheiro descontado nos salários para a reforma a seu belo-prazer, domados na sua dignidade e envergonhados de si próprios. E a cada acto público de caridade, têm que ouvir essa ancestral frase: “leva lá essa esmola, mas não gastes em vinho”. » (in Abrupto)

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  76. Fenris's avatar
    Fenris permalink
    11 Dezembro, 2012 14:24

    Eh pá, esqueci-me disto da Jonet.
    Sinto-me algo parvo porque também achei excessiva a reacção à afirmação dela relativamente aos bifes. Na minha inocência, não me pareceu nada de especial… em grosso, não me pareceu que ela estivesse enganada mas depois vem com esta da “caridade”.
    É de gente chonet.

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  77. castanheira antigo's avatar
    castanheira antigo permalink
    11 Dezembro, 2012 15:22

    Os recursos para a caridade são os mesmos dos “direitos” , isto é , provêm dos mesmos ,aqueles que trabalham e que produzem riqueza.
    Apenas existe uma diferença ética e moral : Quanto à caridade as pessoas fazem-no voluntariamente como é o caso do banco alimentar da Sra Jonet ; Quanto aos “direitos”as pessoas fazem-no sob coacção e ameaça ,pois sabem que parte substancial é subtraída no caminho por parasitas de toda a especie.

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  78. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    11 Dezembro, 2012 17:35

    Jonet, pelas entrevistas que tem dado, está a tornar-se um caso perdido. Cada tiro, cada melro.
    Esperemos que o Banco Alimentar Contra a Fome aguente. E por mim aguentará, com ela ou sem ela.

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  79. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    11 Dezembro, 2012 18:04


    Uma pessoa vai ao YouTube, procura por “Caridade” e aparece isto.

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  80. AAA's avatar
    AAA permalink
    11 Dezembro, 2012 18:38

    Ambos têm razão, na minha opinião.
    O Estado que «que tudo podia e devia» alimentou a corrupção de forma desenfreada. Muitas vezes (a maioria das vezes, diria eu…) fazem-se obras e criam-se organismos e departamentos para satisfazer as clientelas. SE não houvesse corrupção, deixaria de haver esse poderoso incentivo para quem toma a decisão.
    A corrupção é o tumor que se alimenta do Estado que tudo faz e promete.

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  81. jonas's avatar
    jonas permalink
    11 Dezembro, 2012 21:34

    Não sejas tolo, tiradentes, que aparentas o orelhas tosco, cabeçudo, se não só rui gomes intriguista. Viva o Benfika.
    Pá, não sou como tu, presa de seitas, verberando (tu entendes?) por igual relvas e os passos como sokras e teixeiras.
    Acontece que em coment primeiro me aprouve afirmar, sem mais pormenores, o estrito, que o BPN foi salvo a favor de artistas da laia de homens de sucesso à Cavaco como de salvadores à Teixeira e abafadores à Relvas & Coelho, mesma laia de maçons da máfia que nos rouba e lixa .

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  82. Francisco's avatar
    Francisco permalink
    12 Dezembro, 2012 14:07

    Dos seus melhores textos até à data Helena

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    • economista's avatar
      economista permalink
      12 Dezembro, 2012 18:51

      Me perdoem , mas , Felizmente que a ignorância é santa … Qual é a área da economia onde não existe corrupção ?
      Qual é o custo desta corrupção ? E onde há corrupção há incompetência . Tudo isto mais tarde ou mais cedo só pode gerar austeridade … Tal como numa empresa …

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  83. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    12 Dezembro, 2012 19:15

    Tiradentes, Posted 11 Dezembro, 2012 at 08:15
    .
    obrigado pelo “carinhoso” tratamento!
    quanto ao conteúdo do seu comentário todos temos os nossos momentos de idiotice.

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