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O único trunfo de Passos Coelho

3 Janeiro, 2013

Escolher o momento em que se demite e confrontar os seus opositores – PS e CDS – com a sua ausência de alternativas.

56 comentários leave one →
  1. Fala Barato's avatar
    Fala Barato permalink
    3 Janeiro, 2013 09:20

    E se os eleitores demitirem todos os 3?

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  2. Wall Streeter's avatar
    Wall Streeter permalink
    3 Janeiro, 2013 10:07

    Não se iluda, Helena.

    Os maiores opositores de Passos Coelho, e com facas muito longas para acerto de contas, estão no PSD (e também, cada vez mais, no CDS-PP…) e não tanto na oposição.

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  3. balde-de-cal's avatar
    balde-de-cal permalink
    3 Janeiro, 2013 10:23

    os vorazes devoristas do largo dos ratos estão esfomeados.
    os contribuintes vão ter uma 4ª falência.
    o rectângulo nunca sairá da miséria em que o socialismo o colocou e manterá

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  4. Grunho's avatar
    Grunho permalink
    3 Janeiro, 2013 10:30

    Concordo com a parte de demitir-se.
    O resto é treta.

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  5. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    3 Janeiro, 2013 10:33

    A Helena teve um sonho! Pode tornar-se realidade. O PR “clarividente” com o monstro no regaço quando menos esperar. Boa ideia. Como eu tenho vindo a bater, só com as cartas todas na mesa podemos sair do atoleiro.
    É muito possível que a troika farta de palhaçadas, bata com o murro na mesa e diga: “Deixemo-los à sua sorte!”. Eles sabem da capacidade de sair do atoleiro, mas só depois de afastar os piolhos que nos sugam e ainda berram.
    O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal, Abebe Selassie, tem recusado em público comentar «hipótese» do Orçamento do Estado para 2013 ser mandado para Tribunal Constitucional pelo Presidente da República e ser declarado inconstitucional. Já em privado é outra coisa.
    Ele também comentou: “«Se quiserem ter um grande estado providência em Portugal, tudo bem, mas têm de saber como pagar por ele», não sei percebem.

    Os Bielderbergers já fizeram o mesmo com a espanha. De acordo com as fugas de informação do Bilderberg 2012 que decorreu em Chantilly, Virginia nos EUA a discussão girou à volta de três temas:
    – Desvalorização do US dólar relativamente ao yuan – em andamento
    – Nova situação tipo “Lehman Brothers” – precipício fiscal por resolver apesar das falsas notícias da rtp. De facto as agências Standard & Poor’s e Moody’s disseram há pouco que o acordo alcançado pelo Congresso norte-americano para evitar o chamado “precipício fiscal” é positivo, mas está longe de resolver o problema de fundo da dívida do país.
    – Espanha será sacrificada – Espanha afunda – está mesmo a afundar, renascerá mais tarde.
    .

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  6. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    3 Janeiro, 2013 11:11

    Isto não vai bem! O pcp anda a despedir funcionários! Quando tomava café junto ao Tivoli veio a cátia vanessa toda descolorada, barriguda, a chorar; queixa-se que já não há dinheiro para cozer as bandeiras, a foice partiu-se e o martelo enferrujou, já nem dá para partir as amêndoas.
    Até os camaradas da coreia do norte parece darem passos perigosos em direcção ao sul.
    O putin dá guarida ao malandro do depardieu que quer fugir aos impostos. Será o fim do mundo?
    Será que me estou a sentir bem? Só de pensar que o actual SNS não é sustentável ainda fico pior!
    Até já o espesso admite! Henrique Raposo (www.expresso.pt) 8:00 Quinta feira, 3 de janeiro de 2013
    O SNS é tendencialmente insustentável. Esta feliz frase não é minha, é do professor João Lobo Antunes. Acrescento apenas uma coisa: não é matéria de opinião, é matéria de facto. Não querer ver isto é o mesmo que colocar a vaidade ideológica à frente dos factos. Que factos? Para começar, a subida da despesa em saúde tem sido muitíssimo superior à criação de riqueza. No mundo das proclamações histéricas à la Arnaut, 2 + 2 podem não ser 4, mas no mundo real 2 + 2 são mesmo 4. A conjugação da nossa já histórica regressão económica (estamos a divergir da Europa desde 2000) com o aumento das nossas despesas de saúde está a criar a insustentabilidade do SNS. Isto é um facto, não uma posta de pescada ideológica. Depois temos de olhar para o dramático envelhecimento da população e para o contínuo aumento da esperança média de vida. Em anexo, devemos ainda considerar a natural pressão no sentido do SNS adoptar as últimas e caríssimas novidades tecnológicas e farmacológicas. Ou seja, estamos perante uma tempestade perfeita que junta tecnologia e demografia: a ciência médica continua a criar novos tratamentos, mas pode não haver dinheiro para os pagar; o medicamente possível não é sinónimo de financeiramente possível. Porquê? Se a tecnologia médica está a avançar, a demografia está a recuar, isto é, temos cada vez menos jovens para suportar fiscalmente o SNS. Em 2010, o Estado português já gastava 7,6% da riqueza nacional no SNS. O FMI calcula que a marca pode subir para os 11.1% (2030). Ora, o nosso espaço público transformou estes factos em tabus. Se apresentar esta realidade crua e nua num debate, um sujeito é imediatamente acusado de “querer matar o SNS”. Na verdade, o debate sobre saúde resume-se ao seguinte: chama-se o “pai do SNS”, e pronto. O dr. Arnaut chega, lança a sua vaidade sobre a mesa e, ora essa, fica tudo debatido. Como é evidente, esta atmosfera torna impossível uma discussão adulta sobre a reforma do SNS. Por exemplo, é impossível comparar o SNS com outros modelos europeus e até com o Obamacare, porque essa comparação não é vista com bons olhos . Consequência? Quase toda a gente julga que o nosso SNS é a representação portuguesa de um mirífico SNS europeu que se repete em todos os países da UE. Pouca gente sabe que o SNS português é a negação dos sistemas de saúde da Alemanha, Holanda, Áustria, França, etc. E, se calhar, encontraríamos modelos menos tendencialmente insustentáveis nesses países.
    Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-sns-e-tendencialmente-insustentavel=f776933#ixzz2GuQmHyKr

    Não, não vou ler mais os jornais, não ligo a tv, vou para a montanha onde o ar é puro e a urze um regalo.
    Bem diz o anti comuna, o bagaço pode ser a solução.

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  7. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    3 Janeiro, 2013 11:31

    Leitura recomendada para o JAVITUDO , embora se reconheça poder ser inútil dado que o JAVITUDO compete com o Vasco Correia Guedes no prémio do Unico português culto e sabedor

    Sustentabilidade do SNS – Não há dinheiro?

    por Jorge F. Seabra [*]
    Os custos e a alegada insustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde (SNS) têm constituído a espinha dorsal d a argumentação usada por governos e partidos da área do poder para justificarem os cortes orçamentais que hipotecam o desenvolvimento do SNS, servindo de explicação para a contínua retirada de direitos aos cidadãos.

    Na realidade, as transferências do Orçamento de Estado para o SNS têm vindo a diminuir drasticamente, sendo os governos muito criativos na invenção de múltiplas e enviesadas formas de o sub-financiar.

    Se em 2010 foram transferidos do Orçamento de Estado para o SNS 8.848 milhões de euros, em 2012 essa verba diminuiu para 7.107 milhões, um corte de cerca de 20% (19,7%) [fonte: SNS – Orçamento de Estado 2012, Ministério da Saúde].

    Contudo, o facto de sucessivos governos terem desenvolvido políticas fiscais laxistas ou favorecedoras das grandes empresas cotadas em Bolsa e desviado enormes somas para apoio a investimentos de prioridade mais que discutível – BPN e BPP, BCP, SIRESP, submarinos, “perdão fiscal” às mais valias da PT, do BES, da Jerónimo Martins, “off-shore” da Madeira, auto-estradas em excesso, contratos ruinosos nas PPP, “rendas” abusivas na energia, etc., – mostra que a apregoada insustentabilidade financeira do SNS, não pode ser, dessa forma, justificada, existindo muito dinheiro malparado que daria, caso as escolhas políticas fossem outras, para assegurar, sem dificuldade, o presente e o futuro do SNS.

    De resto, quer no plano nacional, quer no internacional, não foi a bancarrota do “Estado Social” ou o custo dos serviços por ele prestados, a causa da crise em que o mundo e o país mergulharam. Na realidade, foi a falência do sistema financeiro, originada por uma política de desregulação que estimulou investimentos não produtivos de elevado risco e crédito armadilhado para estimular o consumo, a causa do previsível e inevitável “crash” que, depois, os mesmos interesses egoistas fizeram repercutir sobre toda a economia. A grave situação actual foi desencadeada por esse desastre financeiro que governos cúmplices procuraram e procuram encobrir, tapando buracos e “imparidades” com dinheiros públicos, que depois dizem faltar à sustentabilidade dos direitos sociais.

    Em Fevereiro de 2008, depois de anos de apregoada insustentabilidade financeira do National Health Service inglês, o governo britânico injectou, sem hesitação e num piscar de olhos, 73 mil milhões de euros (aproximadamente o valor total da “ajuda” do BCE-FMI a Portugal) para “salvar” o Northern Bank que a especulação bolsista da administração levara à falência.

    Em Portugal, enquanto se corta no Ensino e na Saúde, perdoa-se aos acionistas da PT 270 milhões de euros que deviam pagar ao fisco, gastam-se 5 a 7 mil milhões de euros só para safar um banco (BPN), que depois se vende por 40 milhões, gastam-se mais 450 milhões para “salvar” o BPP (ou alguns dos seus accionistas) que acabou por fechar deixando os depositantes mais crédulos de bolsos vazios. Retiram-se mil milhões de euros ao SNS, mas pretendeu-se dar 800 milhões de euros às grandes empresas, cortando a taxa social única (TSU) que os trabalhadores teriam de compensar,. A Caixa Geral de Depósitos, que gastou dinheiro no socorro ao BPP e ao BPN (que o estado tem de repor), há pouco recapitalizada com fundos da “ajuda” da troika , corta os empréstimos aos cidadãos e às pequenas e médias empresas mas financia os Mellos em centenas de milhões de euros para completarem a aquisição da Brisa (os mesmos Mellos que continuam a investir nas Parcerias Público-Privadas da Saúde ocupando o vazio criado com o sub-financiamento do SNS).

    Confirmando que o problema não se centra na (in)capacidade financeira ou na insuficiente produção de riqueza mas sim numa opção ideológica facciosamente monetarista ao serviço de interesses dos donos da banca e das grandes empresas, as mesmos instituições (Comissão Europeia, BCE, FMI) que afirmam, nos media, a dificuldade ou impossibilidade de resolver os problemas da dívida soberana dos preguiçosos países do Sul, dolosamente apelidados de PIGS, retirando direitos (nomeadamente na Saúde) aos seu povos, encontraram a forma rápida de “dar”, discretamente, só em Dezembro de 2011 e Fevereiro de 2012, um milhar de mil milhões de euros (1000 de mil milhões) à banca.

    Sublinhe-se, a propósito da grandeza dos números, que o total de apoios à banca europeia, era, segundo afirmou Durão Barroso ao Parlamento Europeu em Setembro de 2011, de 4.600 mil milhões de euros, o que, somado aos recentes acrescentos, eleva essa ajuda a um total fabuloso de 5.600 mil milhões de euros, (7 a 10 vezes o fundo de estabilidade europeia – ESM, a “grande bazuca” contra a especulação recentemente aprovada, cerca de 15 vezes o valor total da dívida grega e 71 vezes a “ajuda” concedida a Portugal, uns “míseros” 78 mil milhões, metade dos quais irão ser devolvidos em juros e comissões).

    Então não há dinheiro?…

    “Há e não há! É uma questão de prioridades. Há para umas coisas e não há para outras…” – como disse o (tão ignorado pela TV) Prof. Bruto da Costa, prestigiado economista, presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, organismo oficial da Igreja Católica:

    De facto, a pergunta correcta não é se há dinheiro. A questão que deve ser posta aos portugueses é se querem continuar a gastar o dinheiro que têm a “salvar” os accionistas do BPN e do BPP, a pagar mais uma auto-estrada aos Mellos, a comprar submarinos que nem os compromissos da NATO obrigam, a dar muitos milhões em “rendas” às PPP e às empresas de energia, a perdoar impostos à banca e às famigeradas Sociedades Gestoras de Participações Sociais (SGPS), ou se, pelo contrário, acham melhor gastá-lo em investimentos produtivos e no financiamento do SNS e de outros serviços sociais do estado.

    Dez caças F-16 comprados em 1994 e que nunca chegaram a sair dos caixotes onde ainda hoje permanecem, representam “só” 600 milhões de euros abandonados a um canto, constituindo um paradigmático monumento ao despesismo delirante e terceiro mundista dos nossos rigorosos governantes que tão facilmente acusam os portugueses de viver acima das suas possibilidades e o SNS de ter um custo insuportável.

    Apesar dos alegados desperdícios dolosamente empolados pelos governos das últimas décadas que sobre eles montaram outra das vertentes da argumentação justificativa do apoio prestado aos grandes interesses privados, o Serviço Nacional de Saúde continua a constituir um dos maiores avanços alcançados pela democracia em Portugal, tendo colocado o país no pelotão da frente dos melhores cuidados de Saúde (12º do mundo em 2001, segundo a OMS) permanecendo ainda, e apesar de todos os ataques desferidos, como um serviço público eficaz e com boa rentabilidade (cada vez menor, é certo).

    A celebrada “empresarialização” dos Hospitais, que inoculou o pior da lógica da organização privada no seio do serviço público, trouxe consigo uma “criativa” concorrência de números e práticas de obscuro rigor, perseguindo lucros virtuais construídos na falsidade das estatísticas, a que acrescentou, simultaneamente, uma cascata de medidas regulamentadoras que insuflaram o desvio administrativista e burocrático da gestão hospitalar.

    Esse caminho perverso, quase sempre redundante e supérfluo, sobrepôs-se à prioridade natural dos objectivos clínicos, multiplicando administradores, assessores e outsourcings , fazendo disparar os custos sem melhorar a qualidade dos serviços.

    O ataque às Carreiras Médicas, que asseguravam e validavam a progressão técnico-científica dos médicos e a estruturação hierárquica dos Serviços, desvalorizou a avaliação inter-pares substituindo-a por nomeações e contratos isolados, tornando o exercício da prática médica mais precário e fragmentado, mais dependente de regras irracionais e de números ilusórios. Assim se foi também menorizando a formação e a investigação clínica, tornando mais difícil a criação do espírito de equipa facilitador do trabalho multidisciplinar. Com a necessidade de contratação de empresas externas, muitas vezes para assegurar unicamente as urgências, fez-se aumentar, sem proveito, os gastos do Estado no SNS, pondo em risco a sua qualidade e o seu futuro.

    Apesar disso, os custos do SNS português permanecem (ao contrário do que é apregoado), em valores significativamente baixos, quando comparados com outros países europeus. Embora o cidadão português seja dos que mais gasta do seu bolso – 24% dos gastos em Saúde são custos directos com medicamentos, saúde oral e outros (fora do SNS) -, o gasto médio em Saúde por habitante é, em Portugal (1.627 euros), muito inferior ao da Espanha (2.139), metade da Alemanha (3.221), Suécia (3.335) e França (3.370) e três vezes menos que nos USA (5.227) e Luxemburgo (5.438) [dados recentes fornecidos pelo Eurostat e referentes a 2008].

    Só no contexto virtual criado pela Tutela e pelos media , é que o SNS – apresentado como estando sempre em crise — vive acima das suas (nossas) possibilidades, num país preguiçoso e sem dinheiro. Por isso, segundo a Tutela, há que fazer pagar o cidadão que procura o sistema público, e que o usa por vezes mal (devido à desorganização da ligação dos cuidados primários com os diferenciados), encaminhando-o para as Urgências, engarrafando os seus acessos, o que estimula a conflitualidade e o descontentamento.

    O “cliente” menos informado é, assim, através dos media que constantemente atacam o serviço público de Saúde, instrumentalizado e atirado às bichas das Urgências e dos SAP, ou desviado para a privada a pretexto dos tempos de espera de consultas e intervenções cirúrgicas que a Tutela faz gala em lamentar nos telejonais, nunca ter dado mostras de querer, verdadeiramente, resolver esses problemas dentro do SNS. Aliás, diga-se em abono da verdade, que se a Tutela os já tivesse resolvido, teria solucionado o essencial, e não haveria nenhuma oportunidade de negócio para a grande privada que, provavelmente, nem sequer existiria.

    Como o SNS conquistou um lugar incontornável no núcleo de direitos alcançado pela democracia portuguesa, não há ainda, no amplo espectro partidário português (mesmo entre os mais ortodoxos apoiantes do neoliberalismo monetarista de Milton Friedman do nosso governo), quem assuma publicamente ser contra ele. Todos afirmam defender o SNS e tudo o que fazem, quando no poder, é justificado pela busca da sua sustentabilidade ou do seu aperfeiçoamento . Seguindo essa tática, a resposta da Tutela tem sido sempre a de mostrar preocupação com o “caos” e o “problema” da Saúde, dedicando-se a “aperfeiçoar” medidas “salvadoras” do SNS, que, na realidade, mais o foram afundando, agravando os seus problemas, aproveitando a deixa para fazer o cidadão pagar, de forma pedagógica, “aprendendo” assim que a Saúde custa dinheiro.

    Tornou-se pois, necessário que o cidadão se habitue a pagar. Pagar a alguém, pagar por cada acto, por cada episódio, por cada consulta. Como na privada. Ou melhor, como na grande privada, porque a pequena é já hoje uma realidade quase inexistente não passando, na maioria dos casos, de consultórios- franchizing das companhias de seguros que pagam cada vez pior o trabalho médico (30 euros brutos ou menos por cada consulta de especialidade). De fora, restam apenas franjas sobrantes que ainda alimentam, em alguns profissionais, o sonho de uma medicina liberal, numa profissão que cada vez mais se proletariza (no mau sentido do termo, infelizmente).

    É a grande privada que se tem expandido exponencialmente, ocupando espaço criado pelo progressivo desabamento do SNS causado pelas medidas tomadas pela Tutela “para o consolidar” . É ela a grande vencedora deste jogo de sombras. É ela também que se apropria dos maiores lucros (é o negócio mais lucrativo, a seguir ao das armas – Isabel Vaz /BES Saúde, dixit ). A grande privada que, paradoxalmente, só sobrevive e acumula lucros com a baixa remuneração da maioria dos profissionais e a contribuição decisiva de subvenções e apoios estatais, conhecidos e desconhecidos, directos e indirectos, através das PPP, dos sub-sistemas, das transferências de doentes como a ADSE, Min.Justiça, SIGIC, dos cheque-cirurgia, das convenções, das assessorias, tirando mais dinheiro dos bolsos dos contribuintes que voltam a pagar o que já descontaram para o SNS.

    A Constituição assegura um SNS tendencialmente gratuito e proíbe o co-pagamento? Pois há que fazê-lo tendencialmente pago! Como? Nada melhor do que criar taxas ditas “moderadoras”, porque moderar não é constitucionalmente proibido. O estranho, nessas taxas “moderadoras”, é que também são cobradas análises, colonscopias, gastroscopias, broncoscopias, como se isso fosse escolha (ou abuso) do doente, viciado em picadelas, exames invasivos e operações, e não actos só possíveis de executar por prescrição médica.

    Na realidade, as taxas “moderadoras” têm outro papel: o de indiciar um co-pagamento progressivo que atenue a diferença com o preço da privada e crie a habituação de que os cuidados de Saúde não são um direito inerente a qualquer cidadão e um serviço pré-pago. As taxas são, de facto, um duplo pagamento contrário ao espírito e à letra da Constituição (como toda a gente sabe), e só o contorcionismo jurídico de um Tribunal Constitucional partidarizado as conseguiu encaixar no seu espírito solidário e “tendencialmente gratuito”.

    O actual governo assume despudoradamente querer reformar o “Estado Social”, abandonando o dever de garantir, por igual, o direito de todos os cidadãos à Saúde, substituindo-o por uma política caritativa e assistencialista (a devolução, pelo SNS, de duas dezenas de hospitais às Misericórdias e a campanha de um “cortejo de oferendas” para construir uma ala pediátrica de um grande hospital público, são apenas dois símbolos desse retrocesso). Assim se procura dar aos “pobres”, o pouco que resta de um Orçamento de Estado virado para os negócios e para as negociatas, a que se juntam as sobras de um “mecenato” que as grandes empresas quiserem dispensar com o dinheiro que lhes é poupado nos impostos, e a quem, todos nós, depois, devemos ficar servilmente agradecidos.

    Sublinhe-se que nada há de mal ou criticável na prática médica individual e privada da Medicina. Um médico pode e deve, em qualquer sistema (público ou privado), exercer com honestidade e eficiência a sua profissão. Mas a privatização dos cuidados de Saúde, como forma organizativa que tem em vista o lucro, não é barata nem eficaz e contém em si mecanismos perversos que facilitam e estimulam a distorção, a falta de rigor e a má prática.

    A evolução técnica e a multidisciplinaridade da medicina moderna, obrigam a um aumento de escala dos investimentos, que não pode (nem deve) ser combatido, já que tal implicaria um recuo na capacidade e/ou no nível assistencial. Contudo, esse contínuo desenvolvimento pode e deve ser efectuado, com vantagem, no seio de um sector público não lucrativo, centrado no benefício da população e não no interesse dos accionistas, de forma a não deixar largos sectores populacionais sem cobertura, entregando-os a sistemas assistencialistas sub-financiados e de má qualidade. A experiência negativa dos EUA é uma boa prova das inúmeras desvantagens da liberalização e privatização da Saúde (cara e com enormes desperdícios), em que os inúmeros centros de excelência convivem com milhões de cidadãos sem assistência, ou com direitos à Saúde limitados e degradados.

    Poder-se-á concluir, pois, que o estrangulamento do SNS que as medidas governamentais e da troika implicam, são o acentuar de uma política que, de há muito, procura limitar o seu papel de grande e dominante serviço público prestador de cuidados de Saúde. Essas medidas não são justificadas por qualquer défice na sua sustentabilidade económica presente ou futura. Na realidade, elas representam apenas uma opção ideológica concreta, que defende interesses estranhos ao bem-estar da população, contrariando o desígnio constitucionalmente consagrado de um SNS universal, solidário e tendencialmente gratuito.

    Há contudo, um largo consenso que se pode e deve construir na defesa cidadã do SNS, contra a política da troika e dos grandes interesses que sequestram o governo e o país, construindo um futuro que derrote o falso fatalismo do “não há alternativa”, posto em voga por Margaret Tatcher, primeira responsável da brutal fragilização do prestigiado National Health Service inglês.

    A intransigente oposição à desestruturação do SNS português, como serviço público cumpridor dos preceitos constitucionalmente instituídos, deve assumir-se como o campo transversal, abrangente e pluripartidário onde os médicos portugueses e a sua Ordem se devem posicionar, na defesa dos seus direitos, dos direitos dos doentes e de todos os cidadãos do país.

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  8. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    3 Janeiro, 2013 11:33

    BANIF + 1..100.000
    CONTRIBUINTES -1.100.100
    em vez de cenários, HFMatos não quer dar um palpite sobre quanto vão pagar os contribuintes para salvar mais um banco falido?

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  9. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    3 Janeiro, 2013 11:49

    Parece- me um excelente trunfo, a demissão.
    Tenho, no entanto, algum receio que o Povo nao consinta e que encha as ruas e praças de Portugal indignado com tamanha injustiça.

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  10. Lucas Galuxo's avatar
    Lucas Galuxo permalink
    3 Janeiro, 2013 12:23

    Que não existiam alternativas já todos sabiamos. Passos, dart vader, blasfemos e insurgentes é que escolheram fazer teatro.

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  11. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    3 Janeiro, 2013 12:32

    “Não há alternativa a Passos Coelho” – pretende dizer o post.
    Não haver alternativas é próprio de regimes totalitários.
    Em Democracia há sempre alternativas.
    Nem que seja para mudar as moscas.

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  12. JEM's avatar
    JEM permalink
    3 Janeiro, 2013 12:47

    Trunfo de Passos Coelho – cumprir o programa e mandar a troika para casa. Em Setembro Portugal vai financiar-se nos mercados.

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  13. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    3 Janeiro, 2013 12:49

    Antonio Salazar

    Proferido na reunião da posse dos presidentes das comissões distritais da União Nacional em 3 de Maio de 1952, na sequência da remodelação das comissões nacionais no Congresso de Coimbra da União Nacional.

    «Não se pode ser liberal e socialista ao mesmo tempo; não se pode ser monárquico e republicano; não se pode ser católico e comunista – de onde deve concluir-se que as oposições não podiam em caso algum constituir uma alternativa e que a sua impossível vitória devia significar aos olhos dos próprios que nela intervinham cair-se no caos, abrindo novo capítulo de desordem nacional».

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  14. Manuel Lopes's avatar
    Manuel Lopes permalink
    3 Janeiro, 2013 12:59

    A Helena viu a Luz!!, na sua geração isto tem outra conotação… Oh Helena, grande fim de ano!!
    Mas vá lá, finalmente percebeu que a única saída para o Pedrocas é voltar para Milharada ali para os lados de Massamá.

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  15. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    3 Janeiro, 2013 12:59

    Tem razão, Helena.
    É mesmo “o único trunfo de Passos Coelho”, “escolher o momento em que se demite”.
    O resto parece que é só duques e “cenas” tristes.

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  16. the lost horizon's avatar
    the lost horizon permalink
    3 Janeiro, 2013 13:46

    A dona Helena atirou a toalha no ringue!
    Agora não venha com merdas, de que tem de ser o SNS (SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE) a tratar do estado pós-traumático, do seu idolatrado pugilista.

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  17. João Braga's avatar
    João Braga permalink
    3 Janeiro, 2013 14:06

    “…corta os empréstimos aos cidadãos…”

    deveriam ser para:

    “…e crédito armadilhado para estimular o consumo,…”

    Duatre, então???

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  18. ora porra's avatar
    ora porra permalink
    3 Janeiro, 2013 14:18

    A corja “cumentadeira” que por aqui se espaneja não terá mais nada a fazer do que vomitar disparates?
    Com vários nicks, é sempre a ignorância desmiolada que se manifesta. Nem por um momento ocorrem a tais bestuntos as consequências da solução que preconizam para o país – se é que preconizam alguma, claro.

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  19. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    3 Janeiro, 2013 14:41

    Já comecaram as Presidenciais e atendendo ao respectivo passado” revolucionario” este candidato deve ter apoio por estas bandas.

    O presidente da Comissão Europeia defendeu hoje em Lisboa “sensatez nas decisões e na maneira de as comunicar” como factor essencial para o sucesso dos programas de ajustamento, que requerem “condições políticas e sociais de sustentabilidade”.
    Durão Barroso falava na sessão inaugural do Seminário Diplomático, subordinado ao tema “Projectar Portugal”, que decorreu hoje de manhã na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

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  20. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    3 Janeiro, 2013 15:16

    Duarte, concordo consigo. Só que para tornar o SNS sustentável a ideologia não vai bastar.
    Abebe Selassie -«Se quiserem ter um grande estado providência em Portugal, tudo bem, mas têm de saber como pagar por ele». Não vai ser com este esforçado ministro que vamos lá. Quando eu tiver tempo abordarei o tema em termos superficiais. Estamos de acordo com o objectivo, existência de um SNS tendencialmente gratuito, mas diferimos no método. A mudança tem que ser drástica. Com gente como o Duarte é sempre possível entendimento.

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  21. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    3 Janeiro, 2013 15:20

    Cuidado, ora porra.
    Eu, “bestunto”, membro da “corja cumentadeira”, não preconizo a instabilidade política.
    Constato apenas uma crua realidade. O seu “sócrates”, idêntico ao tal dos outros, falhou em toda a linha.
    E a si é que, a propósito de tudo e de nada, vem o “cu” à boca. 😉
    A Helena deu a última solução. Eu apenas concordei. 😉

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  22. Esmeralda's avatar
    Esmeralda permalink
    3 Janeiro, 2013 15:46

    BATER COM A PORTA… EIS O QUE MUITOS ESTÃO MESMO A PEDIR!!!!

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  23. A C da Silveira's avatar
    A C da Silveira permalink
    3 Janeiro, 2013 15:59

    Portugal já tem problemas suficientes para lhe acrescentarem outros que não existem. Estou a falar do dinheiro que o estado está a meter no Banif. Esse dinheiro vem dos 12000 milhões da troika para recapitalizar os bancos, os bancos têm um prazo para pagar os empréstimos, e o estado ainda cobra um fee de 4,5% pela intermediação. Dizer que é dinheiro dos contribuintes, é pura ignorância!
    Quanto à demissão do Passos Coelho, já devia ter ocorrido no final de Novembro, e nesta altura deviam estar a ser preparadas novas eleições.
    Assim o 1º ministro escusava de levar a facada nas costas que o Presidente da Républica lhe espetou na mensagem de Ano Novo. E não foi por mandar três artigos do OGE/2013 para o Tribunal Constitucional.
    Por mim, mal posso esperar para ver outra vez o PS no governo. Para nos tornar mais felizes a todos!

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  24. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    3 Janeiro, 2013 16:53

    Os troika-passistas a ficar nervosos 🙂

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  25. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    3 Janeiro, 2013 17:15

    Caramba, onde isto já vai:
    Cavaco a dar facadas no Coelho!
    É um filme de terror.
    O Relvas já veio do reveillon no Brasil?

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  26. neotonton's avatar
    neotonton permalink
    3 Janeiro, 2013 17:15

    Esse dinheiro vem dos 12000 milhões da troika para recapitalizar os bancos

    Alguém diz que as coisas nao andiveram a rodar de todo bem nos Bancos de Portugal. Digo, melhor dito, o Dr Silveira diz.

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  27. tric's avatar
    tric permalink
    3 Janeiro, 2013 17:19

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  28. J. Madeira's avatar
    J. Madeira permalink
    3 Janeiro, 2013 17:24

    Puro delirio da autora, falta vendar o resto ( àguas, ctt, cp-mercadorias, etc.), só depois irá
    para África dele, gozar as comichões que o partner facilitador angariou … num país sem
    tratado de extradição com Portugal!!!

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  29. ZÉ DA LOTA's avatar
    ZÉ DA LOTA permalink
    3 Janeiro, 2013 18:02

    Ó Relvas…. Ó Relvas…..Rio de Janeiro à vista, sou contrabandista de amor e saudade e quero vender a TAP….Adivinhem com quem passou o Dr. da Mula Russa o revelion????.

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  30. votoembranco's avatar
    votoembranco permalink
    3 Janeiro, 2013 18:14

    Eu já ficava satisfeito se trocassem o Farsola por outro burlão, mas menos imbecil!

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  31. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    3 Janeiro, 2013 18:37

    Olhe, D. Helena:
    Eu tenho uma enxadinha e uma horta.
    Também tenho uma capoeira com galinhas.
    Vou comendo e bebendo e não devo nada a ninguém.
    Não gosto de coelhos de plástico.
    Estou-me borrifando para o PSD e para o governo.
    Apenas quero que chova de vez em quando, mas isso não é com os seus ídolos.
    Mais alguma coisa?

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  32. atom's avatar
    atom permalink
    3 Janeiro, 2013 18:43

    Era uma vez um Gaspar, que fazia parte da corte, e que vestia um fato feito de um tecido invisível chamado génio, que lhe conferia o dom de acertar nas medidas que tomasse e tinha a característica de só poder ser visto por pessoas inteligentes. Apesar do homem estar nu para as pessoas mais avisadas nem o povo nem a corte queriam fazer o papel de pouco inteligentes e por isso fingiam que o homem ia vestido.
    Porém com o decorrer do tempo verificou-se que todas as medidas que o homem tomava davam resultados diferentes do previsto.
    Assim o número de pessoas que viam o Sr. vestido foi rareando até que restaram apenas três crentes. Um membro da corte que muda tantas vezes de fato e de pele que quando vê um membro da corte nu assume que ele esteja em transito entre duas mudanças de roupa e portanto, para a sua larga visão, tecnicamente vestido. Um ex funcionário com carreira internacional que lhe convém manter o mito do tecido génio, pois julga que também veste o mesmo tecido. E por último o chefe que vê convictamente o homem vestido mas não por tecido totalmente invisível mas sim a brilhar com purpurinas.

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  33. Zegna's avatar
    Zegna permalink
    3 Janeiro, 2013 19:04

    Os opositores do PSD nao existem verdadeiramente, os que existem andam entretidos em greves e manifestaçoes porque quando for a altura das eleiçoes ficam quietos e mansos e nem sequer votam porque saborear uma a abstençao otaria fica sempre bem na democracia .

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  34. JDGF's avatar
    JDGF permalink
    3 Janeiro, 2013 19:08

    A C da Silveira,
    “…Esse dinheiro vem dos 12000 milhões da troika para recapitalizar os bancos, os bancos têm um prazo para pagar os empréstimos, e o estado ainda cobra um fee de 4,5% pela intermediação. Dizer que é dinheiro dos contribuintes, é pura ignorância!
    Falta prever um cenário não despiciendo.
    Se o BANIF, apesar a ‘injecção’, das ‘guerras intestinas’, etc, for à vida, como é?
    Mandamos os ‘credores’ assentarem no tecto?

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  35. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    3 Janeiro, 2013 19:38

    Para C das Silveira e JDGF

    Nao tenho muito tempo agora ( mas voltarei ao tema)
    Explico apenas que a comissao que o estado vai cobrar pela intermediacao do empréstimo aos bancos sera reflectida no spread que os bancos aplicarem aos empréstimos que concederem Claro que os banqueiros nao sao parvos e seremos sempre nos a pagar.

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  36. Paulo Roxo's avatar
    3 Janeiro, 2013 20:09

    No lugar dele, se o TC decidir algo contrário ao plasmado na lei do orçamento, demitia-me logo.

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  37. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    3 Janeiro, 2013 20:53

    Ora Porra
    “Nem por um momento ocorrem a tais bestuntos as consequências da solução que preconizam para o país – se é que preconizam alguma, claro.”
    .
    Para haver uma solução é preciso haver um problema. Sabe explicar então qual é o problema – se é que sabe, claro?
    E já agora, se por acaso conhecer o problema – de que duvído – é capaz de apresentar a solução que preconiza – se é que preconiza alguma, claro.

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  38. pedro's avatar
    pedro permalink
    3 Janeiro, 2013 20:53

    Paulo Roxo: ele não se demite nada porque agora está no pote e tem de alimentar a clientela partidária. O sr Seguro também não quer o poder ,estamos super-falidos,pior que aquilo que dizem .O sr passos diz que vai cortar 4000milhões mas o corte tinha de ser de 15ooomilhões ,mesmo com o corte de 4000milhões já ficava aí um milhão de portugueses com o RSI. A coisa está negra e ou o sr Passos muda de política ou vai também estudar como o outro.

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  39. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    3 Janeiro, 2013 22:12

    proposta de compensação por despedimento: 12 dias/ano trabalho…com base na média europeia … diz o governo
    a proposta acima é baseada no facto da média dos vencimentos de portugal estar ao nível da média europeia … digo eu.

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  40. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    3 Janeiro, 2013 22:45

    perigosos sindicalistas a viver acima das possibilidades:
    http://www.publico.pt/politica/noticia/gabinetes-ministeriais-ignoram-austeridade-1579414

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  41. General's avatar
    General permalink
    3 Janeiro, 2013 22:52

    Exactamente o único trunfo do Sporting , sair do campeonato e deixar os outros a jogar ao pau com os ursos.

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  42. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    3 Janeiro, 2013 22:55

    Ó portela, está referir-se a isto?
    O DIAP de Lisboa abriu um inquérito-crime contra 14 ministros do Governo Sócrates, sabe o Económico. março, 2012

    “O caso teve origem numa queixa apresentada pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), que enviou documentação de 14 ministérios do anterior Governo para o Ministério Público para averiguação depois de suspeitar de ilegalidades civis e criminais no uso de cartões de crédito, subsídios de residência e despesas de representação.
    A ASJP suspeitou, depois da análise dos documentos, que existiam indícios de uso de dinheiro público para fins pessoais, o que poderá consubstanciar crimes de abuso de confiança ou de peculato.
    Questionado pelo Económico, fonte da PGR confirmou que “deu entrada no DIAP de Lisboa a 20 de Março a denúncia apresentada pela Associação Sindical de Juízes”. E acrescenta que “a mesma foi registada como inquérito-crime”. Os juízes tinham apresentado queixa de 14 ministros, à excepção dos ministros da Justiça (Alberto Martins) e da Agricultura (António Serrano), que entregaram toda a documentação. Os restantes ministros entregaram a documentação – cuja apresentação foi imposta pelo Supremo Tribunal Administrativo – incompleta.
    Na sequência dos cortes orçamentais no orçamento do Estado para 2011, a ASJP, contestando estes cortes, exigiu ver as despesas dos gabinetes do então Governo de José Sócrates. A documentação não foi enviada e os juízes recorreram para o Supremo Tribunal Administrativo, que lhes deu razão recentemente. A informação chegou há algumas semanas e a ASJP decidiu fazer uma denúncia”.
    O oliveira martins enquanto o fugitivo lá esteve não viu nada , o constâncio também não, estamos todos a brincar.

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  43. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    3 Janeiro, 2013 23:02

    javitudo, Posted 3 Janeiro, 2013 at 22:55
    .
    vce parece ser um tipo teimoso mas eu insisto, também: esse tipo de recado é para o largo do rato; não sei se me fiz entender; senão, vou passar a substituir “teimoso” por outro adjectivo mais apropriado.

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  44. tric's avatar
  45. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    3 Janeiro, 2013 23:57

    portela, você não percebe que a pseudo oposição à esquerda é folclórica. Quando me refiro ao ratos englobo a única oposição que existe no papel. De resto está cheia de comunas e vários tipo de escumalha, como sabe, tipos que desertaram há muito do partido com as paredes de vidro, linos, mendonças, magalhães, pinas mouras etc.
    Ultimamente deram em despedir trabalhadores, espero que não seja o seu caso.
    Os berloques sempre danadinhos por se juntar aos ratos, ninguém os leva a sério. O Bloco de Esquerda é uma caldeirada partidária mal misturada, um partido claramente constituído e apoiado pela pequena-burguesia, radicalistas incipientes. Às vezes lá importam um marmanjo nórdico para atenazar a polícia durante as manifs ou uma miúda inocente para apalpar um polícia. Valha-nos Deus!
    Não me diga que pertence a esse aglomerado heterogéneo de fachada socialista, minado pela doença infantil do comunismo, o esquerdismo (cuidado com o mercator!…). Será um ingrediente desgarrado desse cozido à portuguesa!
    Você pode dizer que está acima dos partidos, blá, blá, blá, mas não convence ninguém. A sua lábia é a do baptista mal reciclado, com invectivas, denúncias, impropérios e ameaças. A tendência para o ataque pessoal (argumentum ad hominem), isto é, ataca a pessoa que apresentou um argumento e não o argumento apresentado.
    “não sei se me fiz entender; senão, vou passar a substituir “teimoso” por outro adjectivo mais apropriado…”
    Fez-se entender sim senhor, pode usar os adjectivos que quiser. Eu também frequento tascas quando me apetece, nem me aquece nem arrefece.

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  46. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    3 Janeiro, 2013 23:58

    Tudo como dantes quartel general em Abrantes.

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  47. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    4 Janeiro, 2013 00:08

    Os posts de hoje de helenafmatos e de Henrique Monteiro alinham pelo mesmo diapasão, ou seja, Passos deve demitir-se. Entendo que este OGE foi uma provocação para promover a participação do tribunal constitucional e levar à demissão do governo passando as culpas do desastrada governação para o tribunal. Ou seja o governo tendo chegado a conclusão que nao conseguia dar a volta a situação desastrosa do pais, cozinhou esta situação. A ser verdade estamos na presença de autênticos lunáticos perigosos.

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  48. Buiça's avatar
    Buiça permalink
    4 Janeiro, 2013 00:34

    Costuma dar imensos resultados despedir o treinador a meio da época, melhores ainda quando nem se sabe quem será o seguinte.
    O memorando foi aprovado por larguíssima maioria dos deputados eleitos, as eleições são de 4 em 4 anos, aguenta, não chora.
    cumps,
    Buiça

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  49. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    4 Janeiro, 2013 00:53

    O país será salvo por cromos como os “Javitudo’s” – normalmente apartidários e em que a sua política é o trabalho. No fundo, são os mais acérrimos conservadores, defensores do xistema e também que mude alguma coisa para que tudo fique na mesma. Bem empregados, ou “empreendedoristas” vindo das jotas, fizeram fortuna “a trabalhar”, odeiam qualquer empregado sindicalizado ou reformado com mais de 1350€. Licenciados pela câmara do padrinho, pós-graduados e mestrados por Bolonha e pelas universidades que já não existem e acham que ISCTE é um organismo militar por ficar na avenida das forças armadas.
    Para eles toda a oposição é composta por socratinos ou por inimigos da pátria, alinhados com a koreia do norte ou com a albânia. Os nossos “javitudo’s”, para além de problemas mal resolvidos com o PREC e com a sua própria orientação sexual, têm horror aos funcionários públicos mas adoram VGaspar – um homem do “sector privado da bela Europa”que faz inveja a qualquer gestor da SONAE.
    O país está mais pobre e triste mas para os nossos cromos não aquece nem arrefece; para eles o problema são a “corja cumentadeira”…

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  50. Basto_eu's avatar
    Basto_eu permalink
    4 Janeiro, 2013 08:49

    Não há mé nem meio mé, é urgente pôr as pessoas a trabalhar e a ganhar por metade dos direitos adquiridos…o resto é letra. Tetos nas pensões, nos salários e nos subsídios de desemprego…SNS só para quem não o pode pagar. Cortar também as verbas atribuidas aos partidos, eles que se financiem. E, por alma de quem é que os funcionários públicos têm de ter mais privilégios que os que o não são?…Onde está aqui a tão proclamada EQUIDADE?…Se é evidente que foram os fp os mais beneficiados, lógico que terão de ser estes a ser chamados a contribuir com mais do que os outros. Se o Pedro não fizer isto é burro, pode ter a certeza que o fugitivo fá-lo á…

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  51. ora porra's avatar
    ora porra permalink
    4 Janeiro, 2013 09:55

    Apreciei as reacções dos parvalhões que se picaram com o meu comentário.
    Sem darem por isso, claro, apenas vieram confirmar o que escrevi.

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  52. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    4 Janeiro, 2013 10:51

    ora porra
    Escreveste alguma coisa, pá?

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  53. Algarvio's avatar
    Algarvio permalink
    4 Janeiro, 2013 11:38

    Ó Portela!
    Não te babes tanto que ainda te engasgas.

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  54. Andre's avatar
    Andre permalink
    28 Março, 2013 18:19

    Recupero este seu post apenas para concordar agora consigo.

    É lamentável que Passos tenha metido a revisão constitucional na gaveta quando era realmente esse o seu mais importante projecto político. Foi uma decisão que claramente visava não afastar(assustar?) eleitorado mas que se revela “fatal” para o governo.
    Passos não consegue governar com esta constituição e a sua eleição dependeu de ignorar a sua revisão no passado. Portas não participa no governo, à direita, pois pensa no futuro (i.e. na sobrevivência) do partido minoritário da coligação.

    O frágil e despedaçado PS que existe agora, não reúne qq confiança para se fazer eleger em maioria absoluta quanto mais para governar em maioria relativa. Estaremos a aproximarmo-nos para uma solução de governo de união PSD-PS (ou tripartido?) com este grupo de fragilizados políticos?

    Caso se confirme uma decisão muito restritiva do TC, Passos Coelho deve demitir-se. Sugeria que se recusasse a continuar a governar à esquerda forçado por uma constituição ideológica, ou com a acção governativa travada no TC. Tanto CDS ou PSD, caso venham a integrar uma solução governativa futura de PS em maioria, devem forçar a revisão constitucional. CDS e PSD devem perceber que o seu principal poder político para mudar alguma coisa para bem no futuro, está apenas nessa solução.

    Se houver eleições, independentemente de quem sejam os “candidatos a primeiro-ministro”, que sejam homenzinhos o suficiente para dizer ao que vêm (se é que isso é possível). Pode ser que isso facilite uma maioria PS com Seguro à frente, mas aí, pelo menos, não saímos de onde estamos agora.

    Alternativas?

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