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a gozar com o pagode

22 Fevereiro, 2013
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Depois do célebre episódio da vírgula, temos, agora, o episódio do “da-de”. Nada tendo contra a sobrevivência dos dinossauros (alguns nem me são antipáticos), há que convir que isto só em Portugal. É para isto que servem um Presidente da (de?) República e um Tribunal Constitucional! Depois queixem-se da monarquia…

13 comentários leave one →
  1. Monti's avatar
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    22 Fevereiro, 2013 19:39

    Cheira-me (mal), que os digníssimos agentes da Justiça, da AR e do palácio de Belém,
    vão ter de esperar pela clarificação final.
    Uma revisão da Constituição Política.
    Chamem-se os pais da Dita.
    Somos assim.

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  2. AA's avatar
    22 Fevereiro, 2013 19:40

    Claro, porque a rainha de inglaterra nunca fez nada de tosco. E os nosso reis foram um exemplo de retidão é inteligência.

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  3. salino's avatar
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    22 Fevereiro, 2013 19:51

    Realmente, não sei bem no andem as coisas, que pensa a esta hora o semi-círculo da República, a não ser voz do PSD, que nos diz o capricho do artigo, visto agora, se não premeditadamente há muito, por quem está disposto a qualquer acto corrupto, qualquer jogo oportunista dado à mafiosa arte da batota, jogo sujo, enganoso e traição, que visto lá está assim, de presidente em três mandatos da câmara, sobra à vista que sê-lo de mais uma a seguir não é da mesma, já… e isto é a pura batota, a arte da inquinação, eh, pensavam que se livravam de nós?, talvez desta câmara e daquela, depois de muitos mandatos, mas, dinossauros obesos e f da pta, nós somos à portuguesa, trafulhas, e PS, PSD, CDS, não há lei que nos chegue, bom-senso, direito e nem presidente, se temos nas mãos até a justiça toda, desde há muito, e ninguém se livra de nós, isso é que é .

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  4. Duarte's avatar
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    22 Fevereiro, 2013 20:04

    Na Monarquia é outro filme.

    É mais putedo, consanguinidade e loucos. Também não deixa de ser divertido

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  5. @!@'s avatar
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    22 Fevereiro, 2013 20:31

    É pagode ou pagoda?

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  6. Fincapé's avatar
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    22 Fevereiro, 2013 21:54

    O Paulo Rangel deve estar orgulhoso com a redação dada à Lei. Eu pelo menos estou. Depois de ler os três pontos do art.º 1.º concluí que muitos outros portugueses que conheço afinal não são assim tão maus como eu pensava.
    E não espero que se investigue quem é que mudou o texto. Primeiro, porque ele seria sempre mau de uma maneira ou de outra; segundo, porque, imaginando como funciona a AR, não creio ser possível descobrir tal coisa.
    Se tivéssemos Dom Duarte como o mais alto magistrado da nação… bom, não sei, não sei… da… de… será que ele notaria as subtilezas do texto?
    A Paulo Rangel e ao companheiro socialista que o ajudou é que deveriam dar o prémio “azelhas do ano”. Ao resto dos deputados talvez o prémio “os cheios de sono do ano”.

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  7. piscoiso's avatar
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    23 Fevereiro, 2013 01:01

    Até aposto que foi um teclado que há muito tempo devia ter sido substituído.

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  8. medinaribeiro's avatar
    23 Fevereiro, 2013 09:25

    Hoje, no «DN», Ferreira Fernandes chama a atenção para o facto de ele, já há 3 semanas, ter denunciado este absurdo, agora anunciado como um a grande descoberta:

    Ontem, o Expresso titulava: “Cavaco deteta erro na lei de limitação de mandatos”. O artigo dizia que o texto publicado, em 2005, no Diário da República sobre a lei da limitação de mandatos não corresponde ao que foi aprovado pela Assembleia da República. E citava “fonte de Belém” que dizia que os serviços da Presidência ao “detetarem” o erro – a troca de um “da” por um “de” – “alertaram” a presidente da AR, Assunção Esteves. Ora, há três semanas, a 30 de janeiro de 2013, publiquei, aqui, uma crónica intitulada “O eterno lobby da vírgula.” Nela, eu perguntava: “Não conhecem a história do “da” que virou “de”?” E eu contava como, em 2005, a proposta de lei sobre mandatos, desde que foi apresentada pelo Governo, até ao decreto de publicação da AR, passando pelo que foi votado, falava sempre em “presidentes da câmara”. E denunciei o facto de a lei, ao aparecer no Diário da República (Lei 46/2005 de 29 de agosto), falar em “presidentes de câmara”… Sobre a diferença entre a preposição “de” com ou sem o artigo definido “a” disse, então, o que tinha a dizer e é assunto que agora apaixona os partidos (ontem, choveram declarações). Mas, hoje, quero lembrar aquele meu patrício luandense que prendeu um gatuno. Quando este estava a ser levado pela polícia, o meu patrício insurgiu-se: “O gatuno é meu!” Belém não diga que “detetou” no Diário “da” República o que pescou aqui no Diário “de” Notícias. Obrigado.

    NOTA (CMR): a referida crónica de F. F. pode ser lida, p. ex., [AQUI].

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  9. medinaribeiro's avatar
    23 Fevereiro, 2013 09:29

    O ‘link’ que indiquei não está a ‘funcionar’ bem.
    Aqui fica, pois, a referida crónica de Ferreira Fernandes:

    O eterno ‘lobby’ da vírgula
    Por Ferreira Fernandes
    HÁ CONFUSÃO com o pagamento em duodécimos. Claro. Uma lei embrulhada é uma boa lei…
    Não conhecem a história do “da” que virou “de”? Um dia, decidiu-se limitar a três os mandatos dos presidentes da câmara. Em 2005, o Governo fez uma proposta de lei sobre mandatos, onde se escrevia “o presidente DA câmara…” E não “presidente DE câmara…” A nuance contava. Estava escrito “da”, com a preposição “de” junta ao artigo definido “a” porque se tratava sempre de uma determinada câmara. Dizia-se, pois, que o presidente da câmara de, p. ex., Ovar não podia concorrer ao quarto mandato em Ovar (e só estava impedido em Ovar, não nas outras câmaras). E foi o que aprovou o Parlamento: o decreto de publicação da AR, a 8 de agosto de 2005, também dizia “da”. Lá está, era uma lei má: era clara! E quando apareceu no Diário da República (Lei 46/2005 de 29 de agosto) já vinha escrito “presidente DE câmara”. Isto é, a lei promulgada (mas não votada) passou a ambígua, colocando a hipótese de um presidente de câmara não poder concorrer a um quarto mandato onde quer que fosse. Uma boa lei, manhosa, pedindo pareceres. A confusão estava instalada e a Comissão Nacional de Eleições teve de fazer uma reunião extraordinária para interpretar a lei…
    Não tratei aqui sobre o que é certo, impedir quatros mandatos só na própria câmara ou em todas. Confirmo é que havendo alternativa entre lei clara e confusa, prefere-se sempre esta. Cherchez le juriste…

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  10. André's avatar
    André permalink
    23 Fevereiro, 2013 09:35

    Não sei bem quem é pior: se o presidente por ser (e é mesmo!) um dinossauro que faz tudo pelo partido, ou o Rui, que é outro dinossauro que ainda acredita em milagres e acha que um rei não faria a mesmísima coisa, se tal lhe conviesse. A questão do regime não se aplica neste e nos casos que o Rui tanto gosta. Se se sente mal por não ter rei, sugiro que emigre para um país monárquico, de preferência o Butão, que é bem longe e até há poucos anos era absolutista.

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  11. Ajom Moguro's avatar
    Ajom Moguro permalink
    23 Fevereiro, 2013 11:13

    Independentemente da colecção de saca-rolhas que seja aplicada para sacar da lei, não posso concordar que autarcas possam saltar de galho em galho de Sintra para Lisboa como de Faro para Braga. Neste sistema transparece claramente que tais habilidades são da obra e graça exclusiva de interesses e estratégias dos altos comandos partidários. Penso mesmo que tais candidaturas só deveriam ser permitidas a candidatos com residência ou actividade registada nos respectivos concelhos durante um determinado tempo. Somos na verdade um País com gente sempre com a vírgula entre as pernas para dar e vender à vontade do freguês. ae!?

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  12. josegcmonteiro's avatar
    25 Fevereiro, 2013 11:43

    Quando é preciso renovar e seguir em frente, muitos só sabem ver o lado donde cai o milho: são os melros Meneses, Seabras e Companhias!

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  13. economista's avatar
    economista permalink
    27 Fevereiro, 2013 21:07

    A Ética segundo Cavaco Silva
    by Ricardo Lima

    Cavaco descobre erro na lei de limitação de mandatos
    Cavaco Silva despertou do sono em que esta imerso para demonstrar o seu conhecimento nas matérias da gramática. O homem que não percebe de economia – pois arruinou a nossa – nem de ética, pois nunca a teve e sempre andou de braço dado com quem a repudia, sabe de português e teve a amabilidade de revelar ao país um erro de escrita numa lei que ele próprio promulgou. A dúvida aqui, mais que saber o porquê do PR se ter insurgido tarde e a más horas com a troca de um “da” por um “de” (onde está escrito “de” devia estar “da”) está no porquê de o ter feito precisamente no momento em que dois dinossauros do seu partido enfrentavam a justiça com base na mesma lei que pretende invalidar. Não lhe chegava ter levado ladrões, vigaristas e assassinos às mais altas posições do Estado em Portugal. Não lhe chegava ter iniciado a política do Betão e o sobredimensionamento da Administração Pública. Não lhe chegava ter apunhalado Santana Lopes, levantado o caso das escutas a Belém, ter estendido o tapete vermelho ao Consulado Sócrates. Apesar de se encontrarem dentro da legalidade, estas acção do Presidente da República constitui um acto de corrupção, de favorecimento, de troca de influências a fim de permitir que alguns dinossauros do tempo do Cavaquismo continuem a dominar o mapa autárquico do país.

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