A monomania das canções
26 Fevereiro, 2013
A história das crises vista do ponto de vista da música dita umas vezes ligeira outras de intervenção. Tema do meu artigo hoje no DE
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A história das crises vista do ponto de vista da música dita umas vezes ligeira outras de intervenção. Tema do meu artigo hoje no DE
Como diz o Camilo-economista-do-regime, historiadores não servem para nada. Vá plantar nabos Dona Helena, seja útil para a economia do seu país.
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No dia 5 de maio de 1994 uns milhares de estudantes manifestam-se frente à Assembleia da República, em Lisboa, contra a realização de uma prova global no 10.º ano de escolaridade. Saltam insultos contra a ministra da Educação, Manuela Ferreira Leite, e contra o primeiro-ministro Cavaco Silva. Alguns estudantes equilibram-se nos ombros de outros, virados de costas para o Parlamento, apontados para as objetivas dos fotógrafos e para as câmaras das televisões: baixam as calças e mostram o rabo.
No dia seguinte o jornal Público coloca a fotografia do momento na capa e titula: “Geração rasca”. Um editorial do diretor acusa os estudantes de transformarem a manifestação “num desfile de palavrões, cartazes e gestos obscenos, piadas de caserna ou trocadilhos no mais decrépito estilo das velhas ‘repúblicas’ coimbrãs” .
O Diário de Notícias titula na capa “Protesto Global” e guarda a foto de um traseiro ao léu para as páginas interiores. O diretor adjunto defende a atuação da PSP e acusa os estudantes de “se atirarem aos agentes e se ferirem ao ‘chocar’ com os bastões policiais”.
Na reportagem assinala-se que, dentro do hemicíclo, o líder da JSD foi o único social-democrata a recusar apoiar a ministra, considerando que “as manifestações estudantis ‘mostram que a negociação não passou pelos próprios estudantes'” e que ia ” formalizar o pedido de suspensão das provas”.
O líder da JSD da altura é o atual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. Ele provém, politicamente, da “geração rasca” e teve de ouvir uns senhores do regime, uns jornalistas respeitosos e uns comentadores amestrados dar-lhe lições sobre boa educação democrática.
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Mais um texto amorfo de HFMatos, preparatório para o post seguinte sobre um seu ideólogo …
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“Aqui chegados creio ter demonstrado à saciedade que as crises e o respectivo acompanhamento sonoro, geralmente medíocre, fazem parte da nossa vida lusitana. E com isso até me conformo.”
É bom que conforme, Helena. Porque se aumentar a cidadania não haverá canções só no tempo de crise. Haverá até que seja possível alterar regimes comandados pelo capital financeiro internacional.
Olhe um livrinho não grande, que se lê bem, e cuja leitura também lhe faria bem:
Raj Patel, “O valor de nada”.
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Conclusão:
Cantemos pois, quando a corja topa da janela……
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“Passámos da fase profética dos tumultos nos subúrbios que iam arder, da última manifestação que era invariavelmente a maior de sempre para as sessões de canto, coisa fácil de organizar e muito telegénica: com dez almas canoras compõe-se um belo momento de televisão.”
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Entretanto os marcianos comunicam-se por beep beep beeps…..
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Ate’ ela….
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Mais uma vez, a leitura do seu artigo faz bem e dá algum ânimo a quem não consegue dizer o que sente por palavras! Fantástico artigo, Helena Matos.
Sabe? Ainda andei a ver se conseguia uns seguidores para ir a Paris, cantar “Chamem a Polícia”, dos Trabalhadores do Comércio, mas não houve grande animação para tal. É claro que podíamos ir cantar a outras portas… Mas por mim, ia a Paris! Muito mais fixe a viagenzinha!
Só espero que quando um automobilista fôr multado não se vire para o polícia a cantar a Grândola… Assim como espero que ninguém se lembre de pedir facturas em meu nome, com essa brilhante “inovação” que anda por aí.
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Em 2008 foi editado o livro “José Sócrates – o menino de ouro do PS”. Para apresentar a obra foi convidado Dias Loureiro. Acertadíssimo. Quem melhor do que um homem de negócios para apresentar uma biografia de um homem de negócios?!
O que o PS terá a ver com isto já não sei, mas isso é problema deles!
Mas isto anda mesmo TUDO LIGADO!!!!
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