Uma ditadurazinha não?
O encenador Luís Miguel Cintra afirmou à Lusa que “estamos à beira de uma grande mudança” e considerou que os atuais protestos de rua “são curtos”, sem projeto de mudança da própria sociedade. Referindo-se à situação atual afirmou: “Não ouso prever, mas estamos à beira de uma grande mudança“. (…) Todavia, o encenador, que frequentou a licenciatura de Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa, e o Acting Tecnhical Course da Bristol Old Vic Theater School, em Inglaterra, considerou que “estes protestos são feitos exatamente em nome dos mesmos valores dos cortes que estão a ser feitos“. “Nunca protestariam se não existisse redução de salários e de subsídios. O sistema de valores são os mesmos dos que protestam e dos que são protestados”. “Um sistema de valores da sociedade de conforto, mas não há um projeto de mudança da própria sociedade”, disse Cintra segundo o qual “isso vê-se nas eleições, que são um desastre total”. “Vai lá tudo eleger as mesmas pessoas, que sucessivamente traem os objetivos das pessoas que votaram nelas. A certa altura não é possível a máscara demorar mais tempo, e tem de existir o nascimento de uma outra organização política e dos cidadãos que não seja esta porcaria do sistema parlamentar, que é uma fraude total“, advogou. Pena o jornalista não ter perguntado o que advoga o encenador em causa.

Uma ditadura esclarecida.
Um sistema entre dois extremos,
linha de Theihard Chardin.
Ou de Singapura.
Ou um nada como o português,
com dois reformados no vértice: PR e Miss AR.
GostarGostar
“Pena o jornalista não ter perguntado o que advoga o encenador em causa.”
A resposta esta implícita nas próprias declarações de Cintra. Deverá nascer na sociedade civil um movimento cívico que condene os políticos mentirosos e corruptos assim como os jornalistas e media que os promovem , abrindo caminho a uma sociedade democrática onde os partidos (políticos) , banqueiros e outros oligarcas não possam andar de braço dado com o intuito de sugar e explorar o trabalho dos portugueses. Para isso a justiça terá que ser independente e terá que funcionar , as leis terão que ser simples , claras e universais e a liberdade com responsabilidade terá de ser o valor supremo da sociedade .
GostarGostar
Ele tem razão. Estamos à beira de uma grande mudança. O país prepara-se para transformar legislativas em referendo logo que possa e fazer o que já foi feito com a eleição de Guterres. Só que desta vez o ponto de partida não são camiões cheios de dinheiro a juro zero. A mudança vai de facto ser radical, e definitiva, até porque a composição da esquerda dita democrática (“não tocamos na ADSE porque a maioria dos beneficiários vota em nós”) indicia estarmos perante a pior fornada de todos os tempos em termos de massa intelectual parlamentar.
GostarGostar
A ditadurazinha vai com a tradiçao portuguesa , sim ou não?
GostarGostar
Subscrevo por inteiro, o pensamento de Miguel Cintra e o comentário de “castanheira antigo”. Por isso, nada mais escrevo.
GostarGostar
Helena, o facto do jornalista não ter feito a pergunta não significa muito.
Isto é, quem critica não tem necessariamente de ter uma resposta sólida, a menos que esteja na seja política.
Eu estou de acordo com Cintra nesse ponto, no entanto a grande mudança não vai ocorrer primariamente no protectorado, está já a ser a outro nível (global). O erro de muitos analistas é olharem por um funil.
No protetorado não vão ocorrer mudanças, elas serão impostas de fora. Como tudo o mais. Permita-me uma analogia grosseira com os clubes de futebol de primeira linha. Quantos portugueses lá vê?
A pilhagem de recursos feita há séculos pelo Ocidente está a chegar ao fim. Aconteceu o mesmo com o Império romano.
Quando a pilhagem acabou os costumes preverteram-se e os bárbaros entraram à vontade, a princípio como serviçais e depois como agressores.
No Ocidente já está a acontecer. Os bárbaros entram por causa da preguiça, da adulteração dos costumes e dos votos que bafejam os partidos que os deixam entrar à vontade. Que se lixem as próximas gerações.
A alteração consiste em orientar as pessoas para se conhecerem a si próprias e para se contentarem com os recursos que podem explorar localmente, em primeiro lugar. Com inteligência e espírito de cooperação não há nada que obste a que muitas parcelas se autonomizem, mantendo a mesma língua, mas não necessariamente com as mesmas fronteiras.
GostarGostar
HFM, Cintra, jornalista e o SNI do Blasfemias. Mais do mesmo.
GostarGostar
uma nova urss com capitalismo de estado e uma nova classe que se defende com hospitais psiquiátricos e goulag (acrónimo)
GostarGostar
Excerto da carta de Christine Lagarde a seguro” … Estou muito grata por esta oportunidade de trocarmos pontos de vista e estou que continue a desempenhar um papel construtivo no apoio às reformas necessárias.”
Não há como uma mulher de respeito para dar uma bofetada de luva branca num indigente.
Vêm aí mais bofetadas. O protetorado está cheio de indigentes, eles abundam em todos os partidos, por isso de uma nação nobre de séculos chegou onde chegou.
Eu sei, eu sei, se reeditassem certas ideologias alguns podiam ser muito felizes.
Hitler, Stalin, Pal Pot tiveram dias preenchidos e multidões a aclamá-los. Kim Jong-il ainda tem.
Chavez e Fidel continuarão a ter depois de mortos. Só que depois do que aconteceu ao túmulo do Lenine não há certezas.
Voltando à paróquia: por mais que o arménio berre, a fenprof vocifere, o vasco lourenço ameace, o geróimo se irrite, o semedo se perfile e a catarina titubeie e a apolónia gesticule, a larga maioria dos tugas parece não acreditar.
Porra, ignaros sois camaradas!
Depois o futebol a distrair….a artroses dos generais a doer …os sargentos que queriam ser generais…os enfermeiros que queriam ser doutores…e os proletários que queriam ser proprietários, é uma confusão!
Vá lá, vá lá, enquanto a omertà vigorar podemos ter algum sossego. O pior é se os aventais se agitam. Até eles aguardam ordens do além. Até agora nada, é exasperante. É uma chatice.
GostarGostar
O Luís Miguel Cintra é formado em Filologia Românica. Mas, salvo erro, a Helena Matos é formada em História, logo, sabe que nas dinâmicas sociais é sempre o descontentamento, o que não queremos, o elemento mobilizador. As alternativas surgem depois, demasiadas vezes por vanguardas iluminadas que rapidamente se separam das massas. Ora, a grande novidade do momento presente, é não existirem vanguardas. Não existem “receitas” prontas a usar. Daí, ser uma situação com grande potencial explosivo.
Já agora: a alternativa à democracia representativa, não é a ditadura. O alargamento da participação dos cidadãos, é a única condição para se acabar com “aparelhos” e aparelhismos.
GostarGostar
grande Cintra que tem mais talento num dedo do pé de que todas as Helenas Matos de corpo inteiro.
GostarGostar
Talento até pode ter…o pior é quando filosofa tal como o castanheira. No real e historicamente foi em tempos de crise como a que vivemos, que nasceram na sociedade civil movimentos cívicos que condenaram os polticos mentirosos e fizeram frente às oligarquias que rapidamente são capturadas pelas vanguardas que se auto-promovem e estabelecem novas oligarquias matando tudo à sua volta e estabelecendo as piores ditaduras.
O resto, aquilo que os Cintras sejam eles de direita ou esquerda sonham, é chegar lá mesmo às suas ditadurazinhas esclarecidas e salvadoras ao contrário dos sonhos metafísicos que vendem de participação cívica.
GostarGostar
Cara Helena Matos
Pela sua transcrição LM Cintra não advoga nada: constata, analisa, conclui talvez, mas não advoga nada.
Não me parece justa asua leitura ” à Público”: não está de acordo, não gosta dele ( que frequentou a licenciatura de Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa, e o Acting Tecnhical Course da Bristol Old Vic Theater School, em Inglaterra) mas a senhora, que eu conheço daqui e de muitos por aí, não merece essa comentário que lhe fez. Ele, não o conheço quase, sei que escrevia sobre televisão (?) num jornal, que teve umas guerras com aquelas catilinárias da Autoridade da Comunicação Social ( Estela e quejandos), mas não o conheço.
cumprimentos
Vasco Silveiro
PS: Já só critico quem respeito – dos outros tenho medo que tenham “raiva”.
GostarGostar
Vamos lá a ver quanto tempo é que esta merda de capitalismo consegue aguentar mais a farsa de democracia em que vivemos sem impôr uma ditadura a sério.
A leninha dará então muito jeito a uma qualquer comissão de censura.
GostarGostar
http://psicanalises.blogspot.pt/#!/2013/02/por-ca-e-corrupcao-com-impunidade-total.html
GostarGostar
“Estamos à beira de uma grande mudança”.
Nós estamos sempre à beira de qualquer coisa. A maioria das vezes, à beira do abismo.
No fundo, somos uns equilibristas.
GostarGostar
Historia marciana
.
GostarGostar
A.Silva
Posted 28 Fevereiro, 2013 at 12:07 | Permalink
Vamos lá a ver quanto tempo é que esta merda de capitalismo consegue aguentar mais a farsa de democracia em que vivemos sem impôr uma ditadura a sério.
A leninha dará então muito jeito a uma qualquer comissão de censura.
___________________
A opor-se, com algum êxito, ao detestável capitalismo só houve um regime: o Stalinismo.
Se é isso que propõe tem duas alternativas: ou vai para a rua com metrelhadora na mão
ou convoce o pagode a votar PCP massivamente . . .~
Entretanto : Por qué no te callas?
GostarGostar
Pelos vistos há muita gente por aqui com deficiência na capacidade de ler ou quer deitar poeira para os olhos.
.
Está tudo aqui. O programa totalitário neo-comunista (perdoe-se a redundância):
””Nunca protestariam se não existisse redução de salários e de subsídios. O sistema de valores são os mesmos dos que protestam e dos que são protestados”. ”Um sistema de valores da sociedade de conforto, mas não há um projeto de mudança da própria sociedade”
.
O Cintra não aceita que uma pessoa escolha o conforto, a vida familiar. Para ele não há pessoas há uma máquina chamada sociedade e claro não concorda que a sociedade tenha muitas vontades, muitos gostos, muitos objectivos – as pessoas sejam pessoas. Para ele a sociedade deve ter a unicidade de uma máquina com um propósito.
Por outras palavras tribalismo sob disfarce ideológico.
GostarGostar
A inteligência contra os néscios e néscias deste país
http://www.jasonberryauthor.com/works/render.html
GostarGostar
Correcção o ficheiro paranaense post é este
O outro é sobre o Vaticano e é muito interessante
GostarGostar
O lucklucky tem lido muita banda desenhada. 😉
GostarGostar
Eheh, e a Helena está feliz de ver que o encenador e filólogo não acha alternativa à fraude total em que estamos e ela se sente como peixe, se não há alternativa e a vivência em democracia vai dar a este beco sem alternativa, se é mesmo assim.
GostarGostar
O retornado/deslocado sonha todas as noites com o Zé dos bigodes
GostarGostar
A Helena a pôr-se na pele daqueles jornalistas em quem tanto gosta de zurzir.
Dizer que um dado regime está condenado a perecer, não significa necessariamente advogar os beneméritos de uma qualquer ditadura que está ao virar da esquina.
GostarGostar
O problema de HFMatos não é tanto com Cintra; os problemas existenciais de HFMatos são mais da ordem do que ela costuma chamar de … jornalismo de causas. A historiadora, de quem só se conhece trabalhos na comunicação social, tem problemas mal resolvidos com os Jornalistas. Ponto.
GostarGostar
Tem gente que ainda não percebeu que a democracia é a pior das ditaduras, porque é a completa alienação do indivíduo e a vitória do rebanho, guiado pelo seu pastor e o seu cão. Depois dizem: “a voz do povo é a voz de Deus”, e quem não concordar vai para o inferno.
GostarGostar
“Words, words, words” – do Cintra ( que soube escolher o pai…) e de todos nós. Tiques herdados de tempos em que tinhamos mais alguma coisa do que “sinais exteriores de independência”…
Senhores, enquanto a Auto-Europa se mantiver por cá, “no pasa nada”.
GostarGostar
a ERC acaba de escrever a JMF e a HFM:
http://www.publico.pt/politica/noticia/erc-iliba-nuno-santos-no-caso-das-imagens-sobre-confrontos-frente-ao-parlamento-1586179
GostarGostar
relvas e a sua camarilha na administração da RTP fizeram um processo sumario ao homem, para o sanear.
Esta claríssimo.
GostarGostar
Perfeitamente de acordo com Cintra. Nem mais nem menos.
GostarGostar
Fernando Dacosta
A Passos Coelho e a Vítor Gaspar aconteceu a pior coisa que pode suceder a um governante em Portugal: de temidos passaram a desprezados. Não perceberam que a posição de superioridade e arrogância que tomaram, de pesporrência e insolência que exibiram, é muito imprudente em políticos sem currículo, sem obra, sem reconhecimento. Como os não tinham, disfarçaram a ignorância com a sobranceria, a impreparação com o autismo; cheios de vento, golpearam identidades, tradições, direitos, culturas, dignidades. Acabarem com o feriado do 1.o de Dezembro foi uma das piores leviandades cometidas; o ódio que fomentaram nos funcionários públicos e nos reformados, uma canalhice; a aldrabice sistemática que utilizam, um opróbrio; o esbulho da classe média, uma hecatombe fascizante.
Emproados internamente, provincianos externamente, revelaram-se subservientes com os de cima e despóticos com os de baixo. O servilismo mostrado ante os senhores germânicos tornou-se pungente de ver, repugnante de aceitar. O seu comportamento contagiou ondas de roedores contra a dignidade portuguesa, o que leva as populações a execrá-los ao som da “Grândola”, canção-hino de liberdade e júbilo.
Presidente, ministros, secretários de Estado e afins não podem já sair à rua sem ser vomitados. Ao perceber que o rei vai nu, o português entre-_gou-se ao escárnio, perdendo o respeito, o medo, a paciência. Ora quando tal acontece torna-_-se impossível ao governante a governação, diz a história e o bom senso. Este executivo vai desmoronar-se pontapeado pela ira e pela chacota – mistura letal entre nós.
Escreve à quinta-feira no í
GostarGostar
Os marcianos sonham com manifs como esta….

.
GostarGostar
“assim como os jornalistas e media que os promovem”
Assim se começam as ditaduras e a censura intelectual. É alegar que tal publicação jornalística ofende o muito democrático.
GostarGostar
Miguel Cintra estava a antecipar, ou a comentar, Pepe Grillo
GostarGostar
Lido no Insurgente:
Vi há pouco esta reportagem na SIC sobre o movimento de cidadãos “Que se Lixe a Troika” e tive muita curiosidade em saber mais um pouco quem são estes cidadãos tão empenhados em contestar quem nos empresta dinheiro para pagar as contas.
O jornalista começa-nos por apresentar detalhadamente a Tatiana Moutinho : tem 40 anos, é mãe, é solteira e investigadora de biologia celular e molecular. Mas há um pormenor que escapa ao jornalista que, como eu podia pedir ajuda à Google (BTW deveriam ser os jornais a pagar à Google por os ajudar a fazer melhor o seu trabalho). A Tatiana, como cidadã livre que é, foi candidata independente às eleições legislativas de 2009 pelo circulo eleitoral do Porto pelo Bloco de Esquerda (http://antigo.porto.bloco.org/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=551).
Tudo bem, terá escapado ao jornalista, ou então, dado que o movimento de cidadãos “Que se Lixe a Troika” é um movimento apartidário tenha também pessoas relacionadas com vários partidos e isso não fosse relevante.
De seguida, temos a Amarilis Felizes, estudante de teatro que, como infelizmente muitos de nós, não “sabe saber” desde quando tem medo do desemprego. Mas aí o Público ajuda-nos a saber que não deve ser há tanto tempo assim, porque, para nossa inveja, Amarilis tem 22 anos (http://p3.publico.pt/actualidade/educacao/2592/usar-o-teatro-para-denunciar-o-estado-do-ensino-superior) e pelo menos esteve a fazer workshops de teatro para o Bloco de Esquerda (http://www.esquerda.net/sites/default/files/files/festa%20musica%20leiria%20out-web.pdf) e eu não acredito que o Bloco de Esquerda pactuasse com situações de precaridade. Gosto desta Amarilis, tem um ar simpático, um nome que não se esquece e com 22 anos e esta iniciativa toda, tem tudo para a vida lhe correr muito bem.
O próximo cidadão é o Adriano Campos do qual o jornalista nos diz muito pouco excepto que é da “Organização”. Mas pela conversa deve ser o ideólogo do grupo. Uma artigo da Lusa, também de hoje, publicado na SIC Noticias (http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2013/02/28/diversidade-e-luta-contra-o-medo-no-que-se-lixe-a-troika), informa-nos que o Adriano é Bolseiro de Investigação e que pertencia aos movimentos “Geração à Rasca” e “Precários Inflexíveis”. E, mais uma vez, o Google permite-nos saber através do blogue do Bloco de Esquerda que ele é “Sociólogo e Activista Precário” (http://www.esquerda.net/autor/adriano-campos) e que discorda com Daniel Oliveira sobre o método como o Bloco de Esquerda deve chegar ao poder (http://www.esquerda.net/artigo/como-ir-para-o-governo-deixando-esquerda-pelo-caminho) e que tem opiniões muito vincadas sobre pequenos grupos dissidentes que ameaçam a unidade do Bloco de Esquerda (http://adeuslenine.blogspot.pt/2011/12/e-apenas-fumaca.html). Também acho que tem potencial, escreve algumas coisas com bastante inteligência, quando crescer pode vir a ser um novo Francisco Louçã.
Por fim, temos a Paula Sequeiros, que a peça nos diz ser também bolseira de investigação (Ui três em quatro são investigadores? Que coincidência) e que o Google nos ajuda a perceber que também foi candidata à Lista Coordenadora da Concelhia do Porto (http://antigo.porto.bloco.org/index.php?option=com_content&task=view&id=1372&Itemid=66) de um partido político que, é escusado dizer qual é.
Aparentemente ao acrítico jornalista, escaparam-lhe alguns detalhes que nos ajudavam a perceber melhor a história que ele estava a contar. Fica um conselho: Google.
Quanto ao movimento “Que se Lixe a Troika”, é totalmente legítimo o Bloco de Esquerda lançar uma marca diferente para captar mais pessoas para as suas acções. É uma boa estratégia de marketing. Esta malta tem de facto muito potencial e sabe o que faz.
GostarGostar
As palavras de Cintra, tanto serviriam para Mussolini como para Castro. Ficamos sem saber qual o figurino autoritário, mas correspondem grosso modo a uma famosa entrevista – logo apressada e ingloriamente negada pelo autor da mesma – que o líder do pc concedeu a Oriana Falacci. A “democracia” só serve, se o resultado das eleições for aquele que uma minoria iluminada julga serem os mais correctos, especialmente se os intelectos de serviço fizerem parte da vanguarda dirigente.
Se o Sr. Cintra e os seus irados manifestantes quisessem apresentar algo de novo, teriam muito por onde escolher, desde o sistema do sufrágio – abolindo o de lista e introduzindo um de proximidade entre eleitos e eleitores -, até à reorganização do poder local, a simplificação do aparelho o Estado – eliminando-se tantas entidades supérfluas que se sobrepõem, incluindo Supremos, etc -, um novo rumo para a nossa política externa – voltando-nos para âmbitos extra-europeus -, exigindo menos intervenção estatal na vida da população e por aí fora. No fundo, estes indignados são extremistas conservadores, precisamente quando já não há dinheiro para a satisfação de muitos dos “direitos adquiridos”, vulgo os tais subsídios que os Cintras deste mundo tão bem conhecem. Ainda não repararam que esta monomania estatista é uma involuntária apologia a Salazar? Rádio, tv, cinema, “abonos”, publicações…. tudo sob a tutela da arca do Estado e por isso mesmo, menos livres, mais dependentes de caprichos e da corrupção amiguista, mais injustas nas concessões e porque não?, menos inovadoras.
GostarGostar
As palavras de Cintra, tanto serviriam para Mussolini como para Castro.
.
Vou comentar o comentario do Nno Castelo-Branco com a pergunta:Mussolini ou Castro estao na tradicao portuguesa?
GostarGostar
Jornalistas e políticos são todos a mesma merda. Obviamente há excepções: alguns que escrevem nos jornais e não são jornalistas, alguns dos que desempenham cargos políticos e não são dos partidos. Cintra não é nada do que a pobre Helena imagina. Cintra hoje é outra coisa e está a criticar a sociedade toda nos seus ‘valores’, iguais para comunas e liberais, para bloquistas e neoliberais: todos são materialistas empedernidos. A pobre Helena não percebe português: Cintra disse que os protestantes das manifs, os indignados, partilham exactamente os mesmo valores daqueles que impõem os cortes. Isto não lhe faz cócegas no toutiço? Será assim tão difícil de entender? Cintra nada a ler muito Padre António Vieira, a helena, coitada, ela e os lobotomizados que por aqui borbulham não lêem porra nenhuma.
GostarGostar
Cintra anda a ler…
GostarGostar
Parece que fiz uma troca de “cintras”, de que peço desculpa: deste não sei mesmo nada!
GostarGostar