Sebastião, os bancos e a Adc.
Finalmente – mesmo finalmente também porque em fim de mandato do seu Presidente – a Autoridade da Concorrência (Adc) faz , por sua iniciativa, qualquer coisa sensível e que suscita realmente a atenção do país.
Ao contrário de outros antecedentes casos mediáticos para os quais foi “empurrada”, ficando a ideia (certa ou errada) na opinião pública(da) de que tinha sido meramente reativa (vg., revenda de combustíveis), a Adc, desta vez, agiu e espera-se que seja consequente. Consequente significa ser rápida e assertiva a investigar, usando os novos poderes inquisitórios que a Lei nº 19/2012 lhe proporciona e seja efetivamente conclusiva. Conclusiva significará, também, ser transparente ou seja, emita uma decisão em que os factos apurados e relevados fundamentem, clara e inequivocamente, a decisão (ao contrário do que sucedeu, já, por vezes – vg., novamente, “estudo” sobre o mercado da revenda dos combustíveis).
Duas notas: 1) Pela primeira vez, creio eu, em casos de grande dimensão, a Adc poderá suscitar e verificar, em concreto, se o regime de clemência (na prática, o incentivo à delação, para os infratores e participantes num alegado cartél) funciona, ou não e,
2) independentemente da relevancia desta investigação e da sua ulterior decisão, o facto é que a Adc tem seguido uma política que, em nada, ajuda a criar-se e a disseminar uma verdadeira “cultura concorrencial”, entre nós.
Um dos pressupostos do “memorando” é, efectivamente, esse: temos uma notória falta de “cultura concorrencial”. Temos uma sociedade e uma actividade econónmica avessas à concorrência, capturada numa lógica corporativista e/ou entrelaçada com o próprio Estado (com os seus favores e apoios). Ora, não é apenas olhando exclusivamente para os “grandes negócios” e as empresas transnacionais que se efectiva a Lei (neste caso, agora, a lei nº 19/2012). Não é seguindo o rumo que tem vindo a ser seguido pela Adc, preocupando-se apenas com cerca de 0,5 % da nossa activiade económica que se cria e dissemina uma “cultura concorrencial”. Estas coisas começam por baixo, ou seja, in casu, pelas PME’s, pela economia real. No fundo, nem serão tanto questões de meios ou de recursos financeiros, mas sim de uma certa política, de uma certa cosmovisão económica, também ela, até certo ponto, irrealista e ineficaz. Também ela, corporativista….

Menos palavreado e mais acção: http://lishbuna.blogspot.pt/2013/03/blog-post_7.html
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Está lá tudo
“No dia em que este Governo for corrido, pelo mesmo tipo de onda de rejeição que varreu o seu antecessor, só que agora do tamanho das ondas do Canhão da Nazaré, vai sair com a atitude daquele que diz: o último a sair que feche a luz e a porta, porque já não é connosco, “queríamos mudar Portugal e não nos deixaram”. E irão para os seus lugares de acolhimento confortável, já pensados e preparados, sem temor e sem tremor.
No entretanto, estragaram Portugal com a mesma sanha do filósofo de Paris, numa situação que vai demorar décadas para ser consertada, se é que tem remédio. Descaracterizaram o PSD como Sócrates fez ao PS, tornaram pestíferos os políticos em democracia e as instituições da democracia, destruíram a geração actual, a que tratam sobranceiramente como a dos “instalados” e querem desempregar para “ajustar” o preço da mão-de-obra, e hipotecaram a geração seguinte com a mesma antiga maldição da baixa qualificação, do provincianismo, do quotidiano de subsistência onde não há recursos para os bens materiais quanto mais para os “imateriais”.
Vão deixar-nos na periferia da periferia, como um país eternamente assistido por uma Europa para quem pagar ao seu bom aluno são trocos desde que ele se porte bem. Irá a troika, ficará o BCE, a Comissão Europeia e o Pacto orçamental. Ficará um país medíocre e remediado, uma praia razoável para o Verão. Deles vamos herdar uma enorme colecção de invejas e ressentimentos sociais, que dividirão os portugueses entre si, aumentando ao mesmo tempo a apatia e a violência social.
Não é bom viver no Portugal onde reina o engano e a mentira institucionalizada. E não custa prever o futuro. Está tudo nas palavras.”
(url)
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Está lá tudo,
nas palavras, lá (url)
http://abrupto.blogspot.pt/2013/03/liberdade-onde-estas-qu-em-te-demora.html
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A montanha ira parir um rato.
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http://www.youtube.com/watch?v=MTui69j4XvQ&sns=em
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agor?? aH! aH. mAS ISTON É UM pAÍS OU UM circo?
cOM TANTO PALHAÇO À Solta E A COBRAR MILHOÕES. tANTA FALTA DE VERGONHA NÃO DEVIA SER POSS´
IVE M SEM PUNIÇÃO.
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Se eu fosse governante e dentro de 15 dias nada resultasse de importante deste espectáculo, propunha a imediata destituição dos dirigentes da AdC, por incompetência manifesta.
A ver vamos…
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Não perturbem os mercados, não stressem os bancos . Depois eles entram em depressão e dá nisto:
Encontrado morto porta-voz do Banco Monte Paschi com uma nota: “Fiz uma grande asneira”
PÚBLICO 07/03/2013 – 13:09
O mais antigo banco italiano, alvo de um resgate de 3,9 mil milhões de euros, está a ser investigado por corrupção e fraude. O seu director de comunicação, David Rossi, ter-se-á suicidado
David Rossi estava ligado ao presidente do banco desde 2001 REUTERS
O porta-voz do banco italiano Monte Paschi de Siena, que está no centro de uma investigação judicial por suspeitas de corrupção e fraude, foi encontrado morto na sede do banco, em condições que levam a pensar que se terá suicidado, informou a polícia. Deixou uma mensagem no seu gabinete para a mulher: “Fiz uma grande asneira”.
O corpo de David Rossi, de 51 anos, foi encontrado debaixo de uma janela aberta, nas traseiras do banco, uma fortaleza do século XIV restaurada em Siena, chamada Rocca Salimbeni. Os media estão a noticiar que ele se suicidou, a polícia está a investigar.
Rossi foi porta-voz da Fundação Banca Monte dei Paschi di Siena, a maior accionista do banco, entre 2001 e 2006. Quando Giuseppe Mussari, o presidente da fundação, se tornou presidente do banco, em 2006, Rossi continuou a ser o seu porta-voz. Agora, Mussari está a ser investigado sob acusação de ter enganado os reguladores, de ter manipulado o mercado e prestado falsas informações na perspectiva de comprar um banco rival mais pequeno em 2007, o Antoveneta.
O porta-voz de Mussari não estava a ser investigado, mas Rossi foi uma das várias pessoas cuja casa e escritório foram sujeitas a buscas pela polícia.
Neste escândalo no mais antigo banco de Itália (540 anos) já houve uma prisão, a do ex-responsável pelo Departamento de Finanças, Gianluca Baldassarri. Foi em Fevereiro, e as autoridades temiam que fugisse do país. Foram também já apreendidos 40 milhões de euros no âmbito desta investigação, de Baldassarri e de três outras pessoas suspeitas de conspiração para cometer fraude.
Este escândalo faz temer pelo futuro do banco, que em Janeiro recebeu luz verde para um resgate finaceiro no valor de 3,9 mil milhões de euros.
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