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esta também foi o rudolfo rebêlo quem escreveu?

8 Março, 2013
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“Esta evolução era insustentável e, portanto, o ajustamento tornou-se inevitável. Os efeitos colaterais negativos do ajustamento (em termos de, por exemplo, o desemprego e falências de empresas) refletem a magnitude dos desequilíbrios anteriormente existentes em conjugação com a rigidez estrutural que inibe o ajustamento” (…)

.

“Restaurar a solidez das finanças públicas e garantir a sustentabilidade orçamental são uma parte essencial do processo de ajustamento e pré-requisitos indispensáveis com vista a levar o programa a bom termo e para o regresso a um financiamento completo junto do mercado. Foram realizados progressos significativos neste domínio, mas ainda há muito a fazer”.

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Mario Draghi, em carta enviada a António José Seguro. Ou terá sido mais uma do Rudolfo Rebêlo?

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Leitura complementar: “PS sente que ‘troika’ é mais flexível que Passos”.

27 comentários leave one →
  1. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    8 Março, 2013 19:37

    Este Mário Draghi não é aquele que foi Vice presidente do goldman sachs que ;
    “: How Goldman Sachs Helped Greece to Mask its True Debt”?

    É que se é o mesmo , estamos conversados. A propósito nao foi ninguém do Goldman Sachs preso por causa disto ?

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  2. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    8 Março, 2013 20:15

    Pois, mas ainda nenhum culpado foi preso.

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  3. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    8 Março, 2013 20:17

    Atenção, eu não me estava a referir aos de fora.

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  4. neotonton's avatar
    neotonton permalink
    8 Março, 2013 20:36

    Esta Mario Draghi nao e aquele que foi vice-presidente de Goldman Sachs?
    .
    Acho que é o mesmo mais antes também ja foi alto cargo do Banco Mundial (1985-1990) O pior.Alguém pensou nele como Presidente do BCE. Talvez a Dona Merkel estivo de acordo e deu o seu OK final a este nombramento, vc que pensa deste assunto?
    Nota. Tambem no se seu CV figura gobernador do Banco de Italia…

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  5. neotonton's avatar
    neotonton permalink
    8 Março, 2013 21:02

    Para terminar de completar o cuadro;
    .
    A esta le siguieron la liquidación del IRI, la privatización de Eni, de la cual Goldman Sachs adquirió todo el patrimonio inmobiliario3 , “Credito Italiano” y “Banca Commerciale Italiana”.
    http://es.wikipedia.org/wiki/Mario_Draghi

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  6. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    8 Março, 2013 21:12

    Sem exageros ou espírito destrutivo devo dizer que a confiança em termos de economia e política que tenho no senhor Draghi é exatamente a mesma que tenho na senhora Lagarde, no Durão Barroso, no Passos Coelho, no Gaspar, no Seguro e em muitos outros.
    Eu, que provinciano me confesso, acho que eles todos sabem de menos mesmo dos assunto em deveriam ser altamente preparados. Esta é a minha maior preocupação. Este sentimento tem-se aprofundado de ano para ano. E ainda por cima nem sou um radical contra ajustamentos da economia.
    Mas lembro-me de um desses tolos, lidado à tróica, ter numa certa altura mandado um coice ao facto dos portugueses se sentarem em esplanadas. Era um gato morto na fuça. Sento-me em esplanadas imensas vezes, pagando 60 cêntimos por uma bica. Esses tipos pensam que cá, em todo o país, uma bica custa cinco euros como noutros lugares da Europa. Costumo almoçar por cinco euros por pessoa. Os senhores da tróica pensam que todos os restaurantes no país são o Tavares, a Tia Matilde e outros que, tal como estes, não conheço. Eu não sei se o IVA na restauração deveria ser 23% ou os 13% (confesso que se dependesse de mim teria ficado em 13%), ou se as falências seriam as mesmas, mas sei que os senhores tomaram a medida do aumento sem terem a mínima ideia do tecido deste setor.
    São pequenos exemplos, eu sei. Mas é uma dor de alma ver famílias que se auto-sustentavam, às vezes empregando uma ou duas pessoas, e agora têm de ir à Cáritas. Se isto é um ajustamento? Parece-me mais um ato de loucura.

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  7. neotonton's avatar
    neotonton permalink
    8 Março, 2013 21:34

    Em entrevista com Marc Roche autor do livro “Como a Goldman Sachs dirige o mundo”;
    Pergunta;
    3. Draghi ha negado tener relación con esa operación en Grecia.

    Él dice esto, sí. Pero él no era un trabajador cualquiera del banco. Era nada menos que el vicepresidente. Además, era socio del banco, no sólo un ejecutivo. Si no participó en la operación griega, que duró varios años y era muy importante, no se entiende demasiado qué hacía él. Tiene que aclararlo. Hay demasiados interrogantes.
    .
    http://www.publico.es/dinero/404441/draghi-tiene-que-aclarar-que-hizo-en-goldman

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  8. manel z's avatar
    manel z permalink
    8 Março, 2013 22:04

    O LR apagou o post? Aahaha

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  9. neotonton's avatar
    neotonton permalink
    8 Março, 2013 22:06

    Neste quadro seguinte de directivos da Goldman também aparece…um tal Antonio Borgues. Quem raios será esse Sr.,

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  10. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    8 Março, 2013 22:07

    Neotonton,
    Os Draghis desta vida acreditavam todos na seriedade do Goldman Sachs. Deveriam era explicar porque é que houve altos funcionários que abandonaram o banco por não gostar do modo como ele funcionava. Isso eles não explicam. Mas também é verdade que ninguém lhes pergunta.

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  11. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    8 Março, 2013 22:20

    Mas não era o Draghi, ainda há poucas semanas, o herói que tinha salvo Portugal da irresponsabilidade do governo português?

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  12. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    8 Março, 2013 22:31

    Deu um jeitinho, sim, rui a. Eu acredito nalguma lucidez momentânea de todos os agentes, inclusive bancários. Mas isso não significa ter confiança no seu conhecimento da realidade ou nas suas metas políticas.
    A sua ação no BCE não foi para defender Portugal, mas para defender a economia europeia. Com isso ajudou Portugal. Obviamente, eles não querem o descalabro da economia, porque vivem dela. Querem uma economia à maneira deles.

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  13. Albano Silva's avatar
    Albano Silva permalink
    8 Março, 2013 23:10

    Draghi não deu só um jeitinho. Segundo a oposição, todos os créditos de Portugal “ter ido aos mercados”, foram direitinhos para ele. Porém, estou convencido de que não cometeu a proeza sem a influência do seu “braço direito”, Victor Constâncio, non Goldman Sach, aparentemente o único que perceberá da poda. Como podem os comentadores esquecê-lo?!

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  14. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    8 Março, 2013 23:15

    Fincapé,
    .
    Você disse uma coisa acertadíssima lá por cima. Passo a citar:
    .
    «Sem exageros ou espírito destrutivo devo dizer que a confiança em termos de economia e política que tenho no senhor Draghi é exatamente a mesma que tenho na senhora Lagarde, no Durão Barroso, no Passos Coelho, no Gaspar, no Seguro e em muitos outros.»
    .
    Eu também concordo consigo. Agora, deixe-me dizer-lhe por quê. É porque a economia não é previsível, muito menos planificável. A economia somos todos nós, meu caro, é o resultado dos nossos muitos milhões de actos na interacção que mantemos uns com os outros, a cooperar, a trocar, a conflituar, etc.. É isto – e só isto mesmo – que é o célebre «mercado» para os liberais. E como a dinâmica disto é impossível de ser organizada por um centro organizador ou planificador, o governo, qualquer que seja o governo, todos os que intervêm na economia para a desenvolver e incrementar falham invariavelmente.
    .
    Por isso, e por muitas outras razões que aqui não dá para expor, os liberais dizem que o mercado é mais capaz de compor os seus interesses do que um intermediário – o estado – que nos venha dizer, no fim de contas, o que devemos fazer com o que é nosso e com os nossos interesses. É a isto que chamamos a «mão invisível».
    .
    Isto, para além de muitas outras coisas, meu caro. Entre elas, o problema, ou os problemas, da distribuição de renda. Repare que há uma proporção impossível de desmentir a este respeito: quanto maior é a coleta, mais pobre é o país e maior a miséria. A redistribuição de rendimentos, a base do keynesianismo, não funciona, pura e simplesmente. Há sobre isto muitas explicações, mas nenhumas soluções.
    .
    Saudações amigas,
    .
    RA

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  15. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    8 Março, 2013 23:21

    Fincapé sobre Draghi: (…) A sua ação no BCE não foi para defender Portugal, mas para defender a economia europeia (…)
    Errado, caro Fincapé! Foi, tem sido, para defender a economia ALEMÃ, com baixa inflação, custos salariais sem crescimento e aumento de “exportações”. O resto é conversa da Comissão e do Banco Central.
    Se esta gente não tira conclusões do que se passa na Itália, o sr Draghi vai levar o mesmo destino político que Monti. A curto/médio prazo a população italiana, palhaços à parte, vai mostrar de que massa esta gentinha – comissão e bce – é feita, ai vai, vai!

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  16. Gaussian blur's avatar
    Gaussian blur permalink
    8 Março, 2013 23:50

    Independentemente do autor das declarações, isto soa a um esforço de auto-ilusão. Há a crença inicial de que o ajuste era absolutamente necessário e correu da melhor forma, e como tal qualquer efeito negativo dele advinte (como níveis históricos de desemprego) são responsabilidade da irresponsabilidade anterior que se tenta corrigir, ou seja, quanto mais os efeitos adversos, mais necessário era o ajuste e mais eficiente este foi. De longe imaginar-se que houvesse alguma ideia paralela ao caminho dourado que Portugal percorre que pudesse ter dado resultados melhores.

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  17. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    9 Março, 2013 00:01

    rui a.
    Desculpe, mas fui ver o “Portugueses pelo Mundo”, hoje em Estocolmo. É um programa da RTP1 que não perco. Não disse que era um provinciano? 🙂
    Parece que Adam Smith, no livro (que não li) “A Riqueza das Nações”, referiu três vezes “A mão Invisível” (não, não fui ver à wikipédia – li num livro sobre o assunto 🙂 ).
    Eu compreendo bem o conceito. Por isso defendo um Estado regulador. Um Estado que deixe funcionar a economia, mas que permita atenuar enriquecimento e pobreza pornográfico. Que ajude a construir uma economia de contenção e não de depredação. Sobre isto poderia dizer infinitas coisas. Se Adam Smith hoje fosse vivo, e pela ponderação e moralidade que lhe reconheço, estaria nos antípodas do liberalismo extremo. Aliás, que é um liberalismo impossível devido à escassez dos recursos, coisa de somenos importância há umas décadas e impensável no século XVIII do Smith.
    A escola austríaca também não apreciava números porque a sociedade era uma ficção, mas não há nenhum economista que a eles não recorra. E para mim a sociedade é o conjunto dos indivíduos a interagir. Alguém a vender e eu a comprar ou o contrário ou um casal a fazer um filho. O individualismo nem sequer é possível, portanto nem sequer pode ser uma questão idelógica. A Thatcher até parece que dizia “Não existe essa coisa chamada sociedade, mas apenas homens mulheres e família.” Ela pelos vistos nem sabia bem o que é uma família ou já teria bebido um uisquezito a mais. 🙂
    De qualquer modo, a coleta poderá ser grande, como entre os nórdicos, e haver muita riqueza ou ser grande e haver muita pobreza, como entre nós. A forma como um país se organiza, como utiliza a riqueza, como poupa, como se educa, como utiliza a seriedade nos negócios, como olha para os outros e como deseja ser visto, é de certeza muito mais importante do que o resto. É por isso que gosto dos nórdicos. Porque de resto, ainda agora no programa que referi nem louras giras apareceram. 🙂
    Saudações amigas
    JR

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  18. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    9 Março, 2013 00:02

    Portela menos 1,
    Sim, claro. Mas a economia europeia é importante para a Alemanha. 🙂

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  19. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    9 Março, 2013 01:09

    Fincapé,
    .
    Há dois grandes problemas na social-democracia: a questão da redistribuição e o problema das consequências do intervencionismo. Qualquer um deles dá mau resultado, mesmo na Suécia, que é o paradigma da coisa, não funcionou, a tal ponto que eles têm vindo a reformar o estado no sentido de privatizar e liberalizar a economia. É claro que continuam com impostos altos e com uma intervenção absurda na vida das pessoas, supostamente oferecendo-lhes, em troca, bons serviços de saúde e de segurança. Mas a Suécia, meu caro, pertence a meia dúzia, uma dúzia de grandes famílias da indústria. É um país verdadeiramente corporativo, com uma elite dirigente que vive à custa da malta que trabalha. E, agora, diga-me lá: você não acha preferível menos impostos, mais responsabilidade individual, mais serviços privados que as pessoas possam directamente contratar, a um estado dirigido por burocratas e políticos que lhe sacam o dinheiro, isto é, o produto do seu trabalho, em troca daquilo que eles entendem dever dar-lhe? Agora aplique isto aos países latinos (aqui, o Pedro Arroja está cheio de razão…): acha que algum governo é capaz de dar alguma coisa a alguém e estancar a extorsão fiscal? Qual é a alternativa a isto? Mais estado? Melhor estado? Ou menos estado e mais liberdade e propriedade individual? Considerando que o «melhor estado» é uma contradição nos próprios termos da expressão, agravada pelo facto de sermos latinos, então, não me parece que haja outra resposta possível que não seja a última.
    .
    Como é evidente, caro Fincapé, todos nós sofremos com a pobreza e com a miséria. Quem nos governa, seja o Passos, o Sócrates, ou outro tipo qualquer, também não gostará, de certeza absoluta. É uma questão de humanidade, caramba, e a não ser que se seja um ogre, ninguém vive bem com isso, sobretudo quando se tem poder público. Agora, as questões são outras: quais as origens da miséria e como diminuí-la. Aí, as soluções intervencionistas e keynesianas das últimas décadfas, que nos levam mais de 50% do nosso trabalho (isto de dizer que a culpa é do liberalismo, é uma piada de mau gosto), falharam completamente, como, infelizmente, está à vista desarmada. Tirar dinheiro a quem o ganha para políticas ditas sociais, infelizmente, nem resolve a necessidade de apoio social, que é cada vez maior, nem resolve a origem do problema, que é a falta de riqueza e de produção. Aí, meu caro, só o capitalismo pode maximizar a utilização dos recursos escassos na economia, embora, ao invés do que se costuma pensar que o liberalismo defende, ninguém por aqui acredite num mundo ideal em que a fome e a necessidade possam desaparecer por completo: Infelizmente, essa é a condição natural do nosso mundo, que uma sociedade produtiva, isto é, capitalista, poderá diminuir, mas nunca eliminar.
    ,
    Saudações amigas,

    RA

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  20. Buiça's avatar
    Buiça permalink
    9 Março, 2013 02:54

    É curioso que estão todos os comentadores dedicados a comentar o cv do senhor Draghi e nem um se dedicou a comentar o cv de quem lhe escreveu a carta a que ele responde. Tanto para dizer sobre os 3 anos em que passou pela GS numa carreira a todos os níveis brilhante de mais de 30 anos, e nem 2 segundos vos ocorre perder com o cv de quem lhe escreveu? E olhem que 2 segundos daria para o ler de uma ponta à outra.
    Já sobre o conteúdo, se não ligarmos ao tom de quem responde a uma criança de 6 anos (uma presunção legítima, de resto), parece não haver grandes dúvidas. Ainda bem.
    É que a “austeridade” não é mais do que uma cura de emagrecimento. Desenganem-se os que esperam como “resultado” algo mais do que o país ficar mais “magro”.
    Depois logo veremos se queremos ficar mais fortes ou voltar à obesidade mórbida do costume. A meio da cura já estarmos tão desesperados a pedir docinhos não é propriamente bom agoiro.
    Cumps.
    Buiça

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  21. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    9 Março, 2013 02:56

    Caro Rui
    As coisas ditas por si, como as diz acima, têm um certo sabor, o que poderia tornar fácil dizer: tem razão.
    Só que considero o problema demasiado complicado. Nem todos podem contratar serviços de saúde privados e, como se vê, a saúde privada nos EUA é o que é: gasta-se o dobro e não chega a todos.
    O dinheiro, que foi criado para facilitar as trocas, transformou-se também ele num produto, ainda por cima fácil de acumular. E essa acumulação estrangula toda a economia. Hoje lê-se por aí que 1% dos americanos detêm mais de 40% da riqueza. Como é isso possível? Que valor especial terão aqueles homens para tal façanha comparados, por exemplo, com aqueles que nada ganham, apesar de terem altas qualificações? Não é uma questão de mercado, porque se estes se oferecerem por metade do valor o “clube” não os vai aceitar.
    À medida que o trabalho humano vai sendo substituído por máquinas mais gente ficará de fora, esses sim, da sociedade. E não é um lugar comum, porque se a evolução, a automatização e a informática, acabaram por criar novas áreas de trabalho ou fazer crescer outras, inclusive nos serviços (dado o crescimento da riqueza), como apoio a idosos, educação e outros, esse crescimento está a chegar ao limite. Mesmo assim só se fala em aumentar o tempo de trabalho e a idade da reforma porque o funcionamento da economia está assim construído. Pouco se pensa no que aconteceria ao planeta se sete mil milhões de seres humanos trabalhassem quarenta horas por semana e consumissem como nós. Eram necessários cinco planetas, suponho.
    Então, se uns acumulam riqueza inútil e outros nunca terão a possibilidade de ter seja o que for, o que fazer?
    Um livro de Raj Patel, “O Valor de Nada” (mas olhe que é bastante à esquerda 🙂 ), aborda questões muito interessantes e contém a seguinte passagem: “Na Índia, segundo um estudo do Centre for Science and Environmente, um hambúrguer feito com carne produzida em terrenos roubados à floresta deveria custar realmente cerca de duzentos dólares.”
    Não pense que olho para isto e aceito cegamente, mas isto são valores calculados tendo em conta todas as externalidades a que fogem as empresas que dominam o mundo. Veja o que tenta fazer a Monsanto. Conclusão, não há mercado livre. Há uma aldrabice pegada que se vai notando cada vez mais, como o caso da carne de cavalo, muita dela cheia de produtos altamente perigosos para a saúde humana.
    Por isso, além das regras que as instituições internacionais vão impondo, alguma coisa nova terá de acontecer quanto à economia de mercado. E se calhar não vai ser nada de bom.
    Veja o desperdício que há (as tais externalidades e não só) no facto de usarmos ou comermos produtos do outro lado do mundo e levarmos para lá produtos idênticos.
    Não estou a tentar fazer um confronto entre capitalismo e socialismo. A ideia é mostrar que não é possível fugir da regulação que terá de ser cada vez mais rígida e que a riqueza não pode escoar-se toda para os mesmos mealheiros.
    Já agora, quando por vezes falo de ideologia refiro-me muito mais a um sentido a dar à sociedade, um modelo justo e em liberdade, do que a teóricos, sejam marxistas ou outra coisa qualquer. Como se viu, ismos puros não têm feito coisa boa. Aliás, nunca fui fundamentalista, nem idólatra de figuras habituadas a apoteoses, nem de outras. 🙂
    Desculpe esta mistura toda. Se calhar não consegui ligar bem o discurso, mas talvez dê para entender.
    PS: Não quero que pense, caro Rui, que está a dialogar com um expert em qualquer destes assuntos ou alguém armado ao pingarelho. Nada disso. Sou um tipo comum, apenas interessado no país e no planeta em que vivo.
    Com amizade,
    Cumprimentos

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  22. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    9 Março, 2013 08:46

    E se não defender a economia alemã que economia europeia defenderá? a Tuguesa do Portela de batatas ao dobro do preço com o dobro do trabalho e metade do salario?

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  23. A. Pereira's avatar
    A. Pereira permalink
    9 Março, 2013 09:29

    O Seguro foi buscar lã e veio tosquiado. Não tentem assobiar para o lado!

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  24. JP's avatar
    9 Março, 2013 10:31

    Afinal o Seguro não assume nenhuma responsabilidade do PS no estado de Portugal, nem muda nada.
    Simplesmente, limita-se a repetir as histórias mal contadas, que a CS repete como notícias, por falta de tempo.

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  25. neotonton's avatar
    neotonton permalink
    9 Março, 2013 14:16

    Fincapé,
    .
    “Mas a Suécia, meu caro, pertence a meia dúzia, uma dúzia de grandes famílias da indústria. É um país verdadeiramente corporativo, com uma elite dirigente que vive à custa da malta que trabalha”.
    .
    O Rui A. andaría a pensar em Portugal quando deu em citar para aqui a Suecia?. Vai lá saber que se passa pela cabeça deste suxeto.

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  26. salino's avatar
    salino permalink
    9 Março, 2013 15:52

    na,
    eu tenho que o adolfo
    rebêlo é de mais estúpido
    e subserviente para atinar com tal prosa .

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  27. JCA's avatar
    JCA permalink
    9 Março, 2013 20:41

    .
    Pois e há no meio desta coisa toda o ‘ultimatum’ do império do meio, a pedrinha na engrenagem, o cupido:
    .
    = China “Fully Prepared for Currency War” Says China’s Central Bank Deputy Governor
    .
    “A currency war could be avoided, Yi said, if policymakers in major countries observed the consensus, reached at the recent G20 meeting, that monetary policy should primarily serve as a tool for domestic economy”
    .
    Read more at http://globaleconomicanalysis.blogspot.com/2013/03/fully-prepared-for-currency-war-says.html#M0ME65dhVVzKRaWu.99
    .
    http://globaleconomicanalysis.blogspot.com/2013/03/fully-prepared-for-currency-war-says.html#7s0hdGc4eAb6VHXJ.99
    .
    .
    http://www.forbes.com/sites/halahtouryalai/2013/03/06/why-wall-street-is-winning-right-now-and-everyone-else-seems-to-be-losing/

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