injustiça
8 Março, 2013
O PS quer reduzir o salário de António Borges. É uma injustiça. Ninguém consegue tirar tantos votos ao PSD como ele.
11 comentários
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O PS quer reduzir o salário de António Borges. É uma injustiça. Ninguém consegue tirar tantos votos ao PSD como ele.
Alguém sabe o porquê do silêncio dos media em relação ao cancro do António Borges?
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Sinceramente, acho que reduzir o salário de António Borges seria uma estupidez, um ato mesquinho, desnecessário e puramente eleitoralista.
Neste momento acho que é imperativo aumentar o poder de compra da classe média, mas também não é com aumentos nos salários mínimos, isso seria destruir milhares de pequenas empresas (mais até do que as médias) que não teriam dinheiro para pagar mais dez ou qinze euros por mês a cada funcionário (porque vivem do consumo interno e esse está uma lástima).
Mas o que fazer então para aumentar o poder de compra? Imprimir dinheiro? Para além de ser tecnicamente impossível (estamos agregados à zona euro), só iria aumentar a inflação e diminuir o poder de compra. Aumentar o saláro mínimo é impensável. Cobrar mais impostos? Fora de questão. O dinheiro do Estado não é inserido na economia, é usado para pagar dívida (fora o dinheiro de salários, mas esse até vai para a economia com os gastos dos funcionários). Aumentar prestações sociais das empresas? Também fora de questão, provocaria o mesmo efeito que o aumento do salário mínimo. Tabelar um máximo de salários? Impossível, sem outras medidas estaríamos a comprometer o investimento e o setor do marcado de luxo sem objetivos práticos, só agravaria mais a recessão (embora no mercado de luxo, estejamos a falar de um setor a que a recessão ainda não chegou). Então, só vejo mais uma opção possível: estabelecer um intervalo de salários para cada empresa. Eu explico. Em vez de aumentar o salário mínimo a empresas que não o podem pagar, o Estado promulgaria uma lei em que as empresas só poderiam pagar nos salários mais elevados 10x o valor do salário mínimo pago na mesma empresa. Ou seja, se os administradores das empresas quisessem ter altos salários, antes tinham de aumentar os salários mínimos e consequentemente estariam a aumentar o poder de compra dos seus funcionários. Com essa quantidade de dinheiro inserida na economia, as pequenas empresas já teriam mais lucros e, dois ou três anos mais tarde, o governo poderia fazer um aumento do salário mínimo nacional (já sem sobrecarregar as pequenas empresas).
Aquela é a única forma que eu vejo para aumentar o salário mínimo. É claro que para isso o governo precisava de querer aumentar a classe média e não de a querer destruir, mas o país ganhava algum dinheiro se tivesse mais classe média.
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“… o ideal seria que os salários descessem.”
Esta frase do tal Borges peca por defeito.
O ideal mesmo, é que não houvesse salários.
Trabalho escravo é que era bom, não era?
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Arranjem-nos problemas, que soluções tem o André muitas.
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Curioso é como este “borgesso” quando veio para Portugal era tido como um génio que haveria de liderar o PSD e levar o país à mais alta glória.
Até hoje, nunca disse mais do que algumas frases soltas sem lhes dar qualquer sumo ou consistência.
Nisto do Goldman Sachs só recrutar craques tenho de discordar de Marc Roche.
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A Goldman Sachs só recruta FdP’s.
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PIErre, não, não tenho muitas soluções. Na verdade, esta solução foi proposta por um economista liberal britânico ainda no fim do século XIX para o crescente fosso que se afirmava entre as classes e para responder a Karl Marx, procurando evitar a guerra de classes. Se o senhor continuar a insistir nesta boa austeridade posso-lhe citar um texto, este mais recente, da Visão História do mês de fevereiro de 2013. Aqui vai:
«Nessa altura a democracia já não passa de uma miragem. Em março de 1930, inicia-se uma longa sucessão de executivos de nomeação presidencial sem suporte parlamentar. Governam por decreto e aplicam todos a mesma receita: austeridade para somar à austeridade. Cancela-se o investimento público, reduzem-se prestações sociais e aumentam-se os impostos. Mas o défice não diminui nem a conjuntura é estimulada.
«A deriva autoritária andava no ar. Conservadores, reacionários e nazis conspiraram. Mas os líderes respetivos medem forças entre si. Só falta quem sobressaia de entre eles o coveiro da democracia, para o regime sofrer a estocada final.»
.
Como deve ter percebido, o texto fala sobre a ascenção dos nazis e ao poder e sobre o fim da democracia na Alemanha (convem não esquecer que o executivo de Hitler é eleito).
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Grunho:
Que o Borges é um grande Filho da Mãe (com P) concordo: portanto, e abreviando, FdP.
Não percebo é o que é que ele é mais com o ‘s.
O gajo é tão rasca que não me admiro de ele ser mais do que FdP, fico é com curiosidade em saber o que é o ‘s.
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Caro A. Santos
O ‘s são o diretor executivo do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, mas também Hank Paulson, Mario Draghi, e Mario Monti, Lucas Papademos, Robert Zoellick, Carlos Moedas, William Dudley e tutti quanti a Goldman Sachs contratou, teve ao seu serviço e arranjou maneira de colocar em lugares influentes.
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Grunho:
Há-de convir que é uma forma vesga de dizer (escrever) a coisa.
É uma confusão entre o plural dos substantivos, que se faz acrescentando um s, e o plural dos acrónimos, que não levam s, a não ser na Língua Inglesa, mas sem o apóstrofo (‘).
E ainda isto misturado com a maneira de em inglês se indicar a posse de uma coisa por um sujeito: Men’s power = o poder dos homens.
Se escrever apenas FdP pode ler Filho da Mãe ou Filhos da Mãe: os acrónimos não pluralizam.
Desculpe lá esta inconveniência, mas no meio desta bovinidade dos Blasfemos tem também que se mostrar que quem não é bovino blasfemo não é necessariamente ignorante ou execrável, como esta gente pensa.
A Leninha Matos então, coitada, tem a mania que sabe tudo sobre todas as coisas, até se gaba de ter sido professora, dá cada calinada, a ignorante.
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Se ele tem um cancro, como afirma manuel z, aconselho-o a tratar-se num hospital privado, porque num público ou num em que, apenas a gestão é privada , como o de Guimarães, durante os tratamentos vão-lhe mostrando quanto ele tem gasto ao estado, ou seja, quanto dinheiro dos contribuintes é gasto com ele.
Ora, apesar de ter o ordenado pago com o dinheiro dos contribuintes (sem que disso se veja algum benefício para o país), como doente, não é moralmente aceitável que o queiram responsabilizar pelos desperdícios dos hospitais e tentem incutir-lhe problemas de consciência, quando já já tem tantos outros.
Não gosto do AB, mas não quero que os hospitais geridos à maneira do governo a que pertence, lhe cobrem 18 € por uma consulta (4,5 € pelo uso do termómetro, …) e lhe mostrem um impresso com os valores que dizem ter dispendido e não foram cobrados…
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