Saltar para o conteúdo

custos de transição ou de manutenção?

19 Março, 2013
by

Compreendo bem o ponto de vista do João Miranda exposto neste post: os custos de transição são sempre elevados, agravam os encargos financeiros, porque exigem grandes disponibilidades num curto espaço de tempo, e, frequentemente, são socialmente injustos, porque incidem sobre quem não gerou as contas a regularizar. Porém, “transitar” significa passar de uma coisa para outra, e no caso português significaria reformar profundamente o estado, de modo a que ele deixasse de ser deficitário e passasse a ter contas equilibradas. Ora, do que tenho visto até agora, não conheço qualquer reforma do estado português, feita por este governo (dos anteriores já nem falo…), que aponte nesse sentido, ou será que o estado não continua em todos os sectores onde estava antes, tendo-se limitado a reduzir os custos correntes com pessoal, pensões e pouco mais? Por isso, eu diria que, em teoria, o João tem toda a razão. Na prática, infelizmente, o dinheiro dos nossos impostos, das nossas reformas e dos nossos subsídios de férias tem servido, não para reformar o estado socialista, mas para o alimentar. É por isso que continuamos a acumular passivo sobre passivo nas contas públicas e que a troika se desentendeu com o governo português na sua última passagem por aqui. O estoiro vai ser grande.

173 comentários leave one →
  1. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    19 Março, 2013 18:56

    custos da democracia:
    http://economico.sapo.pt/noticias/chipre-rejeita-resgate-europeu_165168.html

    Gostar

  2. jorg's avatar
    jorg permalink
    19 Março, 2013 19:06

    Aquilo que chama transicção chamo-lhe travessia. E não tem nada de confortos de planificação – o Barco mete água por demasiado buraco, e não se pretende reformar a embarcação em alto mar. Os esforços do imediato Gaspar são de dar Guinadas até Porto Seguro e aguas baixas para ancorar desencalhado. O ‘saque fiscal’ – inaudito e estúpido – são ir buscar a roupa de cama e outras ás cabinas para tapar mais uns buracos – ou seja a maior parte da malta anda em pelota. Podemos pois especular neste quadro o quanto seria bom e lindo termos um Jet-foil que nos punha de um lado ou outro num instantinho, até antecipar que no futuro só nestes esguios veiculos, nada de mastodônticos navios de cruzeiro com tudo incluido. Mas agora o que temos é este Barco furado, e enorme, e não está ancorado e está longe do Porto…. Se estoirar vamos a nado, os que souberem e os que adicionalmente tiverem pulmão, ou que se agarrem as escolhos….

    Gostar

  3. César's avatar
    César permalink
    19 Março, 2013 19:07

    Muito bem !
    Tudo o que disse é a mais cristalina verdade. São factos – provadíssimos…
    O tal “corte de gorduras” que estes srs. que governam (desgovernam…) o País prometeram, ufanos e impantes, no início do seu mandato, afinal tem incidido apenas nas “magrezas” dos mais desfavorecidos e da classe média que acabará por se transformar numa classe de remediados, pondo em causa a sobrevivência do País como entidade independente.
    Com tanta incompetência já bastamente demonstrada, que esperamos para passar ao acto de defenestrar tais figurões que, a cada dia que passa, mais demonstram a sua desastrada governação (?!) e a sua insensibilidade social…?!

    Gostar

  4. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 19:09

    “Porém, “transitar” significa passar de uma coisa para outra, e no caso português significaria reformar profundamente o estado, de modo a que ele deixasse de ser deficitário e passasse a ter contas equilibradas.”
    .
    .
    Para a extrema-direita, reformar o Estado é privatizar tudo e ficar com a polícia para prender a oposição e o Exército para os torturar. Como fez o Pinochet.
    .
    .
    Isto é que vai mesmo uma açorda…

    Gostar

  5. LR's avatar
    19 Março, 2013 19:09

    Não tens razão Rui. Este governo reduziu despesa como nenhum outro antes. Podia e devia ter feito melhor? Claro que sim, deveria ter começado logo de início com cortes significativos e, simbolicamente, por vender a RTP. Mas lembra-te que contra ele, mais do que o PS, o PC e o BE, está o todo “establishment” da Corte, os grandes beneficiários com o modelo económico que nos arruinou. Isso não te intriga?

    Gostar

  6. JDGF's avatar
    JDGF permalink
    19 Março, 2013 19:11

    os custos de transição são sempre elevados, agravam os encargos financeiros, porque exigem grandes disponibilidades num curto espaço de tempo, e, frequentemente, são socialmente injustos“…
    Ora aí está uma justificação peregrina para o ‘assalto’ aos depositantes nos bancos cipriotas.

    Gostar

  7. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 19:11

    ” Os esforços do imediato Gaspar são de dar Guinadas até Porto Seguro e aguas baixas para ancorar desencalhado”
    .
    .
    Para estes marinheiros de água doce é possível recauchutar o barco durante a tempestade. 😉

    Gostar

  8. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 19:17

    “Mas lembra-te que contra ele, mais do que o PS, o PC e o BE, está o todo “establishment” da Corte, os grandes beneficiários com o modelo económico que nos arruinou. Isso não te intriga?”
    .
    .
    Caro LR, Vc. está a pedir o impossível. Está a pedir a alguém que tem uma visão da economia e do próprio papel do Estado uma visão que ninguém no mundo dito civilizado já aceita. Só talvez no Chile.
    .
    .
    Caro LR, a blogosfera foi tomada pelos radicais. Pelos Grillos portugueses, tanto à esquerda como á direita. E dá pena. Já não há gente com sensatez para perceber que as suas utopias são utopias pessoais.
    .
    .
    Veja bem ao que chegou a extrema-esquerda. Não compreende o que é um credit crunch nem os seus profundos efeitos recessivos. Atribuiu a quem estes efeitos? A aumentos da carga fiscal.
    .
    .
    A extrema-direita chega ao cúmulo de negar que cortes na despesa pública tem efeitos recessivos. Mas eles acham que não, que faz crescer a economia por milagre. Mas negam os seus efeitos recessivos e atiram as culpas para a política fiscal.
    .
    .
    Caro LR, quando geste deste calibre olha apenas para as suas utopias radicais, não vale a pena perder tempo com eles. É deixá-los berrar porque só mesmo no Inverno os Grillos se calam.
    .
    .
    Mas esses que berram que ponham os olhos no Chipre. Estão a ver o que lá está a acontecer? Amanhã pode acontecer em Portugal se os Grillos cantarem muito e haver quem os siga.
    .
    .
    Abraço.

    Gostar

  9. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    19 Março, 2013 19:26

    O LR e o A-C devem estar no ginásio a fazer o pino. Só pode…

    Gostar

  10. Aladdin Sane's avatar
    Aladdin Sane permalink
    19 Março, 2013 19:28

    O Anti-comuna tem razão. Não se trata de “esquerda vs direita”, mas de “estatismo vs liberalismo”, mas daquele à séria. O nosso país, estruturalmente, não consegue libertar-se do Estado, quer pela parasitagem » partidocracia, corrupção (e há quem lhe negue a existência, imagine-se!) quer pela dependência dos empresariado.

    Fomos atrás da cenoura da UE, sem percebermos que a promessa do “federalismo europeu” e dos “estados unidos da Europa” acarretariam uma perda de soberania e de poder de decisão.

    Old habits die hard, e este atavismo está a levar-nos para um ponto de não-retorno. Aludem ao Chile de Pinochet, mas essa nação acabou de nos ultrapassar no “ranking” do IDH. Por aqui (Portugal) impera a psicanálise.

    Gostar

  11. LR's avatar
    19 Março, 2013 19:39

    Calma Anti-Comuna, por “solidariedade blasfema” mas não só, garanto-lhe que você se está a precipitar nessa classificação que faz do Rui. Admito que ele não esteja a ver toda a envolvente, designadamente a externa e a ameaça do “credit crunch” que pende sobre toda a Europa. Mas ele está muito longe dessas seitas extremistas.

    Gostar

  12. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 19:52

    Caro LR, agradeço o seu esclarecimento. Mas peço-lhe o favor de lhe explicar que o que se joga hoje não é apenas a solvabilidade dos Estados mas de todas as economias. E explique-lhe que durante credit crunchs não se deve nem se pode fazer reformas do Estado. É como pedir a um país em guerra que faça reformas ao seu sistema militar. Não se pode. Ou se combate ou se morre. Não se está a pensar em coisas mais profundas que desenhar o peso de cada especialidade militar no exército total, para uma guerra futura. Peço-lhe que lhe explique isto, porque a coisa é mesmo complicada.
    .
    .
    Abraço novamente.

    Gostar

  13. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    19 Março, 2013 19:53

    a-c,
    Uma no cravo Posted 19 Março, 2013 at 19:09 outra na ferradura Posted 19 Março, 2013 at 19:17

    Gostar

  14. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    19 Março, 2013 19:59

    “Mas ele está muito longe dessas seitas extremistas.” LR dixit
    só pode estar a referir-se a BCE, ComissãoEuropeia, FMI, Eurogrupo…

    Gostar

  15. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    19 Março, 2013 20:05

    Tá qui tá quente. Em breve se verá quem aguenta a fome.
    Estão a acabar-se as lérias e os treinadores de bancada.
    O picoiso ainda vai queimar-se a fazer o chá à tia Ermelinda.
    Não está habituado a pôr a água na chaleira. A tia bem o ensinou, casmurro!
    O socialismo só alimenta os ricos ali bábás.
    Quando a massa falta num lado eles preveniram-se noutro.
    Estudaram filosofia e têm o plasma está sempre pronto a ser servido.
    Quem sabe, sabe.

    Gostar

  16. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    19 Março, 2013 20:08

    EM PORTUGAL
    1% dos depositantes tem mais de 41% dos depósitos

    Gostar

  17. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 20:14

    “Uma no cravo Posted 19 Março, 2013 at 19:09 outra na ferradura Posted 19 Março, 2013 at 19:17”
    .
    .
    Parece uma contradição mas não o é. Um ajustamento estrutural não apenas reduzir o Estado á expressão minima. E é isso que os radicais da extrema-direita pedem. Como se uma economia dependesse exclusivamente do Estado. Não. É mesmo um contra-senso um Liberal limitar um ajustamento estrutural à redução do papel do Estado. Esquecendo todas as reformas económicas que são importantes para permitir que a economia funcione mais livremente e cresça. Por isso é que são radicais. Acreditam que uma economia cresce depende do Estado. E do Estado apenas.
    .
    .
    Na altura em que foi acordado o Memorando com a Troika eu lembro-me de ter escrito aqui mesmo: se o proximo governo cumprir este Memorand será a mais profunda reforma económica liberal portuguesa. E fá dava-me por satisfeito que o próximo governo (agora sabemos que é este) cumprisse o Memorando, pois nem ia ter tempo para respirar. tal seria a afliação. E eu sabia porquê? E tinha razão. Numa economia sem meios de financiamento e com políticas depressivas, a pressão sobre os governos seria terrível. E é-o. Eu não gostava de estar na pele destes governantes. É quase estar a viver num turbilhão permanente e ainda manter a cabeça fria para tomar as melhores decisões. É como quem gere activos e está a viver sob um crash bolsista. Uma aflição e que custa imenso a aguentar a pressão sem tomar decisões com falhas.
    .
    .
    Repito. Esqueça reformas do Estado enquanto Portugal estiver a viver um credit crunch. Esqueçam-no. O doente está a batalhar para salvar a vida. E só quando o paciente voltar para a sala de observações, aí pensem em pôr o homem a viver saudavelmente. Mas até lá, é manter o gajo com vida e tentar ressuscitar o comatoso.
    .
    .
    Há três anos atrás o então ministro das finanças disse-o: era impossível cortar mais na despesa pública. E entende-se agora o porquê, certo? Ninguém gosta de pagar os custos de austeridade. Porque, só quem nunca passou a sério por ela, até deve pensar que é um passeio pelo parque com os filhos, a lamber um geladinho num dia de sol bonito.
    .
    .
    Viver um credit crunch com a obrigação de cortar as depesas do Estado não é brincadeira. Não é como muita gente pensava (alguns até antes de chegar ao governo pensavam mesmo) e é mais complicado do que se pensa. E não há tempo a respirar. É cortar, cortar, cortar e aguentar com todo o tipo de pressões. Externas e internas.
    .
    .
    Se Portugal conseguir restaurar a normalidade no sistema financeiro português é um grande feito. Mas mesmo um grande feito histórico. Porque um credit crunch…

    Gostar

  18. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 20:30

    “Este governo reduziu despesa como nenhum outro antes.”
    Luís, diminuiu, mas não eliminou, nem reduziu, a origem dos problemas. Ou seja, o estado continua na educação como estava antes, na saúde como estava antes, na segurança social como estava antes, na justiça como estava antes, e em nenhum destes sectores foi capaz de rever a sua posição. Por conseguinte, a redução da despesa foi feita à custa da redução de funcionários, dos seus salários, dos seus subsídios e das pensões dos velhinhos, mas não da eliminação dos focos que originam os problemas. E, quanto ao Chile, quem dera que a nossa reforma do nosso estado seguisse o mesmo caminho: teríamos, daqui por alguns anos, uma das economias mais prósperas da Europa, como o Chile é da América do Sul. O resto é conversa fiada.

    Gostar

  19. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 20:33

    Mas se a conclusão destes reformistas de pacotilha for a de que o estado português é irreformável, mesmo com a pressão interncaional dos nossos credores para o fazermos, então vamos assumir, de vez, que seremos sempre um país socialista e estatizado. O resto, repito, é conversa da treta e de quem anda sempre a inventar desculpas sobre desculpas para justificar o injustificável.

    Gostar

  20. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 20:51

    ” E, quanto ao Chile, quem dera que a nossa reforma do nosso estado seguisse o mesmo caminho: teríamos, daqui por alguns anos, uma das economias mais prósperas da Europa, como o Chile é da América do Sul. ”
    .
    .
    Foram precisos 16 anos para recuperar da crise chilena. Em ditadura e a mandar a oposição para o xelindró para o cemiério. Ou prefere antes para o mar alto?
    .
    .
    Numa sociedade democrática é impossível fazer o que fez o Pinochet. Impossível. Ou Vc. vive em marte ou não compreende isto tão simples. É impossível em democracia fazer o que Vc. pede. Impossível. Ou acha que se fosse fácil muitos governos não faziam? O seu amado governo inglês nem sequer consegue cortar na despesa pública, veja lá bem a coisa.
    .
    .
    Mas antes de me vir com elogios ao Chile, analise quantos anos foram precisos para recuperar da crise. 16 anos. 16 anos. E sabe quanto caiu o PIB no Chile na crise deles?
    .
    .
    Agora, o meu amigo em vez de se inpsirar em ditadores e elogiar o Chile, que abra os olhos e analise o que fizeram os escandinavos há cerca de 20 anos atrás. Mas lá são sociedades democráticas e os elogios ao Chile do Pinochet não são bem recebidos por Liberais. Por alguma razão o deve ser.
    .
    .
    Vc. quer que Portugal demore 16 anos a recuperar da crise e pelo caminho tenhamos uma ditadura? Não orbigado, desse liberalismo eu fujo como o diabo da cruz. E só peço aos demais que não caiam nas utopias à Pinochet.

    Gostar

  21. Rogério's avatar
    19 Março, 2013 20:52

    Às tantas já não percebo. Afinal é reduzir a despesa ou reformar o Estado? É que reduzir a despesa não é reformar o Estado. Nem reformar o Estado é reduzir a despesa.
    Já agora, despesa entendem por quê? Custos intermédios? Salários? Papel higiénico a mais?
    R.

    Gostar

  22. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 21:00

    o. É como pedir a um país em guerra que faça reformas ao seu sistema militar. Não se pode. Ou se combate ou se morre. N”
    AC,o problema é que só se ganha a guerra utilizando uma técnica que seja mais eficaz que a dos adversários.Não é para quem quer, é para quem pode e para quem está á altura do desafio.É como no futebol, ganha o que tiver os melhores jogadores e a melhor tática.
    Sem fazer juizos de valor, é óbvio que nunca concordará com esses liberais,porque.. no fim de contas, dista muito de ser um liberal, acaba por ser um perfeito democrata-cristão á moda antiga, que está longe do liberalismo clássicoA tal terceira via, que blair, gasperi, mussolini, salazar, entre outros tentaram criar. porque a sua análise económica não considera que o Estado é a origem dos problemas, nem que o excesso de regulação e fiscalidade e de falta de flexibilidade .É a favor de uma economia social de mercado.
    O que é certo é que o meu caro amigo é a antitese dessa opinião

    Repito. Esqueça reformas do Estado enquanto Portugal estiver a viver um credit crunch. Esqueçam-no. O doente está a batalhar para salvar a vida. E só quando o paciente voltar para a sala de observações, aí pensem em pôr o homem a viver saudavelmente. Mas até lá, é manter o gajo com vida e tentar ressuscitar o comatoso”
    É verdade.Mas também é verdade que se você administrar cianeto no “gajo” ele não reanima, ele morre

    Gostar

  23. LR's avatar
    19 Março, 2013 21:00

    Rui, redução de funcionários, praticamente ainda não houve, mas terá de haver. Se queremos eliminar as tais “gorduras”, fundações, institutos públicos e direcções gerais redundantes, tens pura e simplesmente que as extinguir e despedir as pessoas. Aumentas ainda mais o desemprego e poupas apenas a diferença entre os salários e os subsídios do dito. Na saúde é a área onde se tem feito maiores racionalizações (o Paulo Macedo é, para além do Gaspar, o único membro do governo que sabe o que tem de ser feito, custe o que custar, doa a quem doer) e com alguma vantagem visível para o cidadão (os medicamentos baixaram de preço e o Estado está a gastar menos). Na segurança social, tens a situação mais dramática. Gastas por ano cerca de 24 bi em reformas e cerca de mais 8 bi em outros subsídios. Tens de cortar fortemente nestas rubricas e vais fatalmente entrar em níveis de reforma baixas, como já se viu no orçamento para este ano, em que as pensões a partir dos 1.350 euros começaram a apanhar pancada. E tens este lindo cenário: 3,6 milhões de pensionistas, com pensão média na ordem dos 400 euros na Seg Social e de 1.100 euros na CGA. Com pouco mais de 5.000 tipos com pensões acima dos 5.000 euros, o que te força a começar os cortes em pensões na casa dos 1.350 euros, para apanhares um maior número. Mas terás com certeza de cortar em pensões abaixo dos 1.000 euros. E claro, tens de fazer a reforma das reformas, transformar o sistema do vector de distribuição para a capitalização, a única forma de teres um sistema de segurança social sustentável. Só que, fazeres isso de repente, atira-te a dívida pública para níveis estratosféricos.
    Finalmente, e como bem sabes, tudo isto vai colidir fatalmente com a nossa malfadada constituição. E a mãe de todas as reformas começa por aqui. Este sim, foi um dos grandes erros do Passos Coelho.

    Gostar

  24. salino's avatar
    salino permalink
    19 Março, 2013 21:00

    O rui está cada vez melhor na expressão das ideias de forma clara, corrente e límpida, sem ir ao fundo, porém, como neste post dado a estremar (abalizar) a razão de JM, não obstante todo o contrário prosseguido por este governo, que o gasta por igual, atirado aos mais fracos, por resguardar a famelga de negócios, da banca às PPP, fundações e institutos, autarquias e nomeação sem fim de especialistas, gestores, motoristas, secratairos, guarda-costas e mais boys, igual ao socialista, sem reforma que se veja, com que se exclui de sacrifícios a mesma seita do aparelho PS/PSD/CDS alternativo .

    Gostar

  25. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 21:03

    “todo “establishment” da Corte”.
    Luís,
    Esse establishment está muito bem representado no PSD, no CDS e no governo. Por isso é que as reformas não foram mais longe, que as privatizações não andam e que continua a haver dinheiro para pagar Fundações e outros luxos afins. Como continua a haver dinheiro para sustentar e Estado Social, cuja despesa em vez de diminuir aumentou. Por isso, meu caro, se este governo entende que não tem condições para proceder a reformas, jamais conseguirá quebrar este ciclo vicioso e apenas aumentará o défice e reduzirá as possibilidades futuras de crédito. Agora, se quiserem assumir a posição de que o Estado Social é para manter, como alguns dos nossos comentadores pensam, concretamente quem acha que defender uma economia privada é ser de “extrema-direita”, estupidez ao nível do mais básico pensamento marxista-leninista, então, vamos continuar com o forrobodó das últimas décadas e veremos onde isto vai parar. Daqui por algum tempo, não se queixem se não for apenas o crédito a “crunchar”…

    Gostar

  26. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 21:05

    “Para a extrema-direita, reformar o Estado é privatizar tudo e ficar com a polícia para prender a oposição e o Exército para os torturar. Como fez o Pinochet.”
    Brilhante! Genial! Fantástico! Agora, quem for pela economia privada (será que há outra, duvido…) é fascista e defensor da tortura! Porra, que voltamos ao PREC!

    Gostar

  27. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    19 Março, 2013 21:07

    O raciocínio do João Miranda é, em última análise, uma coleção de argumentos para nada se fazer de estrututante. Interroga-se sobre os custos de uma alternativa ao que o governo (não) tem feito (acabar com vários cargos de topo sem qualquer utilidade, por exemplo), mas não cuida em saber que vantagens daí podiam vir. Fala nas dificuldades em gerir um país com um brutal défice externo, mas não diz por que existe tal défice. Na verdade, se alguma coisa o governo NÃO fez, foi reformar o que quer que fosse. Como diz o LR, reduziu despesa e, mesmo aí, só conjunturalmente (como o rui a. também disse). O exemplo da reforma administrativa é uma ilustração perfeita do modo de atuar dessa gente: ataca-se o que é mais pequeno e fraco (e sem grande interesse para alimentar os aparelhos) de modo a deixar intacto o que é mais apetecível (pelas clientelas)- os concelhos. Deixemo-nos de ilusões: não há soluções imediatas. Nem cá, nem em lado algum. Fazer os atuais mandantes europeus percebê-lo, é a prioridade das prioridades.

    Gostar

  28. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 21:10

    Luís,

    Sei tudo isso que escreveste no teu último comentário – eu próprio já o escrevi várias vezes e, ultimamente, neste post de domingo passado:https://blasfemias.net/2013/03/18/o-que-ai-vem-nao-vai-ser-bom/.
    Agora, meu caro, tem paciência, mas tens de resolver uma contradição no teu discurso: por um lado, afirmas que este governo está farto de reduzir custos estruturais e de fazer reformas; por outro, afirmas que só o Gaspar e o Macedo é que sabem o que por lá andam a fazer, e que o establishment não deixa fazer nada. Temos aqui uma contradição qualquer, Luís.

    Gostar

  29. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 21:13

    “Brilhante! Genial! Fantástico! Agora, quem for pela economia privada (será que há outra, duvido…) é fascista e defensor da tortura! Porra, que voltamos ao PREC!”
    .
    .
    Vc. é que elogia o Pinochet. Um Liberal a sério e honesto at+e vomita quando se ouve falar nele. Mas quem chega ao Liberalismo a ler Hayek, Friedman e o Pinochet é claro que se esquece que brandir o Pincohet para defender ideias Liberais só mesmo de alguém que uma concepção do Liberalismo tosca. É como um comunista que se disfarça de socialista democrata. Se não é a mesma coisa, é quase.
    .
    .
    Se há coisa que na Europa civilizada e dita Liberal não aceitam é usarem o nome do Pinochet na defesa do Liberalismo. Mas Vc. acha que sim.
    .
    .
    O seu aamdo governo inglês quanto é que cortou na despesa pública, já agora? lol

    Gostar

  30. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 21:18

    “Sem fazer juizos de valor, é óbvio que nunca concordará com esses liberais,porque.. no fim de contas, dista muito de ser um liberal, acaba por ser um perfeito democrata-cristão á moda antiga, que está longe do liberalismo clássico”
    .
    .
    O que é Liberalismo clássico? Enlatados Hayek e elogios ao Pinochet? Agradeço resposta.
    .
    .
    “A tal terceira via, que blair, gasperi, mussolini, salazar, entre outros tentaram criar. porque a sua análise económica não considera que o Estado é a origem dos problemas, nem que o excesso de regulação e fiscalidade e de falta de flexibilidade .É a favor de uma economia social de mercado.”
    .
    .
    E o Estado não é a origem de todos os problemas económicos. Senso assim, qual é o níveld e vida da Libéria? Se é assim tão bom, porque os tais liberais de pacotilha não elogiam a Libéria?
    .
    .
    “É verdade.Mas também é verdade que se você administrar cianeto no “gajo” ele não reanima, ele morre”
    .
    .
    Sim, sim, Isso e rosquilhos. Olhe lá. Sabe o que é um credit crunch? Quando souber venha-me aqui falar de cianeto e compridos para as dores de barriga, de tanto riso. Eu gosto de aprender com quem sabe, entende?

    Gostar

  31. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 21:23

    É até lamentável que haja pessoas formadas em Direito, com elevados conhecimentos de Direito e que conhecem o primado da hierarquização do Direito me venham eologiar ditadores porque acham que estão a defender o Liberalismo. Vindo de um economista, eu até aceito que por deformação profissional, a pessoa pense que a economia está acima do Direito e da Liberdade. Mas vindo de um jurista e que parece que até domina essa área do saber, se esqueça do príncipio da hieraraquização do Direito. E que a economia é subalterna ao próprio Estado de Direito que consagra a Liberdade.
    .
    .
    Mas enfim. O Cunhal também se dizia democrata. E até dizia o comunismo que era a única e verdadeira democracia. lol

    Gostar

  32. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 21:29

    anti-comuna,
    Admito ser maçador andar à procura, debaixo do tapete, de justificações para os disparates que por aqui andou a escrever nos últimos meses, depois da última visita da troika e do que nos disse, na sua sequência, o seu herói, Vitor Gaspar. Repare que eu até nem acho que o homem possa fazer muito mais do que tem feito até aqui, dadas as contingências da natureza (ainda) democrática do regime e as limitações que daí decorrem à acção de qualquer governo. Mas não é por aqui que o país se vai safar, seja Gaspar um bom ou mau ministro. De resto, não há como esperar pelos próximos acontecimentos, que inevitavelmente nos irão demonstrar se estamos ou não no “bom caminho”. Julgo que, infelizmente, eles não confirmarão as boas notícias que vc. por aqui espalhou nos últimos meses e que agora pretende justificar com novos disparates.
    Posto isto, recomendo-lhe calma e lucidez, de modo a ver se não continua a disparatar, agora chamando “fascistas” e seguidores do Pinochet a quem não pensa (?) como você. Saudades de alguma coisa do PREC? Onde andava vc. nessa altura?

    Gostar

  33. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 21:30

    O que é Liberalismo clássico? Enlatados Hayek e elogios ao Pinochet? Agradeço resposta.”
    Eu politicamente diria que é a crença num estado minimo, que seja minimamente regulador para a vida dos cidadãos.A crença na liberalização da economia e na flexibilidade.A crença numa economia de mercado.Que taxe o menos possivel.Que respeite as liberdades individuais dos cidadãos.E depois, há que separar águas. Pinochet foi autoritário e cometeu erros a nivel de direitos humanos.Mas fez boas reformas económicas igualmente.

    o Estado não é a origem de todos os problemas económicos. Senso assim, qual é o níveld e vida da Libéria? Se é assim tão bom, porque os tais liberais de pacotilha não elogiam a Libéria?
    Talvez porque na Libéria haja excesso de Estado,e excesso de intervencionismo económico, e a consequente falta de liberalização económica e de reformas

    Gostar

  34. tric's avatar
  35. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 21:32

    Não conheço em detalhe o caso da Libéria.No entanto, como não tenho posição definida sobre essa matéria, nada como perguntar-lhes.

    Gostar

  36. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 21:34

    Mas anti-comuna, coloco-lhe a pergunta contrária: Porque é que os paises c0munistas, como Cuba ou a Coreia do Norte, nunca triunfaram economicamente?

    Gostar

  37. Bloguista Atento's avatar
    Bloguista Atento permalink
    19 Março, 2013 21:34

    Do magnífico Luiz de Mont’André in http://www.maquinadelavax.blogspot.com:

    Os portugueses sempre nos preocupamos de saber como nos vêem os outros, talvez até demasiado, sobretudo entre os escóis (alguns praguentos chamam-lhes por vezes escolhos…), que muitas vezes têm projectado uma imagem das coisas pátrias captada por olhos (ou óculos) estrangeiros, ou, pior ainda, pelo que julgam ser esse olhar, num jogo de espelhos que reflectem tanto imagens autênticas como factícias. E geralmente quem costuma ver-se a si próprio pelos olhos de outros corre o risco de ficar… malvisto. Porque mais entende o sandeu do seu do que o sábio do alheio, como o lembra Manuel da Costa na Arte de Furtar, e aliás constará da sabedoria das nações. E nem a própria síntese de Aubrey Bell deixa de avultar este pendor: «Os Portugueses, povo altivo e entusiástico, com certo amor da pompa e da aventura e uma receptividade ateniense, habitantes de extenso litoral e sem fronteiras definidas, foram naturalmente sujeitos a influências externas.»

    Mas est modus in rebus, e a consulta da opinião estrangeira em doses moderadas não empanará a vista que se mantenha implantada no «seu», sem confundir perspectivas nem circunstâncias. E, justamente, pareceu-me que nesta história inglesa da literatura lusa o que em geral mais e melhor se apreciou foram os autores que revelaram maior autenticidade e sintonia com a sua circunstância portuguesa.

    Com efeito, afora os nomes óbvios que resumem uma época, a simpatia e interesse do nosso inglês foi para autores como – Jorge Ferreira de Vasconcelos: «É difícil encontrar outro escritor português que nos dê ideia tão nítida da época – desta última pujança da grandeza de Portugal – ou daqueles bravos, amorosos e sonhadores portugueses que consideram o Amor tão exclusivo monopólio do seu país como o foram o marfim ou as especiarias da Índia»; […]

    Gostar

  38. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 21:36

    “Mas não é por aqui que o país se vai safar, seja Gaspar um bom ou mau ministro. ”
    .
    .
    Meu caro amigo, Vc. pode sempre shortar a Dívida Pública e ganhar dinheiro com as suas opiniões. Eu ganho dinheiro mas não a dar opiniões. Porque, opiniões são como as melnacias. Cada um tem as suas.
    .
    .
    Talvez seja altura de formar um partido e candidatar-se a Primeiro-Ministro. Mas não ponha Liberal no nome do partido que é para eu não ter mais desgostos políticos.
    .
    .
    “Saudades de alguma coisa do PREC? Onde andava vc. nessa altura?”
    .
    .
    Estava na cama com a mulher de um comunista.

    Gostar

  39. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 21:40

    “Estava na cama com a mulher de um comunista.”
    Ora aí está um bom local para regressar. Mas não com a mesma mulher, claro, que já deve estar passadota. Arranje coisa mais nova e toca a divertir-se, que, por aqui, só vai arranjar tristezas.

    Gostar

  40. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 21:40

    “E depois, há que separar águas. Pinochet foi autoritário e cometeu erros a nivel de direitos humanos.Mas fez boas reformas económicas igualmente.”
    .
    .
    Ele até podia dar um milhão de dólares a cada um dos chilenos, que não deixava de ser um abjecto político. Ora, um Liberal não vende a sua liberdade nem por nada. Nem a sua nem a alheia. Portanto, se quer que o Liberalismo seja respeitado não invoque o nome de ditadores nem os elogie. Senão, até o Mao Zedong entra para a cartilha liberal de alguns empacotados. Não faça isso, por favor.
    .
    .
    “Talvez porque na Libéria haja excesso de Estado,e excesso de intervencionismo económico, e a consequente falta de liberalização económica e de reformas”
    .
    .
    Ou talvez porque não há Estado de Direiro. Ora, não há Liberdade sem Estado de Direito, nem capitalismo liberal sem esse mesmo Estado de Direito. Uma decorre da outra.

    Gostar

  41. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    19 Março, 2013 21:46

    Publicidade!

    Como dizem no artigo em baixo, o custo médio para se despedir um funcionário é de 18.000 euros (a RTP falou hoje de manhã de 11.616 euros, para o tipo de funcionários que o Governo quer despedir). Mas abaixo eles falam de um custo de 197 milhões/10.000 funcionários = 19.700 euros/funcionário para 19 anos de serviço. OK, arrondemos isso a 21.000 euros (22 anos de serviço) x 200.000 funcionários =4.200 milhões de euros.

    http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO118204.html?page=2

    Admitindo que estas recisões sejam todas feitas este ano mas que é impossível as concentrar num curto espaço de tempo para esta medida ter um impacto na redução da despesa (de toda à maneira só veremos os efeitos de esta medida para o ano, porque o Estado pagará este ano os tais 4.200 milhões e “só” poupará de forma definitiva 3.934 milhões = 1405 euros de salário médio x 14 meses x 200.000 funcionários), há que compensar esta medida. Eis a minha solução:


    – Limitar os vencimentos dos deputados ao salário minímo:
    Poupança: 8.241.394 euros

    – Supressão dos abonos variáveis e eventuais no Parlamento:
    Poupança: 4.195.074 euros

    – Supressão das subvenções para encargos de assessoria aos deputados:
    Poupança: 679.136 euros

    – Supressão das subvenções políticas:
    Poupança: 63.315.219 euros

    – Corte de metade dos custos com a Representação da República e a Gestão Administrativa:
    Poupança: 6.846.577,5 euros

    – Corte de metade dos custos da administração geral (serviços gerais da administração pública > OE2013):
    Poupança: 163.700.000 euros

    – Eliminação de serviços e fundos autónomos do Ministério da Economia (ver fórum, Deveres do Estado, Economia):
    Poupança: 130.359.940 euros

    – Eliminação de serviços e fundos autónomos do Ministério do Ambiente (ver fórum, Deveres do Estado, Ambiente):
    Poupança: 272.160.486 euros

    – Eliminação de serviços e fundos autónomos do Gabinete do Primeiro-Ministro e Ministério dos Assuntos Parlamentares (ver fórum Administração Central, Regional e Local):
    Poupança: 88.811.880 euros

    – Corte em 10% sobre todos os serviços e fundos autónomos, menos os já citados e os dos Ministérios da Educação, Saúde, Assuntos Sociais e o IEFP:
    Poupança: 1.190.603.198,5 euros

    – Proibir à Segurança Social de distrbuir mais de 1.000 euros por mês e por utente:
    Poupança miníma estimada em relação a 2011: 290.787.000 euros

    – Proibir à Caixa Geral de Aposentação de distribuir mais de 1000 euros por mês por utente:
    Poupança mínima estimada em relação a 2011: 1.655.624.000 euros

    – Limitar subsídio de desemprego a 419,22 euros
    Poupança miníma: 300.000.000 euros

    – Fim dos subsídios económicos no Ministério do Ambiente:
    Poupança: 1.160.900.000 euros


    Total minímo: 5.300 milhões de euros poupados.


    http://discutir-portugal.wikidot.com/forum/t-614538/cortar-mais-de-4-mil-milhoes-de-forma-permanente


    Ok, há aquelas da “Representação da República e a Gestão Administrativa” e “os custos da administração geral” podem não serem tão lineares, e a extinção dos fundos e serviços autónomos pode causar problema (a solução a meu ver é simplesmente lhes tirar o dinheiro, transferir os trabalhadores para outros serviços e dizer aos ditos serviços que o orçamento é X e a ele de se desenrascarem).

    Mas há solução!

    Gostar

  42. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 21:51

    anti-comuna,
    Deixe lá o Pinochet, que está morto e bem morto, e vá mas é divertir-se com outra camarada defensora da classe operária, de preferência da própria vanguarda do proletariado. E leve, para se entreter, as magníficas análises económicas que aqui fez nos últimos meses, devendo começar, deixo-lhe a sugestão, pela actualização dos índices tão favoráveis que nos foi apontando. Se quiser ajuda para os recuperar, a camarada certamente que não se importará de lhe dar uma mãozinha.

    Gostar

  43. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 21:51

    Ele até podia dar um milhão de dólares a cada um dos chilenos, que não deixava de ser um abjecto político. Ora, um Liberal não vende a sua liberdade nem por nada. Nem a sua nem a alheia. Portanto, se quer que o Liberalismo seja respeitado não invoque o nome de ditadores nem os elogie. Senão, até o Mao Zedong entra para a cartilha liberal de alguns empacotados. Não faça isso, por favor.”
    Mas oh Anti-Comuna, eu não disse que fazer reformas económicas liberais faz da pessoa liberal.Os chineses liberalizaram a sua economia, e é no entanto o PC que governa a China.

    u talvez porque não há Estado de Direiro. Ora, não há Liberdade sem Estado de Direito, nem capitalismo liberal sem esse mesmo Estado de Direito. Uma decorre da outra.”
    Mas o liberalismo não é a anarquia.Um Estado Minimo não é o Estado Ausente.Tem que haver o Estado de Direito como é natural.O mundo sem regras não funciona.Mas o estado deve ser o minimamente possivel, ocupando-se das funções de soberania.

    Gostar

  44. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 21:53

    In another words, o liberalismo é o centro entre a Anarquia e o Socialismo.

    Gostar

  45. Pinto's avatar
    Pinto permalink
    19 Março, 2013 21:54

    Anti-comuna,
    “Para a extrema-direita, reformar o Estado é privatizar tudo e ficar com a polícia para prender a oposição e o Exército para os torturar. Como fez o Pinochet”
    .
    Hitler fartou-se de privatizar. E via as privatizações com bons olhos. E o capitalismo.
    Eis alguns excertos do Mein Kampf:

    Não asseguraram eles que só o “grande capitalista” tinha interesses na vitória da monstruosa guerra e nunca o povo em si e muito menos o operário alemão?
    (…)
    Antes da guerra, a internacionalização dos negócios alemães já estava em andamento, sob o disfarce das sociedades por ações. É verdade que uma parte da indústria alemã fez uma decidida tentativa para evitar o perigo, mas, por fim, foi vencida por uma investida combinada do capitalismo ambicioso”
    (…)
    No momento em que escrevo estas linhas, espera-se o êxito da tentativa de passar para as mãos do capitalismo Internacional os caminhos de ferro da Alemanha”

    Gostar

  46. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    19 Março, 2013 21:56

    “… É impossível em democracia fazer o que Vc. pede. ”
    .
    O que é isso de democracia? Onde é que existe?

    Gostar

  47. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 22:01

    “E leve, para se entreter, as magníficas análises económicas que aqui fez nos últimos meses, devendo começar, deixo-lhe a sugestão, pela actualização dos índices tão favoráveis que nos foi apontando. ”
    .
    .
    Esteja descansado que as actualizo permanentemente. Mas não é a ler enlatados Hayek e quejandos. Ops!
    .
    .
    E pode ter a certeza que me modernizo tanto, que agora são as mulheres dos bloquistas na cama. Se quiser se entreter enquanto sonha ser o Pinochet português, nada como uma boa bloquista. lol

    Gostar

  48. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 22:02

    “Mas oh Anti-Comuna, eu não disse que fazer reformas económicas liberais faz da pessoa liberal.”
    .
    .
    Então este governo está a fazer reformas liberais. Pode não agradar à extrema-direita, a que lê as sebentas todas do Hayek, mas está a fazer reformas Liberais.

    Gostar

  49. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 22:13

    Hoje em dia é fácil apanhar com um liberal de pacotilha. Têm quase sempre os mesmos tiques e os mesmos chavões:
    .
    Andam sempre com a moeda “ouro” nas guelras, com o Hayek (e quejandos) nas teorias económicas e com o Pinochet como modelo de liberalismo económico. É tiro e queda. Um tipo dá um pontapé numa pedra e sai um gajo a tentar-nos vender ouro (ou a nova moda também, já que o ouro não sobe de preço), invoca o Santo Papa Hayek e diz que, bem no fundo, o Pinochet foi um grande liberal. lol
    .
    .
    E isto hoje é tão caricato que me faz lembrar os gajos de antigamente que me tentavam vender a ideia que o marxismo era o único socialismo científico, provado até pelas teorias económicas. Hoje a situação é semelhante. Mas ao invés do Marx e teoria da Mais-Valia, agora vendem-me enlatados Hayek, com ouro à mistura e uma pitada do Pinochet, para dar um ar da sua graça.
    .
    .
    Isto são modas. Hoje são Hayek amanhã andam se calhar a ler os livros do anterior Papa. São modas. Modas passageiras e fazem parte daquilo que o MacKay bem definiu: multidões ululantes iludidas mas que, um a um, vão perdendo a fezada. ehehehheh

    Gostar

  50. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 22:14

    ” agora são as mulheres dos bloquistas na cama”
    Temos homem! Ele é com as marxistas-leninistas, com as esquerdistas-caviar, sim, senhor! Já experimentou alguma do Sendero Luminoso? Nada como mudar de latitudes para manter o ânimo… E leve um livrinho do Hayek e uma fotografia do Pinochet para a cabeceira, se não, com essa impetuosidade, não vai dar descanso às mulheres, caramba!

    Gostar

  51. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 22:18

    E por falar em “pacotilha”, não esqueça de levar “pacotilhas” de plásticos preventores de calamidades sísmicas, não vão começar por aí a nascer anti-comunas andinos, uma mistura de reformismo liberal à lá Gaspar e de marxismo-leninismo-maoísta peruano. Então é que as caixas do Blasfémias não descansavam com tanta ciência económica, coño!

    Gostar

  52. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 22:18

    “Já experimentou alguma do Sendero Luminoso?”
    .
    .
    Não. Mas se for boa pessoa, faz-se sempre um esforço.
    .
    .
    Mas já pensou em formar um partido? E soltar a bilis na televisão? ehehhheh

    Gostar

  53. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 22:19

    Então este governo está a fazer reformas liberais. Pode não agradar à extrema-direita, a que lê as sebentas todas do Hayek, mas está a fazer reformas Liberais.”
    Ai sim? Quais pode-nos dizer?
    Há quem seje liberal em todas as matérias, há aqueles que são-no numas matérias e não o são noutras, e há quem não seja em nenhuma

    Gostar

  54. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 22:21

    “uma mistura de reformismo liberal à lá Gaspar e de marxismo-leninismo-maoísta peruano.”
    .
    .
    Rui, aí o meu amigo não fique com inveja. Daqui a 50 anos o Gaspar será lembrado. Nem que seja num pequeno anotamento de um qualquer livro de história económica portuguesa. Mas de si, duvido que daqui a 50 anos alguém saiba quem foi. Excepto e, muito bem, os seus estimados descendentes.
    .
    .
    Mas uma coisa é certa. Ele chegará lá aos livros mas não com sebentas e propaganda de pacotilha. ehheheh

    Gostar

  55. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 22:22

    “E soltar a bilis na televisão?”
    Não preciso, obrigado. Tenho dois cachorros que me aturam e um piriquito que chilreia maravilhosamente para me acalmar o mau feitio.
    .
    Já vc. é que se podia juntar ao Peres Metelo e ao Nicolau Santos (parece que também foi preso e torturado pelo Pinochet, coitadinho!), e fazerem uma mesa redonda na SIC-Notícias. Isso é que havia de ser ciência económica, caramba!

    Gostar

  56. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 22:23

    “Ai sim? Quais pode-nos dizer?”
    .
    .
    A maior delas todas? Conseguir pôr os liberais de pacotilha contra eles. ehehheh
    .
    .
    Mas olhe, já que fala nisso, só o facto de baixar a despesa já fez mais que mil e um artigos na blogosfera de alguns que se julgam liberais. Desse mérito já ninguém lhe tira.

    Gostar

  57. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 22:24

    “Mas de si, duvido que daqui a 50 anos alguém saiba quem foi.”
    Chuif, chuif, chuif! E eu que me preparei tanto para isso. Ó vã glória, porque me expurgaste do teu seio!

    Gostar

  58. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 22:25

    “Já vc. é que se podia juntar ao Peres Metelo e ao Nicolau Santos (parece que também foi preso e torturado pelo Pinochet, coitadinho!), e fazerem uma mesa redonda na SIC-Notícias. ”
    .
    .
    Para tão estimadas companhias sugiro antes o Rui. Essa gente não se senta com filhos da p***! 😉

    Gostar

  59. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 22:25

    E não seja modesto sobre o lugar que a posteridade reserva ao seu ídolo, anti-comuna. Pelo andar da carruagem, é bem capaz de ser bem mais do que um “pequeno anotamento”…

    Gostar

  60. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 22:28

    Ok, anti-comuna. Vc. até nem é mau rapaz, só que, depois da última apresentação do Gaspar, anda naqueles dias. Deixe lá, que isso passa. E, entretanto, vá lá entreter-se com as suas revolucionárias camareiras ou camaradas. E não se esqueça das pacotilhas de que lhe falei, dos enlatados do Hayek (experimento o Mises, que está mais na moda) e a fotografia do Pinochet. Aquela a seguir ao golpe, de óculos escuros e braços cruzados, sugiro.

    Gostar

  61. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 22:30

    A maior delas todas? Conseguir pôr os liberais de pacotilha contra eles. ehehheh”
    Claro, seria como os “liberais de pacotilha” concordarem com Sócrates,com o Chico Louçã , com o Jerónimo de Sousa.Se calhar porque o governo.. passou a ter um ponto de vista diferente.
    .”Mas olhe, já que fala nisso, só o facto de baixar a despesa já fez mais que mil e um artigos na blogosfera de alguns que se julgam liberais. Desse mérito já ninguém lhe tira.”
    Peanuts

    Gostar

  62. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 22:32

    Vc. esqueceu-se da Ayn Rand. Está a perder qualidades.
    .
    .
    Já agora, do alto do seu saber catedrático em matérias económica liberal, escreva um artigo sobre como acabar com o credit crunch. Aí sim, eu até lhe dava o meu louvor. Era de homem. Um artigo, do género: A solução Liberal para erradicar o credit crunch em Portugal.
    .
    .
    Isso eu gostava de o ver a si e a outros fazerem. Mas ninguém escreve um artigo destes. É só chavões. Há seis ameses atrás era o Rui a queixar-se que o gaspar não cortava na despesa. Agora diz. Cortar, corta mas não faz uma reforma do Estado. À Pinochet. lol
    .
    .
    Rui, Vc. com essas ladaínhas faz pior ao Liberalismo que o próprio Pinochet. eheheheh

    Gostar

  63. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    19 Março, 2013 22:33

    Anonimo,

    pelo contrário, se quisermos puxar o liberalismo até ao fim somos obrigados a ir para a Anarquia. Ou como dizem os americanos, o anarco-capitalismo (libertarianismo se preferir).

    Mas repare que a anarquia liberal não significa caos ou lei do mais forte. Aliás a palavra anarquia significa à base inexistência de governo ou autoridade política.

    É preciso em primeiro lugar perceber que tomar medidas liberais obriga-nos de toda à maneira a chegarmos ao poder (o que poderá implicar para alguns uma incompatibilidade nos termos), e como deve saber há diversas formas de tomar medidas liberais, as más e as boas. Por exemplo eu posso privatizar uma autoestrada mal ao vendê-la por inteiro a uma única empresa (mau), mas posso também privatizá-la dizendo que as pessoas terão, sim senhor, que pagar a portagem mas quando chegam à portagem podem escolher a qual empresa vão dar o dinheiro. A autoestrada é a propriedade comum de várias empresas e podemos imaginar que o custo seja suportado proporcionalmente em função da percentagem de receitas detidas (exemplo, a BRISA tem 50% das receitas das portagens, a ANACOM 30% e a Vivendi 20%, se o custo for de 1.000 milhões, a BRISA terá de pagar 500 milhões, a ANACOM 300 e a Vivendi 200).

    É igual para o resto das funções do Estado, podemos imaginar inclusive a constituição de um Estado associativo, a saber, você paga e recebe tais serviços em troca. Quer mais policiamento no seu bairro e os privados cobram-lhe excessivamente aos seus olhos? Dá um tanto ao Estado para este pôr polícias. Receia a parcialidade dos tribunais privados? Paga o Estado para o representar em caso de lítigo.

    A ideia seria um dia nos sermos chamados cada 31 de Janeiro a pagar os nossos impostos, mas poderiamos decidir quanto e aonde iriam os nossos impostos e os políticos serem obrigados a utilizar o dinheiro em função do que os cidadões terão dado.

    Mas e para aqueles que querem dar nada? Simples, como tudo é privado pagam tudo na hora ou então contratam seguros e passes privados.

    Mas e então aqueles que não têm nada? Cria-se fundos comuns, financiados voluntariamente, em que qualquer um poderá retirar dinheiro em caso de necessidade. Só que aquele que retira dinheiro contrata na verdade uma dívida, cujo pagamento será estipulado segundo as autoridades e populações locais, terá em conta a situação do beneficiário, a sua reputação e as reservas do fundo. Poderão depois serem exigidas outras garantias, mas em princípio ninguém poderá ser abandonado, mas ao mesmo tempo deverá haver poucos abusos, ou caso os hajam os fundos exigirão mais de juro ou de serem reembolsados mais rapidamente.

    http://discutir-portugal.wikidot.com/

    Gostar

  64. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 22:34

    “Claro, seria como os “liberais de pacotilha” concordarem com Sócrates,com o Chico Louçã , com o Jerónimo de Sousa.”
    .
    .
    Mas já concordam com o Pinochet. ehehheeheh
    .
    .
    Ora, entre o Sócrates e o Pinochet, eu por mim, prefiro elogiar o primeiro. Mas há quem ache mais piada ao Pinochet. Azar do Liberalismo com tais seus adeptos.

    Gostar

  65. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 22:37

    “Quer mais policiamento no seu bairro e os privados cobram-lhe excessivamente aos seus olhos? Dá um tanto ao Estado para este pôr polícias. Receia a parcialidade dos tribunais privados? Paga o Estado para o representar em caso de lítigo.”
    .
    .
    Isso é que seria do mais liberal que há. Um gajo ter policiamento privado. Como fazem ainda em Palermo.
    .
    .
    Ou em compensação, um tipo ter um exército privado, sem Estado a chatear-nos a vida. Isso então agradaria a qualquer adepto do Papa Hayek. lol

    Gostar

  66. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 22:37

    “Vc. esqueceu-se da Ayn Rand. Está a perder qualidades.”
    Com a Rand vc. podia ficar imparável, e eu não quero que lhe aconteça nada de mal. A si e às suas companheiras camarárias, caramba! Apesar de tudo, são seres humanos como quaisquer outros.
    Sobre o dito credit crunch, leia a tese de doutoramento do Mises. Um dia destes aceito o seu desafio, embora, caramba, eu não seja ministro das finanças. Vc. está sempre a esquecer-se disso: acho um bom presságio para o meu futuro político e para as anotações que a posteridade me vai dedicar. Enfim, espera-me a glória quando resolver esse drama que o tem consumido!

    Gostar

  67. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 22:42

    pelo contrário, se quisermos puxar o liberalismo até ao fim somos obrigados a ir para a Anarquia. Ou como dizem os americanos, o anarco-capitalismo (libertarianismo se preferir).”
    -Pois, há franjas do liberalismo que apoiam o seu ponto de vista.Eu não

    Mas já concordam com o Pinochet. ehehheeheh”
    É possivel que haja uma coincidencia de pontos de vista relativamente á economia.Cada assunto é um assunto.
    Uma forma de explicarmos isto tim tim por timtim: Temos dois ditadores: Fidel Castro e Augusto Pinochet.Que pontos têm em comum? Matéria de liberdades individuais e assuntos sociais: contra a liberdade de expressão,de participação politica, homossexualidade, etc etc.
    Pontos em divergência: Matéria económica, em que um aumentou radicalmente o estado, e o outro, baixou drasticamente o Estado.Politica Externa
    Como se vê, cada assunto é um assunto

    Gostar

  68. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    19 Março, 2013 22:43

    FILOSO…FAGIAS
    ——–
    Quem investe em Chipre, onde se pagam menos impostos, tem de assumir as responsabilidades”.
    Wolfgang Schäuble
    ———
    Sem mão-de-obra barata “não há emprego para ninguém”.
    Belmiro de Azevedo

    Gostar

  69. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 22:44

    “Sobre o dito credit crunch, leia a tese de doutoramento do Mises”
    .
    .
    Já sabia. Peço desculpa mas esta pergunta é sincera. Vc. não tem penamento próprio? Ou é daqueles que só debita o que decorou? Espero que não seja assim com os seus estimados alunos. 😉
    .
    .
    Mas eu queria mesmo que o meu amigo me respondesse com as suas ideias e as soluções para Portugal. Ora, se eu quisesse ler o Mises não precisava de si para nada. Certo? 😉

    Gostar

  70. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    19 Março, 2013 22:45

    “Isso é que seria do mais liberal que há. Um gajo ter policiamento privado. Como fazem ainda em Palermo.”

    Na Bela Vista há pessoas que pagam impostos, mas quantas vezes lá vêm passar polícias?

    Gostar

  71. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 22:47

    Do Mises, eu já li isto:
    .
    .
    “m dos grandes feitos de Joseph Salerno foi o de ter desomogeneizado as teorias econômicas e sociais de Ludwig von Mises e Friedrich A. Hayek, uma vez que ambas são frequentemente tidas como iguais. Em particular, Salerno demonstrou que o enfoque que ambos davam ao socialismo era nitidamente distinto, e argumentou que a tese original de Mises — que dizia que o problema do socialismo estava relacionado à impossibilidade do cálculo econômico — acabou se revelando correta desde o início, e se tornou a palavra final, ao passo que a distinta contribuição de Hayek para o debate sobre o cálculo socialista estava errada desde o começo, e serviu apenas para acrescentar mais confusão ao debate. O artigo a seguir irá fornecer suporte adicional para a tese de Salerno.”
    .
    in http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=852
    .
    .
    Afinal isto de seguir Papas tem muito que se lhe diga.

    Gostar

  72. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    19 Março, 2013 22:49

    Chipre mais uma desgraça neoliberal

    Una brevísima historia

    Chipre mantuvo desde los años noventa una economía modesta y relativamente saneada gracias a su oferta de turismo tradicional. Sin embargo, entre 2001 y 2008 su PIB creció un 3,7% de media, bastante más que el de la mayoría de los países de la Unión, mientras que su deuda pública se mantuvo baja, sin ni siquiera llegar, cuando estalló la crisis, al 60% exigido por la UE.

    Pero a partir de 2010-2011 las cosas se pusieron mal para la banca chipriota, las agencias de calificación rebajaron la nota a Chipre y el 26 de junio de 2012 el gobierno solicitó formalmente una ayuda a la Unión Europea. Lo que había pasado en esos años de crecimiento y las razones de la caída son muy parecidas a lo ocurrido en otros lugares de Europa.

    Chipre entró a formar parte del euro en 2007 pero había vinculado su moneda con la europea desde antes. Eso le permitió tener tipos de interés reales muy bajos y como al mismo tiempo ofrecía impuestos muy ventajosos (en realidad, actuaba como un auténtico paraíso fiscal) registró grandes entradas de capital que le permitían crecer mucho. Muchas de ellas (algunas estimaciones dicen que entre el 30 y el 40% del total de los depósitos) procedentes de los oligarcas rusos que blanqueaban allí su dinero, y también del Reino Unido e incluso (cuando estalló la crisis) de Grecia.

    Los bancos canalizaron la entrada de esa gran cantidad de liquidez y la dedicaron en su mayor parte a financiar una burbuja inmobiliaria muy parecida a la de España. Y a partir de 2008-2009 a comprar grandes volúmenes de deuda griega que era muy rentable por la presión que los mercados ejercían sobre el país heleno (los bancos chipriotas dedicaron a ello el equivalente al 25% del PIB de Chipre).

    Los economistas neoliberales, y entre ellos las autoridades europeas, habían estado considerando en los años de bonanza que un sector bancario super desarrollado y los impuestos muy bajos eran una gran virtud de la economía de Chipre (lo mismo que decían de Irlanda). La realidad se encargó de poner su sabiduría en su sitio: cuando en 2011 se realizó una quita de la deuda griega (como será inevitable que vaya ocurriendo en otros países), los bancos chipriotas quebraron. Y los bajos impuestos solo se tradujeron en un mayor incremento de deuda y en casi una nula capacidad de maniobra cuando la dinámica se torció y los gastos públicos tuvieron que elevarse (entre otras cosas, porque el desempleo se disparó). Y en medio de todo eso, no se puede olvidar que también hubo (como en otros países europeos y también aquí en España) un banco central dirigido por cómplices de los banqueros que no dijeron nada cuando se estaba larvando el desastre.

    E assim se chegou à intervenção da troika.

    Gostar

  73. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 22:49

    “Na Bela Vista há pessoas que pagam impostos, mas quantas vezes lá vêm passar polícias?”
    .
    .
    Boa pergunta. E perante a ausência do Estado, não há o sector privado a ocupar este nicho de mercado? Pense nisso e vai ver que isto é mais complicado do que parece.

    Gostar

  74. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    19 Março, 2013 22:57

    “É possivel que haja uma coincidencia de pontos de vista relativamente á economia.Cada assunto é um assunto.”

    Coincidência é algo que dificilmente se pode cruzar entre os círculos liberais. Mesmo em matéria económica. Basta ver como todos conseguem tirar da Bíblia a prova que os câmbios fixos são uma maravilha/porcaria ao contrário do padrão-ouro que é uma porcaria/maravilha.

    Eu pessoalmente não é bem a morte do Estado, ou outra uma entidade colectiva que defendo. Eu sou a favor da morte dos monopólios instituidos pela coação. O Estado pode muito bem continuar de existir a partir do momento em que é financiado de forma voluntária e o dinheiro vai onde eles entendem que deve ir. De toda à maneira ninguém imagina a vida sem ele e sempre houve instituições colectivas. Mas só assim, a meu ver, garantimos a liberdade de todos sem excepção.

    Gostar

  75. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 23:00

    . O Estado pode muito bem continuar de existir a partir do momento em que é financiado de forma voluntária e o dinheiro vai onde eles entendem que deve ir. De toda à maneira ninguém imagina a vida sem ele e sempre houve instituições colectivas. Mas só assim, a meu ver, garantimos a liberdade de todos sem excepção.”
    Nãon partilho dessa convicção.Respeito mas não partilho

    Gostar

  76. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    19 Março, 2013 23:05

    “Boa pergunta. E perante a ausência do Estado, não há o sector privado a ocupar este nicho de mercado? Pense nisso e vai ver que isto é mais complicado do que parece.”

    Porque não há mais liberdade quanto ao uso de arma e do exercício da segurança privada.

    Na prática podemos até considerar (mas isso é mais em Itália) que há quem ocupe o papel do Estado na segurança. Aliás a Mafia é um Estado, só que se eu pago aqueles matulanos para me defender e defendem-me. Pago caro, vêm-me chatear, pedem-me serviços que não posso recusar, mas o Estado faz igual:

    Pago uma brutalidade de impostos, directa como indirectamente, implica-se comigo com as suas regras, e obriga-me em certos sítios a fazer o serviço militar, a perder horas nas suas repartições. Ah! Mas paga-me parte do casamento, dá-me um abono de família e alimentação em caso de carência… E a Máfia também…

    Gostar

  77. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 23:07

    “Coincidência é algo que dificilmente se pode cruzar entre os círculos liberais. Mesmo em matéria económica. Basta ver como todos conseguem tirar da Bíblia a prova que os câmbios fixos são uma maravilha/porcaria ao contrário do padrão-ouro que é uma porcaria/maravilha.”
    .
    .
    Olhe que os mais puristas dizem que não. A bíblia deles é sempre a melhor que a alheia. Já viu o Rui a elogiar o Gasparov? Nunca em tempo algum. Mesmo que o Gasparov, na prática e não seguindo as cartilhas do Rui, esteja precisamente a trabalhar para erradicar o credit crunch português. 😉
    .
    .
    E mais ainda. O Gasparov, na próxima conferência de imprensa vai ter uma grande fotografia do Mises nas suas costas, sempre que um jornalista lhe perguntar como foi capaz de falhar as previsões económicas, o Gaspatov responde assim: o Mises, nosso papa (e ajoelha-se) diz que é impossível evitar a queda do PIB e que, como é uma bolha crediticia que rebenta, é impossível prever o nível do PIB, dada a volatilidade inerente à pr´opria deseinflação da procura interna. Portanto, como o Mises bem explicou na palvra 1685 da sua tese de doutoramento (e ajoelha-se), é imposssível prever o quanto o PIB cairá ou subirá nos próximos meses. lol
    .
    .
    E depois, aqui no Blasfémias, o Rui vai escrever um grande elogio ao Mises, perdão, ao Gasparov. ehehehehehe

    Gostar

  78. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 23:08

    “Porque não há mais liberdade quanto ao uso de arma e do exercício da segurança privada.”
    .
    .
    Mas no entanto, existe essa liberdade relativa nos aeroportos e até à porta dos hospitais públicos. 😉

    Gostar

  79. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    19 Março, 2013 23:09

    Este tipo tem um problema qualquer e devia ser ajudado por uma instituição do Estado.

    Gostar

  80. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    19 Março, 2013 23:09

    Não partilha porque acha que se pomos a minha ideia em prática ninguém pagará?

    Se for o caso então significa que somos todos uns egoístas incapazes de se entenderem e de se ajudarem. Nesse caso, porquê deveriamos acreditar que os políticos são diferentes?

    Gostar

  81. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 23:15

    Este blogue está a ficar giro. O Rui goza com as minhas análises económicas mas depois invoca o Mises. lol
    .
    .
    Ora, como se pode gozar com as minhas análises económicas se eu uso sobretudo o Mises em termos macroecómicos? lol
    .
    .
    Ou o Rui A. lê o Mises, decora-o mas não pesca nada do assunto. Ou nem sequer o lê. E é por isso que o próprio LR está precisamente a defender o Gasparov, porque é isso que ele está a fazer, para erradicar o credit crunch português, mesmo que com bastantes influências externas.
    .
    .
    Ou o Rui na prática não sabe o que diz o Mises ou nem sequer o leu. ahahahahahha
    .
    .
    E eu nunca invoquei o nome do Mises nas minhas ideias e análises económicas. Por isso é que o Rui não as entende. Mas se eu tivesse escrito, segundo o Mises, é provável que em Portugal se venha a conhecer um credit crunch derivado da insolvência estatal que transmite aos demais aegntes ecnómicos, em especial ao sistema finaneiro português. E aí o Rui já dizia: este anti-comuna é um senhor! lol

    Gostar

  82. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 23:15

    Fincapé,a qual deles se refere? LOL

    Gostar

  83. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 23:17

    Isto parece uma gaiola de loucos.Um quer estado total.Outro quer selva total. Apraz-me dizer: fuck you silly people

    Gostar

  84. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    19 Março, 2013 23:18

    “Mas no entanto, existe essa liberdade relativa nos aeroportos e até à porta dos hospitais públicos. ;)”

    Por alguma razão são, a par dos clubes de tiro, dos sítios mais seguros do Planeta 😉

    De toda à maneira se as pessoas da Bela Vista pudessem escolher a direcção dos seus impostos aposto que irá em grande parte para a segurança. Mas se ao cabo de um ano o Estado continuaria em não fazer nada, depressa apareceriam uns quantos indíviduos propondo-se para dar cabo da canalha local. Não me admiraria que seria a cambada do bairro rival vizinho a propor-se para defender os honestos cidadões da cambada da Bela Vista. Héhéhéhé.

    Gostar

  85. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 23:19

    orque é isso que ele está a fazer, para erradicar o credit crunch português, mesmo que com bastantes influências externas.”
    Nunca o deixa andar e os braços cruzados tiveram tanta utilidade! ehehehe

    Gostar

  86. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    19 Março, 2013 23:19

    Refiro-me a este:
    “O Estado pode muito bem continuar de existir a partir do momento em que é financiado de forma voluntária e o dinheiro vai onde eles entendem que deve ir.” 😉

    Gostar

  87. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 23:20

    “Não me admiraria que seria a cambada do bairro rival vizinho a propor-se para defender os honestos cidadões da cambada da Bela Vista. Héhéhéhé.”
    .
    .
    Mas isso é precisamente o negócio principal em Palermo. 😉

    Gostar

  88. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    19 Março, 2013 23:22

    Aplicar a palavra “purismo” numa filosófia que faz o elogio da diferença, da liberdade, da imperfeição em suma.

    São tão puros que perdem o sabor. Héhéhé.

    Gostar

  89. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 23:23

    Estado pode muito bem continuar de existir a partir do momento em que é financiado de forma voluntária e o dinheiro vai onde eles entendem que deve ir.”
    Mas olhe que o outro também está bem preparado para ser enrolado na camisa de forças.Enfim, já dei demasiada importância a este blog e a esta caixa de comentários, e sinceramente, o intendente á noite é mais seguro e mainstream que isto!

    Gostar

  90. Rogério's avatar
    19 Março, 2013 23:25

    Tanta lenga-lenga com o Pinochet e com o liberalismo e o camandro…
    Pergunta. Qual é que foi o valor que em média teve a inflação ao longo deste século? Quantas desvalorizações tivemos? Qual a média de anos dos mandatos do Governo?
    Cumprimentos,
    R.

    Gostar

  91. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 23:27

    “Nunca o deixa andar e os braços cruzados tiveram tanta utilidade! ehehehe”
    .
    .
    Se ler a tese de doutoramento do Mises (e ajoelho-me), ele diz que é imposssível evitar a queda do PIB. Mas o Friedman (ajoelho-me) dizia que não. É possível evitar grande parte deste credit crunch com taxas de juro baixas e crédito a rodos. A solução do hayek era espalhar pelo país inteiro a lista dos caloteiros portugueses. E a Rand mandava emigrar para se ter um melhor poder para analisar objectivamente as circunstâncias do credti crunch português. O Rothbard já mandava comprar outro e obrigava-nos a andar com pó para comprar uma bica. ahahhhahh

    Gostar

  92. Rogério's avatar
    19 Março, 2013 23:27

    Estes esquerdalhos deviam ler um pouco sobre a História Económica da Argentina.
    R.

    Gostar

  93. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    19 Março, 2013 23:33

    Pois é, o Fincapé e o anonimo é que vivem no mundo realista e maravilhoso do pragmatismo ocidental, do compromiso histórico entre o capitalismo salvagem e o socialismo totalitário que tanto bom nos trouxe e continua a trazer.

    Tal como os Gregos acreditavam que a escravidão era normal e natural 😉

    Quereis rebuçados? Tenho vermelhos e azuis. Héhéhé.

    Gostar

  94. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 23:33

    Se ler a tese de doutoramento do Mises (e ajoelho-me), ele diz que é imposssível evitar a queda do PIB. Mas o Friedman (ajoelho-me) dizia que não. É possível evitar grande parte deste credit crunch com taxas de juro baixas e crédito a rod.
    Não estava a falar disso.Estava a ironizar com o facto de o governo estar a tentar “resolver” a situação, sem no entanto tomar medidas de qualquer espécie, á esquerda ou á direita, amarelas ou vermelhas.O autêntico deserto

    Gostar

  95. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 23:34

    Pois é, o Fincapé e o anonimo é que vivem no mundo realista e maravilhoso do pragmatismo ocidental, do compromiso histórico entre o capitalismo salvagem e o socialismo totalitário que tanto bom nos trouxe e continua a trazer”
    Nada disso.Só não acredito que ser liberal não é ser Libertário.

    Gostar

  96. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    19 Março, 2013 23:35

    Não, em Palermo paguam a cambada do bairro vizinho e a cambada da Câmara. A primeira faz o que lhes pedem, a outra só de 4 em 4 anos 😉

    Gostar

  97. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 23:37

    “Não estava a falar disso.Estava a ironizar com o facto de o governo estar a tentar “resolver” a situação, sem no entanto tomar medidas de qualquer espécie, á esquerda ou á direita, amarelas ou vermelhas.O autêntico deserto”
    .
    .
    A interpretação mais rigorosa do Mises é mesmo essa. Não fazer mesmo nada. lol

    Gostar

  98. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    19 Março, 2013 23:38

    “Só não acredito que ser liberal não é ser Libertário.”

    Ui! Eu que sou libertário já não posso fazer parte da grande família liberal? Não devo ser um dos tais puros 😉

    Já agora falamos muito de mim, do que eu penso, mas e você? Como vê as coisas?

    Gostar

  99. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 23:44

    “A interpretação mais rigorosa do Mises é mesmo essa. Não fazer mesmo nada. lol”
    So what.Isso não quer dizer que Mises esteja certo LOL.Enfim, ateus e religiosos sempre houve, e sempre haverá

    Ui! Eu que sou libertário já não posso fazer parte da grande família liberal? Não devo ser um dos tais puros”
    Queira desculpar-me.Claro que faz parte, mas o liberalismo como um comentador disse-me há tempo: é um lugar expansivo,com muitas franjas e correntes.A sua corrente é uma das que integram.
    Eu num estado com as funções de soberania e de defesa só.

    Gostar

  100. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 23:44

    Os que andam sempre a invocar papas, na prática, depois espremidinho, não conseguem mesmo entender a ideia deles.
    .
    .
    E quando algum político começa a tentar pôr em prática algumas ideias dos papas que também leu, mas não invoca o santo nome em vão dos papas, os que lêm os papas mas entra-lhes a cem e sai a duzentos e como nem sequer penam a sério no que lêm e nos mercanismos económicos que estes papas tentam explicar, depois até insultam esses políticos. ahahahhah
    .
    .
    Eles sabem a teoria toda. Eles decoram as letras, os parágrafos, até paginas inteiros dos calhamaços. Mas depois nem eles sequer reconhecem práticas políticas que têm nesses livros a sustentação cientifica, em termos de teoria económica. ahahahahh
    .
    .
    Faz-me lembrar os disparates que se escreveram neste blogue na altura da TSU. Uma pessoa que conheça alguma teoria económica dita dos liberais, tinha reconhecido logo que aquilo eram medidas liberais, dentro do contexto português. Mas não. Era ver os liberais de pacotilha a berrar aos saltos, contra o estatismo e o socialismo do governo. lol
    .
    .
    Mais tarde é que se aperceberam que aquilo era do mais liberal que há, dentro daquilo que o Memorando exigia. E a própria Troika. lol
    .
    .
    Desde aí tirei a pinta a mais alguns “Liberais” da nossa praça. Tuido gente das sebentas e não compreendem sequer aquilo que lêm. ahaahhahahh

    Gostar

  101. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 23:46

    “So what.Isso não quer dizer que Mises esteja certo LOL.Enfim, ateus e religiosos sempre houve, e sempre haverá”
    .
    .
    Olhe que não, olhe que não. Os puristas nem duvidam da falibilidade dos seus papas. lol
    .
    .
    É esse o meu ponto e de mais alguns. Sim, estas ideias são boas e podem explicar a realidade nas não são infaliveis. Portanto há que ter cuidado nas suas interpretações embora tendo sempre em conta a filosofia por detrás desse pensamento. ehhehhe

    Gostar

  102. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 23:46

    «Vc. não tem penamento próprio? »
    Claro que não! Penso pela sua e pelos disparates que aqui debita, saídos directamente da net.
    .
    «Ora, como se pode gozar com as minhas análises económicas se eu uso sobretudo o Mises em termos macroecómicos?»
    Fantástico! Vc., agora, superou-se. Falei-lhe no Mises e vc. foi ao site de um Instituto Mises qualquer e descobriu o pobre do homem, que deve estar ao saltos na campa com o novo discípulo que se acabou de descobrir a si próprio! O Mises haveria de ficar encantado com as suas análises “macroeconómicas” (eheheeh!) e das suas belas estatísticas e análises quantitativas. Eh pá, caramba!, veja lá se se domina um bocado, pá, para não cair no ridículo! Juro que, assim, o combate se torna desigual, como diria o saudoso Conde de Abranhos.

    Gostar

  103. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    19 Março, 2013 23:46

    Guilherme Tell,
    Prefiro os rebuçados vermelhos. Sou do Benfica. 😉

    Gostar

  104. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 23:50

    Meu caro Rui Vc. pode decorar aquilo que lê mas espremidinho. lol
    .
    .
    Desde a TSU que lhe tirei logo a pinta. Foi fatal como o destino. E agora vou ler mais um bocadinho do Mises para encontrar a receita para a crise portuguesa. lol
    .
    .
    Rui dedique-se antes aos assuntos de Direito. Nesses não lhe posso apontar erros. 😉

    Gostar

  105. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    19 Março, 2013 23:51

    “Queira desculpar-me.Claro que faz parte, mas o liberalismo como um comentador disse-me há tempo: é um lugar expansivo,com muitas franjas e correntes.A sua corrente é uma das que integram.
    Eu num estado com as funções de soberania e de defesa só.”

    Não precisa de se desculpar, não me ofendeu eu estava a brincar consigo 🙂

    De resto tem toda à razão, mas eu gostaria saber porquê continua a considerar que é necessário o Estado ainda se ocupar das funções de soberania de forma monopolistica (porque é isto o ponto principal)?

    Gostar

  106. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 23:53

    Mais tarde é que se aperceberam que aquilo era do mais liberal que há, dentro daquilo que o Memorando exigia. E a própria Troika. lol”
    Portanto, sacar 8% do rendimento das pessoas,nacionalizar empresas, aumentar o estado é aumentar a liberdade delas.Já baixar impostos e defender a iniciativa privada é estatista/marxista/troskista.

    Dá vontade de parafrasear o Francisco José Viegas.

    Gostar

  107. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    19 Março, 2013 23:56

    anti-comuna,

    o senhor é coerente consigo próprio.Héhéhé.

    Gostar

  108. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    19 Março, 2013 23:56

    Estado ainda se ocupar das funções de soberania de forma monopolistica (porque é isto o ponto principal)”
    Porque acredito na responsabilidade.Porque não acredito na ausência de regras.

    Gostar

  109. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    19 Março, 2013 23:56

    Eh pá, agora eu que fui ao seu link! Vc. citou o HHH. Fantástico! Não há dúvida que os loucos se atraem, gaita! Boa noite e até amanhã, caro anti-comuna. Durma com os anjos e as suas companheiras. E se tiver insónias conte gasparinhos a saltarem por cima do défice. Descanse bem e leia um livro antes de dormir!

    Gostar

  110. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    19 Março, 2013 23:56

    O Rui A. (ajoelho-me) é um apreciador do Mises mas que critica o Ministro das Finanças português por falhar nas previsões económicos.
    .
    .
    E um tipo que seja honesto e sério fica de boca aberta. Desde quando um seguidor de Mises exige previsões económicas acertas de um Ministro das Finanças?
    .
    .
    ahahahahhahh
    .
    .
    Nunca me ri tanto como hoje consigo, caro Rui. Ainda é melhor que estar com algumas bloquistas. ahahahahah
    .
    .
    Se a minha Mãe não fosse uma estouvada, o quanto eu não seria reconhecido por todo o Portugal. eheheheheh

    Gostar

  111. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Março, 2013 00:03

    “Portanto, sacar 8% do rendimento das pessoas,nacionalizar empresas, aumentar o estado é aumentar a liberdade delas.Já baixar impostos e defender a iniciativa privada é estatista/marxista/troskista.”
    .
    .
    Se Vc. ler o Mises, vai perceber a causa principal do credit crunch português. Que é ligeiramente diferente do de outras latitudes. Portanto, tudo o que seja capaz de reduzir o risco sitémico português e que aumente as exportações, está dentro daquilo que pode ser para erradicar o que o Mises descrevia como credit crunch.
    .
    .
    Já o Friedman dizia que era preciso restabelecer a normalidade do crédito e afastar os erros de apreciaçao do risco dos agentes económicos, que acabam por transformar profecias em realidades. Logo, agora não é importante baixar a fiscal porque não tem os efeitos desejados mas o oposto, já que aumenta o risco e seca ainda mais liquidez.
    .
    .
    Está a ver como o Mises e o Friedman podem ser usados para lhe explicar a razoabilidade das medidas? ehehehheh

    Gostar

  112. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    20 Março, 2013 00:04

    E você acha que a responsabilidade existe num sítio onde não há concorrência? Onde não há ninguém que tenha o direito de fazer igual que sí ao mesmo tempo e de receber o apoio das pessoas?

    Quanto as regras, você nunca agrediu fisicamente ninguém porque o Estado ensino-lhe que era mau, ou foram os seus paises, familiares e a experiência pessoal?

    Gostar

  113. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Março, 2013 00:08

    Uma pessoa que se diz Liberal anda sempre com os papas na boca e não percebe na verdade o que ensinam esses papas mas debitam cartilhas, não passam de uns liricos. Parece mentira mas é verdade.
    .
    .
    E é vê-los na blogosfera sempre tão moralistas e tão autoritários (lembrando o Anacleto Louçã) a armarem-se mais liberais que os próprios papas. lol
    .
    .
    Ai que riso, com estes liberais deste país. Sabem as cartilhas mas não sabem como elas podem ser levadas à prática. Mais um bagaço para a despedida.

    Gostar

  114. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    20 Março, 2013 00:08

    Vc. continua a superar-se e até a surpreender-me, anti-comuna. Confesso-me completamente incapaz de contraditar os seus poderosos argumentos. Então, vc. acha que eu crítico o gasparov por lhe terem falhado as previsões económicas? Caramba, pá, é um combate desigual, vc. tem a sabedoria e a sapiência, e eu apenas o estudo atento e dedicado, voltando ao saudoso Conde de Abranhos! Rendo-me, rendo-me! Vc. é um génio e espero que nos continue a bafejar com as suas brilhantes análises de economia portuguesa. Não falha uma: vc., o Nicolau e o Metelo!

    Gostar

  115. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Março, 2013 00:11

    “Então, vc. acha que eu crítico o gasparov por lhe terem falhado as previsões económicas? ”
    .
    .
    É mentira?
    .
    .
    Vc. é incapaz, apesar de se armar em decorador de sebentas teóricas, em explicar como erradicava o credit crunch português. Mas como se diz na minha terra: treinadores de bancada há muitos.
    .
    .
    Quando se lhe pergunta como o fazria manda-me ler a tese de doutoramento do Mises. lol
    .
    .
    Mais um bagacinho. Nunca me ri tanto como hoje. ehhhhehheh

    Gostar

  116. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    20 Março, 2013 00:12

    Quanto as regras, você nunca agrediu fisicamente ninguém porque o Estado ensino-lhe que era mau, ou foram os seus paises, familiares e a experiência pessoa”
    Porque me ensinaram.Mas o estado também establece penas no sentido de punir ou prevenir os assasinatos.Porque nem todos tem pais e familiares que possam ensinar isso.É por isso que sou contra os assasinatos e contra o aborto.Porque são violações á vida humana.

    Se Vc. ler o Mises, vai perceber a causa principal do credit crunch português. Que é ligeiramente diferente do de outras latitudes. Portanto, tudo o que seja capaz de reduzir o risco sitémico português e que aumente as exportações, está dentro daquilo que pode ser para erradicar o que o Mises descrevia como credit crunch.
    .Como muitas pessoas, o Mises disse muita coisa acertada, mas disse também os seus disparates.
    Não se cura uma gripe com uma amputação do braço.Não se apaga fogos com mais fogos.Não se toma banho com mais sujidade

    Gostar

  117. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    20 Março, 2013 00:14

    Oh Ac: Acha que o pcp e be,podiam defender o Mises e o Friedman.Começo a achar que sim, a julgar pelo que você diz..E que o Estaline era um liberal.

    Gostar

  118. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Março, 2013 00:21

    “Como muitas pessoas, o Mises disse muita coisa acertada, mas disse também os seus disparates.
    Não se cura uma gripe com uma amputação do braço.Não se apaga fogos com mais fogos.Não se toma banho com mais sujidade”
    .
    .
    E quais são as coisas boas que ele diz e as más? Vc. sabe? Claro que não sabe. Por isso socorre-se do que outros escreveram, pensaram e até aplicaram. E sobretudo experiências concretas que empiricamente possamos ver os resultados práticos dessas ideias e medidas.
    .
    .
    Uma pessoa que se diz discipula do Mises, quando sabe que não existe liquidez na economia, só pode ser um louco em pedir baixas de impostos quando é o Estado que provoca a maior parte desse risco. E também sabe que, num credit crunch, a fiscalidade é das menores preocupações dos agentes económicos e dos investidores. Ora, aí é de se lhe tirar o chapéu, é aumentar a carga fiscal precisamente porque, como o Mises ensina, com a procura interna em quase total colapso, é quase imposssível evitar a correcção ou “desinflação.” Logo, se a queda das receitas do Estado é si mesmo um dos agentes causadores do risco sistémico e do próprio credit crunch, pode-se usar o Mises precisamente para justificar aumentos da carga fiscal. lol
    .
    .
    E como fizeram outros no passado? A Suécia fez isso precisamente, quando sofreu o seu credit crunch e teve um colapso económico e crediticio há cerca de 20 anos. Portanto, em termos teóricos existem bases para sustentar aumentos da carga fiscal, e em termos epiricos, o caso bem sucedidod sueco aconselha precisamente a usar este tipo de medidas. Aumentos da carga fiscal para eliminar o risco sitémico criado pelo défice orçamental. No caso português, face à elevada Dívida Pública, mais premente ainda mesmo que isso tenha custos a nível de alguns agentes económicos.
    .
    .
    Ler Mises é fácil. Dificil é perceber o que ele descreve. E actuar precisamente para erradicar o credit crunch. lol

    Gostar

  119. tric's avatar
    tric permalink
    20 Março, 2013 00:22

    quando a Europa vive uma crise profundíssima económica-social…a primeira viagem de John Kerry, como Secretário de Estado, foi à Europa para discutir a Siria…Obama, a sua primeira viagem após a sua reeleição, é a Israel para discutir o conflito Sírio e o Irão…Obama visita Israel, quando a Europa Judaica promove o azedar das relações com a Russia Cristã-Ortodoxa…Putin, o Cristão!! Obama, o Judeu!!! Putin não abandones a Cristandade no médio-Oriente, porque o Ocidente, esse já é Judaico!!!
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=tDZ_TPAC5MA

    Gostar

  120. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Março, 2013 00:25

    O problema do liberais de pacotilha é que só decoraram os seguintes chavões: baixar os impostos, reduzir o Estado ao minimo e comprar ouro. lol

    Gostar

  121. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    20 Março, 2013 00:34

    Uma pessoa que se diz discipula do Mises, quando sabe que não existe liquidez na economia, só pode ser um louco em pedir baixas de impostos quando é o Estado que provoca a maior parte desse risco. E também sabe que, num credit crunch, a fiscalidade é das menores preocupações dos agentes económicos e dos investidores. Ora, aí é de se lhe tirar o chapéu, é aumentar a carga fiscal precisamente porque, como o Mises ensina, com a procura interna em quase total colapso, é quase imposssível evitar a correcção ou “desinflação.” Logo, se a queda das receitas do Estado é si mesmo um dos agentes causadores do risco sistémico e do próprio credit crunch, pode-se usar o Mises precisamente para justificar aumentos da carga fiscal. lol”. ”
    Aumentos da carga fiscal para eliminar o risco sitémico criado pelo défice orçamental. No caso português, face à elevada Dívida Pública, mais premente ainda mesmo que isso tenha custos a nível de alguns agentes económicos.

    Eu não sou um discipulo de Mises, ao contrário do Rui A.Não posso dizer nem bem nem mal do que ele disse porque não o li.Mas se fez essa afirmação, pois, não estou de acordo com ele, como não estou de acordo por exemplo, quando o Ron Paul insurge-se contra as guerras.
    De qualquer das formas, para pagar impostos Anti-Comuna, é preciso haver quem esteja dispostos a pagá-los, enquanto que o Estado Social continua ai, enquanto que os Observatórios e Subsidios continuam ai, com o suor do meu trabalho.Eu trabalho para sustentar-me a mim, não para servir o Estado.Pagar impostos para o Estado? Não obrigado

    Gostar

  122. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    20 Março, 2013 00:35

    problema do liberais de pacotilha é que só decoraram os seguintes chavões: baixar os impostos, reduzir o Estado ao minimo e comprar ouro. lol”
    O comunismo foi rejeitado caro anti-comuna.O muro de berlim já caiu

    Gostar

  123. Cfe's avatar
    Cfe permalink
    20 Março, 2013 00:39

    Anti-comuna,

    Respeito muito suas intervenções mas se não for possível implementar um programas de reformas – tipo chileno – na democracia então esse regime não serve para nada (uma mentira em si mesmo) e estamos a partida fadados ao fracasso porque nenhuma estrutura que não seja capaz de se sustentar sobrevive.

    Queria que me explicasse, se possível, como os suíços limitaram suas pensões e reformas a um valor tão baixo em relação a seu nível de vida na democracia, por exemplo.

    Gostar

  124. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    20 Março, 2013 00:39

    Está bem, mas o Estado podia dizer e incentivar muita coisa mas isto não mudará as pessoas más. Que eu saiba o Estado proíbe às pessoas de matarem os outros, mas há quem o faça na mesma.

    Os direitos naturais são iguais para toda à gente, depois o que varia é o grau de interferência que aceitamos a esses direitos. A liberdade de expressão é maior em casa que no escritório em princípio, logo se as regras adaptam-se à realidade e as necessidades do terreno não pode haver o mesmo tratamento em todo lado, logo a regra não é igual em todo lado. Se a regra não é igual não há razão nenhuma para deixarmos a uns poucos a possibilidade de determinarem o que ela deve ser.

    Agora dirá-me que quem é mais rico pode beneficiar dos imbróglios jurídicos, seja a Justiça pública ou privada. A primeira porque tende a criar demasiadas leis, a outra porque será demasiada branda para garantir clientela, mas na segunda se eu tiver razão e não tiver dinheiro posso sempre jogar com a concorrência, pôr dois Tribunais em luta. É que se um Tribunal ficar conhecido por establecer as regras em função do porta-moedas rapidamente as pessoas vão parar de o solicitar (e se ficarem sem dinheiro), o outro será continualmente alimentado e terá assim mais sorte de ganhar o processo porque é bem visto. Actualmente pode fazer recurso e tentar invocar a jurisprudência, mas nada lhe garante que Justiça seja feita se o sistema é corrupto. No outro é a ordem social que o determina, é a cultura em que se insere.

    O libertarianismo só será inviável o dia em que seremos todos demónios, os restantes colectivistas aguentam-se em funçâo do número de santos que têm nas suas fileiras.

    Gostar

  125. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Março, 2013 00:39

    “De qualquer das formas, para pagar impostos Anti-Comuna, é preciso haver quem esteja dispostos a pagá-los, enquanto que o Estado Social continua ai, enquanto que os Observatórios e Subsidios continuam ai, com o suor do meu trabalho.Eu trabalho para sustentar-me a mim, não para servir o Estado.Pagar impostos para o Estado? Não obrigado”
    .
    .
    E se o Estado falir, se a banca falir e grande parte das empresas portuguesas falirem? O que é para si preferível? Pagar mais impostos ou não pagar nenhuns porque não tem emprego nem dinheiro? O que Vc. prefere?
    .
    .
    Ponha-se no lugar de um cidadão do Chipre e que tenha 5000 euros no banco. O que é preferível? Perder esses 5 mil euros e ter uma perspectiva de ter emprego ou prefere não pagar esses 5 mil euros e perder o emprego e o subsidio de desmeprego, porque o Estado faliu assim como os bancos e não existe dinheiro na economia? O que Vc. acha que é a melhor solução? Pagar uma taxa ou perder o emprego e saber que daqui a uns dias ou semanas pode nem ter dinheiro para comprar comida?
    .
    .
    Sabe, em teoria, no mundo das sebentas, nós podemos escolher determinadas soluções. Mas perante casos reais e concretos, as sebentas são orientações mas não existem soluções ideais. Só talvez ter um Pinochet no poder. eheheheheh

    Gostar

  126. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Março, 2013 00:46

    Caro CFE, isso é mesmo uma dúvida que atravessa muita gente mesmo que não a exprima em público.
    .
    .
    “Respeito muito suas intervenções mas se não for possível implementar um programas de reformas – tipo chileno – na democracia então esse regime não serve para nada (uma mentira em si mesmo) e estamos a partida fadados ao fracasso porque nenhuma estrutura que não seja capaz de se sustentar sobrevive.”
    .
    .
    Na verdade e isto não é recente, há cada vez mais dúvidas que seja possível uma Democracia sobreviver devido aos defeitos naturais desta, que exigem que os políticos distribuam dinheiros e probendas para ser eleito. Os Romanos tinham esse sistema. Compravam os votos. E agora como o é? Infelizmente parece igual ou pior.
    .
    .
    Alguns acham que se adoptar-mos o padrão-ouro é possível evitar uma situação dessas, já que, em teoria, num sistema desses, os políticos não podem gastar o que querem e têm que taxar aquilo que dão para comprar votos. Mas no passado, as democracias fugiram precisamente ao padrão-ouro para poderem comprar votos. Nos EUA até confiscaram o ouro e desvalorizaram logo o dólar em cerca de 1/3.
    .
    .
    Eu acredito que não sendo possível ter o padrão-ouro (porque implica sempre que os políticos aceitem não comprar votos nem desvalorizar a moeda e eles farão sempre isso, porque há sempre razões para desvalorizar uma moeda). o euro é precisamente a moeda do mundo que se assemelha ao padrão-ouro e onde os políticos não podem enganar o cidadão nem desvalorizar a moeda. Porque outros políticos assim o impedem.
    .
    .
    Eu sou um bocado pessimista nesse aspecto. A prazo, as democracias morrerão por causa da compra de votos por parte dos políticos.

    Gostar

  127. LR's avatar
    20 Março, 2013 00:53

    “Eu sou um bocado pessimista nesse aspecto. A prazo, as democracias morrerão por causa da compra de votos por parte dos políticos.”
    .
    Temo que tenha razão, Caro Anti-Comuna. O “mercado dos votos” conflitua cada vez mais com a economia de mercado e até com a própria democracia.

    Gostar

  128. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    20 Março, 2013 00:55

    anti-comuna,
    .
    Aproveitei uns minutos para comer uma bucha, voltei aqui e vejo que vc., hoje, continua imparável. Acho muito bem e está no seu direito de reivindicar a sua parte na herança miseana. Eu também a reclamo, embora não na totalidade, tendo muitas dúvidas sobre os apiorismos praxeológicos da sua economia. Prefiro mais a teoria política e histórica. Mas tudo bem, admito que vc. seja um miseano económico, embora lhe faça uma sugestão que talvez o possa ajudar: veja lá se lê uns livritos do homem, em vez de vir para aqui mandar bacoradas tiradas da net, ok.
    Quanto ao mais, aguardamos, ansiosamente, os seus próximos vaticínios económicos. Não se esqueça de consultar antes os seus colegas Professores Bambo e Karamba.
    Cumprimentos,

    Gostar

  129. tric's avatar
    tric permalink
    20 Março, 2013 00:56

    Gostar

  130. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    20 Março, 2013 00:58

    ? Pagar mais impostos ou não pagar nenhuns porque não tem emprego nem dinheiro? O que Vc. prefere?
    Ponha-se no lugar de um cidadão do Chipre e que tenha 5000 euros no banco. O que é preferível? Perder esses 5 mil euros e ter uma perspectiva de ter emprego ou prefere não pagar esses 5 mil euros e perder o emprego e o subsidio de desmeprego, porque o Estado faliu assim como os bancos e não existe dinheiro na economia? O que Vc. acha que é a melhor solução? Pagar uma taxa ou perder o emprego e saber que daqui a uns dias ou semanas pode nem ter dinheiro para comprar comida?”
    Se o estado acabar com os seus serviços , é de forma que ptenho que contribuir menos para ele.Estou do lado do Guillaume nesse assunto
    Acho que a opção perder 5 mil euros e a tal perspectiva de emprego e a de perder o emprego e o subsidio de desemprego, são muito mais parecidas do que diferentes caro Anti-Comuna.
    Prefiro que o estado reduza o seu welfare state, que privatize a maior parte das suas funções.

    Gostar

  131. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    20 Março, 2013 00:59

    Também há uma Suiça para se ir emigrar caro AC.E um dubai pujante com uma economia espectacular.

    Gostar

  132. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Março, 2013 01:17

    “Se o estado acabar com os seus serviços , é de forma que ptenho que contribuir menos para ele.Estou do lado do Guillaume nesse assunto
    .
    Acho que a opção perder 5 mil euros e a tal perspectiva de emprego e a de perder o emprego e o subsidio de desemprego, são muito mais parecidas do que diferentes caro Anti-Comuna.”
    .
    .
    E como faz isso em Democracia? Só se fizer como o Hitler. É eleito e acaba com essas “modernices”. Esse é o problema. Basta ver em Portugal como os patrões da imprensa andam cheionhos de medo de falir e como a matilha é solta contra o governo. Cortar? Se o Estado cortar mais muito mais, o país entra em crise política. E com jeitinho, temos o Vasco a tomar vitaminas e a fazer um novo golpe-de-estado. Em nome do Povo e do Socialismo. Perdão, Estado Social. ehehehehe
    .
    .
    Mas há ainda mais. Num sistema económico em que são mais os beneficiários que os pagadores, e como os beneficários têm o direito de voto, eles estarão sempre do lado do que lhes prometem as probendas.
    .
    .
    O Krugman, que até aceita por vezes que é preciso austeridade, diz que politicamente é impossível. Solução? Inflacionar. E é ver por esse mundo fora, todos a tentar inflacionar. Então nos USA é mesmo deliberdamente a política monetária da Reserva Federal. Inflacionar e tirar aos cidadãos ubrepcticiamente. Se se lhes vender que é para criar empregos ou sair da crise, a populaça até uiva de contentamento. E no Japão? E na Inglaterra?
    .
    .
    Este governo que exprimente cortar mais aos senhores juizes e aos senhores militares e vamos ver se eles não irão tentar um golpe-de-estado. O Vasquinho diz que se fosse novo…

    Gostar

  133. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Março, 2013 01:20

    “Também há uma Suiça para se ir emigrar caro AC.E um dubai pujante com uma economia espectacular.”
    .
    .
    Há. Mas na Suiça não existe o parasitismo que existe em Portugal. E mesmo assim abanaram com o possível colapso dos seus bancos. E até ao fim da crise, também nunca se sabe o que acontecerá na Suiça. No Dubai vivem de bolha em bolha. Se um dia o crude descer para os 30 ou 40 dólares, de uma forma permanente, vai ver o quão espectacular é aquela economia. Se na anterior bolha o dinheiro do crude lhes permitiu aguentar o fim da bolha no imobiliário, com um crude a preços baixinhos, não há Dubai para ninguém. Ficam os camelos do deserto a vover naquelas lindas cidades.

    Gostar

  134. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    20 Março, 2013 01:23

    “E como faz isso em Democracia? Só se fizer como o Hitler. É eleito e acaba com essas “modernices”. Esse é o problema. Basta ver em Portugal como os patrões da imprensa andam cheionhos de medo de falir e como a matilha é solta contra o governo. Cortar? Se o Estado cortar mais muito mais, o país entra em crise política. E com jeitinho, temos o Vasco a tomar vitaminas e a fazer um novo golpe-de-estado. Em nome do Povo e do Socialismo. Perdão, Estado Social. ehehehehe”
    .Então nesse caso, só me resta dizer isto: RIP Portugal(1143-2013) Descansa em Paz, Pátria Lusitana

    Gostar

  135. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    20 Março, 2013 01:25

    á. Mas na Suiça não existe o parasitismo que existe em Portugal. E mesmo assim abanaram com o possível colapso dos seus bancos. E até ao fim da crise, também nunca se sabe o que acontecerá na Suiça. No Dubai vivem de bolha em bolha. Se um dia o crude descer para os 30 ou 40 dólares, de uma forma permanente, vai ver o quão espectacular é aquela economia. Se na anterior bolha o dinheiro do crude lhes permitiu aguentar o fim da bolha no imobiliário, com um crude a preços baixinhos, não há Dubai para ninguém. Ficam os camelos do deserto a vover naquelas lindas cidades.”
    Sou um cidadão do mundo.Umas pátrias morrem, outras nascem,etc, etc.Hoje em dia, são poucos os paises sem problemas.

    Gostar

  136. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    20 Março, 2013 01:27

    “O “mercado dos votos” conflitua cada vez mais com a economia de mercado e até com a própria democracia.”
    .
    .
    Eu não gostava de ter razão. Porque se tiver, passo à clandestinidade. 😉
    .
    .
    Vou-me. Abraço.

    Gostar

  137. Vivendi's avatar
    vivendipt permalink
    20 Março, 2013 01:40

    – Proibir à Segurança Social de distrbuir mais de 1.000 euros por mês e por utente:
    Poupança miníma estimada em relação a 2011: 290.787.000 euros

    – Proibir à Caixa Geral de Aposentação de distribuir mais de 1000 euros por mês por utente:
    Poupança mínima estimada em relação a 2011: 1.655.624.000 euros

    Basta olhar estes números para se perceber onde está a doença. O estado tem um cancro.
    Tanta conversa e ninguém olha para os números (escola Medina Carreira)

    Andar preocupado com o crédito crunch???
    Eu tenho uma solução melhor. Acabe-se com o crédito e dá-se um chocolate crunch a cada português.

    Ensaio sobre a dívida portuguesa
    Atentemos ao que se passava em 1996:
    PIB: (em euros) 96 mil milhões
    Dívida do Estado: 54 mil milhões (58% do PIB)
    Dívida Total: 113 mil milhões (118% do PIB)
    (Não encontrei dados do privado, mas pressuponho que ronda os 60% do PIB)

    E em 2012:
    PIB: 166 mil milhões
    Dívida do Estado: 203 mil milhões (120% do PIB)
    Dívida Total, incluindo privado e público: 735 mil milhões (442% do PIB)

    Em 16 anos, o PIB cresceu quase o dobro, de 96 para 166.
    Mas a dívida cresceu de cento e tal para 735, aproximadamente sete vezes mais.

    Já alguma vez se questionaram porque é que o PIB cresceu 2 vezes enquanto a dívida cresceu 7 vezes?

    Havendo tanto economista na nossa praça a dizer que o acesso ao crédito É FUNDAMENTAL para o crescimento da economia, como é possível não ter em consideração este rácio de 2 para 7?

    Na minha opinião, e baseado de certa forma na minha experiência profissional, vou tentar deixar algumas pistas que nos podem ajudar a tentar perceber porque é que a dívida não é assim tão importante para o crescimento do PIB:

    1. Uma parte (que não sei qual) dos empréstimos concedidos são para aquisição de bens que não foram produzidos em Portugal, ou seja, como tivemos que importar, esses valores descontam no PIB. O que possamos ganhar na parcela do Consumo Interno perdemos quase tudo na parcela das importações.

    2. Uma parte (que não sei qual) dos empréstimos concedidos são para gestão da tesouraria das empresas. Tendo os prazos de pagamento sido alargados de 30 para 60 dias, depois de 60 para 90, e alguns de 90 para 180, evidenciando um desrespeito geral entre clientes e fornecedores, tais atrasos exigem às empresas fornecedoras o recurso ao crédito para compensar o défice na tesouraria.

    3. Com o acesso fácil ao crédito, muitos foram os investimentos que mais cedo ou mais tarde se revelaram ruinosos. A “indústria” imobiliária é talvez o caso mais paradigmático por ter deixado uma ferida tão aberta, mas o setor público é para mim aquele que de forma silenciosa mais danos fez à nossa sociedade. Desde o 25 de Abril que o Estado gera défices, que em anos de grande crescimento económico até se eclipsam, mas em anos de fraco ou nenhum crescimento exigem o recurso a grandes quantidades de nova dívida. Toda a emissão de dívida a curto, médio e longo prazo que serve para pagar contas correntes deficitárias por insuficiência de receitas captadas é um mecanismo que pouco ou nada ajuda no crescimento sustentável do PIB. Pode servir para manter postos de trabalho, reformas, subsídios, comprar a fornecedores e portanto até ajuda na Procura Interna do PIB daquele ano, mas fá-lo roubando riqueza ao futuro, já que a dívida terá que se pagar com energia que iremos (supostamente) gerar no futuro.

    4. À medida que o stock da dívida vai crescendo no público e privado, e o PIB vai ficando cada vez mais para trás, os juros que é preciso pagar começam a pesar cada vez mais no próprio PIB.
    Se o juro médio for de 4% ao ano para os 735 mil milhões que todos devemos a alguém, significa que temos que libertar anualmente 29 mil milhões de euros. Tal representa 17,7% do nosso PIB.
    Esta é a consequência mais nefasta da grande acumulação de dívida, já que não havendo libertação de energia no PIB suficiente para pagar esta barbaridade de dinheiro, temos que nos endividar ainda mais para ir pagando estes juros, criando uma espiral que se auto-perpétua até a coisa rebentar pelo lado do devedor (bancarrota completa) ou pelo lado do credor (falência)

    5. Na minha opinião, só uma pequena parte dos empréstimos concedidos (que não sei qual) é que serviu para exportarmos mais, tornarmo-nos mais produtivos, atraindo mais capital e assim fazer crescer vigorosamente o PIB.

    6. Se se lembrarem de mais alguma razão não hesitem em comentar

    De certa maneira, o tipo de comportamentos que os portugueses adoptaram com a chegada de tanto crédito não terá sido tão diferente como com a chegada dos milhões dos fundos comunitários. No fundo é tudo dinheiro que não nos custou a ganhar, e portanto é muito provável que o canalizemos mais para o que nos dá na real gana do que para investimentos que exigem trabalho e suor no futuro próximo.

    Se o dinheiro gasto viesse antes da nossa poupança e não oferecido por alguém, provavelmente gastá-lo-íamos também naquilo que mais nos apetecesse, mas as consequências do erro seriam tão mais evidentes e catastróficas que para muita gente tal anúncio de calamidade serviria de travão para não se abusar mais nas asneiras.

    Mas com dinheiro que não nos saiu do pêlo, as asneiras podem ser sempre compensadas com mais endividamento, sempre com a esperança de que as coisas se irão resolver algures num futuro próximo ou distante. Adia-se a correção, a dor e as decisões difíceis.
    É preciso é manter a confiança dos credores para que continuem a emprestar sem olharem aos fundamentos e aos princípios básicos da nossa economia.

    http://viriatosdaeconomia.blogspot.com/2013/01/ensaio-sobre-divida-portuguesa.html

    Gostar

  138. Vivendi's avatar
    vivendipt permalink
    20 Março, 2013 01:40

    – Proibir à Segurança Social de distrbuir mais de 1.000 euros por mês e por utente:
    Poupança miníma estimada em relação a 2011: 290.787.000 euros

    – Proibir à Caixa Geral de Aposentação de distribuir mais de 1000 euros por mês por utente:
    Poupança mínima estimada em relação a 2011: 1.655.624.000 euros

    Basta olhar estes números para se perceber onde está a doença. O estado tem um cancro.
    Tanta conversa e ninguém olha para os números (escola Medina Carreira)

    Andar preocupado com o crédito crunch???
    Eu tenho uma solução melhor. Acabe-se com o crédito e dá-se um chocolate crunch a cada português.

    Ensaio sobre a dívida portuguesa
    Atentemos ao que se passava em 1996:
    PIB: (em euros) 96 mil milhões
    Dívida do Estado: 54 mil milhões (58% do PIB)
    Dívida Total: 113 mil milhões (118% do PIB)
    (Não encontrei dados do privado, mas pressuponho que ronda os 60% do PIB)

    E em 2012:
    PIB: 166 mil milhões
    Dívida do Estado: 203 mil milhões (120% do PIB)
    Dívida Total, incluindo privado e público: 735 mil milhões (442% do PIB)

    Em 16 anos, o PIB cresceu quase o dobro, de 96 para 166.
    Mas a dívida cresceu de cento e tal para 735, aproximadamente sete vezes mais.

    Já alguma vez se questionaram porque é que o PIB cresceu 2 vezes enquanto a dívida cresceu 7 vezes?

    Havendo tanto economista na nossa praça a dizer que o acesso ao crédito É FUNDAMENTAL para o crescimento da economia, como é possível não ter em consideração este rácio de 2 para 7?

    Na minha opinião, e baseado de certa forma na minha experiência profissional, vou tentar deixar algumas pistas que nos podem ajudar a tentar perceber porque é que a dívida não é assim tão importante para o crescimento do PIB:

    1. Uma parte (que não sei qual) dos empréstimos concedidos são para aquisição de bens que não foram produzidos em Portugal, ou seja, como tivemos que importar, esses valores descontam no PIB. O que possamos ganhar na parcela do Consumo Interno perdemos quase tudo na parcela das importações.

    2. Uma parte (que não sei qual) dos empréstimos concedidos são para gestão da tesouraria das empresas. Tendo os prazos de pagamento sido alargados de 30 para 60 dias, depois de 60 para 90, e alguns de 90 para 180, evidenciando um desrespeito geral entre clientes e fornecedores, tais atrasos exigem às empresas fornecedoras o recurso ao crédito para compensar o défice na tesouraria.

    3. Com o acesso fácil ao crédito, muitos foram os investimentos que mais cedo ou mais tarde se revelaram ruinosos. A “indústria” imobiliária é talvez o caso mais paradigmático por ter deixado uma ferida tão aberta, mas o setor público é para mim aquele que de forma silenciosa mais danos fez à nossa sociedade. Desde o 25 de Abril que o Estado gera défices, que em anos de grande crescimento económico até se eclipsam, mas em anos de fraco ou nenhum crescimento exigem o recurso a grandes quantidades de nova dívida. Toda a emissão de dívida a curto, médio e longo prazo que serve para pagar contas correntes deficitárias por insuficiência de receitas captadas é um mecanismo que pouco ou nada ajuda no crescimento sustentável do PIB. Pode servir para manter postos de trabalho, reformas, subsídios, comprar a fornecedores e portanto até ajuda na Procura Interna do PIB daquele ano, mas fá-lo roubando riqueza ao futuro, já que a dívida terá que se pagar com energia que iremos (supostamente) gerar no futuro.

    4. À medida que o stock da dívida vai crescendo no público e privado, e o PIB vai ficando cada vez mais para trás, os juros que é preciso pagar começam a pesar cada vez mais no próprio PIB.
    Se o juro médio for de 4% ao ano para os 735 mil milhões que todos devemos a alguém, significa que temos que libertar anualmente 29 mil milhões de euros. Tal representa 17,7% do nosso PIB.
    Esta é a consequência mais nefasta da grande acumulação de dívida, já que não havendo libertação de energia no PIB suficiente para pagar esta barbaridade de dinheiro, temos que nos endividar ainda mais para ir pagando estes juros, criando uma espiral que se auto-perpétua até a coisa rebentar pelo lado do devedor (bancarrota completa) ou pelo lado do credor (falência)

    5. Na minha opinião, só uma pequena parte dos empréstimos concedidos (que não sei qual) é que serviu para exportarmos mais, tornarmo-nos mais produtivos, atraindo mais capital e assim fazer crescer vigorosamente o PIB.

    6. Se se lembrarem de mais alguma razão não hesitem em comentar

    De certa maneira, o tipo de comportamentos que os portugueses adoptaram com a chegada de tanto crédito não terá sido tão diferente como com a chegada dos milhões dos fundos comunitários. No fundo é tudo dinheiro que não nos custou a ganhar, e portanto é muito provável que o canalizemos mais para o que nos dá na real gana do que para investimentos que exigem trabalho e suor no futuro próximo.

    Se o dinheiro gasto viesse antes da nossa poupança e não oferecido por alguém, provavelmente gastá-lo-íamos também naquilo que mais nos apetecesse, mas as consequências do erro seriam tão mais evidentes e catastróficas que para muita gente tal anúncio de calamidade serviria de travão para não se abusar mais nas asneiras.

    Mas com dinheiro que não nos saiu do pelo, as asneiras podem ser sempre compensadas com mais endividamento, sempre com a esperança de que as coisas se irão resolver algures num futuro próximo ou distante. Adia-se a correção, a dor e as decisões difíceis.
    É preciso é manter a confiança dos credores para que continuem a emprestar sem olharem aos fundamentos e aos princípios básicos da nossa economia.

    http://viriatosdaeconomia.blogspot.com/2013/01/ensaio-sobre-divida-portuguesa.html

    Gostar

  139. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    20 Março, 2013 01:44

    O “mercado dos votos” conflitua cada vez mais com a economia de mercado e até com a própria democracia.”
    .True Story caro Anti-Comuna.Sempre respeitei e respeitarei a democracia.Mas sairmos da crise só há um caminho.E para chegarmos a um destino temos que segui-lo.Eu julgo contudo que será mais confortável para todos termos mais dinheiro, mais riqueza e menos despesa.Mais tarde ou mais cedo as pessoas terão que escolher
    Noite animada esta. Você e o Rui iriam fazer um debate mais mitico do que aquele entre o Cunhal e o Soares em 75.Abraço

    Gostar

  140. Vivendi's avatar
    vivendipt permalink
    20 Março, 2013 01:45

    Viriatos da Economia – o blogue onde se preza verdade económica
    http://viriatosdaeconomia.blogspot.com

    Gostar

  141. Portela Menos 1's avatar
  142. Vivendi's avatar
    vivendipt permalink
    20 Março, 2013 01:48

    Gostar

  143. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    20 Março, 2013 01:49

    até podem ser os Russos a sairem-se bem desta cena no Chipre – http://www.publico.pt/economia/noticia/parlamento-cipriota-recusa-taxa-sobre-depositos-1588358 – mas que esta decisão deveria envergonhar o bloco central do burgo, lá isso devia!

    Gostar

  144. Vivendi's avatar
    vivendipt permalink
    20 Março, 2013 01:53

    A única coisa que conta para a história económica recente de Portugal é que quando o país saiu da ditadura o peso do estado na economia era de 15% e agora é de 50%.

    Portugal ia num caminho de autêntica prosperidade económica mas os abortos socialistas acabaram a enterrar Portugal.

    IDH em 73 – 15º Lugar
    IDH em 13 – 43º lugar

    Gostar

  145. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    20 Março, 2013 01:58

    é mentira que a perfeição não existe; eu conheço alguns perfeitos idiotas.

    Gostar

  146. LR's avatar
    20 Março, 2013 02:00

    “Este governo que exprimente cortar mais aos senhores juizes e aos senhores militares e vamos ver se eles não irão tentar um golpe-de-estado. O Vasquinho diz que se fosse novo…”
    .
    Por aí pode dormir descansado, Caro Anti-Comuna. A aristocracia da Corte está velha, acomodada e acobardada, rosnam mas não mordem. Vão incentivando a populaça, na esperança que haja uma revolução após cada manif, mas nunca serão eles ou os tipos da esquerda caviar a liderá-la. O pior de tudo é a náusea que provoca o ar beatífico dos Capuchos, Bagões, Freitas quando vêm perorar à TV.

    Gostar

  147. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    20 Março, 2013 02:04

    Arrastão (I)
    A União Europeia, tal como está, não tem futuro. Começam-se a fazer ouvir as vozes que defendem a saída do Euro. O economista João Ferreira do Amaral há dois anos que anda a dizer que a única maneira de escaparmos ao aperto em que estamos é sair do Euro. Há dois anos, os economistas mainstream que se passeavam pelas TV’s a defender a “austeridade além da troika”, diziam que economistas como Ferreira do Amaral erma loucos. Agora, os economistas da troika desapareceram do mapa. João Duque, Cantiga Esteves, Vítor Bento, por onde andam eles? O que antes era “loucura” começa a tornar-se inevitável. Não é um caminho fácil, a saída do Euro. Mas quanto mais cedo acontecer, melhor (…)

    Gostar

  148. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    20 Março, 2013 02:05

    Arrastão (II)
    (…) Uma saída ordenada do Euro permitiria que Portugal voltasse a ter todos os intrumentos para sair da crise em que mergulhou – a desvalorização cambial, o proteccionismo económico e fiscal, a possibilidade de transformar o tecido económico português, estimulando as exportações e substituindo as importações por produção nacional, contrariando as directivas comunitárias. Neste momento, Portugal vive num sufoco sem fim à vista. Precisamos de respirar. Não há alternativa? Em democracia, há sempre. Livrarmo-nos da Europa anti-democrática pode ser o caminho mais rápido para nos reconquistarmos, enquanto povo, enquanto pátria. Antes que seja demasiado tarde (…)

    Gostar

  149. tric's avatar
  150. Expatriado's avatar
    Expatriado permalink
    20 Março, 2013 02:51

    A soluçao para os problemas de Portugal passa obrigatoriamente pela elaboraçao de uma nova e livre de ideologias CRP.
    .
    A de hoje deve ser enviada para o seu local apropriado: Para o lixo!!!!

    Gostar

  151. neotonto's avatar
    neotonto permalink
    20 Março, 2013 07:29

    E ja que andamos a falar na area política sob tudo o Rui A. a quem (eu infamemente reduzia para a parcela económica ) entao alguém podería me responder…
    Há tradiçao de liberais ao modo-tipo Pinochet em Portugal ou só é que é uma Utopia /Barataria dele?

    Gostar

  152. LR's avatar
    20 Março, 2013 08:47

    Portela,
    .
    Você e os seus amigos do Arrastão mereciam de facto sentir na pele as agruras de uma saída do Euro.

    Gostar

  153. neotonto's avatar
    neotonto permalink
    20 Março, 2013 09:10

    Você e os seus amigos do Arrastão mereciam de facto sentir na pele as agruras de uma saída do Euro.

    O assunto ainda vai girar e ir a pior?. O LR anda de um pesimismo ultimamente…Decepçoado? Por qué ou quém?
    Explicite aquí o seu desencanto ao modo de divao como utros conseguem usar e até abusar de um blog para tais fins…
    Lá que se foi e que se estragou (esperemos que nunca definitivamente ) a capacidade de tesis-antitesis e síntesis blasfema. Mamma mia.

    Gostar

  154. salino's avatar
    salino permalink
    20 Março, 2013 09:50

    Oh, povo do Cipre, danado, que reclamou alto contra um atentado e levou o parlamento a bater o pé à Europa, “nós não somos escravos””! E o patriarca de Nicósia pôs ao dispor do país todos os bens da Igreja, é de estalo.
    By other side, Gaspar das finanças de cá, além de não ser o adivinho que parecia ainda mente, disse que a escolha do meio a cobrar nos depósitos do banco central cipriota partiu do seu governo, mentira, que o diz claro o Expresso, que foi o representante do Banco Europeu que propôs a saída e depois obrigou sem mais condição ao caso.
    Mas subserviente o nosso homem toma os demais por si mesmo, que era o que faria e ainda mais, se lhe pedissem. E está bem para o emproado de 1º ministro que carrega .

    Gostar

  155. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    20 Março, 2013 11:05

    LR,
    Nessa altura o sr iria para um paÍs de Estado-zero e mandar-nos-ia uns postais através dos Correios privados 🙂

    Gostar

  156. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    20 Março, 2013 11:30

    Espanta-me que se fale do Dubai como um exemplo .
    Uma ditadura medieval, com escravatura e tudo.
    De facto muito fascista anda por estas bandas.ou isso ou néscios. O que sendo diferente nao é contraditório.

    Gostar

  157. LR's avatar
    20 Março, 2013 11:36

    Portela,
    .
    Nessas circunstâncias, escolher um país melhor seria muito fácil.

    Gostar

  158. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    20 Março, 2013 11:44

    Deixa-me cá aproveitar este intervalo para dizer o que penso do Anti(go)-Comuna.
    Li todos os comentários dele. Bate aos pontos os discursos do Fidel de Castro.
    Percebe muito de futebol.
    É tudo.

    Gostar

  159. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    20 Março, 2013 11:45

    LR,
    Escolher um país melhor – e, já agora, um governo competente – não seria, de facto, difícil; tenho dúvidas que encontre um 100% puro, ideologicamente liberal, como vc e amigos têm contrabandeado por aqui no Blasfémias.

    Gostar

  160. 1berto's avatar
    1berto permalink
    20 Março, 2013 12:04

    As discussões aqui são muito interessantes, mas não se aprende nada. Toda a gente andou aqui a tecer elogios aos gaspares e agora já não sabem o que fazer. Os dogmas estilhaçam-se, as previsões falham, as teorias na practica não funcionam. Até mesmo uma possível saída do euro é considerado um disparate tão grande como a ele ter aderido. Invocam-se os Pinochets, os Hitlers e os Estalines desta vida porque já ninguém entende nada de nada. Eu que sou um ignorante nestes assuntos e não o escondo, penso que por este caminho vamos ter de volta os nacionalismos com toda a força, a extrema-direita e a extrema-esquerda a ganharem cada vez mais poder, enquanto os FMIs vão sugando os povos até ao tutano. E depois quero ver por onde vão andar os leitores dos Hayeks, dos Friedmans, dos Krugmans, do Vítor Bento, e os devotos dos Gaspares, Borges e cia. Parafraseando Almada Negreiros “portugueses, as naus da Fenícia ainda não voltaram?”

    Gostar

  161. Golp(ada)'s avatar
    Golp(ada) permalink
    20 Março, 2013 12:21

    O exercito de terracota vai manisfestar-se hoje.
    Nesta anedota de país têm 190 generais, imagine-se , alguns de 4 estrelas, pasme-se, como se tivessem travado batalhas pra tal.
    Como é possível manter ainda os familiares com benesses várias?
    Os EUA tem 253 generais, e nós quase 200.
    Eloquente.

    Gostar

  162. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    20 Março, 2013 12:22

    Que eu saiba o Estado proíbe às pessoas de matarem os outros, mas há quem o faça na mesma.”
    Mas pune a violação da vida das pessoas e os crimes.Sim é justo que quem cometa crise incorra em pena de prisão.Sim, não vejo a legalidade do aborto.
    E outra coisa: quem não é libertário, é colectivista?

    Gostar

  163. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    20 Março, 2013 12:22

    “Mesmo que o Estado proteja seus cidadãos do risco de serem oprimidos por violência física (como acontece, em princípio, sob o sistema de capitalismo selvagem), pode estar falhando com relação a nossos objetivos se não conseguir protegê-los do abuso de poder econômico. Num Estado desse tipo, quem é economicamente forte ainda pode oprimir e privar de sua liberdade quem é economicamente fraco. Nessas condições, a liberdade econômica ilimitada pode ser tão autodestrutiva quanto a liberdade física ilimitada, e o poder econômico pode ser quase tão perigoso quanto a violência física, pois os que dispõem de rendimentos em excesso podem coagir os que deles carecem, sem usar de violência, a uma servidão “livremente” aceita.”13

    13. K. R. Popper, The open society and its enemies (1943); trad. italiana: La società aperta e i suoi nemici, Roma, 1974, v. 2, p. 163.

    Gostar

  164. pedro's avatar
    pedro permalink
    20 Março, 2013 12:24

    No euro ou fora do euro a nossa vida vai ser dolorosa .Penso que precisamos de um perdão na dívida pública de pelo menos 50 % e depois uma moratória no pagamento de juros e amortização de capital até a economia começar a crescer e, nessa altura, começamos a pagar . Faz de conta que saímos de uma guerra e vamos ter um tempo de recuperação . Meus amigos ,isto não é de esquerda ou direita ,qualquer merceeiro com lápis na orelha faz a conta e não precisa do excel do dr Gaspar. A situação real é esta ,ninguém paga a ninguém e em breve o povo vem para a rua e os governantes e outros políticos responsáveis pela bancarrota ,nem em Paris vão estar em segurança.Será que os comentadores deste blog não conheçem a rua e a economia do dia-a -dia?Votei nesta maioria e tive esperança, mas neste momento estou com o “comuna ” do freitas ,rua com este governo!

    Gostar

  165. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    20 Março, 2013 12:28

    A interpretação mais rigorosa do Mises é mesmo essa. Não fazer mesmo nada. lol“-A.C.
    É por isso que nunca li Mises.
    Contento-me com Pessoa.
    .
    Mas porra, não haverá alternativa entre Gasparov e Pinochet?

    Gostar

  166. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    20 Março, 2013 12:37

    A multidão “criança”, a democracia e o mercado

    Não é um fenômeno isolado a reação que se desenvolve na Itália contra o movimento de emancipação surgido das turbulências da guerra e do processo revolucionário na Rússia. Na Áustria, Mises polemiza com Kelsen. Contrariamente a este, Mises se sente bastante desconfortável na sociedade do seu tempo e lança um impiedoso libelo contra o pluripartidarismo e, sobretudo, contra os partidos de classe, o “destrutivismo” dos sindicatos e até contra “a proteção legal do trabalho” e a regulamentação jurídica do horário de trabalho recomendada pelos “escritores estatizantes”, mas que, reduzindo “a quantidade de trabalho fornecida e o lucro do processo de produção econômica”, também se inserem no âmbito da “política destrutivista” (Mises, 1927, p. 149; Mises, 1922, p. 469 e 460 ss.). A preocupação com o que a nova situação política causa à ordem social existente é tal que, ainda em 1927, isto é, quando está diante dos olhos de todos o espetáculo da ditadura terrorista aberta e permanentemente instaurada por Mussolini, Mises homenageia o fascismo por ter salvo a “civilização européia”, obtendo deste modo um “mérito” que “viverá eternamente na história”. Apesar de tais palavras de reconhecimento, estamos sempre em presença de um autor liberal que vê no fascismo um “remédio momentâneo ditado pela situação de emergência” e chamado a lançar as bases para o retorno aos tempos dourados do regime liberal e da economia de mercado (Mises, 1927, p. 45).

    Gostar

  167. PMP's avatar
    PMP permalink
    20 Março, 2013 12:40

    “The 20% decline in the value of the krona in late 1992 gave a strong boost to exports and together with the dramatic lowering of interest rates, this helped kick-start a cyclical recovery in late 1993. Moreover, a number of free market reforms implemented during Ingvar Carlsson and conservative Carl Bildt (who was Prime Minister between 1991 and 1994) had helped raise the structural growth potential of the Swedish economy.

    Gostar

  168. LR's avatar
    20 Março, 2013 15:52

    Portela,
    .
    “Escolher um país melhor – e, já agora, um governo competente – não seria, de facto, difícil; tenho dúvidas que encontre um 100% puro, ideologicamente liberal, como vc e amigos têm contrabandeado por aqui no Blasfémias.”
    .
    Mas quem lhe disse que os liberais, cientes das limitações e condicionantes próprias da natureza humana, anseiam por algo “bacteriologicamente puro”? Esse tipo de aspirações tem mais a ver com as ideologias que pretendem formatar o “homem novo”.

    Gostar

  169. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    20 Março, 2013 18:34

    “Mas pune a violação da vida das pessoas e os crimes.”

    E daí? Isto implica que privados não o possam fazer também? Em quê é mais moral, normal serem uns gajos com botas e fatinho que outros de boné e camisola azul?

    “Ah mas depois é o caos”. Pois é, pelo contrário regimes que sempre monopolizaram a violência, tipo a Alemanha, a Rússia ou mesmo Portugal, foram sempre menos brutais que aqueles que deixaram as pessoas armarem-se e a defeito de terem polícia e Justiça privada, como na Islândia Medieval, ao menos altamente descentralizadas.

    A brutalidade de um país depende também do próprio povo, da sua cultura. A cultura alemã foi, é, “violenta”, expansionista, mas eles hoje não andam à bula porquê? Porque descentralizaram tudo, eles foram violentos quando tudo era centralizado como aconteceu com Hitler e Bismarck.

    Se o povo é mau, as suas elites não serão melhores. Ainda menos com poder absoluto.

    De toda à maneira volto a repetir: a minha luta não é contra o Estado, é contra o monopólio e a coacção.

    Gostar

  170. anonimo's avatar
    anonimo permalink
    20 Março, 2013 18:56

    E daí? Isto implica que privados não o possam fazer também? Em quê é mais moral, normal serem uns gajos com botas e fatinho que outros de boné e camisola azul?”
    Se tiverem capacidade , então os privados poden fazer-no também.Mas em regra geral, apesar de ser por um estado minimo, não sou pela completa extinção.Sendo assi,não sou favorável á privatização da Justiça e da Policia.Gosto muito das suas opiniões.Mas repito,duvido muito da viabilidade da privatização total da policia e da justiça.São funções nucleares do Estado

    Gostar

  171. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    20 Março, 2013 19:46

    “E outra coisa: quem não é libertário, é colectivista?”

    Héhéhé. Já ouviu aquela do debate entre libertários?

    – Queres fazer um debate libertário?

    – Pode ser. Começa tú.

    – Ok… tú és um colectivista!

    – Não tú é que és colectivista!


    Héhéhé. Colectivistas são todos aqueles que não são liberais, mas obviamente temos todos algo de colectivista em nós e nas nossas filosofias (e eles igual têm sempre algo de liberal nas suas filosofias… enfim menos os comunas e fascistas provavelmente). A minha própria proposta, de “Estado associativo” pode ser desviar para o colectivismo, porque a maneira para lá chegar pressupõe que se chegue ao poder, que se desendivide o Estado, que se siga uma certa linha quando se privatiza os sectores. Riscos em perspectiva, e mesmo há em especial o risco, lá está, que as funções de soberania tendem a auto-centralizarem-se, em particular nas questões derivadas à Defesa Nacional.

    Isto para não falar das situações extremas. A questão da guerra; e os nossos vizinhos começarem a armar-se não deveriamos roubar um pouco as pessoas para constituir um armamento decente? As obrigar a fazer um serviço militar? Instituir a censura? Porque podemos não provocar nada, mas não é isto que nos evita de perder uma guerra. Também há as questões sobre as reservas alimentares, de medicamentos, ambientais etc. Imaginemos que as reservas de sangue estão demasiadas baixas, mesmo que se o possa vender, não deveriamos forçar as pessoas a dar? Etc.

    Intelectualmente é extremamente extenuante ser libertário. É preciso estarmos constantemente a nos informar, a raciocinar. Eu próprio pregunto-me se às vezes não estou a impor uma forma de individualismo, ou se a tal medida não poderá ter involver uma forma de colectivismo, será que esta medida garante a liberdade e não destrói a prosperidade etc. Tanto mais que a pureza não existe!

    Enfim eu tento de defender sempre a liberdade, porque acho que só assim as pessoas poderão viver felizes e mais prosperas. Se não posso tento escolher o menor mal. E mesmo assim, há algo que está acima de tudo para mim e se for necessário abandonar todos os meus princípios e valores para o preservar faria-o sem hesitar.

    Portanto bem vê que eu próprio sou um bocado colectivista. Héhéhé.

    Gostar

  172. Guillaume Tell's avatar
    Guillaume Tell permalink
    20 Março, 2013 20:46

    “Mas repito,duvido muito da viabilidade da privatização total da policia e da justiça.São funções nucleares do Estado”

    Se olharmos para a História, vemos alguns casos de privatização da justiça e da polícia. Ao meu conhecimento, o Estado livre da Islândia é o exemplo paradigmático. Se quiser saber mais pode ler o livro do David Friedman ( é este o meu deus, héhéhé), as Engrenagens da Liberdade onde fala de isso. Como da privatização da Justiça e da Polícia.

    http://discutir-portugal.wikidot.com/forum/t-576765/legislacao-e-civismo

    http://www.libertarianismo.org/index.php/biblioteca/32-david-d-friedman/63-as-engrenagens-da-liberdade

    Aliás se formos democratas a sério deveriamos considerar que a Justiça e a Polícia sejam separados do Estado. Não se pode ser ao mesmo tempo juíz, executor e legislador; e durante muito as funções nucleares não pertenciam ao Estado, o clero é que era incarregado da Justiça, as cidades e os nobres organizavam os seus próprios sistemas de policiamento e militar, fala-se muitas vezes mal da Idade Média mas aquilo também não foi a selva que nos pintam nas escola. Ao fundo se isto ainda não descambou para uma ditadura é por causa da cultura, não há nada que impede um dia de isto virar para o mau lado (a nossa própria Constituição permite a 154 deputados de fazerem o que querem do país).

    Gostar

Trackbacks

  1. Mudar o mínimo necessário para que tudo fique na mesma | O Insurgente

Indigne-se aqui.