Conflito e traição
«Não há em Portugal publicação mais radiosa que o Diário da República. Os “amanhãs que cantam” dos comunistas ao pé dos preâmbulos às nossas leis são uma prosa razoável. Todo um país ficcional se foi desenhando decreto a decreto e todos nós fomos vivendo nesse país-ficção legislativa até que a 6 de Abril de 2011, quando o então primeiro-ministro anunciou que Portugal ia fazer um pedido de ajuda externa, não foi mais possível negar a realidade. O episódio que vivemos agora com o chumbo de várias disposições do OE é apenas mais um capítulo em que os diversos protagonistas desta ficção tentam desesperadamente que não lhes caiba o papel de ter de escrever a palavra Fim. O nosso conflito não é portanto entre agentes políticos, institucional ou com os nossos credores. O nosso conflito é entre gerações: o país ficção que fomos levou as gerações mais velhas a blindarem-se em proteccionismos que condenam as gerações futuras.» – tema do meu artigo de hoje no DE

o prec chegou aos iluminados do tc
e os contribuintes ficaram às escuras. deviam ter lido o livro de Cadilhe e
conhecer a vida real do país.
2 milhões votam à esquerda para viver à custa da direita.
a reforma do estado levará 50 anos a produzir algum efeito.
entretanto os saudosistas esperam por nova urss, tio Adolfo ou D. Sebastião
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Convém não generalizar… Há por aí muitos velhinhos que não têm nada que ver com a condenação dos mais novos e que não precisa de qualquer proteccionismo do Estado. Só assim de repente estou a lembrar-me do Catroga (que começa a revelar sinais de que sofre de Alzheimer): negociou o memorando (que agora diz ter sido mal desenhado) e a seguir foi para a EDP para, consequentemente, ter rendimentos anuais de 430 mil euros. O Mexia é mais novo do que ele e recebeu 7 vezes mais, o que pode querer dizer que o Catroga não está a ter o reconhecimento que lhe é devido.
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De FICÇÃO surreal foi a opção do PSD ter optado directamente por sacrificar Portigal à Troika e FMI (por puros motivos de acesso ao poder, mandando às malvas o agora tão apregoado «elevado interesse nacional»…) na vez de se tentar a oferta (bónus, oportunidade, etc…) europeia do PEC 4.
E desse ónus a história tratará de desmascarar o «europeísta» mas oportunista PSD.
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Não tarda estamos a comer constituições ao pequeno almoço com sobras para o dia seguinte.
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Conflito de geraçoes como explicaçao para a crise ou, uma das ideias mais retrogadas apadrinhadas pelos newAbrantes.
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Esta ultima leva de uma geração colonialista hipotecou este país. A partir de agora não há pretos nem brancos , vamos ser todos cinzentos( como o TC apregoa ) . Passos dá o exemplo e começa o seu dia matinal no apeadeiro de Massamá à espera do comboio da CP para o levar para o trabalho . Isso sim era um passo de gigante que o miúdo dava.
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Helena, na mouche
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Passos Coelho tem agora uma boa oportunidade de mostrar que não é piegas, de mostrar toda a sua resiliência, e sobretudo de praticar a doutrina que pregou aos desempregados: há oportunidade na dificuldade e quanto maior a dificuldade maior a oportunidade.
Pode, por exemplo exportar pasteis de nata, ovos estrelados ao momento, comer fatias de bolo-rei juntamente com o PR, dançar o tango com o Sócrates, mandar o magalhães para a China, relançar o PoSat…
Ou, melhor ainda, emigrar.
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Pelo que depreendo do escrito, cada geração deveria ter a sua própria Constituição.
Recordo que a actual Constituição dos EUA foi aprovada em 1787.
Os americanos devem andar distraídos.
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A geração instalada é responsável por ter renegado aquilo que a escola do Estado Novo ensinava e se pratica na europa do norte . Não sei se a dra helena se lembra dos livros únicos tão criticados por esses renegados e que no caso do livro de leitura havia vários textos a apelar à poupança ,com aforismos do género “aproveitas o que não presta encontrarás o que é preciso”. Conheço os países do Norte da europa e eles não cultivam o consumo mas a poupança/investimento ,ora nesta terra provinciana ,poupar era mania do Dr Salazar.Quem fez os prédios aí na capital ? Foi a poupança da província e do ultramar . Antigamente poupava-se para a velhice e para a doença ,agora estes fdp oferecem PPR,seguros,etc e de seguida confiscam os depósitos como foi o caso de chipre ,assim não dá.
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Ok leninha, vamos pôr de parte a constituição a partir de agora tudo está em causa, portanto tu e os teus amigos tenham cuidado com essa coisa da “propriedade privada”, pode ser que seja desta que ela desapareça, mais a vossa classe!
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Dra Helena : parabéns pelo seu artigo ,no meu entender ,está brilhante e força na tecla .
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“… o país ficção que fomos levou as gerações mais velhas a blindarem-se em proteccionismos que condenam as gerações futuras.”
Ai Helena, Helena, você mata-me. Ou, vá lá, no mínimo moribunda-me.
Está a dizer que as gerações da guerra, as gerações que fizeram tudo para dar outra educação aos filhos, as gerações que trouxeram a modernização do país e algum bem-estar pós-salazarista aos portugueses, que viajavam seis ou mais horas por dia para ir trabalhar, que tinham de vergar a mola porque as máquinas ainda não tinham chegado, que plantavam a enxada porque tratores nem se viam, que andavam sem um tostão no bolso… está a dizer que estes homens e mulheres foram/são privilegiados?
E que os atuais jovens é que têm uma vida dura? Têm apenas um problema: o desemprego. Mas isto nem sequer é só um problemas dos mais novos (nem é só de agora – recue umas décadas). É ainda maior dos mais velhos, com filhos para educar e com menor possibilidade de circular.
Cá para mim, conheceu as pessoas erradas ao longo da sua vida. Viver em Lisboa ou Cascais tem destas coisas. A Quinta da Marinha não é o modelo mais recomendável para entender a sociedade.
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Em 99% dos casos gosto do que a Helena Matos escreve. O artigo no DE, referido neste post, corresponde ao 1% que não gosto.
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Deixou-me em conflito. Gostei da 1ª parte do artigo sobre a governação por decreto. A 2ª parte enferma do erro que que critica na anterior, isto é, decreta. O artigo até que ia bem lançado e tropeça na 3ª idade. Se em 74 a nossa divida era 14% do PIB isso não evitou que tivessemos de pedir resgate o que se calhar é um bocado mais complicado essa coisa das dividas. Lembro o Japão que tem uma divida publica astronómica da ordem dos 230%. É de lembrar o total da divida e como ela se reparte
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=61465
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Só mais uma achega
Click to access divida_publica.pdf
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É! Para a Dª Helena estes juízes do TC são uns incompetentes de esquerda
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Quando eu era jovem, o prec de 1974/75 obrigou ao corte da reforma que o meu pai recebia, pelo que descontou na sua vida activa ao longo de 40 anos (descontos para a CNP e para a caixa dos funcionários de uma empresa detida pelo Estado em mais de 50%). Só no início da década de 90 lhe retribuíram parte da reforma para a qual descontou.
No prec de hoje, há vozes (papagueadas por pessoas como a Srª Helena) que querem fazer comigo, exactamente o que fizeram com o meu pai.
Onde estão as gerações beneficiadas e as gerações previlegiadas, neste País da treta constituído por cidadãos da treta?
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