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Redacção

11 Abril, 2013

A austeridade

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A austeridade é uma coisa má que os governo fazem às pessoas. Eu não gosto da austeridade. O governo que faz a austeridade é mau. E não gosto do governo e não gosto do Gaspar. O Gaspar devia ir embora. Se o Gaspar for embora a austeridade acaba e as pessoas podem voltar a ser felizes. O ano passado fomos de férias ao Algarve, mas o meu pai disse que se não fosse o Gaspar tinhamos ido a Punta Cana. Eu não sei onde fica Puta Cana mas gostava de lá ir porque dizem que é bonito. Não percebo porque é que o Gaspar não deixa as pessoas ir a Punta Cana. O Gaspar é uma má pessoa que não gosta das outras pessoas.

41 comentários leave one →
  1. @!@'s avatar
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    11 Abril, 2013 07:15

    Deu-lhe a diarreia.

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  2. JP's avatar
    11 Abril, 2013 07:18

    Brilhante.
    O tipo de discussão política a que ontem se assistiu na Assembleia da República é absolutamente primitivo. Tudo é fácil, imediato, directo, e evidente, mas desprovido de consequências, implicações directas ou efeitos laterais, consideração pelo futuro, medição de resultados, etc. Chega a um ponto que dá a impressão de se estar perante um tempo de antena especificamente destinado a atrasados mentais profundos.
    .
    Parece que nos querem venezuelizar.

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  3. André's avatar
    André permalink
    11 Abril, 2013 07:21

    Outra Redação (aqui já se tenta aplicar o novo acordo, para cumprir as ordens do ministério da educação)
    .
    O Caminho para a Fisioterapia
    .
    Às sextas de manhã, quando vou para a fisioterapia passo pela segurança social. Aí vejo sempre uma fila de pessoas muito grande à porta. O meu pai disse-me uma vez que essas pessoas não têm trabalho, mas que antes tinham. Ele próprio, quando não teve trabalho, teve de ir para lá. Mas depois arranjou trabalho (não graças a eles).
    Depois passo pelo sem abrigo que dorme junto a um prédio, ele sempre foi sem abrigo (nunca percebi porquê), mas agora a senhora do café lá ao pé já não lhe vai dar uma sandes todas as manhãs. Já não vai porque o café fechou e agora encontro-a de vez em quando à porta da segurança social (há mesmo muita gente lá).
    A seguir passo pela associação de caridade onde distribuem comida às pessoas. A fila ali ainda é maior. Há mais pessoas. Também não percebo porquê. O Estado diz que ninguém morre de fome com os apoios da segurança social. Mas ali há mesmo muita gente.
    Eu não percebo porque é que não dão trabalho às pessoas. Na televisão está sempre um senhor muito chato a dizer que é preciso que as pessoas produzam e que têm de trabalhar. E há mesmo muita gente que quer trabalhar. Deviam dar trabalho a essas pessoas.
    Mas depois aparece outro senhor, ainda mais chato, que diz que não se pode dar trabalho, e que o Estado deve cortar, e cortar, e cortar, e depois é normal haver desemprego. Mas também diz que o país deve produzir mais.
    Depois há o João, que em muitos textos também diz que devem haver desempregados porque a economia não consegue aguentar essas pessoas a trabalhar. No fim, na prática, o João já se conformou. É pena, talvez o João queira é que as outras pessoas deixem de existir, assim já ninguém gasta dinheiro com elas e acaba-se o desemprego. Mas depois, se essas pessoas já não são vivas, as que ficam também já não precisam de trabalhar, então essas também vão para o desemprego. E também devem ser abandonadas à sorte, e devem morrer. E depois quem é que fica para trabalhar? O João? A creta altura ele também acaba por ter de morrer.
    .
    Percebe João? O senhor faz um texto estúpido que deve ser respondido com um texto estúpido. Mas as últimas interrogações foram sinceras. Se deixar de haver consumo, aqueles que agora estão a trabalhar vão ter de deixar de o fazer. Uma questão interessante a quem o João e o Gaspar não foram capazes de responder, mas que mais tarde ou mais cedo deverá ser respondida, uma vez que começamos a assistir a isso. Já agora, o meu pai esteve desempregado, mas ainda no tempo do governo do Santana Lopes. Encontrou trabalho na área dele já no tempo de José Sócrates numa empresa privada que fornece um serviço público a uma câmara PSD. Só para não dizerem que vivo numa família de aproveitadores.

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  4. JFP's avatar
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    11 Abril, 2013 07:28

    O texto postado define completamente o autor que, penso sinceramente, ainda não se deu conta de que a grande maioria dos seus escritos, ainda que não em tom irónico, não passam de garbosas redacções do menino que se julga o urso da turma.

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  5. gonçalo's avatar
    11 Abril, 2013 07:56

    O texto é bom, mas podia ter outra versão:
    “A austeridade é uma coisa má que os governo fazem às pessoas. Eu não gosto da austeridade. O governo que faz a austeridade é mau. E não gosto do governo e não gosto do Gaspar. O Gaspar devia ir embora. Se o Gaspar for embora a austeridade acaba e as pessoas podem voltar a ser felizes. O ano passado não fomos de férias, mas o meu pai disse que se não fosse o Gaspar tinhamos ido ao Algarve. O meu pai diz que assim, lá pelo Algarve, todos perderão o emprego. Eu gostava de ir de férias mas porque o meu pai e a minha mãe, assim poderiam descansar um pouco e estar comigo mais tempo. Não percebo porque é que o Gaspar não deixa as pessoas irem para férias. O Gaspar é uma má pessoa que não gosta das outras pessoas”.
    E, atenção, ambas são válidas.
    A austeridade é necessária, mas é necessário termos a criatividade necessária para inventar (sim, inventar pois tudo isto é novo) medidas que imponham a boa austeridade (que limite as importações e reduza o consumo ao necessário e de produção local) em oposição à má austeridade (que mata a produção e consumo de produtos, bens e serviços locais).
    http://notaslivres.blogspot.pt/2013/04/adeus-relvas-precisamos-de-alternativas.html

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  6. JOAO DE AMORIM's avatar
    11 Abril, 2013 07:57

    GOSTO DISTO.

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  7. maranus's avatar
    maranus permalink
    11 Abril, 2013 08:53

    É mesmo. O gaspar é uma pessoa má e triste que não gosta das outras pessoas.
    Este ano, se voltarmos ao Algarve, eu vou pedir ao meu pai para não levar o gaspar connosco.
    Ele não sabe brincar como os outros, é má companhia e só quer é estar no excel, como um autista, sozinho.
    E cá mim ele não vai connosco, este ano, não, de férias, nem que seja à martinica .

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  8. maranus's avatar
    maranus permalink
    11 Abril, 2013 09:01

    Por mim, uma maneira de se reduzir a austeridade era deixar de importar mercedes da d. Merkel, em troca dos licenciados, já completamente dados a trabalhar, que o passos exporta para a Alemanha. Mas como bem diz o relvas, pá, passos, um governo sem mercedes não é de primeira linha, olha o que eu digo, não vás pelos comunistas, que esses estudam a sério, mas não compram mercedes, coisa que não move o povo, ao contrário, e nunca vão para o governo.

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  9. gonçalo's avatar
    11 Abril, 2013 09:07

    Não é verdade que o buraco criado pela decisão do Tribunal Constitucional atinja o valor que tem sido referido. Na sua maioria são decisões de reposição de valores remuneratórios. Esses valores acabarão na economia, através da aquisição de bens e serviços essenciais e básicos pois respeitam a remunerações de trabalhadores e pensionistas. Assim, para além da despesa de 1,3 milhões, haverá que considerar a receita em IRS retido e em IVA quando essa despesa, nas mãos dos funcionários e pensionistas se traduzir em consumo.
    Pelo que, o buraco verdadeiro será metade do referido. Pelo que as medidas de compensação são de metade do que as que têm sido divulgadas como necessárias.
    Pensamos que até a falhada folha excel do ministro Gaspar deverá ter tido isto em conta. Mas vai daí, vão tentando esbater parte dos “despistes” orçamentais com estes 600 milhões de nova receita derivada da decisão do Tribunal Constitucional.

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  10. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    11 Abril, 2013 09:14

    Os comunistas não gostam de Mercedes, gostam mais de Trabantes.

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  11. Wall Streeter's avatar
    Wall Streeter permalink
    11 Abril, 2013 09:16

    Onde chega o desespero de J «Zéquinha» Miranda…

    Boa sorte com tanta eleoquência…

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  12. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    11 Abril, 2013 09:19

    eu ouvi dizer que vem aí o fássismo outra vez e até nem é mau vamos para cabo verde passar férias no tarrafal que a minha tia gosta muito de nadar e diz que há lá uns escurinhos que ensinam muito bem a mexer com as pernas o gaspar é mesmo mau e quando o vejo na televisão fico com medo porque a nossa empregada começa aos gritos, a minha mãe vai logo arrumar o mercedes na garagem e o meu pai agarra-se ao telemóvel a falar com uns gajos barbudos que vêm cá a casa com uns cartazes a dizer abaixo e nunca mais brinca comigo e agora a minha prima que anda na universidade pede-me folhas de jornal diz que lá não há papel e leva umas sandes que a minha tia graziela lhe dá para ela comer nos intervalos deixou de beber sumos e não se habitua à água da torneira já anda mais magrinha que ela era uma baleia e os meus professores andam todos chateados a olhar para o ar o que é bom é que agora deixam-nos mais à vontade já podemos partir os vidros e quebrar as louças dos lavabos que isto era uma pasmaceira não se faz nada bué o meu pai diz que não faz mal se ainda houver jotas ele põe-me logo e prontos ele fez o mesmo há anos ainda eu não tinha nascido e vive à grande com a democracia dele, o gaspar é um chato ainda vai estragar isto tudo que estava a correr tão bem.

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  13. neotonto's avatar
    neotonto permalink
    11 Abril, 2013 09:20

    Um discurso bastante simples para ser o discurrir de um neo-biótecnologo !
    Ou talvez , seja a consecuencia do mesmo … Nao foi algúm politico ou polítogo que faz bastantes anos atrás diz aquilo de “pelas suas obras os conhecereis”.

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  14. Francisco's avatar
    Francisco permalink
    11 Abril, 2013 09:23

    Na “mouche” Joao Miranda. É verdade que a austeridade causa desemprego e dificuldades, ninguém até agora o negou, mas ela é necessária para reduzirmos a montanha de divida pública que nos sufoca a todos. Alguém tem ideias para fazer de outro modo? Alguém conhece outra forma de aliviar a carga da “pesada herança” que nos deixou o PS? Avancem com sugestões, mas façam contas antes…

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  15. CA's avatar
    11 Abril, 2013 09:33

    “Se neste momento não fosse feito nada, os resultados no final do ano seriam bem melhores”

    http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/ferreira-leite-fala-em-pais-em-cinzas

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  16. A.Silva's avatar
    A.Silva permalink
    11 Abril, 2013 09:37

    ATRASADO MENTAL

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  17. Rafael Ortega's avatar
    Rafael Ortega permalink
    11 Abril, 2013 09:37

    Esta é a carta que o Seguro mandou à Troika?

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  18. Grunho's avatar
    Grunho permalink
    11 Abril, 2013 09:52

    Não.
    É a carta que o João Miranda mandou ao patrão.

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  19. Pffff !'s avatar
    Pffff ! permalink
    11 Abril, 2013 09:52

    Alguém conhece outra forma de aliviar a carga da “pesada herança” que nos deixou o PS? Avancem com sugestões, mas façam contas antes…

    Olha outro que ainda diz, que os comunistas, comem criancinhas ao pequeno almoço.
    Pois é Xico… todos os pássaros comem trigo, só os pardais é que levam com as culpas.
    Já agora, és assessor de que Ministério ? Sempre são 3 000/mês para largares bojardas ?
    Continua, mas já nã convences ninguém…

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  20. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    11 Abril, 2013 09:52

    A minha tia Macedónia, que é muito austera e gosta muito de legumes, nunca fez férias. Vai à compras.
    Este ano faz férias e não vai, porque recebeu uma carta do Interesse Nacional.

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  21. Carlos's avatar
    Carlos permalink
    11 Abril, 2013 10:00

    Ao menos o menino João Miranda foi de férias para o Algarve.

    Eu fui de férias para casa.

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  22. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    11 Abril, 2013 10:02

    Esta criatura confunde a rua onde mora com o resto do pais.
    Nem se apercebe que existem pessoas com rendimentos de 300 euros que nunca foram de ferias
    Que existem criancas que nao vao à escola porque nAo têm dinheiro para o passe social
    Que existem idosos que nao têm dinheiro para medicamentos e que a única refeição é um prato de sopa
    Que existem famílias com os dois membros desempregados e que tem filhos sem os livros escolares todos e que vao à cantina social almoçar
    Estas criaturas ou sao completamente néscias lunetas de má fé .

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  23. O Autor's avatar
    11 Abril, 2013 10:03

    João, João, que lata a sua! Irozinar com a abordagem infantil de certas pessoas àquilo que pode ser a “Benção da Única Alternativa” (1). As pessoas não têm culpa, João, caramba! O João não sabe onde vive? Não percebe que vive num país cuja Constituição, concebida nesse ano paradigmático de 1976, contém ainda o espírito, revisto e reafirmado em 2005, “de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português”? Ah pois é! Assim se constrói “um país mais livre, mais justo e mais fraterno.”, oh João! Onde pensa o João que reside o monopólio da compaixão e da solidariedade? Ora…!

    Portanto, as pessoas não têm culpa, de nunca terem tido que entender que, certas coisas, custam dinheiro; que este não nasce nas árvores. Ou melhor, nasce, nas árvores de cada um de nós. Mas que é preciso que sejamos nós, e não outros, a tratar do nosso pomar. Sim, “pomar”, porque deve haver mais que uma árvore, não vá, por caprichos da natureza, vir por aí moléstia!

    As pessoas não têm culpa, João. Isto porque a nobre Constituição é o molde do nosso Estado fraterno e justo. O nosso irmão mais velho, quem de tudo se propôs tratar. Que sempre nos disse para não preocuparmos as nossas cabecinhas com certas coisas. O dinheiro é sujo, entreguemos-lhe o nosso, que ele trata do resto. As coisas apareciam-lhes em casa, na mesa, no quarto, na sala, e nunca nos questinámos como. Tiveram escolas, estradas, hospitais; exposições mundiais e outros mega-eventos, sem reflectirem de onde vinha tudo isso. Tiveram medo de perguntar, creio. Não fora tudo aquilo ser emprestado e ter que ser devolvido.

    Agora acordaram, homens e mulheres feitos. Crescidos mas algo confusos! Uma coisa sabem: o dinheirinho deixou de chegar para tudo. O “tudo” que lhes foi prometido e que, como tal, lhes é devido. Sentem-se enganados por esse Estado fraterno. E, oh João, sabemos bem que dói mais quando é o nosso próprio irmão, caramba!

    As pessoas têm orgulho e vergonha, João. O pior foi que não tardou que a vizinhança se apercebesse. A mercearia deixou de vender fiado e a despensa estava a ficar vazia. Tomaram-lhes conta das finanças, algo que nem percebem bem como se faz, ou o que implica. Mas não esquecem do que lhes foi prometido e, como tal, lhes é devido. Isso não, que não são lorpas, nem vão em cantigas! Veio esse senhor, esse Gaspar, dizer que há coisas que vão deixar de ter. Isso é que haveria de ser! Mas quem pensa ele que é? Já não há palavra? Foi-lhes prometido, João, o resto as pessoas não querem saber.

    É todo este paradigma que rege a conduta de certa gente. Gente crescida, a quem foi vedada a compreensão do mundo que a rodeia; quem nunca teve de conduzir e a quem, agora, o trânsito assusta. Mas havemos de lá chegar. Vai custar, porque a verdadeira aprendizagem – a duradoura – é sempre às nossas custas.

    (1) http://antologiadeideias.wordpress.com/2013/03/12/a-bencao-da-unica-alternativa/

    Bem haja,
    O Autor
    Antologia e Ideias
    blog: http://antologiadeideias.wordpress.com/
    facebook: https://www.facebook.com/antologiadeideias.wordpress
    e-mail: antologia.wordpress@gmail.com

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  24. Pffff !'s avatar
    Pffff ! permalink
    11 Abril, 2013 10:04

    Francisco:
    Olha uma sugestão grátis:
    Cá em casa, quando temos dívidas, cortamos em tudo o que não é fundamental para viver, eu digo:
    Cortas no carro e vais de comboio
    Cortas nos jantares fora e comes sopinha com pão (com queijo, se houver) e azeitonas.
    Cortas na férias do Algarve e vais para o banco do jardim comer tremoços.
    Cortas na roupinha de marca e vais à feira da ladra, que há lá muito material e muito em conta.
    Traduzindo, porque podes não entender à 1ª.

    Deixa de ter centenas de carros para governantes.
    Deixa de ter 300 deputados (com ilhas incluidas)
    Deixa de comprar Pandures , F 16, Submarinos.
    Deixa de ter nas forças armadas 2 oficiais por cada soldado…..Já chega, porque vais limpar o rabinho à sugestão.
    NB: Ao fim de 2 anos de governação, é começaram a cortar na despesa…ehehehehe… que pantomineiros !
    Devia ter sido feito na 1ª semana…………..

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  25. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    11 Abril, 2013 10:19

    REDACÇÃO

    Limitações e Consequências para a Produção Nacional da Integração Europeia e do Euro
    Quarta 10 de Abril de 2013
    A austeridade que hoje é um elemento central do discurso político, não é uma palavra nova, nem para o capitalismo, nem para Portugal.

    O país vive em austeridade desde a saída do período revolucionário e a austeridade serve um propósito central, expropriar o trabalho, aumentar a taxa de exploração com vista à sustentação das taxas de lucros e restaurar as condições de rentabilidade do capital.

    A austeridade é em si mesmo uma resposta do capitalismo a crise sistémica que atravessa e não podemos compreender a crise nacional, sem compreender o papel que a economia nacional desempenha no sistema capitalista mundial, nomeadamente ao nível da participação de Portugal no processo de integração capitalista europeia, que a União Europeia corporiza.

    O modelo produtivo assente em baixos salários e na reexportação, inserido em cadeias de subcontratação sobre o domínio do grande capital multinacional que opera no mercado interno europeu, foi um modelo paulatinamente imposto e reforçado com a nossa adesão, servindo os interesses do capital estrangeiro e das camadas capitalistas nacionais de natureza rentista.

    Um modelo que acentuou todos os nossos défices e consequentemente a nossa dependência externa, impondo condicionalismos ao modelo de desenvolvimento económico e social endógeno saído da Revolução.

    Os programas do FMI logo em 1977 e depois 1983, assim como as ajudas de pré-adesão, contribuíram para preparar o país para a «gula» do capital europeu, com a brutal redução dos custos unitários do trabalho real que então se verificou, oferecendo assim uma reserva de mão-de-obra barata, em paralelo com um mercado de 10 milhões de consumidores, para absorver os excedentes agrícolas e industriais produzidos nos países do centro e norte da então Comunidade Económica Europeia.

    Com a ajuda dos fundos estruturais e agrícolas comunitários, o país foi moldando o modelo económico/produtivo, ao serviço das necessidades do grande capital dos países centrais do sistema. Apanhando logo com a adesão o choque concorrencial da aceleração do processo de liberalização dos mercados de bens, serviços e capitais, com objectivo da constituição do mercado interno europeu, inscrito na primeira grande reforma dos Tratados que foi o Acto Único Europeu, que abriu as portas à União Europeia.

    Ao mesmo tempo quer a nível nacional, se encetava o processo de privatizações, com a revisão constitucional de 1989, abrindo portas ao desmantelamento do Sector Empresarial do Estado, de sectores estratégicos para alavancar o nosso desenvolvimento endógeno e a sua venda ao capital estrangeiro.

    Estavam os passos dados para o desmantelamento progressivo do aparelho produtivo nacional, a especialização em sectores de baixo valor acrescentado ligados a uma progressiva terceirização da economia nacional.

    Produzir menos, para dever mais, num contexto em que o país se tornava paulatinamente um «importador líquido» de países como a Alemanha e, por isso, um devedor líquido face ao exterior, com o peso do serviço da dívida externa na forma de juros a aumentar, assim como a venda de activos para o exterior, de que resultaram a expatriação de dividendos e lucros. Uma expropriação progressiva da riqueza nacional transferida para o capital estrangeiro, sobretudo financeiro.

    O défice externo na balança corrente, crescente, rapidamente se transformava num défice orçamental, com a progressiva transformação da dívida privada em dívida pública.

    Os constrangimentos da integração foram se tornando cada vez mas atentatórios da independência nacional. A liberalização dos mercados, foi logo seguida pela perda da soberania orçamental, com o Pacto de Estabilidade, reforçada hoje com o Tratado Orçamental, a perda de soberania monetária, com o Euro, reforçada hoje com o «Pacto para o Euro Mais» e o Mecanismo de Estabilidade Europeu.

    Em paralelo com uma intervenção na política económica e social interna, por via da Estratégia de Lisboa e dos programas nacionais de reforma, que impõem a cada Estado-membro uma agenda de liberalização dos mercados públicos e financeiros, a par da desregulamentação do mercado de trabalho, reforçada hoje com a Estratégia 2020, o Semestre Europeu e o Mecanismo de Desequilíbrios Externos.

    Tudo parte da resposta do capitalismo a crise que atravessa, uma resposta que incorpora desde o início dos anos 90 do século passado o denominado consenso de Washington, com objectivo central de reduzir os custos unitários de trabalho, transferir os ganhos de produtividade do trabalho para o capital, com vista a restaurar as condições de rentabilidade do capital.

    Os quatro principais princípios deste «consenso» concorrem para este objectivo e estão inscritos nos Tratados da União Europeia: a saber: a estabilidade de preços, ou seja, a moderação salarial; a consolidação orçamental; a desregulamentação dos mercado de bens, serviços, capitais e trabalho e a liberalização do comércio internacional.

    A estabilidade de preços, objectivo único da política monetária do Banco Central Europeu, visa no fundo garantir que os salários crescem abaixo da produtividade do trabalho, ou seja, garantir a transferência dos ganhos de produtividade do trabalho para o capital, contribuindo para o aumento da taxa de exploração sobre o trabalho.

    A consolidação orçamental, transcrita no Pacto de Estabilidade e no novo Tratado Orçamental, visa também contribuir para a redução dos custos unitários de trabalho, incidindo sobre os trabalhadores do sector público e as consequências que a redução das remunerações e direitos nestes têm sobre os trabalhadores do sector privado, ao mesmo tempo que promove a privatização de bens e serviços públicos e utiliza os impostos para refinanciar o capital, por via da despesa fiscal (isenções e benefícios fiscais), da garantia de taxas de lucro (como é o caso das parcerias público-privadas) e da injecção directa de capital (o caso da banca).

    A desregulamentação do mercado de trabalho, o redução dos custos de refinanciamento do capital e a liberalização dos mercados de bens, serviços e capitais, está transcrita na agenda patronal de Lisboa, com vista a promover a moderação salarial, a precarização dos vínculos contratuais, o aumento do horário e ritmo de trabalho e a facilitação e redução dos custos do despedimento, ao mesmo tempo em que se aumenta a concorrência, com vista ao aproveitamento de mercados existentes, sobretudo dos serviços financeiros e da abertura dos regimes nacionais de pensões a lógicas de rentabilização privadas.

    Liberalização que põe em concorrência as forças de trabalho ao nível nacional e internacional, no contexto da liberalização do comércio internacional promovida ao nível da Organização Mundial de Comércio e a proliferação de acordos de comércio bilaterais entre zonas de integração regional.

    Neste quadro temos de sublinhar o papel estratégico do Euro e da União Económica e Monetária, como instrumento de classe ao serviço do grande capital multinacional que opera no mercado interno europeu.

    Não só por via da redução dos custos de internalização e internacionalização do capital que promove, mas também pela pressão que exerce no sentido da redução dos custos unitários de trabalho, uma vez que existindo uma política monetária única e fortes constrangimentos sobre o uso da política orçamental e fiscal, as únicas variáveis que subsistem de ajustamento face a choques económicos, nomeadamente de natureza assimétrica, são os salários e o emprego, ou seja, a desvalorização salarial e o desemprego.

    Num contexto em que o Estado continua a «libertar» importantes recursos públicos (ao nível dos salários e das funções sociais, como a saúde, educação e segurança social)) para continuar a injectar milhões e milhões de euros no sistema bancário e financeiro, por conta dos impostos pagos pelos trabalhadores por conta de outrem.

    Tudo reforçado na periferia do sistema, com uma nova leva de programas de ajustamento «estrutural», agora em formato Troika, do Fundo Monetário Internacional, da União Europeia e do Banco Central Europeu, no qual se inclui o pacto de agressão a que Portugal e os Portugueses se encontram actualmente sujeitos.

    Vejamos com números concretos, onde esta estratégia nos conduziu, tomando como base de partida as últimas previsões económicas da Comissão Europeia para o ano de 2013, elas próprias já revistas em baixa pelos dados avançados pelos o Governo após a sétima avaliação.

    Em 2013, o PIB (Produto Interno Bruto) nacional estará ao nível de 2000. Desde que actual Governo entrou em funções, o PIB terá uma contracção de 7,9 mil milhões de euros. Por sua vez, O PIB por habitante estará ao nível de 1998, ou seja, menos 750 euros por habitante face a 2011. Desde 2001, que economia está em divergência continuada com a União Europeia.

    Em ligação, o RNB (Rendimento Nacional Bruto), a riqueza produzida pelos nacionais, estará ao nível de 1999, menos 8,1 mil milhões em relação a 2011 e menos 6 mil milhões face ao valor do PIB, o que também mostra a nossa dependência do exterior.

    Em 2013, o investimento (Fabricação Bruta de Capital Fixo) estará ao nível de 1987, menos 6,1 milhões de euros desde que o Governo entrou em funções, menos 17,4 mil milhões face a introdução do Euro. O consumo privado estará ao nível de 1999, uma redução de 8,7 mil milhões de euros face a 2011.

    A década do Euro foi também significativa para o aceleramento do nosso processo de desindustrialização, ou seja, de perda de riqueza, de capacidade de gerar bens para satisfazer as nossas necessidades e que possam ser transaccionáveis com exterior. Desde a introdução do Euro, a produção industrial teve uma redução acumulada de 16,3% e, em 2011, estava ao nível de 1994.

    Em 2013, o nível de emprego estará ao nível de 1988, o que quer dizer que desde 2011 se destruíram 332 mil postos de trabalho, 592 mil desde a introdução do Euro.

    O outro lado da «moeda», para além do crescimento dos inactivos, do subemprego e da economia paralela, é o aumento brutal do desemprego, cujo volume e taxa em 2013 estará ao nível mais elevado de sempre. Teremos mais 227 mil desempregados face a 2011 e um número de desempregados 2,3 vezes ao que tínhamos quando da adesão.

    O caminho de consolidação do mercado interno europeu e da convergência nominal de Maastricht, custou ao país mais 47 mil desempregados. O caminho pós-euro custou ao país 692 mil desempregados. Considerando aqui apenas o desemprego oficial, uma vez que o desemprego real pode ser quase o dobro destes valores.

    Em 2013, a compensação salarial real por empregado (salários reais) estará ao nível de 2008. Por sua vez, o peso dos salários no produto, ou seja a quota parte do produto que renumera o trabalho, estará ao nível de 1990 e é inferior ao que se verificava a quando da adesão. Isto significa que o nível dos custos unitários do trabalho reais se encontram também ao nível de 1990.

    Desde que o governo entrou em funções, o peso dos salários no produto evidenciou uma descida 2,3 p.p., ou seja, indicativo de um dos maiores aumentos da taxa de exploração do trabalho nos últimos anos, só comparável aquela que se verificou em 2005-2007, durante o Governo PS/Sócrates.

    Por outro lado, o peso dos salários no produto teve uma descida de 3,8 p.p. desde a introdução do Euro. Percebe-se assim a quem serviu a moeda única, quando desde o Euro os lucros líquidos cresceram mais de 8 vezes mais que os salários em Portugal (que tiveram um crescimento médio de 0,3%, quase nulo) e quase 4 vezes mais na zona Euro.

    Quanto a balança de bens, apesar da forte redução das importações por via do empobrecimento acelerado dos portugueses pós-2011, o défice previsto em 2013 é 2,5 vezes superior ao que tínhamos em 1986, após se ter atingido um pico de 22,2 mil milhões de euros de défice em 2008, o qual desde o Euro se tinha vindo a agravar sistematicamente. O mesmo se passa do lado da Balança corrente, cujo défice é quase 6 vezes superior face ao que se verificava em 1986.

    Este é o ciclo vicioso em que Portugal se encontra, não só de desvalorização progressiva do valor de trabalho e de desemprego crescente, mas também de um aumento progressivo da dependência externa.

    Um país que produz menos, aumenta a sua dependência e deve mais, também não consegue consolidar as contas públicas. O défice e a dívida pública tornam-se alibis para justificar a estratégia de intensificação da exploração do trabalho e de entrega dos mercados públicos a lógicas de rentabilização privada.

    Em 2013, de acordo com as previsões a dívida pública terá atingido os 203,1 mil milhões de euros, mais 18,4 mil milhões desde que o Governo entrou em funções e será quase 13 vezes superior a dívida existente em 1986. O défice esse também terá um aumento de 560 milhões de euros face a 2011 e será 2 vezes superior ao de 1997, quando se iniciariam os Programas de Estabilidade e 4 vezes superior aquele que existia quando da adesão.

    Mas mais relevante é que se excluirmos os juros pagos, que aumentaram 360 milhões face a 2011, teríamos em 2013 as contas quase equilibradas, o que também demonstra que uma das questões centrais hoje se prende com a renegociação da dívida. em termos de montantes, juros e maturidades.

    Também é verdade que as receitas fiscais previstas para 2013 de impostos indirectos terão uma quebra de 750 milhões, o que mostra as consequências da quebra de consumo, em linha da quebra do poder de compra, nas receitas fiscais.

    Dizendo de outro modo, existe uma correlação positiva entre crescimento económico e o aumento das receitas fiscais, sem se ter de aumentar as taxas de imposto e carga fiscal sobre o trabalho. É importante sublinhar que em 2013 as receitas dos impostos indirectos estarão ao nível de 2009 e face ao pico mais elevado registado destas receitas em 2007, será inferior em 1,9 mil milhões de euros, ou seja, apesar das taxas de IVA legal em vigor então serem todas mais baixas, arrecadava-se mais receita.

    Este retrato mostra bem a insustentabilidade económica e social desta política, mas também os interesses que serve, alicerçada pela ingerência da União Europeia. Não estamos perante políticas erradas, estamos perante políticas deliberadas, políticas de classe.

    Esta linha de rumo está a ser aplicada em todos os países da União Europeia, com os instrumentos já referenciados, onde o Euro assume um papel de destaque. Estas são as amarras que condicionam o nosso desenvolvimento económico e social. O nosso e dos restantes países da União Europeia.

    A natureza de classe da União Europeia é hoje cada vez mais evidente. Sendo um processo histórico de resposta do capitalismo europeu às crises cíclicas que atravessa e um elemento da concertação/rivalidade do capital ao nível europeu, estamos perante um instrumento de classe efectivo na ofensiva contra o trabalho, que cria constrangimentos a luta dos trabalhadores e dos povos.

    Um instrumento criado e desenvolvido pelo grande capital, seja pelas confederações patronais desde a sua génese (UNICE/Business Europe), seja pela mesa redonda dos industriais (ERT). Um instrumento, por isso, não reformável.

    À medida que a crise se acentua, o instrumento tenta aprofundar-se, com as contradições inerentes ao próprio capital, elevando o patamar da ofensiva de classe em curso, com vista a garantir as condições de intensificação de exploração do trabalho e de rentabilidade perdidas, sempre ao serviço dos interesses do grande capital das potências imperialistas centrais, como a Alemanha.

    A emancipação dos trabalhadores portugueses e dos outros trabalhadores dos países que constituem a União Europeia, passa pela tomada de consciência que não existem saídas no actual quadro que não passem por uma ruptura com as políticas vigentes, pela necessidade de derrotar o instrumento de classe que é a União Europeia, de fazer retornar aos Estados os instrumentos de política económica, monetária, orçamental e cambial e pôr no domínio público os sectores estratégicos que permitam alavancarem o desenvolvimento económico dos países, ao serviço dos trabalhadores e dos povos.

    A ruptura com o processo de integração capitalista europeia tem que estar nas prioridades da luta dos trabalhadores e dos povos, por uma Europa de paz, progresso e cooperação. Temos que derrotar a União Europeia para construir o futuro.

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  26. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    11 Abril, 2013 10:46

    João Miranda,
    Importa-se que uma pessoa de esquerda aprecie o seu humor? E olhe que até nem acho excessivo o post. Eu tenho gerido a minha vida gastando sempre menos do que o que ganho. Isto é, com relativa austeridade. Sempre me borrifei em carros caros e noutras merdices das quais muitas pessoas fazem a sua razão de existir.
    Mas lá que este governo é o pior desde D. Afonso Henriques, isso ninguém me tira da ideia. O outro (lembra-se?) era o pior desde D. Maria II. Mas este abusa.
    Em relação ao seu texto, realço esta frase, porque certamente também gostava de lá ir: “Eu não sei onde fica Puta Cana mas gostava de lá ir porque dizem que é bonito.” Mas não deveria ser “bonita” para concordar com “Puta”? 😉

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  27. maranus's avatar
    maranus permalink
    11 Abril, 2013 10:56

    Lá isso é verdade, acedeu o relvas, maneira de atalhar a austeridade era deixar de importar mercedes da d. Merkel, em troca dos licenciados, que o passos manda para a Alemanha. Mas como já afirmei, disse ele, um governo sem mercedes não é de primeira linha, se não que comunistas, que estudam a sério, mas não têm mercedes, carcanhol para eles, e sem a admiração da plebe nunca vão para o governo. E então vendo um trejeito coelho, como a dizer a estopada, lembrou o ega, menino, tu que queres, também eu já apanhei com a Grândola… mas vale a pena. Sem governo não há pote, pedro, pá, e tu eras capaz de viver sem pote? Tu e eu e mesmo o John miranda ?

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  28. maranus's avatar
    maranus permalink
    11 Abril, 2013 10:58

    Cambada de mafiosos .

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  29. Fernando Rodrigues's avatar
    Fernando Rodrigues permalink
    11 Abril, 2013 11:11

    20 a zero. Por isto e mais é que não vou na bolota dos mérdias.O Blas está + uma vez de parabéns pelo texto e pelos comentários em que destaco o do “Autor” das 10.03 e o “Pffff ” 10.04. Certeiro e limpo.

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  30. JP Ribeiro's avatar
    JP Ribeiro permalink
    11 Abril, 2013 12:01

    O Autor,
    Li o seu comentário que me dirigiu para o blogue. Já está nos favoritos.
    Gostei particularmente do post com a referência ao livro This Time is Different – Eight Centuries of Financial Folly” , obra fundamental sobre a loucura dos nossos dias, cujos ensinamentos tem sido esquecidos até por aqui. De facto não convém saber a realidade. Mais vale continuar na Santa Ignorância e ter o papá Estado a tomar conta da gente. Ainda hoje assisti a uma manif da CGTP em Setubal sobre os temas estafados da austeridade. Sempre os mesmos argumentos infantis e demagógicos. E os pobres diabos obrigados a assistir, debaixo da chuva, controlados pela policia civil do partido que não os deixou arredar pé, e que evitava a todo o custo a debandada. Uma tristeza.

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  31. joshua's avatar
    palavrossavrvs permalink
    11 Abril, 2013 13:29

    Olha, não foi isso que o Mário Soares escreveu no DN?!

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  32. António's avatar
    António permalink
    11 Abril, 2013 14:41

    Pois … eu acho que o gasparzinho é um comunista radical, passo a explicar:
    Quando eu por ter um casa passo a ter de entregar ao estado um mês de ordenado (baixo), siginifica que ou passo fome ou vivo do crime ou entrego a casa ao estado. Ou seja o imi ( e estamos a falar de uma casa normal) é uma maneira de nacionalizar um bem. E este incompetente (não podemos ter medo de o dizer) ainda queria que este imposto subisse mais. Entre perder a casa ou Portugal ir para a bancarrota que vá depressa.
    Nota: a casa é minha , nunca pedi emprestado ao banco, não tenho é culpa de leis feitas por criminosos/incompenetes.

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  33. Esmeralda's avatar
    Esmeralda permalink
    11 Abril, 2013 15:42

    RIR É O MELHOR REMÉDIO! RIR É BOM E EU GOSTO! BEM HAJA!

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  34. 1berto's avatar
    1berto permalink
    11 Abril, 2013 16:44

    Nunca fui a Puta Cana, mas agora nem para ir ao Algarve tenho dinheiro. Está bem assim, João?
    Estou a portar-me bem? Estou a seguir a austeridade à risca? Ou tenho de pôr os filhos no prego para ser um patriota?
    Já agora, se não vou a Puta Cana posso ao menos ir às putas? Ouvi dizer que baixaram os preços, pois a oferta aumentou. É a lei do mercado a funcionar.

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  35. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    11 Abril, 2013 17:12

    isto hoje está muito animado com muitos autores & assessores abrantinos 🙂

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  36. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    11 Abril, 2013 17:21

    Rui Rio, perigoso esquerdista, também é contra o despacho que suspende pagamentos nos órgãos do Estado.
    E António Capucho também.
    António José Seguro não necessita de fazer oposição. Pode ir de férias para “Puta Cana” e voltar para o governo lhe cair nas mãos quando o PSD derrubar o psd. 😉

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  37. Churchill's avatar
    Churchill permalink
    11 Abril, 2013 17:52

    Miranda
    Mas onde está o problema das pessoas quererem ir a Punta Cana
    Já lá estive, é ótimo, paguei a viagem da família depois de poupar dinheiro durante algum tempo (vários anos de subsídios).
    Qual é o problema?
    Só porque não nasci Champalimaut não posso fazer uma semana de férias no exterior de 5 em 5 anos?
    .
    O que o texto demonstra é o pior do Gaspar que está a ficar como marca de governação e contamina os Mirandas.
    O individuo parece que gosta que as pessoas sofram como penalização de todos os pecados que cometeram, mesmo que não tenham cometido nenhum, só porque tem de ser.

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  38. Expatriado's avatar
    Expatriado permalink
    11 Abril, 2013 20:29

    Ha’ que compreender as dificuldades dos marcianos. A distancia temporal e fisica do “planeta” mae obriga-os, desde que aterraram na Terra, a usarem e re-usarem os textos originais que lhes entregaram antes da descolagem de Marte faz muitos anos.
    .
    O CC(CP) encarrega-se de lhes lembrar as palavras (e os adjectivos) chave com que se identificam uns aos outros e, ao mesmo tempo, procurarem engajar algum idiota util (coisa definida por um dos criadores do credo marciano) que ande por ai a’ solta.
    .
    Depois existem os funcionarios marcianos que publicam os longos textos rebuscados na central CC(CP) em tudo quanto e’ blog e grupo do FB. Como se nao houvesse materia que chegue no campo nacional, atiram-se a tudo quanto lhes cheire como nao sendo marciano internacionalmente. Tipico de uma tentatica de colonizaçao da Terra por extra-terrestres…. mas estes nao se deixam enganar. Ate’ porque o Sol nao cria vida em Marte.
    .
    Coitadinhos (com o sentido que a palavra tem no calao)…….

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  39. O Autor's avatar
    11 Abril, 2013 21:09

    Fernando Rodrigues, obrigado pela referência. Esclarecimento: adorei o texto do João Miranda. Poderei ter levado a ironia longe de mais. De resto, concordo, o BLAS está de parabéns pela massa crítica de opiniões que aqui se gera. Gostei de muitos comentários aqui, pela oportunidade e humor, destaco: Rafael Ortega às 09:37.

    JP Ribeiro, muito obrigado pela preferência e visita. Melhor ainda que favoritos, insira o seu e-mail no canto superior direito (creio) e receba os posts em primeira mão, na sua caixa de e-mail. Também estamos no Facebook (eu sei, eu sei, vendi-me).

    Já agora, estendo este convite a todos de clicar nos links abaixo. Isto porque, a avaliar pelos comentários que aqui vejo, os artigos que ali de vez em quando se publicam, são no mínimo, “controversos”.

    Bem hajam todos e parabéns ao Blasfémias!
    O Autor
    Antologia de Ideias
    http://antologiadeideias.wordpress.com
    http://www.facebook.com/antologiadeideias.wordpress

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  40. General's avatar
    General permalink
    11 Abril, 2013 23:43

    E o menino continua a sua redação depois de ter ouvido o pai a falar da mais recente remodelação do governo “Na austeridade até os coelhos parem ratos”

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  41. A. Pereira's avatar
    A. Pereira permalink
    12 Abril, 2013 10:41

    Vê-se por uma série de comentários que os esquerdinhas só gostam de redacções tipo Guidinha (muito bem feitas, aliás) quando atacam a direita. Quando atacam a esquerda, ficam todos enxofrados, começam a espernear e desatam aos insultos.

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