Confundir o sintoma com o a doença
Um dos problemas do Plano de Álvaro Santos Pereira para o crescimento é a confusão entre sintomas da falta de crescimento com causas subjacentes da falta de crescimento. Uma situação típica de Culto da Carga. Um exemplo mais flagrante é a forma como o problema do crédito é encarado. Não há crédito na economia, diz-se. Mas isso é apenas um sintoma de problemas mais profundos. Do lado da oferta de crédito, é um sintoma um sistema bancário a sofrer as consequências dos erros cometidos no passado. Os bancos não dão crédito porque eles próprios não são credíveis e não têm acesso fácil a crédito. Do lado da procura de crédito, não há projectos suficientemente bons para que valha a pena arriscar emprestar dinheiro. Não há projectos suficientemente bons porque a procura por bens e serviços não transaccionáveis implodiu e a economia ainda não se reestruturou para se adaptar à procura de bens transaccionáveis. Os empresários que pedem mais crédito são os da antiga economia não transaccionavel. O que o plano de Álvaro Santos Pereira faz é tratar a doença disfarçando o sintoma. Há falta de crédito? Então injecta-se crédito forçando a banca a arriscar em projectos pouco interessantes. Contribui-se desta forma para agravar a credibilidade da banca e para promover projectos inviáveis.

http://notaslivres.blogspot.com/2013/04/adeus-relvas-precisamos-de-alternativas.html
GostarGostar
O JM finalmente acordou (?).
GostarGostar
Engraçada a forma como passou muito ao de leve pelo verdadeiro problema, não fosse alguém chamar-lhe a atenção para as suas contradições.
.
De facto, podem lançar o crédito que quiserem para as empresas que o problemas vai manter-se: falta de procura! E sem procura não nenhuma empresa (consciente) que pretenda crédito, pois não necessita de investimento. Só se for para pagar rescisões…
.
Mas isto de falar do problema da procura não convém, não é… Ou ainda chegamos ao porquê do problema da procura. E lá concluímos que a austeridade que recai sobre as pessoas (os consumidores) é que está a minar a economia.
Espiral recessiva, lembra-se?…
GostarGostar
É isso, ou o triunfo do sistema.
GostarGostar
Pois, o governo quer que os bancos metam dinheiro na economia, mas esquece-se que, graças à sua acção, a economia vem definhando muito ràpidamente. E sem economia não é preciso crédito!
GostarGostar
Só sintomas. A doença é outra: http://lishbuna.blogspot.pt/2013/04/entrar-num-governo-seja-como-governante.html
GostarGostar
Pá, malta,
o que é isso, afinal, de swaps ?
http://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=1&cad=rja&sqi=2&ved=0CDMQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2Fdestaque%2Fjornal%2Fo-que-sao-os-swaps-26421033&ei=XcB3UaKZCOKU7QbZ74DABg&usg=AFQjCNHqv74NtjvDW9WyZ8FKhMKL0UfmwQ&sig2=QMYyYdP_XziZaqb-t4asTw
GostarGostar
Não lembrem isso ao excel nem ao nosso pavão do governo, ou ainda vos tacham a chuva ao máximo iva, cambada de tratantes .
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/MundoInsolito/Interior.aspx?content_id=3160706
GostarGostar
Este post do João Miranda mostra bem onde é que estamos metidos. O que está aqui em causa é o facto de a economia portuguesa ter sobrevivido nos ultimos trinta e tal anos à custa do consumo publico e privado, que por sua vez foi sustentado com dívida; entretanto a poupança, que antes da loucura da aquisição de casa própria por 70% da população alimentava o crédito à economia, desaparareceu. Não há poupança, não há crédito.
Quanto aos projectos que não existem: não existem porque não há quem queira investir. As gerações mais jovens, e refiro-me a quem está na faixa dos 30-50 e que tem formação superior, não está para correr riscos, porque prefere ter um emprego bem remunerado trabalhando para outrém; se for no estado, melhor.
Resta o investimento externo: aqui parece que o Alvaro se prepara para tomar algumas medidas que tragam competitividade ao país, seja nas leis laborais, seja no licenciamento empresarial e na propriedade industrial, seja na fiscalidade sobre as empresas. As reformas na justiça, também podem ajudar.
GostarGostar
Recomendaria ao ministro Santos Pereira a leitura de um interessante livro de um seu homólogo, professor de economia numa universidade do Canadá. São 570 páginas sobre como libertar o país da tutela do Estado.
O facto é que o poder corrompe. Não necessáriamente no sentido monetário do termo, mas sobretudo no firme convencimento de que algumas pessoas sabem melhor do que outras como promover o bem comum, ou de que é possível guiar a mão invisível com uns cordelinhos na marionete. O caminho da servidão passa também por aí.
GostarGostar
Tem razão: não faz sentido o governo, qualquer governo, num regime como o nosso, dizer o que disse o ministro Santos Pereira à Banca Portuguesa.
Se o actual ministro estivesse a morar por cá, poderia ter lido o que o Dr. Campos e Cunha escreveu, quando o então ministro de Sócrates, Dr. Teixeira dos Santos, disse parecido com o que disse, agora, o ministro Pereira, e que foi o seguinte, mais palavra, menos palavra: “dizer aos Bancos que eles têm que emprestar dinheiro às PME é como dizer a um barbeiro que ele tem que cortar cabelos e fazer barbas” , porque eles, os barbeiros, não existem para outra coisa, assim como os Bancos…
Se não entendermos isto assim não vamos longe…
GostarGostar
O problema é que algumas empresas confundem crédito com subsídios periódicos (não reembolsáveis), do Estado ou da Banca, que lhes permitam ir aguentando e pagando a empregados, fornecedores, etc.
GostarGostar
Nem mais.
Mais uma vez o Estado a meter o bedelho onde não deve. O Álvaro vai mandar o banco público investir 5.000 milhões e vai receber de retorno só metade. Quem é que vem aqui comprar coisas que tem lá fora isso mesmo por metade? Continuam a querer construir a casa pelo telhado.
GostarGostar
Certo. Não resolve nada assim. Ou há medidas estruturantes. Ou é deitar dinheiro que acabará fora. Nunca na economia.
GostarGostar
“Um dos problemas do Plano de Álvaro Santos Pereira para o crescimento é a confusão entre sintomas da falta de crescimento com causas subjacentes da falta de crescimento”
Esta frase diz tudo sobre o autor. Oh homem, não entende que a falta de crescimento já passou a fase dos “sintomas” e já cava, há muito, no campo dos efeitos.
GostarGostar
Atenção, o Plano do ministro Álvaro Pereira não tem só esta questão do crédito à economia…
GostarGostar
Tal e qual. Questão importante e pertinente. Coisas que a esquerda dita democrática não discute nem lança discussão. O máximo que essa gente rasteira faz é chamar fascistas, celebrar o 25 de Abril, atacar a fé, defender homossexuais e claro, deixar crescer a barba.
R.
GostarGostar
Já agora.
Passaram 3 dias e nada, nem palavra no Arrastão sobre os swaps.
R.
GostarGostar
Quando o consumo público é deficiente, o que se faz, tolinhos?
EXPORTA-SE, CARAGO !!!
GostarGostar
É preciso entender que o protetorado não tem reforma possível.
Admira-me tanta gente fazer o diagnóstico parcelar da situação e evitarem o diagnóstico final.
O diagnóstico final é que os que ainda têm resquícios de poder estão a ser substituidos por outra gente.
Essa gente não é boa nem má, funciona á parte de considerações de ordem histórica e cultural.
Já se ouvem choros e ranger de dentes.
Vai se cada vez pior até o ovos se quebrarem dando origem a novos pintaínhos empoleirados no novo galinheiro.
Não vão ser vermelhos nem verdes, vão ser pedrezes. Chegando a galos não cantam. Vai ser muito mais silencioso.
Continuarão a galar as galinhas isso é que conta.
Quem ficar por cá terá vantagem em ser ser poliglota.
GostarGostar
Miguel Gonçalves. “Muitos dos desempregados não querem trabalhar ou são maus a fazê-lo”.
O tipo se calhar é fássista! Com que descaramento se dizem as verdadess!
Verdade, verdadinha, tugas deste tipo estão condenados à extinção lenta, indolor e disfarçada.
GostarGostar
Na Dinamarca um trabalhador não é contratado para trabalhar 11 meses e receber 14.
São benesses destas que tornam o nosso produto não preferido por ser muito caro.
Não é a injectar rios de dinheiro nas empresas que as faz mais competitivas, pelo contrário.
Não é a injectar montes de dinheiro sobre os problemas que se resolvem os problemas .
Isso fazem os regimes comunistas/socialistas e disso estamos nós cheios.
As empresas são boas ou são más, mediante a qualidade dos gestores e o artigo que produzem, e isso não tem nada a ver com Estado.
GostarGostar
Devem estar a preparar a “revoluçao”….
.
http://oinsurgente.org/2013/04/24/sindicato-da-cp-distrai-se/
.
“… e não marca greve para a “ponte” de 26 de Abril!
.
Hoje já é 24 e portanto um pedido de já entraria fora de horas. A apuração de responsabilidades no sindicato segue dentro de momentos……”
GostarGostar
Só um àparte, por fora de contexto…
2011
Dívida Directa do Estado
1º semestre (janeiro a junho): Sócrates 20.618 milhões de euros.
2º semestre (julho a dezembro): Passos Coelho 2.498 milhões de euros.
Só por causa da aldrabona da TVI ter omitido isto…
GostarGostar
Entretanto….
.
http://oinsurgente.org/2013/04/24/o-modelo-nordico-2/
.
“…..With little fuss or political protest — or notice abroad — Denmark has been at work overhauling entitlements, trying to prod Danes into working more or longer or both. While much of southern Europe has been racked by strikes and protests as its creditors force austerity measures, Denmark still has a coveted AAA bond rating.
.
But Denmark’s long-term outlook is troubling. The population is aging, and in many regions of the country people without jobs now outnumber those with them.
Some of that is a result of a depressed economy. But many experts say a more basic problem is the proportion of Danes who are not participating in the work force at all — be they dawdling university students, young pensioners or welfare recipients like Carina who lean on hefty government support.”
GostarGostar
mas é que eles não estão ralados com a economia , estão ralados com a baixa colecta de impostos. querem que as empresas se endividem , não se importando se vão ou não conseguir pagar , para que gastem e paguem iva.
quem ganha a curto prazo com esse plus de endividamento , quem é ?
as empresas precisam de energia mais barata , sem subsídios na sua factura para as empresas amigas , e de impostos mais baixos , não é de crédito.
GostarGostar
O documento do Dr ASP está aberto à discussão .Quem sabe fazer melhor ,mande para o mail do ministro ou mande para o seu partido,sindicato,entidade empresarial ,etc . O governo não está em condições de dispensar contributos. Um contributo : os depósitos dos nossos emigrantes devem ter uma discriminação positiva e um seguro para valores superiores a 100000 euros.Outro contributo : as empresas estrangeiras devem receber estruturas físicas (terrenos e edifícios) de forma gratuita ,com obrigações de permanência e cumprimento de quesitos.
GostarGostar
http://www.publico.pt/mundo/noticia/franca-aprovou-o-casamento-gay-1592249
.
Uma má noticia para a tralha racista e xenófoba.
GostarGostar
Miranda
Pegando na analogia, nesta fase e antes de tratar da doença é fundamental atacar e aliviar os sintomas.
É quase como uma gripe, aliviam-se os sintomas e espera-se que o organismo reaja ao vírus.
.
Essa ideia de ir ao fundo da questão é muito interessante mas com ciclos politicos de 4 anos é conversa de entreter académicos. Aqui como em muitas outras áreas o perfeito é inimigo do bom. O queremos democracia ou planeamento a médio e longo prazo!
Ontem ouvia o Henrique Neto dizer que deu aulas de estratégia e que para ser boa deve caber em meia pagina. Muitos de nos já tivemos aulas de académicos brilhantes a dizer isso, mas depois chegamos à realidade e vemos que isso só faz sentido para slogans, sejam politicos ou comerciais. Na vida das empresas essa simplicidade é demasiado redutora, então num país ainda pior.
.
Se é verdade que se devia sempre começar pela estratégia, a pratica diz-nos que para fazer alguma coisa o melhor é atacar logo na táctica.
E mesmo assim nem sempre resulta, pois os ciclos politicos são curtos e mesmo assim a oposição de esquerda radical começa a exigir eleições logo após 6 meses de governo, e as restantes aos dois anos já dão ares de impaciência da clientela.
GostarGostar
Caro João Miranda,
O que disse e o que o Ministro disse são ambas meias-verdades e a realidade está um pouco no meio. É verdade que falta crédito às empresas exportadoras (o Ministro tem razão), mas NÃO falta crédito para investimento (e aí, Vc. tem razão). Falta é crédito de curto prazo, para suprimento de tesouraria.
De há uns anos para cá – e especialmente desde que a imagem de Portugal se agravou – as empresas começaram a trabalhar com um diferencial significativo entre compra de matéria prima (para a pronto) e entrega da mercadoria (paga a 30, 60 ou 90 dias). Resultado, as empresas têm de suportar desiquílibrios de tesouraria com prazos de 6 meses a um ano. É verdade que as empresas devem / têm de criar reservas para essa situação, mas descapitalizadas como estão (devido a anos mais fracos) não conseguem e estamos constantemente a ouvir queixas de que trabalho e encomendas não faltam mas não conseguem por falta de verbas para compra de matéria prima.
GostarGostar
Carlos Duarte,
.
Não se resolvem problemas de descapitalização das empresas mandando os bancos dar crédito.
GostarGostar
És mesmo atrasado ó Portela; «Uma má noticia para a tralha racista e xenófoba.»
O casamento já estava previsto na Lei. Como em Inglaterra. Não estava era a adoção. Mas isso é outra discussão.
Agora já podes adoptar um pretinho ó Portela. Tu e o Piscoiso vão adotar um senegalês.
R.
GostarGostar
Rogério Posted 24 Abril, 2013 at 16:00
.
tão previsível este Rojas.
tinhas que ser o primeiro a saltar, a seguir vem o trollExpatriado!
GostarGostar
AVISO :
O facto de se receber um convite, seja para o que fôr, pode ser por engano, recomendação ou fixação do “convidante”. Se esse convite é feito pela segunda vez após recusa do convidado, passa a ser inquietante e incómodo.
Assim, alerto-vos para a hipótese de serem convidados PARA QUALQUER FUNÇÃO NO GOVERNO, se no Blasfémias ou noutro local disserem mal do actual executivo.
GostarGostar
Faltam 7 horas para a (r)evolução no Blas !
Às trincheiras, cidadãos !
GostarGostar
Mas como é possível tanta inocência (para não estragar a revolução do Blasfémias), meus deuses, que só um não chega?
1. Ali para cima, há um comentador, Basto_eu, que fala em trabalhar onze meses e receber catorze. Ainda não descobriu que as estatísticas da OCDE, UE, etc. referem-se sempre ao valor anual. E aí estamos no fundinho. E também não viu que a distribuição por catorze prestações até beneficia quem paga?
2. Outro comentador, AC da Silveira, acha que os empregados deveriam abandonar o seu emprego e fundar empresas. E se calhar os desempregados iria ocupar o lugar dos agora empregados. É de partir o coco ver os liberais a dizerem o que é que os outros devem fazer.
3. Outro, o Javitudo, refere-se a um indivíduo, da linha de Relvas, que ganha a vida a cagar sotas, como grande exemplo para a humanidade.
—–
Por fim, o Álvaro, o homem que tinha livros a explicar “Os Mitos da Economia Portuguesa”, ao fim de dois anos pare o coisa já mais do que parida, mas para pior. Parece-me. Digamos que é uma coisa “reparida”. Ou “triparida”. Ou “multiparida”.
GostarGostar
Fincapé,
O mais barbudo dos barbudos.
Pederastra e fez um mestrado na Alfama Economics School para vir aqui debitar cagada.
O amigo não engana…
R,
GostarGostar
Ó Rogério,
Tens uma tara qualquer, pá. Vês barbas e pederastas em todo o lado. Será que ainda és uma criança com duas ambições: uma ter barba; a outra… não digo! 🙂
Mas tens razão numa coisa: não, não te engano! E não sou lisboeta. Nem de Alfama, nem do Casal Ventoso. E muito menos daquelas zonas que pareces conhecer bem, tipo Parque…. Parque… quê? 😉
GostarGostar
Soon next you:
Domino Paralaxe Effect… or Economy For Believers… made by CLOWNCONTROL*!…
*: CLOWNCONTROL is a Registered Mark of the Portugal Government.
GostarGostar
ó portela, que vem a ser essa da tralha racista e xenófoba?
Eu não sou racista nem xenófobo, mas nem por isso aprecio as fufas e panilas.
Que se divirtam tudo bem, mas que andem sempre em exposição permanente é de mau gosto.
Claro que para apanhar votos a esquerda de tudo se serve. Até ver.
Ainda asim o hollande anda pelas ruas da amargura. Desgraçado.
GostarGostar
Como se os bancos emprestassem segundo a óptica económica, o que lhes interessa grande parte é o aval do estado nos grandes projectos, tudo o resto é arriscado. Também não tem dinheiro porque aplicaram-no em títulos de dívida pública. A justificação do nosso comentador de serviço só pode ser uma piada, o que interessa à banca é receber o dinheiro que emprestou com o devido juro, o resto é conversa. Posso aparecer com um investimento absurdo, mas, se tiver bons avalistas é okokk.
Compreendo que a banca devia agir dessa forma como defende o nosso comentador mas, a sua liberdade impede que assim seja. A ganância dos dividendos turva o desenvolvimento do país, e aí reside um grande problema.
GostarGostar
javitudo, Posted 24 Abril, 2013 at 17:42
.
Xenofobia? o caro parece que não lê os “comentários” do Rogério 🙂
GostarGostar
“Estado, larga-nos o osso!”
GostarGostar
teste
GostarGostar