Descidas de impostos e credibilidade
29 Abril, 2013
Em 2008, o primeiro governo de José Sócrates baixou o IVA de 21% para 20%. Em 2010, o segundo governo de José Sócrates subiu o IVA de 20% para 21%. O segundo governo de José Sócrates voltou a subir o IVA de 21% para 23% no orçamento de 2011.
Em 2009, o governo de José Sócrates baixou o IRC criando um escalão de 12,5% para matéria colectável até 12500 euros. Esta taxa foi eliminada pelo governo PSD/CDS no orçamento de 2012.
9 comentários
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Caro João Miranda, manter impostos elevados em clima recessivo não tem qualquer defesa possível. A única forma do estado não atrapalhar o empreendedorismo, o investimento enfim, é cobrar menos impostos. Só cobrando menos impostos é que elimina os seus próprios excessos na despesa.
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Mas hoje em dia já nem se discute impostos. Hoje, aqueles que teimavam da dupla austeridade por via fiscal e despesa, arrepiam caminho, como se pode ver pelas declarações do Min. Finaças Alemão de hoje:
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“Claro que temos que reagir aos desenvolvimentos económicos, algo que fazemos na Alemanha”, afirmou Schaeuble. “Não somos burocráticos, não somos estúpidos”.
“Se a economia se deteriorar, não se reforça a tendência negativa através de mais cortes”, acrescentou.
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Como é que o João Miranda comenta as declarações de SCHAEUBLE?
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Rb
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Ricciardi,
Desafio-o a bordar o argumento expresso no post. Explique o que levaria um investidor a confiar que uma descida de impostos seria permanente.
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Não confia. Da mesma forma que se pode perguntar o que é que leva um investidor a confiar que uma descida na despesa do estado seria permanente?
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A única forma que conheço e defendo para resolver os desmandos eleitorais dos governos é limitar-lhes constitucionalmente a liberdade de contrair despesa (impostos futuros) acima de um determinado endividamento.
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Rb
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Fiscalidade em Portugal = Montanha Russa.
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“A única forma do estado não atrapalhar o empreendedorismo, o investimento enfim, é cobrar menos impostos.”
Se calhar, os impostos não baixam por causa do medo do aumento incontrolável do investimento e do crescimento consequente. O território seria pequeno para tanta iniciativa. Como no tempo de Sócrates. Nisto, o governo tem de ser cuidadoso. 😉
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Os impostos deveriam descer para ajudar a Economia. Por outro lado precisam de subir para equilibrar as contas públicas. Só que meio termo também não ajuda. O melhor é entregar a solução a uma comissão do FMI que será encarregue de ‘demonstrar’ que os ‘enormes? impostos acabrão por provocar crescimento económico. Se tal não se verificar aumentam-se novamente os impostos…. Esta tem sido a estratégia.
Mudar para quê? Ou porquê?
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Já vi vários debates na TV com empresários estrangeiros com grandes investimentos em Portugal. Nenhum colocou como principal problema a carga fiscal. Alguns até dizem que são originários de países em que ela é mais alta. Acredito que a sua baixa possa ajudar um pouco, mas os grandes problemas são outros, designadamente, o que é colocado em questão: a falta de seriedade política na gestão dos impostos que vão servindo apenas para fins eleitorais.
Outra questão será a compensação da perda de receita. Principalmente, se acontecer o que é previsível: não haver aumento de investimento.
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Para finalizar a logica em Poder, para correr mesmo mesmo bem, todos os Impostos devem ser aumentados 5% para não se reduzir transversalmente todas as despesas do Estado por igual em 3%.
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Os Cidadãos Portugueses, especialmente os Empregados e Empregadores que desgraçaram, estão fartos disto desta candinga toda,
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com gaspar ou sem gaspar ou com estes ministros ou sem estes primeiros, com este ou com aquele primeiro ministro,
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dizem, tem de se acabar TUDO ISTO ESTE ANO, duma maneira ou doutra,
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ou pela via dos aumentos de impostos igual às reduções de pensões, aumentos de pensões, ou seja lá o que for que são apenas mais IMPOSTOS ENCOBERTOS inventados por meia duzia de mangericos viçosos e amaveis,
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ou com o CORTE TRANSVERSAL EM TODAS AS DESPESAS DO ESTADO E POR IGUAL EM 3% para ponto final a estes fantasistas.
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Escolham o vosso futuro porque o dos Cidadãos, especialmente Empregados e Empregadores, acabam o processo de vos abandonar ao vosso destino sem destino nem rumo.
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Não interessam Congressos, nem oratórias destes ou daqueles. O processo, a agenda e o que dizem ‘rumo’ opara daqui a 30 anos já morreu.
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Sinto, que se devem preparar para o que aí vem, não sei como é, mas que vem vem. Aliás já está inorganicamente em movimento E muito forte. Em Poder ninguém já o pára. E era Excelente que de fora do em Poder (proibidos pelas ‘sumidades’ peneirentas dos ‘arcos de governação, ‘elites’, especialistas, politologos’ etc) assumissem o Poder,
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mas aqui há um mas, não são manipulaveis como os de ‘aviário’ que puseram para ‘bobos da corte’ e ‘tenrinhos cordeiros pascais
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e há outro mas, resta saber em que condições e se até aacietariam meter-se nesta coisa toda para o que nunca contribuiram.
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A Democracia é para continuar salvo se os atuais em Poder já tenham em vista o rumo para uma Ditadura que historicamente surgem de com e sem fés como a Salazarista, e tantas outras, bem o confirmam, as neocortes monarquicas e absolutistas que o sec XX, e antes, aí espelham com toda a verdade para além da demagogia e da oratória barata de certa Politica.
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Se assim não for, para o Povo entre mortos e feridos alguém há-de escapar. O que não é nada pacifico nem ‘convergente’ como por ora se brama a caminho de.
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O “Johnny” adora taxas. E curvas e pontos numa folha de papel. Posso dar-lhe uma sugestão? Vá ao Campo Pequeno, à exposição da Lego. Leve o portátil. Sente-se num cantinho e analise aquele mundo. Crie gráficos e elabore teorias. Esteja à vontade, porque lá não vivem pessoas. Sabe, aquelas coisas que respiram…
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