A narrativa das contas da CGA
As teorias que justificam a diferenciação em alta das pensões da Caixa Geral de Aposentações, nomeadamente a apontada por Eugénio Rosa sobre níveis de escolaridade – algo que Eugénio Rosa divulga há algum tempo – esbarram em algumas realidades. Primeiro, Eugénio Rosa optou por mostrar um gráfico comparativo de escolaridade de 2011. Ora, se em 2011 são empregados da função pública, não são pensionistas da função pública; para o gráfico fazer sentido neste contexto, teria que ser elaborado com dados anteriores a 2003 (supondo reforma aos 65 anos, a meio da esperança de vida de 18 anos pós-reforma).
Eugénio Rosa diz que a percentagem de funcionários públicos com grau superior em 2011 é de 55,7%. Vamos então tentar calcular a percentagem em 2003 com 65 anos.
Uma pessoa, que se reforme com 65 anos em 2003, nasceu em 1938. Em 1958 tinha 20 anos. Em 1969 tinha 30 e em 1979 tinha 40 – imaginemos então que esta pessoa, com formação superior, é quadro da função pública em 1979. Ora, em 1979, tínhamos 383,103 funcionários e em 2005 (não tenho dados de 2003), 747,880. Se o número de pessoas com formação superior em 2011 na função pública é 55,7%, de acordo com Eugénio Rosa; e aplicando esta mesma percentagem a 1979, teríamos 213,388 com formação superior. Como é sabido, o número de pessoas por mil habitantes com formação superior em 1979 é diferente do número em 2003. Em 2003, este número era 6,5 por mil habitantes. Não tenho dados de 1979 mas tenho de 1991, que aceito usar para 1979 com generosidade extrema: 1,9. Aplicando a proporção 1,9/6,5 ao número atrás calculado de 213,388; obteríamos 62,375. Dando de barato que em 1979 existiam 62,375 pessoas com formação superior na função pública, isto corresponderia a 62,375/383,103, ou seja, 16% de pessoas com formação superior na função pública que pudessem obter a reforma com 65 anos em 2003.
Agora, professor Eugénio Rosa, explique de sua bondade novamente este gráfico que publiquei, que demonstra que em 2012, a média dos aposentados da função pública (aproximadamente 40%), esteja no patamar 1000-2500€ ou, alternativamente, como foram obtidos os graus de equivalência a formação superior.
Adenda: meus dados – Pordata; 55,7% é apontado por Eugénio Rosa.


Azar, Vítor. Mas não lhe tiro o mérito de espremer os números até eles darem o resultado que queria.
Em 1980 havia 108.301 professores. Claro que faltam juízes, oficiais superiores, médicos, eu sei lá, uma porrada de gente.
Mas vá tentando que ainda chegará à conclusão que havia mais juízes no privado do que no público. 😉
http://www.pordata.pt/Portugal/Docentes+em+exercicio+nos+ensinos+pre+escolar++basico+e+secundario+total+e+por+nivel+de+ensino-240
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Ah! Aqui vai do seu texto:
“Dando de barato que em 1979 existiam 62,375 pessoas com formação superior na função pública…”
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Formação superior, Fincapé. O objectivo do texto é conseguir explicar como foram obtidos esses graus, os processos de equivalência a bacharelatos com o 6º ano, as licenciaturas com o 9º, enfim, a festa da educação.
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Por outro lado, Fincapé, se tinha 250-300 mil licenciados na função pública, isso só significaria que a percentagem de licenciados na função pública reduziu brutalmente em 2011, ano apontado por Eugénio Rosa. O que significaria também que a narrativa do “é preciso mais formação”, não faz qualquer sentido. Vamos escolher uma delas?
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Não faço a mínima ideia de quantos licenciados havia no total. Nem me parece que isso seja muito importante. O Estado recebia, na sua maioria, pessoal mais qualificado. De acordo com a linha liberal, se há uma oferta (de emprego) “melhor”, a procura também deverá ser efetuada pelo “melhor”.
Nem sequer defendo que isso era bom. Era o que havia.
Mas, mesmo que assim não fosse, também não é muito importante. Não faz muito sentido chegar-se hoje de um reformado dos que saíram com os cinco melhores anos dos últimos 10 e dizer-lhes que agora passam a ganhar de acordo com o que resultar da aplicação de toda a carreira contributiva. Eram as regras do seu tempo.
Nem me parece que seja bom mesmo para os mais novos o Estado tornar-se num aldrabão compulsivo. Para o futuro não é nada bom. Veja lá o seu futuro, Vítor. Tipos destes um dia não lhe dão nada depois de terem jurado na véspera que sim. 😉
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Ah, estamos a chegar à conclusão que o Estado não é pessoa de bem? Mais uns dias e temos um Fincapé anarco-capitalista.
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Quem torna o Estado em pessoa de mal são os governantes. E eu não sou grande fã de governantes. Sou mais crítico ou menos crítico. Como aquele português que foi exilado para o Brasil, chegou lá e perguntou: vocês têm cá governo? Então vão lá dizer que sou contra. 😉
Continuarei anarco-pessimista de esquerda… lúcida e moderada! 😉
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Fincapé, em 1979 haviam professores sem formação profissional, que era o termo à altura. Aliás, as ESE são de 1985.
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Suponho que sim que havia muitos professores sem estágios. Suponho que ainda nem havia o chamado estágio integrado ou ramo educacional. Por isso, havia estágios profissionais e outros sistemas de formação para professores, na sua larguíssima maioria, licenciados. Áreas científicas. Isto é, a maioria desses professores ficou com muito mais formação do que os posteriores porque aos cinco anos de licenciatura acrescentaram o estágio profissional. Hoje as licenciaturas são mais pequeninas do que alguns bacharelatos desse tempo. 😉
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Ora veja bem: http://educar.no.sapo.pt/formprofes.htm
Licenciaturas em educação: 1978.
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Sim, sim. A partir de determinada altura começaram a sair professores licenciados em ensino. Os que estavam tinham licenciaturas não específicas para ensinar. Depois fizeram estágios profissionais. Havia alguns, não faço a mínima ideia de que percentagem, mas baixa, que não tinham cursos superiores. Suponho que grande parte saiu. Tenho ideia de algumas pessoas que conheço terem sido colocados no SASE ou coisa assim. Suponho que também houve alguns que fizeram licenciaturas digamos que… apesar de melhores do que a do Relvas. Mas, que eu saiba, muito poucos.
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É o ponto: pagamos pensões elevadas a pessoas cuja formação inferior (a crer que a educação melhorou substancialmente como diz a esquerda) criou uma geração de melhor formados para o desemprego e emigração, sem direito a pensão futura.
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Caro Vítor, tocou em dois aspetos que tenho de contestar:
– Primeiro, acho horrível que as pessoas digam que quando se reformarem não terão reforma. Quem é useiro e vezeiro é o Ricardo Costa da SIC. Se eu pensasse assim, teria de lutar, fosse de que maneira fosse para conseguir os devidos direitos. Por isso, não vejo vantagens em as pessoas gostarem que o Estado não seja pessoa de bem, embora isso agrade aos liberais.
– Segundo, a história de que temos a geração mais bem formada de sempre. Pois é. E a anterior também foi. E a anterior da anterior também… até recuarmos ao homem de neandertal. Ah! E ainda mais para trás que o Neandertal era um senhor comparado com o homo erectus. 😉
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O primeiro ponto é uma mera evidência pela força dos números. Com números actuais, daqui a 15 anos (suponho, tenho que fazer contas), tem tantos pensionistas como população activa.
O segundo, é o discurso de toda a esquerda, do Bloco ao PSD, passando ali pelo CDS no centro da esquerda.
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Vítor, primeiro, espero que a evolução tecnológica liberte mais o homem. Afinal, num século de hiperbólica evolução como foi o XX manteve-se o horário de trabalho de 40 horas semanais (valor normal) que vinha do XIX e a idade da reforma até está agora a subir. Alguma coisa não bate certo.
Segundo, desconhecia o discurso tão racional de toda a esquerda, mais o CDS. Estou a ver que, pelo menos nisso, todos concordam que três é menor que cinco. O processo evolutivo não pára. 😉
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Vitor, haviam (ler em voz alta) é no céu ou nos aeroportos. Em 1979 havia professores…
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Ehehehehehehe! Quem me manda imiscuir com o povo? Erro meu. Naturalmente, para os maluquinhos, este comentário invalida automaticamente tudo o que escrevi. 🙂
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Fincapé, já outro dia lhe disse que não queria “abordar a qualidade dos técnicos superiores da administração pública, por onde passei algum tempo, nem a forma como muitíssimos foram seleccionados/promovidos, nem a maneira como muitos obtiveram os cursos superiores que os catapultaram, mas estou convencido que passa por aí grande parte da enorme diferença entre os valores das pensões de reforma pagas aos funcionários públicos, face aos beneficiários da SS.”
O Vitor não deve ter possibilidades de saber quantos funcionários públicos foram promovidos à custa de licenciaturas/mestrados/douturamentos comprados, mas que são mitos, são.
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Não tenho forma que conheça de obter esses números, Tiro ao Alvo. Muito convenientemente, não éramos dados a grandes estatísticas.
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Corrigindo, “doutoramentos”.
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Também queria escrever muitos e não mitos, mas pode ficar assim: muitos mitos. Não rima, mas é verdade.
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Caro Tiro,
Se pensarmos em qualquer empresa, não faço a mais pequena ideia qual a qualidade dos cursos que tiraram os seus técnicos. Conheço alguns empresários que não vivem agradados com os que têm.
Mas veja: nem toda a gente tem o Técnico ao pé da porta ou dinheiro para ir para Lisboa.
É certo que empresas e Estado têm gente de extrema competência. E é também certo que umas e outro têm gente menos competente. E assim será (quase) eternamente enquanto não implantarem chips no cérebro para todos ficarmos iguais.
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Entendo o que quer dizer, mas queira notar que no sector privado os cursos “superiores” umas vezes valem, outras não. Conhece, com certeza, caixas de supermercado habilitadas com curso “superior”. Mas no Estado os cursos “superiores” valem sempre, e isso faz uma grande diferença, concordará.
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“…no Estado os cursos “superiores” valem sempre, e isso faz uma grande diferença, concordará.”
Não sei se é assim, mas se é não parece justo. Outra coisa é a pessoa ser colocada num lugar que corresponda à nova formação. Muitas empresas também fazem isso. E é justo, em vez de recrutarem de fora.
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Não querendo defender o Vitor, os professores primários estão incluídos nos que referiu? Durante muito tempo, não foi preciso mais do que a quarta classe para entrar como professor primário (eu explico, numa das reformas educativas no fim, ou após o Estado Novo, muitas “regentes” passaram para professoras, sendo que muitas delas haviam entrado apenas com o ensino primário.
Mesmo no ensino secundário, as coisas não eram exatamente lineares, no fim dos anos setenta, a minha mão foi convidada pela professora de geografia para dar aulas, sem que tivesse qualquer curso superior. Na altura ela recusou e foi fazer o que quis, mas quantos poderão ter aceite as mesmas condições?
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Ó Fincapé, e desde quando em 1980 era necessário ser licenciado para se ser “professor”? Até eu, no 2º ano de Direito, preenchi papéis de mini-concursos para “professora” (e enfatizo as aspas), sendo que para bem do país de da educação em particular nunca fui colocada. Mas a minha amiga Luísa, nas mesmas condições, ainda deu aulas um bom par de anos!
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Sr. Vítor vejo que tal como a escritora Zita e o camarada Zé Pacheco também bebeu Nestea ou então teve com o sr. silva e a mariazinha na procissão das velas (pena o sr. pároco não ter sido abençoado pela queda). Agora essa “narrativa” socratiana é miraculosa.
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Vítor Cunha,
Os “estudos” de Eugénio Rosa não merecem qualquer crédito. Como muitos outros que privilegiam a ideologia aos factos, Eugénio Rosa “selecciona” os dados que melhor se enquadram com o que pretende “demonstrar” e retira deles conclusões claramente despropositadas.
No entanto, as contas que o Vítor apresenta não fazem qualquer sentido. Como muito bem aponta o Fincapé, há na Função Pública carreiras reservadas (quase?) exclusivamente a licenciados e é natural que a Função Pública, por garantir carreiras mais estáveis e melhor remuneradas (para níveis intermédios, pelo menos), atraia proporcionalmente mais licenciados do que o privado.
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É também natural que, tendo um curso superior muito mais valor na Função Pública (para efeitos de remuneração e progressão na carreira), muitos funcionários públicos tenham optado por voltar a estudar e tirar o curso superior depois dos 30 ou 40 anos.
Por fim, as contas ficam ainda mais baralhadas por os funcionários públicos por norma se reformarem mais cedo do que os trabalhadores do privado.
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Nesta questão, as generalizações e médias de realidades completamente diferentes (diga o que disser o Tribunal Constitucional) não ajudam nada, apenas baralham.
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Joaquim, repare:
O meu ponto é que não há qualquer relação entre os números de “formação superior” na função pública e no privado. Quando diz que muitos obtiveram graus superiores já em funções, tem razão: processos de equivalência em que o 9º ano conseguido para portadores do 6º ano num colégio em regime pós-laboral de 6 meses, consistindo em inglês de pré-primária e fracções do 5º ano, atribuem bacharelatos e consequentes progressões. Dou-lhe um exemplo: empregos de baixa qualificação entretanto transformados em cursos de bacharelato, tornando necessária a requalificação do pessoal existente para efeitos de progressão. Se é esta a “formação superior” da função pública reformada em 2003, então de acordo – é impossível calcular seja o que for. É QED em qualquer dos casos.
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Vítor, não acha que está a exagerar um bocadito? Quantos por cento acha que são esses malvados? Não tenho dados, mas acha que são mais do que aqueles que hoje mandam fazer os trabalhitos pelas internet, ou diretamente nas casas montadas para isso, e que tiram licenciaturas sem fazer um exame? Não sei, mas duvido muito.
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Só em enfermeiros, contabilistas e administrativos fazia a festa da educação.
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Bem, como já disse por aqui, sou um inveterado provinciano.
Não conheço nem convivo com a maldade que vocês conhecem por Lisboa e Porto. É por aí que existe a quase totalidade daquelas universidades com banca montada à porta para venda de diplomas, não é? 😉
Quando houve equiparações esquisitas, talvez acontecesse. Mas, por exemplo, no caso dos enfermeiros, ficaram com licenciaturas para o público e para o privado. Tal como o Relvas e o Armando Vara que estão no privado.
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Não estou a ver um privado a fazer uma progressão de uma carreira inexistente para um enfermeiro que “fez” licenciatura ou sequer a possibilidade de isto lhe originar aumento automático de salário.
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Então, está a ver um enfermeiro entregar um diploma com a indicação de licenciado e a clínica pagar-lhe como bacharel? Ou já não há carreiras para ninguém? Bom, então estamos no paraíso liberal: contratos individuais, trabalho à peça…cada vez vejo menos razões para se queixar. 😉
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Porque é que um enfermeiro – já que estamos nesse caso específico – sairia da FP com o seu neodiploma para ir para uma privada após 20 ou 30 anos no hospital público?
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Suponho que hospitais e clínicas privadas contrataram pessoal com regularidade (ao longo dos anos). E tenho dúvidas que não houvesse ajustamento para os que, sendo já dos quadros, apresentassem novo diploma. Mas não sei. Vejo que hoje o ensino está pior. Aliás, deve ter sido a primeira vez na história em que desceu o número de anos e disciplinas de estudo para obter a mesma graduação, além de haver dispensas de aprendizagem no caso de se supor que os alunos já sabem. Curioso, não é? Mas, já agora, explique-me em que consiste o liberalismo e o individualismo no que diz respeito à tomada de decisões de cada pessoa. O que eu vejo bastante entre os muito liberais é uma quase acusação às pessoas que, tendo dois caminhos, com ofertas diferentes de condições, optaram por uma delas, depois de devidamente selecionadas. Onde está o respeitinho pelas decisões de cada um? Não é estranho? 😉
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Se o Fincapé vê isso, está a ver mal. Os funcionários *públicos* são empregados do Estado, mas quem lhes paga salários e pensões são os contribuintes, os indivíduos (empresas são o quê senão indivíduos?). Como vê, é um problema meu, que não teria que o ser, se o Estado não fosse… digamos, guloso.
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Eu sei isso. Os contribuintes pagam aos funcionários públicos, os que compram roupa pagam aos vendedores das lojas e dão lucro aos donos, os que compram cimento pagam aos empregados das cimenteiras e dão lucro aos patrões, os que comem pagam aos empregados do Continente, aos outros e ainda dão lucro aos patrões, os que veem televisão pagam aos jogadores de futebol que são financiados pelas empresas que fazem publicidade, os que jogam no euromilhões pagam imensos serviços da Santa Casa… A economia é um mundo fascinante. Andam todos a pagar a todos. Por isso Keynes lembrou-se do multiplicador. 😉
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Então, Fincapé, após uma excelente demonstração do que é a economia, pessoas a transaccionarem, ainda sente que precisa mesmo daqueles funcionários públicos todos? Se é que precisa de algum?
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Nunca perguntei ao eng. Azevedo se ele necessita de todos os funcionários a quem eu pago quando vou às suas lojas. Mas tem razão, vou começar a perguntar. O mesmo para todas as outras lojas, não venha o Vítor com a teoria liberal de que só vou àquele porque quero. Já quanto ao Estado, começo por querer a oferta dos serviços de Saúde, Educação, Segurança e todos os outros que já aqui pus uma série de vezes. Depois, vou às estatísticas (que você tanto aprecia e eu não desgosto) e vejo que Portugal tem vários pontos abaixo da média europeia. Muito bom, mesmo. Aliás, alguém (a OCDE? De vez em quando dizem coisas diferentes daquilo que o governo quer) alertou para a eventual destruição da AP com tanto FP empurrado para fora. Curiosamente, eu tinha aqui deixado esse alerta antes daquele aviso. Por isso, não estamos mal. Quando o Estado tiver de começar a pagar a privados para fazer o trabalho da AP, por falta de pessoal, tendo com isso de dar lucro a alguém, vai ser bem pior. 😉
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vitorcunha:
O que diz, não é argumento. É teimosia. Olhe que o “camarada” Relvas obteve as tais famosas habilitações… quando trabalhava no privado. É dado mais do que conhecido, que as habilitações médias da FP são superiores às do privado. Também como já lhe disseram, há profissões de nível superior que só há na “função pública”, dado conhecido de todos. Perante isto, não vale comparar o incomparável. Se quiser defender que, desde o início, não devia ter havido separação entre CGA e SS, não precisa de manipular números.
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Isto, diz vítor cunha, 55,7% é apontado por Eugénio Rosa, como a lembrar que não admira que os restantes 44,3% não seja obra de acrescento mal fundado, traiçoeiro e mentiroso…
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Porque o post supra de JPLN sobre as eleições em Gaia tem os comentários desligados, uso este post para vos recomendar a uma leitura do mais recente post de JPacheco Pereira mo Abrupto.
Se aquilo, aquele abuso do actual executivo camarário e respectivas conecções são verdadeiras, estamos perante nada recomendável !…
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Existem várias funções públicas dentro da Administração Pública. Existem vários tipos de funcionários públicos tal como existem vários tipos de privados e vários tipos de colaboradores/funcionários/trabalhadores no regime privado. Querer remeter tudo para um gráfico simplista, uhm é um bocadinho difícil, mas há quem o faça. Se o nosso défice já não é o real, mas o potencial porque não?
Pequena nota: Nunca entendi a moderação nos posts por parte dos liberais: “Marshall emphasized that the price and output of a good are determined by both supply and demand: the two curves are like scissor blades that intersect at equilibrium”. Mas então precisamos de alguém que ande a desvirtuar o equilíbrio! Não entendo. Não entendo porque alguns senhores bloggers adoram exercer livremente o seu sarcasmo, mas outros vis e terríficos “comentadores” não o podem fazer. A sr.ª D. Helena é disso exemplo. Afinal que Homo economicus é o sr. Vítor?
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vitorcunha, independentemente de razão que possa ter em certas afirmações, não esconde aquele odiozinho de estimação que os neoliberais têm por tudo que esteja ligado ao Estado. Algumas das bocas sobre pessoas (da FP) são mesmo baixinhas …
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Podia falar mais alto, mas teria que escrever em maiúsculas.
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Um pouco mais de sensibilidade para com o “bicho” humano e seu compatriota não lhe ficaria nada mal.
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Vc. também acredita, como Cavaco Silva hoje disse, na “ajuda de Nª Srª de Fátima” pela nota positiva da Troika !?
E acredita na “sacrossanta” promessa de VGaspar em não tocar em depósitos abaixo de 100.000 Euros ?
Estamos fodidinhos com um PR e ministro das finanças assim tão crentes…
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O que eu não compreendo é que, sendo pessimista em relação ao que referiu, encontre uma “alternativa” que seja enterrar mais.
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ao princípio ainda tive esperança de que a sua entrada no Blasfémias fosse uma lufada de ar fresco; afinal, poucas semanas passadas o seu radicalismo não difere muito do fundamentalismo de HFMatos e do terrorismo social de outros editores, que fazem questão de se diferenciar, à esquerda, na base de uma arrogância pretensamente académica.
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Ora, Portela. Isso é só lisonjear-me para apelar ao meu ego. Como é sabido, não temos emoções.
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emoções todos temos mas fiz uma pergunta por aqui, mais do que uma vez, e nenhum defensor do Estado-Zero me respondeu: têm os editores do Blasfémias na sua família alguém Desempregado, Reformado e/ou Doente?
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escusavam (os editores) de responder todos ao mesmo tempo 🙂
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Os ultraneoteraliberais não têm família. Nascem de geração espontânea e vivem o seu individualismo egoísta (à moda da Ayn Rand) até à hora da morte. Se é que morrem. Se calhar só morrem se quiserem. Depois, nem sei bem se necessitam que os levem até à cova ou à fogueira. Porque, na minha opinião, vão todos para o inferno. 🙂
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Vitor Cunha. Cuidado porque os marcianos andam “super-sensiveis”…. Ao menor toque, aparecem logo com a choramingueira do “voces ODEIAM o Estado!!!!”
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Coitadinhos……
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Vocês, recém-durões neoliberais, são insensíveis à miséria humana. Pois bem : mais dureza, frieza, insensibilidade constatarão quando “a coisa” estoirar.
(Nem no tempo de Marcello Caetano se assistiu e sentiu tamanho desprezo pelas classes sociais mais desfavorecidas ou, “remediadas”…).
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As classes mais desfavorecidas são os pensionistas da CGA no escalão 1000-2500€ e superiores? É complicado explicar isto melhor. Faça assim: olhe o gráfico.
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Vc. sabe muito bem a quem me refiro.
Vocês colocam a dignidade humana abaixo de tudo. Nem ousam sequer encontrar vias intermédias para solucionar problemas das partes.
Vc. não quer saber ou ainda não compreendeu que o Estado, este governo, poderia obter bastante dinheiro se atacasse o banditismo que grassa de braço-dado com governantes ?, sejam banqueiros, maçons, políticos-de-carreira, deputados, etc, etc ?
Quer colocar aqui ou noutro local um gráfico sobre esse banditismo ?
Quer, por exemplo mais recente, ler o Abrupto do JPacheco Pereira sobre o submundo da câmara de Gaia tendo como objectivo as autárquicas ? Aquela adjudicação, aquele dinheiro, é de LFMenezes ? É da candidatura de CAAmorim ? É do P”SD” ?
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É uma pergunta a fazer no Abrupto. Decerto lá não colocam a dignidade humana abaixo de tudo.
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aqui tem toda a razão. a minha ciência infusa sussurra-me que para além da classe política a classe professoral beneficia bué dessas reformas acima dos 2000 euros , e tenho cá uma fezada que . se bem hoje , a gaiola das malucas , vulgo parlamento , é composta por , sei lá , a olho , 80 % de juristas , em 1976 , tb a olho , era composta por 80 % de professores. que legislaram em seu beneficio. e aposto que estou pouco % errada.
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A pergunta é para si,VCunha, defensor da “dureza” dos números e quiçá também do submundo das finanças públicas.
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O único submundo de finanças públicas que conheço é o da Dona Elvira que deixou de poder vender rissóis no café do Armando.
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Talvez o Armando tenha o insuspeito café para disfarçar (na cave ou nas traseiras) o tráfico do submundo das finanças públicas praticado por quem se sabe — só VCunha não sabe ou quer esquecer.
A D.Elvira, coitada, teve azar : vendeu um rissol a um conhecido bandido frequentador do café(…), reconheceu-o, e antes que “desse com a língua nos dentes”, não mais a deixaram entrar.
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O “bandido” era um inspector da ASAE.
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deviam por os números sem ser agrupados . eu quero saber quem na função pública recebe aquilo que eu não posso pagar. são os professores ? são os enfermeiros ? são os políticos ? são os do tribunal constitucional? os do banco de portugal?
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Não tenho dados sobre isso. Mais importante ainda, parece que ninguém tem.
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Surge, ou não surge no Blasfémias um seu post (com gráficos) sobre os prejuízos, roubos, etc., do banditismo que tem DESTRUÍDO O PAÍS e andado de braço-dado com este e anteriores governos ?
Quer começar por lexemplo nas leis aprovadas na ARepública ?
Nos abusos nas autarquias ?
Nas PPP’s ?
No dinheiro que o Estado dá a partidos políticos ?
Nos privilegiados e inaceitáveis impostos concedidos à banca ?
Nos roubos(!) que certos banqueiros têm praticado e que nós, contribuintes somos obrigados a “repor” ?
(Não tenha pressa nesse post).
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Envie-me os dados, MJRB. Terei todo o prazer em os publicar.
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VCunha,
A ASAE não tem bandidos. E se tem um ou outro inspector conivente com prevaricações ou abusos, a magnitude dessas cedências e oportunismos não são comparáveis com os bandidos que têm passado pela Assembleia da Republica, por governos, pela “justiça”, pela banca, etc., etc.
—————————————
Entre a dureza dos números, a “sacrossanta” promessa de VGaspar e a crença de Cavaco na “ajuda” e “inspiração” de Nª Sª de Fátima, resta-nos concluir que afinal o diabo existe.
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tem bandidos tem : tem bandidos a soldo de governos que quiseram obrigar empresas a investir em coisas que não precisavam para substituir o “investimento público ” quando o crédito dos mercados começou a rarear e a colecta de iva começou a baixar.. e descapitalizaram empresas com multas e coimas resultantes de legislação de ricos aplicadas a pobres. são bandidos pois são e bandidos burros pq nem sequer percebem que os seus salários dependem de uma actividade económica minimamente motivamte e livre .
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A Segurança Social tem cerca de três milhões de reformados, com uma reforma média inferior a 500 euros; a CGA tem 600 e tal mil reformados com uma reforma média de 1250 euros. É verdade que na SS existem muitos reformados que nunca fizeram descontos, como os rurais, os pescadores, donas de casa, etc. mas mesmo assim a disparidade é enorme.
A maior discrepância no valor das reformas, tem a ver com 300 e tal mil FP que se reformaram com o ultimo salário. Não é possivel alguém reformar-se com o valor do ultimo salário, porque não fez discontos para isso, e não há sistema que aguente. Acresce a esta verdadeira aberração, que muitas dessas pessoas se reformaram no topo da carreira sem que tivessem mérito nenhum para lá chegar: foram subindo, subindo, porque havia que ganhar eleições, e aqui não há partidos politicos inocentes, todos têm culpa no cartório. Bastava entrar às nove e sair ás cinco, fazer poucas ondas que a progressão na carreira e a reforma estavam garantidas.
É isto que tem de ser corrigido, porque há muitos milhares de FP que se reformaram nessas condições aos cinquenta e poucos anos, portanto vão auferir reformas injustas por 30 anos ou mais. Têm de perceber, que provavelmente também por causa disso, os seus filhos vão receber reformas de miséria.
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Dado inequívoco: no funcionalismo público a média de habilitações literárias sempre foi significativamente superior (naturalmente!) à média comparável provinda do sector privado.
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Lendo todos estes comentários, percebe-se, com relativa facilidade, quem anda por aqui apenas a defender os seus interesses, e são muitos. E, entre eles, os funcionários públicos têm um lugar destacado, sem dúvida.
Reparei que, aí para cima, alguém defendeu que a administração pública, por que, em relação ao sector privado, paga melhor aos quadros intermédios, atrairia os melhores candidatos, mas isso não é verdade. A forma de recrutamento dessa gente não se baseia na competência, como toda a gente sabe, mas no compadrio, no nepotismo, na cunha.
Quem disser o contrário disto não é de cá, vive noutro planeta…
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Não conhece muito bem as empresas portuguesas, pois não?!…
Compadrio, nepotismo, cunha… Um dos principais vícios que um relatório europeu apontava como norma da cultura económica portuguesa, vai já para 20 anos…
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Está preocupado com “compadrio, nepotismo e cunha” nas empresas privadas porque isso origina menos lucro tributável para o “compadrio, nepotismo e cunha” da administração central?
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Conheço, conheço YHWH. Trabalhei muitos anos em diversas, com ligeira passagem pela administração pública, e sei muito bem do que falo.
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“Essa gente” é, na sua maioria, recrutada por concurso público. Surpresa!!!
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Ele há os trabalhadores “do” Estado e os trabalhadores “para” o Estado.
Fala (escreve) alguém que foi muitos anos prestadora de serviços ao dito, sempre a Recibo-Verdinho, e que viu passar muitos “concursos” abertos já com nomes lá dentro (embora invisíveis até publicação).
Pois!
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Tem aqui um funcionário público que entrou para a função púnlica por um concurso com 100 mil candidatos, dos quais cerca de 39 mil obttiveram nota superior a dez, tendo sido selecionados os primeiros mil..
Queira fazer-me o favor de me indicar um concurso para uma empresa privada em que fosse admitido 1% dos candidatos, sendos eles da ordem dos 100 mil.
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Ou indicar uma empresa privada que contrate 1000 funcionários por atacado.
100 mil? Ainda dizem que estão pior que no privado.
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Deixe-me cá ver …. Autoeuropa.
Estamos melhor, com melhor habilitação literária. Veja lá que até há funcionários públicos que sabem matemática. Suponho que nenhum deles lhe terá ensinado Matemática..
Sabe, é que isto de “arrotar” “nepotismo, compadrio, etc” é injuriar.
Tenho muito orgulho de ter feito parte do 1% de 100 mil. Nem todos podem tê-lo. O Vitor pode?
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Nunca concorri à função pública.
Melhor ainda: está em discussão o meu texto, não o meu carácter.
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Também não estava o carácter dos funcionários públicos, no entanto o Vitor interessou-se por “compadrio, nepotismo e cunha”.
Aliás, não discuti o seu carácter. Perguntei-lhe, muito simplesmente, se o Vitor se pode orgulhar de ter feito parte dos 1% melhores de um grupo de 100 mil.
O Vitor até podia ter sido o pior classificado e ser uma pessoa de carácter digno de louvor. Creio que confunde classificação e habilitações literárias com carácter..
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Vá ver os comentários, leia tudo o que escrevi e diga lá se me referi a “compadrio, nepotismo e Cunha”.
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Perguntar-me algo, como se fosse o meu caso ou exemplo pessoal relevante para o texto em discussão, é uma falácia. “Red herring”.
Agora podia responder que fui o primeiro do curso. Ou responder que fui o último do curso. É indiferente: o meu argumento está ali em cima, no texto. A discussão é essa e refuta-se o texto com outros números e consequências lógicas.
Custa-me ter que explicar isto a quem parece ser um professor (mera suposição). Espero que não seja de direito.
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Lá está o Vitor a rabiar para não responder.
Quanto aoi seu texto, o Fincapé já lhe disse números ao que o Vitor respondeu divagando sobre equivalências, sem nunca quantificar. Portanto para quê perder tempo a discutir o seu texto e contas se já alguém demonstrou estar errado ao qual o Vitor não contrapôs números que confirmassem minimamente o que disse. Preferiu refugiar-se em “equivalências”. Acha que se deve perder tempo com algo supostamente matemático que está claramente errado?
Já toda a gente percebeu que o Vitor sabe fazer contas, isto é, adicionar, subtrair, etc., O que não sabe é fazer essas contas com os números correctos e verdadeiros.
Foi uma boa aquisição para o Blasfémias num horizonte temporal curto. Já cansava a cassete da Helena, arranjaram alguém que sabe ser polémico. Todavia é fogo de pouca duração. Em breve se perderá o interesse nas suas falsas verdades matemáticas.
Serve para entreter uns tempos.
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Aqui, Manuel: https://blasfemias.net/2013/05/15/duas-falacias-para-alegrar-o-dia/
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Os factos incomodam muita gente. Eugenio Rosas provou com o seu estudo que a ignorância e a má fé sobre o sistema de pensoes é a base do ataque da direita neoliberal .
A questão para estes fundamentalistas é ideológica . Doentiamente ideológica.
É evidente que o objectivo destes senhores é o aumento desenfreado do desemprego para baixarem salarios e obterem trabalho assalariado precário e sem direitos como no Bangladesh . Com a destruicao de emprego que pretendem e respectiva destruicao de receita nao é possivel ter pensionistas e funcionarios públicos que assegurem as funcoes sociais do estado. Com esta política criam milhoes de indigentes que consideram preguiçosos e com azar na vida.
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O “que se lixem as eleições” causam esse efeito azedo no socialismo. Presumo que seja isso que pretende dizer.
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Nao ha dinheiro para pensoes e estado social ou como se destrói um país
PIB português caiu 3,9% no primeiro trimestre
PÚBLICO 15/05/2013 – 10:26
Trata-se do recuo mais acentuado dos nove últimos trimestres de recessão que se registam desde o início de 2011.
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Não, Duarte. Trata-se do recuo menos acentuado. Você, como os media, parece conhecer velocidade instantânea e desconhecer aceleração. É a primeira e a segunda derivada. Deixe lá, envolve matemática.
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Até pode ser erro do Publico , mas nao deixa de ser a terceira maior queda homóloga da Europa depois de Grécia e Chipre. É preciso recuar até 2009 para encontrar um desempenho pior .
Quanto à matemática deixe lá
“A matemática é a única ciência exacta em que nunca se sabe do que se está a falar nem se aquilo que se diz é verdadeiro.” bertrand russell ( matemático)
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Reconhecer que matemática é uma ciência exacta já o coloca à frente de muita gente nos partidos.
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Mas olhe que a sua matemática esta errada. O recuo em termos absolutos é o mais acentuado. O incremento trimestral é que é o menos acentuado.
Mas tambem nao tenho de lhe explicar tudo e aqui vai um conselho
“A matemática não pode apagar nenhum preconceito.” Goethe
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Pois, não adianta.
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“Todo o burro come palha, é preciso é saber como lha dar!” Abade de Priscos.
É o que o Publico faz a quem ainda tem a pachorra de o ler, quando lhes “dá” noticias destas.
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Devemos sempre aprender com os grandes matemáticos , principalmente a humildade
” e se não receio o erro é porque estou sempre pronto a corrigi-lo” – Bento de Jesus Caraça
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O seu lider tem destas pérolas
O primeiro-ministro afirmou nesta terça-feira, em Paris, que o novo pacote de medidas de austeridade que anunciou ao país há cerca de duas semanas atinge funcionários públicos e reformados e pensionistas, mas não se aplica “à generalidade das pessoas”.
A ideologia de Massama no seu melhor. Ja faz parte do pensamento filosófico portugues
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até pode ser com 3º e 4ª derivadas e integrais … a culpa da da recessão é dos desempregados, reformados e dos FP’s 🙂
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A culpa da recessão é do Sócrates: começou no 3º trimestre de 2010, apesar das contas marteladas.
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Eu acho que a culpa é do Vasco Goncalves
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A culpa é do D. Afonso Henriques. Por falar nisso, em semelhança com o que os gregos querem fazer, devemos uma porrada de dinheiro aos mouros.
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Nunca nada mais vai ser como dantes…podem ter a certeza.
O pessoal de esquerda que aqui opina é de morrer…minha nossa.
Álém de sofrerem de desonestidade intelectual crónica, são malucos.
Defendem “esquerda” com unhas e dentes e depois não querem pagar do (seu bolso) os custos que essa mesma esquerda implica. Onde é que já se viu isto?
Esquece esta tropilha que quanto maior fôr o Estado (que somos todos nós) tanto mais impostos teremos de pagar, é assim tão difícil entender uma coisa tão básica?…Chiça !!!!
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Esta gente não anda a defender a esquerda, anda a defender os seus interesses (pessoais). Alguns até andam por aqui a escrevinhar umas coisas para levar a vida. Dizem que há malta que, para atingir os seus objectivos, é capaz de vender a alma ao diabo…
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é um bocado exagerado apelidar de esquerda este governo 🙂
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O Socialismo já era, ou por outra, já foi…mas agora não é. Ficou caro à brava. Vamos ter de pagar a factura por muitos e largos anos. Agora temos que apostar noutra…que seja mais baratinha.
Abençoada troica.
A melhor avaliação que se conhece é a dos resultados, e essa é bem conhecida. São sete progressivas e positivas.
Dói? Claro que que dói! Mas o que arde cura.
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Só um aristocrata – agora Aristocracia é a Esquerda pois é a esquerda que domina o Poder – argumenta que as pensões devem estar dependentes da educação.
A educação não prova nada do valor do que pessoa trabalhou.
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Gostei gostei foi de ver os reformados no Pros e Contras de flor marciana ao peito……
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Acreditemos na Nossa Senhora de Fátima e nos três pastorinhos – a troika da cova da iria. Isto já vem de longe
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Caro Vitor Cunha, julgo que terá interesse em ler um comentário colocado nesta notícia do Jornal de Negócios:
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/seguranca_social/detalhe/se_os_jovens_admitirem_cortes_retroactivos_nas_pensoes_o_problema_passara_a_ser_deles.html
O comentário, da autoria de JCGX é este: «É uma coisa doentia: sendo possível clarificar a questão das pensões dos regimes contributivos para tirar a prova dos nove sobre quem recebe mais ou menos ou na medida certa relativamente aos descontos que fez, há uma obsessão por mandar bocas, por fazer afirmações tonitruantes, como a de um fulano que insiste em escrever que os funcionários públicos descontaram o suficiente para financiar as suas pensões. Isso é falso porque é impossível! Ó seu jumento, porra que é asno. [Ele está a dirigir-se ao entrevistado.] Eu já aqui fiz contas diversas vezes porque é que você não faz contas simples (não é preciso mais que o conhecimento de aritmética da instrução primária) a ver se percebe o que a sua estreiteza de inteligência não tem deixado? A maior parte dos actuais reformados da função pública reformou-se antes dos 60 anos e com uma pensão nivelada pelo salário mais alto. Como é que em tais situações essas pessoas podem ter feito descontos suficientes, mesmo contando com a parte virtual da entidade patronal, o que daria uns 33,75%? Mesmo que a totalidades dos 33,75% se destinasse a financiar a pensão de reforma, o que não é o caso, tal significaria que seriam precisos 3 anos de descontos para formar 1 ano de pensão, e para financiar 10 anos de pensão seriam necessários 30 anos de descontos. Só que aos 60 anos de idade um português tem uma esperança média de vida de uns 17 anos (senão mais). Ora para financiar 17 anos de pensão seriam necessários 51 anos de descontos, ou seja, tal fp teria começado a trabalhar aos 9 anos de idade. Mas mesmo assim os descontos dariam para financiar uma pensão de montante semelhante ao salário médio desse fp e não ao nível do salário mais alto. Contenham-se nas baboseiras. […]»
Que acha? Eu acho que ele tem razão. Gostaria de o contactar por que tenho uns textos sobre a CGA que, creio, poderiam ser do seu interesse. O meu mail é gabriel.orfao.goncalves@gmail.com
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Seria necessário um sistema de capitalização da segurança social desde o tempo em que começou a descontar. Aparentemente tivemos o inverso: um sistema de transferência de descontos da segurança social para dívida pública.
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