Continua a saga dos asfalteiros
A construção dos navios asfalteiros para a Venezuela vai arrancar na próxima segunda feira. Segundo o DN, a encomenda vale 128 milhões de euros e foi feita há 3 anos. Ao que parece, os estaleiros receberam 9 milhões de euros da Venezuela, que entretanto foi gasto a pagar salários. Entretanto os estaleiros encomendaram aço para fazer os navios e parece que o aço está a chegar. Os navios são para a PDVSA, a empresa pública de petróleos da Venezuela.
A Venezuela está a atravessar uma situação económica e política difícil, não havendo qualquer garantia de que o chavismo sobreviverá durante muito mais tempo nem de que a PDVSA pagará os navios. Aliás, os navios parecem não fazer falta lá na Venezuela, o que sugere que do lado venezuelano esta compra não tem qualquer racionalidade. Por outro lado, nada é dito do lado português sobre quem assume o risco da construção nem como se compatibiliza esta construção destes navios com uma eventual privatização da empresa. A única coisa certa é que há autárquicas este ano.

1- Por que motivo demoraram 3 anos a iniciar a produção?
2- Se tivessem respondido mais cedo, tinham ou não recebido o restante?
3- Se o cliente não necessita dos navios, aceita perder o que já deu? Dá garantias de pagar o restante contra a entrega dos navios?
4- Onde é que o João Mranda foi buscar a informação do gasto de 9 milhões em “salários”?
GostarGostar
Está no link
GostarGostar
http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?f=16&t=8104&start=900
GostarGostar
Esses navios só eram necessários no tempo do Chavez.
Ele queria asfaltar o Atlântico para ir a pé para Cuba.
GostarGostar
Caro João Miranda,
A Goldman, a JP Morgan e outras andaram a vender papéis bem mais caros do que navios e ainda hoje há quem elogie, apesar dos papéis nos terem caído na cabeça às toneladas.
Como os navios são para navegar, espero que não nos caiam na cabeça. Podem é fazer muitas ondas. 😉
GostarGostar
“A Goldman, a JP Morgan e outras andaram a vender papéis bem mais caros do que navios…”
Suponho aque esteja falar da Dívida Publica do Estado Social da Republica (Soci@lista – está na Constituição mas é melhor não estar no nome que ainda precisamos dos capitalistas) Portuguesa?
GostarGostar
Não. Estou a falar dos vendedores de papéis caros (fazendo-os passar por investimentos) e de quem nunca ousou criticar ou até ousou elogiar 😉
GostarGostar
Hmm, papeís caros, fazendo-os passar por investimento – e quem nunca ousou criticar ou até ousou elogiar- é a Divida Portuguesa que a Goldman Sachs vendeu – e vende.
Julgo que a JP Morgan também vendeu.
GostarGostar
Alguém sabe quantos barcos os Estaleiros de Viana venderam por preço a cobrir os custos de produção? Venham palpites.
O que se sabe é que os Estaleiros venderam tudo o que puderam: sucata, matérias primas, projectos, enfim o que pudesse dar alguma coisinha, para pagar os salários à malta que por lá passa o tempo. Uns há dois anos, outros há muito mais.
GostarGostar
eheheh, muito bom!
Sublinho a parte importante: quem assume o risco nesses contratos?
Nas autoestradas acabou a pagar o contribuinte, quer lá passem carros ou não.
Nos hospitais privados todos os dias fecha algum hospital/maternidade/centro de saúde públicos para ver se o “risco” de quem “investiu” se mantém dentro das margens generosas contratadas.
Nas escolas não sobrou para grande parte dos professores, mas têm lindos candeeiros do Siza e quem beneficiou das adjudicações directas já tem o seu bem guardado na Suiça.
No BPN as dívidas ficam para o contribuinte, os poucos activos ficam num “veículo” a marinar à espera que alguma nova bolha ajude os “investidores”, coitadinhos, a recuperarem do stress.
Nas telecomunicações e energia é melhor não falarmos muito que as rendas excessivas são muito caras ao João Miranda.
Etc.
No fim da linha está sempre o suor do contribuinte.
É preciso que alguém lho explique.
Com jeitinho para não passarmos do suor ao sangue.
GostarGostar
Reparou que a EDP já “vendeu” a Bancos estrangeiros parte do que nos vai facturar na conta da “luz”, à conta daquelas habilidades do Lino e do Sócrates, quando empurraram com a barriga para a frente os aumentos no tarifário, que eles diziam justos mas que, naquela altura, não queriam que a gente os suportasse, com medo de perderem votos. Por isso, agora, temos a energia ao preço que temos, e não vai baixar tão cedo.
GostarGostar
Acham que a Venezuela paga a encomenda?
Se pagar, tudo bem! A saga continua.
Se não pagar, lá ficamos nós com dois navios asfalteiros de que, sem dúvida, tanto precisamos e os prejuízos… qual é a novidade?
GostarGostar