Ana Avoila em luta pela sua PPP
A Frente Comum de Sindicatos da Função Pública a que dá voz Ana Avoila, anunciou uma greve, actividade profissional a que Ana Avoila dedica por inteiro há largos e largos anos. A Frente Comum de Sindicatos da Função Pública fez este anúncio sem informar os restantes sindicatos presumo que afectos à UGT. Interrogada sobre se uma greve conjunta seria mais eficaz Ana Avoila respondeu prontamente “Não acho nenhuma greve conjunta melhor”. E lá foi prosseguindo “Nós decidimos a nossa greve”. E ainda esclareceu que não tem nada que informar os outros sindicatos: “Eu não tenho de dizer, digo se quiser”. Sectores algures entre o BE e o PS mostraram-se muito indignados com esta atitude de Ana Avoila pois na sua imensa ingenuidade apostam numa frente de esquerda de que claramente o PCP desconfia. Enfim cada um acredita no que quer mas o que há a destacar é esta luta de Ana Avoila pela sua PPP. A PPP do sindicalismo é das mais consolidadas em Portugal, emprega alguma mão-de-obra que se caracteriza por uma vez integrada na PPP sindical ter trabalho assegurado para toda a vida, goza de protecção constitucional que lhe confere o privilégio da representatividade e explora um apreciável nicho de mercado. Ana Avoila e a sua Frente Comum de Sindicatos da Função Pública lutam pelo seu quinhão na PPP sindical e não luta com meno tenacidade que os outros portugueses a quem foi conferida tal distinção.

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http://www.youtube.com/watch?v=Enf0ZnCQ6uA
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http://www.youtube.com/watch?v=Sznj0IqnBlo
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E a sua luta contra a luta de Ana Avoila é a PPP de Quem?
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“Eu não tenho que dizer, digo se quiser.”
Está a ver, Helena, que até certa esquerda tem os seus pecadilhos individualistas, egoístas e liberais?
Ainda bem que a Helena critica, embora note uma certa falta de solidariedade feminina. 😉
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O nosso grande problema é a falta de qualidade dos actores que temos permanentemente em cena, sejam nas peças sindicais ou noutras situações. A senhora em causa é de um basismo confrangedor, mas os seus representados não o reconhecem porque, na sua maioria, não são melhores que ela. Parte dos nossos deputados e governantes não são melhores que ela, só que têm uma capa académica que lhes encobre as fendas. É o país que temos e com esta matéria não se pode fazer grande obra.
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Não acha nada justo criticar-se Ana Avoila. Ela não existe como pessoa é apenas uma representante do PCP, quem se devia criticar era o PCP que fala pela boca dela.
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todos temos direito a uma taça, não é só o Guimarães, e Avoila quer um taça só para ela; mas alguém lhe deveria segredar que foi um bocadinho arrogante…
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(1) Ana Avoila não “goza de trabalho assegurado para toda a vida”. Ainda recentemente o PCP despediu alguns funcionários seus, a CGTP também pode despedi-la se quiser.
(2) Não são somente alguns sindicatos que são PPP e gozam de privilégios de representatividade, as associações patronais também o são. E muitas outras: a PRP, as associações ambientalistas principais, etc etc etc. Trata-se de uma remodelação do velho corporativismo português.
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Se Portugal tivesse uma maioria e um governo conservadores, de direita, liberais ou qualquer coisa parecida, a lei da greve (selvagem) teria sido a primeira vaca sagrada a que tinham atirado para de facto reformar esta coisa. Acontece que a turma de matutos que estão no poder (maioria e governo) não têm camioneta que chegue para tanta areia.
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Excelente escolha no link “emprega alguma mão de obra” em que são feitas contas como se todos os dirigentes sindicais auferissem o valor máximo de vencimento pago na carreira.
Sim senhor, rigor é com a Helena. Ainda bem que deixou de ser jornalista e passou a cronista.. Espero ansiosamente que passe a plantar batatas, embora fazer regos a direito me pareça ser-lhe difícil.
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