Portugal
A enésima entrevista do I a Mário Soares é uma espécie de ilustração daquilo que hoje escrevo no DE «Do predomínio da esquerda em Portugal resulta que as instituições só se respeitam quando a esquerda está no poder. (…) Ora, actualmente, temos um problema: o PS única força capaz de conter a esquerda radical não está no Governo, coisa que até agradece, mas também não está na Presidência da República, coisa que não perdoa pois a PR, sobretudo após a transferência de Macau para a administração chinesa, passou a ser entendida como um reduto intocável do jacobinismo socialista. E assim,enquanto a esquerda jacobina não se sentar na cadeira que acha sua por direito natural e histórico, vamos assistir ao aumento da agressividade da esquerda radical contra as instituições e aqueles que as representam. No bendito dia em que os votos voltarem a confirmar os vencedores naturais, os narizes de palhaço ficam no fundo das gavetas, os jornalistas que agora estão muito indignados voltarão, à semelhança do que fizeram em 1996 com Rui Mateus, a tratar como traidores aqueles que então questionarem o PR e a direita viverá feliz porque finalmente há respeito.»

Se Cavaco representa a direita, não percebo como a minha tia Clotilde, que é de direita, dizer à boca pequena, por respeito pela instituição PR, que Cavaco não tem estofo para a dignidade do cargo. O marido que é inglês, diz que o firewood is a clown.
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Afinal, reconheçamos: VIVEMOS SOB A DITADURA; DA OPINIÃO PUBLICADA E/OU AMPLIFICADA; PELOS QUE TÊM A MAIORIA DO CONTROLE EDITORIAL DOS ORGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL.
E depois ainda dizem, que vivíamos “amordaçados” no tempo do Estado Novo…..
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Os socialistas actuais, são os filhos e os netos dos “Afonsos Costas” da 1ª Républica que sabemos como acabou: bancarrota, porque na altura não havia essas coisas das troikas, e a seguir 48 anos de ditadura.
Estas iniciativas do Soares, e outras como o Congresso das Alternativas, com frentes de esquerda no horizonte, são uteis, porque mostram a vacuidade das propostas que fazem: a anti-austeridade, e lágrimas de crocodilo sobre o desemprego. Soluções, zero!
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Prepare-se, então, porque essa “vacuidade” é o que os “seus” políticos vão começar a fazer, como se nunca tivessem defendido outra coisa.
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Por consideração e por ser aniversário da revolução de 28 maio de 1926 aqui vai uma pequena correcção ao escrito : Afonso Costa e Vicente Ferreira tiveram equilíbrio orçamental em 1912-1913 e 1913-14 e o professor Dr Oliveira Salazar(como ministro das finanças) teve o primeiro orçamento com superavit em1928-1929 .
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Post muito oportuno e feliz a lembrança dos tempos de Macau (o pessoal era nomeado pelo Palácio de Belém). Anda por aí ( e aqui) muita gente com falha de memória (talvez por abusarem do bom queijo português).
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O mais longe que a direita neoliberal consegue ir em termos presidenciais, é transformar Belém numa tenda de circo… cambada de palhaços!
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Roubei este “post” para colocar no FB
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A Helena respeita o cavaco. Não mostra respeito nenhum pela Presidencia da República para vir com isto da esquerda/direita.
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A imprensa é de esquerda.A esquerda não aceita a legitimidade da democracia representativa quando não ganha eleições.Ver a propósito o artigo de Pedro Garcia Rosado
http://www.tomateemagazine.com/#!a-imprensa-e-de-esquerda/ci0m na revista online Tomate emagazine
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Eu até compreendo que certos políticos não gostem que lhes chamem “palhaços” de forma depreciativa, porque, efectivamente, os únicos e verdadeiros palhaços nesta história não são os eleitos, mas quem os elegeu. Com efeito, por muito que nos custe reconhecer, os palhaços temos sido nós, o povo eleitor, que durante os últimos 20/30 anos temos eleito e sido (des)governados pelos ofendidos!
Para agravar tudo isto, confirma-se que há muitos “palhaços” (mesmo em acrobatas de 1ª linha, como o Dr. Mário Soares) que ainda não perceberam o circo onde nos meteram e estamos metidos.
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Totalmente de acordo!É que o marocas é mesmo uma BESTA!
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Acho que a Helena está a ser um bocadinho injusta. Até parece que Mário Soares não foi sempre e não é hoje um dos políticos mais criticados no país.
Lá que ele, como Presidente, obrigava Cavaco Silva a despastelar, que é como quem diz “tirar os novelos de debaixo dos braços”, isso é verdade.
Ademais, se o PS quisesse ganhar as últimas eleições presidenciais ou as anteriores em que Cavaco Silva ganhou a primeira vez, teria apresentado um candidato ganhador.
Mas a Helena não gosta do homem, pronto. 😉
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