«Que se pratique o duplo plural ora em constância, referindo sempre “todos e todas”, ora em alternância, usando também “todas” como plural genérico; que se aplique a arroba quando se quiser considerar dois géneros sem repetir a palavra, falando de “velh@s”; que se comunique sem género, onde ainda não foi incrustado; que se criem palavras onde não existiam, falemos “da Presidenta”; que se faça do incómodo X, ou do silencioso *, motivo de conversa, de debate, de desestagnação, falando “dxs pessoas”, “dxs prostitutxs”, ou grafando ”tod*s *s estudantes”; que se parta os joelhos ao “Homem” como símbolo da humanidade e se fale “da Mulher”, ou “dx Trans”; ou que se torne caótica a representação de género, que se deixe explícita a discordância que quiseram apagar do exprimível, falando “da rapaz”, “do diva”; que o façamos mesmo no traduzir, reconhecendo o processo instituído tão político quanto o nosso. Onde a linguagem congelou, façamo-la arder; onde o solo enrijeceu, proliferem os cogumelos linguísticos de todas as formas e feitios, de todas as famílias. Usemos a queerografia. Enfrentemos o academicamente correcto com a confiança no erro, o ortho com a desnaturalização, o ponto com a translação, a autoridade com um carnaval linguístico. Deparar-nos-emos com a oposição do estabelecido, com a obsclareza do regrado, veremos trabalhos corrigidos por professorxs onde a correcção a tínhamos feito nós, artigos recusados, censurados, expressões segregadas, desautorizadas. Onde reina a calma o nosso objectivo será o caos, a confusão. É essa confusão o terreno fértil das construções, ninguém sobrevoa de pés no chão.»
Não se riam: em menos de uma legislatura os insignes deputados da nação numa qualquer sexta-feira aprovarão sem qualquer discussão o ACORDO QUEEROGRÁFICO e deputados lacrimosos lerão nacos de prosa como este a exaltar tal decisão:
Dos poderes que nos atravessam e que atravessamos, dos instrumentos de domínio e de controlo, dos sistemas que nos definem, debruçamo-nos aqui sobre dois, o heteropatriarcado e a linguagem, e sobre o seu encontro. O heteropatriarcado; regime da estrutura social, que define a família nuclear e diz da poliparentalidade problemática, regulador de relações, que diz da promíscua porca e do promíscuo vencedor, criador de sentimentos e de sexualidades, que diz dx assexual anormal e embeleza a agressividade da hipersexualização comercial. Impõe uma norma ao desejo sexual, às categorias da amizade e do amor, ao comportamento do corpo e sua fenomenologia, constrói a mulher e o homem e subordina a primeira ao segundo, nem reconhece x trans; no fundo, não reconhece ninguém. Constrói o género pelo sexo, e até o sexo pelo regime. Ontologiza as personalidades pela ilusão da solidez do sexo como ponto arquimediano, e cristaliza as relações entre elas. Deu ao género uma lógica binária: tertium non datur.
Obs. Como perceberão foneticamente isto não é tão simples. Pelo que proponho que se substituam as vogais e @, quejados, quejandas e quejand@s pela linguagem dos cliques, coisa deveras multicultural, ou então passa-se tudo ao neutro do latim, coisa ainda mais interessante porque representa uma excelente oportunidade profissional para aqueles que como eu perderam alguns anos a aprender as declinações em latim. A par das camisolas blasfemas os próprios dos blasfemos tb estão disponíveis para leccionar quer a queerografia e a queerfonética.
Outra causa ainda mais fracturante a seguir atentamente.
A lista oficial de participantes do encontro de Bilderberg deste ano, que começa na próxima quinta-feira, 6 de Junho, em Hertfordshire (Inglaterra) conta com o líder do maior partido da oposição, António José Seguro, e com Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros.
O convite foi feito por Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa e membro do comité executivo de Bilderberg. Durão Barroso será o outro português a marcar presença no encontro.
Os que falarem mandarim vão ser os primeiros. O inseguro pouco aprende, deduzam a partir daqui. O portas é fino mas o cherne tem mais tempo para línguas.
Se nenhum deles aprender mesmo virá outro inesperado. Os inesperados neste tipo de situações são sempre benvindos.
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http://www.youtube.com/watch?v=tO5etYYMT80
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Seguro bai ò bildelberg, com o portas e o balsamão, maçons como ele, e na turquia é a mulher de bormelho como por cá todo o pobo, à mangueirada, ai, pasos mentiroso do caraygo …
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A Tegui e a Teresa Leal, das coadoções, mais os pretimosos aventais do psd e cds, já aprovaram uma coisa dessas http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c3246795a5868774d546f334e7a67774c325276593342734c576c756156684a5358526c65433977616e49324d7a637457456c4a4c6d527659773d3d&fich=pjr637-XII.doc&Inline=true
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prestimosos, porra
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O problema está no fato do passos, gaspar e companhia não ter entrado para o clube.
Estarão lá até se gastarem de vez e desempenharem o papel do vilão.
Ainda falta algum tempo, não são os desmiolados e os trauliteiros que decidem.
Mas é giro porque diverte um bocado.
As constanças, as judites, as aninhas, as fátinhas, os albertos lá vão fazendo o seu trabalhinho sujo.
A corda que une os aventais é grossa
e os rodízios estão bem oleados,
no fim vai sempre dar ao mesmo.
Ainda há os anjinhos que acreditam em partidos e na democracia.
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http://www.youtube.com/watch?v=_CIasA0DM-A
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O que há de verdadeiramente sério para discutir é o facto de, na própria arroba, o “a” está dentro do “o”, logo é discriminatório! Mas isto claro, não falam, não há força num país para acabar com este tipo de desigualdades!!
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Lá está o tric a despertar memórias controversas.
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Pois… Para “acordos ortográficos” já nos basta este:
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*Caneca* não é feminismo!!! C´o um caneco . . .
Porro é um alho, Porra!
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E que tal “puta que pariu esta cambada” vergonhosa? Cortem a pensão ao Bochecas!
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The University of Leipzig has voted to adopt the feminine version of the word for “professor” as its default. In German Professorin refers to a female professor while Professor is the male equivalent.
http://www.thelocal.de/education/20130605-50095.html
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Sinceramente a única coisa fracturante que ocorre são as cabecinhas fanáticas de certos indivíduos (queers e neoliberais) que parece não terem nada mais para fazer na vida do que andar de manhã à noite a farejar os rabos dos opositores.
Diga lá com sinceridade, você passa mesmo os seus dias a esmiúçar pelos recantos da web estas sinistras ameaças à sua heterosexualidade, ou elas caem-lhe no casto regaço vindas da mailbox do seu confessor paroquial?
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