Incinerar um incêndio
Rui Tavares faz uma descrição do problema de financiamento de países sistematicamente deficitários recorrendo a esta premissa:
Que propõe Rui Tavares para a resolução? Crescimento através de crédito fácil, ora. Tão fácil que nem tenha juros. Ou, de preferência, que nem tenha que ser pago. Uma mesada, portanto.
Se tudo isto fosse verdade, porque não estariam credores interessados? Já não se interessam pelas suas próprias “estratégias de crescimento“?
Mas acrescenta:
Não sei se o Rui Tavares tem reparado na França (é normal que não, principalmente se apoiou Hollande nas eleições) mas esse “incólumes” é capaz de ser ofensivo para franceses. Por outro lado, conviria também incluir Portugal na lista de países que não respeitaram os limites do défice; compreendo, porém, que apesar de ser verdade, estragaria toda a teoria avançada no texto.

E porém, ao que me consta, de ouvir repetido, com frequência, quando precisou de ajuda, a Alemanha teve larga ajuda financeira a zero juros, como ora, mercê das circunstâncias, além do que ganha dos países em crise, o soma de todo o lado e assim enriquece. Para mais, dizem que a ‘gaja’ tem cá uma dívida à Grécia de se tirar o chapéu, de há muito tempo, só que não paga, vá lá saber-se…
E é sempre assim, como o Governo de Portugal, que dizem que corta em tudo, leva o País à ruína, inanição, ao buraco, e só não corta nos boys da maioria nem nos seus próprios rendimentos, que ainda acresce .
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Parece que sim, aliás, eu próprio estou a tratar do processo de indemnização aos mouros pela ocupação de portugueses no Algarve.
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Meus parabéns! é bem pensado !
E eu diria, ao contrário, que matuto cá sobre maneira de exigir-lhes renda de todo o tempo que por lá moraram sem mais deixarem que umas palavras de almocreve, almofariz, alçapuz, alcoviteira… e esse termo, palavra de expressão sem par, qual é ‘Oxalá’, Deus queira, o Alá permita e assim deseje, que em saindo esse governo outro parecido, porém honesto, mais clarividente e humano, sem desligar de alguns passos, nos retorne ao bom caminho .
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Não foram mouros que cá estiveram na Península Ibérica: os ibéricos é que só cá estão desde a uns anitos.
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não acredito, se assim fosse chamar-se-ia a isto outra coisa, eu sei lá, a românia, a visigótica ou goda, celta, se não mouraria, mas é a ibéria, que até o saramago ensina .
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Há um maluquinho na minha terra que diz que o Mário Soares lhe deve dinheiro. História verdadeira.
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iberos era o nome de uns typos que se uniram a celtas que os montaram
ibérios na hiberia romana já restavam poucos
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estou muito desapontado com os filtros
estou muito mais apontado com o pedro lynce
história da ditta iberia é ficção
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os iberos contrariamente aos 10 milhões de maluquinhos a quem soares e seguintes devem dinheiro
são um povão extinto
é verdade que os 10 milhões de maluquinhos também não se safam
mas inda não tão iberos
nem i beras
mas se é verdade que o brasil é povo irmão
atão o mano mais velho é capaz de seguir o exemplo
pelo menos o de partir cousas
é um costume ibero
os índios chamam-lhe potlach
os índios da meia.praia claro
maluquinhos dum catano
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a treta dos fundos comunitários , somados a uns políticos novo ricos burros que nem portas e ávidos que eu sei lá , é que lixou tudo : uma parte de fundos , tão bom , grátis ! gritavam eles , e o resto a crédito ..de caminho metemos algum ao bolso . .foi assim que se fizeram os elefantes brancos ao dobro do preço com materiais importados da alemanha e tal , não foi ? era grátis , era 🙂
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um governo fora-da-lei:
.
http://www.publico.pt/economia/noticia/estado-nao-esta-a-pagar-os-subsidios-de-ferias-com-o-salario-de-junho-1597697
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And why not? 🙂
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Adenda: Esta resposta era para o Vitor, para o que ele escreveu acima
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aqui toda agente escreve para vitorcunha 🙂
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whatever,acho que se percebe que é para ele 🙂
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e quem é, ou o que é o vitor cunha?Por tela mais 6?
é como o QIQI uma virtualidade dependente do contexto ou do con texto?
mi num lê muite
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O Rui Tavares age conforme as suas conveniências. A partir da altura que ocupa um lugar político para o qual não foi eleito, e aí se mantém descaradamente, deixou de me interessar as suas opiniões, por não merecerem crédito e ser apenas mais um a apregoar a cartilha. O RT pertencia a uma lista partidária (BE) na qual as pessoas votaram e não foi eleito individualmente. Logo, abandonando o Partido, não tem moral para se manter no chorudo cargo de deputado europeu. Assim, o que ele diz pouco interessa, até porque há outros, mais credenciados, a dizer o mesmo.
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O RT ainda julga que está na primária a falar para sopeiras.
Mesmo assim vai-se safando e bem.
Se Portugal fosse como ele estava bem e recomendava-se.
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Qual seria a estratégia dos bancos europeus que insistiram connosco portugueses, obrigaram-nos mesmo, a pedir-lhes dinheiro, montes de dinheiro barato emprestado? Talvez a esperança de nunca o virem a receber de volta. Não vejo outra razão, porque sendo muito barato, pelo negócio dos juros não era concerteza.
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NÃO os bancos emprestaram-nos obras eternas para conseguirem tirar ternos dividendos
e já estamos akustumados desde que os médicis lucraram com as fraquezas do reyno
ou en simplex de um thalassa
a interneta estupidifica né?16 January 2012 12:48
Baile Átha Cliath – An Clóchomhar of houses und mad dogs em 16/01/2012 ás 20:44 disse:
As taboas deixavam o frio urdir-nos chagas no corpo, a viagem era lenta, fumarenta e cruel, das ideias postas a amadurar era a ideia de quem num todo edilico (num tá escrito idílico) a puericia mandante, amiga de exibicionismo construiu num fim de mundo carris curvos e monumentaes que já começam a endoidar bestuntos que perdem as terras, por este centro de crystalização do progresso industrial, que nada de novo nos traz, nem nova cidade comercial, nem centro fabril que tanto urge.
Prolongar carris que nada trazem nem ninguém levam, numa rotunda de rotundos endinheirados e de pobres gentes que vão servir a classe conselheiral e cretinoide, nesta miséria que dizem estética (devia estar esthetica ma…) Luis Chaves 1912
thalassa e laico mas não parvo, nem vendido a interesses vários
1912 2012 ou 2013 tanto faz ó leal conselheiro
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É a tal história da quantidade e da qualidade. E também de nunca se aprender com a História.
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http://www.youtube.com/watch?v=9rm3vaxLY0M
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http://www.youtube.com/watch?v=9rm3vaxLY0M
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faltam as de 10 e 20 centavos que substituiram os metaes durante a crise…..
e em que os tostões de prata e os 50 centavos de 1912 a 1916 desapareceram da circulação vá-se lá saber porquê….
curiosamente 1917 não tem muitas moedas
já notas só as de dívida
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Não concordo com as últimas frases, concordo mais com a teoria avançada por líderes europeus: a situação na Espanha e na Irlanda é mais fácil de resolver (em termos de dívida) porque esses países cumpriram os limites do défice. Tratou-se apenas de situações esporádicas que são facilmente resolvidas.
Quanto a Portugal e à Grécia, obviamente os ajustamentos serão tremendamente complicados. E é inegável que duas teorias económicas distintas já mostraram ser incapazes de resolver o problema. Espera-se uma nova solução.
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Espera-se uma nova solução.
…
Quém na espera e de quém? Voila um par de perguntitas que sao a mae co cordeiro.
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É como a calvície. É preciso uma nova solução para a calvície. Isto de ser careca não nos agrada.
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Oiça, em Portugal e na Grécia ambas as soluções tradicionais para melhorar a economia estão a falhar redondamente. Por esta altura, o FMI e a CE já tinham percebido que têm um problema muito mais grave em mãos e que qualquer coisa que façam neste momento só está a agravar ainda mais a situação.
Mas deixo-lhe uma pista. Uma das soluções para a crise é acabar eficazmente com a corrupção, mesmo que isso implique destituir e prender toda a classe política portuguesa e grega. É mais a velha questão da revolução, substituir paradigmas. Essa conversa toda que facilmente (e infelizmente) descamba em regimes autoritários extremistas (de esquerda ou de direita, acontece para os dois lados).
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Isso é como combater a propagação de SIDA acabando com a prostituição.
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Bom … entretanto a agência de notação financeira Moody’s considera positiva a avaliação do FMI ao programa de resgate português e um bom sinal para a nota de crédito do Estado.
Nada mau para uma solução “tradicional” (??!!) que esta a … “falhar redondamente” !!
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E entretanto o governo português pretende um ajustamento dos limites do défice para os poder cumprir. Repare-se que não estamos a cumprir o acordado, estamos simplesmente a aumentar os limites. Se isso é resolver os problemas, então a economia é fantástica. Não é preciso estar bom, basta dizer que está bom (quem me dera que a medicina funcionasse assim!).
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É o preso por ter cão e preso por não ter.
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Eu nunca disse que se devia alterar os limites do défice. Só disse que se devia encontrar outras formas de os cumprir. Na verdade, quando foi a primeira alteração, fui daqueles que não festejou. Agora estamos a ver os resultados.
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Tinha alguma sugestão para além da “assim não”? Curiosidade mesmo.
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Como sugere o Vitor Cunha, para o André, aconteça o que acontecer, o governo português é sempre culpado !…
Se porventura o programa não estivesse a ser cumprido os tais limites seriam ultrapassados em muitissimo mais e não apenas de um ponto ou perto disso, o programa seria interrompido, com as graves consequencias que dai resultariam, ou, na melhor das hipoteses, reformulado com condições bastante mais drasticas.
Se porventura o programa não estivesse a ser cumprido a Troika não aceitaria nunca ajustar os limites.
Este ajustamento apenas é possivel porque o governo português ganhou credibilidade … aplicando o programa e não exigindo ou pedinchando (o que vem a dar ao mesmo) mais tempo e mais dinheiro !…
Este ajustamento é justificado e aceite pela Troika tendo em conta a degradação da situação economica externa, sobretudo ao nivel dos nossos principais parceiros comerciais, e certas dificuldades internas em resultado dos obstaculos à aplicação plena do programa levantados pelo Tribunal Constitucional e pela atitude hostil ao programa por parte do principal partido de oposição, apesar de ter negociado e assinado o mesmo, e por parte de diversos interesses instalados e influentes.
Se porventura o programa não estivesse a ser cumprido não haveria nenhuma razão para a generalidade dos principais protagonistas e observadores internacionais fazerem sucessivas apreciações positivas sobre o modo como o programa esta a ser executado e sobre os resultados ja conseguidos.
Se porventura o programa não estivesse a ser cumprido os mercados financeiros não teriam vindo a baixar regularmente os juros sobre a divida publica portuguesa.
De resto, é espantoso que o André e a generalidade dos criticos do programa apresentem um ligeiro aumento dos “limites” como uma prova do falhanço do programa quando todos sabemos que o que querem e defendem é precisamente …. um enorme aumento desses mesmos “limites” : mais despesa, menos impostos, mais déficit, mais divida !!
Vale tudo !!
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Lá na aldeia dizia-se que um bom pontapé dado no traseiro de alguém resolvia muitos problemas.
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VC, antes de se abalançar no uso de analogias procedimentais recomendo-lho vivamente que estude os contextos e ambientes em que pretende manobrar para estruturar conveniente, coerente e consistentemente as analogias optadas.
É que há fogos que se apagam mesmo com incinerações. E sobre o «fogo financeiro» está demonstrado «à outrance» não sabermos verdadeiramente qual o sistema de combate mais adequado para o extinguir…
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É que há fogos que se apagam mesmo com incinerações
Talvez seja por isso, só talvez, talvez mesmo – nunca se sabe – mas há essa probabilidade, de o título ter sido um “uso de analogia procedimental coerente e consistente”.
Há sempre a probabilidade do nosso interlocutor não ser tão estúpido como pensamos, mas não sou ninguém para dar alertar Jeová para isso.
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Mas então hoje o VC é bloquista (BE)?!…
É que as propostas do BE para a crise actual é que indicam e orientam como solução total e universal, o desenvolvimento e implementação de um contra-fogo titânico para obstar ao fogo presente, sem atender à necessidade de controlo do contra-fogo, ou tomando tal necessidade e consequências colaterais (mesmo as previstas e controladas) como irrelevantes…
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Acho que depois de ler o post e o comentário anterior perceberá que a solução de mais incêndio não é solução nenhuma para este incêndio já que a solução é evidentemente uma não-solução.
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Ainda bem, pois o objectivo do BE é queimar o sistema financeiro e nã o apagar do fogo que o assola.
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Com bombeiros assim, para que é que são necessários incendiários?
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A minha tia Candeias é viúva de um bombeiro, que deixou uns papéis onde se pode ler:
“O uso do fogo controlado visa, por um lado, a redução da carga e a modificação da estrutura do combustível em zonas estratégicas de modo a diminuir a severidade de um incêndio ao mesmo tempo que permite um aumento na eficiência dos meios de combate.”
Não sei se isto tem a ver com o post, mas acho que está escrito sem erros.
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