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Super Bock economics

18 Junho, 2013

Pires de Lima e amigos seguem uma regra simples para definir a política económica que tirará Portugal da crise: se der para vender mais cerveja é bom. E o que é que dá para vender mais cerveja? Salário mínimo mais elevado, menos impostos e mais despesa pública em salários e pensões. Ideias que nunca foram tentadas antes.

17 comentários leave one →
  1. Pffff !'s avatar
    Pffff ! permalink
    18 Junho, 2013 06:53

    Só passarões…!

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  2. JDGF's avatar
    JDGF permalink
    18 Junho, 2013 07:17

    Em 1935, Salazar já dizia: “Beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses“.
    Outros tempos, outras bebidas mas a mesma falta de estratégia (económica).
    Continuamos a dar prioridade ‘às finanças’, a ‘ajustar’ e o resto é paisagem…

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  3. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    18 Junho, 2013 09:29

    Acho que falta uma medida complementar para os tremoços.

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  4. António J. Costa's avatar
    António J. Costa permalink
    18 Junho, 2013 10:12

    Este Cêdêéssezeco, está a tentar por-se em bicos de pés, para ver se alguém o vê.
    Julgam que as pessoas sao parvas?
    Esse tempo já lá vai. O povo esta cheio de aturar aldrabões. E muito menos traidores.

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  5. Castrol's avatar
    Castrol permalink
    18 Junho, 2013 10:45

    É por estas e por outra que eu cá sei (que envolve um patrocínio chorudo ao FCP), que eu só bebo SAGRES!

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  6. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    18 Junho, 2013 11:47

    Mas estes “liberais de pacotilha” ainda não perceberam que estamos nesta situação precisamente porque durante muito tempo consumimos mais e pior do que produziamos e deviamos ?!…
    E que este desequilibrio corrente acumulou desequilibrios estruturais de que o endividamento e a perda de competitividade são manifestações, causas e consequencias ?!…
    Praticamente, com poucas diferenças, estão a propor o regresso e a conservação ao/do modelo economico que foi seguido nas ultimas décadas e que deu no que deu !!
    O salario minimo, admitindo que não seja pura e simplesmente abolido, não deve ser aumentado durante muito e muito tempo. Os salarios devem ser o resultado do livre funcionamento do mercado de trabalho.
    As remunerações dos funcionarios e as pensões dos regimes publicos apenas poderão vir a ser mantidas e aumentadas na medida em que o Estado, a começar pelo “Social”, se reforme e se torne finaceiramente sustentavel. Esta ainda longe de ser o caso.
    Os impostos apenas poderão começar a descer quando as contas publicas estiverem suficientemente consolidadas e quando os principais equilibrios macro-economicos estiverem restabelecidos (incluindo o nivel e o padrão dos consumos e investimentos).
    O tempo da austeridade ainda não acabou !!

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  7. Francisco's avatar
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    18 Junho, 2013 12:08

    Pois, mas o “guru da Gestão do CDS” e o próprio CDS não estão preocupados com o futuro de Portugal. Para eles, aumentar o consumo, o que se fará, bem entendido, pressionando em baixa a poupança e o investimento, não tem qualquer problema. Além disso, o “guru da Gestão do CDS” devia lembrar-se que aumentar o salário minimo é aumentar os custos de muitas pequenas empresas, pressionando-as para o não emprego e para o fecho, a prazo. O efeito só pode ser o aumento do desemprego. Todos percebemos que as eleições estão perto e há que exibir uma dose qb de demagogia, pois isto de tomar medidas dificeis de corte de despesa e de manutenção da lealdade num governo de coligaçao, não é com o CDS.

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  8. nuno granja's avatar
    nuno granja permalink
    18 Junho, 2013 12:30

    Brilhante!

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  9. Joaquim Amado Lopes's avatar
    Joaquim Amado Lopes permalink
    18 Junho, 2013 12:42

    CDS – cada vez mais “Clube De Socialistas”

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  10. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    18 Junho, 2013 13:08

    Exactamente, (Francisco 18 Junho, 2013 12:08).
    A austeridade é inevitavel precisamente para fazer baixar os consumos e os investimentos nos sectores que cresceram demais relativamente aos equilibrios necessarios na economia. Sendo que os consumos e os investimentos mais importantes são, no conjunto, naturalmente, os do sector publico.
    Mas este despesismo publico também se transmitiu ao resto da economia, mas favorecendo certos sectores e desfavorecendo outros.
    Os sectores mais favorecidos foram alguns dos que estão sobretudo virados para o mercado interno (ditos não transaccionaveis). Incluindo os importadores. Os recursos produtivos do pais foram assim concentrados nestes sectores ficando privados e suportando custos mais elevados os sectores produtivos mais exportadores e em concorrencia directa com o exterior, inclusivé no mercado interno (ditos transaccionaveis).
    Por esta razão é indispensavel um ajustamento, uma transferencia de recursos dos sectores que cresceram artificialmente para os outros. Ou seja, tem primeiro de haver desinvestimento e desemprego de recursos nalguns sectores ao mesmo tempo que se criam condições para que estes mesmos recursos assim “libertados” possam ser reinvistidos e reempregados noutros sectores.
    Este processo de ajustamento leva o seu tempo (2 anos ainda é pouco !…) e tem naturalmente custos “sociais” elevados.
    Mas não ha outra maneira de corrigir o que esta mal !!

    Relativamente às posições destes “liberais” do CDS, e para além de um pouco digno oportunismo politico eleitoralista (que, pelo menos até agora, segundo as sondagens, não tem sido minimamente eficaz), o que mais surpreende é falta de compreensão dos problemas de fundo da nossa economia.

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    • Pedro Bazaliza's avatar
      Pedro Bazaliza permalink
      18 Junho, 2013 15:41

      Sr Fernando S

      Obrigado por perceber o que se passa em Portugal. Ao menos nao me sinto sozinho. A coisa nem e assim tao complicada, mas continua a ser extraordinario o facto de ate na maioria das elites o fenomeno dos desiquilibrios macro economicos nao ser bem compreendido. Por vezes tento simplificar passando a mensagem de que ha que montar uma economia voltada para a exportacao e de que havia que desmontar a economia que criamos voltada para o consumo. So que isso demora muito, muito tempo, quanto mais nao seja porque na economia voltada para o consumo nao existe muito essa coisa que se chama concorrencia mundial. E que os outros paises nao andaram a brincar em servico.

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    • Fernando S's avatar
      Fernando S permalink
      18 Junho, 2013 21:50

      Caro Pedro Bazaliza,

      Tem toda a razão….

      Obviamente simplificando, mas indo assim directamente ao essencial, pode efectivamente dizer-se que “montamos” uma economia voltada para o consumo interno esquecendo que, numa economia aberta e pequena, o consumo tem necessariamente de ser suportado por uma produção nacional competitiva e fortemente exportadora.

      Pelos vistos, apesar da crise e do susto que apanhamos, e apesar de não estarmos ainda livres da bancarrota, ha que continue a pensar que a salvação vem do … consumo !!

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  11. YHWH's avatar
    YHWH permalink
    18 Junho, 2013 15:17

    E eis que o bom senso e evidências apontadas por Pires de Lima e pela economia real, são terraplanados, de uma penada, por tão doutas reflexões…

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  12. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    18 Junho, 2013 21:54

    YHWH (18 Junho, 2013 15:17),

    A “evidencia” é que a “economia real” foi desequilibrada e tem agora de ser ajustada !

    O “bom senso” é perceber que não se ajusta uma economia fazendo os mesmos erros do passado : mais déficit publico, mais consumo improdutivo, menos exportações, mais importações !…

    Quanto às “doutas reflexões” … faltam apenas as suas !!

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  13. RCAS's avatar
    RCAS permalink
    24 Junho, 2013 17:02

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