Esquece o sr. Perrotti que o aventureirismo tem boa imprensa
23 Junho, 2013
«“As eurobonds (euro-obrigações) são uma ideia estúpida que, felizmente, nunca será implementada”, diz-nos cruamente o italiano Roberto Perotti, doutorado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e professor de Economia na Universidade Bocconi, em Milão. “Acho incrível que muita gente no Sul da Europa continue a propor versões desta ideia. A Alemanha não pode assumir os riscos de todos os países da periferia (da zona euro) e se, por acaso, as euro-obrigações fossem concretizadas gerariam um tal ressentimento na opinião pública alemã que isso selaria a morte da zona euro”, explica Perotti que considera um aventureirismo político essa proposta que tem corrido entre políticos europeus e economistas ocidentais de renome.»
12 comentários
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Helena prossegue na sua demanda por «umbiguistas»…
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A cassandra não gosta do Krugman!
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É o dinheiro dos outros não é? Então os socialistas apoiam. Sempre foi, e será, a filosofia do socialismo.
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Não seria de esperar outra coisa vinda de quem vem.
“Foi erro nosso [do Eurogrupo] dar ouvidos aos gurus dos mercados”, disse esta semana Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro do Luxemburgo, em Atenas, sem nomear a que “gurus” se referia. Mas vêm à memória dois académicos da Universidade de Harvard que influenciaram os políticos europeus em 2010, no início da gestão da crise das dívidas soberanas na zona euro – o italiano Alberto Alesina e o norte-americano Kenneth Rogoff.
O primeiro é menos conhecido do grande público, mas foi uma voz crucial na cimeira europeia de Madrid de abril de 2010, a ponto do artigo que apresentou perante os ministros das Finanças e o Banco Central Europeu nessa reunião ter sido citado no comunicado final. Alberto Alesina alimentou a ideia de que a austeridade baseada em cortes da despesa pública “amplos, credíveis e decisivos” era “expansionista” e as suas ideias influenciaram depois a cimeira do G20 em Toronto em junho desse ano. Os políticos europeus, com mais empenho do que noutras paragens do globo, agarraram a “deixa” de Alesina para mudarem 180 graus a política de resposta à crise. Para muitos analistas, o italiano Alesina é o verdadeiro “pai” da austeridade.
Austeridade recessiva
Os trabalhos académicos de Alesina com Roberto Perotti e Silvia Ardagna, datados de 1995, 1997 e 1998, argumentavam que “em média, os ajustamentos com sucesso não tiveram consequências recessivas” e que “vários ajustamentos orçamentais ficaram associados com expansões, mesmo no curto prazo”. Roberto Perotti disse ao Expresso que “a metodologia estatística usada não era a mais apropriada para investigar o fenómeno” e numa comunicação realizada no mês passado perante a Reserva Federal norte-americana concluiu que “a noção de uma austeridade orçamental expansionista no curto prazo é provavelmente uma ilusão”.
http://janelanaweb.com/crise/a-receita-da-austeridade-esta-ferida-de-morte/
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“o italiano Alberto Alesina e o norte-americano Kenneth Rogoff.”
A Helena gosta deles!
Mesmo agora apesar do falhanço?
Mesmo agora apesar do falhanço!
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Sejam os eurobonds (divididos por todos os países) ou um grande Bond para cada país que junte toda a dívida que cada um dos países “periféricos” (e não só) tem em excesso e cujos juros impedem qualquer recuperação chutando-a para muitos anos mais para a frente, essa fase há-de vir.
Mas qualquer destas soluções terá credores que terão de aceitar financiar a brincadeira. E só o farão depois de garantirem que os devedores fizeram as reformas que garantam que conseguem de facto pagar de volta e que não volta a acontecer.
Quando se faz isto e se chuta o pagamento da dívida para 30 ou 40 anos mais à frente com juros relativamente baixos, o principal risco é que amanhã a bela da Democracia nos presenteie com Lulas e Dilmas ou Tó Zés e Zorrinhos que voltem a fazer asneiras. Portanto para entrarem nesta aventura quem emprestar o dinheiro vai querer uma Democracia vigiada de perto. Ou mesmo a total perda de soberania.
Uma espécie de “elejam lá o PM que quiserem nos vossos concursos de misses que fica sempre um Gaspar com as chaves do cofre”.
Cuidado com o que desejam.
A escolha será necessariamente entre pobres e honrados mas soberanos, ou remediados mas governados pelos credores.
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Certíssimo.A última bancarrota na sequência do “fontismo” levou à volta de 100 anos a pagar e entre coisas implicou uma democracia orgânica ,no nosso caso ,Estado Novo.Mas penso que realmente ainda vamos perder mais soberania ,passaremos de protectorado a estado sob administração europeia ,com um governador residente em lisboa.
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Acabámos à pouco tempo de pagá-la! mas, a Helena e o Carlos não percebem…
A Noruega tem divida publica, os rendimentos do petróleo, vão quase todos para garantir o futuro da Segurança Social, podiam muito bem aplicar o dinheiro do crude na economia, ficando assim sem divida, não necessitando nada de ficar endividados!
Estúpidos estes Noruegueses, não é?…
Mas enfim os nossos coveiros, bastante iluminados por aquilo que todos vemos, um dia hão-de perceber, que se não haver mutualização de pelo menos 60% da divida, iremos todos pelo cano abaixo!
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Até o merceiro da aldeia da minha avó percebe que se a divida dele pagar 2% de jurros e o negócio da mercearia render 6 ou 7%, não é boa ideia pagar a dívida. São as chamadas contas de merceiro…
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Alguns, talvez mais distraídos, não reparam no padrão histórico de personagens como Perrotti:
Os detractores da Democracia também catalogavam os que por ela obravam como «aventureiros políticos». E lá tinham o seu terço e credo engatilhado sobre e contra outros «aventureirismos políticos»: a abolição da escravatura, a abolição da pena de morte, e vários outros «aventureirismos» que o conservadorismo tende historicamente a tomar, por deformação axiomática e defensiva, como defeitos, perigos e temores…
Hoje são muitos os que agradecem a tendência e a predisposição para o «aventureirismo político». Também compreendemos que subsistem alguns (muitos?!…) opositores de tais mudanças. Uns naturais, outros bem mais artificiais.
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A esquerda, estúpida como é, ainda não percebeu uma coisa fundamental: a decisão de criar as eurobonds tem obrigatóriamente de passar pelos parlamentos de vários países do centro e norte da Europa, e em alguns casos, como na Alemanha, pelo respectivo Tribunal Constitucional.
Podem esperar sentados até chegar “a mulher da fava rica”, que estas instituições aprovem este autentico euromilhões para governos despesistas como são os socialistas.
Os do costume que aqui se aliviam no Blasfémias, à falta de argumentos para discutir os problemas, fulanizam as questões tecendo as considerações mais imbecis acerca de pessoas que provavelmente nem sabem quem são ou o que fazem.
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