A ler
O Pedro Correia além de escrever com as letras todas escreve com toda a razão a propósito do sociologês aplicado ao crime: «Um homem mata a mulher, de quem estava separado, e uma amiga dela, suicidando-se a seguir. Escassas semanas depois, a tragédia repete-se – com outro assassino e outras vítimas. Aconteceu recentemente em Portugal. Como já previa, não tardaram os depoimentos televisivos a desresponsabilizar os actos criminosos. Há sempre teses socialmente correctas para justificar os actos mais repugnantes. Um canal generalista abordou o assunto, com a seguinte legenda em letras maiúsculas: “Crise e problemas financeiros explicam depressão social”. Enquanto a voz da jornalista procurava configurar a situação desta forma: “Um futuro sem esperança para um presente em crise”.» A este retrato do Pedro que vale a pena ler na íntegra eu ainda acrescento que apesar de tudo esta versão sociológico-desculpabilizante é melhor de aturar (ou sofrer como se diz em algumas zonas de Portugal) do que a versão emocional do “matou por amor” que vigorou nos tempos em que nos achávamos ricos. Um homem esfaqueava ou espancava até à morte a mulher e lá vinha a explicação do louco de ciúmes que “matou por amor”. Nunca percebi como os autores destas prosas nunca se interrogaram sobre essa desculpabilização do crime através desse aparente excesso de amor de umas criaturas que amando tanto o outro o matavam.

Para Helena Matos há um Deus dos assassinos, que permite matar conforme a política justifica.
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??????????????????????????????????????
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oiça até ao fim e esteja atenta á letra
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ainda bem que os jornalistas (alguns) não culparam o gaspar.
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Ora, aí está: condenação dos criminosos e defesa das vítimas. Aqui, estou do seu lado. A direita até este valor tinha perdido, o que retirava qualquer interesse à sua existência. Penso que a razão se deve ao facto de o ultraliberalismo financeiro contabilizar hoje as despesas dos criminosos preferindo vê-los à solta, porque, à solta, sempre são negócio e não despesa.
Tenho assim de me congratular com esta recuperação de um valor interessante da direita: condenar os criminosos e defender as vítimas.
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Anda tudo doido!!!!
Fechem a RTP1, TSF, SIC e TVI e a Crise, para além de custa muito menos a suportar, se resolverá bem mais depressa…
A Crise não deve servir de desculpa a nada, muito menos à incompetência e falta de isenção jornalistica!
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A literatura e as séries televisivas está tudo cheio de estórias em que se buscam as causas de um crime, sem que isso seja uma desculpabilização do acto.
Seja do empresário falido que se suicida com a amante em espuma de overdose, ou do banqueiro apanhado numa fraude entrando com o mercedes em contra-mão numa auto-estrada até ao choque frontal com um auto-tanque de vinho tinto.
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Piscoiso, o pior é que essas atenuantes acabam por “vingar” no julgamento. E os criminosos afinal “não possuíam antecedentes”, “eram bons cidadãos”, e, claro está, tiveram azar. “Todos temos um azar na vida”, mas quem morre já não pode contá-lo – esta última frase foi muito panfletária! 🙂
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O tuga ama demais, bebe shots até cair, comem azedo e cospem para o lado caroços, cobarde sempre, manhoso sempre, verdades confundidas com mentiras, paneleiro quanto baste, fufa a preceito, agarra-te a eles e ao voto certo.
Às vezes mata porque não sabe fazer mais nada. O amor é um bom pretexto.
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Caramba! Tiro o chapéu ao seu comentário.
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Ainda não tinha visto tudo.
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“Escassas semanas depois, a tragédia repete-se – com outro assassino e outras vítimas.”
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Houve que pensasse que tinham sido os mesmos.
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há tanta coisa que a dona helena não percebe…
mas o ine não sabe calcular o seu deficit…
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Proponho que oficializemos o culto dos “detractores da Helena Matos”. Seja qual for o assunto que aborda, cá estaremos nós para a menorizar, sobretudo quando não temos nada de válido a contrapor.
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Pois…o problema é exactamente esse…o de chocar de frente com um auto-tanque de vinho tinto.Fazem o aproveitamento total da carga bebendo para que ela não derrame na via pública e depois ficam intelectuais sociólogos.
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O Governo que nos empobreceu não foi este…
É muito frequente a afirmação de que as políticas deste Governo empobrecem o país. Não é assim. Este Governo falhou. Mas apenas falhou nas políticas para tirar o País do buraco cavado por todos os outros Governos nos 15 anos precedentes.
Assim, foram 15 anos de política socialista que colocaram o País na bancarrota, gastando o que tinha e o que não tinha e colocando as expectativas de vida bem acima da barreira realista que deveria estar traçada. Uma barreira definida pela riqueza produzida no País.
Hoje, vamos ouvindo um Mário Soares, secundado por (quase) toda a comunicação social defender políticas socialistas (nada inesperado) dependentes de dinheiro … dos outros.
Infelizmente, as políticas socialista apenas resistem enquanto esse dinheiro (dos outros) está acessível e por perto.
Infelizmente, também, já ninguém nos empresta, já não podemos (irresponsavelmente) imprimi-lo e quem tem, já o colocou protegido. Resta apenas uma cada vez mais curta classe média que, já depauperada por cortes significativos nos seus rendimentos, arrisca-se a sofrer uma estocada final se To Zero vier a tomar o poder. Isto porque os socialistas não perdoam – quando desesperados – no que se refere a esse dinheiro, dos outros.
Este Governo falhou. Mas não empobreceu o País. Apenas não conseguiu retirar o País da pobreza onde os anteriores nos colocaram.
Mas o “pecado” socialista é mais grave. Não só nos colocou nesta situação, como criou uma expectativa de riqueza impossível de manter. Habituou o País (e criou despesa estrutural difícil de ajustar) a um nível de vida que é, hoje, a referencia para todas as reclamações, protestos e indignações. Um nível de vida que nos foi oferecida com base em empréstimos externos que hoje, temos que pagar. Produzíamos 100 e vivíamos a 120. Hoje, não nos basta passar a viver a 100. Pois ainda temos que pagar o que devemos. Temos que viver com 80 com muitos, ainda, a pensar nos 120…
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Tiro o meu chapéu em saudação . . .
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Ó Gonçalo……vai dizer uma coisa destas a gente que andou a beber o auto-tanque cheio de vinho? Vc passou-se foi?
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