Quem vamos culpar dentro de uns anos por termos querido acreditar que a austeridade era um fanatismo de Vítor Gaspar?
Os puros tema do meu artigo de hoje no DE: « Por acaso os funcionários públicos manifestaram-se em Portugal contra o mais que populista aumento de ordenado de 2,9 % com que foram brindados pouco antes das eleições de 2009? Ou foi a maçonaria que nos obrigou a premiar os governos que iludiam a sustentabilidade da Segurança Social? Pelo contrário essas opções gozaram de largo apoio popular. Tal como agora é fácil e popular dizer que os grandes beneficiários do congelamento das rendas foram os bancos que através do crédito à habitação tornaram Portugal num país de endividados. Até podemos imaginar reuniões entre banqueiros e ministros combinando esquemas de prestações, seguros e cartões de crédito. Mas todos nos recordamos da simpatia votada aos que, dizendo-se defensores dos inquilinos, se opunham à actualização das rendas.» Dentro de uns anos quem vamos culpar por termos querido acreditar que a austeridade era um fanatismo de Vítor Gaspar? Que o crescimento da economia era o resultado de uma bondade natural de alguns políticos?…

o erro de Gaspar…foi o Euro!!…dinâmicas económicas e sociais próprias exigem uma moeda própria…então quando se está num processo de transformação social-económica…regresso das cidades para os campos…a re-introdução do serviço militar obrigatório, para ocupar os jovens que tem uma taxa de desemprego dantesca…o protecionismo económico…é inacreditável, o panorama cultural em Portugal é trágico, é só estrangeirada…tanto dinheiro sai de Portugal através da cultura promovida em Portugal…enquanto, isso, a cultura portuguesa “passa fome”…as Hierarquias Militares Cristãs tem que pôr ordem nisto…
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tric
O grande erro de Gaspar é ser um neo-liberal, teórico sem qualquer contacto com a realidade. Desconhece-a por completo. Nunca soube que um País com as suas especeficidades próprias, não é um computador…
O principal responsável ( os outros foram marionetas nas suas mãos), pelo descalabro total destes dois anos.
Por sua vez tambem ele marioneta de outros poderes que manobram na sombra, para atingir o grande objectivo:
– Destruição do Estado Social reduzindo-o á insignificância
– Salários baixos com liberdade total para despedir (come e cala)
Paz á sua alma, amem! os burocratas da UE estão prontos a receber o seu cãozinho de estimação!
Mas não tenhamos ilusões, mudaram-se apenas as moscas!
PS- A cassandra da Helena, pobrezinha, lavada em lágrimas ficou agora politicamente viuva…
Vou tentar alegrá-la…
http://www.youtube.com/watch?v=e0dgyZ8b9N8&feature=player_detailpage
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Não façamos das pessoas estúpidas: Gaspar e este governo falharam clamorosamente
E falharam tão mais quanto dispunham de uma maioria absoluta apoiada até ao ridículo por um PR.
Simplesmente que não tiveram aderência à Realidade, querendo resolver problemas complexos com movimentos de jogo de damas e que requerem, no mínimo, movimentos de jogo de xadrez.
Não será necessário procurar culpados para lá deste governo, que deu sobejas mostras de incompetência e amadorismo.
Os culpados: Passos Coelho, Marco António Costa, Relvas, Gaspar, Portas, e outros subprodutos governativos.
O cangalheiro-facebookista e amigo da família: Cavaco Silva.
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Não vale a pena Y.
Os antolhos que usam não os deixam ver.
Ou então, premeditadamente, usam antolhos para não verem o que é por demais evidente.
O certo é que, praticamente, estás a pregar no deserto.
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Quem falhou foi quem nos trouxe pró buraco e que hoje se empenha em impedir o governo de governar: O PS, o PSD, o CDS, os sindicatos, os sindicatos dos “patrões”, o TC, a comunicação social partidária, um sistema judicial politizado… em suma: todos. Quem falhou são os eleitores que são cegos, burros e pobres e que se deixam comprar por tuta e meia e que ainda não conseguiram perceber que um Estado cuja despesa pública é sistematicamente superior à receita pública é um estado falido e sem soberania.
É verdade hoje e é verdade sempre.
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Apesar dos erros que cometeu, o maior dos quais por omissão (não ter cortado a direito em matéria de rendas ruinosas pagas pelo Estado e baseadas em compromissos assumidos durante os governos de Sócrates), a saída de Gaspar é muito negativa para Portugal. O futuro irá demonstrá-lo, infelizmente. Não quero imaginar a seita do Largo do Rato novamente instalada nos cadeirões do poder, a distribuir as migalhas que restam pelos amigos e compadres e, no final, ainda dizerem que a culpa foi de Gaspar.
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Ora, ora, ZL…
Os homens têm de ter bons locais para ir «trabalhar» após esta comissão de serviço no estado…
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Adoro o facto da escriba nunca tocar em assuntos como a SLN/Galilei, PPP, governos baseados no betão e responsabilidades partidárias no actual fugurino do país.
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Mas afinal o Gaspar saiu porquê?
Por culpa de quem?
De que Governo fazia parte?
Só cousas que m’apoquentam.
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Gaspar saiu… por causa dele próprio!
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O Gaspar saiu por causa do boicote do Tribunal Constitucional (que o obrigou a aumentar impostos a todos e não apenas os da função pública) e pelo permanente boicote de Paulo Portas. Ao sair, Gaspar deixa Portas encurralado como nº2, encarregue de apresentar o famigerado guião para a “Reforma do Estado”, guião esse que Portas não tinha intenção de apresentar porque isso iria responsabiliza-lo no governo e tirar-lhe popularidade. Eis senão quando, Portas, que não queria outra coisa a não ser que Passos Coelho invertesse a sua política escolhendo um ministro das finanças mãos largas que lhe favorecesse a imagem “anti-austeridade”, depara com um Coelho intransigente que não está puto preocupado com eleições (muito menos as de Portas) e que só se preocupa em devolver o País aos mercados (um tipo obcecado como se vê) e por isso substitui Gaspar (que se quis ir embora) por outro Gaspar (neste caso Maria Luis Albuquerque) para dar continuidade em relação aos mercados, pelo menos até que a Trica saísse. O ego de Portas não aguenta; e Portas decide então demitir-se para mostrar como elas doem. Faz uma birra, à maneira das meninas, para mostrar que é muito macho. Mesmo que para isso sacrifique em duas horas aquilo que foi conquistado em dois anos. Who cares? —”O que interessa sou eu e as próximas eleições !”. Mas o Coelho não lhe aceita a demissão e manda-o passear. Seguro esfrega as mãos; os vermelhos dançam no Marquês do Pombal (a dança dos encarnados) para ver se o governo cai. Mas o CDS vai ter que votar contra uma moção de confiança ou abster-se numa moção de censura, ou contra o próximo orçamento se quiser que o Coelho se vá embora. O CDS vai ter que tomar uma posição (por uma vez). E então ficará à vista de todos que Portas, afinal, também se está nas tintas pró país. Tanto como os outros que serão os seus futuros aliados… E assim vai Portugal.
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Helena,
Já se apercebeu que, ao optar apenas e exclusivamente pela austeridade, Gaspar falhou redondamente todas as previsões que fez e que a própria troika admitiu erros na aplicação do memorando?
Ou seja, Gaspar “austerizou” o país dois anos sem qualquer resultado. Esse é o problema. Aliás, é ele próprio quem o admite ao indicar a necessidade de exigir a “rápida transição para uma nova fase do ajustamento: a fase do investimento!” Até colocou um ponto de exclamação e tudo!
Ou seja (pela segunda vez), Gaspar falhou, admite-o na carta, foi-se embora para funcionário público europeu e felicidades. Muita sorte tem ele porque é o único funcionário público elogiado no Blasfémias, apesar de se desconhecer o que faz e quanto ganha.
PS: Isto não é má-língua, até porque Gaspar merece-me respeito. É apenas espreitar as coisas sob o ponto de vista liberal. 😉
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O Gaspar não falhou coisa nenhuma. A Troica é que falhou ao definir prazos impossíveis. Competia ao Governo dizer que sim enquanto tentava, mesmo não acreditando, porque se tentasse enquanto dizia que sim, no fim do ano talvez tivesse direito a prolongamento. E assim foi, e assim tem sido. E pouco a pouco o governo foi ganhando tempo para ir reformando o programa pouco a pouco. Já só faltavam os 4700 milhões para completar a primeira fase do ajustamento e reduzir o défice a um valor aceitável. Mas o TC não deixa e o Portas não está interessado em sair do mapa. Quem falha são os que votam neles em vez de votarem contra eles !
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Helena Matos:
A propósito do aumento populista de ordenados da f.p. em 2009, recorra aí aos seus canhenhos e diga lá, desde 1974, como evoluiram os ordenados dos funcionários públicos. Vai ver que o demagogo e populista mor mora em São Bento (1985 a 1994, aumento da massa salarial da FP em 90%). O Guterres, entre 1995 e 2001, aumentou a massa salarial em 40% (valor já com a integração dos falsos recibos verdes em 1998/1999).
Lateralidades, enfim.
De facto a austeridade não se esgota no fanatismo do ex-ministro. Ela é a matriz ideológica da maioria do elenco governativo. É uma profissão de fé. É uma emanação do Portugal pequeno, servil e trauliteiro que ainda somos. Junta-se um provinciano das berças que nunca fez nada na vida que não ser “jota”, aos filhinhos de berço oportunistas do CDS. A coisa não corre bem e, à beira do desastre, sai-se de fininho.
Ouvem-se já as carpideiras do costume.
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Caustico, assino por baixo!
Mas a cassandra da Helena jámais assinará, assobia para o lado.
Ás vezes penso, “que ela pensa”, que as pessoas que por aqui andam no Blasfémeas são porventura um pouco carneiros, embora os haja por aqui como todos sabemos… quem bebe da mesma água!!!…
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Ao Cáustico: Julgas-te cáustico? O fanático aqui és tu mais a tua teoria da conspiração que provavelmente te alivia da notória falta de inspiração. Lamento.
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Eu não lamento. Compreendo. Oh se compreendo…
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“(…) Foi esta gente que elegemos, em que confiámos, que mandatámos, é esta gente que permanece gozando de uma contestação sem violência e da tolerância social à austeridade. Não foi o país que falhou. Foi o Governo e a Europa. E é esta gente que revela não perceber a grandeza e exigência do seu mandato. Gaspar percebeu-o. Saiu. E ao sair deixou uma carta que diz tudo. (…)
Não tivemos azar na destruição da procura interna da economia. Foi deliberado. O fracasso confesso de Gaspar é o fracasso de uma política económica dita liberal, que teve como ideólogos pessoas que aqui foram chamadas de estupidamente inteligentes, incluindo António Borges, Braga de Macedo e, claro, Vítor Gaspar. (…)
(…) A economia está a morrer também porque o Governo falhou gravemente no desmantelamento dos interesses instalados, que afinal permanecem. A economia está a morrer também porque o Governo falhou gravemente no corte da despesa permanente e na reforma do Estado, o que levou a sucessivos golpes de austeridade, ora colossais, ora enormes. A economia está a morrer porque em vez de comando há desnorte, tira-se, repõe-se, retira-se, opõe-se medidas a medidas, prolongando a incerteza e aniquilando a confiança. A economia está a morrer porque além de semear o mal que era (e era) necessário semear, o Governo não teve uma ideia, uma proposta, uma política que surpreendesse. (…)
Excertos de um artigo de Pedro Santos Guerreiro no “Negócios” de hoje.
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A Justiça, os Palhaços e o preço dos Advogados:
Em Elvas um “ZéNinguém” mandou o Presidente da República ir trabalhar; julgamento sumário e multa de 1.500€.
A “PersonalidadePublica” Miguel Sousa Tavares viu o seu caso arquivado pelo MP.
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O Ministério Público sempre teve razões que a razão desconhece.
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Mas há algo com que podemos sempre contar: o PSD (em versão lúcida q.b.) culpará o CDS e o amadorismo de Passos & Cia, o CDS culpará o PSD e o «grupo folclórico» que o dirigia à época…
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Nisso são autênticos campeões mundiais!
Este PPD sempre foi em toda a sua história uma “longa noite de facas longas”…
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Daqui a alguns anos não vamos querer ouvir falar de Passos e Gaspar. Provavelmente haverá distanciamento necessário para os colocar no caixote do lixo da História. Esta uma hipótese a não descurar.
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Voilá!
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Daqui a alguns anos vamos estar todos a virar caixotes de lixo. Corrijo, daqui a alguns meses.
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