A Constituição quer défice zero
Esclarecendo alguns comentadores, explico-me dizendo que a culpa não é da Constituição e muito menos do Tribunal Constitucional. Aliás, pelo contrário, a Constituição é um documento fenomenal que deve ser cumprido na íntegra até o resultado final que é a República Popular Socialista de Portugal Continental, Madeira e Açores. Nenhuma revisão constitucional deve ser efectuada excepto para conceder direitos a gays e/ou transgéneros.
A culpa é de quem tenta ignorar a Constituição, o que nos desvia do rumo traçado, com tentativas fúteis de resgate. Avizinha-se um quarto resgate, tudo por culpa de gente escrava das contas. As pessoas não são números. Nós, cumprindo a Constituição de forma militar, conseguiremos muito mais rapidamente o objectivo de défice zero.
O problema do país são os privados, que insistem em tentar trabalhar e transaccionar sem o crivo directo do Estado, como se isso fosse sequer natural. Para quê modelos com aritmética quando o modelo antropo-ISCTE-sociológico está provado e validado em todo o universo?
A solução, camaradas fraternos, está no crescimento e essas coisas fixes que se conseguem obter apenas quando todos formos assalariados directos do Estado ou emigrantes saudosistas.
Deixem a Constituição em paz. Respeitem-a e poderemos ser o orgulho da Europa, a força motriz do desenvolvimento humano através da nossa cultura humanista e veia poética antropo-filo-teatro-de-revista-sociológica.
Deixem a democracia funcionar e toca a abolir qualquer referência à direita de má memória. O povo e as corporações são soberanas. Mostremos aos alemães como deve ser feito. Um Mário Nogueira nas finanças é o que este país precisa, tal como de pão para a boca ou Audis para grupos parlamentares.

Cunha….
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Com mais ou menos ironia, a verdade é essa…
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Sobre a ”Constituição de Portugal” leia alguém insuspeito e do calibre intelectual de Adriano Moreira…
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Adriano-pai-de-Isabel-Moreira e ministro do ultramar.
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Eu reconheço-o é pelo intelecto e cultura superior sobre conceitos e ideias.
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Eu também o reconheço.
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Quando a incompetência supera a inteligência a constituição lá está para levar com as culpas.
Pode não ser um primor, admito até que em determinadas circunstâncias possa ser um bloqueio, mas é a que temos. Se não gostam, encontrem uma maioria para a mudar, ao gosto do neotontismo vigente o que daria uma constituição espectacular. Mas pode-se sempre acabar com ela nem que seja à força. E atirar com os membros do tribunal constitucional da ponte abaixo. Assim sim, Portugal dispararia que nem um foguete em direcção aos novos amanhãs que cantam.
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Deixe-se disso. Importante é acabar com os latifúndios.
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Pode ser-se inteligente e incompetente… em determinada tarefa. Mas indo à “culpa”, seria bom que meditasse sobre uma Constituição que não serviu de “barreira” à criação dos problemas, mas impossibilita as soluções.
Se a Constituição fosse ao estilo “10 Mandamentos” e não um regulamento camarário de picuíces, seria eterna.
Ou, provavelmente, a grande falha da Constituição, seja o não ter determinado a imutabilidade do mundo
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Nunca tinha reparado: O Cunha e o Miranda são gémeos.
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Esta postagem é demagogia pura e simples. A alternativa não é, como o autor pressupõe, ou se cumpre a Constituição (pela qual não tenho qualquer simpatia por razões ideológicas) e há bancarrota ou não se cumpre e estaremos safos. Está por demonstrar que a Constituição seja incompatível com a recuperação das finanças públicas e, genericamente, da economia.
O problema que se tem verificado com sucessivas declarações de inconstitucionalidade de normas constantes de diplomas de iniciativa governamental tem um nome: teimosia. Um dos erros de Vítor Gaspar foi insistir em medidas inconstitucionais e não ter “planos B”, como o próprio dizia. Um ministro das finanças tem de ter planos B e mesmo C. A alternativa seria conhecer a Constituição do país de que aceitou ser ministro, cuidado que nunca teve.
Subjacente a essa teimosia esteve sempre uma ideia errada: a situação é de emergência nacional (esta é a parte correcta da ideia), logo a Constituição tem de ser colocada de lado. Não pode ser. Seria pôr de lado o Estado de Direito.
Quem aceita ser Governo tem de ter arte para alcançar objectivos dentro dos quadros, nomeadamente constitucionais, do Estado de Direito. Se não consegue, não se chegue à frente.
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Tem razão: o problema está na teimosia… do problema. É que o maldito, subsiste: o Estado não arrecada o suficiente para cobrir as despesas.
Plano A: aumentar a receita
Plano B: reduzir a despesa
Planos pensados p’ra dar até “Z”, teimosamente não sairam da coisa: reduzir a despesa; arrecadar mais
Ora todos sabemos que para reduzir a despesa, há que pôr uma catrefada de gente na rua (mesmo Cuba, a mãe de todos os socialismos, não encontrou outra solução que pôr a andar da mesa do orçamento,1 milhão – 500.000 já foram).
Que pode, mesmo um não teimoso ministro das finanças, fazer?
No cumprimento de uma igualdade idiota, cortar salários a todos, ou despedir todos os funcionários?
Quem governa, depara-se com problemas reais que exigem soluções. E teimosia é haver a solução “A” e, obstinadamente, optar pela “B”. Não é o caso.
PS. A demissão de Portas, deve ter mais a ver com o “deserto” de soluções (alternativas às manias do Gaspar) para o Estado, que estava incumbido de “encontrar”.
Gaspar deve ter saído com a ideia de como é merdosa a camarilha que o rodeou. Mas muitos de nós, ao estilo clubistico futeboleiro, adora que o “seu” partido tenha “narrativas” ao estilo “Alice no País das Maravilhas”
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Expliquem-me uma coisa, que eu cá não percebo: quando o PPC (e o PSD) se candidatou a PM e ganhou, a constituição era outra? Era outra quando foi elaborado o Orçamento? Mudou depois do primeiro chumbo?
Como disse e bem o ZL, o problema aqui é teimosia. Se a constituição é um obstáculo inultrapassável, demitam-se, convoca-se eleições e o PSD concorre com um programa para obter maioria qualificada (eventualmente contado com o CDS) e mudar a constituição.
A constituição pode ser uma porcaria (e, em certos pontos, concordo) mas ela existe como tal porque foi criada e alterada por representantes de uma maioria qualificada dos portugueses (66%). Estes “posts” de “a democracia só é fixe quando é para o nosso lado” pensei que só surgiam do lado do BE.
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Estão a presumir mal. Eu acho mesmo que se deve respeitar a Constituição para mais rapidamente se obter défice zero.
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VC, o défice não tem nada a ver com a Constituição.
A Constituição são, se quiser, as regras do jogo, conhecidas POR TODOS à partida. Virem-se queixar depois que a Constituição não deixa é conversa de mau perdedor.
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Xeque-mate.
Quando se toma algo como a lei fundamental de um país como estando em estado de necessidade de modificações significativas, então é no mínimo contraditório e suspeito aceitar e comprometer-se a governar segundo o regimento legal estruturado por tal lei fundamental.
Como se infere de Lobo Xavier, só uma prioridade absoluta no acesso ao poder justifica tal tomada de riscos e compromissos simulados.
Foi o que aconteceu com o actual simulacro de governo.
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Concordo a 110%.
Mas quero dar o meu contributo, Constança Cunha e Sá para Ministra da Informação, Sousa Tavares para Ministro dos Campos e Portos, José Rodrigues dos Santos Minustro da Cultura e Livrarias.
Outros que se cheguem à frente.
Todos não somos demais.
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Você para ministro do Benfica e das prisões para quem não é sócio do mesmo. Ou talvez Ministro das Proibições.
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O que um Ministro da Economia, devia fazer era começar por ler a Constituição antes de se atirar ao Excel.
Estar a projectar a economia para um país imaginário com uma Constituição imaginária, desemboca-se no gasparismo.
Depois o autor demite-se porque lhe cuspiram.
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Idem para o ministro das finanças;
ibidem para o primeiro-ministro e restantes associados no governo.
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Óbvio. Tão mau como ter um governo de juristas que se estão nas tintas para os números (tipo Mário Soares, o tal para quem “o dinheiro aparece sempre”) é ter um governo de tecnocratas que se estão nas tintas para a Constituição e o restante quadro legislativo do país. Não será possível um meio termo?
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Como sabe, nas Terras do louco Luso o «bom senso» é o mais escasso dos bens…
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O texto constitucional pode ser lido de mil e uma maneiras (tal como as receitas do bacalhau). O que é preciso é criatividade.
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“Um Mário Nogueira nas finanças é o que este país precisa, tal como de pão para a boca ou Audis para grupos parlamentares.” Não vá tão longe. Já lá esteve um mas de sinal às avessas. E deixou outra com alguns rabos de palha.
Quanto aos Audis substituia-os pelo Lisboa Viva a cada deputado. Sempre estariam mais a jeito para a gente treinar a cuspidela, e até poderiam demitir-se e ir morrer longe.
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Estou dececionado, Vítor. Então, este é o famoso post? Cá para mim, não me encontrou rabos de palha suficientes e teve de generalizar a “alguns comentadores”.
Fez bem, porque eu acho o seguinte:
– Quem culpa a Constituição, deve defender alterações, apresentar propostas e não desistir enquanto não conseguir resultados. Ora, não há propostas, não houve propostas e, duvido, não haverá propostas. Se houver e forem chumbadas (mesmo sendo alguma parte aprovada) continuarão na agenda e serão de novo apresentadas até haver resultados. Não interessa muito se defendo ou não alterações. Importante é quem as defende lutar por elas;
– Sim. A culpa é de quem se desvia da Constituição. Irrita-me os que conduzem pela esquerda da estrada, estacionam em cima dos passeios ou não têm seguro dos carros;
– Se vier novo resgate, tem de se perguntar a Passos Coelho (o único atual primeiro-ministro do país) porque não resolveu os problemas que garantiu resolver (com as leis vigentes). E tem de se levar a tribunal Passos Coelho, tal como Passos Coelho defendeu que deveria ser feito. Quanto a Gaspar, era apenas um ministro de Passos Coelho. Falhou de forma estrondosa (na opinião dele, mas também na de muitos outros portugueses), mas as responsabilidades dele eram acima de tudo perante o PM que o convidou e PPC e o Presidente que lhe deu posse;
– O problema são e não são os privados. São os privados que ficaram com grande fatia da riqueza do país, através dos métodos bem denunciados por Paulo Morais, diariamente e agora também através do seu livro (que já comprei) . Paulo Morais que, aliás, ainda faz parte dos editores do Blasfémias, sendo bastante apreciado pela generalidade dos comentadores de esquerda, centro e direita; não são os privados quando pagam impostos porque isso é uma das coisas certas que temos na vida “a morte e pagar impostos”. Há dias apercebi-me de que até o “paraíso fiscal” luxemburguês apresenta uma taxa de impostos para empresas de 28,8%, como explicou uma responsável das Finanças daquele país. Mas recusou-se a explicar, com alguma vergonha, que são excluídos grande parte dos lucros, sendo essa a razão do “alívio fiscal”; Portugal impostos paga abaixo da média da UE. Não percebo porque isto é sistematicamente escondido;
– Não sei se a solução é trabalhar para o empobrecimento do país, como defendeu Passos Coelho, já depois de ser governo, contrariamente ao que dizia antes. Sei que já somos os mais pobres da Europa, tirando um ou outro do leste que a direita execrava. Ser ainda mais pobre, se é um desejo liberal, então deverá lutar por ele. Não pode é exigir que outros também lutem por isso. Ser o mais pobre já basta. Ser ainda mais pobre é masoquismo. Talvez uma solução fosse ver para onde foi a maioria do dinheiro das dívidas e ir lá buscá-lo;
– Esta coisa de se criticar Sócrates quando ele governava (coisa que eu fiz ainda a direita andava enfeitiçada com ele) e agora culpar-se o bigodudo Nogueira quando governa Passos Coelho não vai pegar, como o Vítor vai ver se houver eleições;
– Já agora, vê o tamanho do comentário que lhe dediquei pessoalmente? Quem é amigo, quem é? 😉
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Fincapé, não a vale a pena o esforço. É normal procurar culpados quando a coisa dá para o torto, e quase sempre na lombada da constituição ou no bigode de um qualquer sindicalista. Esta gente nem consigo própria convive bem e agora que têm uma maioria, um governo e um presidente não sabem o que fazer a tanta oferta dos eleitores, mas os culpados são sempre os outros.
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“…têm uma maioria, um governo e um presidente”. Presidente que se apresentava como especialista em Finanças, o que significava uma garantia para os portugueses. E têm ainda um extra: o presidente da Comissão Europeia. Quantas garantias! 😉
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Isso é preparar terreno para as dificuldades futuras (que nunca serão constitucionais)?
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O Fincapé teima em pôr o conta-quilómetros a zero, após a saída do Sócrates, mas erra: o carro estava a desfazer-se e esses truques (tipo mudar de cor à viatura) não resultam.
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Tiro ao Alvo,
Não me deve dizer isso a mim (embora aceite com gosto a interpelação). Deverá dizê-lo a Passos Coelho. Ele é que “garantiu”que nunca se desculparia com os governos anteriores. E olhe que teimou bastante nesta afirmação.
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E também foi Passos Coelho que nos garantiu que resolveria os problemas do país sem cortes em salários e que o PEC VI era demasiado doloroso, por isso o chumbava.
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Já agora, olhe que já eu andava a questionar a ação de Sócrates (lembro-me de dizer ironicamente a amigos que Sócrates teria de pedir território emprestado à Espanha para conseguir instalar todas as empresas que prometia; e que era uma loucura o dinheiro gasto, ou seja, entregue, em obras públicas) e a direita a aplaudi-lo diariamente.
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Dou como válidos os seus argumentos, excepto aquele do chumbo do PEC IV: como sabe, por aquela altura, o nosso défice, mesmo só o conhecido, não dava margem de manobra; e, além disso, tinha-se acabado o dinheiro e o crédito. E quando assim é não Teixeira que nos salve…
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Mas eu não critico a Constituição. Pelo contrário, parece-me a solução. 🙂
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Caro Vítor,
Só tem esta. Não se conhecem propostas de alterações. Imensos constitucionalistas afirmam que mesmo que haja alterações elas não retirarão o essencial, uma vez que ela garante os direitos básicos das sociedades atuais. Eu diria das civilizações avançadas.
Comentadores de direita próximos deste governo afirmam que tem de se governar com a Constituição que existe (obviamente).
Uma coisa que a Constituição permite e não deveria permitir é a formação de governos incompetentes, liderados por ineptos políticos. Ou por convencidos sem fundamento. Faltam lá estes artigos.
A Constituição já nem é muito jovem. As queixas surgem agora? Já viu o que seria um condutor inglês desculpar-se assim da sua azelhice: Ah, e tal, a minha azelhice é porque conduzimos pela esquerda! 😉
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Vítor Cunha: a redução ao absurdo não lhe dá razão.
Trasnforma os seus posts em tontices – isso sim.
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Faz sangrar o coração dos seus amigos que fazem parte da Brigada das Colheres (a volta do tacho publico).
Eles sentem uma tristeza imensa de não lhes conceder o papel central na caminhada para o progresso economico e financeiro.
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Este Lima é um grande oportunista.
Ele e o paulinho das feiras eram as únicas cabeças que sabiam do estoiro que estava preparado pelo líder do PP. A reflexão e os apelos que faz agora, devia-os ter feito o senhor da super bock em devido tempo ao paulinho das feiras.
Grande descaramento o deste Lima que não nega a hipótese de ir para o governo se necessário for. As guerras do paulinho das feiras foram sempre essas, o super bock teria que ir para o ministério da economia, mas isso esteve sempre na agenda escondida do paulinho das feiras e do Lima, o único que sabia do estoiro que ia fazer o líder do PP.
Fizeram explodir a bomba que desfez tudo à volta, mas agora quais agentes da protecção civil vêm dizer que podem fazer parte da solução.
Não há volta a dar. A solução agora é só com eleições, por mais que isso vá custar a todos os portugueses e a Portugal. Quem brinca com o fogo devia ser incinerado e fogos agora é o que mais aí. Incinerem-se.
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/pires-lima-defende-eleicoes-transformaria-portugal-na-grecia
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resumindo a con’s titi são quer alho?
Incinerem-se…..vai primeiro cagente segue-te meu….coisinho pá…
in cineris
fama fumus
cinis finis
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um post de vcunha dando razão aos que defendem que o sol na cabeça não faz nada bem.
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Gostei da referência ao “modelo antropo-ISCTE-sociológico”!
Este modelo tem cada vez mais seguidores que, tal como sucede com os radicais muçulmanos, pensam que só eles são os donos da razão e da sabedoria! O resto não passa de um bando de ignorantes e retrógados, cuja única função é a de servir bicas e pagar os impostos que sustentem as suas pseudo-investigações e vida de boémia…
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