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Dois detalhes sobre swaps

31 Julho, 2013

Vitor Gaspar explicou ontem para quem quis ouvir que os swaps foram usados pelo anterior governo para esconder dívida.

Rui Rio foi administrador da Metro do Porto enquanto representante de um dos principais accionistas. A Metro do Porto foi das empresas que mais abusou dos swaps.

22 comentários leave one →
  1. Sofia's avatar
    Sofia permalink
    31 Julho, 2013 11:43

    Esqueces de referir que foi administrador não executivo e até se demitiu. E ainda que como presidente da Junta Metropolitana do Porto e em devido tempo alertou o governo para os riscos destes contratos, sucede que ninguém ligou e depois aparecem estes posts “por encomenda” e que são verdadeiros atentados à verdade!

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  2. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    31 Julho, 2013 11:47

    No post do João Miranda, faltam ums “pequenos” pormenores:
    .
    1- Vítor Gaspar afirmou que a atual inistra estava informada sobre os “swaps”.
    .
    2- A atual ministra, enquanto administradora da REFER, não só estava por dentro dos “swaps” que envolviam a empresa, como foi responsável por alguns, como, segundo Vítor Gaspar, era uma “especialista no assunto”.
    .
    3- Para quem não está interessado em propaganda e quer, mesmo, saber o que se passou, a única evidência (de acordo com as informações que, até agora, vieram a público) é que há mentiras- ou se quiserem, essa coisa a que apelidam de “inverdades”- de todas as partes.

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    • Que gaita's avatar
      31 Julho, 2013 12:02

      Tem que se actualizar

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    • A C da Silveira's avatar
      A C da Silveira permalink
      31 Julho, 2013 12:08

      Devia ter visto o que se passou ontem ao fim da tarde no Parlamento. Estar informado sobre o que são swaps é muito diferente de estar informado sobre determinados swaps. não acha?
      Qualquer gestor está informado sobre o que são swaps, mas não tem de estar informado sobre os swaps marados que as empresas publicas andaram a fazer debaixo do nariz do Teixeira dos Santos e do Costa Pina, que nunca quiseram saber do que lá se estava a passar.

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      • Ricardo Monteiro's avatar
        Ricardo Monteiro permalink
        31 Julho, 2013 12:19

        A Ministra diz que nada sabia sobre os swaps “tóxicos”, só sabia dos que ela fez, os “exóticos”. Isto é quase “erótico”.

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      • Trinta e três's avatar
        Trinta e três permalink
        31 Julho, 2013 12:33

        Falso. Ficou provado que a senhora tinha informação sobre a existência de “tóxicos”.

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      • A C da Silveira's avatar
        A C da Silveira permalink
        31 Julho, 2013 12:36

        Ficou provado para quem? para a Drago do BE ou para o Sá do PCP? e o deputado do PS teve de meter a viola no saco.

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      • Trinta e três's avatar
        Trinta e três permalink
        31 Julho, 2013 12:42

        Silveira:
        O seu problema é querer defender um “emblema” e estar-se nas tintas para o que, de facto, se passou e passa nos corredores do poder. Ficou claro, em resposta a um deputado (penso que do PS) que mais parecia um inspetor da judiciária, que a inormação lhe tinha chegado mais do que a tempo de atuar (de acordo com os prazos que a própria ministra tinha previamente definido como razoáveis). Aliás, a existência de tóxicos não só era conhecida (a própria ministra o disse na interpelação da tarde), como era o que preocupava o Gaspar e o levou a interrogar Teixeira dos Santos. estou-me nas tintas para “emblemas”.

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      • RCAS's avatar
        RCAS permalink
        31 Julho, 2013 12:44

        Ha! o “inteligente” do Silveira, ACHA agora que o Estado devia ter metido o nariz, onde até aí não era chamado… noutras ocasiões queixa-se, de que o mal é o “controle” do Estado, que mete o bedelho onde onde não devia…
        O Silveira e não só ele, são um autêntico tratado em coerência!…
        O problema é que estes manhosos do partido dele, empurraram a desgraçada da Ministra para a politiquice rasca, do passa culpas, em que são verdadeiros especialistas, quando começaram a ser confrontados com a “pressão” dos bancos, para o resgate antecipado.
        País de manhosos… haja PACHORRA!

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      • A C da Silveira's avatar
        A C da Silveira permalink
        31 Julho, 2013 13:51

        Trinta e três, o meu problema, é não papar o que me querem pôr à frente. Se a ministra tivesse culpas no cartório, eu seria o primeiro a apontar-lhe o dedo. Mas a mistificação criada à volta deste problema, serve apenas para tentar branquear os verdadeiros culpados deste imbróglio que têm nome e são conhecidos: Teixeira dos Santos e Costa Pina. O resto é conversa fiada.
        O comentador Alfredo José 12:01 põe os pontos nos is, e até muito melhor do que eu.
        também há quem goste de comer merda, vocês comem o que lhe põem à frente e não querem saber do resto.
        Ao imbecil do RCAS, nem respondo. Ele acha que o estado só deve pagar as dividas, não deve questionar quem as faz. Elucidativo…

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      • Trinta e três's avatar
        Trinta e três permalink
        31 Julho, 2013 14:04

        Silveira:
        Comecei por dizer que, de acordo com as informações disponíveis, encontro “inverdades” em todas as partes. O RCAS apresenta um resumo do que, em sua opinião, foi mais relevante. Mas eu também acompanhei as duas interpelações (a segunda, melhor do que a primeira, admito). Nelas, ficou claro (a própria ministra o admitiu) que, apesar da informação só lhe ter chegado depois de “solicitada” (o que não abona o governo anterior), chegou-lhe muito a tempo. Depois nunca disse (mas aí a culpa não é dela) o que a levou a valorizar os swaps dos seus antigos colegas de governo (obrigados a sair) de modo diferente dos que tiveram a sua assinatura.

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  3. Alfredo José's avatar
    Alfredo José permalink
    31 Julho, 2013 12:01

    Público
    Gaspar: “valor acrescentado” da informação sobre swaps era “reduzidíssimo”
    Pedro Crisóstomo
    30/07/2013 – 13:09 (actualizado às 4:33)
    Ex-ministro defende Maria Luís Albuquerque, garantindo que a afirmação da governante sobre a transição de pastas em 2011 corresponde à verdade.

    O ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar reafirmou nesta terça-feira que o tema dos contratos swap foi abordado em Junho de 2011 na transição de pastas com o anterior tutelar da pasta das Finanças, mas garantiu que a informação que recebeu de Fernando Teixeira dos Santos foi reduzida, de domínio público e sem detalhe sobre a natureza dos riscos associados aos contratos celebrados por empresas públicas.

    Gaspar foi ouvido esta manhã no Parlamento na comissão de inquérito aos contratos de gestão de risco financeiro, onde afirmou ter sido ele a suscitar o tema dos contratos celebrados por empresas públicas, colocando a questão a Teixeira dos Santos (a 18 de Junho).
    “A questão foi motivada por uma pergunta da minha parte, tendo, de acordo com a minha melhor recordação, sido referido pelo professor Teixeira dos Santos que o assunto seria tratado” na reunião a seguir, que aconteceu dois dias depois. Nesse segundo encontro (quando Maria Luís Albuquerque ainda não fora nomeada secretária de Estado), a informação passada “terá sido profundamente processual”, acrescentou.
    O ex-ministro das Finanças afirmou que o actual Governo recebeu um “dossier físico detalhado” sobre as medidas do programa de ajustamento negociadas com a troika, mas ressalvou que a ficha (desse documento) que se referia aos contratos swap não continha “qualquer informação específica” sobre os riscos associados “e como eles se poderiam materializar”.
    Para Vítor Gaspar, a ficha – que Teixeira dos Santos já mostrara quando foi ao Parlamento prestar esclarecimentos– dizia respeito apenas a procedimentos globais e genéricos para dar seguimento a esta matéria no quadro do programa da troika. Por isso, o “valor acrescentado” da informação era “reduzidíssimo”, afirmou, dizendo que coube ao actual Governo avançar com os trabalhos sobre a avaliação dos contratos.
    A ficha em causa (duas páginas A4) faz referência a um dos pontos do Memorando de Entendimento, para a elaboração de um relatório pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças que analisaria o “risco orçamental detalhado” e “todas as responsabilidades (explícitas e implícitas) das empresas públicas”.
    Ex-ministro elogia sucessora
    Gaspar procurou, durante a audição parlamentar, defender a actual ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que enquanto sua secretária de Estado do Tesouro afirmou no Parlamento a 25 de Junho que “na transição de pastas nada foi referido a respeito desta matéria”.
    Ouvindo o deputado socialista João Galamba acusar Maria Luís Albuquerque de mentir no Parlamento, Gaspar rejeitou a interpretação dada pelo PS – e a restante oposição – às declarações da actual ministra das Finanças (que esta tarde volta a ser ouvida na comissão de inquérito).
    Gaspar insistiu que a questão dos swaps foi suscitada, mas não abordada em detalhe com o anterior Governo nas reuniões de 18 e 20 de Junho de 2011, antes de Maria Luís Albuquerque e os restantes secretários de Estado tomarem posse. A governante “não esteve presente na minha reunião com Teixeira dos Santos, nem na reunião que se seguiu com os secretários de Estado”, garantiu Vítor Gaspar.
    “A única interpretação que me parece razoável (…) é que nada [de específico] lhe foi referido na pasta de transição e essa afirmação [no Parlamento a 25 de Junho] corresponde exactamente à verdade, tal como foi reportado”, disse.
    Gaspar recordou ainda indirectamente o facto de Maria Luís Albuquerque ter sido directora financeira da Refer entre 2001 e 2007 (altura em que foram celebrados contratos de derivados financeiros), para argumentar que a governante conhecia a questão dos swaps “na sua generalidade” e que o que estava em causa não era esse conhecimento genérico, mas as situações concretas. “Não só não desconhecia, como a conhecia bem. E é uma pessoa que pode ser considerada perita nesta matéria. Colocar a questão sobre se tinha conhecimento geral é simplesmente ridículo, não faz qualquer sentido”.Os deputados da oposição acusaram, por outro lado, a actual ministra das Finanças de esconder que teve conhecimento da questão dos swaps, referindo-se a uma troca de emails entre Maria Luís Albuquerque e o ex-director-geral do Tesouro e Finanças Pedro Felício em Junho e Julho de 2011. Em causa estão emails indicando uma perda potencial de 1500 milhões de euros para o Estado associadas aos contratos celebrados pelas empresas públicas. A informação foi já classificada por Albuquerque numa entrevista à SIC como insuficiente para detectar toda a dimensão do problema. Estou um pouco surpreendido. Não muito. Desde há bastante tempo que o Expresso deixo de ser comprado cá em casa. Nem para acender a lareira e o churrasco. Arranja-se melhor e mais barato. Mas pensava que o tão propalado rigor e profissionalismo levasse o Expresso a ser mais sério. Noto que se degradou ainda mais desde que decidi deixar de o comprar.

    Manchetes aos nível do tabloide e informação convenientemente expurgada de alguma coisa que não reforce a intenção do jornal.
    É esta a imprensa que temos. E diz a imprensa que está em “crise” de vendas. Assim não admira. Até dá para espantar como é que não fecharam já as portas e deitaram a chave fora. A julgar pela qualidade do que escrevem o tempo em que o deviam ter feito já passou há muito tempo.O prazo de validade já expirou há muito e cheio a podre é mesmo insuportável.

    in http://eumbloguedatreta.blogspot.com

    Disclaimer:
    Não morro de amores por políticos e nem votei em nenhum partido.
    O que me chateia é a falta de vergonha dessa gente que levou este país à bancarrota.
    Não há quem os processe por crime contra o Estado, que somos todos nós?

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    • A C da Silveira's avatar
      A C da Silveira permalink
      31 Julho, 2013 12:13

      Claro e cristalino. Só não percebe quem não quer.

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    • francisco cruz's avatar
      francisco cruz permalink
      31 Julho, 2013 15:21

      Assino por baixo as justíssimas críticas ao actual Expresso, que eu lia desde 1973, quando foi fundado. Há já três anos que só conheço o que vejo no on-line: o aumento do desemprego vem dentro de momentos, por exemplo, é manchete de um destes dias. Como jornal de referência — faleceu!

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      • ora's avatar
        ora permalink
        31 Julho, 2013 18:39

        jornal? isso não é embrulho de castanhas?

        vês on line? e on line de coca ou on line de cola?

        este foi alfa bestizado pelo regime

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  4. XisPto's avatar
    XisPto permalink
    31 Julho, 2013 13:09

    As afirmações do RR são mais um “lapso semântico” ou “mentira não substancial” que pelos vistos marcam o verão. Quem viu toda a entrevista e o contexto em que a afirmação é produzida percebe bem que o que RR não perdoa é ficar sem o capital do governo para andar a metido em negociatas de regeneração urbana com a máfia local do ramo.

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  5. Piscoiso's avatar
    31 Julho, 2013 13:24

    eheheh.
    Os políticos são uns artistas a arranjarem palavras para fugirem com o rabo à seringa.
    SUSCITAR é a palavra em causa.
    Dizem que as swaps foram só suscitadas e por isso não tinham conhecimento delas.
    Então conhecimento tinham, ainda que apenas suscitado.
    Deve ser uma coisa interessante a transferência de dossiers de um Governo para outro.
    Haverá documentos que desaparecem (submarinos), depois há os suscitados e finalmente os que são servidos na boca.

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  6. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    31 Julho, 2013 14:22

    Deixo aqui aquilo que julgo ter sido a declaração inicial da actual ministra:
    “Quando este Governo entrou em funções, o problema relativo aos ‘swap’ contratados por empresas públicas já existia, tendo mesmo motivado a emissão de dois despachos do anterior Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, em 30 de janeiro de 2009 e 9 de junho de 2011. Apesar disso, na transição de pastas, nada foi referido a respeito desta matéria.”

    Ora, a semântica da coisa, “…nada foi referido…” é dúbia. É susceptível de ser classificado como mentira (a referência estava lá) e como verdade (a informação constava apenas de uns papéis manhosos).
    Dito isto, é lamentável todo o espectáculo que se lhe seguiu. É a política dos nossos dias – chafurdar na bosta sobrenadante sem tratar do que é verdadeiramente importante: há ou não responsabilidade política (e penal) na actuação do governo PS e na inacção do governo PSD/CDS relativamente a esta matéria?

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  7. ASA's avatar
    ASA permalink
    31 Julho, 2013 15:02

    O endividamento líquido per capita em Gaia é de 263,80 euros/por habitante, muito inferior à média nacional de 423,90 euros/por habitante, enquanto o de Lisboa é de 925 euros/por habitante e o do Porto é de 477 euros/por habitante.

    Tirado de: http://www.gaiaglobal.pt/portais/_cmg/Noticia.aspx?contentid=DA96803C80CO

    Será verdade?

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    • ora's avatar
      ora permalink
      31 Julho, 2013 15:16

      10 milhões a 423….só devemos 4 mil milhões

      comparar o incomparável dá sempre jêto

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  8. Fernando's avatar
    Fernando permalink
    31 Julho, 2013 18:31

    «Vitor Gaspar explicou ontem para quem quis ouvir que os swaps foram usados pelo anterior governo para esconder dívida»… shiuuuu… que ainda ninguém se apercebeu disso e, certamente, no próximo Domingo o Sócates trará um documento, que esconderá rapidamente, para o desmentir…

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