Olhos que partem tristes
Senhora, partem tão tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.
Estará este senhor a lamentar-se ter ficado sem os olhos? Os olhos vão partir e ele fica? Terá olhos com personalidade que ficam tristes? Partirão os olhos deste senhor no lugar da senhora em causa? Para onde vão os olhos?
Será que Larry Summers é um machista por não culpar a sociedade pela subrepresentação das mulheres na ciência e engenharia? O jornalista percebeu qual era a tese de Larry Summers sobre o tema?
Os juízes da Relação do Porto acham mesmo que o álcool melhora a produtividade, ou estarão a defender uma tese mais subtil? Serão eles uns básicos, ou estarão a ser subestimados? A jornalista percebeu a função das frases citadas no texto em questão?
O que nos leva a outra questão: sendo os jornalistas profissionais da escrita, porque é que tão frequentemente mostram que não têm muito jeito para interpretar textos um bocadinhos mais rebuscados?

A questão Larry Summers tem pouco que ver com “guerra de sexos” e muito com os favores que os aparelhos fazem aos seus. Mais ou menos o mesmo “mecanismo” que colocou o Relvas como Alto Comissário da Casa Olímpica da Língua Portuguesa.
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Tão tristes, tão saudosos,
tão doentes da partida,
tão cansados, tão chorosos,
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida.
Partem tão tristes os tristes,
tão fora d’ esperar bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém. – João Roiz
.
Sobre a crítica aos jornalistas…
é o que acontece nas outras profissões.
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Desde que vi uma prova de Estatística de um estudante de Comunicação Social com exercícios do 9.º ano, fiquei esclarecido.
Parece-me que alguns jornalistas ou para-jornalistas nem sabem fazer contas de dividir. Ora, escrever e interpretar é muito mais difícil. 😉
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bem , mesmo sendo de facto um trabalho literalmente de merda , que só se aguenta tocado , os juízes não podem fazer ironia numa sentença.. e bastava a cena dos testes para poderem decidir assim ,parece.
a cena de mandar frigoríficos 🙂 . não foram nada subtis , só não percebeu que não quis.
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A sentença da Relação do Porto mostra uma evidência:
É mais difícil ser (ou tentar ser) sarcástico do que parecer ajuizado…
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“profissionais da escrita” lolololollolololl, se escreverem sem erros ortográficos é já uma sorte
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