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Ainda a propósito

28 Outubro, 2013

Da mania com o povo que coitado não percebe, que coitado tem medo, que coitado mantém costumes que os cultos sobretudo se parecerem  muito modernos e ‘avançados’ há muito abandonaram aqui fica a reprodução desta conversa citada no Quara República: «já tenho os anos suficientes para a reforma mínima, daí não passo, isso está garantido e a essas ” eles” não vão, já tinha decidido não pagar mais nada,»

Apesar da aparente complexidade dos cálculos para a obtenção do valor mais alto de reforma e da profusão de regimes os beneficiários independentemente do seu grau de habilitações rapidamente dominam os passos a percorrer para conseguir a reforma.

 

 

8 comentários leave one →
  1. Piscoiso's avatar
    28 Outubro, 2013 09:57

    A conversa dessa tal “República” é de treta.
    Se quiser invento-lhe uma conversa ao contrário dessa dizendo que a ouvi à minha tia Martina no casamento da Gertrudes com um reformado.

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  2. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    28 Outubro, 2013 10:12

    O verdadeiro tuga aspira à reforma desde o momento do nascimento. O tuga é muito contemplativo, no desporto por exemplo, gosta é de ver os outros correr.
    Vai buscá-los à estranja e às favela enquanto houver guita. Há cá cada vez menos.
    O tuga quer é estar descansado, de preferência ao sol da praia ou à sombra dos dias quentes à medida dos incendiários com pulseira e sorriso nos lábios, nem que seja na prisa onde tem cama e comida de graça.
    Esta é a referência chave para quem aspira a votos. Nas jotas há sempre tipos finos a captar os papalvos e a fazer-lhes a s vontades naquilo a que chamam a democracia..
    Se lhe prometerem tudo isso e lhes derem uma migalhinha estão no papo.
    São pelo menos 20%, com mais 10% de fufas e maricas, temos 30%, mais uma suposta esquerda que perfaz 15%, temos 45%. Vejam o que é preciso trabalhar para os sustentar.
    Só não ganham todas as votações porque andam dispersos, coitadinhos.
    A conclusão é óbvia: só cá fica quem é burro, só cá investe quem é néscio ou tem manhas.

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  3. Je's avatar
    28 Outubro, 2013 13:35

    É uma opção racional e consequente. O estado só devia comprometer-se e terá capacidade para garantir uma reforma base mínima. Tudo o resto é “gambling”, e devia ser deixado a cada um. Entregar 35% da riqueza de uma vida nas mãos seja de quem for, incluindo o estado, já é um risco brutal. Quem ganha pouco não pode dar-se ao luxo de correr esse risco. É mais danoso e especulativo o funcionário que faz cálculos complexos para receber um máximo (será preciso lembrar as inusitadas “subvenções vitalicias”, onde lá por mudar o nome não deixam de ser subsidios?) O que será mais irresponsável e danoso para todos? Cumprir os mínimos e gerir o que tem em liberdade, ou entregar-se inteiramente ao monstro na expectativa irrazoável de um dia vir a comer à grande?

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  4. Tiro ao Alvo's avatar
    Tiro ao Alvo permalink
    28 Outubro, 2013 18:47

    Sim, também tenho conhecimento que há muita gente que vive de trabalhos daquele género, ou que se ocupa em trabalhos por conta própria, deixou de descontar por que, dizem e é verdade, na velhice terão sempre direito ao complemento de reforma ou à pensão social, independentemente dos bens de fortuna que possam ter amealhado.
    Infelizmente há muitos piscoisos que acham que as coisas estão bem e que os socialistas é que são os maiores…

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  5. BELIAL's avatar
    BELIAL permalink
    28 Outubro, 2013 21:19

    Voto, no voto censitário…:)

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  6. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    28 Outubro, 2013 22:02

    Ao contrário da análise profunda do Javitudo, que li acima, eu sobre este assunto não sei o que dizer.

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    • ora's avatar
      ora permalink
      28 Outubro, 2013 22:05

      devias lere mais….olha em vez do stig li-te

      adevias ler British Capitalism, Workers and the Profits Squeeze (1972),

      Andrew Glyn: ‘Will we face a dystopia in which very large numbers of less qualified and poorly paid people exist to service the consumption needs of the rich?

      Andrew Glyn has been a prominent left wing economist for more than 35 years. He talks to Rob Hoveman about his latest book Capitalism Unleashed.

      Andrew Glyn’s previous books sought to analyse the factors which moved the world economy from its “golden age” of strong growth before 1973 into the subsequent period of mass unemployment, lower growth and greater instability.

      When we met at Corpus Christi College, Oxford, where he has taught since 1969, he said of his new book, “I wanted to trace how the world economy has changed over the last 30 years and try to make some sense of it. From the 1960s to the 1980s the primary problem for the capitalist class was the strength of labour. That threat has receded. I wanted to work through why this was and where the main problems for the world economy are now located.”

      Capitalism Unleashed covers the growth of privatisation and deregulation, the explosion of the financial sector, globalisation and the rise of China. It also looks at the assault on pay and conditions and the decline of union strength, the contradictions of growth over the last three decades and much more

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        28 Outubro, 2013 22:18

        Ainda mais, ora? Tenho conseguido ler um livrinho por ano!
        O próximo, previsto para 2018 é o “Como o capitalismo acabou com a classe média”, de Santiago Camacho.

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