Portugal não é a Irlanda
A saída da Irlanda do resgate sem programa cautelar pode ter sido uma boa decisão política, mas foi um erro financeiro, afirmou um dirigente do Fianna Fáil, o partido que pediu assistência financeira internacional e está agora na oposição.
“Do ponto de vista político, compreendo a decisão porque podem celebrar a partida da troika e, nas palavras deles, reconquistar a independência. Mas se olharmos agora a troika como nós olhamos, como amigos, e a linha de crédito como algo amistoso, nesse aspeto considero que cometeram um erro”, afirmou o senador Thomas Byrne à agência Lusa, a propósito do fim do programa de assistência financeira, a 15 de dezembro.
(…)
Nas eleições de 2011, o partido foi castigado pelos eleitores após 13 anos no poder e passou a ser a terceira força política no parlamento ao perder 54 lugares. Thomas Byrne aceitou que foram cometidos vários erros: os impostos foram reduzidos e a despesa aumentada para níveis insustentáveis, foi dada liberdade ao setor financeiro para se autorregular e não foi antecipado o estouro da bolha imobiliária.

Se foi dada liberdade ao sector financeiro para se autoregular, não percebo como pode ter corrido mal.
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PONTO FINAL:
Senador Byrne admitiu “mágoa” na forma como os bancos descapitalizados foram salvos com dinheiro dos contribuintes.
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Estes bitaites de não somos a Grécia, não somos a Alemanha, não somos a Irlanda, soariam mais eficazes se sugerissem yes we can´t.
A Irlanda safou-se? Deus queira que sim, os homens é que parece que não querem. Por cá é mais ou menos a mesma história como demonstra o post da Helena de Matos sobre o artigo do Camilo Lourenço que, mais uma vez, apregoa o evangelho da selecção natural esquecendo-se que os mecanismos da mesma não são controláveis pela vontade dos que se julgam fortes, mais inteligentes, melhor preparados.
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“Thomas Byrne aceitou que foram cometidos vários erros: os impostos foram reduzidos e a despesa aumentada para níveis insustentáveis, foi dada liberdade ao setor financeiro para se autorregular e não foi antecipado o estouro da bolha imobiliária”.
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E aqui se diz tudo.
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“Thomas Byrne aceitou que foram cometidos vários erros: os impostos foram reduzidos e a despesa aumentada para níveis insustentáveis, foi dada liberdade ao setor financeiro para se autorregular e não foi antecipado o estouro da bolha imobiliária”.
Então, segundo os liberais portugueses, o que se deve fazer para libertar um Estado que se endivida para injetar dinheiro na banca é ter a despesa diminuída (embora não o consigam fazer porque nos países ocidentais há aquela chatice que convém manter as pessoas vivas), aumentar largamente a receita através dos impostos à classe média e manter a autorregulação no sistema financeiro (ou seja, mantendo o sistema financeiro a fazer o que muito bem lhe apetecer). Sim, percebo a solução dos liberais portugueses. Infelizmente também explica por que razão Portugal nunca sairá da crise com este governo.
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Ó André:realmente “este” governo foi quem conduziu o país à bancarrota!E esteve ao leme durante os últimos 6 anos,melhor,durante os último dez anos,se admitirmos que Santana Lopes só láesteve 6 meses e o sampaio o chutou,após lhe ter estendido o ramalhete para retirar o pedófilo e oferecer o púlpito ao sócrates!Eu acho mesmo que deviam ir buscar novamente o sócrates,mas só depois de repor tudo o que roubou e após confessar perante todo o país onde é que arranjou a fortuna que ele e a família e amigos ostentam!
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este conduziu enquanto pode….a banca arrota anda aí há 30 anos a arrotar-nos em cima e é falência atrás de falência
viva o ban if e a caixa geral de depousitos
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santana lopez só esteve 6 meses? o tipo andava fugido quando o camarada durão metia mais dívida no buracón do metro do guterres
o eurro 2004 foi antes da expo 98?
ou foi antes do Brejão de thierry rousseau.cavaco silva
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Nos anos anteriores à crise os caminhos de Portugal e da Irlanda eram bem diferentes. Enquanto Portugal tinha uma dívida pública próxima dos 70% do PIB (2007) a Irlanda possuía uma dívida inferior a 25%, mercê dos fortes crescimento económicos sem défices públicos. Por outro lado a realidade económica e social Irlandesa era e é muito diferente da portuguesa. O salário mínimo na Irlanda era de 1.462 euros em 2011 quando em Portugal era e é de 566 euros (salário bruto); o PIB por habitante (2012 em SPA) é de 130 na Irlanda e 75 em Portugal; o esforço fiscal em 2008 era de 0,08 na Irlanda enquanto em Portugal era, no mesmo ano, de 0,23; ou ainda, no Índice de Desenvolvimento Humano 2012 das nações Unidas a Irlanda surge na 7ª posição enquanto Portugal aparece na 43ª.
Afinal há sempre uma razão para os juros de dívida pública a 10 anos da Irlanda estarem a seis meses da finalização do programa a juros de 3,5%.
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Deixe-me salientar o Salário Mínimo na Irlanda, de 1.462 euros por mês, pois outros dados dependem deste.
Incrível como a troika (entidade não de ajuda nem de amigos – representa bancos como o Deutsche Bank ) continua a forçar salários baixos, e consequente queda da economia dos portugueses.
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Antonio Lopes HIPERLIGAÇÃO PERMANENTE
11 Dezembro, 2013 17:37
Ó André:realmente “este” governo foi quem conduziu o país à bancarrota!E esteve ao leme durante os últimos 6 anos,melhor,durante os último dez anos,se admitirmos que Santana Lopes só láesteve 6 meses e o sampaio o chutou,após lhe ter estendido o ramalhete para retirar o pedófilo e oferecer o púlpito ao sócrates!Eu acho mesmo que deviam ir buscar novamente o sócrates,mas só depois de repor tudo o que roubou e após confessar perante todo o país onde é que arranjou a fortuna que ele e a família e amigos ostentam!
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São as verdades que fazem das ideologias o seu maior inimigo . . .
Também tenho a curiosidade: aonde é que ele arranjou a fortuna em 6 anos?
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