Saltar para o conteúdo

Um projecto é para levar até ao fim

20 Dezembro, 2013

20131220-080550.jpg

Quando há prosperidade, uma parte da força produtiva começa a erguer obras imponentes com utilidade inquestionavelmente duvidosa. Quando algo começa a falhar, ora pelo isolamento geográfico, ora porque a intempérie destrói as colheitas do ano, o grupo de anciões reúne-se e decide o que fazer. “Mais estátuas”, diz um deles, crendo no poder do multiplicador keynesiano; “não podemos ficar fora da rede de embelezamento da ilhas”, diz outro, pensando já no futuro como se todas as variáveis se mantivessem inalteradas e o futuro não fosse diferente do que era ontem mas em melhor. Quando chegam a uma conclusão, comunicam a toda a ilha: “parar de fazer estátuas põe em causa o princípio da confiança – decidimos construir estátuas, as pessoas dedicaram-se a construir estátuas, não podemos simplesmente parar porque o clima nos está a pressionar: somos civilizados”. As estátuas ainda lá estão.

14 comentários leave one →
  1. Filipe's avatar
    Filipe permalink
    20 Dezembro, 2013 08:26

    Vitor

    As estátuas da ilha da Páscoa tanto podem servir de exemplo “keynesiano” como de “ultraliberal”. Ao certo ninguém sabe o que aconteceu. O exemplo que se devia retirar é que nós vivemos num espaço limitado e temos de gerir o que temos para nós e para os nossos descendentes. As estátuas estão lá a dizer isso.

    Gostar

    • Guillaume Tell's avatar
      Guillaume Tell permalink
      20 Dezembro, 2013 08:34

      Ah porque isto pode ser um exemplo de “ultraliberalismo” sabendo que este defende a propriedade privada, impedindo assim que se ataque o que é de outrém, o que à passagem também a propriedade colectiva (quando a acção de um toca o outro mas que a acção do segundo não afecta o primeiro então a acção do primeiro não pode acontecer)?

      Gostar

      • Filipe's avatar
        Filipe permalink
        20 Dezembro, 2013 09:18

        Por muito que me esforçe não consigo responder. O seu post é incompreensivel.
        O que quer dizer com isto “o que à passagem também a propriedade colectiva”?

        Gostar

      • Guillaume Tell's avatar
        Guillaume Tell permalink
        21 Dezembro, 2013 00:08

        Propriedade colectiva é propriedade gerida por toda a comunidade directamente. Isto implica que toda à gente beneficia dos lucros e tem de participar aos custos, sempre de forma individual. Implica também que ninguém seja obrigado a participar se não quiser, o que tem por consequência de lhe ser negado o direito a usar a propriedade colectiva ou então se desejar o utilizar terá de o pagar a um preço maior (aqueles que se mantém no circuito tem direito a um preço menor porque participam à sua manutenção diariamente).

        Gostar

  2. Trinta e três's avatar
    Trinta e três permalink
    20 Dezembro, 2013 08:42

    O vitorcunha não sabe, mesmo, o que Keunes defendia, ou está, apenas, a tratar da azia?

    Gostar

  3. gastão's avatar
    gastão permalink
    20 Dezembro, 2013 09:02

    Quando algo começa a falhar, ora pelo isolamento geográfico, ora porque a intempérie destrói as colheitas do ano, o grupo de rapazolas reúne-se e decide o que fazer. “Vamos ajustar e fazer com que não falta nada aos nossos amigos, eles hão-de agradecer-nos mais tarde”, diz um deles, crendo na defesa acéfala dos capos que vigiam a ilha.
    http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/governo-esconde-beneficios-fiscais-1045-milhoes-grandes-grupos-economicos

    Gostar

    • Trinta e três's avatar
      Trinta e três permalink
      20 Dezembro, 2013 09:12

      “O Tribunal de Contas volta a alertar para a excessiva concentração dos benefícios fiscais em poucas empresas e entidades públicas. Considerando os cinco principais tipos de benefício em sede de IRC, que correspondem a mais de 60% de toda a despesa fiscal, quase metade (48,2%) está concentrada nos dez maiores beneficiários que deixaram de pagar 132 milhões de euros. O grau de concentração cresceu em relação a 2011, ano em que as dez principais beneficiárias absorveram 44% destes benefícios”.
      .
      É este o tal ataque aos “encostados” no Estado?

      Gostar

  4. fado alexandrino's avatar
    20 Dezembro, 2013 09:40

    Houve aqui um erro.
    Deviam ter construído também um campo de golf, um aeroporto para jactos privados e um hotel de seis estrelas tudo a preços estratosféricos. A procura iria exceder em 200 a oferta e podiam até forrar as estátuas a ouro.

    Gostar

  5. YHWH's avatar
    YHWH permalink
    20 Dezembro, 2013 11:02

    Rui Moreira: «Portugal está na presença do governo mais centralista desde o 25 de Abril, e com óbvios tiques de estalinismo.»

    Gostar

    • joshua's avatar
      joshua permalink
      20 Dezembro, 2013 12:09

      A Crise e sobretudo a Aflição das Contas Públicas estaliniza naturalmente qualquer Governo que as queira resolver. É só fazer as contas.

      Gostar

  6. Perplexo's avatar
    Perplexo permalink
    20 Dezembro, 2013 15:24

    Esta comparação, além de ser de uma desonestidade intelectual notável, chama estúpidos aos leitores. Melhor, impossível!

    Gostar

  7. licas's avatar
    licas permalink
    20 Dezembro, 2013 21:34

    Perplexo: está a dirigir-se a VHWH, não é verdade?

    Gostar

  8. JMS's avatar
    JMS permalink
    21 Dezembro, 2013 22:27

    Rui Moreira, um socialista keynesiano encapotado, só poderia fazer uma afirmação desse jaez, ou não fosse ele um lacaio de JNPintodaCosta… 🙂

    Gostar

Indigne-se aqui.