Saltar para o conteúdo

Eusébio, Amália e Capas Negras

25 Janeiro, 2014

capas-negrasA praxe académica é um pequeno Portugal. O traje académico, que caiu em desuso no período queima-de-soutiens-português-que-em-Portugal-era-mais-sedes-de-partidos-por-gente-que-acabaria-no-parlamento, regressou em força nos anos 80 e 90 sob a capa da “tradição”, eufemismo para a imagem nacional dos anos 40 e 50 retratados em Capas Negras de Armando de Miranda (1947).

O que leva jovens, frescos de irreverência revolucionária e abarrotando ideias sobre um mundo versão 2.0 a adoptarem a “tradição” do Estado Novo? Estou certo que um sociólogo terá uma excelente não-explicação mas, e de borla para vocês, parece-me evidente que a irreverência revolucionária jovem é – como sempre foi – a tentativa de substituição de regras antigas pelo sentimento de necessidade de novas regras. Estas seriam em tudo iguais às anteriores mas com linguagem do presente, com mais ou menos acordo ortográfico, como se a renovação da sintaxe acarretasse nova semântica em si mesmo.

Desejo de abolição de estratificação social (por inevitável substituição por nova estratificação social) é uma característica de países desconfortáveis com a importação de tradições alheias. Como os movimentos de abolição da tourada, que negam a violência contra animais enquanto promovem o aborto, a negação paroquial da estrutura do país ou o conjunto de valores hereditários que definem a insularidade dos povos do sul. Não é em vão que as regiões do interior têm nomes como Trás-os-Montes ou Beira Interior: para lá delas morre o conceito de conforto dando lugar ao grande mundo hostil.

A criação de estruturas estatais em substituição das comunidades paroquiais é rejeitada, culminando na abolição do resquício da corte em cada região sob forma dos inúteis governos civis.

Eusébio, Amália e o Traje Académico. Portugal regressa progressivamente ao seu período lusitano, nem que para isso seja necessário chamar-lhe progresso. Mussolini cedo percebeu que o socialismo de Marx e Engels não funcionava com os povos do sul, permanentemente frustrados pelo esvaziamento de algo que os transcenda, elevando inevitavelmente o seu fascismo a uma religião. O fascismo é a evolução lógica para a utopia em povos paroquiais e as capas negras não passam de uma metamorfose sectorial de camisas negras. Citando Mussolini, “a verdade é que os homens estão fartos de liberdade”. A praxe é um mero ritual de iniciação na tribo fascista: hierarquia, poder, humilhação e ostracização dos enjeitados como a cola de uma sociedade que não compreende o conceito de liberdade individual.

A verdade é que uma grande parte dos auto-intitulados democratas e guardiões da liberdade (daqueles que ainda falam do PEC 4), independentemente da sua posição individual sobre a praxe académica, facilmente se identifica com este excerto:

a verdade, quando impedida de marchar, refugia-se no coração dos homens e vai ganhando em profundidade o que parece perder em superfície… Um dia, essa verdade obscura, sobe das profundidades onde se exilara e surge tão forte claridade, que rasga as trevas do Mundo — Rolão Preto in Inquietação (1963)

Pode facilmente confirmar isto seguindo os comentários a este post.

86 comentários leave one →
  1. JC's avatar
    25 Janeiro, 2014 14:49

    O que leva jovens, frescos de irreverência revolucionária e abarrotando ideias sobre um mundo versão 2.0 a adoptarem a “tradição” do Estado Novo?
    EstadoNovo ????

    Agora é fundiu a “cuca”

    Gostar

    • gadjet's avatar
      gadjet permalink
      26 Janeiro, 2014 04:47

      O que tem a praxe – e as capas negras, multisseculares – a ver com o Estado Novo?
      O Estado Novo já lá vai há 40 anos!

      Gostar

  2. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    25 Janeiro, 2014 15:21

    “O que leva jovens, frescos de irreverência revolucionária e abarrotando ideias sobre um mundo versão 2.0 a adoptarem a “tradição” do Estado Novo?”
    ———–
    Se calhar, vou sair dos padrões do meu discurso normal. E acho que o Vítor vai ficar surpreendido com a maioria dos comentários, tendo em conta a sua baixa expectativa. Discordo de muito, como serem frescos ou terem irreverência revolucionária. Eu sei bem o que são e imagino como foram educados. O que muitos deles são é o resultado disso. Aposto que muitos deles darão bons neoliberais. Depois de terem recebido tudo das famílias, não tardarão a exigir que o dinheirito das reformas dos pais lhes passem diretamente para o bolso sob a farsa de que, finalmente, temos uma geração bem formada.
    As minhas medidas imediatas, tendo em conta que estes casos se repetem de ano para ano sem ninguém ljhe pôr fim.:
    – Investigação e suspensão de todas as universidades que tenham de alguma forma tolerado a ação interna de supostos gangues ou outros grupos organizados à margem das leis, utilizem a designação de praxistas ou outra merda qualquer;
    – Investigação, detenção e julgamento de todos os indivíduos que aterrorizam colegas ou que de alguma forma impeçam a sua liberdade individual. Não sendo jurista, suponho que nos casos que chegam aos OCS não faltam crimes óbvios para condenação, à falta de lei mais adequada;
    – Indemnizações bem dissuasoras das universidades e dos gangues que se provem como tal às vítimas desse “bullying”, terrorismo ou seja o que for que juridicamente lhes possa ser aplicado;
    – Denúncia pública de todos os antigos ritualistas que cultivaram ou incentivaram a prática de atividades de bullying, de tortura psicológica ou outras que tivessem atentado contra a dignidade humana e hoje se passeiam pelos corredores do poder sem sere capazes de acabar com isto.
    ———-
    Dito isto, pergunto como é que é possível a Universidade em causa não ter feito imediatamente um inquérito? Como é que é possível? Alguém imagina os ataques que receberia uma universidade pública, sempre mais pressionadas do que as privadas pelo nosso liberalismo? O que se viu ontem na RTP1 chega a assustar o medo. Catraios sem qualquer controlo dentro de uma instituição.
    ———-
    Acho estranho que alguns pais, sabendo das atividades de risco dos filhos, tivessem aceitado sem ou com pouco rebuço o seu extraordinário empenho. Não ouvi falar do empenho nos estudos.
    ———
    Por fim, se querem que existam cerimónias de receção aos novos colegas, façam-no decentemente.

    Gostar

    • alberto's avatar
      alberto permalink
      25 Janeiro, 2014 18:32

      Fincapé

      Você extirpa o revivalismo do Estado Novo, com métodos que nem o Estado Novo.
      E não, os pequerruchos provavelmente não serão bons liberais, mas bons socialistas, isso sim. Desconheço que idade tem, mas antes de 74 não nos imagina como povo resistente ao fascismo e contra a Pátria una e indivisível?
      Pensava-se de uma forma. Seguiu-se o “grupo” e passou a pensar-se de outra.
      Os mesmos que consideravam Portugal de Timor a… já nem me recordo onde, mas era longe, são os que após 74 passaram a ser MDP-CDE. Os que não foram directos para o PCP.
      Talvez um pouco mais de educação liberal, em que cada um começa a assumir a responsabilidade dos seus actos uns anitos antes dos 40, talvez seja a solução. E que lá para os 20 já é altura de não fazerem tudo o que os outros meninos mandam, também é coisa a recomendar.

      Gostar

      • und's avatar
        und permalink
        25 Janeiro, 2014 19:28

        TEM 31 OU 32 TINHA 28 E PICOS HÁ 3 ANOS LOGO

        OU DIZIA QUE TINHA

        AS PRAXES TAMBÉM EXISTIAM NAS EMPRESAS E NOS PARTIDOS POLÍTICOS EM 1975 E SEGUINTES

        E NA TROPA E NAS LOJAS MAÇÓNICAS

        E FAZIAM MAIS VÍTIMAS EM 1864

        DO QUE EM TODO O SÉCULO XXI COM APENAS 12 MORTOS 30 VIOLAÇÕES REGISTADAS E UMAS 100 AGRESSÕES

        NOS ANOS 80 HOUVE UNS 15 MORTOS E NINGUÉM LIGOU

        EM 1976 DOIS SUICIDAS NA FACUL DE LETRAS UM POR ATROPELAMENTO

        Gostar

      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        25 Janeiro, 2014 20:45

        alberto, sou muito menos novo do que o und diz, não sabendo eu porque ele o diz.
        ———-
        “Aposto que muitos deles darão bons neoliberais.” Sim, eu disse isto. É o que me parece e, de qualquer forma, é uma contraposição lógica àquilo que o Vítor pretende dizer. Mas veja as caraterísticas de alguns desses grupos de malfeitores. Têm livre iniciativa, não querem submeter-se a ninguém nem a regras estabelecidas e, no caso presente, são de uma Universidade de onde acredito pouco que saiam com pensamento de esquerda. Não é para isso que se abrem universidades privadas.

        Gostar

      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        25 Janeiro, 2014 21:11

        O Sócrates é o estudante que a universidade de direita quer ter.

        Gostar

      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        26 Janeiro, 2014 00:17

        Não me admiro nada, Vítor. E olhe que ouvindo muitos dirigentes de algumas Universidades, bem como alguns professores, principalmente das privadas, a coisa até dá dó. Face àquilo, o Sócrates até as revalorizaria. 😉

        Gostar

      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        26 Janeiro, 2014 00:19

        Também não precisa exagerar, Fincapé.

        Gostar

      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        26 Janeiro, 2014 00:31

        Só num bocadinho. 🙂

        Gostar

  3. licas's avatar
    licas permalink
    25 Janeiro, 2014 15:36

    A *praxe académica* configura-se-me antes como um exercício de
    violência arbitrária exercida pelos universitários mais velhos sobre
    os *caloiros*: cai na área do psiquiátrico.
    E se estes se juntarem , que são sempre muitos mais, e dessem uma coça nos
    energúmenos?

    Gostar

    • Fincapé's avatar
      Fincapé permalink
      25 Janeiro, 2014 15:51

      Licas, completamente de acordo. E se precisarem de mim também lá vou molhar a sopa. A expensas minhas!

      Gostar

      • um judeusito's avatar
        um judeusito permalink
        25 Janeiro, 2014 18:33

        Tem razão. Mas há “praxados” que também devem ter problemas psiquiátricos de “auto-estima”, além dos que são ameaçados.

        Vi um excerto na TV de algumas praxes, e aquilo é ainda pior do que se pensava. Estudantes assinarem “termos de responsabilidade” em como não se importam de serem praxados, faz pensar que algo de mal se vai passar. Algo de perigoso se vai passar.
        Se fossem umas praxes normais, umas brincadeiras, não era necessário assinar fosse o que fosse.
        As universidades deviam proibir tais “assinaturas” e “termos”..

        Gostar

      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        25 Janeiro, 2014 21:16

        judeusito,
        Estas que mostram na TV são filmadas com acordo dos participantes e são demasiado públicas para mostrarem o pior.

        Gostar

  4. Aladdin Sane's avatar
    25 Janeiro, 2014 15:41

    Também foi realizada uma comédia sobre este tema:
    http://www.imdb.com/title/tt0228766/?ref_=nm_flmg_wr_3

    Gostar

  5. von's avatar
    von permalink
    25 Janeiro, 2014 16:11

    O Cunha é burro. Só e apenas. O Cunha é um menino sobrevalorizado. E burrinho, burrinho.

    Gostar

  6. Jorge's avatar
    Jorge permalink
    25 Janeiro, 2014 16:14

    Grandes liberais que vocês me saíram.

    Gostar

  7. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    25 Janeiro, 2014 16:24

    A praxe é o retrato do Soci@lismo:

    Obrigar Outro, Forçar o Outro.

    Não sei qual o escândalo… é o que os Governos Soci@listas de Direita e Esquerda fizeram sempre. O Fincapé deu o mote.

    Gostar

  8. Carlos III's avatar
    Carlos III permalink
    25 Janeiro, 2014 16:31

    Praxes há-de haver sempre. O ponto é que se saibam auto-limitar para não passar das marcas e terem um mínimo de utilidade. Um sobrinho meu que estudou numa universidade nos USA dizia-me que lá apenas havia um dia de praxe em que todos os caloiros eram obrigados a ir sarapintados a um jantar de confraternização oferecido pelos veteranos para se conhecerem uns aos outros, seguido de baile. E era tudo. O que em Portugal chamam de praxe é apenas um sintoma da desoladora estreiteza mental de certos pretensos estudantes. E chamar-lhe “ritual de iniciação” é tão somente uma tentativa de desculpabilizar quem não tem a mínima noção do que é um ritual e muita menos do que é uma iniciação. No fundo, os tipos de praxe definem com bastante precisão o alto ou baixo nível das instituições que as albergam. Se fizerem um ranking de praxes, verão que elas acompanham o grau de prestígio académico e sucesso externo de cada universidade. Em Coimbra, as praxes eram relativamente severas, mas o caloiro tinha um direito fundamental que era desafiar o praxista para jogar à porrada e se o praxista perdia, arriscava-se também a perder os direitos da praxe; caso contrário quem se tramava era o caloiro… O que apesar de tudo equilibrava um pouco esse “darwinismo” social.

    Gostar

  9. BELIAL's avatar
    BELIAL permalink
    25 Janeiro, 2014 16:35

    Rolão preto, O Chefe 🙂

    PROVOCAÇÃO POR VOCAÇÃO.

    Gostar

  10. carlos's avatar
    carlos permalink
    25 Janeiro, 2014 16:42

    ” que negam a violência contra animais enquanto promovem o aborto”
    É verdade, já estou farto de ver estes espectáculos onde mulheres arrancam fetos das vaginas para o público esquerdalha bater palmas à sangria.
    Todos sabemos que os esquerdalhas adoram o aborto, querem que todas as mulheres tenham hipótese de experenciar o aborto, porque para eles o aborto é bom pelo aborto. O bebé morto é apenas um bónus.
    Não têm mesmo nenhum motivo para defender o direito ao aborto, apenas o amor que sentem pelo aborto.
    Aborto, aborto, aborto.

    Gostar

  11. BELIAL's avatar
    BELIAL permalink
    25 Janeiro, 2014 16:44

    NACIONAL-SINDICALISMO…safa…

    Gostar

  12. Hawk's avatar
    Hawk permalink
    25 Janeiro, 2014 16:53

    As praxes são um excelente caldo de cultura para Mafias e Fascismos florescerem. Por alguma razão Coimbra era noutros tempos um autêntico viveiro de quadros do regime. Nos anos 60 andava por lá um tal Pais que era um praxista psicopático que nunca se formou. Passados alguns anos apareceu como sub-inspector da PIDE em Angola onde ficou conhecido pela forma “eficaz” como interrogava os patriotas africanos.

    Gostar

  13. Vivendi's avatar
    Vivendi permalink
    25 Janeiro, 2014 17:03

    Praxe, uma tortura socialista?
    Na minha experiência acadêmica universitária nas primeiras semanas de Universidade fui inevitavelmente confrontado com a praxe.

    Recordo-me que fui abordado repentinamente e me perguntaram se eu era novo na universidade.

    Respondi que sim e logo de seguida o sujeito interrogador me ordenou que olhasse para o chão.

    Eu na mesma hora respondi que tinha um sentido muito grande de liberdade e que não fazia parte de mim me subjugar a tais ordens.

    E ele me disse: “Então és anti-praxe”.

    E eu respondi: Eu não sou “anti-nada”, já agora qual é o teu nome e me apresentei também. O moço sem perceber muito bem ainda a minha atitude lá se pôs ao fresco e nos primeiros tempos o pessoal me sondava para ver se eu alinhava na praxe. A minha posição manteve-se irredutível pois não compreendia a subjugação a ordens superiores sem qualquer engrandecimento espiritual.

    Apesar de todos estes pressupostos passei momentos da minha vida acadêmica a conversar com o Dux (coisa que muitos caloiros tinham receio em fazer), fiz muitas amizades dentro da tuna feminina na U (assistia aos ensaios e ia ver alguns espetáculos) e convivia em jantares e noitadas organizadas pela comissão de praxe da U. Mas nunca fui praxado nem senti vontade em praxar alguém.

    E com o passar do tempo e de histórias sórdidas os portugueses estão agora finalmente a descobrir que as praxes se assemelham a um modelo de coletivização que não anda muito longe do nazismo, fascismo e do comunismo. Assim não admira que sejam os próprios socialistas os primeiros a se investirem de tiques proibicionistas na tentativa de reprimir tais excessos quando na verdade, cabe é a cada um de nós, indivíduos, conseguir manter o sentido e o discernimento de liberdade com o respeito ao próximo e à comunidade.

    Gostar

  14. Vivendi's avatar
    Vivendi permalink
    25 Janeiro, 2014 17:05

    Querer comparar as praxes de hoje com o o tempo do estado novo é outra anedota. As praxes de hoje são mais parecidas com a seita maçônica.

    Gostar

    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      25 Janeiro, 2014 17:10

      Ninguém comparou praxes de hoje com praxes do Estado Novo. O que diz é que apesar de um período sem “tradições académicas”, lá se ressuscitou algo que nunca tinha existido no pós-25/4.

      Gostar

      • Duarte de Aviz's avatar
        Duarte de Aviz permalink
        25 Janeiro, 2014 18:21

        Não sei se alguém já terá investigado e/ou escrito sobre o resurgimento das “praxes” na universidade depois de 74 mas parece-me que há um aspecto que não tem sido referido. Pelo menos em Coimbra as ditas tradições académicas foram restauradas com um claro intuito político relacionado com a ascensão do PPD/PSD como uma força política capaz de obter uma maioria para governar. Quando deixou de servir os interesses políticos que estiveram na origem da restauração e a explosão do universo universitário (mais escolas e muito mais estudantes) ficou totalmente fora de controle e exposta ao lado negro da natureza Humana. Como as Universidades se tornaram em capoeiras de “estudantes” temo que ainda iremos ter muitas manchetes de jornais com tragédias como a do Meco por mais uns anos.

        Gostar

      • Vivendi's avatar
        Vivendi permalink
        25 Janeiro, 2014 19:52

        Entendi Vitor.

        Gostar

  15. EMS's avatar
    EMS permalink
    25 Janeiro, 2014 17:08

    «Como os movimentos de abolição da tourada, que negam a violência contra animais enquanto promovem o aborto»
    As coisas que este homem descobre. Há um “movimento anti-touradas promotor do aborto”

    Gostar

    • carlos's avatar
      carlos permalink
      25 Janeiro, 2014 17:30

      Nunca promoveste o aborto?
      Eu já falei com pessoas de esquerda e eles promovem abortos da mesma maneira que se promove uma discoteca.
      “Traz uma amiga e recebes um aborto de graça.”

      Gostar

      • carlos's avatar
        carlos permalink
        25 Janeiro, 2014 17:36

        E a música em clínicas de aborto é tal e qual a de discotecas, com as mesmas letras de propaganda esquerdista: “Mata bebés, não mates bois, os paneleiros são boas pessoas, pois.”
        Até vês lá miudas a dançar com o feto a arrastar pelo chão.

        Gostar

      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        25 Janeiro, 2014 17:38

        As clínicas de abortos são os hospitais públicos. O aborto é comparticipado a 100%.

        Gostar

      • carlos's avatar
        carlos permalink
        25 Janeiro, 2014 17:46

        Típica gentalha esquerdalha… dizem que oferecem um aborto de graça quando o aborto já é gratuito.
        Sempre a mesma merda.

        Gostar

    • Churchill's avatar
      Churchill permalink
      25 Janeiro, 2014 17:33

      Sim EMS, muitos dos ativistas estão nesses dois grupos em simultâneo.
      Podem estar em dois ou mais grupos, mas são os mesmos.
      Pode perceber ou assobiar para o ar.

      Gostar

  16. licas's avatar
    licas permalink
    25 Janeiro, 2014 17:42

    Vivendi disse:

    _____cabe é a cada um de nós, indivíduos, conseguir manter o sentido e o discernimento de liberdade com o respeito ao próximo e à comunidade.______

    HÁ FRASES QUE SUA QUALIDADE INTRÍNSECA
    TÊ DE SER SUBLINHADAS ____________

    Vivendi, peço-lhe desculpa pelo meu atrevimento.

    Gostar

  17. Piscoiso's avatar
    25 Janeiro, 2014 17:51

    Vasco Pulido Valente vai ao ponto de comparar certos procedimentos praxistas à máfia, como a ameaça que anda a ser feita na net a quem falar sobre o que aconteceu no Meco.
    De um ritual iniciático mais ou menos festivo, à criação de situações humilhantes e de perigo de vida, vai toda uma diferença entre o saudável e o doentio.

    Gostar

  18. carlos's avatar
    carlos permalink
    25 Janeiro, 2014 17:59

    Os putos anti-praxe são todos esquerdalhas, o que me leva a acreditar que o Vítor é um esquerdalha no armário. Provavelmente paneleiro no armário também.

    Gostar

  19. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    25 Janeiro, 2014 18:17

    Dizer que praxe é uma tradição do Estado Novo é um disparate.
    A praxe existe na Universidade de Coimbra desde o século XVIII.

    Gostar

    • Pedro Santos's avatar
      Pedro Santos permalink
      25 Janeiro, 2014 18:23

      Lá está. Aliás, o Estado Novo era avesso à este género de actividades. Assim como a I República (até 1919).

      Gostar

    • zazie's avatar
      25 Janeiro, 2014 22:27

      Desta vez falaste acertado. Esta malta não sabe nada e papagueia a patranha que é do Estado Novo.

      Gostar

      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        25 Janeiro, 2014 22:34

        Zazie,

        Talvez – admito – não tenha sido claro. Não pretendi dizer que as praxes são do estado novo e sim que a partir dos anos 80 várias coisas que não eram bem vistas por terem sido práticas existentes no estado novo regressaram. O ponto é que no pós-revolução, depois da euforia reformista, tudo regressa ao que é. A tradição vem ao de cima, seja boa ou seja má. O ponto é também que os socialistas e revolucionários de hoje são os fascistas de ontem.

        Primeiro rejeita-se, depois regressa. É sobre isso o post.

        Gostar

      • zazie's avatar
        25 Janeiro, 2014 22:42

        Não regressou. O Vitor não está a par desse passado. As praxes e a tradição das repúblicas vem do jacobinismo.

        Foi com o Marquês, foi com os republicanos e foi também nos anos 70 como confrarias de conspiração esquerdista.

        O Estado Novo está a leste de tudo isto. O que v. refere e que tem um fundo comum é outra coisa- é a tradição do mannerbund.

        Gostar

      • zazie's avatar
        25 Janeiro, 2014 22:45

        No Estado Novo nem se permitia praxes minimamente parecidas. Havia outra coisa- a tradição de Coimbra. Mas era coisa cool e estes ritos iniciáticos com secretismo são outra coisa- são maçónicos

        Gostar

      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        26 Janeiro, 2014 00:06

        Não está em causa a génese, está em causa a absorção do novo burguês por um passado que rejeitava antes de ascender a aquilo que o permite agora abastardar.

        Exactamente por isso as práticas de praxes mais idiotas são as de universidades privadas que não podem sequer falar de “tradição”.

        Não é muito diferente do neo-fascínio parolo pelo fado que se vai vendo.

        O post não diz que a praxe nasceu no estado novo, assim como não diz que o fado e o futebol nasceram.

        Gostar

      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        26 Janeiro, 2014 00:10

        O comentário acima do Duarte de Aviz está corretíssimo. O único que conheço, aliás, meu amigo, era do CDS. Mais tarde começou a militar no PSD onde ainda hoje se encontra.

        Gostar

      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        26 Janeiro, 2014 00:12

        “Pelo menos em Coimbra as ditas tradições académicas foram restauradas com um claro intuito político relacionado com a ascensão do PPD/PSD…”, do Duarte de Aviz.

        Gostar

  20. fado alexandrino's avatar
    25 Janeiro, 2014 18:34

    Excelente post acompanhado de boas intervenções.
    O que me impressionou nos pais que ontem a TVI apresentou foi desconhecerem por completo o que é que a filha andava a fazer.
    Calculo que os outros estão nas mesmas condições.
    Há um filme
    que todos deviam ver e que explica como é que se paga num bando de irreverentes e criando o sentimento de grupo elitista se transforma o mesmo num bando de nazis/socialistas/comunistas/praxistas (risque o que não lhe interessar).

    Gostar

  21. miguelmadeira's avatar
    25 Janeiro, 2014 18:34

    Isto pretende ser uma paródia aqueles textos pós-estruturalistas?

    Gostar

  22. Vivendi's avatar
    Vivendi permalink
    25 Janeiro, 2014 20:01

    Leitura complementar:

    In Illo Tempore: praxes e maçonarias em Coimbra no sec. XIX

    http://portadaloja.blogspot.com/2014/01/in-illo-tempore-praxes-e-maconarias-em.html

    Gostar

  23. Expatriado's avatar
    Expatriado permalink
    25 Janeiro, 2014 20:01

    Hoje, apos ouvir o ultimo discurso do inseguro deu-me para ser caridoso para comos pobres de espirito extra-terrestres e mostrar-lhes que, tal como os marcianos, precisam de mudar de “discurso”. Aqui vai mais um pouco de Historia….

    http://portadaloja.blogspot.pt/2014/01/o-passatempo-favorito-da-esquerda.html

    Gostar

    • Expatriado's avatar
      Expatriado permalink
      25 Janeiro, 2014 20:04

      “A Esquerda portuguesa não fossilizada tem um passatempo favorito: reinventar o “sonho”, procurando sempre novos caminhos por atalhos velhos.
      Em 15 de Março de 1986, inebriado com a vitória do “candidato dos pobres”, Mário Soares, o Expresso dava meia dúzia de páginas a algums próceres da ideia de Esquerda para se pronunciarem sobre os “novos caminhos”, o que em épocas anteriore aliás já haviam feito.”

      Gostar

  24. @!@'s avatar
    @!@ permalink
    25 Janeiro, 2014 21:10

    Não subscreve o que transcreveu de Rolão Preto?
    “A praxe é um mero ritual de iniciação na tribo fascista: hierarquia, poder, humilhação e ostracização dos enjeitados como a cola de uma sociedade que não compreende o conceito de liberdade individual.” Plenamente de acordo.
    Poderia começar pelo ritual do baptismo.

    Gostar

    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      25 Janeiro, 2014 21:13

      Foi humilhado e sentiu ostracização por falta de baptismo? Ou é uma comparação à tradição milenar da latada?

      Gostar

      • @!@'s avatar
        @!@ permalink
        25 Janeiro, 2014 22:42

        Depreendo que foi baptizado. Foi boa a iniciação ao libertarismo?

        Gostar

    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      25 Janeiro, 2014 21:15

      Ah: e não, não subscrevo o que escreveu Rolão Preto. Mas podia. Apesar de não ser o caso.

      Gostar

    • Expatriado's avatar
      Expatriado permalink
      25 Janeiro, 2014 22:05

      Os rituais das crianças “pioneiras” sao uma joia….

      Gostar

  25. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    25 Janeiro, 2014 21:21

    O desconhecimento às vezes é benéfico. Se a Jane Goodall soubesse que havia destas coisas na Europa, se calhar nunca teria ido estudar os gorilas para África. Ganhava-se uma obra ordinária, mas perdia-se uma obra extraordinária. 😉

    Gostar

  26. licas's avatar
    licas permalink
    25 Janeiro, 2014 21:27

    Em Lisboa , nos anos 50-60 não havia praxe académica, nem capa-batinas
    pelo menos na FCL e IST.
    Já no Liceu, anos 50, levei uns *caldos* dos mais velhos : AGUENTA . . .

    Gostar

  27. zazie's avatar
    25 Janeiro, 2014 22:26

    Aqui, para quem quer aprender em vez de papaguear palermices.

    http://portadaloja.blogspot.pt/2014/01/in-illo-tempore-praxes-e-maconarias-em.html

    Gostar

  28. BELIAL's avatar
    BELIAL permalink
    25 Janeiro, 2014 23:58

    Se bem me lembro: as praxes académicas eram levadas a cabo pelos mais grunhos (que geralmente já faziam barbaridades no liceu)
    Isto há poucos decénios
    Não me custa a crer, que tivesse SIDO sempre assim.
    Conheço muitos que não se lhe submeteram: o que só os abona.

    São macacadas de um mau gosto e patético constrangedor.
    Pretexto para parvalhões abusarem de aparvalhados.
    Ao assistir a algumas delas, pelas ruas, sinto vergonha retroactiva…
    Talvez pelo despautério satisfeito dos praxantes…

    Gostar

  29. BELIAL's avatar
    BELIAL permalink
    26 Janeiro, 2014 00:17

    Coisa curiosa: alguns dos mais parvalhões praxistas, subiram nas jotas e vários pularam a secretários de estado.
    Saibam quantos esta lerem…(cala-te boca)

    Gostar

    • Expatriado's avatar
      Expatriado permalink
      26 Janeiro, 2014 00:26

      Um ate’ foi eleito para a camara de Loures….

      Gostar

      • jojoratazana's avatar
        jojoratazana permalink
        26 Janeiro, 2014 01:41

        Olha que ainda um dia, vais ter de provar os teus boatos.
        Como aquele que contava aquelas mentiras, sobre o Manuel Alegre.
        Boateiro.

        Gostar

      • Mario Braga's avatar
        26 Janeiro, 2014 23:21

        ESSE NÃ É AQUELE CU PINHO DIZIA QUERA CORNO?

        Gostar

  30. tamal's avatar
    tamal permalink
    26 Janeiro, 2014 01:45

    Eusébio, Amália e Capas Negras, que Pulido Valente traduz por padres, vestidos à Idade Média, de padres, e vai dar à sigla dos fff, de fátima, futebol e fado, em três tempos, mesmo atraso .
    http://www.publico.pt/sociedade/noticia/praxes-igual-a-mafia-1620969

    Gostar

  31. JgMenos's avatar
    JgMenos permalink
    26 Janeiro, 2014 01:57

    O novo exercício da esquerda é encostar a praxe à Direita!
    Ora Direita é antes demais responsabilidade individual e culto de élites.
    Ora as novas formulas de ridículo e humilhação pública, continuada e exagerada, parece-me muito revolucionária e próxima da sempre presente pulsão da ralé, que quando sobe logo humilha quem desce, fica para trás, ou chega mais tarde.

    Gostar

  32. Buiça's avatar
    Buiça permalink
    26 Janeiro, 2014 02:19

    Vou assumir que se esteja a candidatar a bolsa da FCT para não ter que comentar a sério a curiosa ligação entre aborto e touradas ou a mirabolante teoria de que os rituais de iniciação em tribos que existem desde que há tribos têm todos origem no regime político que vigorou em Portugal metade do sec XX.
    Um rito de iniciação numa tribo pode ser uma festa de boas vindas, uma jantarada especial, uma brincadeira, um exame dificílimo na primeira aula de todos os caloiros, com a cumplicidade do professor. Ou pode ser algo bem pior, de mau gosto, ilegal ou mesmo criminoso.
    Bom senso é saber punir o crime sem caír na tentação de restringir liberdades. A Praxe inofensiva, voluntária, é uma liberdade como outra qualquer. O “Fascismo” também não sei o que é, basta ver as secções de comentários para perceber que cada um enfia na palavra o que quer que khe ocorra que devia ser proibido, outra burrice.
    Cumps,
    Buiça

    Gostar

    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      26 Janeiro, 2014 09:28

      Numa pequena cidade de interior abriu uma casa de tatuagens. Isto aconteceu porque no neolítico a malta já pintava o corpo, não porque nos anos 00 surgiu em força a transferência para a burguesia do “olhem como eu sou rebelde” através da homogeneização.

      Como disse lá em cima, e com umas aspas na palavra tradição no próprio texto, ninguém disse que as praxes surgiram no mundo ocidental com o estado novo.

      O que se diz é que o que está moribundo na classe A acaba por ser adoptado pela classe B.

      Hoje até tem uma mais gira, que é a adopção do conceito de descamisados pela geração lol dos smartphones.

      Curiosamente, o futebol também não apareceu no estado novo.

      Gostar

      • Buiça's avatar
        Buiça permalink
        27 Janeiro, 2014 11:17

        Enfim, a parte relevante era o não punir/proibir tradições ou chavões, mas sim o que seja crime ou atentado à liberdade de cada um. O resto eram figuras de estilo, provocação.
        Mas sim, a cátia vanessa tatua-se porque alguém na casa dos segredos a convenceu de que era boa ideia, esse alguém fê-lo porque gostou das tatuagens do Quaresma, que tem um amigo cigano especialista no sector, que por sua vez tinha um primo nómada que muito provavelmente se começou a pintar inspirado nos seus antepassados neolíticos. Não entendo porque paramos sempre na cátia vanessa para camuflar o preconceito. Que se pintem à vontade. A Evolução não funciona por osmose, se for má ideia os netos da cátia já pensarão diferente.

        Gostar

  33. BELIAL's avatar
    BELIAL permalink
    26 Janeiro, 2014 11:26

    Piercings e tatuagens: óptimas para marcar gado.
    Indispensáveis, no mercado de emprego.
    Grande melhoramento civilizacional.

    Gostar

  34. Salvador's avatar
    Salvador permalink
    26 Janeiro, 2014 12:45

    Praxes “trademark” Estado Novo” ?!!
    Mas já ninguém lê , por exemplo, Eça ?

    Gostar

  35. um judeusito's avatar
    um judeusito permalink
    26 Janeiro, 2014 17:30

    Falando do tal porta da loja, é sempre giro quando o assunto resvala para a homossexualidade… que aqui >

    http://portadaloja.blogspot.pt/2014/01/in-illo-tempore-praxes-e-maconarias-em.html?showComment=1390683797231#c2429465149509363650

    se descobre ser invenção de judeus e mouros. O resto da população ia lá fazer essas coisas, de gays a fressureiras, ehee 😉
    Mas concordo que haja provas que era tudo cenas de judeus. A Inquisição, nas suas suaves indagações, o fez saltar da boca de hereges judeus. Foram muitas as confissões.

    Gostar

    • zazie's avatar
      26 Janeiro, 2014 21:51

      Pois é verdade. Se desconheces essa lírica, azar o teu.

      Se desconheces as acusações da Inquisição, azar o teu.

      A Inquisição perseguia, pois. Mas não inventava.

      Gostar

      • um judeusito's avatar
        um judeusito permalink
        26 Janeiro, 2014 22:17

        Desconheço muitas coisas, reconheço.
        Essa lírica que diz que foram os judeus que inventaram a Sodomia (donde virá este termo?? donde ? ) é uma delas. Mas o que conheço leva-me a dar-lhe razão.
        A Inquisição perseguia, é certo. Mas não inventava.

        Foi graças a ela , que foi descoberta uma quantidade enorme de gente Bruxas e Bruxos, que faziam cada coisa, que era de meter os cabelos em pé.
        Pessoas transformada em vacas, outras em serpentes, entre outros feitiços, e de que nos livraram. Obrigado.

        Gostar

    • zazie's avatar
      26 Janeiro, 2014 21:54

      E o que acabas de dizer é um sofisma. O facto de haver mais homossexuais em nada altera a realidade das trovas homo-eróticas mouriscas e judaicas, como em nada altera as acusações sobre cristãos novos recaírem em actos de sodomia.

      Gostar

      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 21:56

        Não há poesia trovadoresca cristã que se afirme homo-erótica, Mas existe essa tradição peninsular entre mouros e judeus. Isto até está mais que estudado academicamente e nem vou perder tempo com analfabrutos.

        Gostar

      • und's avatar
        und permalink
        26 Janeiro, 2014 22:31

        o gama analfa pá?

        é da geração rasca e tirou curso no ISTÉQUÉ…

        AMIGO EM BERDADE TE DIGO….

        Gostar

      • um judeusito's avatar
        um judeusito permalink
        26 Janeiro, 2014 22:33

        Incrível é a origem desconhecida desse termo “Sodomia”.
        Donde virá ? Donde?
        Se fosse algo de critico no Antigo Testamento, a gente podia safar os Judeus de mais uma acusação… ainda por cima com a Chancela da Inquisição, que dizia sempre a verdade.
        Mas não se sabe donde vem essa palavra “sodomia”…… paciência.

        De qualquer forma, como a Inquisição não inventava, e sabe-se que é verdade, os seus suaves métodos de Inquirir, eram precisamente para quê? Para que os acusados confessassem a verdade !!! Confessassem as acusações.
        Cá está.

        Daí, a célebre “quadratura do circulo”.

        Gostar

      • um judeusito's avatar
        um judeusito permalink
        26 Janeiro, 2014 22:47

        Até se sabe que os Culpados são os judeus, mas essa “quadratura do circulo” de que a Inquisição não mente e todas as acusações são verdade, pois foram feitas por pessoas Santas, restando aos acusados confessarem, sob suaves métodos, deu origem a quê?

        Não sei… (riscar o que não concordar, acrescentar o que quiser)

        Lembro-me da Pide , mas não. Da Stasi, mas não. Do KGB, mas também não. Da CIA e de Gitmo, mas nem pensar. Do Pinochet, nhaaa, nem da Argentina Fasço-liberal. Todos tendo os seus “santos” que diziam sempre a verdade acusatória, uns mais que outros, que apenas exigia que se disse-se a verdade da acusação. Já a GESTAPO nem se dava ao trabalho de julgar ninguém.
        Já sei. Deu origem à Mossad, e aos seus soros da verdade, pois na realidade queriam saber onde estavam bombas e catano, e não andar a brincar aos círculos e quadrados. E à PJ e outras policias menos sérias. Foi a isto que a Inquisição deu tantos contributos

        Gostar

      • Mario Braga's avatar
        26 Janeiro, 2014 23:20

        E GOMORRIA QUE É MUITO PIOR PARA O CORPO E A ALMA….

        NO MECO AINDA HOJE OS PRATICANTES DA GOMORRIA SÃO AFOGADOS PELO SENHOR

        CNNMoney)

        Venture capitalist Tom Perkins came under fire after publicly comparing the experience of wealthy Americans to a deadly Nazi campaign that preceded the Holocaust.

        “Writing from the epicenter of progressive thought, San Francisco, I would call attention to the parallels of fascist Nazi Germany to its war on its ‘one percent,’ namely its Jews, to the progressive war on the American one percent, namely the ‘rich,'” he wrote, opening a letter to the editor of the Wall Street Journal.

        “This is a very dangerous drift in our American thinking. Kristallnacht was unthinkable in 1930; is its descendent ‘progressive’ radicalism unthinkable now?” he concluded

        BOMBAS E CATANO?

        Gostar

  36. zazie's avatar
    26 Janeiro, 2014 21:52

    Quanto à treta da maçonaria nada ter a ver com a tradição das praxes académicas, também era engraçado que contassem de que nasceu a Carbonária e a partir de quando as residências estudantis de Coimbra passaram a chamar-se “repúblicas”.

    É só coincidências de folclore, como diz o Vítor.

    Gostar

    • und's avatar
      und permalink
      26 Janeiro, 2014 22:33

      A PRAXE É REALIZADA COMO RITO DE PASSAGEM

      SEJA NO EQUADOR A GRUMETES

      SEJA NOS CONSTRUTORES DE CATEDRAIS

      SEJA NO EXÉRCITO AOS RECRUTAS

      OU NOS OURIVES NOS CALDEIREIROS

      ATÉ HÁ PRAXES NOS CAÇADORES DE GAMBUZINOS

      Gostar

      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 23:22

        Está calado e não copies. A maçonaria académica está na base da Carbonária e é dela que vem o nome das Repúblicas estudantis. E mais cedo do que até se diz:

        Aqui: http://triplov.com/herberto_helder/Palacio_da_Loucura/index.htm

        Gostar

      • um judeusito's avatar
        um judeusito permalink
        26 Janeiro, 2014 23:25

        Já quanto aquele Filipe o Belo (cof cof), que fez também acusações verdadeiras, mas desta vez contra cristãos , Templários de seu nome, que ganhou ele com isso que não dizer a verdade ?

        Uns Castelitos, terrenos imensos, umas fortunas em jóias de guerras e heranças, etc, desses que inventaram tanto do que veio a ser a Banca, como os cheques etc. (não foram judeus, porra). Há quem diga que Filipe o Feio, até devia dinheiro aos Templários (usura), e com as suas acusações, lhes deixou de dever…

        Mal mal, fizeram os nossos Reis digno desse nome, que por cá não ligaram a tanta acusação, mantiveram a Ordem dos Templários, mudaram o nome para Ordem de Cristo (como em Tomar, pois… ), e iriam fazer os descobrimentos, com a ajuda de… uns judeus, como o Pedro Nunes e outros.

        Desgraçada gente, esses reis que fizeram os Descobrimentos 😉
        E desgraçada terra nossa, essa Tomar dos Templários, aonde por mais tempo se manteve a Sinagoga, etc. Pois eram pessoas que se davam umas com outras, mesmo umas sendo cristãs e outras judias.

        Gostar

      • und's avatar
        und permalink
        26 Janeiro, 2014 23:43

        SI E DEPOIS AS COUSAS EBOLUEM NÉ….

        JÁ AGORA A ÚLTIMA TOURADA EM…..É UM RITTO DE PASSAGE?

        QUE INTERESSA A ORIGEM E O RITUAL

        OU OS CLUBES SECRETOS DE MUMADONAS DE AVENTAL

        Poe’s explanation of the process of writing is so rigidly logical, however, that some have suggested the essay was meant as a satire or hoax.

        The three central elements of Poe’s philosophy of composition are:

        Length[edit]
        Poe believed that all literary works should be short. “There is”, he writes, “a distinct limit… to all works of literary art – the limit of a single sitting.” He especially emphasized this “rule” with regards to poetry, but also noted that the short story is superior to the novel for this reason.

        Method[edit]
        Poe dismissed the notion of artistic intuition and argued that writing is methodical and analytical, not spontaneous. He writes that no other author has yet admitted this because most writers would “positively shudder at letting the public take a peep behind the scenes… at the fully matured fancies discarded in despair… at the cautious selections and rejections”.

        “Unity of effect”[edit]
        The essay states Poe’s conviction that a work of fiction should be written only after the author has decided how it is to end and which emotional response, or “effect,” he wishes to create, commonly known as the “unity of effect.” Once this effect has been determined, the writer should decide all other matters pertaining to the composition of the work, including tone, theme, setting, characters, conflict, and plot.

        AND CON PLOT….HERBERTO O ELDER? ISSO NÃ É MORMON?

        Gostar

Trackbacks

  1. A Barbie inventou as tatuagens | BLASFÉMIAS

Deixe uma resposta para Vivendi Cancelar resposta