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A Barbie inventou as tatuagens

26 Janeiro, 2014

tattooed-barbieVai ali uma confusão interessante nesta caixa de comentários sobre as praxes, como se tivesse sido afirmado que praxes e trajes académicos fossem criação exclusivamente portuguesa e com génese no Estado Novo, eventualmente exportados para o resto do mundo. Isso é a interpretação preguiçosa, como acreditar no PEC 4.

As tatuagens são BEM anteriores ao fim do século XX. “Bem” como em séculos. O historicamente recente regresso da moda de tatuagens, independentemente da génese destas, é uma apropriação do mainstream em nome da expressão de individualidade (através da homogeneização!) de práticas em grupos fechados e com significado próprio (militares, marinheiros,…). Não é um regresso à identificação lusitana pela sua herança celta.

No caso das praxes, após o 25 de Abril, Lisboa e Porto não eram percorridas por grupos de jovens pintados seguindo indivíduos trajados envergando colheres de pau. O regresso das praxes ou a sua criação (chamei-lhe tradição com aspas) em locais onde tal nunca existiu (todas as privadas são um exemplo) indicam, como dizia no texto, a abolição do complexo de adopção de algo que pudesse ser identificado como prática durante os anos de Salazar. Sublinho: haver trajes académicos em 1950 não significa que foram criados em 1940.

Mais ainda, o texto diz que hoje em dia a retórica fascista está bem em voga por aqueles que têm “os valores de Abril” sempre na ponta da língua, isto apesar de o fascismo não ser uma invenção do 25 de Abril. Nesse aspecto, a caixa de comentários é, como previsto, um bom exemplo.

77 comentários leave one →
  1. zazie's avatar
    26 Janeiro, 2014 10:54

    Mas a “retórica fascista” não é a das praxes e, muito menos, a das iniciações que as comissões de praxes praticam.

    A confusão é esta. Não há fascismo nenhum, nem sequer no folclore das praxes. Há cada vez mais é outra coisa- espírito de seita e labreguice.

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      26 Janeiro, 2014 11:01

      A retórica fascista é a dos abrilistas-relativistas: culto de personalidade (Sócrates, Soares), declaração da morte da democracia, acção/manif/protesto, critica materialista, unidade (“vamos unir as esquerdas”), império (“a Alemanha quer colonizar isto”), critica à plutocracia (“n% têm 80% do dinheiro!”), etc.

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      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 11:05

        Ah, sim. Claro. Mas a escardalhada é ateia, tem de ter deuses partidários.
        E sim, só funcionam em matilha.

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      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 11:17

        Mas ninguém lhe diz que esta malta é a mesma.

        As praxes não são folclore nem de esquerda nem de direita- são coisas de labregos que tendem a ser cada vez mais labregos desde que se criou o ensino igualitário para tudo ser doutor.

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  2. zazie's avatar
    26 Janeiro, 2014 10:57

    A confusão está na ideia que isto é um revivalismo como diz o títlulo “Eusébio, Amália e Capas Negras”.

    Ora, se é revivalismo, não é dessa época. Os baptismos nocturnos nem existiam nessa época. As seitas das comissões e os enxovalhos mais secretos também não.

    E isso é que está a acontecer e que até copia literalmente as iniciações e secretismo maçónico (ainda que possa ser por mero folclore).

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      26 Janeiro, 2014 11:05

      Não é, de todo, revivalismo.
      A cópia de iniciações e secretismo maçónico (que creio ser mesmo só folclore) só pode vir da necessidade de criar rituais sem tradição própria.

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      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 11:09

        Não sei se é folclore porque, a verdade, é que os rituais de iniciação são todos demasiado parecidos- a cena do baptismo e morte do iniciado é igual- até os termos que dizem são os mesmos.

        Mas eles nem sabem de onde vem a anormalidade porque isto, quanto a mim, é fruto de outra coisa- da labreguice em que se tornou o ensino.

        São a “elite” criada pelo igualitarismo- a ideia e finalidade dos estudos é ir tudo a doutor. E é por isso que os pais nem se importam, porque sempre é um status andarem vestidos daquela maneira e a perderem tempo com aquelas imbecilidades.

        No caso do Meco uns até já eram licenciados. Pelo que nada tem de semelhante de tradições coimbrãs de Queima das Fitas.

        Isto nem sequer foi em cerimónia pública mas privada e de subida de graus entre os profissionalizados das praxes.

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  3. zazie's avatar
    26 Janeiro, 2014 11:11

    Isto é seita. E não é seita muito diferente das seitas em que andam metidos mais de metade dos que têm poder.

    Anda tu no beija-cu ao grão-mestre e em protecções secretas entre eles.

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  4. zazie's avatar
    26 Janeiro, 2014 11:16

    Mas foi uma tragédias impressionante e o desgraçado que assistiu ao resultado deve ficar traumatizado para o resto da vida.

    Infelizmente são precisas tragédias para que se acorde.
    Porque esta merda é assim, está cada vez pior e as faculdades até gostam.

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      26 Janeiro, 2014 11:18

      Não há nada para as faculdades (principalmente as privadas duvidosas) não gostarem: é a publicitação de tradição que não teriam de outra forma.

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      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 11:20

        Quanto mais chumbarem mais entra. E existem financiamentos para estas comissões de praxes.

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      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 11:22

        E repare- são estas seitas das praxes tal como são as jotas partidárias que já fazem ninho nas escolas logo a partir do ciclo.

        A ideia de estudo e saber foi substituída pela de festa e a única cultura que conhecem é à American Pie.

        Eu até penso que eles já vêm treinados do secundário com todo aquele folclore em que também entram os profs.

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        26 Janeiro, 2014 11:27

        De acordo. Já chegam às faculdades com palavras como “dignidade” e “justiça social”. Por isso é que vejo também as praxes como aberrações de darwinismo social, independentemente da origem deste tipo de rituais.

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  5. BELIAL's avatar
    BELIAL permalink
    26 Janeiro, 2014 11:18

    “Bardamerda pro fascista”
    Pinheiro de Azevedo ao Panteão! 🙂

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    • zazie's avatar
      26 Janeiro, 2014 11:32

      E vá lá ver em que andam metidos os profs que também já transformaram o ensino em imbecilidades de visitas de estudo permanente e relatórios com linguagem de eduquês.

      Anda tudo a imitar a tropa- com estratégias e objectivos a atingir. E os objectivos são sempre atingidos porque todos têm de ter sucesso igual.

      Os objectivos que atingem sempre nas ditas visitas de estudo são o facto de não se terem perdido pelo caminho.

      E parte já acabou porque lhes tiraram a “área projecto”. Mas até os profs têm horas a menos de ensino para fazerem parte de folclores como “departamentos para a comunicação social da escola”.

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  6. zazie's avatar
    26 Janeiro, 2014 11:28

    Agora v. diz coisas erradas no outro post. Associou estas merdas a uma tradição totalitária do Sul (católica) contra a do Norte, prot (à Arroja).

    E é falso. Estas porcarias assemelham-se muito mais a concursos televisivos e a todo o folclore das universidades americanas.

    A esquerda portuguesa, como não tem cultura própria, limita-se a copiar o mainstream mais boçal que os media e filmes labregos divulgam.

    E esta juventude é assim- labrega, à “amaricana-rica”. Nem andam de transporte público- isso é bom para o preto. Só de carro, por causa das auto-estradas à América. Mal entram na faculdade, têm de ter popó, por causa do status.

    Depois matam-se assim, quando não se matam na estrada.

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      26 Janeiro, 2014 11:58

      Creio que também faz sentido o norte/sul. Os protestantes criam regras próprias quando não lhes apetece submeterem-se às regras dos outros. A praxe tem essa aceitação implícita.

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      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 12:19

        Repare- os escuteiros fazem o mesmo. Porque tudo isso foi criado pela maçonaria que é coisa inglesa.

        Mas não vejo qualquer diferença de tradição norte sul nisto. Se há coisa que tende a ser igualitária é a imbecilidade e o fanatismo.

        E estas porcarias funcionam com estes 2 ingredientes.

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      26 Janeiro, 2014 11:59

      E o folclore público (“olhem para mim, estou na universidade”) é sul.

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    • zazie's avatar
      26 Janeiro, 2014 12:21

      Olhe- o pachôco fez crónica jornaleira a dizer que isto é problema de respeito à hierarquia.

      Pois bem. Aposto que ele fez coisas demasiado parecidas com esta merda dos 7 jovens do Meco.

      O Grito do Povo e todas essas seitas marxistas-leninistas eram assim. 3 mecos em que um era o comité central e os outros dois delegados para a para a propaganda das massas.

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      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 12:23

        As seitas da extrema-esquerda funcionavam com lógica idêntica. Em vez de ser em nome das “praxes” era em nome do “partido”.

        E havia tantos partidos quantos revolucionários dissidentes do PCP.

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      • Fincapé's avatar
        Fincapé permalink
        26 Janeiro, 2014 15:32

        Melhor exemplo é Durão Barroso. E chegou longe.

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  7. zazie's avatar
    26 Janeiro, 2014 11:49

    Por acaso, aquilo que mais me impressionou nesta tragédia nada tem a ver com matilha, com coisa de festa e gente a magote da tradição das praxes.

    Foi acontecer em local ermo, praticamente em privado, entre apenas 7 pessoas.

    Isto é que é difícil de controlar porque é literalmente seita. E com relatórios e até assinaturas de declaração de aceitação do risco.

    E depois foi tudo camuflado. Tentou-se encobrir o que se tinha passado e aposto que o sobrevivente nem vai contar que foi mesmo um baptismo nocturno como outros que se fazem nos rios e em vários locais do país.

    Só que esses ainda são mais ou menos públicos e para caloiros, podendo sempre haver quem impeça em caso de perigo.

    Este não- a seita foi de fim-de-semana e tudo aconteceu no maior secretismo.

    Portanto, o “fascismo” e o maralhal a magote do patriotismo nazi ou socialista ou fascista não existe. É mentira.

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    • Hawk's avatar
      Hawk permalink
      26 Janeiro, 2014 12:18

      E ninguém se lembrou de usar um termo jurídico: “crime”?

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      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 12:24

        Creio que juricamente é impossível aplicá-lo.

        Não há crime nem suicídio colectivo. Há imbecilidade de risco que terminou mal.

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      • Hawk's avatar
        Hawk permalink
        26 Janeiro, 2014 12:42

        Eu diria que se aplica cabalmente a figura do dolo eventual. Mas deixo a questão aos juristas.

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  8. tamal's avatar
    tamal permalink
    26 Janeiro, 2014 11:56

    Na, tiques fascistas estão mais com os nababos, aqueles da banca dos partidos do poder, quando resmungam, chefe boss, muito bem, e nunca passolas deu mais ares da face do das botas que o antecedeu, Ao ponto que ainda ontem levou maioria em votação da união partidária eleitoral .

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  9. tamal's avatar
    tamal permalink
    26 Janeiro, 2014 12:05

    “A esquerda portuguesa, como não tem cultura própria, limita-se a copiar o mainstream mais boçal que os media e filmes labregos divulgam.”

    É boa, essa, a esquerda e o meco, só faltava tanta imaginação, se a máfia secreta dessas praxes assenta que nem luva aos parolos das privadas (em francês, retrait) dos bandos dos partidos do poder, há quarenta e pico de anos, que por lá sacam licenças dos padrinhos, a começar da Lusófona e tornar lá…

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    • zazie's avatar
      26 Janeiro, 2014 12:16

      Não me referia ao caso do meco. Foi em resposta ao Vitor Cunha acerca da ideologia de esquerda.

      O caso do Meco é igual à maçonaria. O resto é ao lado. Tem mais umas anormalidades de tropa mas o sentido secreto e os ritos de seita são iguais.

      E assenta aos das privadas porque eles próprios criam teias de compadrio pela mesma via, pelo baija-cu de seita. Foi isso que eu disse no outro post e que provocou tantos descabelamentos.

      Querer meter aqui Estado Novo ou tradição do Estado Novo é que é gigantesco disparate.

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  10. tamal's avatar
    tamal permalink
    26 Janeiro, 2014 12:14

    E fosse uma morte por acidente na recruta e Portugal esganiçava-se de alarido, aqui d’el rei, contra a tropa e suas práticas ancestrais, mas vindo de umas praxes de parolos das privadas (não só), é tal o silêncio intimidatório, mafioso, que, pondo em causa a liberdade individual, ainda visa atemorizar as pessoas e impedi-las de pensar .

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    • EMS's avatar
      EMS permalink
      26 Janeiro, 2014 15:40

      Por acaso a recruta não passa de uma praxe que dura uns meses.

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  11. @!@'s avatar
    @!@ permalink
    26 Janeiro, 2014 12:20

    Se bem compreendo o Vitor está-se a queixar do “mercado” que tem a tendencia a criar movimentos retro ou neo qualquer coisa. A praxe foi reintroduzida para marcar a distinção entre classes (universitários e os outros) e teve o suporte de grupos da direita (CDS). E logo na origem se se sentia a javardice que ali vinha (bastava assistir aos cortejos que eram assim como uma espécie de carnaval orgiástico) e logo ai o mercado entrou em acção (a Sagres é um dos grandes apoiantes das queimas das fitas).

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  12. Hawk's avatar
    Hawk permalink
    26 Janeiro, 2014 12:32

    Cara Zazie, Claro que dizer que foi o Estado Novo que criou as praxes é uma bacorada. Mas que a estruturas de poder do Estado Novo souberam manupulá-las para os fins que lhes interessavam, é um facto. Em Coimbra a praxe não deixou de ser usada como antídoto contra o movimento associativo. Se estudar o recrutamento dos informadores da PIDE na Academia encontrará os mais impolutos praxistas; se investigar os antecedentes dos juízes dos Tribunais Plenários ficará igualmente admirada certamente. E, desculpe que acrescente mas só por mimetismo primário é que se poderá comparar o processo iniciático da maçonaria, que gostemos ou não, tem um poderoso sentido ético, ao espírito da praxe.

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    • zazie's avatar
      26 Janeiro, 2014 12:39

      Pois está muito enganado. Os ritos da maçonaria são iguais. O sentido ético maçónico é tão grande que temos à vista nas fraudes, burlas, corrupções e pedofilias encobertas que são o nosso ex-libris da democracia.

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      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 12:40

        Sois preboste ou juiz, já dizia o outro. Quanto mais sobe mais preboste para tapar.

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      • Hawk's avatar
        Hawk permalink
        26 Janeiro, 2014 13:08

        Não discordo do que tem dito, Z. apenas quis sublinhar que copiar mecanicamente um ritual não conduz à essência que lhe subjaz. O vestir-me de general não faz de mim um general. E nisso, os rituais praxísticos (onde não me consta que haja outro limite ético que não seja o medo de consequências imprevistas) estão muito longe de uma ética maçónica bem entendida. Concordo é que em ambos os casos há um apetite imenso de poder que tem de ser “disciplinado” e aí já vejo semelhanças com as técnicas da mafia: justiça paralela, “omertà”, respeito absoluto pelos “padrinhos”. Atrevia-me a acrescentar que no caso das universidades é uma “carreira” alternativa: se não consegues ingressar no número dos que vencem pelo estudo, podes aspirar a outro círculo de poder, os tais praxistas profissionais. Digo eu. Declaração de interesses: não sou maçon.

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      • tamal's avatar
        tamal permalink
        26 Janeiro, 2014 14:22

        Nem mais .

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  13. zazie's avatar
    26 Janeiro, 2014 12:38

    Não é verdade. Em Coimbra as repúblicas foram antros de conspiração.

    Nada disto tem a ver com as queimas da fita e serenadas coimbrãs.

    Estes baptismos nocturnos são coisa de iniciação e são precedidos do tal julgamento.

    Até nas frases e ritos que dizem como “Morte ao caloiro, o caloiro vai morrer” ão cópia dos ritos maçónicos.

    E tudo isto é secreto, a funcionar em seitas diferentes, com códigos de silêncio e hierarquias de veteranos que já vivem disto.

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    • carlos's avatar
      carlos permalink
      26 Janeiro, 2014 13:21

      >E tudo isto é secreto, a funcionar em seitas diferentes, com códigos de silêncio e hierarquias de veteranos que já vivem disto.
      Se é tão secreto, como sabes isso tudo?
      Obviamente és uma esquerdalha amiguinha das praxes. Volta para Cuba, sua vaca comuna.

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      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 13:59

        <Sabe-se agora porque começaram a contar à conta deste caso.

        De inicio foi tudo disfarçado. Ninguém dizia nada. Os jornais começaram a falar e apareceram logo outros a contar online e a mandar silenciar.

        Mas são baptismos nocturnos, sem a menor dúvida, os ritos são iguais à iniciação maçónica, com o Julgamento, a morte simulada para renascer como admitido na seita ou no grau mais acima. E os graus até têm o mesmo nome.

        Coincidências. só pode.

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      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 14:03

        ò caralho, tu és analfabeto ou quê?

        ahahahaha Esta malta já nem uma frase em português consegue entender.

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      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 14:04

        boi há-de ter sido o desconhecido que emprenhou a tua mãe.

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    • Hawk's avatar
      Hawk permalink
      26 Janeiro, 2014 13:32

      Peço desculpa de voltar à carga, mas antes de mais uma distinção: praxes com objectivos e princípios são inofensivas e existem há séculos em muitas partes do mundo. Agora, verifica-se que muitos aproveitam para se encaixar nesse sistema e utilizá-lo para fins que lhe são alheios. Aí, acho que é do interesse da própria praxe fixar limites e saber defender-se desses abusadores. Quanto a Coimbra, muitas Repúblicas foram, de facto, centros de luta contra o regime, mas não precisaram da praxe para isso. Pelo contrário, sendo frequentemente as Repúblicas comunidades de estudantes de origens humildes (isto é, sem carro, com mesadas mínimas e gastos ultracontrolados) a sobrevivência do grupo não podia ser posta em causa por abusos praxísticos.

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      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 14:01

        Por acaso foram de tal modo centros de luta no passado que até se fez peça de teatro e romance à conta disso. O rancho da Garuncha.

        Isto é muito antigo, já foi muita coisa e agora é assim- as elites do igualitarismo da massificação de doutores tornam tudo mais “igual”.

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      • zazie's avatar
        26 Janeiro, 2014 14:08

        Queria dizer o Rancho da Carqueja e antes desse o rancho do Raio. Sempre houve desacatos e as práticas estudantis foram proibidas por diversos monarcas.

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      • zazie's avatar
  14. A. R's avatar
    A. R permalink
    26 Janeiro, 2014 12:43

    Cara Victor não deve comentar ignorância de labregos. As praxes nos termos actuais são um sintoma da decadência moral da Europa e da juventude no geral: ligar ao “fássismo” só de desnorteados e confundidos perante as “mudanças” que fizeram e já lhe fugiram de controlo. Basta ouvir o vocabulário que usam nas conversas: é uma versão suave do tiro na nuca com que cada comunista sonha desde que não lhe suje o fatinho Armani.

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    • carlos's avatar
      carlos permalink
      26 Janeiro, 2014 13:17

      >decadência moral da Europa e da juventude no geral
      Isto é a pura verdade e suportada por factos. Todos sabemos que o crime e a violência tem aumentado imenso na Europa por causa destes jovens labregos.
      Não tenho fontes aqui, mas acreditem em mim.

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  15. carlos's avatar
    carlos permalink
    26 Janeiro, 2014 13:15

    Basicamente, os jovens são todos uns burros e uns labregos, sem excepção. As outras gerações é que eram inteligentes e independentes.
    A pior geração portuguesa é obviamente a destes jovens: os verdadeiros culpados pelo estado de crise permanente em Portugal.
    Não são competentes em nada, não sabem inovar, não sabem pensar por eles próprios, mal sabem ler ou escrever. Não conhecem nem respeitam arte, não percebem nada de política, acham que merecem um futuro feliz e com oportunidades porque sim, acham que os governos de PS/PSD/CDS são uma merda, acham que os paneleiros são pessoas que merecem direitos, acham que os animais não merecem crueldade, acham que o aborto devia ser obrigatório até para os homens.
    Que nojo, aposto que quando esta juventude asquerosa chegar ao governo vai ser só miséria, corrupção, desemprego e soberania entregada a 3ºs. Coisas que os velhotes nunca deixaram acontecer ao maravilhoso Portugal inovador.

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  16. licas's avatar
    licas permalink
    26 Janeiro, 2014 14:13

    Trauliteiro, trauliteiro é (o recém regressado Jorge Coelho)
    com a lapidar ameaça : Quem se meter com o PS, leva. . .

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  17. licas's avatar
    licas permalink
    26 Janeiro, 2014 14:16

    Agora as *praxes*:
    Em Lisboa nos anos 50-60 (ao menos em algumas Faculdades)
    NÃO HAVIA PRAXES VNEM CAPAS E BATINAS, isso era para Coimbra . . .

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  18. licas's avatar
    licas permalink
    26 Janeiro, 2014 14:19

    Pobre que sempre fui, fiquei de boca aberta com a quantidade
    de automóveis dos alunos do IST) quando eles eram relativamente raros
    na população geral). . .

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  19. licas's avatar
    licas permalink
    26 Janeiro, 2014 14:22

    Pois, pois , foi o fassismo que trouxe as capas e batinas: A Amália .
    Fedor do politicamente correcto . . .

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  20. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    26 Janeiro, 2014 15:08

    Não percebo tanta sociologice à volta das praxes e dos praxistas com tendências desviantes. Eles são assim, principalmente porque é da sua natureza. Mas também são assim, porque as famílias não os educaram para ser diferentes. Mas há outra razão não não me preocupa menos. São assim, também, porque o Estado está mais virado para a defesa dos interesses financeiros do que para a defesa dos interesses dos cidadãos que são, aliás, quem faz eleger os seus representantes. É uma espécie de Estado mínimo. E é também mais uma prova do que resulta com a chamada autorregulação. Havendo um Estado fraco, temos a selvajaria. Não entendo que possa haver dúvidas a respeito disto.

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  21. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    26 Janeiro, 2014 15:22

    Não fales em “Lobo de Wall Street” que o pessoal até se eriça. Eu já conhecia a história. Bem, é isso que dizes “uma sociedade doente e violenta”, com um Estado fraco cuja única finalidade é assegurar os negócios dos seus mandantes. Os cidadãos só contam para lhes garantir a suposta legitimidade democrática que depois de vira contra eles. “É o neoliberalismo, estúpido!”

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  22. fado alexandrino's avatar
    26 Janeiro, 2014 15:22

    Dois excelentes posts com muitas excelentes intervenções.
    E depois?
    O que é que vamos conseguir fazer para mudar toda esta idiotice?
    Uma petição?
    Mais uns posts?
    Presumo que como a espuma das ondas que levaram os filhos daqueles que nada sabiam do que os filhos e filhas andavam a fazer, toda esta indignação vai durar o tempo de aparecer outra indignação um pouco maior ou mais espectacular que as televisões achem que são boas para audiências.

    Nota final.
    A pornografia de mostrar a morte do Feher mais o enterro e toda a choradeira mostra bem ao nível a que as televisões (mais concretamente a TVI) podem descer.

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  23. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    26 Janeiro, 2014 16:34

    Outro tipo de seitas ou de iniciativas individuais autorreguladas por discordância das leis do Estado.
    http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=455991

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  24. Piscoiso's avatar
    26 Janeiro, 2014 16:53

    Porra!
    As praxes não são de esquerda nem de direita.
    E as cerimónias iniciáticas são anteriores à Maçonaria.
    Espírito de seita, sim.
    Rótulos há muitos.

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  25. André's avatar
    André permalink
    26 Janeiro, 2014 20:46

    ” O regresso das praxes ou a sua criação (chamei-lhe tradição com aspas) em locais onde tal nunca existiu (todas as privadas são um exemplo)”. Para além desse bom exemplo das privadas pode-se acrescentar o bom exemplo da Universidade de Lisboa nas décadas de 50, 60. Familiares meus estudaram lá nessa altura e não se lembram de praxes e trajes académicos. Quanto a revivalismos fascistas nas praxes, tem toda a razão, mas felizmente, ao contrário do fascismo, só lá vai quem quer.

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    • Mario Braga's avatar
      26 Janeiro, 2014 21:38

      Ó GAMA O REGRESSO OU O INGRESSO PRESSEPUNHA DESAPARECIMENTO DAS DITTAS CUJAS

      E NEM EM 1975 PARARAM DE RESTO AS PRAXES NÃO ORGANIZADAS OU O BULLYING ATÉ EXISTIA NOS VÁRIOS GRAUS DE ENSINO ANTES DO ESTADO NOVO DURANTE O ESTADO NOVO NO PREC E NO PÓS-PREC

      NINGUÉM SE XATEAVA CUM ISSO PÁ….

      A MIM PARTIRAM-ME DOUS DENTES NO 5º ANO FORAM OS DO 7º AMOCHA CAGENTE É DO SÉTIMO

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      • André's avatar
        André permalink
        27 Janeiro, 2014 07:44

        Pela forma irritante como escreve, se também for assim a falar, percebo que tenha sido vítima de bullying (ninguém tinha paciência para o aturar). Em vez de lhe terem partido “DOUS [sic] DENTES” podiam era ter-lhe inutilizado os dez dedos das mãos, que o seu cérebro já está inutilizado há muito tempo.

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  26. jojoratazana's avatar
    jojoratazana permalink
    27 Janeiro, 2014 01:03

    Amocha é uma coisa, que a grande maioria dos portugueses sabe fazer e bem.
    A análise do porquê de amochar, então é lírica.
    Mas uma amostra excelente, da qualidade dos nabos.

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  27. Justiniano's avatar
    Justiniano permalink
    27 Janeiro, 2014 11:19

    Caro Vtor Cunha, apenas para referir que os Lusitanos não eram um Povo Celta.

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  28. Buiça's avatar
    Buiça permalink
    27 Janeiro, 2014 11:29

    Protesto, novamente, contra a associação obrigatória do conceito de Praxe ao regime do Estado Novo, isso sim uma cedência aos objectivos desse regime.
    Em Coimbra por exemplo há praxes desde há muito séculos.
    Mas toda esta desinformação não deve passar de um plano do Vítor para nos demonstrar como é importante a FCT apoiar investigação em humanidades:

    Click to access 1223990403T2oCN9gi5Xo15HK9.pdf

    cumps,
    Buiça

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      27 Janeiro, 2014 11:32

      Calças boca-de-sino. Em que século foram criadas? Quem primeiro usou?

      A associação aos anos 70 está manifestamente errada, apesar de se terem usado estas coisas nessa década inexplicável.

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      • Buiça's avatar
        Buiça permalink
        27 Janeiro, 2014 12:51

        Ora nem mais, a importancia de conhecermos as nossas raizes sem isso nos impedir de voar – sol na eira e chuva no nabal? Vou ja preparar a candidatura.

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        27 Janeiro, 2014 12:54

        Quando as pessoas só querem ler as vozes na cabeça sai algo assim.

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  29. Francisco Gonçalves's avatar
    Francisco Gonçalves permalink
    30 Janeiro, 2014 18:39

    Capa e batina, bênção das pastas, cortejo… eram coisas exclusivas de Coimbra e que os JOTAS introduziram no Porto nos anos 80… era a chegada da “imaginação” laranja ao poder Associativo… e a substituição da SEMANA ACADÉMICA pela QUEIMA DAS FITAS…
    PRAXES, CLARO E PORQUE NÃO?
    PRAXEM OS POLÍTICOS.

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