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A astrologia ganhou à ideologia

28 Janeiro, 2014

Tema do meu artigo de hoje no DE: Seguro deixou-se enredar na corrente astrológica a que em Portugal se tem chamado análise política: politólogos, sociólogos, ex-presidentes da República, líderes políticos, professores universitários e bispos, levaram meses a garantir não só que o caminho que estava a ser seguido nos conduziria a um desastre como que o país iria viver dias terríveis de contestação. Como a realidade não se rege por aquilo que desejamos – não, o pensamento mágico não funciona – ao não frisar as razões ideológicas para a sua discordância do caminho seguido pelo Governo, Seguro ficou ideologicamente refém do cumprimento das profecias feitas pela sua gente e politicamente dependente não dos resultados conseguidos por si mas sim pelo Governo.

11 comentários leave one →
  1. carlos's avatar
    carlos permalink
    28 Janeiro, 2014 08:17

    Eu quando olho para o Seguro vejo isto:

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  2. Castrol's avatar
    Castrol permalink
    28 Janeiro, 2014 09:32

    Corrente astrológica dos comentadores políticos, também conhecida por corrente burrológica, ou corrente “Abreu dá-me cá o meu”.

    Uma corrente feita à medida de pseudopolíticos como António José Seguro.

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  3. Piscoiso's avatar
    28 Janeiro, 2014 09:57

    Pois é,
    mas não são esses que nos governam.

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  4. josegcmonteiro's avatar
    28 Janeiro, 2014 10:11

    Helena Matos não tarda a emigrar, já vai na corrente astrológica!
    A esfera celeste está a acolher muita gente!

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  5. JgMenos's avatar
    JgMenos permalink
    28 Janeiro, 2014 10:11

    É o destino dos treteiros…

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  6. fado alexandrino's avatar
    28 Janeiro, 2014 10:21

    Nas duas últimas semanas, o Governo, que continua absolutamente paralisado, tem tentado convencer os portugueses de que tudo está a melhorar. Não é verdade. Só se for para os corruptos e alguns (poucos) ricos. Tudo vai cada vez pior. Porque o atual Governo não ousa tocar-lhes. A ministra da Justiça nunca deixou que fossem julgados os grandes corruptos que por aí andam a gozar a vida. São exemplo disso os que tanto ganharam com os bancos falidos, como o BPN, o BPP de Rendeiro e outros mais. E eu também me estou a safar

    Mário Soares hoje no Diário de Notícias

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  7. André's avatar
    André permalink
    28 Janeiro, 2014 10:36

    “…líderes políticos, professores universitários e bispos,” Quer-me aqui parecer que o maior problema são as recentes declarações de um bispo, D. Januário, que diz que os católicos do atual governo português não deveriam comungar. Se isto se estender também aos apoiantes incondicionais do governo, significa que há membros do clero que não consideram pessoas como a Helena Matos ou o por vezes por ela citado César das Neves dignas de comungar, de participar nesse costume da igreja a que eles dizem pertencer e acolher os ideais, ideais como o amor ao próximo. Parece que ainda há, na Igreja Católica, católicos que se lembram desses ideais de Cristo, que a tantos católicos já foram renegados apenas para os pensamentos dos domingos de manhã.
    Já agora Helena, se os politólogos, os ex-presidentes da república e os líderes políticos não se dedicarem à análise política, quem o deverá fazer? Os economistas? Então os economistas não deveriam ser afastados da política, dos assuntos de estado, uma vez que, segundo os liberais, política e economia devem ser duas áreas completamente distintas? Querem lá ver que segundo a Helena, aqueles que neste país podem fazer análise política são os que partilham a cartilha ideológica da Helena? Afinal, parece que o comentário político é uma atividade, que segundo a Helena, não deve ser levada a cabo por bispos, professores universitários, pelos próprios políticos, pelos sociólogos, pelos politólogos (que mais não seriam do que analistas políticos, grande ironia), a atividade política, deve ser levada a cabo, tal qual numa ditadura, sem a participação da sociedade (ou fazendo conferências da sociedade civil à porta fechada), através de maravilhosos tecnocratas. Nem o Salazar foi tão longe nas suas palavras, afinal vivia-se num país tão livre como a livre Inglaterra.
    Está demonstrado na primeira frase do seu texto, Helena, o verdadeiro caráter da direita portuguesa, o povo tem de calar e amochar, enquanto uns quantos iluminados devem retirar do plano público a discussão política, que numa democracia saudável, mais não seria do que a discussão da própria coisa pública, das res publica, como diziam os romanos. Verdadeiramente liberal saiu a direita portuguesa! Depois os comunistas é que queriam instalar uma ditadura…

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  8. F.'s avatar
    28 Janeiro, 2014 10:59

    Mas o caminho seguido não nos conduziu ao desastre e a dias terríveis de contestação? De que país é que nos escreve Helena? Ou de que Planeta? Faça o favor de descer aqui a Portugal se fizer favor e olhe à sua volta, para ver se encontra algo parecido com o paraíso alienado onde vive…

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    • lidia drummond's avatar
      lidia drummond permalink
      6 Fevereiro, 2014 00:41

      A Dona Helena Julio de Matos, não gosta do tipo de homem do Seguro. O tipo dela deve ser mais o Poiares maduro, um verdadeiro CANTINFLAS, baixote, feiote, barba mal semeada, cabelo desgrenhado e fala, fala e fala mas nunca diz nada. é um verdadeiro CANTINFLAS em SU EXCELENCIA. Vejam que se váo divertir muito. A minha falecida mãe adorava Mario Moreno e levava-me pela mão ao cinema Condes a ver este extraordinário cómico que falava como o Maduro e a Dona Helana, estilo picareta falante. Graças vou dou Buda por esta criatura não ser convidada da TV´s ou então náo dei por isso

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  9. @!@'s avatar
    @!@ permalink
    28 Janeiro, 2014 13:18

    Dizia-se que o Reagan antes de tomar uma decisão consultava o seu painel de astrólogos e parapsicólogos. Por cá toda a gente consulta os mercados e diz de sua justiça apesar da economia continuar com os mesmos paradigmas e até pior (uma economia que recua 20 pontos percentuais e mantém os mesmo problemas é impossível estar melhor) do que estava antes dos mercados provocarem a crise. Repare-se que basta um espirro dos mercados, sem qualquer razão aparente, para que o optimismo balance. Olhe é como aquela história do Benfica de Jesus do ano passado que parecia ir ganhar tudo e acabou naquele vale de lágrimas no Jamor.

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  10. JDGF's avatar
    JDGF permalink
    28 Janeiro, 2014 16:51

    Existirá melhor exemplo de astrologia do que falar de um ‘milagre económico’?
    Ou maior dislate ideológico do que falar em ‘normalidade’ (ou numa ‘nova normalidade’)?
    É que meio da ‘confusão’ (de que o Sr. Seguro é também um dos ‘partenaires’), necessitamos – atempadamente – de nos entender. Até porque temos escrutínios à porta.

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