vão-se catar, pá!
A luta de classes estava a ficar monótona. A falta de alternativas ao capitalismo e à sociedade burguesa havia secado as gargantas dos libertadores de povos e dos paladinos das vítimas do grande capital. Grande capital que, aliás, já quase não existe. Os Belmiros e Amorins são cada vez em menor número. Os antigos donos dos bancos ou respondem em tribunal, ou estão presos, ou falidos, ou ambas as coisas. A maioria das grandes fábricas, outrora palcos naturais dessa dialética entre opressores e oprimidos, classe dominante e dominada, senhores e escravos, fechou portas, tamanha foi a intensidade da luta. Os nossos jovens, em quem sempre se deposita a esperança de um mundo mais fraterno e melhor, já não distinguem Marx (Karl) de Marx (Groucho). Na maior parte dos casos, não conhecem um nem outro. E os poucos que os distinguem riem-se mais com o primeiro do que com o segundo.
Quando tudo parecia perdido e a luta começava a deixar de fazer sentido, eis que se revela à humanidade um novo antro de dominância exploradora, uma organização que promove o “assassinato do indivíduo”, que obriga a “obedecer, rastejar, não discutir ordens, não ter amor próprio, não ser gente” e que forma “escravos inertes e ditadores fascistas”. Onde está esse covil de miseráveis? Onde se encontra essa gente nascida para espezinhar o próximo? Que entra na mente e na alma desprevenida de jovens desprotegidos e os transforma em lacaios e serventuários dos seus baixos e reles instintos de dominância? Onde está agora essa ralé que faz marchar a estalos de chicote as novas hordas de oprimidos e explorados?
A resposta é muito simples: na Universidade e nos grupos de praxe académica, como o país esclarecido e bem pensante recentemente descobriu e tem vindo a repetir à náusea, para consolo das boas consciências e das almas sensíveis.
Vão-se catar, pá!

Mas afinal, o que é que os blasfemos querem dos jovens? Bazamos ou ficamos?
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>máquina social de tortura psicológica e física
Ế da única maneira que me consigo vir, não me julguem, ao menos não sou paneleiro.
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O BE propôs uma lei para acabar as praxes violentas.
Um membro do governo do único partido não soci@lista defende as praxes.
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=97806
Estou tão confuso :S
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Nesta occassiao como em tantas outras a ignorancia é tao atrevida.
E isso que só ir a buscar o que anda por lá, só uma clickada e bastou…
Click to access Relatorio_Praxes_Academicas.pdf
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Achas que eu acredito em esquerdalhas?
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Mandá-los catar é pouco…
Eu cá por mim mandava-os de férias para a Sibéria.
Apesar da crise, contribuo com um donativo generoso para fretarem um Tupolev. É que já começa a faltar a pachorra para ouvir tanto BURRO a opinar sobre tudo e mais alguma coisa!
Felizmente temos a televisão por cabo…
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“Os Belmiros e Amorins são cada vez em menor número.”
Não é isso que dizem os jornais:
Veja.
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Os jornais são todos uns esquerdalhas mentirosos.
Ainda bem que os blasfemos vão ignorar o que disseste.
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O relatório do banco suíço UBS é jornalismo?
Vai-te catar, pá!
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O UBS é que é esquerdalha, Então não percebe que tudo o que vá contra aquilo em que os membros menos inteligentes da direita acreditam é esquerdalha? Tem de se lembrar daquela frase do Stuart Mill, sobre as pessoas estúpidas entre os conservadores: “Although it is not true that all conservatives are stupid people, it is true that most stupid people are conservative.” O autor do post faz parte daqueles que são conservadores e são são pessoas estúpidas, o carlos é daqueles que são das pessoas mais estúpidas e, como tal, são conservadores.
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Correção, não é “O autor do post faz parte daqueles que são conservadores e são são pessoas estúpidas” mas sim “O autor do post faz parte daqueles que são conservadores e não são pessoas estúpidas”.
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Este deve ser o tal que, quando vai a marchar em pelotão, é o único que leva o passo certo. Ou pelo menos é o que lhe dizem os progenitores orgulhosos lá em casa. 😉
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A árvore não deixa muitas vezes ver a floresta. Quando se fala em Belmiros, Amorins e Soares dos Santos, também se está a aflorar os postos de trabalho e produção de riqueza que têm criado e não a sua categoria de homens muito ricos, tendo em conta a realidade portuguesa. Nas últimas décadas, só vemos falências e não o aparecimento de grandes empresários.
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Pelo contrário, vemos o aumento do poder dos grandes empresários de sempre. Quanto aos postos de trabalho que criam, são poucos para as fortunas que têm, e são ainda menos quando se diz que há uma diminuição dos custos de trabalho para que eles possam reinvestir na economia e criar mais postos de trabalho. Aliás, segundo o INE, a esmagadora maioria dos postos de trabalho em Portugal são criados nas PME e não por esses grandes grupos económicos, ou seja, esses grandes empresários não passam de grandes acumuladores de fortunas sem que o país tenha capacidade para os manter.
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Este mundo não é perfeito e não precisa a muleta do INE para se saber que em qualquer parte do mundo são as PMEs que empregam mais pessoas, salvo quando os países são socialistas e tudo é de grandes empresas estatais. O remédio seria uma melhor distribuição pelos intervenientes da riqueza criada. O mal não são 3 ou 4 grandes empresários, que actuam em conformidade com as leis, mas um desequilíbrio na distribuição dos lucros, onde, na maioria das vezes, o Estado é o maior papão para manter os privilégios daqueles que se apossaram do aparelho, tenham eles a forma que tiverem.
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A culpa será do estado na medida em que permite a acumulação excessiva de capital por parte daqueles que se apossaram do aparelho, é isso que quer dizer? Está a resumir uma das principais criticas que Álvaro Cunhal fazia do funcionamento do Estado Novo e da sua relação com o grande capital.
Provavelmente queria dizer que o estado come a riqueza gerada para suportar a máquina burocrática, os funcionários públicos. No entanto esquece-se facilmente que não são esses funcionários públicos (muitos deles a ganhar 1000 ou 1500€ por mês, muitas vezes menos, algumas vezes mais) que tomam as decisões políticas. Quem toma as decisões políticas são aqueles que ganham muito dinheiro com elas. No tempo de Cavaco, Guterres e Durão Barroso (e nalguns anos de Sócrates), os construtores civis, agora, com muito mais subtileza, todos os empresários que forçam o estado a aprovar legislação como a flexibilização do mercado laboral ou a redução de salários, que lhes permite “um desequilíbrio na distribuição dos lucros”, sendo que os trabalhadores nada recebem do que produzem (parece que agora até o salário mínimo de 485€ é muito!), enquanto que maravilhosos gestores recebem enormes salários, permitindo na sua gestão, o aumento dos lucros dos acionistas (mantendo os mesmos níveis de produtividade, apenas reduzindo os custos de produção, vulgo, valor dos salários), aliás, muitas vezes esses gestores são da própria família dos acionistas (mas isso não será de espantar).
Agora, o estado falha no seu papel redistribuidor da riqueza? Redondamente. De quem é a culpa? Talvez dos empresários que pressionam as decisões políticas, empresários esses pertencentes aos três ou quatro grupos económicos que cumprem a lei (ou exploram as falhas do sistema legal e os atrasos e prescrições do sistema judicial…). A diferença entre isto e um regime fascista abertamente declarado como o do Estado Novo, é que antes o estado protegia assumidamente os interesses dos grandes empresários, hoje o estado, através de pretensos representantes do povo (eleitos por esse mesmo povo, sempre levado por ações demagógicas, tanto do PSD e CDS-PP, como do PS), protege sem assumir às claras os interesses dos “mercados financeiros”, que mais não são do que grandes grupos económicos, os tais empresários que pressionam as decisões políticas.
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Ainda há dias era a “geração mais bem preparada de sempre”, mas com as novas notícias viraram o disco (cassete?): “universidade forma escravos e opressores”.
Afinal já não são os mais bem preparados?
O filósofo do FCP é que tinha razão: Prognósticos só no fim do jogo.
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Mas esta gente não tem um neurónio pelo menos?
SE calhar são mesmo estupidos?
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Das duas uma, ou não percebi o seu argumento porque sou estúpido, ou foi você que usou menos argumentos do que o meu neurónio único!
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Relembro apenas o Sr.Rui que a praxe este proibida em Portugal.
Foi proibida em 1960 (notar BEM quem governava) e só voltou nos finais dos anos 70.
Logo…..
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Mas porque é que estes tipos de direita têm que ser tão básicos, tão broncos?
Fogo, que miséria de gente!
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Mais uma vez argumentos contundentes, obrigado.
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Só uma ligeira correção, os Belmiros e Amorins não são cada vez menos. Enquanto uns estão cada vez mais pobres, há, milagrosamente, uma classe que consegue amealhar muito mais dinheiro, sendo que o mercado de luxo continua a crescer a olhos vistos (e não é só com os tais angolanos e chineses, mas com muitos portugueses que se alimentam de baixos salários e de nenhum reinvestimento na economia, viva a competitividade!).
Quanto à praxe, a forma mais fácil de resolver o problema seria obrigando todos aqueles que quisessem participar na praxe a prestar serviço militar durante seis meses, acabava-se logo a vontade de praxar.
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Os ultimos tempos, o serviço militar obrigatório era uma praxe continua para alegrar a trupe de recalcados.
A diferença para a praxe nas universidades é que nestas ultimas é opção dos que querem lá estar, nos outros era imposição para os que queriam sair.
.
Mas lá que alguns cromos precisavam de uma temporada nos fuzileiros, parece-me bem
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Mas desde quando é preciso leis para quem não quiser ser praxado?
As leis comuns não chegam?
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“mas com muitos portugueses que se alimentam de baixos salários e de nenhum reinvestimento na economia, viva a competitividade!”
Têm bom remédio façam uma empresa.
Mas como o André é adepto da divisao entre classes, e é adepto da violência para obrigar os outros…
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De maneira nenhuma. Não sou adepto de divisão de classes, simplesmente acho uma utopia negar a sua existência, mas pelo contrário, gostava de viver numa sociedade em plena igualdade onde não existissem classes.
Quanto a violência para obrigar os outros, também não, estou apenas a dizer que se diz que se baixa salários para aumentar a competitividade, enquanto que se baixa salários apenas para aumentar, ironia das ironias, o fosso entre as classes, colocando uns a viver num ambiente faustoso e outros num ambiente sub-humano.
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e o idiota que se lembrou agora de bater nas praxes…
tb andou na universidade?
tb é um fascista e opressor?
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Ontem até a Maria José do MRPP disse cobras e lagartos.
Lá na cabeça dela há as praxes boas e as más, há as capas más e as boas com a cara do Mao, na mesma lógica em que governa as investigações e fugas na Procuradoria.
Eu sou estou a estranhar ainda não haver um artigo do Soares a dizer que a solução é demitir o governo e expulsar o PR
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No México as auteridades fizeram tanto ou tão pouco para controlar os gangues do tráfico de droga que a população farta de se mandada catar levou o dito à letra e foi à cata deles. E agora temos gangues da droga e gangues de milicias. Tal como cá. Havia os gangues da praxe agora também temos os gangues da anti praxe.
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Mas aquilo não era Comunismo/Socialismo !
A FRASE-CHAPA quando a um camarada pomos perante a evidência
do que foram esses tais governos e não têm mais argumentos.
TAMBÉM SE OUVIU semelhante quanto às praxes académicas . . .
NÃO FOI ???
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Só os gajos de esquerda são sensíveis.É um facto.
A maioria da humanidade é o que é (e não devia ser, segundo “os esquerdas humanistas”), porque não está esclarecida ou é muito, muito estúpida.
Há que mudar essa humanidade caída na trampa da exploração nazi-fascista capitalista financeira, industrial, porcaria, caticha, bota fora…
“Os esquerdas humanistas” é que vão abrir o olho à maioria humana, custe o que custar: alah hu akbar!
O homem é bom: mas há que abrir-lhe o olho, tirar-lhe a catarata, fazê-lo ver a LUZ!
É preciso explicar, explicar tantas vezes quantas as necessárias: “tu não está a perceber, isto é da COMPRATIVA!”
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Sempre considerei o regresso das praxes (penso que a partir de finais dos anos 70), algo de anacrónico e um exercício de imbecilização. No entanto, se querem dar-lhes força, é proibirem-nas. Basta que se deem todas as garantias aos que não querem participar e que não as financiem- quem quer festa, paga-a! Mas o que me parece mais grave, é que tudo isto só saltou para as primeiras páginas devido aos acontecimentos do Meco (que até pode nada ter que ver com praxes), quando já outros acidentes graves ocorreram no passado. A partir do momento em que a comunicação social decidiu que havia crime, foi um rodopio de declarações e sentenças, a que não escapou o patético ministério da educação. De facto, só existe o que vem nos jornais, ou é explorado pelas televisões. Lamentável!
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