“Dêem-me um tiro na cabeça” foi uma expressão imortalizada por Fernando Nobre
10 Março, 2014
O João André, de alguma forma, tenta uma critica ao meu post sobre andar na rua com simbologia nazi ou comunista, que representa a morte de milhões de pessoas, contrapondo a estupidez de tal post com símbolos associados a religiões.
Só tenho a agradecer o esforço demonstrado para caracterizar o socialismo-nacional e o comunismo como seitas religiosas. Longe de mim sequer tentar tal coisa.
10 comentários
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Muitas das pessoas, interessadas na análise da situação do país e não só, vão dizendo coisas, pensando que estão a descobrir novos caminhos. Às vezes, umas acertadas, outras, autênticos disparates, mas têm o rótulo de serem novas. A desorientação dá nisto. No final, o resultado é sempre igual a zero, porque ninguém liga a estes desabafos, porque o barco está a afundar-se e vai levar, tanto a tripulação, como os passageiros.
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Os pressupostos do comunismo, desprovidos de qualquer adesão à realidade, só podem ser encarados enquanto dogmas apenas justificados através da fé professada diariamente pelos seus acólitos, os Mários Nogueiras e os Armérnios Carlos desta vida.
Quem diria: os comunistas, irascíveis ateus, são eles próprios um epíteto religioso — os idealistas dos amanhãs messiânicos.
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Dêem-me um tiro na cabeça” – pareceu-me que já lho tinham dado.
E há muito tempo: coitado.
Confrangedor. Constrangedor.
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Para começar deixemos em paz Fernando Nobre e a sua organização familiar também conhecida por AMI.
Que o nacional-socialismo teve inspiração mística ou seja uma seita é um dado adquirido. Para dúvidas consultar a wiki.
Que o comunismo era uma seita mas com inspiração muito terrenas é outro dado adquirido.
Que ambos mataram milhões de pessoas também não causa discussão.
Que os que empunhavam os símbolos colocados por JA também mataram milhões é outra certeza.
Sendo assim e tendo a certeza que o que está escrito é a verdade, só a verdade e nada mais que a verdade não vejo motivo para discussão.
Discussão será por exemplo saber se o adepto do Benfica pertence a uma religião, a uma seita ou se representa a verdadeira alma lusitana.
Esta é que é esta.
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Não há qualquer discussão. Só há discussão com quem acha a suástica ofensiva e a foice e martelo tolerável.
No entanto, não se pode formar um partido com uma suástica como símbolo mas não há problema em meter foices e martelos no parlamento.
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É assim, sem escândalo nem hipótese de contestação, desde a vitória das “democracias”, em 45. E quem contesta ou nega, pode ir parar à choldra por uns anos, como já aconteceu, por via da legislação em vigor nalgumas dessas democracias triunfantes.
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É natural, também já é muito antigo.
Breno (em latim Brennus) foi um chefe da tribo celta dos Sênones, que habitava a costa do Adriático, na Itália. Em 387 a.C., ele liderou o exército gaulês que capturou e saqueou a cidade de Roma (exceto o monte Capitólio), após ter batido os romanos na batalha do Ália.
Os romanos concordaram em pagar um resgate para libertar a cidade. De acordo com a lenda, durante uma discussão sobre o peso do ouro usado no resgate, Brennus atirou sua pesada espada na balança e pronunciou a célebre frase: “Vae victis”, que significa: “ai dos vencidos”.
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O comunismo é essencialmente uma religião. Por isso a comparação. E o nacional-socialismo (ou nazismo) já não o será tanto. Outra ideologia que é essencialmente uma religião é a do liberalismo económico. E muitos fundamentalistas desta escrevem aqui.
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O que aqui se escreve não matou nem matará ninguém.
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Interessante. O que é que diferencia uma religião de uma ideologia? Uma religião foca-se em dogmas e num tom messiânico de um mundo melhor. A ideologia assenta em princípios.
O comunismo assenta em alguns princípios — sociedade igualitária, ausência de classes — mas vê dogmas desmentidos pela realidade actual — a mais-valia capitalista, a luta constante de classes, o lucro como roubo aos trabalhadores — e prescreve soluções messiânicas de um mundo perfeito.
O liberalismo larga o posicionamento normativo e interpreta as coisas como elas são: os agentes zelam pelo seu interesse e maximizam o seu bem-estar transaccionando num mercado livre. Para isto, necessita de alguns direitos fundamentais: direito à vida, à liberdade e à felicidade. Não diz como as coisas devem ser nem é assente em dogmas. Somente em princípios.
Posto isto, adoraria ler a sua justificação para considerar o liberalismo uma religião.
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