muito bem
Esta sugestão da Juventude Popular de reforma da lei do aborto no sentido de introduzir taxas moderadoras para a sua prática no SNS, devendo as mesmas ser progressivas nos casos de aborto recorrente. Menos do que isto, ou seja, o regime em vigor, próprio do paternalismo habitual do estado social, é introduzir um tratamento diferenciado entre pessoas doentes que têm de pagar para se poderem tratar no SNS (e a gravidez, pelo menos por enquanto, não parece que seja uma doença), e quem vai lá abortar sem qualquer encargo. Por outro lado, se todos – até mesmo os defensores da liberalização absoluta – concordamos em que o aborto é um último recurso, sempre deplorável e a evitar, consagrá-lo como um direito universal gratuito é um incentivo à falta de responsabilidade dos indivíduos. É certo que não será com mais taxa, menos taxa que os números do aborto no SNS cairão significativamente. Mas a mensagem que o estado passa com a legislação actual é a de que ninguém precisa de pensar nas consequências dos seus actos, porque ele lá estará para as assumir. E de graça, para que a desresponsabilização seja total.

A solução mais viável, era aumentar a comparticipação do estado nos contraceptivos, ou então informar os casais que sem protecção ou há “crianço” ou aborto pago!!!
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Bom tínhamos que fazer a contabilidade ao nº de cúpulas por ano e quantos os anos de intervalo entre cada aborto.
É só fazer as contas!
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a minha ex-mulher a dias diz que não paga impostos para as ‘gajas da perna aberta’ andarem a fazer abortos de graça.
o aborto é doença politica, juntamente com a droga ea sida
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Há aqui qualquer coisa que não bate certo nesses proponentes que são contra o aborto, pelos motivos bem conhecidos do direito à vida etc e tal. Agora vêm considerar que o recurso à interrupção voluntária da gravidez assume a função de método contraceptivo.
Enfim, quando se trata de amealhar uns cobres, lá se vão os princípios.
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Falou quem, obviamente, nao os tem…..
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Tive conhecimento de uma história em que a mulher foi fazer um aborto sem que o parceiro tivesse conhecimento…
Estamos a falar de uma relação em união estável com uma criança em comum, mesmo assim o estado permitiu que a mulher fizesse o aborto sem o conhecimento do parceiro e suposto progenitor mas com o total aval do estado.
Estado social da treta que fomenta a destruição social.
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O aborto é um crime abominável, mesmo que o Estado não o puna. É um autêntico massacre de vidas humanas, ainda por cima pago. Isto é, simplesmente, intolerável. É a barbárie desenfreada.
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Quem quizer fazer abortos que os pague do seu bolso a nao ser que a continuacao da gravidez ponha em riso a vida da futura mae, o que deve acontecer em casos muito raros.
O Estado devia era investir mais na educacao e prevencao. Fazer meninos nao e a mesma coisa que fazer bonecos descartaveis!
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Sou contra a IVG, logo nunca a pratiquei, no meu corpo por impossibilidade ou no corpo que partilhava (nunca comunguei intimidade com uma mulher dona do seu corpo, se partilho o corpo partilho a responsabilidade e consequência disso). Não sei o que é ter uma vida a crescer dentro de mim, sei o que é partilhar esse estado. Não concordo com a gratuitidade assim como não concordo com qualquer progressividade (e o registo que tal implicaria). Mais grave para mim são situações como a que vivi, de partilha de espaço de cuidados de saúde entre futuras mamãs e futuras ex-futuras mamãs por opção, deve ser egoísmo ter sentido o meu (nosso) estado de graça perturbado.
Em todo o caso a situação actual faz a IVG parecer uma decisão de consumo, o que é perturbante.
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Nem em caso de violação, JorgeGabinete?
Ah, fôssemos todos assim e eu ainda teria um filho com a mulher dos meus sonhos mais recônditos. 😉
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E se é a pagar sobra sempre o clandestino, por voltar-se ao que se quis evitar de atraso abyssal e seus perigos .
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O princípio ‘escondido’ é o da ‘convergência’ (neste caso de taxas moderadoras). Interessaria perceber por razão quando surge este ímpeto (de ‘convergir’), no seio da actual maioria, se pretende nivelar – sempre – por baixo. Não aparece alguém a questionar a existência das taxas moderadoras como sendo, nas circunstâncias que o País vive, um obstáculo à acessibilidade do SNS.
Claro que a IVG, é uma situação que tem um historial próprio e recente, de algum modo traumático (fracturante) e, por isso, transcende os ‘mecanismos convergentes’, aparentemente inspirados num tratamento equitativo a ser aplicado em situações excepcionais. Todos estes malabarismos desembocam num problema político mais vasto: o ‘desmembramento’ do Estado Social. Aliás o conceito de ‘progressividade’ dessas taxas é o gato escondido com o rabo de fora.
Como estou habituado a ‘justificações’ incríveis fico à espera que apareça alguém a defender que a introdução de taxas moderadoras na IVG possa ser conotada como um estímulo à natalidade (num País a viver um grave problema demográfico).
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Se houver suficiente cuidado para que as mulheres não voltem a abortar em salas de apartamentos esconsos, a ideia não está longe da razão no que diz respeito às taxas. Na área da saúde, o que diz respeito ao planeamento familiar é gratuito e o aborto está incluído. Mas não parece justa a isenção de taxas, embora as mulheres que mais abortam provavelmente serão isentas.
Quando falha a educação… talvez umas sessões de formação obrigatória para casos recorrentes.
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