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muito bem

10 Março, 2014
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Esta sugestão da Juventude Popular de reforma da lei do aborto no sentido de introduzir taxas moderadoras para a sua prática no SNS, devendo as mesmas ser progressivas nos casos de aborto recorrente. Menos do que isto, ou seja, o regime em vigor, próprio do paternalismo habitual do estado social, é introduzir um tratamento diferenciado entre pessoas doentes que têm de pagar para se poderem tratar no SNS  (e a gravidez, pelo menos por enquanto, não parece que seja uma doença), e quem vai lá abortar sem qualquer encargo. Por outro lado, se todos – até mesmo os defensores da liberalização absoluta – concordamos em que o aborto é um último recurso, sempre deplorável e a evitar, consagrá-lo como um direito universal gratuito é um incentivo à falta de responsabilidade dos indivíduos. É certo que não será com mais taxa, menos taxa que os números do aborto no SNS cairão significativamente. Mas a mensagem que o estado passa com a legislação actual é a de que ninguém precisa de pensar nas consequências dos seus actos, porque ele lá estará para as assumir. E de graça, para que a desresponsabilização seja total.

13 comentários leave one →
  1. Severo's avatar
    Severo permalink
    10 Março, 2014 18:55

    A solução mais viável, era aumentar a comparticipação do estado nos contraceptivos, ou então informar os casais que sem protecção ou há “crianço” ou aborto pago!!!

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    • maria ferreira's avatar
      maria ferreira permalink
      10 Março, 2014 19:56

      Bom tínhamos que fazer a contabilidade ao nº de cúpulas por ano e quantos os anos de intervalo entre cada aborto.
      É só fazer as contas!

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  2. balde-de-cal's avatar
    balde-de-cal permalink
    10 Março, 2014 19:27

    a minha ex-mulher a dias diz que não paga impostos para as ‘gajas da perna aberta’ andarem a fazer abortos de graça.

    o aborto é doença politica, juntamente com a droga ea sida

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  3. Piscoiso's avatar
    10 Março, 2014 20:34

    Há aqui qualquer coisa que não bate certo nesses proponentes que são contra o aborto, pelos motivos bem conhecidos do direito à vida etc e tal. Agora vêm considerar que o recurso à interrupção voluntária da gravidez assume a função de método contraceptivo.
    Enfim, quando se trata de amealhar uns cobres, lá se vão os princípios.

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  4. Vivendi's avatar
    10 Março, 2014 20:44

    Tive conhecimento de uma história em que a mulher foi fazer um aborto sem que o parceiro tivesse conhecimento…

    Estamos a falar de uma relação em união estável com uma criança em comum, mesmo assim o estado permitiu que a mulher fizesse o aborto sem o conhecimento do parceiro e suposto progenitor mas com o total aval do estado.

    Estado social da treta que fomenta a destruição social.

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  5. Luís Pereira's avatar
    Luís Pereira permalink
    10 Março, 2014 21:34

    O aborto é um crime abominável, mesmo que o Estado não o puna. É um autêntico massacre de vidas humanas, ainda por cima pago. Isto é, simplesmente, intolerável. É a barbárie desenfreada.

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  6. BEIRAODOS SETECOSTADOS's avatar
    BEIRAODOS SETECOSTADOS permalink
    11 Março, 2014 00:01

    Quem quizer fazer abortos que os pague do seu bolso a nao ser que a continuacao da gravidez ponha em riso a vida da futura mae, o que deve acontecer em casos muito raros.
    O Estado devia era investir mais na educacao e prevencao. Fazer meninos nao e a mesma coisa que fazer bonecos descartaveis!

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  7. JorgeGabinete's avatar
    JorgeGabinete permalink
    11 Março, 2014 00:32

    Sou contra a IVG, logo nunca a pratiquei, no meu corpo por impossibilidade ou no corpo que partilhava (nunca comunguei intimidade com uma mulher dona do seu corpo, se partilho o corpo partilho a responsabilidade e consequência disso). Não sei o que é ter uma vida a crescer dentro de mim, sei o que é partilhar esse estado. Não concordo com a gratuitidade assim como não concordo com qualquer progressividade (e o registo que tal implicaria). Mais grave para mim são situações como a que vivi, de partilha de espaço de cuidados de saúde entre futuras mamãs e futuras ex-futuras mamãs por opção, deve ser egoísmo ter sentido o meu (nosso) estado de graça perturbado.
    Em todo o caso a situação actual faz a IVG parecer uma decisão de consumo, o que é perturbante.

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    • Fincapé's avatar
      Fincapé permalink
      11 Março, 2014 21:29

      Nem em caso de violação, JorgeGabinete?
      Ah, fôssemos todos assim e eu ainda teria um filho com a mulher dos meus sonhos mais recônditos. 😉

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  8. tamal's avatar
    tamal permalink
    11 Março, 2014 04:25

    E se é a pagar sobra sempre o clandestino, por voltar-se ao que se quis evitar de atraso abyssal e seus perigos .

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  9. JDGF's avatar
    JDGF permalink
    11 Março, 2014 08:07

    O princípio ‘escondido’ é o da ‘convergência’ (neste caso de taxas moderadoras). Interessaria perceber por razão quando surge este ímpeto (de ‘convergir’), no seio da actual maioria, se pretende nivelar – sempre – por baixo. Não aparece alguém a questionar a existência das taxas moderadoras como sendo, nas circunstâncias que o País vive, um obstáculo à acessibilidade do SNS.
    Claro que a IVG, é uma situação que tem um historial próprio e recente, de algum modo traumático (fracturante) e, por isso, transcende os ‘mecanismos convergentes’, aparentemente inspirados num tratamento equitativo a ser aplicado em situações excepcionais. Todos estes malabarismos desembocam num problema político mais vasto: o ‘desmembramento’ do Estado Social. Aliás o conceito de ‘progressividade’ dessas taxas é o gato escondido com o rabo de fora.
    Como estou habituado a ‘justificações’ incríveis fico à espera que apareça alguém a defender que a introdução de taxas moderadoras na IVG possa ser conotada como um estímulo à natalidade (num País a viver um grave problema demográfico).

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  10. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    11 Março, 2014 21:48

    Se houver suficiente cuidado para que as mulheres não voltem a abortar em salas de apartamentos esconsos, a ideia não está longe da razão no que diz respeito às taxas. Na área da saúde, o que diz respeito ao planeamento familiar é gratuito e o aborto está incluído. Mas não parece justa a isenção de taxas, embora as mulheres que mais abortam provavelmente serão isentas.
    Quando falha a educação… talvez umas sessões de formação obrigatória para casos recorrentes.

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